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EDP Renováveis acelera na IA e fecha contrato “de longo prazo” com tecnológica americana


A EDP Renováveis (EDPR) anunciou esta segunda-feira que assinou um contrato “de longo prazo” para vender energia renovável a “uma empresa global de tecnologia”, cuja identidade não foi revelada. O Power Purchase Agreement (PPA) surge numa altura em que estas empresas estão envolvidas numa corrida à supremacia na inteligência artificial (IA), tecnologia muito intensiva em energia.

A informação foi revelada esta segunda-feira pelo grupo, através de um comunicado divulgado através da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). Em causa está o fornecimento da eletricidade gerada por um projeto solar de 250 MWac (megawatts em corrente alternada), equivalente a 351 MWdc (megawatts em corrente contínua) situado no estado de Arkansas, nos EUA, explica a EDPR. O valor do contrato também não foi publicado.

“Este acordo reforça a posição estratégica da EDPR como líder no desenvolvimento de energias renováveis nos EUA, evidenciando a solidez do seu pipeline e a capacidade de estabelecer parcerias de longo prazo com grandes empresas tecnológicas, fornecendo energia limpa para apoiar a expansão da infraestrutura digital nos EUA”, assume a empresa de origem portuguesa.

Não é a primeira vez que a EDPR estabelece acordos deste tipo com empresas tecnológicas nos EUA. Entre as empresas com quem mantém contratos de venda de energia elétrica está a Meta, dona do Instagram, e a Google. “Desde julho de 2025, a EDPR contratou 1,7 GW [gigawatts]de capacidade solar e BEES [Sistemas de Armazenamento de Energia em Baterias] nos EUA, com entrega esperada de energia para 2026-28”, contabiliza a empresa esta segunda-feira.

Este novo contrato surge pouco mais de um mês depois de o CEO da EDPR e da EDP, Miguel Stilwell, ter assumido, num evento interno, que a IA e a construção de centros de dados são “uma oportunidade não apenas para as empresas de IA, mas também para a EDP, para criar valor para a empresa”. “Em termos de infraestrutura, não há IA sem centros de dados e não há centros de dados sem eletricidade. E nós somos uma empresa de eletricidade”, afirmou.

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Data center “compacto” de 220 milhões de euros coloca chips da Nvidia em Coruche


Um grupo de investidores pretende construir no Parque Empresarial do Sorraia, em Coruche, o primeiro de vários centros de dados "compactos" para treino e inferência de inteligência artificial (IA). Neste empreendimento inicial, pretendem investir 220 milhões de euros para construir uma infraestrutura com 6,4 MW, capacidade quase equiparável à do data center da Covilhã. Deverá entrar em operação no final de 2027 e empregar cerca de 30 pessoas.

O promotor é o fundo Aura Capital, mais especificamente a Aura Technologies, que se assume como "uma plataforma europeia de investimento e desenvolvimento focada em infraestrutura digital". O ECO sabe que estão…

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