A empresária Márcia Gama Nepomuceno, mulher do traficante Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, e mãe do rapper Oruam, foi presa pela Polícia Federal (PF) nesta segunda-feira (19), na Operação Backbone.
Na ação, que visava desarticular uma estrutura ligada ao Comando Vermelho, também foi preso um outro filho do casal, Lucas dos Santos Nepomuceno.
Até o início desta tarde, a PF tinha cumprido 20 mandados de prisão, o que inclui um contra o próprio Marcinho VP, que já cumpre pena na Penitenciária Federal de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul. Em 2026, o traficante completou 30 anos de detenção.
Segundo a PF, o grupo criminoso investigado impõe o monopólio do fornecimento de internet nos conjuntos de favelas do Alemão, na Penha, e do Chapadão, que se estende aos bairros da Pavuna, Anchieta, Ricardo de Albuquerque, Costa Barros e Guadalupe, na Zona Norte do Rio.
De acordo com as investigações, o esquema alvo da operação utiliza empresas provedoras para lavar os recursos obtidos com a atividade.
Defesa
O advogado Flávio Fernandes, que defende Márcia, disse que não teve acesso aos autos da investigação e do processo e, por isso, não podia opinar sobre a prisão.
“O que a gente sabe é que se trata de uma investigação, acredito que não seja processo, que investiga empresas que forneceriam sinais clandestinos de TV, de internet e que essas empresas repassariam valores para familiares da minha cliente”, informou à Agência Brasil, por meio de áudio no WhatsApp, ressaltando que é advogado apenas de Márcia.
Flávio Fernandes descartou o envolvimento de Márcia Nepomuceno neste esquema.
“Márcia não tem nenhum envolvimento com empresas deste tipo de atuação. As empresas com o nome da Márcia são todas legalizadas. Ela emite notas, está em dia com o fisco, com as obrigações na Receita Federal. Essas empresas aí, Márcia desconhece. Não tem envolvimento com qualquer tipo de empresa clandestina de fornecimento de sinal de internet”, afirmou ainda no áudio.
A Agência Brasil não conseguiu contato com a defesa de Lucas.
Mandados de busca
Além dos 23 mandados de prisão preventiva, havia 24 mandados de busca e apreensão também expedidos pelo STF.
Os alvos estavam na capital fluminense e nos municípios de Nova Iguaçu, São João de Meriti e Magé, na Baixada Fluminense; Teresópolis, na Região Serrana; e Maricá, na Região Metropolitana do Rio.
“Parte dos mandados de prisão será cumprida no sistema prisional, inclusive em unidade do Sistema Penitenciário Federal”, informou a PF.
De acordo com a corporação, também foi determinado o bloqueio de bens e valores em até R$ 558 milhões, alcançando 40 pessoas físicas e 42 empresas.
A Justiça também ordenou a suspensão das atividades econômicas das pessoas jurídicas em questão, entre provedores de internet, produtoras de eventos, empresa de contabilidade e empresas de fachada que eram utilizadas pelo grupo nas práticas criminosas.
A PF informou que a Operação Backbone se insere no âmbito da Força-Tarefa Missão Redentor II, iniciativa coordenada pela Polícia Federal.
O objetivo é “combater organizações criminosas atuantes no estado do Rio de Janeiro, em conformidade com as diretrizes estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal na ADPF 635”.
Os assistentes operacionais das escolas de Albufeira denunciaram esta segunda-feira uma crescente sobrecarga de trabalho, que dizem ter sido agravada pelo fim da contratação externa dos serviços de limpeza, situação que levou à pré-convocatória de uma semana de greve para novembro.
O protesto decorreu em frente à Câmara Municipal de Albufeira e foi promovido pelo Sindicato de Todos os Profissionais da Educação (S.TO.P), reunindo “cerca de uma centena e meia” de trabalhadores dos três agrupamentos escolares do concelho, segundo fonte sindical citada pela Lusa.
Daniel Martins, dirigente do sindicato, considera que a escassez de profissionais é “um problema nacional”, mas sustenta que, em Albufeira, os assistentes operacionais “andam exaustos” porque “são paus para toda a obra”, acumulando um elevado número de tarefas.
Entre as funções desempenhadas pelos trabalhadores no concelho algarvio estão o acompanhamento e a vigilância dos alunos, o apoio às refeições, os serviços de manutenção e a assistência a crianças com necessidades educativas especiais, entre outras, enumerou o sindicalista.
Sindicato alerta para sobrecarga após fim da limpeza externa
“Toda uma panóplia de situações que nem sequer integram o conjunto de funções que lhes são atribuídas e que eles fazem de bom grado, mas sem a formação devida”, sustentou o dirigente do S.TO.P.
Este problema, acrescentou, foi agravado pelo fim do contrato de prestação de serviços de limpeza nas escolas do concelho, no final de setembro, causando “uma sobrecarga extra”.
“Se as colegas já estavam sobrecarregadas de trabalho, agora ainda lhes foi atribuído mais trabalho. As limpezas, sendo função delas, tinham sido privatizadas, mas essa subcontratação terminou agora. As colegas não aguentam, muitas estão a meter baixa, outras estão a dar mais uma hora ao final do dia para pôr as coisas no mínimo exequível. Quem paga são as crianças, que não têm escolas em condições”, afirmou Daniel Martins.
Segundo o S.TO.P, a situação pode comprometer a segurança dos alunos, uma vez que os assistentes operacionais têm de dividir o tempo entre a limpeza dos espaços e a vigilância das crianças.
“Ou existem funcionários para limpar ou funcionários para vigiar, o que não podem é estar a fazer as duas coisas ao mesmo tempo. Isso significa que a segurança está em causa”, alertou o dirigente sindical.
Trabalhadores admitem greve entre 9 e 13 de novembro
Num plenário realizado hoje, os profissionais aprovaram a entrega de um caderno reivindicativo à Câmara de Albufeira, esperando “obter respostas até final do mês de outubro”, revelou Daniel Martins.
Já está agendado um novo plenário, com marcha pelas ruas da cidade, para 04 de novembro, em que será avaliada e ratificada uma greve de uma semana, já pré-convocada para os dias 09 a 13 de novembro, “dependendo do que a câmara responder”, destacou o dirigente do S.TO.P.
Câmara anuncia novas contratações e investimento em vigilância
Contactado pela Lusa, o presidente da Câmara de Albufeira, Rui Cristina (Chega), considerou as críticas injustas e revelou que, até final deste ano letivo, a autarquia espera contratar cerca de uma centena de profissionais para as escolas.
“A partir de amanhã [terça-feira], vão entrar 20 novos assistentes operacionais. Vamos apresentar em reunião de câmara uma proposta de concurso para contratar mais 35 assistentes operacionais, além de 14 cozinheiros, e contamos ter disponíveis mais 30 em colaboração com o Instituto de Emprego e Formação Profissional”, referiu.
A Câmara de Albufeira vai investir também 150 mil euros em serviços de vigilância na entrada das escolas, libertando assistentes operacionais para as suas funções, acrescentou o autarca eleito pelo Chega, lembrando que a contratação externa para a limpeza “tinha um custo de mais de 1 milhão de euros”.
“Não há nenhum município no Algarve em que os assistentes operacionais não façam limpezas. Compreendo muitas das suas queixas, acho que estes profissionais têm de ser valorizados, mas no dia a dia vão ter de cumprir o que está no seu contrato”, defendeu.
Novo bronze mundial colocou Madalena Santos, atleta do Karate Clube de Faro, entre as melhores do mundo na categoria de Kumite Cadetes Feminino +61 kg, no Campeonato do Mundo de Cadetes, Juniores e Sub-21 de Karaté, disputado entre 14 e 18 de outubro, em Bielsko-Biała, na Polónia.
A medalha reforça um ano de destaque internacional para a jovem karateca farense, que já em fevereiro se tinha sagrado campeã da Europa de Cadetes, na mesma categoria, no Campeonato da Europa realizado em Limassol, no Chipre.
Com estes dois resultados, Madalena Santos junta um título europeu a uma medalha mundial numa temporada em que se afirmou nas principais competições internacionais do seu escalão.
Do título europeu ao pódio mundial
O terceiro lugar alcançado na Polónia dá continuidade ao percurso internacional da atleta, que voltou a representar o Karate Clube de Faro numa competição de elevado nível.
Para o clube farense, o resultado confirma o trabalho desenvolvido na formação e preparação de atletas para provas internacionais, destacando também o contributo da equipa técnica e de todos os que acompanham o percurso desportivo de Madalena Santos.
A conquista assume igualmente particular significado para o karaté algarvio, ao colocar novamente uma atleta da região num pódio internacional.
Madalena Santos reforça percurso internacional
Depois do ouro europeu conquistado no Chipre e do bronze mundial agora alcançado na Polónia, Madalena Santos consolida o seu percurso entre as principais atletas jovens do karaté português na categoria de Kumite Feminino +61 kg.
O Karate Clube de Faro felicitou a atleta pela prestação no Campeonato do Mundo, considerando a medalha um resultado de destaque para o clube, para Faro e para o Algarve.
O guarda-redes João Félix continua a viver a “sensação incrível” de ter sido decisivo na passagem do Olhanense, da primeira divisão distrital do Algarve, à quarta eliminatória da Taça de Portugal, depois de defender e converter um penálti no desempate frente ao Oliveira do Hospital.
Em declarações à agência Lusa, o jogador recordou o momento vivido no domingo no Estádio José Arcanjo, em Olhão, onde a formação algarvia afastou uma equipa do Campeonato de Portugal e prolongou o percurso na ‘prova rainha’.
Depois de um empate 1-1 que se manteve após o prolongamento, o apuramento teve de ser decidido através das grandes penalidades. Ao fim de 17 tentativas, João Félix acabou por assumir o papel decisivo.
O guarda-redes travou o remate de Lucas Silva, também guarda-redes do Oliveira do Hospital, antes de assumir a cobrança seguinte e converter a grande penalidade que confirmou a qualificação do Olhanense.
Guarda-redes recorda momento decisivo
“Não me passou grande coisa pela cabeça. Foi pegar na bola, ter confiança no penálti decisivo, marcar e ajudar a equipa a ganhar”, comentou João Félix.
O momento fez lembrar o desempate entre Portugal e a Inglaterra, no Europeu de 2004, quando Ricardo, guarda-redes da seleção portuguesa, cometeu proeza semelhante.
“Nem me lembrei disso, mas, quando cheguei ao balneário, os meus colegas começaram logo a falar disso e lembrámo-nos”, recordou, entre risos.
Ao telemóvel do guarda-redes do Olhanense têm chegado desde domingo “várias mensagens” de felicitações, algumas delas de antigos colegas na formação do Benfica, como Diogo Prioste e José Melro.
“Não me sinto um herói porque foi um trabalho extraordinário da equipa para chegarmos aos penáltis. É claro que a decisão de penáltis é mais focada nos guarda-redes, mas, até chegar à minha vez, houve outros colegas meus que marcaram”, considerou o atleta da equipa algarvia.
Olhanense é a única equipa dos distritais ainda em prova
O Olhanense é a única equipa dos campeonatos distritais ainda em prova na Taça de Portugal, mas João Félix rejeita qualquer título de ‘equipa-sensação’.
“O nosso objetivo é o campeonato. Vamos tentar vencer o adversário que vier na Taça de Portugal, sabendo que vai ficando cada vez mais difícil”, frisou.
Sonho de defrontar um ‘grande’ permanece
Em relação ao sonho de jogar frente a um ‘grande’, o ‘guardião’ não esconde que tem um “impacto diferente”.
“Todos os jogadores o preferem, mas, se não acontecer, já é muito bom estarmos na quarta eliminatória da Taça de Portugal”, concluiu.
O Amendoeira Golf Resort foi distinguido pelo segundo ano consecutivo nos World Luxury Travel Awards, conquistando os prémios de Melhor Campo de Golfe do Sul da Europa e Destino de Golfe Mais Sustentável do Sul da Europa, anunciou o Grupo Rolear na sua página de Facebook.
Numa publicação dedicada aos galardões, o grupo considera que se tratam de “Duas distinções europeias que reforçam o compromisso do Grupo Rolear com a excelência e a sustentabilidade.”
O Grupo Rolear destaca que “O Amendoeira Golf Resort, foi distinguido pelo segundo ano consecutivo nos World Luxury Travel Awards: como Melhor Campo de Golfe do Sul da Europa e Destino de Golfe Mais Sustentável do Sul da Europa.”
Grupo destaca investimento em eficiência e preservação ambiental
Na mesma publicação, o Grupo Rolear associa os prémios à estratégia seguida nas diferentes áreas em que atua. “Estes prémios refletem a visão que o Grupo Rolear promove em todas as suas áreas de atividade: aliar qualidade, inovação e sustentabilidade, criando valor para clientes, parceiros e comunidade.”
O Amendoeira Golf Resort integra o Grupo Rolear desde 2023. Desde então, segundo a empresa, têm sido desenvolvidas medidas relacionadas com eficiência energética, utilização dos recursos e proteção ambiental.
“Desde a integração do Amendoeira Golf Resort no Grupo Rolear, em 2023, temos reforçado a aposta na eficiência energética, na gestão responsável dos recursos e na preservação ambiental, sem comprometer a excelência da experiência proporcionada aos visitantes”, refere o Grupo Rolear.
Localizado em Alcantarilha, no concelho de Silves, e em atividade desde 2008, o Amendoeira Golf Resort integra golfe, alojamento, desporto, natureza e experiências para famílias.
A oferta inclui os campos Faldo Course, O’Connor Jnr. Course, Academy Course e Parreira Afonso Course, bem como diferentes tipologias de alojamento e um Sports Center com atividades para várias idades.
Entre el paseo de la Castellana y la calle de José Ortega y Gasset, hay un árbol viario que roza los 200 años. Se trata del un olmo plantado, según los expertos, en 1830. El Ayuntamiento ha elegido este lugar para presentar este lunes la Guía Verde de Madrid, una publicación que recorre los 36 parques y espacios emblemáticos de la capital para reivindicar su patrimonio verde. Dentro de las páginas, los madrileños pueden conocer más sobre El Retiro y la Dehesa de la Villa, o las seis iniciativas que se encuentran actualmente en ejecución, como Parque Castellana o la Gran Vía del Sureste.
A través de planos, fotografías y ejemplos prácticos, la publicación muestra la diversidad de la infraestructura verde madrileña, desde parques históricos, jardines y bosques urbanos hasta cubiertas y fachadas vegetales, refugios climáticos y huertos urbanos. "Nos hemos propuesto invitar a la gente a conocer, a descubrir y a valorar el patrimonio natural que tiene Madrid. Sus condiciones naturales siempre han sido muy difíciles y lo que podemos ver en estos espacios es una adaptación inteligente de cómo Madrid ha ido creciendo", ha destacado el director General de Gestión del Agua y Zonas Verdes, Francisco Muñoz.
La guía se ha elaborado con la colaboración de especialistas y entidades dedicadas al estudio del patrimonio verde, entre ellas la Red Mundial de la Infraestructura Verde, la Universidad Politécnica de Madrid, la Real Academia de la Ingeniería, Crea Madrid Nuevo Norte y Madrid Calle 30. Los 2.000 ejemplares se distribuirán por las juntas municipales de distrito, asociaciones vecinales y centros escolares. "Es una medida positiva para acercar a los más jóvenes", ha recalcado el delegado de Urbanismo, Medio Ambiente y Movilidad, Borja Carabante. Además, la edición bilingüe, en español e inglés, permitirá dar a conocer este patrimonio fuera de España y facilitar su difusión entre las delegaciones internacionales que visitan Madrid, así como entre los turistas a través de las oficinas de información turística.
El olmo de Castellana, testigo de la historia
El olmo bicentenario, situado en el paseo de la Castellana, ha sido testigo de la evolución de la ciudad y de su tradición de paseos arbolados. Con unos 18 metros de altura, un perímetro de tronco de 3,8 metros y una copa de aproximadamente 14 metros de diámetro, este ejemplar está protegido como árbol singular por el Plan General de Ordenación Urbana de Madrid de 1997. Se trata del árbol vivo viario más antiguo de la capital y su presencia permite acercarse a la historia de una especie que durante siglos ocupó un lugar destacado en las plazas, caminos y paseos de numerosas localidades españolas.
Este ejemplar ha desempeñado un papel importante en la capital: sus amplias copas proporcionan sombra y confort, mientras que su presencia en plazas y espacios públicos ha favorecido las reuniones vecinales y la convivencia. En 1849, el Diccionario geográfico-estadístico de España y sus posesiones de ultramar, de Pascual Madoz, contabilizaba 13.341 olmos en el viario de la ciudad, lo que representaba el 37,1% del arbolado de calle de aquella época. La expansión de la grafiosis, una enfermedad de origen asiático que causó la muerte de más de un millón de olmos en España, redujo drásticamente la presencia de esta especie en el paisaje urbano. Sin embargo, los trabajos de investigación y mejora genética han abierto nuevas posibilidades para su recuperación.
"El 10% de los árboles en el viario público son olmos y lo que queremos es rendir también homenaje y tributo a quienes han mantenido esta ciudad como una referencia, a los jardineros y a los técnicos municipales que han ido construyendo cada vez una ciudad más verde y más sostenible para que sea más amigable para todos los madrileños", ha recalcado Carabante después de inaugurar una placa honorífica.
Técnica tradicional de construção em taipa está a ser experimentada no Algarve em novas soluções de mobiliário urbano, através de um projeto que já colocou um banco no Jardim da Alameda, em Faro, e prevê instalar outras peças na Ilha da Culatra e em Querença.
A experiência foi apresentada a 15 de outubro, no Instituto Português do Desporto e da Juventude (IPDJ), em Faro, durante a sessão técnica “Taipa no Mobiliário Urbano: inovação sustentável para o espaço público”, promovida no âmbito do projeto “Matéria Adentro”.
Desenvolvido pela Perto Arquitetura e pela A Engenharia da Taipa, o protótipo consiste num banco de jardim construído com recurso a esta técnica tradicional. A instalação no Jardim da Alameda contou, desde o início, com o acolhimento do Município de Faro.
O projeto prevê ainda a colocação de outro protótipo na Ilha da Culatra e de um candeeiro no Jardim Manuel Viegas Guerreiro, em Querença.
Materiais tradicionais ganham novas aplicações
A sessão contou com um enquadramento científico de Alfredo Braga, do Instituto Superior de Engenharia da Universidade do Algarve, que apresentou informação sobre a técnica, o desempenho e a durabilidade das construções em taipa no sul do país.
O encontro abordou também o progressivo desaparecimento do património construído com esta técnica e a possibilidade de lhe atribuir novas utilizações, nomeadamente no espaço público.
Além da taipa, foram discutidas aplicações de outros materiais endógenos do Algarve, como a cana e a ostra, procurando desenvolver soluções com menor impacto ambiental para os setores do design, arquitetura e construção.
A adoção destas propostas pelas autarquias esteve igualmente em debate numa mesa-redonda moderada por Catarina Cruz, com representantes do Município de Aljezur, Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL), Ordem dos Arquitetos e equipa do projeto “Matéria Adentro”.
Entre os principais desafios identificados estiveram a durabilidade e manutenção das peças, regulamentação, licenciamento, contratação pública e capacidade de produção.
Projeto aposta na economia circular e nos recursos do Algarve
O debate destacou ainda a importância de preservar e transmitir às novas gerações os conhecimentos ligados aos materiais e técnicas tradicionais, envolvendo escolas, instituições de ensino superior, arquitetos, designers, municípios e profissionais da construção.
Foi igualmente abordada a reutilização de terras provenientes de construções anteriores e de resíduos de construção e demolição como forma de integrar princípios de economia circular. Foram ainda referidas oportunidades de financiamento através do Programa Regional Algarve 2030.
O projeto “Matéria Adentro” termina a 22 de outubro, com uma sessão marcada para as 14:30 no auditório da CCDR Algarve, em Faro, destinada à apresentação dos resultados e à reflexão sobre novas utilizações dos materiais endógenos.
Integrada no “Programa de Desenvolvimento de Novos Produtos baseados em Materiais Endógenos Inspirados na Dieta Mediterrânica”, a iniciativa pretende estimular a criação de produtos a partir de recursos locais e associar os saberes tradicionais à inovação.
O trabalho incluiu residências criativas com artesãos, empresas, designers, arquitetos e investigadores, nas quais foram desenvolvidas experiências com cana, casca de ostra, barro e taipa, procurando aplicações no design, arquitetura e construção sustentável.
Clubes e associações de Albufeira vão beneficiar de um reforço de cerca de 15% no investimento municipal destinado à formação desportiva, após a assinatura dos contratos-programa que formalizam os apoios à atividade das coletividades do concelho.
Os contratos foram assinados na sexta-feira, 16 de outubro, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, numa iniciativa dirigida sobretudo ao trabalho desenvolvido pelos clubes junto das crianças e dos jovens.
A autarquia mantém, através destes instrumentos, o apoio à atividade das coletividades e ao acompanhamento dos atletas ao longo da época, abrangendo modalidades que vão do futebol ao surf, passando pela patinagem, basquetebol e artes marciais.
Município reconhece necessidades ao nível dos equipamentos
O município destaca o papel desempenhado por dirigentes, treinadores e colaboradores na organização dos treinos, acompanhamento das competições e aproximação dos mais jovens à prática desportiva.
A autarquia considera ainda que a participação nos clubes contribui não apenas para a aprendizagem das diferentes modalidades, mas também para experiências de cooperação, respeito e superação entre crianças e jovens.
“Nós vamos continuar a apostar na formação desportiva”, afirmou Rui Cristina, presidente da Câmara Municipal de Albufeira, durante a sessão.
O autarca reconheceu também as necessidades manifestadas pelas coletividades ao nível dos equipamentos e dos espaços destinados aos treinos, indicando que o município procurará encontrar respostas dentro dos recursos disponíveis.
Novo regulamento deverá entrar em vigor no próximo ano
A Câmara de Albufeira está igualmente a preparar um regulamento de apoio ao associativismo desportivo, que o executivo pretende concluir e aplicar no início do próximo ano.
O objetivo passa por estabelecer critérios mais claros, permitindo aos clubes conhecer a metodologia utilizada na avaliação e atribuição dos apoios municipais e procurando reforçar a equidade e a transparência do processo.
Três concertos marcam o regresso dos Serões de Outono à Casa do Povo de Santo Estêvão, no concelho de Tavira, numa programação que decorre entre outubro e dezembro e reúne diferentes gerações e linguagens da música portuguesa contemporânea.
A nova edição tem como protagonistas Branco Toca Marco Paulo, com participação especial de Samuel Úria, Ana Lua Caiano e Diogo Zambujo, levando novamente a música a esta pequena localidade do barrocal tavirense numa época do ano em que a atividade turística e cultural tende a diminuir no Algarve.
A iniciativa procura, desta forma, manter uma programação regular fora dos principais centros urbanos e dos períodos de maior afluência turística, reforçando a atividade cultural numa comunidade rural do concelho de Tavira.
Casa do Povo tem recebido vários nomes da música portuguesa
Ao longo dos últimos anos, a Casa do Povo de Santo Estêvão tem acolhido artistas como Manel Cruz, A Garota Não, B Fachada, Márcia, Bruno Pernadas, Aline Frazão, Tó Trips e Club Makumba.
A proximidade entre músicos e público e a diversidade artística têm marcado o percurso dos Serões de Outono, projeto que procura associar criação contemporânea, território e envolvimento da comunidade.
A programação pretende também contribuir para a valorização do interior do concelho de Tavira, promovendo a circulação de públicos pelas aldeias e reforçando a ligação entre cultura e território.
Associativismo local mantém programação fora dos grandes centros
A Casa do Povo de Santo Estêvão apresenta os Serões de Outono como um exemplo da capacidade do associativismo local para desenvolver programação cultural em meios rurais, apesar dos recursos limitados.
A iniciativa é organizada pela Casa do Povo de Santo Estêvão e conta com o apoio do Município de Tavira e da Junta de Freguesia de Santo Estêvão.
Entre outubro e dezembro, a música volta assim a ocupar o espaço associativo, prolongando uma programação que tem procurado criar momentos de encontro entre artistas, habitantes e público de outras zonas do concelho e da região.
O turismo português continua a crescer em receitas, dormidas e projeção internacional.
A eleição de Portugal como Melhor Destino da Europa e a distinção do Algarve como Melhor Destino de Praia da Europa nos World Travel Awards 2026 são motivo de orgulho e confirmam a atratividade dos nossos destinos. Mas estes prémios devem também levar-nos a refletir sobre o que significa, na prática, ser um destino de excelência. Num território onde o acesso à habitação se tornou uma preocupação crescente, importa perguntar se quem contribui diariamente para essa excelência consegue também viver na região, desenvolver uma carreira e projetar nela o seu futuro. A reputação de um destino não se constrói apenas com aquilo que oferece a quem o visita, mas também com as condições que proporciona a quem nele trabalha. Para além dos indicadores de sucesso, importa colocar uma pergunta essencial:
“Estamos a construir um setor onde as pessoas querem permanecer, evoluir e desenvolver uma carreira?”
A dificuldade em atrair e reter profissionais qualificados é frequentemente apresentada como um problema de falta de mão de obra, sazonalidade ou evolução demográfica. São fatores relevantes, mas há outra questão que merece atenção: como valoriza o setor as competências de que necessita?
Esta não é uma preocupação nova. Durante décadas, a hotelaria e a restauração conheceram mecanismos de reconhecimento profissional que associavam categorias, preparação técnica, experiência e, em determinados casos, remuneração. As carteiras profissionais e os enquadramentos previstos na contratação coletiva ajudavam a estruturar percursos e a distinguir funções.
Conheço esta realidade também pela minha experiência profissional. Comecei na hotelaria como bagageiro, passei a aprendiz de receção e evoluí para rececionista de segunda e, posteriormente, de primeira, até chegar a diretor hoteleiro. Não era apenas uma sucessão de funções: existia um percurso profissional reconhecível. O conhecimento de línguas estrangeiras, quando devidamente reconhecido, podia também traduzir-se num prémio remuneratório. A competência adquirida tinha, assim, uma expressão concreta no trabalho.
A legislação e a contratação coletiva conheceram, entretanto, alterações profundas. Em 2011, o Decreto-Lei n.º 92/2011 instituiu o Sistema de Regulação do Acesso a Profissões, simplificando o acesso a diversas profissões e eliminando, nos casos abrangidos, determinados requisitos de acesso. A simplificação do acesso ao mercado de trabalho tinha objetivos próprios, mas deixou uma questão que continua atual: como assegurar que a facilidade de entrada nas profissões não se traduz numa menor valorização da preparação técnica e da experiência?
Não se trata de idealizar o passado nem de defender o regresso às antigas carteiras profissionais. Trata-se de recuperar a função de reconhecimento que importa preservar: distinguir competências, valorizar o saber-fazer e criar perspetivas de progressão.
Hoje, dispomos do Quadro Nacional de Qualificações, de referenciais de formação certificada e de instrumentos de contratação coletiva que continuam a definir categorias profissionais e níveis remuneratórios. O desafio está em articular melhor estes mecanismos, para que a qualificação, a especialização e a experiência tenham consequências efetivas nas oportunidades de carreira e na remuneração.
Se alguém investe tempo e esforço numa formação profissional, é legítimo esperar que esse investimento faça diferença. Não significa que um diploma deva garantir automaticamente uma categoria ou um salário. Significa que as competências adquiridas e demonstradas não podem ser tratadas apenas como um requisito para entrar no mercado de trabalho.
Quando as perspetivas de evolução são reduzidas e a experiência acumulada não encontra reconhecimento, torna-se mais difícil reter profissionais. A rotatividade representa então mais do que um problema de recrutamento: implica perda de conhecimento, sobrecarga das equipas e riscos para a consistência e a qualidade do serviço.
Que caminhos podemos seguir?
Em primeiro lugar, precisamos de reforçar a ligação entre qualificação e carreira. Os níveis do Quadro Nacional de Qualificações, incluindo os níveis 4 e 5, podem ajudar a estruturar percursos profissionais, desde que articulados com as competências demonstradas, as responsabilidades assumidas e mecanismos transparentes de progressão e remuneração.
Em segundo lugar, importa aprofundar a colaboração entre entidades formadoras e empresas. Experiências como o Hotel Academy Lab ilustram o potencial da aprendizagem em contexto real de trabalho. Mas a colaboração não deve terminar com a formação ou o estágio. Deve incluir acompanhamento, tutoria e condições para uma integração profissional efetiva.
Em terceiro lugar, temos de reconhecer o valor da experiência e da transmissão de conhecimento. Os profissionais mais experientes representam um património que importa preservar. Valorizar a tutoria, criando condições para que acompanhem e desenvolvam os mais novos, é investir na qualidade do serviço, na continuidade das equipas e na dignificação das profissões.
Estas mudanças exigem o envolvimento das empresas, dos trabalhadores, dos parceiros sociais, das entidades formadoras e das instituições públicas. Nenhum destes intervenientes conseguirá, isoladamente, responder a um desafio que atravessa todo o ecossistema turístico.
É também aqui que a valorização profissional se liga à sustentabilidade. Um destino não pode avaliar o seu sucesso apenas pelas receitas geradas ou pelos visitantes recebidos. Deve igualmente perguntar se cria condições para que as pessoas que nele trabalham possam desenvolver competências, progredir e construir um futuro profissional.
O turismo português não tem de escolher entre crescer e valorizar as pessoas. Tem de demonstrar que consegue crescer criando mais valor económico, profissional e social.
A questão já não é apenas onde encontrar os trabalhadores de que o setor precisa. É perceber que razões lhes estamos a dar para escolher este setor, permanecer nele e querer fazer melhor.
Não precisamos de regressar ao passado. Precisamos de garantir que, no turismo de hoje, a qualificação, a competência e o saber-fazer voltam a ser razões concretas para reconhecer, valorizar e fazer progredir quem trabalha.
Música, tradição e criação contemporânea encontram-se num concerto inédito a 7 de novembro, às 21:30, no Auditório Municipal de Olhão, reunindo Buba Espinho com um ensemble de cordas e o coro do Conservatório de Música de Olhão.
O espetáculo integra a programação cultural das comemorações do Bicentenário da Câmara Municipal de Olhão e resulta de uma encomenda artística que propõe o cruzamento entre a identidade e a riqueza do cante alentejano e sonoridades contemporâneas e urbanas.
Natural de Beja, Buba Espinho tem desenvolvido um percurso marcado pela aproximação entre tradição e modernidade. Em Olhão, o cantor partilhará o palco com músicos e coralistas do Conservatório, numa proposta assente no diálogo entre diferentes linguagens musicais.
Cante alentejano encontra novas sonoridades em Olhão
A atuação pretende explorar a diversidade musical através da combinação do repertório e da identidade artística de Buba Espinho com o trabalho do ensemble de cordas e do coro do Conservatório de Música de Olhão.
A iniciativa insere-se nas celebrações dos 200 anos da Câmara Municipal de Olhão, cuja programação inclui a cultura e a música entre as formas escolhidas para assinalar a efeméride.
O espetáculo destina-se a maiores de seis anos. Os bilhetes encontram-se à venda na bilheteira do Auditório Municipal de Olhão.
Um dos novos camiões de recolha de resíduos da Câmara Municipal de Silves ardeu na noite de sábado, numa ocorrência que o município relaciona com a deposição inadequada de materiais nos contentores.
Numa publicação divulgada na sua página de Facebook, a autarquia afirma que “ardeu um dos novos camiões de recolha de resíduos da Camara Municipal de Silves, por falta de responsabilidade e civismo.”
O Município de Silves alerta, em particular, para os riscos associados à colocação de materiais ainda em combustão ou facilmente inflamáveis nos equipamentos de recolha. “Depositar resíduos em brasa ou materiais altamente inflamáveis nos contentores pôs em causa, inclusive, a segurança dos trabalhadores”, refere a publicação.
Autarquia apela a maior responsabilidade na deposição do lixo
Na mesma mensagem, o município sublinha a responsabilidade individual na separação e deposição dos resíduos
“A correta separação e deposição do lixo é uma responsabilidade de todos e a limpeza do concelho só melhora quando todos formos capazes de assumir, com cuidado e responsabilidade, o papel que nos compete”, pode ler-se.
A Câmara de Silves termina a publicação com um apelo à população para que adote maiores cuidados na deposição dos resíduos, acrescentando que “apela e agradece a sua melhor colaboração nesta matéria”,
Apresentada publicamente em Olhão, a Moinho – Incubadora de Inovação Social do Sotavento Algarvio pretende apoiar o desenvolvimento e a valorização de projetos, capacitar entidades e estimular novas redes de cooperação na região.
A apresentação decorreu a 14 de outubro, na Sala Multiusos da Biblioteca Municipal de Olhão – José Mariano Gago, numa sessão que reuniu representantes institucionais, agentes do setor social e responsáveis por projetos inovadores.
Participaram Patrícia Neto Martins, em representação da CCDR Algarve, Francisco Fragoso, da Estrutura de Missão Portugal Inovação Social, Custódio Moreno, vereador da área social do Município de Olhão, e Luís Sebastião, presidente da YMCA Setúbal.
Após as boas-vindas de Vânia Semedo, da Direção da YMCA, realizou-se uma mesa-redonda dedicada à inovação social, aos desafios enfrentados pelos projetos e às possibilidades de cooperação no território.
Incubadora quer apoiar projetos e criar redes
A Moinho – Incubadora de Inovação Social do Sotavento Algarvio foi apresentada por Eliana Calixto, gestora de projetos, que deu a conhecer os principais objetivos da iniciativa e as atividades previstas para os próximos meses.
O projeto pretende contribuir para o desenvolvimento, incubação e valorização de iniciativas de inovação social, apostando também na capacitação das entidades envolvidas e na criação de redes de colaboração.
A sessão assinalou o início da atividade da incubadora, que procura funcionar como ponto de encontro entre diferentes projetos e organizações com intervenção no Sotavento Algarvio.
“Biblioteca Humana” aproximou iniciativas da região
A segunda parte do encontro foi dedicada a uma dinâmica de “Biblioteca Humana”, metodologia participativa assente no diálogo direto e na partilha de experiências.
Vários projetos inovadores da região tiveram oportunidade de apresentar os respetivos percursos e trocar experiências sobre atividades, áreas de intervenção e desafios encontrados.
A dinâmica procurou dar maior visibilidade às iniciativas já existentes no território e criar condições para o aparecimento de novas oportunidades de colaboração entre os participantes.
A apresentação da incubadora terminou, assim, com uma tarde centrada na cooperação, na partilha de conhecimento e na promoção do empreendedorismo e da inovação social no Sotavento Algarvio.
A greve de 24 horas dos trabalhadores não docentes, convocada pelo Sindicato Nacional dos Profissionais da Educação (Sinape), está a afetar também o Algarve, onde o sindicato indicou ter conhecimento de escolas encerradas em Silves, Albufeira e Lagoa. A paralisação levou ainda ao fecho de vários estabelecimentos de ensino nos distritos de Lisboa, Coimbra e Setúbal.
Em Lisboa, as aulas estavam suspensas durante a manhã na Escola Secundária José Gomes Ferreira, segundo a diretora do agrupamento de escolas de Benfica. A situação deverá ser reavaliada a partir das 13:00, com a mudança de turno dos funcionários.
Também a Escola Básica 1/2/3 Pedro de Santarém encerrou devido à greve dos profissionais não docentes, tal como a Escola Básica 2/3 Luís de Camões, a Escola Secundária D. Filipa de Lencastre e a Escola Básica de Telheiras.
Na Escola Secundária Gago Coutinho, em Alverca, os alunos ficaram igualmente sem aulas.
Encerramentos registados em vários distritos
Na margem sul, no distrito de Setúbal, a Escola Básica 2, 3 Costa da Caparica também estava fechada.
Ainda no distrito de Lisboa, o cenário é o mesmo na Escola Secundária Damião de Goes, em Alenquer, e na Escola Básica D. António de Ataíde, em Castanheira do Ribatejo, concelho de Vila Franca de Xira.
Em Coimbra, a Escola Secundária Infanta Dona Maria também encerrou devido à greve.
Contactado pela Lusa por telefone, o dirigente do Sindicato Nacional dos Profissionais da Educação (SINAPE), Francisco Pinto, disse, cerca das 08:45, ter já conhecimento de “muitas escolas fechadas por todo o país”.
O dirigente sindical indicou que, em Lisboa, estão ainda encerradas as escolas dos agrupamentos de Olaias, Pedro Santarém, José Gomes Ferreira e Camões.
Sinape aponta escolas fechadas em Silves, Albufeira e Lagoa
“O panorama é idêntico por todo o país, temos conhecimento de escolas fechadas em Viseu, Pedras Salgadas, Aveiro, Coimbra, Silves, Albufeira, Lagoa, Palmela, Setúbal e Sesimbra, entre outras localidades. Pensamos que se vai concretizar o que pensávamos: uma sessão de 70% de trabalhadores não docentes”, disse.
Segundo o sindicato, a greve abrange trabalhadores não docentes, como assistentes operacionais, assistentes técnicos e técnicos especializados e superiores.
Trabalhadores reivindicam carreiras próprias
De acordo com um comunicado do Sinape, os trabalhadores não docentes — técnicos superiores, assistentes técnicos e operacionais — reivindicam carreiras próprias, tendo em conta a especificidade das funções que desempenham.
O sindicato acrescenta que os trabalhadores “encontram-se em regime de precariedade consecutiva, sem carreira, sem progressão e sem reconhecimento funcional na administração pública”.
Durante uma semana de fiscalização no distrito de Faro, a GNR deteve 91 pessoas em flagrante delito, registou 667 infrações rodoviárias e contabilizou 112 acidentes, entre 12 e 18 de outubro.
As operações desenvolvidas pelo Comando Territorial de Faro incidiram na prevenção e combate à criminalidade violenta, na fiscalização rodoviária e na promoção da segurança pública.
Entre as 91 detenções, destacam-se 24 por condução sem habilitação legal, 20 por tráfico de estupefacientes e 17 por condução sob o efeito do álcool.
GNR apreendeu droga, facas e um revólver
No âmbito das ações realizadas durante este período, os militares apreenderam 462 doses de haxixe e 59 doses de cocaína.
Foram igualmente apreendidas duas facas e um revólver.
Na fiscalização rodoviária, o excesso de velocidade representou mais de metade das 667 infrações detetadas, com 346 ocorrências.
Seguiram-se 63 infrações relacionadas com anomalias nos sistemas de iluminação e sinalização e 62 por falta de inspeção periódica obrigatória.
A GNR registou ainda 13 situações de falta de seguro de responsabilidade civil, 12 por falta ou utilização incorreta do cinto de segurança ou dos sistemas de retenção para crianças e nove por uso indevido do telemóvel durante a condução.
112 acidentes fizeram um morto e quatro feridos graves
Nas estradas do distrito de Faro foram registados 112 acidentes durante a semana abrangida pelas operações.
Da sinistralidade rodoviária resultou uma vítima mortal, quatro feridos graves e 28 feridos leves.
A GNR anunciou que continuará a desenvolver ações de prevenção e fiscalização destinadas a reforçar a segurança rodoviária e a tranquilidade pública em todo o distrito de Faro.
Atleta silvense João Sustelo voltou a destacar-se no corta-mato algarvio ao contribuir para o terceiro lugar do Clube de Atletismo Areias de São João (CASJ) no Campeonato Regional de Estafeta Mista, disputado este fim de semana em Lagoa.
Integrado numa equipa composta também por Guilherme Sousa, Júlia Allende e Eva Bento, João Sustelo realizou o terceiro percurso da estafeta e terminou o seu setor em 4 minutos e 14 segundos. O registo correspondeu ao segundo melhor tempo individual de toda a competição e foi o mais rápido entre os elementos do CASJ.
Crédito: Armando Caiadas
A prestação ajudou o clube a terminar no terceiro lugar do pódio regional, com um tempo total de 19 minutos e sete segundos.
João Sustelo destaca confiança antes de prova em Faro
O resultado prolonga o bom início de época 2026/2027 do atleta natural de Silves, que no início de outubro venceu o 7.º Cross “Memorial José Menino”, em Castro Marim.
Crédito: Armando Caiadas
Sobre a prova realizada em Lagoa e as dificuldades do percurso, João Sustelo destacou o momento de forma que atravessa.
“As curvas são bastante difíceis e deslizam bastante, mas fui o 2.º mais rápido de todos em prova no percurso. Sinto que estou a voar! Levamos um troféu para o clube Areias de São João. No próximo fim de semana, em Faro, tenho o Campeonato Regional de Corta-Mato Longo, vai ser mais difícil, pois vão estar lá os melhores de todos, ainda assim, estou num bom momento, sinto-me confiante e vou dar o meu melhor do início ao fim”, afirmou.
O próximo desafio será, assim, o Campeonato Regional de Corta-Mato Longo, em Faro.
Han fimado una carta de intenciones para estudiar una posible puja conjunta en la futura asignación de espectro para Servicios Móviles por Satélite en Europa
Europa mira al espacio ante el riesgo de seguridad de los cables submarinos y el poder de Elon Musk con Starlink
Cuatro grandes operadores de telecomunicaciones europeos, entre ellos Telefónica, van a pujar por el concurso de satélites europeos que buscar competir con el sistema Starlink de Elon Musk.
Deutsche Telekom, Orange, Telefónica y Vodafone han comunicado este lunes que “han firmado una carta de intenciones para estudiar una posible puja conjunta en la futura asignación de espectro para Servicios Móviles por Satélite (MSS, por sus siglas en inglés) en Europa”.
Se trata, explican, de la “iniciativa respalda el objetivo de la Comisión Europea de reforzar la soberanía, la seguridad y la resiliencia de Europa en infraestructuras críticas de conectividad”. “Garantizará una gobernanza europea responsable de infraestructuras espaciales clave”, añaden a través de un comunicado.
Las compañías inciden, a través de un comunicado, que tienen previsto ofrecer “a todos los operadores de redes móviles un acceso abierto y no discriminatorio para prestar servicios Direct-to-Device (D2D, conexión directa al dispositivo) a sus clientes”. “Estos servicios se ofrecerían a través de un modelo diseñado para fomentar la competencia, reducir la fragmentación del mercado y ampliar la oferta para los consumidores en toda Europa”.
“Al combinar el amplio alcance comercial de los operadores, sus capacidades de red y su experiencia operativa, la iniciativa podría acelerar el despliegue en el mercado, permitir un uso eficiente del espectro y facilitar la integración fluida de la conectividad por satélite en las redes móviles existentes”, argumentan.
Una iniciativa europea
Además, Deutsche Telekom, Orange, Telefónica y Vodafone recalcan que su “iniciativa conjunta” “tiene una ambición clara: responder a la demanda de los clientes de una cobertura universal en zonas con servicio insuficiente, reforzar la resiliencia de las redes públicas, proteger las comunicaciones críticas y apoyar el desarrollo de una constelación europea”.
Se viste así como proyecto impulsado por operadores europeos que “prevén desplegar en Europa infraestructura terrestre clave, así como funciones críticas de coordinación y supervisión, sin invertir directamente en una constelación de satélites. Esta la aportará un socio satelital aún por seleccionar”. “La alianza entre la iniciativa liderada por los operadores móviles y el operador de satélites combinaría la gobernanza europea y el acceso al mercado con una tecnología satelital probada y experiencia en despliegue”.
Por último, matizan que la publicada este lunes es una “carta de intenciones para estudiar una posible puja conjunta por el espectro MSS”, pero “no sustituye a las alianzas satelitales ya existentes”.
Duas propostas de música e criação artística chegam ao Museu Zer0 este mês, com a apresentação pública da residência “SEMENTE”, de António Bastos, a 25 de outubro, e um concerto de DANZ, músico e produtor algarvio, marcado para dia 30.
A primeira iniciativa decorre às 16:00 e resulta do trabalho desenvolvido por António Bastos com a comunidade de Santa Catarina da Fonte do Bispo, num processo de criação colaborativa que envolveu diferentes agentes e entidades locais.
Já a 30 de outubro, às 21:30, DANZ apresenta o seu mais recente álbum no âmbito da terceira edição do AFTER ZER0, programação que decorre nas últimas sextas-feiras de cada mês.
Residência junta criação contemporânea e tradições locais
Com mais de 30 EP e discos editados sob os nomes Johnwaynes e António Bastos, o músico, compositor, produtor e professor tem desenvolvido trabalho em géneros que vão do jazz, house e funk à música tradicional portuguesa, techno e música clássica.
Na residência “SEMENTE”, António Bastos trabalhou com a comunidade de Santa Catarina da Fonte do Bispo, envolvendo a Charola da Amizade, o grupo de bordado tradicional, o Centro Social Nossa Senhora das Dores e outros elementos da população.
O processo procurou cruzar conhecimentos e práticas tradicionais com linguagens contemporâneas e tecnológicas, numa lógica de cocriação e experimentação.
O concerto-performance que resulta da residência será apresentado a 25 de outubro, às 16:00. A entrada está incluída no bilhete da exposição. A iniciativa conta com o apoio da CCDR Algarve – Cultura, Junta de Freguesia de Santa Catarina da Fonte do Bispo e Associação Cultural Memória Viva.
DANZ apresenta novo disco em formato trio
A segunda proposta musical está marcada para 30 de outubro, às 21:30, com DANZ, projeto artístico de Rui Daniel, músico, produtor, DJ e técnico de som algarvio.
Em palco, o músico apresenta-se em trio, explorando o diálogo entre bateria e percussão acústicas e uma caixa de ritmos de sonoridade sintetizada e industrial.
O grupo integra também Henrique Guerreiro, nos sintetizadores, e Ângelo Neto, nas guitarras, numa formação que interpretará o álbum “GETTING COMFORTABLE WITH YOUR OWN DARKNESS”.
O disco cruza eletrónica, rock, indie dance e ambiente, com referências subtis ao grunge. O concerto conta com o apoio do programa Equinócios, da Câmara Municipal de Tavira.
No dia do espetáculo, a cafetaria e a exposição “lugar-depois” estarão abertas a partir das 15:00. A entrada custa oito euros e inclui acesso à exposição até às 21:30 e ao concerto. Está também prevista uma visita orientada à exposição, às 19:30, incluída no bilhete.
No âmbito da Bússola Europeia para a Cultura, apresentada pela Comissão Europeia no dia 12 de novembro de 2025, a assinatura da Declaração Conjunta “Europa para a Cultura – Cultura para a Europa”, pelas três instituições europeias – Comissão Europeia, Parlamento Europeu e Conselho da União Europeia – no dia 18 de junho de 2026, marca um momento histórico ao apresentar o quadro político mais ambicioso para a cultura europeia até à data.
Num mundo cada vez mais instável, marcado por conflitos, tensões geopolíticas, profundas transformações tecnológicas e crescentes desafios à coesão social, esta declaração recorda-nos que falar de Europa é, acima de tudo, falar de cultura. Porque é na cultura que se encontram as raízes dos nossos valores comuns, da nossa memória coletiva e da diversidade dos povos europeus. É também nela que o lema da União Europeia (UE) – “Unida na diversidade” – ganha o seu verdadeiro significado.
A Declaração Conjunta procura, por isso, afirmar a cultura, não como um domínio secundário, mas sim como uma dimensão essencial da democracia, da economia, da inovação, da educação e da identidade europeia. Reconhecendo simultaneamente o papel auxiliar da UE nesta área e as competências dos Estados-Membros, o documento estabelece 12 compromissos partilhados para tornar a Europa mais criativa, coesa e preparada para os desafios do futuro.
O primeiro compromisso prende-se com a defesa da liberdade de expressão artística e de criação, porque sem liberdade para criar, questionar, imaginar ou desafiar, não há cultura plena nem sociedades verdadeiramente democráticas. Torna-se, por isso, essencial proteger os artistas, os profissionais da cultura e instituições culturais contra a censura, intimidação ou interferência indevida. No entanto, esta liberdade só faz sentido se estiver assegurada a diversidade cultural e linguística que caracteriza o nosso continente, sendo esse o segundo princípio da Declaração Conjunta. Numa era em que a atenção é cada vez mais concentrada por grandes plataformas e algoritmos aditivos, a promoção da nossa diversidade, tanto ao nível das línguas, tradições, histórias e expressões artísticas, merece especial atenção no espaço digital.
A Declaração Conjunta faz ainda questão de destacar que a cultura precisa não só de ser protegida, como de ser acessível. Significa isso reconhecer a cultura como um instrumento indispensável de desenvolvimento regional e territorial, e em termos práticos, reforçar as infraestruturas culturais e promover a participação cultural a nível local, para que a cultura seja uma possibilidade real para todos. A um nível mais profundo, esta acessibilidade depende também das pessoas que criam, preservam e fazem chegar a cultura aos cidadãos, sendo, por isso, o quarto princípio da Declaração Conjunta, assegurar condições de trabalho justas para os artistas e profissionais da cultura, não sendo possível valorizar a cultura sem valorizar quem a cria. Num momento em que a competitividade ocupa um lugar central na agenda europeia, importa recordar que a cultura não é apenas um bem simbólico. De acordo com os dados recentes do Eurostat, o emprego na área dos setores culturais e criativos representa 3,8% do emprego total na UE. Além disso, mais de 2,1 milhões de empresas culturais geraram cerca de 202 mil milhões de euros de valor acrescentado em 2023, um valor ligeiramente superior ao do setor do comércio e reparação automóvel, com cerca de 181 mil milhões de euros. É cada vez mais evidente, que investir na cultura é investir em emprego, inovação, crescimento e competitividade.
As futuras gerações devem fazer parte deste projeto e isso significa garantir a sua participação na definição de políticas culturais e amplificar as suas vozes nos processos de decisão. Uma abordagem intergeracional é por isso importante para estimular a cooperação entre gerações, de modo que as competências, conhecimentos e tradições possam ser transmitidos, renovados e projetados no futuro. Neste ponto, a ligação entre a cultura, arte e educação é fundamental. Promover a educação artística ao longo da vida, em contextos formais, não formais e informais, é investir em cidadãos mais críticos, criativos e participativos. Além de entretenimento, é uma forma de aprender, compreender o mundo e participar nele.
Um dos compromissos mais relevantes da Declaração Conjunta é, naturalmente, a defesa do uso ético, sustentável e responsável da inteligência artificial (IA). A IA representa uma das maiores transformações do nosso tempo, oferecendo novas possibilidades de criação, produção, acesso e preservação cultural. Mas também levanta riscos concretos, como a utilização não autorizada de obras protegidas, falta de transparências e a ameaça à remuneração justa dos criadores. É por isso necessário defender uma abordagem que não encare a IA como um inimigo, nem desincentive a inovação, mas que seja centrada no ser humano, pondo-a ao serviço da sua criatividade e não contra ela. Trata-se de inovar responsavelmente, com regras claras sobre transparência, propriedade intelectual, remuneração e distinção entre conteúdos gerados por humanos e conteúdos gerados por sistemas de IA. Esta é precisamente a abordagem que pretendo adotar enquanto relator do relatório da Comissão da Cultura e Educação (CULT) no Parlamento Europeu, sobre o impacto da IA nos setores culturais e criativos, que deverá alimentar a estratégia atualmente a ser produzida pela Comissão Europeia sobre o mesmo tema, a ser comunicada no início do próximo ano.
O mesmo olhar sobre o futuro aplica-se ao património cultural, que a Declaração Conjunta reconhece como símbolo de unidade na diversidade e como pedra basilar da identidade, da democracia e da resiliência europeia. Proteger o património europeu é proteger a memória das gerações passadas e torná-la acessível às gerações futuras. As tecnologias digitais devem desempenhar um papel importante na sua preservação, investigação e divulgação, enquanto se reforça a cooperação contra o tráfico de bens culturais e outros crimes que ameaçam o nosso património comum.
Por fim, a Declaração Conjunta defende a integração da cultura nas políticas internas e externas da UE, o que requer a promoção da cultura nas relações com países terceiros e organizações internacionais, melhorar a circulação transfronteiriça de obras culturais europeias e melhorar a recolha de dados sólidos e comparáveis para o desenvolvimento de políticas públicas baseadas em evidência.
A Declaração Conjunta é, por tudo isto, um acontecimento histórico. Pela primeira vez, as instituições europeias assumem de forma clara que investir na cultura é investir na democracia, na liberdade, na coesão social, na inovação, na competitividade e nos valores comuns que unem a Europa. Mas o verdadeiro teste começa agora. O futuro deve ser encarado com otimismo, mas também com realismo. A Declaração Conjunta abre uma oportunidade única para pôr a cultura no lugar onde sempre deveria ter estado, no centro do projeto europeu. Mas uma declaração, por mais ambiciosa que seja, necessita de vir acompanhada pela transformação de princípios em políticas e em financiamento, pelo que a atual negociação do próximo Quadro Financeiro Plurianual 2028-2034 será absolutamente decisiva. Cabe agora às instituições e aos Estados-Membros garantir que este compromisso não fica apenas no papel.
Uma Europa que investe na sua cultura é uma Europa mais forte, mais coesa e mais preparada para o futuro.
Encontro dedicado à sustentabilidade, identidade e valorização do território vai reunir representantes do turismo, setor social e comunidade local a 13 de novembro, em Alcoutim, numa manhã que ficará também marcada pela entrega do certificado Destino Biosphere Certified ao município.
O Fórum “Sentir, Enraizar e Sustentar”, promovido pelo Município de Alcoutim e pela Biosphere Portugal, decorrerá entre as 9:30 e as 13:00, no Espaço Guadiana.
Além da entrega do certificado ao concelho, será assinada a Carta de Compromisso do Festival do Contrabando, dando início ao processo de certificação do evento.
Identidade do território abre debate
O programa está organizado em dois painéis. O primeiro, “O Território como Marca: Fazer Lugares”, será dedicado à identidade territorial e ao seu papel na valorização dos destinos.
Participam André Gomes, presidente da Região de Turismo do Algarve, Paulo Paulino, presidente do Município de Alcoutim, e Patrícia Araújo, CEO e cofundadora da Biosphere Portugal. A moderação estará a cargo de Júlio Cardoso, técnico de Turismo do Município.
O segundo painel, “Sem Pessoas Não Há Destino”, colocará em discussão o papel das comunidades na construção de destinos sustentáveis.
A sessão contará com Ana Abegão, do Grupo Details, Francisco Santos, do Grupo Highgate, Daniela Marques, da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Alcoutim, e Leonel Ribeiro Toledo, em representação da comunidade local. A moderação será assegurada por Ana Henriques, gestora do Departamento de Territórios e Comunidades Sustentáveis da Biosphere Portugal.
Fórum coincide com arranque do TANG
A iniciativa realiza-se no primeiro dos dois dias do TANG — Tráfico de Arte no Guadiana, marcado para 13 e 14 de novembro na vila de Alcoutim.
O evento pretende estabelecer uma ligação entre a reflexão sobre o futuro do território e a cultura e criação artística. O programa do TANG será anunciado posteriormente e deverá incluir teatro de rua, videomapping e arte pública, entre outras propostas.
Está igualmente previsto o lançamento do cartaz e a divulgação da data do Festival do Contrabando 2027.
Com o fórum, o Município de Alcoutim pretende promover a partilha de experiências e envolver a comunidade na valorização do concelho, articulando identidade, cultura e sustentabilidade.
A participação é gratuita, mas está sujeita a inscrição obrigatória, que pode ser efetuada aqui.