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Força Aérea reforça com dois novos satélites Constelação Atlântico


A Constelação Atlântico foi reforçada esta terça-feira com dois novos satélites que vão ser operadoras pela Força Aérea e que adicionam capacidade soberana de Portugal para observar e monitorizar o território nacional e o espaço atlântico.

“Com estes dois novos satélites, Portugal reforça a sua capacidade soberana de observar, compreender e proteger aquilo que é seu. Mais capacidade no Espaço significa maior liberdade de ação na Terra”, afirma o Chefe do Estado-Maior da Força Aérea e Autoridade Aeronáutica Nacional, General Sérgio da Costa Pereira, citado em comunicado.

Adquiridos pelo CTI Aeroespacial, no âmbito da Agenda New Space, do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), os dois satélites, CA-02 e CA-03, foram lançados esta terça-feira a bordo da missão Bandwagon-5, da SpaceX, através de um Falcon 9, a partir do Space Launch Complex 40, em Cabo Canaveral, na Florida, Estados Unidos da América. Inicialmente, o lançamento esteve apontado para 19 de outubro.

Construídos pela finlandesa ICEYE, os dois satélites são equipados com tecnologia de Radar de Abertura Sintética (SAR), permitindo observar a superfície terrestre independentemente das condições meteorológicas e da hora do dia, e serão operados pela Força Aérea.

Os dois satélites já estabeleceram comunicações, encontrando-se em curso as operações de rotina necessárias à sua entrada em funcionamento.

“A capacidade soberana de Portugal em tecnologia SAR para o Atlântico dá um importante passo em frente com a adição destes dois satélites à sua constelação. A partir de Lisboa, continuaremos a desenvolver esta capacidade em colaboração com a CTI Aeroespacial e a Força Aérea Portuguesa”, afirmou Rui Costa, CEO da ICEYE Portugal, citado em comunicado.

A empresa finlandesa abriu recentemente a sua operação em Portugal, estando ligada à futura fábrica de satélites de Alverca, o Space Hub de Alverca, que está a ser criado em instalações da Força Aérea. Será nesse espaço que serão construídos os satélites adquiridos por Portugal no âmbito do SAFE.

Os satélites e o hub — com financiamento de 15 milhões do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) — faz parte da estratégia do ramo das Forças Armadas no domínio espaço, do qual faz ainda parte adicionar capacidades de lançamento a partir de Santa Maria, para o qual a Força Aérea recebeu um financiamento de 15 milhões via PRR.

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A nova estratégia de Von der Leyen para a região do Ártico


Um centro de segurança marítima, mais navios quebra-gelos e um sistema de vigilância por satélite estão entre as iniciativas da nova estratégia europeia para o Ártico, apresentada por Ursula von der Leyen. Bruxelas quer reforçar a capacidade de monitorização da região, proteger infraestruturas críticas e melhorar a capacidade europeia para operar em condições árticas, numa resposta ao reforço da presença militar russa e às ameaças híbridas.

“Acabámos de adotar a nossa nova Estratégia Europeia para o Ártico. Já era tempo de o fazer. Não é a fronteira de outra pessoa. Faz parte da União Europeia. Três dos nossos Estados-Membros são países do Ártico, e mais de meio milhão de cidadãos da UE vivem no Ártico”, afirmou a líder do Executivo comunitário em Estrasburgo. No discurso em que apresentou a nova estratégia, a responsável defendeu que a Europa tem de adaptar a sua posição estratégica perante a evolução das ameaças, sem perder de vista a prosperidade das comunidades locais e a proteção ambiental.

A nova estratégia, publicada no site da Comissão Europeia, identifica três projetos de referência diretamente associados à segurança. O plano inclui ainda iniciativas para reforçar as comunicações por cabo e satélite e a investigação polar, áreas relevantes para a resiliência e a autonomia estratégica europeias.

Centro de segurança marítima para vigiar infraestruturas críticas

A Comissão Europeia quer desenvolver um Maritime Security Hub, um centro destinado a facilitar a partilha de informações sobre segurança, desde o fundo do mar até ao espaço.

A iniciativa será desenvolvida com os Estados-membros interessados e parceiros do Ártico, em linha com o plano de ação europeu para a segurança dos cabos submarinos. A primeira etapa passa pela criação de um centro dedicado aos cabos do Atlântico Norte e do Ártico, com funções de monitorização, proteção e apoio à reparação destas infraestruturas.

No seu discurso, Von der Leyen alertou para o facto de a Rússia estar a reconstruir a sua presença militar no Ártico e a desenvolver estratégias híbridas contra os países vizinhos, alterando o quadro de segurança da região. “Quando vemos a Rússia a reconstruir a sua presença militar no Ártico, a prosseguir estratégias híbridas contra os seus vizinhos e a transformar a segurança da região, isso tem impacto na União Europeia como um todo”, afirmou.

Reforço de navios quebra-gelos

Outro dos eixos passa pelo reforço da capacidade europeia para operar em águas cobertas de gelo. A Comissão pretende mapear as capacidades industriais disponíveis e as necessidades operacionais na região, além de apoiar o desenvolvimento tecnológico e a aquisição conjunta de quebra-gelos avançados. A estratégia prevê também a partilha de recursos entre países europeus para aumentar a disponibilidade destas embarcações.

Os navios desta tipologia permitem manter o acesso a zonas marítimas condicionadas pelo gelo e apoiar operações científicas, logísticas e de vigilância. A sua disponibilidade é, por isso, relevante para a presença europeia no Ártico, incluindo no apoio às comunidades locais e na capacidade de atuar em condições ambientais extremas.

Vigilância por satélite

A estratégia de Von der Leyen inclui um projeto-piloto específico para o Ártico, previsto para 2027, destinado a melhorar a consciência situacional e a vigilância do espaço marítimo. A iniciativa deverá combinar uma monitorização mais intensa por satélite com a partilha de dados entre os participantes. A intenção é permitir um acompanhamento mais completo da atividade na região e melhorar a capacidade de identificar riscos.

A vigilância constitui uma das prioridades de segurança identificadas por Bruxelas, que pretende aumentar a preparação europeia e reforçar a resposta a ameaças em diferentes domínios. O projeto-piloto integra o esforço para aproximar a informação recolhida por diferentes sistemas e autoridades, num território vasto e marcado por condições que dificultam a observação e as operações no terreno.

Cabo submarino entre a Gronelândia e a Europa

Para além dos três projetos incluídos diretamente no eixo da segurança, a estratégia prevê iniciativas de conectividade com relevância para a resiliência das infraestruturas europeias. Uma delas é o Pan-Arctic Cable, um projeto de ligação por cabo submarino que deverá ligar diretamente a Gronelândia à Europa, podendo haver futuras extensões para o Canadá e o Japão.

A iniciativa pretende garantir ligações mais seguras e resilientes numa região onde as infraestruturas digitais estão a ganhar importância económica e estratégica. O projeto deverá aproveitar investimentos europeus já realizados e parcerias internacionais na área da conectividade.

Satélites IRIS 2 para comunicações governamentais seguras

A estratégia inclui ainda o reforço da cobertura ártica do IRIS 2, o sistema europeu de conectividade por satélite destinado, entre outras aplicações, às comunicações governamentais seguras. A Comissão prevê acrescentar satélites para alargar a cobertura na região, em cooperação com os Estados-membros e os parceiros europeus.

O objetivo é melhorar a disponibilidade de comunicações seguras numa área onde a geografia e as condições ambientais dificultam a instalação e a manutenção de redes terrestres convencionais.

Centro europeu de investigação polar

A Comissão também apresenta a criação de um EU Polar Research Hub, um centro destinado a reforçar a ligação entre a ciência e a decisão política. A iniciativa deverá reforçar o European Polar Coordination Office (Escritório Europeu de Coordenação Polar), aproximando as atividades de investigação, observação e as infraestruturas científicas. A Comissão quer também melhorar o acesso aos recursos de investigação e reforçar a coordenação, incluindo com os povos indígenas.

A investigação polar é especialmente relevante para acompanhar os efeitos das alterações climáticas, que Von der Leyen colocou também no centro da estratégia. Segundo a presidente da Comissão, o Ártico está a aquecer “quase quatro vezes mais rápido que a média global”, com consequências para os padrões meteorológicos, os ecossistemas, a agricultura e os sistemas de água europeus.

“É por isso que a nossa estratégia mantém uma forte aposta na proteção do ambiente do Ártico e no avanço da transição limpa”, afirmou a líder do Executivo comunitário.

A Comissão procura, deste modo, manter a proteção ambiental como uma prioridade, mesmo num contexto em que a região ganha importância estratégica e económica. Para Von der Leyen, a segurança e o desenvolvimento do Ártico não podem ser separados dos efeitos das alterações climáticas.

Para tal, a estratégia inclui os projetos OceanEye, uma iniciativa de monitorização e observação dos oceanos que deverá reunir Estados-membros da União Europeia e parceiros internacionais, incluindo o Canadá e a Noruega, para recolher e partilhar dados oceânicos, e ainda o Destination Earth, o gémeo digital do planeta desenvolvido pela UE. A iniciativa combina dados do programa europeu de observação da Terra Copernicus, capacidade de supercomputação e ferramentas de previsão baseadas em inteligência artificial.

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Rubio defende diálogo entre EUA, Rússia e China

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By: Lusa

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, defendeu esta terça-feira o diálogo entre Estados Unidos, Rússia e China, perante críticas de Kiev sobre uma possível cimeira entre os líderes das três potências nucleares.

“É preciso amadurecer um pouco no que diz respeito à política externa. Sinceramente, não creio que seja fora do normal que os líderes das três potências nucleares mais poderosas da Terra comuniquem entre si”, afirmou Rubio durante uma visita à Índia.

O chefe da diplomacia norte-americana reagia às críticas sobre uma eventual reunião entre os presidentes norte-americano, Donald Trump, russo, Vladimir Putin, e chinês, Xi Jinping, durante a cimeira da Cooperação Económica Ásia-Pacífico (APEC), prevista para novembro em Shenzhen, na China.

Rubio argumentou que países podem manter “fortes divergências” sem que o diálogo represente uma concessão, posição que atribuiu também a Trump.

“Como é que se vai alcançar um acordo de paz entre a Rússia e a Ucrânia se não se falar com eles? É preciso falar com eles, certo?”, questionou. Segundo Rubio, manter canais de comunicação com a outra parte constitui “a base da diplomacia e das negociações”.

O secretário de Estado considerou também que uma conversa ao mais alto nível entre Washington, Moscovo e Pequim sobre temas como o controlo de armamentos seria “muito positiva para o mundo”.

“É importante que os líderes dos países com os arsenais nucleares mais poderosos do mundo, pelo menos, comuniquem entre si”, acrescentou Rubio.

A possibilidade de uma reunião tripartida foi criticada na segunda-feira pelas autoridades ucranianas, que avisaram que um encontro sem a participação de Kiev poderia encorajar Moscovo a prosseguir a guerra.

O ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Andrii Sybiha, afirmou que convidar Putin para uma reunião deste género “alimentaria o seu desejo de engrandecimento e dar-lhe-ia um estatuto que não merece”.

O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, confirmou na segunda-feira que a possibilidade de um encontro entre os três dirigentes foi mencionada durante a conversa telefónica entre Putin e Trump em 9 de outubro.

Peskov afirmou, contudo, que não foi apresentada qualquer proposta concreta nem alcançado um acordo para a realização da reunião durante a cimeira da APEC.

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NATO anuncia mobilização de meios adicionais para o mar Negro

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By: Lusa

A NATO vai mobilizar meios adicionais para o mar Negro, na sequência de uma série de ataques com drones contra navios comerciais, anunciou uma porta-voz da Aliança Atlântica. Os embaixadores da NATO reuniram-se esta terça-feira para debater o assunto em Bruxelas.

Desde o início de outubro, os incidentes têm-se multiplicado ao largo da Bulgária e da Roménia, países membros da União Europeia e NATO, com ataques atribuídos a drones russos, no contexto da guerra travada pela Rússia na Ucrânia.

A Aliança “enviará recursos adicionais para a região, nomeadamente para apoiar as atividades de vigilância, reconhecimento e investigação“, sublinhou a porta-voz da NATO, Allison Hart, no final da reunião.

“Continuaremos a apresentar uma frente comum e a garantir que estamos preparados e aptos a fazer face a qualquer ameaça”, assegurou.

Um avião norte-americano de patrulha marítima e reconhecimento, o P-8 Poseidon, começou a operar sobre o mar Negro a pedido da Bulgária, informação que foi confirmada pelo primeiro-ministro búlgaro, Roumen Radev.

Na quinta-feira, o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, reuniu-se em Bruxelas com Radev e o Presidente romeno, Nicusor Dan, e garantiu na altura que a Aliança iria continuar a adaptar a sua capacidade de defesa e dissuasão perante os recentes ataques contra navios comerciais no mar Negro.

Na mesma ocasião, o Presidente romeno afirmou que os aliados mantêm “o compromisso de defender cada centímetro” do território da Roménia, incluindo as águas e o espaço aéreo.

“A situação no mar Negro é grave. Estão a ocorrer ataques e afundamentos de navios mercantes. Há marinheiros mortos, feridos e desaparecidos muito perto das costas da Roménia e da Bulgária”, afirmou Dan. Segundo o chefe de Estado romeno, estão em causa “vidas humanas, o comércio mundial e as infraestruturas críticas”.

A Roménia anunciou no sábado ter abatido dois drones russos sobre o mar Negro. A 6 e a 13 de outubro, quatro navios mercantes foram atingidos por drones na zona económica exclusiva da Bulgária no Mar Negro. Dois afundaram-se e 21 marinheiros estão desaparecidos.

O mar Negro constitui uma artéria marítima essencial para a exportação mundial de cereais, recursos energéticos e matérias-primas para a indústria, o que torna a sua estabilidade vital para a segurança alimentar e energética internacional.

A chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, denunciou esta terça-feira a intensificação dos ataques russos na região, advertindo que poderão provocar uma crise alimentar mundial. Nas mesmas declarações, a representante europeia instou Moscovo a deixar de impedir a exportação de cereais ucranianos.

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TAP: Autarca de Beja diz existir estratégia para indústria aeronáutica na região

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By: Lusa

O presidente da Câmara de Beja, Nuno Palma Ferro, revelou que a estratégia em discussão para o concelho passa pela indústria aeronáutica, rejeitando que o concelho pudesse acolher a escola de pilotos anunciada para Tancos.

A posição do autarca surge após o anúncio do Governo, no passado dia 14, de que a proposta da Lufthansa para a aquisição de 44,9% do capital da TAP inclui um investimento de 500 milhões de euros numa nova escola de pilotos em Tancos, no distrito de Santarém. Esta opção foi criticada, no dia seguinte, pela Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo (CIMBAL), que defendeu a instalação desta escola em Beja.

Numa publicação divulgada na rede social Facebook, na segunda-feira e consultada esta terça-feira pela agência Lusa, o autarca eleito pelo movimento Beja Consegue (que junta PSD, CDS-PP e IL), escreveu compreender o “desagrado” manifestado por muitos “com a decisão de instalar em Tancos a nova escola de pilotos associada à entrada da Lufthansa na TAP”.

Contudo, lembrou Nuno Palma Ferro, a Base Aérea n.º 11 (BA11), em Beja, é atualmente a unidade da Força Aérea Portuguesa (FAP) “com maior tráfego aéreo do país, com quatro esquadras e cinco frotas sediadas”, havendo ainda “a perspetiva de receber uma quinta”.

“O nosso espaço aéreo está muito ocupado e uma escola de pilotos, com atividade intensa e horários fixos, não é compatível com esta utilização”, argumentou. Por isso, continuou, para acolher a escola “Beja teria de abdicar de grande parte da sua base aérea”, o que “não é possível, nem estrategicamente desejável”.

Em contraponto, existe “uma estratégia, há muitos meses a ser discutida com parceiros, que centra a aposta [local] na indústria aeronáutica”, esclareceu. “É aí que Beja pode ser verdadeiramente estratégica para o país e é aí que temos de estar na primeira linha”, afirmou.

O autarca deu como exemplo a possível instalação no concelho de uma fábrica da brasileira Embraer, “já reconhecida como projeto de interesse público” pelo Governo e que, “a concretizar-se, poderá representar cerca de 300 postos de trabalho diretos”. “Se investimentos desta natureza forem para outras regiões, a Câmara Municipal de Beja far-se-á ouvir com toda a firmeza”, assegurou.

Nuno Palma Ferro escreveu ainda que, relativamente ao comunicado da CIMBAL, divulgado no passado dia 15, a Câmara de Beja, “apesar de ocupar a vice-presidência dessa entidade, não foi consultada e não se revê no seu conteúdo”.

Na sua publicação, o presidente da Câmara de Beja afirmou que, “durante demasiados anos, com diferentes governos (incluindo os do PSD) e executivos”, o país “não foi justo” para com a região. “Contudo, temos de saber exigir porque, quando reclamamos tudo por igual, perdemos credibilidade e foco. Escolher as nossas causas não significa desistir de outras, significa garantir que, quando Beja levanta a voz, é levada a sério”, concluiu.

A escolha de Tancos para acolher uma nova escola de pilotos da Lufthansa foi também criticada pelo deputado do Chega por Beja, António Carneiro, que considerou tratar-se de “uma decisão que merece uma explicação séria aos habitantes do distrito”.

Por sua vez, o deputado do PSD eleito por Beja, Gonçalo Valente, afiançou que a utilização permanente do espaço aéreo em Beja pela FAP não era “compatível com a utilização do aeródromo para a formação de pilotos com alta intensidade, por uma empresa como a Lufhtansa Tecnics”.

O assunto já levou inclusivamente o antigo presidente da Câmara de Beja, Paulo Arsénio (PS), a revelar, na sua página na rede social Facebook, que, em julho de 2025, uma comitiva da Lufthansa deslocou-se à cidade, informando que pretendia instalar em Portugal uma escola de pilotagem.

“Quando reuni com o Grupo Lufthansa e os seus responsáveis por este investimento, percebi claramente que a sua preferência para esta escola recaía em Beja. Algo se passou, portanto, entre julho de 2025 e outubro de 2026”, afirmou o ex-presidente da autarquia alentejana.

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Grã-Bretanha anuncia apoio aéreo defensivo à Arábia Saudita

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By: Lusa

A Grã-Bretanha anunciou hoje que vai alargar o apoio militar à Arábia Saudita contra os rebeldes huthis do Iémen, passando a incluir patrulhas aéreas “defensivas” realizadas por jatos da Royal Air Force (RAF).

O secretário da Defesa britânico, Wes Streeting, afirmou que os aviões a jato Typhoon da Royal Air Force vão conduzir operações aéreas defensivas sobre a Arábia Saudita, ajudando a proteger as cidades sauditas, as populações civis e as infraestruturas contra mísseis e drones lançados pelos rebeldes no Iémen, que contam com o apoio do Irão.

O governante esclareceu que os aviões de combate britânicos não vão realizar ataques contra alvos huthis. O Reino Unido também vai enviar uma aeronave de transporte militar e um número não especificado de “conselheiros militares” para a Arábia Saudita, informou Streeting.

O anúncio surgiu após a decisão da Grã-Bretanha, no mês passado, de oferecer reabastecimento em voo aos aviões sauditas que operam contra as forças huthis. A missão vai prolongar-se durante 90 dias, disse Streeting.

O conflito entre os huthis e o Governo do Iémen — apoiado pela Arábia Saudita — voltou a intensificar-se, com os rebeldes a lançarem mísseis e drones contra a Arábia Saudita. O principal aeroporto internacional do país, em Riade, foi atingido várias vezes desde o início do mês.

Streeting condenou os ataques contra a Arábia Saudita e afirmou que o facto de terem como alvo o aeroporto demonstra “até onde os huthis estão dispostos a ir para agravar a situação na região”.

A Associated Press noticiou, no mês passado, que a Arábia Saudita solicitou aos países aliados — incluindo França, Grã-Bretanha, Paquistão e Egito — o envio de apoio de defesa aérea para a região, visando auxiliar na proteção contra mísseis e drones disparados pelos huthis e outros grupos apoiados pelo Irão.

Os Estados Unidos, que bombardearam os huthis durante as administrações de Joe Biden e durante o primeiro mandato de Donald Trump (2017-2021), optaram por não adotar a mesma medida atualmente. Por outro lado, Streeting recordou a declaração escrita ao Parlamento de Londres frisando que o Governo britânico mantém a “posição clara” de que não existe uma solução militar a longo prazo para o conflito no Iémen. “Continuamos a apoiar um processo político liderado pelas Nações Unidas como o melhor caminho para uma paz duradoura”, disse.

O Iémen está envolvido numa guerra civil desde 2014, quando os huthis tomaram a capital, Sanaa, e grande parte do norte do país, forçando o Governo ao exílio em território saudita. No ano seguinte, uma coligação liderada pela Arábia Saudita interveio na tentativa de reconduzir o Governo ao poder. O conflito gerou um dos piores desastres humanitários do mundo e provocou a morte a mais de 150 mil pessoas até ao momento.

O porta-voz do primeiro-ministro Andy Burnham negou que a Grã-Bretanha estivesse a ser arrastada para o conflito. “O nosso apoio à Arábia Saudita é ponderado, proporcional e visa ajudar Riade a defender-se dos ataques incessantes dos huthis”, declarou o porta-voz do primeiro-ministro britânico, Tom Wells.

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24 ottobre: “Fuori l’Italia dalla guerra” – Comunicato Stampa

Manifestazione nazionale “Fuori l’Italia dalla guerra” – Roma, sabato 24 ottobre 2026
COMUNICATO STAMPA

Il Comitato promotore della manifestazione nazionale “Fuori l’Italia dalla guerra”, in
programma a Roma sabato 24 ottobre, ribadisce con forza il carattere pacifico e
nonviolento dell’iniziativa.
Scendiamo in piazza per chiedere pace, il ripudio della guerra sancito dall’articolo 11 della
Costituzione, la fine del coinvolgimento del nostro Paese nei conflitti armati, la solidarietà
con i popoli che resistono all’imperialismo e al sionismo. Chi aderisce alla manifestazione lo
fa condividendone pienamente lo spirito: volti scoperti, mani libere, parole chiare.
Il Comitato respinge in modo netto ogni tentativo di strumentalizzazione violenta da parte
di elementi estranei alla manifestazione, ai suoi contenuti, alle realtà che l’hanno
promossa ed a quelle che hanno aderito. Chiunque intenda servirsi del corteo per
compiere atti di violenza, danneggiamenti o scontri si pone fuori dalla manifestazione e
contro di essa.
Di questo tutti devono essere consapevoli, dai manifestanti agli organi di informazione.
Nessuno provi a screditare il movimento per la pace e a spostare l’attenzione dalle ragioni
della protesta.
Invitiamo tutti i partecipanti a seguire le indicazioni del servizio d’ordine, a non raccogliere
alcuna provocazione, a isolare immediatamente eventuali comportamenti violenti e a
segnalarli agli organizzatori.
Il 24 ottobre Roma vedrà una piazza ampia, plurale, determinata e pacifica. Perché la pace
si costruisce con la pace.
Il Comitato promotore della manifestazione “Fuori l’Italia dalla guerra”

20 ottobre 2026
www.fuorilitaliadallaguerra.org

L'articolo 24 ottobre: “Fuori l’Italia dalla guerra” – Comunicato Stampa proviene da Casa del Sole TV.

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Um livro gratuito revela como cascas, talos e folhas podem ganhar lugar à mesa

A Eurest Portugal lançou a quinta edição de "Grandes Sabores Sem Desperdício", um livro digital gratuito com 84 receitas criadas pelos seus colaboradores. A publicação propõe formas de aproveitar partes dos alimentos que muitas vezes são descartadas, como cascas, talos e folhas, e assinala os dez anos do movimento Stop Food Waste.

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Portugal não pode ficar apenas a fabricar a defesa dos outros


A discussão sobre o reforço da defesa europeia concentra-se nos grandes contratos, nas empresas estabelecidas e nos montantes anunciados. Segundo o relatório The State of Defence Tech 2026, da Dealroom e da Resilience Media, as startups europeias de defesa tinham captado o equivalente a cerca de 6,5 mil milhões de euros em capital de risco até setembro de 2026. Mas há outra pergunta, determinante para Portugal: quantas das nossas empresas poderão passar de fornecedoras de componentes a criadoras de produtos e tecnologias que respondam a novas necessidades? Temos exemplos em Portugal, de empresas tecnológicas que conquistaram mercados exigentes – o desafio é alargar essa capacidade a uma indústria que investiu, durante décadas, em conhecimento, equipamentos e competitividade internacional.

Podemos desperdiçar esta oportunidade se ficarmos apenas a produzir segundo especificações definidas por outros, longe de quem concebe os sistemas, detém a propriedade intelectual e conhece o cliente final. A subcontratação é essencial às cadeias de fornecimento, mas não deve ser o nosso limite de ambição. Precisamos de participar também nas decisões tecnológicas, no desenvolvimento e na comercialização, se quisermos colher os frutos do que semeamos.

Os têxteis técnicos, os polímeros, os compósitos, os moldes, a metalomecânica, os componentes automóveis e a eletrónica são bons exemplos. Quem domina materiais de elevada resistência pode contribuir para proteção individual ou equipamentos de emergência. Um fabricante habituado a reduzir peso e assegurar repetibilidade na produção pode adaptar processos a estruturas para plataformas especializadas. Isto não significa que qualquer componente civil passe a ser um produto de defesa. O Dual-use implica identificar uma necessidade concreta, adaptar a tecnologia, demonstrar desempenho e responder a exigências muito específicas.

Algumas oportunidades poderão ser exploradas dentro da empresa existente. Outras justificarão uma estrutura autónoma. Uma PME industrial com uma aplicação promissora pode criar uma spin-off, com equipa, capital e estratégia comercial próprios, mantendo uma ligação à empresa de origem através de participação, licenciamento ou produção. Evita subordinar o novo negócio às prioridades dos mercados tradicionais e ganha condições para atrair parceiros e investimento. Acima de tudo, pode capturar valor para além da venda de horas de engenharia ou peças fabricadas.

Uma spin-off, porém, não deve nascer apenas porque existe financiamento disponível. É indispensável definir quem detém a tecnologia, quem suporta a industrialização, como se partilha o risco, que problema o produto resolve e quem o poderá comprar. Transferir uma tecnologia para outra sociedade não significa, por si só, criar um negócio.

Portugal não precisa de apostar em todos os segmentos. Pode diferenciar-se onde já possui competências: proteção humana, materiais multifuncionais, estruturas leves, sensores, monitorização, dispositivos médicos, apoio a emergências e resiliência. A proximidade entre engenharia e ciências da saúde abre possibilidades especialmente interessantes. Soluções úteis em ambientes operacionais exigentes podem também servir bombeiros, proteção civil ou profissionais de saúde.

Há também o caminho inverso: uma startup que nasce da investigação, de uma ideia ou de uma necessidade identificada no terreno. A prova de conceito e o financiamento são passos importantes, mas a distância até ao produto comercial continua a ser enorme. Quem valida a solução com utilizadores? Quem fabrica as primeiras unidades? Quem garante qualidade, manutenção e integração num sistema maior? Muitas startups não precisam apenas de capital – precisam de acesso à indústria e aos primeiros clientes no seu caminho. E muitas empresas industriais precisam da capacidade de experimentação e da agilidade das startups. É nesta complementaridade que podemos ganhar escala, desde que a propriedade intelectual e a partilha de valor, e risco, sejam discutidas desde o início.

Esta ligação exige também financiamento adequado à passagem do protótipo à produção. Equipamentos, primeiras séries e fundo de maneio têm necessidades distintas das da investigação, pelo que o capital para desenvolver tecnologia deve ser acompanhado por instrumentos que permitam fabricar e cumprir as primeiras encomendas.

Há obstáculos que não desaparecem com um bom protótipo. A defesa tem exigências de fiabilidade, rastreabilidade, segurança e certificação. Consoante a tecnologia e a atividade, podem aplicar-se licenças, regras de transferência e exportação ou restrições no acesso a ambientes de ensaio. São requisitos legítimos, mas precisam de ser conhecidos cedo. Descobrir as condições de teste e comercialização quando o produto está quase pronto pode consumir os recursos de uma startup antes da primeira encomenda.

Os instrumentos europeus de financiamento abrem oportunidades, mas uma candidatura aprovada não comprova que existe mercado. Um demonstrador concluído também não garante capacidade de fornecimento. Temos de avaliar em conjunto a maturidade tecnológica, industrial, regulamentar e comercial. E integrar utilizadores, compradores e empresas capazes de industrializar e distribuir as soluções enquanto ainda há margem para as adaptar.

O Estado pode também assumir um papel mais ativo como primeiro comprador. Pode criar oportunidades de ensaio com utilizadores, projetos-piloto pagos e percursos claros entre a validação e a aquisição, com critérios de desempenho definidos desde o início. Uma primeira aquisição pode dar à empresa uma referência operacional, reduzir a incerteza para investidores e abrir portas a outros clientes. Para uma startup, compreender o caminho até à contratação é tão importante como conhecer os instrumentos que financiam o desenvolvimento.

Nem todas as empresas portuguesas terão tecnologia, vocação ou dimensão para desenvolver produtos de proteção e defesa. Nem é desejável que todas o tentem. Mas seria um desperdício que empresas com capacidade não chegassem a explorar esta possibilidade por falta de informação, parceiros ou acesso ao mercado.

Portugal não precisa de apostar em todos os segmentos. Pode diferenciar-se onde já possui competências: proteção humana, materiais multifuncionais, estruturas leves, sensores, monitorização, dispositivos médicos, apoio a emergências e resiliência. A proximidade entre engenharia e ciências da saúde abre possibilidades especialmente interessantes. Soluções úteis em ambientes operacionais exigentes podem também servir bombeiros, proteção civil ou profissionais de saúde. A dupla utilização é uma forma de diversificar mercados, não apenas uma categoria tecnológica.

É com esta perspetiva que estamos a consolidar o Hub de Proteção e Defesa, envolvendo a Fibrenamics, outros Grupos e Centros de Tecnologia e Inovação do ecossistema da Universidade do Minho. Queremos acrescentar capacidade concreta: aproximar necessidades operacionais de competências industriais, apoiar desenvolvimento e ensaios, estruturar novos veículos empresariais e criar ligações a integradores, investimento e clientes. O resultado deve medir-se por produtos vendidos, contratos firmados, fornecedores qualificados e empresas que crescem, e nunca somente pelo número de iniciativas lançadas.

Nem todas as empresas portuguesas terão tecnologia, vocação ou dimensão para desenvolver produtos de proteção e defesa. Nem é desejável que todas o tentem. Mas seria um desperdício que empresas com capacidade não chegassem a explorar esta possibilidade por falta de informação, parceiros ou acesso ao mercado. O objetivo é criar condições para que mais empresas transformem competências existentes em produtos próprios e mais startups ultrapassem a distância entre a ideia e a primeira encomenda. Não apenas para responder à procura nacional, mas para disputar oportunidades e integrar cadeias de valor à escala europeia.

Há uma história que ilustra bem o risco. Um filho chega a casa entusiasmado e diz ao pai: «Pai, pão com queijo é que é bom!» O pai pergunta: «Mas comeste?» E o filho responde: «Não, vi comer.» O entusiasmo com as oportunidades da defesa europeia merece a mesma pergunta. Precisamos de criar condições para que mais empresas portuguesas desenvolvam produtos próprios, conquistem clientes e façam crescer os seus negócios. Quando dissermos que esta oportunidade é boa, devemos poder dizê-lo porque a soubemos aproveitar e criar algo estruturante.

O sucesso não estará em ter todas as empresas na defesa, mas em permitir que mais empresas portuguesas tenham condições reais para competir nesse mercado.

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Zelensky e enviado de Trump estão em Oslo para discutir proposta de paz


O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e o enviado especial de Donald Trump, Steve Witkoff, já estão em Oslo para discutir uma nova proposta diplomática destinada a pôr fim à guerra na Ucrânia. As conversações, que juntam também os líderes da Noruega e da Finlândia, decorrem numa altura em que a relação entre Kiev e Washington se deteriora e Trump volta a criticar o chefe de Estado ucraniano, enquanto elogia a posição de Moscovo.

O avião de Zelensky aterrou no aeroporto de Gardermoen, nos arredores da capital norueguesa, por volta das 12h30 locais, menos uma hora em Portugal continental. Witkoff tinha chegado pouco antes e seguiu para o Grand Hotel, no centro de Oslo, onde decorrerão as reuniões. Jared Kushner, genro de Trump e também envolvido nos esforços de negociação dos Estados Unidos, participa por videoconferência.

“Estamos a manter todos os contactos que possam ajudar a trazer a paz. Iremos também discutir o reforço da nossa defesa aérea e a produção conjunta. Estou grato a todos os que apoiam a Ucrânia e um caminho digno para a paz”, escreveu Zelensky na rede social X.

Tweet from @ZelenskyyUa

O encontro foi organizado a pedido de Zelensky e conta com a presença do primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Støre, e do presidente finlandês, Alexander Stubb. Segundo a Axios, que cita um responsável norte-americano, representantes dos Estados Unidos, da Ucrânia e de países europeus trabalharam durante a última semana na elaboração das propostas que estarão agora em discussão.

O plano deverá seguir duas linhas paralelas: definir garantias para o futuro da Ucrânia, incluindo a segurança, a integração europeia e a recuperação económica, e preparar uma proposta abrangente a apresentar à Rússia, com vista a criar condições para uma paz duradoura. Após as reuniões na Noruega, Witkoff deverá viajar para a Rússia, onde espera reunir-se com Vladimir Putin para discutir as ideias desenvolvidas com Kiev e os parceiros europeus, segundo a mesma fonte.

Trump elogia Moscovo e volta a pressionar Kiev

As conversações em Oslo decorrem num momento de tensão crescente entre a Ucrânia e os Estados Unidos. Na segunda-feira, Trump afirmou que “a Rússia, francamente, tem-se portado bem em relação à Ucrânia” e disse que Zelensky “não está a ajudar muito a resolver a situação”. O Presidente norte-americano apelou ainda a Kiev para encontrar “outra pessoa para negociar” o fim da guerra.

As declarações surgem depois de a Administração Trump ter aliviado sanções sobre o petróleo russo, alegando a necessidade de reduzir os preços dos combustíveis nos Estados Unidos, e de ter anunciado uma dispensa mais ampla de sanções previstas contra Moscovo.

Trump tem criticado repetidamente os ataques ucranianos às refinarias russas, que Kiev considera uma das poucas formas de responder aos bombardeamentos prolongados de Moscovo. A Ucrânia suspendeu durante vários dias os ataques a instalações petrolíferas russas a pedido do líder norte-americano, mas a Rússia não deu sinais de reduzir a intensidade dos seus próprios ataques.

Ao mesmo tempo, a Ucrânia denuncia falhas no aviso antecipado de lançamentos de mísseis russos, limitações nas comunicações por satélite utilizadas para orientar drones ucranianos e atrasos na entrega de sistemas de defesa aérea financiados por aliados europeus. Washington rejeita as acusações de que esteja a reter informações de inteligência ou a impor restrições ao sistema militar Starshield, da SpaceX.

Antes da chegada a Oslo, Zelensky disse ter falado com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, sobre os intercetores de mísseis balísticos, os sistemas de alerta antecipado e a necessidade de restabelecer as ligações por satélite.

“A situação com o Starlink/Starshield precisa de ser restaurada”, referiu o presidente ucraniano numa publicação na rede social X. “É claro que tudo isto acontece no contexto dos nossos esforços diplomáticos para pôr fim a esta guerra horrível e à morte constante de pessoas”, acrescentou.

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Marco Rubio, reconheceu na terça-feira que um lote de intercetores adquiridos para a Ucrânia ao abrigo do programa Lista de Requisitos Prioritários para a Ucrânia (PURL) pode não ter sido entregue, mas que isso não se deveu a qualquer intenção política. “Penso que a conclusão importante é que não houve nenhuma diretiva política deliberada para prejudicar a Ucrânia”, disse aos jornalistas ao iniciar a sua viagem à Índia, citado pela Reuters.

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Una linea antimissile a Est. Perché l’Italia guarda ai Balcani

E se lo schema adottato dagli Houthi in Arabia Saudita fosse replicato a poche decine di chilometri dai confini italiani? Una prima linea antimissile nei Balcani è un ombrello per tutta l’Europa che guarda a est, Italia compresa. La convinzione (espressa anche dal ministro della difesa Guido Crosetto) potrebbe presto trasformarsi in realtà operativa, dal momento che la cintura orientale dell’Europa trova, proprio nel costone balcanico, la sua area più sensibile agli attacchi esterni e alle penetrazioni dei super player.

Questo il ragionamento più volte fatto dal titolare della difesa, nella consapevolezza che da un lato “le preoccupazioni non sono aumentate in questo periodo, sono quelle che ci sono state negli ultimi anni”, ma dall’altro serve “garantire la sicurezza, intanto nei confini di casa”. Essendo quindi i Balcani un punto di riferimento per la sicurezza occorre “mettere in sicurezza i Balcani, utilizzare i Balcani anche in futuro pensando di installare qua radar che ci consentano di difendere sia questi Paesi sia il nostro, per prevenire le minacce”.

L’esempio portato dal ministro è quello relativo ai missili che hanno colpito gli aeroporti in Arabia Saudita, missili costruiti dagli Houthi, “quindi non da raffinati ingegneri, hanno raggiunto la velocità di 8.500 chilometri all’ora, capite quali sono le minacce che tutti i Paesi hanno di fronte per il futuro e quanto sia importante presidiare anche i Paesi di confine, i Paesi amici, proprio per installare con loro una copertura”. Il Kosovo dunque è uno dei Paesi candidati a ospitare quel radar antimissile, anche perché lì è presente la missione a guida Nato, Kfor, che pochi giorni fa ha visto un avvicendamento che riguarda da vicino l’Italia: il nuovo comandante è Roberto Vergori, generale di divisione, subentrato al generale di divisione turco Oezkan Ulutas. Come prima mossa ha incontrato il comandante delle Forze di sicurezza del Kosovo (Ksf), Bashkim Jashari, sia per fare il punto sul coordinamento istituzionale, sia per sottolineare come pace, sicurezza e stabilità in Kosovo hanno precisi riflessi in Ue. Da questo punto di vista va segnalato come il rapporto tra Italia e Kosovo sta vivendo un momento di particolare rafforzamento, come dimostra l’intenzione del ministero della Difesa italiano di ampliare e approfondire la cooperazione militare bilaterale con Pristina. Ne hanno parlato pochi giorni fa il ministro della Difesa italiano e l’omologo kosovaro Ejup Maqedonci, a Pristina: l’occasione era proprio la cerimonia di avvicendamento al comando della missione KFOR.

L’area resta gravida di criticità, come le tensioni con la Serbia, il ritardo nei capitoli per l’adesione all’Ue, ma un piccolo passo in avanti è stato fatto: dopo quattro elezioni in due anni, il Parlamento del Kosovo è riuscito a eleggere una presidente, grazie ad un accordo con l’opposizione: è Justina Shiroka Pula la più votata. Ma al di là di un ruolo che non è incisivo a livello politico, contava dare un segnale all’esterno del paese balcanico, dal momento che i rapporti tra il governo Kurti e l’opposizione erano complessi: infatti il governo ha approvato una legge per smussare i poteri del tribunale incaricato di giudicare i crimini di guerra, circostanza che la scorsa settimana aveva provocato molti scontri tra manifestanti e forze dell’ordine. Come è noto, il tribunale aveva condannato a 25 anni di carcere l’ex presidente Hashim Thaçi per crimini di guerra commessi durante il conflitto per l’indipendenza dalla Serbia, ma la sentenza aveva suscitato una vera e propria sollevazione popolare. Oggi Pristina prova a ripartire.

(Foto: Kfor on X)

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Indra monta polo de blindados no norte de Espanha e mira contratos de 5.000 milhões


A Indra Group está a preparar uma rede de três fábricas de veículos militares no norte de Espanha. O plano da companhia espanhola, com operação em Portugal, prevê mais de 200 milhões de euros de investimento e a criação de mais de 2.400 postos de trabalho, enquanto a empresa concorre a novos contratos de defesa.

Depois de ter conseguido adjudicações de programas terrestres avaliados em mais de 7.600 milhões de euros no ano passado, alguns através de consórcios, a empresa tem agora em vista novos contratos que totalizam cerca de 5.000 milhões, segundo o jornal espanhol El Economista.

Entre as oportunidades estão a renovação dos camiões médios e pesados de transporte tático do Exército espanhol, nas configurações 4×4, 6×6 e 8×8, e a modernização dos carros de combate Leopard. A estes programas poderão juntar-se novas oportunidades noutros países europeus, num contexto de reforço dos orçamentos e das capacidades militares.

Para responder a esta procura, a Indra está a desenvolver uma rede de três instalações industriais em Gijón, nas Astúrias, As Pontes, na Galiza, e Barros, também nas Astúrias. Os centros terão funções complementares e deverão repartir diferentes fases de produção, integração e validação de veículos e sistemas militares, com uma base industrial capaz de produzir e integrar cerca de 500 veículos militares por ano.

A expansão das fábricas de veículos terrestres faz parte de um plano industrial mais amplo, organizado em vários polos especializados. A Indra pretende concentrar a produção de veículos militares no norte de Espanha, desenvolver drones no centro do país, reforçar a produção de radares e sistemas de combate a drones no sul e potenciar as atividades espaciais na Catalunha.

O plano deverá criar mais de 1.000 empregos industriais diretos e 1.400 postos de trabalho em engenharia e funções altamente qualificadas, segundo a própria empresa.

A Indra justifica a escolha das localizações do norte pela tradição industrial da região e pela existência de mão de obra especializada, fornecedores e PME que podem integrar a cadeia de produção. A proximidade de universidades e centros de formação profissional é outro dos fatores invocados.

A localização também permite estreitar a ligação aos utilizadores finais dos equipamentos, incluindo o Arsenal Militar de Ferrol, as instalações da Armada na Galiza e unidades do Exército espanhol nas Astúrias. Esta proximidade poderá facilitar a validação dos sistemas, o apoio operacional e a adaptação dos equipamentos às necessidades das Forças Armadas.

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‘Speak Up’ celebrou 24 anos de dedicação ao ensino da língua inglesa

VTM

O ‘Speak Up’ Vila Real celebrou, no dia 7 de outubro, o seu 24.º aniversário, assinalando quase um quarto de século de dedicação ao ensino da língua inglesa e à formação de alunos em Vila Real.

A data foi comemorada num ambiente de alegria e boa disposição, com um bolo de aniversário personalizado, especialmente preparado para a ocasião. Depois de se cantarem os parabéns, procedeu-se à abertura e partilha do bolo, seguindo-se um momento de convívio, com bebidas e boa disposição entre os presentes.

Mais do que assinalar mais um ano de existência, esta comemoração foi uma oportunidade para celebrar o percurso do ‘Speak Up’ Vila Real e do trabalho desenvolvido ao longo de mais de duas décadas na promoção da aprendizagem da língua inglesa.

O ambiente vivido na escola refletiu também a importância da componente humana no processo de aprendizagem. Para além dos conhecimentos adquiridos nas aulas, a relação entre alunos e professores, a partilha de experiências e a criação de memórias são elementos que contribuem para tornar o percurso educativo mais enriquecedor.

Aprender inglês

Essa dimensão é particularmente valorizada pelos alunos. Rafael, aluno do Speak Up Vila Real, destaca a importância de aprender num ambiente em que se sente acompanhado e motivado. “Aprender inglês é importante para o meu futuro, mas também gosto de vir às aulas porque aprendemos de uma forma dinâmica. Foi muito giro poder celebrar o aniversário da escola com os colegas e os professores”.

Também Sandra, aluna da escola, sublinha a importância da aprendizagem para além da sala de aula. “O inglês abre muitas portas, tanto na escola como no futuro profissional. No Speak Up, sinto que vou ganhando mais confiança para falar e cometer erros sem ter medo. Foi bom poder festejar esta data com todos”.

Num mundo cada vez mais globalizado, o domínio da língua inglesa assume uma importância crescente na educação, na comunicação e no mercado de trabalho. A aprendizagem de uma língua estrangeira permite não só desenvolver competências linguísticas, mas também alargar horizontes e criar novas oportunidades.

Ao longo do seu percurso, o ‘Speak Up’ Vila Real tem procurado afirmar-se como um espaço de aprendizagem e desenvolvimento pessoal, construindo uma relação de proximidade com os seus alunos e respetivas famílias.

A celebração do 24.º aniversário foi “um momento para recordar o caminho percorrido, reconhecer todos aqueles que fazem parte desta história e renovar a motivação para os desafios que se seguem”, revela.

Com os olhos postos no futuro, a escola aproxima-se agora de uma data particularmente especial: os seus 25 anos de existência, um “marco que permitirá celebrar um quarto de século dedicado à aprendizagem da língua inglesa em Vila Real”.

 

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Coreia do Sul anuncia retirada de parte do pessoal da embaixada em Kiev

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By: Lusa

A Coreia do Sul anunciou hoje a retirada de parte da equipa da embaixada em Kiev, face ao adensar da disputa diplomática sobre a transferência de prisioneiros de guerra norte-coreanos para Seul.

“Após a ‘convocatória’ do embaixador [sul-coreano] na Ucrânia, medida que não gerou qualquer reação construtiva por parte das autoridades ucranianas, e perante a ameaça persistente de ataques aéreos em todo o território, o que torna difícil garantir a segurança da equipa, o Governo decidiu repatriar parte dos membros da sua missão diplomática”, declarou Park Doo-soon, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Coreia do Sul.

O embaixador da Coreia do Sul na Ucrânia, Park Ki-chang, regressou ao país em 10 de outubro, dias depois de Seul ter repreendido o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, por ter referido publicamente a transferência para Seul de dois soldados norte-coreanos capturados pelo exército ucraniano. As autoridades sul-coreanas pretendiam manter o sigilo em torno deste caso.

A decisão de Seul surge também na sequência das revelações feitas pelo jornal britânico The Guardian, segundo as quais 176 mil toneladas de produtos, “principalmente gasóleo”, tinham sido enviadas da Coreia do Sul para a Rússia em julho e agosto. As entregas foram alvo de críticas por parte de Kiev. O Governo sul-coreano ameaçou tomar “medidas adicionais”, cuja natureza não especificou.

O Presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, exigiu, além disso, desculpas oficiais, temendo que a divulgação da transferência de prisioneiros de guerra norte-coreanos para a Coreia do Sul pusesse em perigo as famílias dos soldados.

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros ucraniano reagiu afirmando que “a diplomacia deve prevalecer sobre a emoção”.

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Nos e Telefónica fecham “acordo estratégico” para soluções de defesa e segurança


A Nos e a Telefónica fecharam um “acordo estratégico” para desenvolver novas soluções de defesa e segurança, depois de no REPMUS, exercício de robótica e veículos autónomos organizado pela Marinha Portuguesa, os dois operadores terem demonstrado a capacidade de integrar as suas tecnologias 5G em cenários operacionais.

“Esta colaboração assume particular relevância no atual contexto europeu, em que o novo cenário de Defesa e Segurança exige infraestruturas digitais capazes de operar de forma coordenada além-fronteiras, garantindo comunicações seguras, resilientes e interoperáveis”, diz João Ricardo Moreira, administrador da Nos Comunicações.

Durante o REPMUS, que levou a Troia empresas e entidades dos países NATO, com participação de mais de 30 marinhas no maior exercício operacional de robótica e veículos autónomos, a Nos integrou as suas capacidades 5G com as da Telefónica, “demonstrando, em contexto operacional, a capacidade de interoperabilidade entre diferentes infraestruturas de telecomunicações e o seu potencial para suportar novos serviços e aplicações em cenários exigentes de Defesa e Segurança“.

Esta colaboração assume particular relevância no atual contexto europeu, em que o novo cenário de Defesa e Segurança exige infraestruturas digitais capazes de operar de forma coordenada além-fronteiras, garantindo comunicações seguras, resilientes e interoperáveis.

João Ricardo Moreira

Administrador da Nos Comunicações

No REPMUS deu mais um passo, com o fecho de uma parceria com a operadora espanhola. “Este acordo contribui para o reforço da soberania tecnológica europeia e foi possível graças ao apoio e à colaboração da Marinha Espanhola e da Marinha Portuguesa, que proporcionaram um ambiente operacional para testar e avaliar a aplicação destas tecnologias”, refere Javier López Gutiérrez.

“Este trabalho permite-nos avançar no desenvolvimento de soluções cada vez mais ajustadas às necessidades reais dos utilizadores de Defesa, tanto na União Europeia como na NATO”, destaca o diretor de Defense and Security da Telefónica Espanha.

No âmbito deste “acordo estratégico”, as duas operadoras querem desenvolver em conjunto “soluções avançadas de conectividade, comunicações seguras e serviços digitais adaptados aos novos cenários de defesa”.

Interoperabilidade de redes, comunicações seguras, edge computing, inteligência artificial (IA), 5G avançado e novas arquiteturas de conectividade, bem como a sua integração com sistemas de comando e controlo, plataformas autónomas e outras tecnologias emergentes são as áreas que as duas empresas querem desenvolver em conjunto.

Este trabalho permite-nos avançar no desenvolvimento de soluções cada vez mais ajustadas às necessidades reais dos utilizadores de Defesa, tanto na União Europeia como na NATO.

Javier López Gutiérrez

Diretor de Defense and Security da Telefónica Espanha

NOS no setor da defesa

Este é mais um passo no setor de defesa para a operadora nacional que criou, inclusive, uma empresa a Nos Security Technology para responder ao atual momento de forte investimento e procura por soluções de defesa na Europa, tal como avançou em abril o ECO/eRadar.

Através da Nos Security Technology, a operadora lidera o projeto HORUS, com financiamento de 3,68 milhões de euros do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), visando a criação de soluções que reforcem a resiliência do país face a ameaças híbridas, com conclusão prevista para maio de 2028.

E através do seu braço de Inovação, a NOS integra um consórcio europeu, financiado pelo Fundo Europeu de Defesa (call de 2024): o Neuroquad, projeto que visa ajudar pilotos militares a tomar as melhores decisão em momentos de elevada tensão ou stress.

Liderado pela Multiverse Computing SAS — integrando além da Nos Inovação, a Universidade Politécnica de Madrid, as tecnológicas europeias G.TEC, Oesia e Zabala, o Centro de Medicina Aeroespacial da Força Aérea Alemã, e a Força Aérea Espanhola—, o Neuroquad é totalmente financiado em cerca de quatro milhões de euros pelo Fundo Europeu de Defesa e envolve três grandes áreas de investigação: a neurotecnologia, a IA e a computação quântica.

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La obsesión del Studio Ghibli por la comida: preparar y probar cada bocado antes de dibujarlo

El Studio Ghibli se gestó en 1984 cuando Hayao Miyazaki (1941) e Isao Takahata (1935-2018) crearon la película  Nausicaä del Valle del Viento, basada en un manga del primero —del que Planeta Cómic ha publicado su versión en español—. Un año después, fundaron el estudio con el apoyo del productor Toshio Suzuki (1948) y a principios de 2026, la Fundación Princesa de Asturias anunció que había sido galardonado con el Premio Princesa de Asturias de Comunicación y Humanidades 2026. El jurado fundamentó su concesión porque: “Mediante un proceso artesanal de gran imaginación, ha creado historias universales llenas de sensibilidad y de valores humanistas: la empatía, la tolerancia y la amistad, así como el respeto por las personas y la naturaleza. Sus películas trascienden generaciones y fronteras, y son un referente para los desafíos de la sociedad globalizada y la protección del medio ambiente”.

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© picture alliance / United Archives (CORDON PRESS)

Una de las imágenes dedicadas a la comida en 'El viaje de Chihiro' de 2001.
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Justiça bloqueia bens de empresa por queda de helicóptero, no Rio

Logo Agência Brasil

A 26ª Vara da Justiça Federal no Rio de Janeiro determinou a indisponibilidade de bens da empresa Voos Rio Panorâmico e Serviços Aeronáuticos, incluindo contas bancárias, investimentos, imóveis, veículos e participações societárias, até o limite de R$ 10 milhões, acolhendo parcialmente pedido do Ministério Público Federal (MPF).

A medida judicial foi motivada pela queda de um helicóptero da empresa na Vista Chinesa, na Floresta da Tijuca, no Rio de Janeiro, em 8 de agosto, durante voo panorâmico comercial, que deixou quatro mortos.

Notícias relacionadas:

Morreram no acidente o piloto, Alessandro Rocha, e três turistas colombianas da mesma família: a avó, Rocio Cubillos, a filha Wendy Manrique e a neta, Sofia Murillo, de 17 anos.

A ação movida pelo MPF pede o bloqueio de ativos financeiros, veículos e imóveis dos réus até o limite de R$ 10 milhões, além da elaboração e execução do plano de recuperação ambiental.

O MPF também requer a condenação dos réus ao pagamento de R$ 10 milhões por danos morais coletivos ambientais, além da recuperação integral da área degradada.

Na decisão da última quinta-feira (15), a 26ª Vara da Justiça Federal também ordenou que a companhia e seu sócio-administrador elaborem, no prazo de 30 dias, um Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD), com o objetivo de promover a restauração ecológica integral do local. Já o pedido de indenização será analisado no curso do processo.

Na ação, o MPF sustenta que a responsabilidade civil por danos ambientais é objetiva, não sendo necessário comprovar culpa, mas a relação entre a atividade desenvolvida e o dano ambiental. Nesse regime, não se aplicam, em regra, justificativas como caso fortuito ou força maior para afastar a obrigação de reparar o dano.

A ação civil pública não abrange os direitos individuais das vítimas fatais do acidente e de seus herdeiros porque o Ministério Público não tem legitimidade para propor ação em nome deles.

Queda

A colisão da aeronave contra o solo e a vegetação provocou uma explosão e um incêndio florestal de grandes proporções na Mata Atlântica, em área situada na zona de amortecimento do Parque Nacional da Tijuca. Segundo a perícia realizada, o fogo atingiu árvores a mais de cinco metros de altura e causou danos à fauna e à flora nativas do ecossistema protegido.

Além dos danos ambientais diretos e das mortes, o MPF ressalta que a operação colocou em risco a vida, a integridade física e o patrimônio de milhares de pessoas que circulavam pela cidade na ocasião.

As provas apresentadas pelo MPF foram reunidas em procedimento preparatório próprio, em inquérito policial e em fiscalização presencial realizada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

O relatório da agência reguladora apontou falhas graves na gestão da segurança operacional da empresa, incluindo a inoperância do sistema de gerenciamento de segurança operacional, problemas no controle da fadiga dos tripulantes, ausência de placas de identificação do fabricante nas aeronaves e inconsistências nos registros de manutenção aeronáutica.

Diante das irregularidades identificadas, a Anac determinou a suspensão cautelar do Certificado de Operador Aéreo da empresa e a interdição de outras seis aeronaves de sua frota. Esses elementos, juntamente com os laudos periciais e as demais provas reunidas, fundamentam os pedidos apresentados pelo MPF na ação civil pública.

 

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Força Aérea quer C-130 a combater fogos em 2027


Mais de 56 missões, mais de 200 horas de voo e 900 descargas em 32 teatros de operações é o balanço da participação direta da Força Aérea Portuguesa no combate aos fogos rurais com os Black Hawk UH 60. No próximo ano aguarda-se a chegada de dois C-130 já equipados com kits de combate aos incêndios e poderão, já nesse ano, entrar no rol de equipamentos para combate.

O balanço foi feito durante a cerimónia de execução do Programa de Recuperação e Resiliência (PRR) no âmbito da aquisição das aeronaves UH-60 Black Hawk e AW119 Koala, no heliporto do Estado-Maior da Força Aérea, em Alfragide.

Este ano, a Força Aérea participou pela primeira vez, com dois Black Hawk, no combate direto aos incêndios no âmbito do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR), adicionando capacidade de combate permitindo o acesso a locais muitas vezes inacessíveis aos bombeiros. No âmbito do PRR, Portugal comprou um total de 13 helicópteros Black Hawk, nove para o combate a incêndios rurais e mais quatro para apoio à emergência médica.

Portugal passou a deter uma capacidade própria e permanente” no combate a incêndios, desenvolvida “praticamente de raiz”, definindo-o como “um verdadeiro projeto de Estado”, apontou o general Sérgio Pereira, Chefe de Estado Maior da Força Aérea, resultando em mais de 200 horas de voo e 56 missões da Esquadra 551 Pantera, localizada na Base 8, em Ovar.

“O dispositivo [de combate aos incêndios] deixou de estar apenas centrado na resposta ao incêndio para reforçar a capacidade de o procurar, o detetar e o combater desde os primeiros momentos. E os resultados do momento mais crítico da campanha são encorajadores”, destacou Rui Rocha.

O secretário de Estado da Proteção Civil avança com números. “Entre julho e setembro, alcançamos uma taxa de sucesso de 94% no ataque inicial, acima dos 93,1% registados em 2025. No mesmo período reduzimos em 34% as ocorrências com duração a 90 minutos, foram 264 contra 414 no ano anterior; E considerando o período de janeiro a setembro, registamos uma redução de 29 para 12 incêndios com duração superior a 24 horas”, elenca.

“Comparativamente com 2025 tivemos mais de 5,4% em número de incêndios, e mesmo assim, até ao dia de ontem, estamos com 72,4% a menos de área ardida quando comparativamente a 2025”, referiu ainda.

No próximo ano, a expectativa é que aos helis no combate aos incêndios juntem-se os C-130, já equipados com os dois kits de combate a incêndios, um investimento de cerca de 16 milhões de euros. Em 2027, as aeronaves já “estão no terreno, em treino, como aconteceu com estes helicópteros. Se houver uma possibilidade, durante o treino, acontecer um caso real, nós atuaremos”, afiançou o Chefe de Estado Maior da Força Aérea.

A estes meios deverão juntar-se, em 2029 e 2030, os bombardeiros pesados Canadair. “Está decidida, aprovada em resolução do Conselho de Ministros, com produção no Canadá a entrega das duas aeronaves com data prevista uma em 2029 e outra em 2030. Pudessem as aeronaves ser produzidas mais rapidamente, mais cedo seriam entregues, ou seja, no primeiro momento possível serão entregues”, referiu ainda Nuno Melo, ministro da Defesa.

Força Aérea a incorporar helis para emergência médica

A Força Aérea já está a incorporar os quatro novos helis adquiridos para emergência médica. “A emergência médica já acontece na Força Aérea, apenas está a alargar esta capacidade com outros meios. Para que, complementarmente, se consigam salvar mais vidas”, referiu Nuno Melo.

“Isto é uma melhoria da qualidade de serviço aos cidadãos na proteção do transporte aeromédico, com uma qualidade excelente a bordo, do qual os doentes e os feridos vão beneficiar muitíssimo pelo ambiente a bordo que é visível”, destacou o general Sérgio Pereira.

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La sovranità dei droni si decide nei materiali. L’analisi di Zuccalà

Nel dibattito europeo sui droni si discute soprattutto di capacità produttiva, investimenti e rapidità di sviluppo. Molto meno di ciò che ne determina l’affidabilità operativa: i materiali. Un mezzo senza equipaggio che opera in mare, in montagna o nel deserto è esposto a condizioni capaci di comprometterne le prestazioni anche senza provocare danni strutturali. Una lente velata dalla salsedine, un contatto corroso o un pannello coperto di polvere sono sufficienti a interrompere una missione, con conseguenze sulla sicurezza e sui costi di gestione.

La Commissione europea stima per il 2030 un mercato continentale dei droni da 14,5 miliardi di euro, con 145.000 nuovi posti di lavoro. Per l’Italia, la questione non riguarda soltanto la partecipazione a questa crescita, ma il ruolo da occupare nella filiera: assemblare componenti sviluppati altrove oppure controllare tecnologie che determinano la durata, l’efficienza e l’autonomia delle piattaforme? La sovranità industriale in questo settore si misura nella seconda opzione, e passa anche da innovazioni poco visibili, come la protezione avanzata delle superfici.

La storia che vorrei raccontare comincia lontano dal cielo. All’inizio del 2024, sul sommergibile Gianfranco Gazzana Priaroggia della Marina Militare, è stata avviata una sperimentazione su un trattamento nanotecnologico applicato al periscopio d’attacco. L’obiettivo era risolvere un problema operativo concreto: impedire che acqua marina e depositi salini compromettessero la qualità delle immagini e rallentassero le operazioni, aumentando l’esposizione del battello.

Per circa quaranta giorni, tra prove in porto e in mare aperto, abbiamo osservato il comportamento del rivestimento. L’acqua scorreva più rapidamente sulla lente, la sedimentazione salina risultava minima e i depositi residui venivano rimossi dal movimento del periscopio durante l’immersione. La qualità delle immagini rimaneva inalterata o migliorava rispetto alla superficie non trattata. Osservazioni qualitative, ma sufficientemente incoraggianti da suggerire un’applicazione più ampia: trasferire quella protezione alle ottiche, ai sensori e alle strutture dei sistemi senza equipaggio.

Il passaggio successivo è stato affidato alla ricerca e alle verifiche di laboratorio, attraverso protocolli sviluppati anche con il contributo del mondo universitario, tra cui il Politecnico di Torino. Le prove hanno riguardato corrosione salina, abrasione, calore, umidità e radiazioni ultraviolette. Un trattamento per il vetro ha superato diecimila passaggi di spugna abrasiva; sui pannelli fotovoltaici sono stati registrati incrementi della produzione energetica fino al 3,99% in simulazione solare. Lo spessore misurato di uno dei rivestimenti, appena 76,7 nanometri, rende possibile una protezione senza aggravio significativo di peso, requisito essenziale per piattaforme nelle quali ogni variazione incide sull’autonomia.

Nel maggio 2026, a Bagnoli, sono stati presentati i primi droni dotati di finiture protettive nanotecnologiche sviluppate attraverso questo percorso. È stato il passaggio simbolico e industriale dagli abissi al cielo, con prospettive di applicazione anche ai sistemi terrestri e marini.

Sono convinta che quanto realizzato abbia oggi caratteristiche potenzialmente uniche nel panorama internazionale. Non conosco esperienze analoghe nelle quali una forza armata, la ricerca universitaria e un’impresa privata abbiano contribuito a sviluppare, partendo da un sommergibile operativo, una tecnologia di protezione successivamente trasferita ai droni e sottoposta a verifiche secondo standard internazionali. È un risultato che nasce dalla manifattura e dalla ricerca italiane e che potrebbe diventare un riferimento ben oltre i nostri confini. Le condizioni ambientali che abbiamo affrontato sono le stesse con cui devono confrontarsi operatori nel Mediterraneo, nei teatri desertici e in numerosi altri contesti operativi.

Per me questo percorso ha anche un significato personale. Il Polo Nazionale Droni, che presiedo, è una realtà italiana guidata da una donna, e questo suo primo progetto internazionale rappresenta un risultato concreto in un settore, quello della difesa e delle tecnologie unmanned, nel quale la presenza femminile ai vertici resta limitata. Ho imparato quanto sia importante costruire credibilità attraverso competenze, sperimentazione e risultati verificabili, soprattutto in ambienti tradizionalmente maschili. Credo che questa esperienza dimostri come l’imprenditoria femminile possa contribuire direttamente allo sviluppo di tecnologie strategiche, offrendo anche un esempio alle nuove generazioni di ricercatrici e imprenditrici italiane.

Al di là della dimensione personale, il valore del progetto risiede soprattutto nel modello che lo ha reso possibile. La Marina Militare ha contribuito con un banco di prova operativo e competenze specialistiche; il mondo universitario ha sviluppato protocolli scientifici; l’iniziativa privata ha formulato e prodotto i trattamenti. Il Polo Nazionale Droni può ora favorire il collegamento tra questa esperienza e una rete più ampia di costruttori, operatori e istituzioni. È una filiera interamente italiana, nella quale la collaborazione tra pubblico, ricerca e industria diventa uno strumento concreto di autonomia tecnologica.

Questo modello merita attenzione anche oltre il settore dei droni. L’Italia possiede competenze avanzate nella scienza dei materiali e nella manifattura specializzata, ma spesso fatica a trasformarle in vantaggi industriali duraturi. La competizione internazionale non si gioca esclusivamente sulla capacità di produrre piattaforme complete: riguarda anche il controllo delle tecnologie abilitanti, capaci di migliorarne le prestazioni e ridurne i costi lungo l’intero ciclo di vita. È anche in questi segmenti che il Made in Italy può costruire una posizione distintiva.

Il percorso, naturalmente, non è concluso. Sono ancora in corso le prove sull’adesione del ghiaccio, sulla protezione dei compositi e sulla resistenza alla nebbia salina. Mancano dati sistematici provenienti da droni impegnati in missioni reali. La prossima fase prevede test in volo su flotte di operatori partner, con misurazioni delle ore di fermo, dei guasti e dell’autonomia. Saranno questi risultati a stabilire ulteriormente portata industriale della tecnologia e la sua capacità di affermarsi sui mercati internazionali.

La sfida finale riguarda dunque la capacità di trasformare una sperimentazione promettente in uno standard industriale internale. Servono procedure di qualificazione, collaborazione con i costruttori e opportunità di verifica operativa, anche attraverso la committenza pubblica. Senza questi passaggi, il rischio è ripetere una debolezza ricorrente del sistema italiano: sviluppare innovazioni di qualità senza riuscire a portarle su scala globale.

Per questo il Polo Nazionale Droni intende coinvolgere operatori, imprese e centri di ricerca nella prossima fase di sperimentazione. L’obiettivo è dimostrare che una tecnologia sviluppata in Italia può contribuire a definire nuovi criteri di affidabilità per i sistemi senza equipaggio.

La sovranità tecnologica non si misura soltanto nel numero di droni che un Paese riesce a produrre. Si misura anche nella capacità di controllare ciò che permette loro di funzionare più a lungo, in condizioni più difficili e con maggiore efficienza. A volte, il vantaggio strategico può essere racchiuso in uno strato di materiale spesso pochi nanometri.

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