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Jornal MASSA! comemora 16 anos e reforça compromisso com o povo baiano

O Jornal MASSA! comemorou 16 anos nesta terça-feira, 20, com uma festa na Estação da Lapa, um dos pontos de maior circulação de Salvador. O evento contou com shows de O Poeta, Malafaia, Hiago Danadinho e AfroSambah, além de sorteios, brindes e atividades promovidas por marcas parceiras. Criado em 18 de outubro de 2010, o veículo celebra a trajetória marcada pela informação, prestação de serviço, esporte e entretenimento voltados ao público baiano.Nova fase do jornalA comemoração também acontece em meio a um processo de renovação editorial e visual do MASSA!. Segundo Juliana Nobre, head de Conteúdo e Negócios do veículo, a proposta é modernizar a identidade da marca sem perder a proximidade com a população.“Ele vem se renovando. Essa é a nova proposta dos próximos meses e dos próximos anos: se renovar, ter uma identidade mais leve, mais clara e manter, principalmente, a identidade do povo baiano”, afirmou Juliana. Ela também destacou a intenção de ampliar o alcance do jornal para municípios do interior do estado. 1 de 12 | Foto: Agência A TARDE/ Ana Albuquerque 2 de 12 | Foto: Agência A TARDE/ Ana Albuquerque 3 de 12 | Foto: Agência A TARDE/ Ana Albuquerque 4 de 12 | Foto: Agência A TARDE/ Ana Albuquerque 5 de 12 | Foto: Agência A TARDE/ Ana Albuquerque 6 de 12 | Foto: Agência A TARDE/ Ana Albuquerque 7 de 12 | Foto: Agência A TARDE/ Ana Albuquerque 8 de 12 | Foto: Agência A TARDE/ Ana Albuquerque 9 de 12 Aniversário do MASSA! foi comemorado diretamente da estação da Lapa | Foto: Agência A TARDE/ Ana Albuquerque 10 de 12 | Foto: Agência A TARDE/ Ana Albuquerque 11 de 12 | Foto: Agência A TARDE/ Ana Albuquerque 12 de 12 16 anos do portal e jornal MASSA! | Foto: Agência A TARDE/ Ana Albuquerque Jornalismo popular e proximidade com as comunidadesA escolha da Estação da Lapa como palco da festa reforça a relação do MASSA! com o cotidiano dos soteropolitanos. Para Amanda Souza, editora do portal, o jornalismo popular tem o papel de dar visibilidade a pessoas e comunidades que nem sempre encontram espaço nos grandes veículos de comunicação.“Dar voz a essas pessoas que às vezes são esquecidas pela grande mídia” é parte do trabalho desenvolvido pelo veículo, afirmou Amanda. Ex-estagiária e repórter do MASSA!, ela destacou a emoção de participar da celebração dos 16 anos da marca como editora.A iniciativa também foi celebrada pelos leitores que acompanharam a programação. Joseilton, leitor do MASSA!, parabenizou o jornal pela trajetória e ressaltou a importância de manter o compromisso com a verdade e com a informação. Já dona Cláudia, dona de casa, elogiou a realização do evento e a oportunidade de celebrar o aniversário do veículo junto ao público. Expectativa de crescimentoO editor do portal, Wiliam Falcão, ressaltou que a festa foi pensada para aproximar o jornal de quem acompanha suas publicações nas bancas, no site e nas redes sociais.A expectativa, segundo ele, é que o evento cresça a cada edição e que o MASSA! esteja cada vez mais presente na rotina dos leitores. A celebração na Lapa reuniu música, brindes e entretenimento em um espaço que representa a movimentação diária da população de Salvador.

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Haiti Gangs Ambush Foreign Troops, Kidnap Four Salvadoran Air Force Members

Deadly Haitian gangs over the weekend ambushed members of an international security force deployed in Haiti, kidnapping four Salvadoran Air Force members, authorities confirmed Monday.

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Estação da Lapa muda embarque de ônibus a partir deste sábado

A Estação da Lapa, em Salvador, passará por uma nova fase de obras para recuperar o piso de circulação dos ônibus no subsolo a partir deste sábado, 24. Os trabalhos serão realizados pela Superintendência de Obras Públicas (Sucop), a pedido da Secretaria de Mobilidade (Semob).Durante as intervenções, as linhas que utilizavam a plataforma F, localizada no subsolo, terão os pontos de embarque e desembarque transferidos para o térreo da estação. A operação será distribuída entre as plataformas A, C e D.Para orientar os passageiros e organizar o fluxo de veículos, agentes da Semob e representantes da Integra e da Mobilapa estarão no local durante a execução dos serviços. A recomendação da Semob é que os usuários observem a sinalização e sigam as instruções das equipes para facilitar o embarque e o desembarque enquanto as obras estiverem em andamento.Confira a nova distribuição das linhas no térreo da Estação da LapaPlataforma A1 linha de ônibus0137 — (LB2) Barra Avenida/BarraPlataforma C4 linhas de ônibus0136 — (LB1) Chame-Chame0145 — Itapuã/Praia do Flamengo0903 — Boca do Rio0138 — (LB3) Garibaldi/OndinaPlataforma D4 linhas de ônibus0101 — Graça0142 — Vale do Canela0140 — Rio Vermelho (via Cardeal da Silva)0141 — Federação/HGE

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Cadastro de ambulantes para Carnaval e festas de Salvador termina nesta quarta

Os vendedores ambulantes que pretendem trabalhar nas festas populares de Salvador, como Festival Virada, Lavagem do Bonfim, Festa de Iemanjá e Carnaval, têm até as 23h59 da próxima quarta-feira, 21, para concluir a inscrição. O preenchimento dos dados deve ser feito de maneira online ou nas unidades das Prefeituras-Bairro. Também há um posto de atendimento no Mercado de São Miguel, Baixa de Sapateiros.Para realizar o cadastramento, os trabalhadores deverão apresentar documento de identidade e comprovante de residência. Quem tiver certificados de cursos de capacitação ou de reciclagem relacionados à atividade terá pontuação extra e mais chances de conseguir uma vaga.O cadastramento online deve ser feito através do link oficial. A lista inicial dos selecionados será divulgada em 5 de novembro. No entanto, a inscrição não autoriza automaticamente o trabalho durante as festas. Depois de preencher o cadastro e entregar os documentos exigidos, os candidatos deverão passar pela fase de habilitação, programada para o período de 22 de outubro a 2 de novembro.Já o resultado definitivo, com os classificados e os integrantes do cadastro reserva, está previsto para 1º de dezembro.Como realizar as inscrições presenciais?O atendimento nas Prefeituras-Bairro ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. O mesmo horário é adotado pelo Mercado São Miguel, localizado na Baixa dos Sapateiros. Nos dois casos, o serviço é realizado por ordem de chegada, sem necessidade de agendamento prévio.As unidades das Prefeituras-Bairro estão distribuídas pelos seguintes endereços: Barra/Pituba (Rua Marquês de Monte Santo, 300, Rio Vermelho); Cabula/Tancredo Neves (Rua Silveira Martins, 185, Cabula); Cajazeiras (Avenida Engenheiro Raymundo Carlos Nery, 413–429); Centro/Brotas (Rua Guedes de Brito, s/n, Centro); Cidade Baixa (Avenida Porto dos Mastros, 65, Ribeira); Itapuã (Avenida Dorival Caymmi, 17); Liberdade/São Caetano (Avenida General San Martin, 241); Pau da Lima (Avenida São Rafael, 1.654, São Marcos); Subúrbio/Ilhas (Rua Pará, 15, Paripe);Valéria (Rua da Matriz, s/n).Carnaval concentra maior número de cadastrosO Carnaval lidera a procura pelo cadastramento de ambulantes, com 8.165 inscrições, segundo a Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop). O pré-Carnaval aparece na sequência, com 6.449 registros, seguido pelo Festival Virada (5.540), Festa de Iemanjá (5.284), Lavagem do Bonfim (5.125) e Lavagem de Itapuã (3.540). Até a última sexta-feira, 16, aproximadamente 34 mil inscrições haviam sido concluídas, conforme balanço da Semop. Iniciado em 22 de setembro, o processo passou a ser realizado de forma totalmente digital. Para o titular da pasta, Décio Martins, a mudança contribuiu para acelerar o atendimento e tornar mais simples a preparação dos trabalhadores para as festas populares.“Com a implantação do cadastramento 100% online, nós zeramos as filas físicas. Hoje, o ambulante faz todo o processo em poucos minutos, até mesmo pelo celular, de forma prática e rápida”, afirma o secretário.

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Câncer de mama: hospital promove curso sobre detecção precoce

A Bahia deve registrar 4.480 novos casos de câncer de mama em 2026, segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Em Salvador, o Hospital Aristides Maltez (HAM) realiza, no dia 30 de outubro, o XIV Curso de Atualização em Detecção Precoce da doença, como parte da programação do Outubro Rosa.A iniciativa busca atualizar profissionais de saúde que atuam na assistência, no diagnóstico e no acompanhamento de pacientes.A capacitação ganha relevância diante das estimativas de novos casos da doença no país. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o Brasil deverá registrar 78.610 novos casos de câncer de mama por ano no período de 2026 a 2028. Para 2026, a previsão é de 4.480 diagnósticos na Bahia e aproximadamente 1.340 em Salvador. Câncer de mama registra mais de 1,3 mil mortes na BahiaOs dados de mortalidade também reforçam a importância da prevenção e do diagnóstico em fases iniciais. Em 2024, o país contabilizou 20.849 mortes em decorrência da doença, sendo 1.349 na Bahia.Na capital baiana, a taxa de mortalidade por câncer de mama atingiu 26,7 óbitos por 100 mil mulheres em 2023. Conforme informações divulgadas pelo hospital, a doença continua sendo a principal causa de morte por neoplasias malignas entre as mulheres na Bahia.

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TJBA realiza mutirão para resolver processos antigos do DPVAT

Mesmo extinto há quase seis anos, o seguro DPVAT (Danos Pessoais por Veículos Automotores Terrestres) ainda movimenta milhares de processos na Justiça baiana. No Fórum Ruy Barbosa, em Salvador, o Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) realiza desde ontem até 28 de outubro, um mutirão de audiências para acelerar indenizações de vítimas de acidentes de trânsito que aguardam há anos por uma resposta.De acordo com o TJBA, mais de mil perícias serão realizadas no mutirão, que irá movimentar mais de 1.500 processos relacionados ao DPVAT.Seguros pendentesFoi no ano de 2015 que o auxiliar administrativo Jonatas Santos de Lima (33) sofreu um acidente de carro na Avenida Dorival Caymmi enquanto voltava para casa. “Procurei um advogado para acionar o DPVAT e entramos com a ação. Na época, recebemos a primeira parte do seguro, mas só agora, dez anos depois, tudo foi resolvido. Apesar da demora, era algo que nos dava esperança, sabe? A Justiça tardou, mas bastante, mas chegou”, afirma Jonatas.O DPVAT foi um seguro obrigatório de caráter social implantado em 1974 no Brasil para indenizar vítimas de acidentes de trânsito terrestres (motoristas, passageiros ou pedestres), independentemente de quem fosse o culpado.Cobrado anualmente junto ao IPVA, o DPVAT foi extinto em 2020 e nenhum outro seguro foi colocado em seu lugar. Porém, mesmo após o seu fim, milhares de processos de vítimas como Jonatas permaneceram em aberto. Para zerar esses casos em Salvador e regiões próximas, o TJBA iniciou um mutirão de atendimento, voltado a cidadãos previamente intimados com ações relacionadas a demandas pessoais decorrentes de acidentes de trânsito: entre 19 e 23 de outubro essas pessoas estão passando por perícia médica e uma audiência com o juiz responsável, que analisa e conclui o processo conforme cada situação. Jonatas teve o seu caso resolvido em poucas horas.Valores ajustadosAdvogado de Jonatas, Marcos Ataíde explica que uma das razões para os processos do DPVAT se arrastarem por tantos anos começou com a Seguradora Líder, que assumiu a operação do seguro em 2008. Segundo ele, a empresa, de caráter privado, sempre concedia valores muito baixos às vítimas de acidentes. “E a maioria dos segurados dis-cordavam do que era pago e os processos se alongaram. No caso do Jonatas, houve um pagamento menor na época e hoje, dez anos depois de ajuizarmos a ação, conseguimos no mutirão fazer o acordo e sair com o valor devido”, afirma.De acordo com a juíza Thais Kronemberger, coordenadora do Núcleo de Mutirões de Audiências (Numa) do TJBA, a expectativa é realizar mais de mil perícias nos cinco dias de mutirão. “É uma movimentação de mais de 1.500 processos relacionados ao DPVAT, que aguardam há muito tempo um encerramento. Por trás de cada um deles há uma vítima de acidente de trânsito ou uma família esperando uma resposta da Justiça. Ao concentrar todas as etapas em um único esforço, conseguimos realizar em poucos dias o que levaria meses no fluxo normal”, explica Thais Kronemberger.Vítimas desamparadasEm março de 2026, o deputado Hugo Leal (PSD-RJ) apresentou uma proposta para criar um seguro obrigatório de responsabilidade civil para proprietários de veículos, semelhante ao antigo DPVAT, mas voltado a danos corporais causados a terceiros em acidentes. Segundo o relator, a ausência de um seguro obrigatório desde a extinção do DPVAT e a revogação do SPVAT - Seguro Obrigatório para Proteção de Vítimas de Acidentes de Trânsito, que foi extinto antes de entrar em vigor e deixou as vítimas de trânsito desamparadas. Atualmente a proposta tramita em caráter conclusivo e ainda será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania antes de ir para o Senado.

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Energia será interrompida na Pituba e outros bairros nesta terça (20/10)

Pituba e outros quatro bairros de Salvador terão a energia interrompida nesta terça-feira, 20, devido à suspensão programada. De acordo com a Neoenergia Coelba, empresa responsável pela distribuição do serviço, haverá uma pausa no fornecimento de forma conjunta das 10h às 16h.Ao longo do dia, também serão afetados Aquarius, Caminho das Árvores, Imbuí e Itaigara.As suspensões programadas ocorrem para garantir a manutenção e o reforço na rede elétrica, mas os serviços são informados antecipadamente, de acordo com a Neoenergia.Confira ruas que serão afetadas nos bairros sem energia em Salvador:Aquarius: Rua Magno Valente, 484.Caminho das Árvores: Alameda Flamboyants, 36.Engenho Velho de Brotas: Rua Almirante Alves Câmara, 967 e 978; Rua Padre Luiz Filgueiras, 967; Vila Jacy, 71; Travessa Almirante Alves Câmara, 223; Travessa 25 de Dezembro, 19.Imbuí: Rua Adhemar Pinheiro Lemos, 436.Itaigara: Rua Florentino Silva, 564.Pituba: Rua Clara Nunes, 32; Rua Anthenor Tupinambá, 452, 453, 410, 426, 375, 389, 254 e 227; Avenida Professor Magalhães Neto, 1681 e 35; Rua Aristides Fraga Lima, 21, 385 e 20; Rua Carmen Miranda, 85. Entenda a falta de energia em SalvadorA Coelba afirma que a necessidade de manutenção preventiva e reforço na rede de energia requer, em casos mais complexos, a interrupção no fornecimento de eletricidade com aviso prévio aos consumidores.Esses intervalos na distribuição são regulados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e realizados pela Neoenergia conforme programação técnica e com comunicação prévia aos clientes.Essas ações estão previstas na Resolução Nº 1.000 da Aneel e devem ocorrer com a publicação de avisos conforme o perfil da unidade consumidora atendida pela rede a ser desligada.Nesse sentido, a Neoenergia cumpre integralmente o disposto no art. 436 da referenciada Resolução, o qual estabelece que “o consumidor e as centrais geradoras têm o direito de serem avisados sobre a data e os horários de início e término das interrupções programadas que afetem suas instalações”.Quais cuidados o consumidor deve tomar quando há falta de energia em Salvador?Segundo a empresa, não é necessário tirar nenhum aparelho da tomada, pois a interrupção de energia é feita de modo que não impacte os aparelhos eletroeletrônicos domésticos.No entanto, é importante seguir as seguintes recomendações:Evite abrir a geladeira e o freezer: isso ajuda a conservar a temperatura interna e os alimentos por mais tempo;Programe suas atividades: se você precisa de energia elétrica para trabalhar ou realizar atividades, ajuste seus horários para evitar imprevistos durante o período de manutenção.

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Feirão de emprego oferece 250 vagas em Salvador

Quem busca uma oportunidade de emprego ou estágio terá uma nova chance de ingressar no mercado de trabalho nesta quarta-feira, 21. O Grau Educacional promoverá duas feiras de empregabilidade simultâneas em Salvador, nas unidades Fonte Nova e Plataforma, com mais de 250 oportunidades de emprego e estágio.Na unidade Fonte Nova, a ação acontece das 10h às 15h. Já na unidade Plataforma, o atendimento ocorre das 9h às 13h.As oportunidades contemplam áreas como telemarketing, almoxarifado, administração, recursos humanos, serviços gerais e operação de caixa, além de vagas para eletricista e instrutor de refrigeração. Também haverá oportunidades de estágio em eletrotécnica, administração e enfermagem, além de vagas para Jovem Aprendiz. As possibilidades incluem contratação pelo regime CLT e estágio.Entre as instituições e empresas parceiras confirmadas estão IEL, WCN Comércio, Kado Brasil, CIDE, CONTAX, SIMM, SIMM + Capacitação Profissional e ISM + Bahia Estágios. Serviços gratuitosAs feiras também oferecerão serviços gratuitos, como massoterapia, podologia, escova, atendimento jurídico e psicológico, exame de vista e orientação financeira por meio da Clínica Financeira Sicoob. A programação inclui ainda agendamento para emissão de RG e emissão de certidões de nascimento, casamento e óbito.Na unidade Plataforma, também serão realizados agendamentos de consultas e procedimentos oftalmológicos, incluindo atendimentos relacionados a varizes, cirurgia de catarata, pterígio, glaucoma, mapeamento de retina, retinopatia diabética e hipertensiva, trombose ocular e aplicação de injeção intravítrea. A programação inclui aferição da pressão arterial e da glicemia, atendimento jurídico e orientações na área da saúde.“Como instituição de ensino, o Grau Educacional acredita que a formação profissional deve caminhar junto com oportunidades reais de inserção no mercado de trabalho. Por isso, promovemos ações que aproximam empresas e candidatos, além de oferecer serviços gratuitos que beneficiam toda a comunidade”, explica Rodrigo Lima, coordenador da Agência de Emprego da unidade Fonte Nova.Onde participar?Unidade Fonte NovaHorário: das 10h às 15hEndereço: Rua Professora Anfrísia Santiago, 432, bairro de Nazaré, Salvador.Unidade PlataformaHorário: das 9h às 13hEndereço: Rua dos Ferroviários, s/n, bairro de Plataforma, Salvador.

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STF marca julgamento sobre gratuidade de sacolas plásticas em Salvador

O Supremo Tribunal Federal (STF) marcou o julgamento para tomar uma decisão definitiva sobre o fornecimento gratuito de sacolas plásticas em supermercados de Salvador. Conforme apuração do portal A TARDE, a pauta começará a ser discutida em sessão virtual no dia 30 de outubro, com previsão de decisão no dia 10 de novembro deste ano.A Corte irá analisar um recurso da Câmara Municipal de Salvador (CMS) que busca suspender a liminar do STF que liberou as cobranças pelas sacolas plásticas. Em 2024, a CMS aprovou a Lei nº 9.817/2024 a qual estabelecia que os estabelecimentos devessem oferecer alternativas gratuitas — como sacolas de papel ou plástico reciclado pós-consumo.Sobre o caso, atualmente vigora uma liminar concedida pelo relator do caso, ministro Gilmar Mendes, que permite a cobranças dos supermercados pelas sacolas plásticas. A decisão foi proferida no final de 2025 e referendada por unanimidade pelos demais ministros da Corte em fevereiro deste ano. O casoEm maio de 2023, Salvador proibiu a distribuição de sacolas plásticas não recicláveis. A medida determinou que o comércio utilizasse apenas embalagens recicláveis, conforme normas da ABNT.No ano seguinte, a Lei nº 9.817/2024, aprovada pela CMS, alterou a norma anterior e passou a obrigar os estabelecimentos a oferecer alternativas gratuitas. Além disso, os comércios deveriam afixar placas visíveis informando ao consumidor sobre essa gratuidade.Reviravolta judicialEm 19 de dezembro de 2025, o ministro Gilmar Mendes suspendeu os efeitos da Lei Municipal que obrigava os supermercados e estabelecimentos comerciais a oferecerem de forma gratuita sacolas ou embalagens aos clientes em Salvador.A medida atendeu ao pedido da Associação Baiana de Supermercados (Abase), que questionou a constitucionalidade da norma aprovada pela Câmara de Vereadores de Salvador. A entidade recorreu à Corte após o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), manter a validade da lei, que está em vigor desde julho de 2024.Na decisão, o ministro destacou que há indícios de que a norma municipal contraria o entendimento já firmado pelo próprio Supremo. Gilmar Mendes lembrou que a Corte, ao julgar a ADI 7719, declarou inconstitucional a obrigatoriedade de fornecimento gratuito de sacolas por supermercados.De acordo com o ministro, a lei baiana possui “conteúdo materialmente semelhante” ao de normas já consideradas inconstitucionais. Somado a isso, o relator reconheceu que pode gerar prejuízos aos estabelecimentos comerciais.“O perigo de dano revela-se concreto e atual”, afirmou o ministro, ao mencionar as fiscalizações, autuações e multas aplicadas com base na legislação municipal enquanto o recurso ainda não foi julgado de forma definitiva.

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Morre Regina do Acarajé, uma das baianas mais famosas de Salvador

Regina dos Santos Conceição, popularmente conhecida como Regina do Acarajé, morreu aos 74 anos, nesta segunda-feira, 19, em Salvador. A morte da baiana, considerada uma das mais conhecidas da capital, foi confirmada por familiares nas redes sociais.Ela enfrentava complicações de saúde, havia passado por outras internações recentemente e estava internada no Hospital Roberto Santos, onde morreu por volta das 11h. Internada por duas semanas A biana permaneceu hospitalizada durante cerca de duas semanas e precisou ser intubada após apresentar bradicardia, condição em que os batimentos cardíacos ficam mais lentos que o normal.Durante o tratamento, Regina também desenvolveu uma lesão por pressão, conhecida como escara, geralmente associada à permanência prolongada na mesma posição.Após apresentar melhora, ela recebeu alta médica. No entanto, precisou retornar ao hospital devido a uma infecção na lesão.Quem era Regina do Acarajé?Nascida em 7 de setembro de 1952, Regina construiu uma trajetória marcada pela tradição da culinária afro-baiana e se tornou uma das figuras mais conhecidas do comércio de acarajé em Salvador.A baiana mantinha pontos de venda na orla do Rio Vermelho, região turística da cidade, e no bairro da Graça. Ao longo dos anos, conquistou clientes e admiradores, tornando-se uma referência na gastronomia local.Família presta homenagemA morte de Regina foi lamentada pelos familiares em uma publicação nas redes sociais. Na mensagem, eles destacaram a fé, o carinho e a dedicação da baiana às pessoas que fizeram parte de sua vida."Hoje o céu ganhou uma das suas mais lindas estrelas. É com o coração apertado que comunicamos o falecimento da nossa querida mãe, avó, amiga e grande exemplo de fé, nossa rainha", diz um trecho da homenagem.A despedida de Regina do Acarajé está prevista para terça-feira, 20, quando serão realizadas as cerimônias fúnebres e o sepultamento. Até o momento, a família não divulgou os horários nem os locais das homenagens. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Acarajé da Regina 🍘🐚 (@acarajedaregina)

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Mulheres negras da Bahia lutam por justiça após perder filhos e maridos

O mar em frente a uma favela em Salvador foi o cenário da última foto de Vilma Alves de Oliveira com seu filho, João Vitor, assassinado em 2023, aos 20 anos.

“Nenhuma mãe está preparada para perder um filho, muito menos dessa forma. Meu filho teve a vida ceifada pela polícia, o braço armado do Estado”, afirma, no complexo do Nordeste de Amaralina, essa mulher negra, de 49 anos, que há três anos busca justiça.

Vilma Alves de Oliveira, cujo filho Joao Vitor foi morto no complexo Nordeste de Amaralina e que afirma que ele foi baleado pela polícia, mostra uma fotografia dele em seu celular em Salvador | Foto: Amanda Cotrim/AFP

Esse bairro de ruas íngremes é um dos epicentros da violência policial no estado da Bahia, onde em 2025 houve 1.570 mortes em operações das forças da lei contra o crime, o número mais alto do país, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Praticamente nenhuma foi levada à Justiça.

O pizzaiolo João Vitor tinha saído para tomar uma cerveja com um amigo quando, segundo testemunhas, a polícia chegou atirando. As imagens das câmeras de segurança desapareceram, as testemunhas desistiram de depor por medo e nunca foi realizada a perícia balística, relata Alves de Oliveira, hoje desempregada.

“É a minha palavra contra a deles. Mas eu vou continuar lutando pela verdade e por justiça pelo que fizeram com meu filho”, afirma a uma jornalista da Agence France-Presse (AFP) essa mulher de voz firme, que até hoje não consegue passar pela rua onde o filho morreu.

A insegurança é uma das principais preocupações dos brasileiros diante do segundo turno presidencial de 25 de outubro, entre o candidato à reeleição, o esquerdista Luiz Inácio Lula da Silva, e seu rival, o conservador Flávio Bolsonaro.

Mulheres negras da Bahia lutam por justiça após perder filhos e maridos
Vilma Alves de Oliveira, Elisângela Souza Santos e Rita Cássia afirmam que familiares foram mortos durante operações policiai | Foto: Amanda Cotrim/AFP

“Mulheres de bandidos”

Cerca de 80 mil pessoas vivem no Nordeste de Amaralina, de maioria negra e cujo domínio é disputado por facções criminosas.

A violência policial é atravessada pelo “racismo estrutural” no Brasil, diz à AFP a advogada Bianca Souza, do Instituto Odara, que presta assessoria às famílias. “O jovem negro e da periferia é alvo histórico” das operações policiais, afirma.

Mais de 80% dos mortos em operações em 2025 no país eram negros, em sua maioria homens entre 15 e 29 anos, segundo o Anuário.

Nesta favela, a luta contra a letalidade policial é liderada por mulheres, que se apoiam mutuamente. Rita Cássia Souza dos Santos, empregada doméstica de 59 anos, espera há treze anos o julgamento de três policiais acusados de matar seu único filho, Carlos Alberto, em 2013, quando ele tinha 21 anos.

“A polícia tentou sujar o nome do meu filho e ligá-lo ao tráfico para justificar a morte dele”, afirma, e denuncia que elas também são atacadas pelos próprios agentes. “Eles nos insultam, nos ofendem, dizem que somos ‘mulheres de bandidos'”, diz.

Consultada pela AFP, a Polícia Militar da Bahia não respondeu.

Mulheres negras da Bahia lutam por justiça após perder filhos e maridos
Rita Cassia, mãe de Carlos Alberto, afirma que o filho foi morto pela Polícia Militar da Bahia durante operação policial no complexo Nordeste de Amaralina em 2013. Na ocasião, ela mostra fotografias de seu filho em Salvador | Foto: Amanda Cotrim/AFP

Medo da polícia

“São as mulheres, em sua maioria mulheres negras, que cobrem os corpos de seus familiares, vítimas da letalidade policial, e são elas que se organizam em busca de verdade, justiça, reparação e mudanças nas políticas”, afirma Bianca Souza.

Seu ativismo contribuiu para que esteja em tramitação na Bahia o projeto de lei Ana Luiza, que prevê assistência médica, econômica e psicológica para as vítimas de operações policiais. Leva o nome de uma jovem de 19 anos assassinada durante uma operação em Salvador.

Elisângela Souza Santos, de 37 anos, fala com a voz baixa. Seu olhar reflete indignação ao recordar que estava grávida quando policiais invadiram sua casa e mataram seu marido, Marivaldo, de 29 anos, há seis anos. “Tenho mais medo da polícia do que dos traficantes”, diz.

“Ruim com Lula, pior sem Lula” –

O presidente Lula, cujo Partido dos Trabalhadores governa a Bahia há 20 anos, promete criar um Ministério da Segurança Pública e enfraquecer as facções criminosas atacando sua base econômica.

Flávio Bolsonaro, inspirado no presidente salvadorenho Nayib Bukele, defende uma política de mão de ferro e a classificação das grandes facções Primeiro Comando da Capital e Comando Vermelho como organizações terroristas.

“Não confio em nenhum político. Mas, se Flávio Bolsonaro for eleito presidente, nossa situação vai piorar muito. Já vimos como foi com o pai. Ruim com Lula, muito pior sem Lula”, diz Elisângela.

A Secretaria de Segurança Pública da Bahia informou sobre um plano para implementar 1.300 câmeras corporais para controlar a atuação policial. Confirmou que não oferece assistência social às vítimas da letalidade dos agentes. (Amanda COTRIM/AFP)

De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, houve 1.570 mortes decorrentes de operações de agentes da lei no estado em 2023, o maior número do país
Elisangela Souza Santos, viúva de Marivaldo, que ela afirma ter sido morto dentro de casa durante uma operação policial no complexo de Nordeste de Amaralina em 2010 | Foto: Amanda Cotrim/AFP

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Zoológico de Salvador anuncia visitas noturnas; veja como participar

O Zoológico de Salvador realizará duas edições do projeto Zoo Noturno em outubro. Os passeios gratuitos estão previstos para os dias 21 e 29, das 18h às 20h, no parque localizado em Ondina. A iniciativa busca apresentar aos visitantes os hábitos e a rotina noturna de animais silvestres.Como fazer a inscriçãoAs inscrições serão abertas um dia antes de cada passeio: na terça-feira, 20, para a atividade do dia 21, e na quarta-feira, 28, para a visita do dia 29.O link para participar será divulgado nas redes sociais do Zoológico de SalvadorQuem pode participar?A atividade é destinada a pessoas com cinco anos ou mais. Menores de idade devem estar acompanhados por um responsável. A administração recomenda o uso de calça comprida, blusa de manga longa, repelente e calçados fechados. Durante o passeio, não será permitido utilizar o flash de câmeras ou celulares. Os visitantes também devem manter os dispositivos no modo silencioso.Horário e local de entradaNo dia da atividade, os participantes inscritos devem se identificar na portaria superior do parque. A entrada será autorizada a partir das 18h, com encerramento do passeio previsto para as 20h.

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VLT de Salvador: Governo inicia obras de urbanização na Orla de Escada

O Governo da Bahia iniciou, nesta segunda-feira (19), as obras de urbanização da Orla de Escada, no Subúrbio Ferroviário de Salvador. A intervenção faz parte do projeto de implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) de Salvador e Região Metropolitana e busca ampliar as opções de lazer, esporte e infraestrutura para os moradores da região.Apresentado à comunidade, o projeto prevê a construção de duas quadras de areia, um parque infantil, uma academia ao ar livre e espaços destinados à atividade pesqueira. As melhorias também incluem estruturas para facilitar o trabalho dos pescadores, com benefícios para a manutenção de embarcações e equipamentos.Segundo o presidente da Companhia de Transportes da Bahia (CTB), Alan Oliveira, as intervenções complementares ao VLT vão além da mobilidade urbana, contribuindo para a requalificação dos espaços públicos e para a melhoria da acessibilidade e da qualidade de vida dos moradores. De acordo com Oliveira, a proposta é oferecer áreas de convivência e lazer, além de condições mais adequadas para os profissionais que dependem da pesca. Durante a apresentação, os moradores também receberam informações sobre as etapas e os detalhes da execução do projeto.Urbanização do VLT deve facilitar o trabalho dos pescadoresEntre os beneficiados pelas disciplinas está o pescador Leonardo Santana, que destacou as mudanças esperadas com a construção de uma rampa para embarques. Segundo ele, a estrutura deverá reduzir as dificuldades enfrentadas pelos trabalhadores durante a retirada dos barcos de água e a manutenção dos motores.Santana relatou que, antes da obra, era necessário reunir quatro ou cinco pescadores para realizar tarefas como retirar uma embarcação da água ou levantar um motor para consertos. Com uma nova estrutura, a expectativa é que essas atividades sejam realizadas com mais facilidade.O pescador comemorou a iniciativa e ressaltou a importância das melhorias para a rotina dos profissionais que atuam na região.Obras do VLT incluem requalificação de outras áreas do SubúrbioA urbanização da Orla de Escada integra um conjunto de disciplinas associadas à implantação do VLT de Salvador e Região Metropolitana. A estrutura também se conecta ao projeto de urbanização da Orla de Praia Grande, formando uma extensão de aproximadamente dois quilômetros.As obras do Trecho 1 do VLT contam com investimento de R$ 5,4 bilhões e incluem ações voltadas à mobilidade e à requalificação urbana no Subúrbio Ferroviário da capital baiana.Veja imagens das obras de urbanização do VLT 1 de 4 Intervenções no Subúrbio Ferroviário preveem espaços de lazer, equipamentos esportivos e estrutura de apoio aos pescadores; projeto integra as obras do Veículo Leve sobre Trilhos. | Foto: Fotos: Feijão Almeida/GOVBA 2 de 4 Intervenções no Subúrbio Ferroviário preveem espaços de lazer, equipamentos esportivos e estrutura de apoio aos pescadores; projeto integra as obras do Veículo Leve sobre Trilhos. | Foto: Fotos: Feijão Almeida/GOVBA 3 de 4 Intervenções no Subúrbio Ferroviário preveem espaços de lazer, equipamentos esportivos e estrutura de apoio aos pescadores; projeto integra as obras do Veículo Leve sobre Trilhos. | Foto: Fotos: Feijão Almeida/GOVBA 4 de 4 Intervenções no Subúrbio Ferroviário preveem espaços de lazer, equipamentos esportivos e estrutura de apoio aos pescadores; projeto integra as obras do Veículo Leve sobre Trilhos. | Foto: Fotos: Feijão Almeida/GOVBA

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Morre Mãe Senhora de Ewá, liderança do candomblé, aos 104 anos

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Elza Bahia de Araújo, conhecida como Mãe Senhora de Ewá, morreu em Salvador no último sábado (17). Uma das mais antigas lideranças do candomblé no Brasil, a ialorixá (mãe de santo) do Ilê Axé Omi Ewá tinha 104 anos de idade, completados no último dia 11 de setembro.

Em nota, o Ministério da Igualdade Racial destacou que a ialorixá dedicou mais de sete décadas de vida à preservação dos saberes do candomblé e de suas tradições, sendo reconhecida também por acolher pessoas em sua comunidade.

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“Seu legado está vivo na generosidade de seus ensinamentos, na comunidade que ajudou a fortalecer e na continuidade das tradições do candomblé.”

Representantes do Ilê Axe Omi Ewá reverenciaram a memória de Mãe Senhora de Ewá, ao afirmar que ela cumpriu seu matriarcado como ialorixá do terreiro, “deixando sua marca na história, na fé e na ancestralidade do nosso povo”.

 

Memória

Iniciada por Mãe Menininha e criada no tradicional Terreiro do Gantois, Mãe Senhora de Ewá deixa cinco filhos, netos, bisnetos, tataranetos e “muitos filhos espirituais”, de acordo com comunidades como o Ilê Axé Raíxes Obá Kossô Omi.

“Ultrapassar a marca do centenário mantendo viva a chama da tradição, a voz firme no barracão e a dedicação incansável ao seu axé é testemunho de uma vida inteiramente entregue ao sagrado e à preservação da cultura dos orixás.”

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Feeling blamed and deceived: Latinos who voted for Trump rebel against the Republican Party

Celia Salmerón had never voted for a Republican candidate. Not until 2024. Then, in the presidential election, she became one of many Latino voters who believed Donald Trump when he promised at every rally that he would deport all criminals and improve the economy. Two years after giving him her support, Salmerón — like so many other Hispanic voters — regrets her decision and says she will vote for the Democratic Party in the midterm elections on November 3. “For everything he’s doing to poor people, for separating parents from their children,” she says as she inserts hair extensions.

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© David McNew (Getty Images)

Members of the Latino community cast their votes in Los Angeles.
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Trump Slashing Deportation Protections Shows Why Temporary Status Shouldn't Depend on Who's President

People deboarding a plane | Photo: Haitians deported from the U.S. deplane in Haiti; Ketlain Difficile/A.P.

In late August, President Donald Trump's administration carried out its first deportation flight to Haiti since the Supreme Court allowed it to end temporary protected status (TPS) for the embattled country in June. "There are no extraordinary and temporary conditions in Haiti that prevent Haitian nationals…from returning in safety," the Department of Homeland Security (DHS) claimed in its TPS revocation, describing a country the State Department warns Americans not to visit "for any reason."

The Trump administration has eroded America's humanitarian avenues, including TPS, which shields migrants from deportation. As a result, many noncitizens may become undocumented and could be forced to return to unsafe places.

The DHS secretary may grant TPS for countries facing armed conflicts, natural disasters, or other disruptive events. TPS designations last anywhere from six to 18 months and may be extended. The government has designated 29 countries for TPS since Congress established the status in 1990, offering protection to Salvadorans fleeing a 12-year civil war, Haitians fleeing the 2010 earthquake, and millions of others. The Biden administration repeatedly made and extended TPS designations, but the Trump administration has been working to terminate them.

There were 1.3 million people living in the U.S. under TPS in March 2025, according to the Pew Research Center. By August 2026, the Trump administration had ended TPS for 13 countries, leaving 1 million people without its protections. Once someone loses TPS, he reverts to his previous immigration status, which is often undocumented. Over 600,000 Venezuelans, 330,000 Haitians, 170,000 Salvadorans, and 100,000 Ukrainians had TPS protections as of March 2025, according to the Congressional Research Service.

Critics often point out that TPS isn't really "temporary." That's frequently true: Although some designations have been brief, others have been decades-long. Designations for Haiti, Syria, Honduras, Nepal, Somalia, and El Salvador have all lasted at least 14 years, according to the Migration Policy Institute (MPI).

This says more about the U.S. immigration system and presidential power than it does about TPS. "In the absence of Congress acting to legalize what has become a long-settled unauthorized immigrant population, Republican and Democratic administrations, lawmakers, immigrants, and foreign governments had come to tacitly rely on TPS despite its nominally temporary nature," notes the MPI. Immigration policy is increasingly subject to presidential whims, and due to lengthy processing times and narrow qualifications, more durable immigration pathways such as asylum and refugee status are often inaccessible to eventual TPS beneficiaries. An immigrant-friendly president may use TPS designations to temporarily shield noncitizen populations, but an anti-immigrant successor can also revoke those protections. In either scenario, a TPS holder faces uncertainty.

In a rare bipartisan immigration effort last February, Reps. Laura Gillen (D–N.Y.) and Mike Lawler (R–N.Y.) introduced a bill to extend TPS for Haiti for three years. It passed the House this April and has been languishing in the Senate since. Its future, too, is uncertain.

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Bukele announces a possible mass release of inmates

El Salvador’s President Nayib Bukele announced on October 13 his intention to release nearly 50% of the prisoners accused of collaborating with gangs in the country. According to the president, the measure would involve early release, albeit conditional.

“We have a plan that would benefit roughly 50% (give or take) of the prisoners in El Salvador who have collaborated with gangs … In other words, early release – meaning they are guilty but are released conditionally. Released under supervision,” Bukele told the press.

In this regard, he said that his government would evaluate the situation of each detainee to keep the country free from the structural violence that has plagued it for decades: “Considering that we come from a country where violence was part of everyday life and gangs were the real government, the real dictatorship. These people lived under that yoke, but it is not the same to be among those who enforced it as it is to simply survive that reality.”

If we take into account the figure provided by the authorities (according to which nearly 100,000 people are currently detained on various charges) this could mean the release of tens of thousands of people.

Domestic criticism of El Salvador’s mass incarceration

Before Bukele took office, El Salvador was in the throes of a severe crisis of insecurity and violence. His administration imposed a perpetual state of emergency that began in 2022 and has led to the imprisonment of thousands of Salvadorans accused of belonging to gangs (or “maras”) that controlled large swaths of the Central American country.

And while the pacification of the streets has been celebrated by a significant portion of the population, the harsh actions of the government and its police and military forces have drawn criticism from various human rights organizations, which have accused the government of excessive use of force, mistreatment of prisoners, and the unjust detention of individuals who do not belong to gangs.

Read more: CECOT: Bukele’s mega prison where “the only way out is in a coffin”

Another criticism has been leveled at the practice of mass trials, which charge and convict a large number of people at the same time. Rights groups say this has led to countless errors in the treatment of individual defendants. Added to this are allegations of arbitrary detentions, crimes against humanity, and disappearances.

International outrage at 252 Venezuelans detained in El Salvador

The prison system implemented by Bukele in El Salvador has also faced international criticism. The Central American country became a focal point of controversy when hundreds of people deported from the United States were detained in the Salvadoran prison system, which drew widespread criticism of the Bukele government.

Bukele, however, had defended the decision and reaffirmed his alliance with the Donald Trump administration and his participation in the Washington-led geopolitical and military initiative known as Shield of the Americas.

Read more: Maduro gov’t negotiates return of 252 Venezuelans detained by US in El Salvador

The news of the possible release of tens of thousands of detainees sparked even more intrigue, considering that Bukele’s announcement came immediately after his conversation with US Secretary of State Marco Rubio, in which they discussed combating “malign foreign influence.” However, it remains unclear how the two issues are linked, according to El País.

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No meio do caminho tinha uma norma – o que explica mortes causadas por policiais da Bahia

No Carnaval de Salvador deste ano, Itamar de Assis da Cruz subiu ao trio elétrico do Samba Curuzu City como todos os anos. Aos 59 anos, ele reverenciava tanto a simbologia da festa quanto o bloco, os músicos, o repertório e o público alvoroçado na rua. Quando a banda começou a tocar Na Areia de Itapuã, uma canção autoral que fala sobre uma paixão platônica por Iemanjá, Itamar quase desmaiou. A música lhe trouxe memórias do irmão mais novo, Ivonei de Assis da Cruz, que seis meses antes fora morto por policiais militares no Curuzu, bairro da periferia da capital baiana. Ele tinha 42 anos.

Ivonei era produtor cultural, presidente de blocos carnavalescos e líder da comunidade onde foi assassinado em 1º de agosto de 2025. Naquela noite, ele havia feito um show pelo bairro. Por volta das 22h, após comprar um pastel para a namorada, ele cruzou com policiais militares da 37ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM), que buscavam por suspeitos armados. “Calma, eu sou morador”, ele teria dito aos agentes. A frase não foi suficiente para evitar que os policiais atirassem em sua direção pelo menos duas vezes. Mesmo socorrido, ele não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital.

O produtor cultural Ivonei de Assis da Cruz foi morto ano passado por policiais na comunidade do Curuzu, em Salvador
O produtor cultural Ivonei de Assis da Cruz foi morto ano passado por policiais na comunidade do Curuzu, em Salvador

A morte do líder comunitário foi uma das 1.570 causadas pelas polícias da Bahia no ano passado, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Foram mais de quatro mortes por dia, média que dá ao estado o título de campeão brasileiro onde as polícias mais matam. O número é quase o dobro do registrado no estado de São Paulo, o segundo colocado no ranking da letalidade policial, com 835 mortes.

Nem sempre foi assim. Antes de 2019, os mortos por policiais na Bahia não haviam superado a marca dos 800 por ano. Foi justamente nessa época que a letalidade policial explodiu, fechando o ano de 2020 com 1,1 mil mortos em ações policiais – um salto de 47% ante os 773 do ano anterior. No mesmo período, o aumento da média nacional foi de 0,3%.

A Agência Pública mergulhou no problema para entender o que está por trás desse vertiginoso aumento da letalidade das polícias baianas. Apuramos que, além do aumento da presença de facções criminosas no estado – usada muitas vezes como justificativa para agressivas operações policiais em comunidades –, uma norma editada pela Secretaria de Segurança Pública (SSP) em conjunto com quatro órgãos de segurança jogou gasolina na fogueira.

Em julho de 2019, uma Instrução Normativa dificultou que policiais militares fossem investigados pela Polícia Civil por mortes em ações e operações. A partir de sua publicação, os delegados só poderiam abrir inquérito sobre esses casos com requisição do Ministério Público ou ordem da cúpula da segurança pública.

Mapa interativo: clique no município para saber o número de mortes decorrentes de ações policiais

Além disso, a instrução normativa também determinou que, se o PM envolvido em morte durante um confronto comunicar “espontaneamente” o fato em serviço, a conduta vai ser considerada “justificada, salvo prova em contrário”. E também passou a definir o conceito de confronto como “ato hostil, especialmente mediante disparo de arma de fogo”.

O efeito da norma foi praticamente imediato. Desde então, o estado tem registrado mortes causadas por policiais em sequências estarrecedoras, que destoam do restante do país. 

A instrução normativa esteve em vigor por quase quatro anos. A pedido do Ministério Público estadual, a Justiça anulou em março de 2023 seis artigos da instrução normativa, considerando-os inconstitucionais, conforme revelou A Ponte. A letalidade policial, no entanto, já estava em patamares elevados, acima dos mil casos anuais, e nunca voltou aos níveis pré-2019. As vítimas são majoritariamente homens, jovens, negros e moradores de comunidades.

Muitas das violentas ações da polícia da Bahia nas periferias das grandes cidades se dá sob o argumento de guerra às drogas e guerra às facções. Entretanto, a maior presença das facções no estado não se traduz em mais violência: assim como no Brasil, os homicídios estão em queda na Bahia. Enquanto a letalidade policial mais que triplicou na última década no estado, os homicídios caíram 40% no período.

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“A instrução normativa foi parte das decisões políticas para ‘proteger a institucionalidade militar’, mas o que de fato se verificou foi, até a sua derrubada, um processo de absoluto descontrole. E nem a declaração de inconstitucionalidade pelo Tribunal de Justiça foi capaz de impactar de forma significativa a retomada dos números que nós tínhamos antes de 2019”, avalia  Dudu Ribeiro, diretor-executivo da Iniciativa Negra por uma Nova Política sobre Drogas e integrante da Rede de Observatórios da Segurança Pública da Bahia.

A advogada e doutoranda em Ciências Sociais, Lara Falcão, dedicou a sua pesquisa acadêmica à análise da instrução normativa e de seus impactos. Segundo ela, a norma criou uma espécie de roteiro para legitimar mortes em confrontos policiais ao estabelecer critérios para que a ação do agente seja considerada justificada. A norma também permitia que armas encontradas no local não fossem periciadas, caso o policial declarasse que não efetuou os disparos. “É colocar muita credibilidade na palavra desse agente público”, critica Falcão.

Onde estão as câmeras corporais?

A maioria das investigações de mortes causadas por policiais na Bahia não são concluídas. Em 2023, só 26% dos 1.066 inquéritos abertos foram finalizados. Já em 2024, essa taxa foi ainda menor, de 23% (295 de 1251 inquéritos que apuraram 1556 mortes), segundo números divulgados pela Secretaria de Segurança Pública em um plano para reduzir a letalidade policial no estado. Questionada pela Agência Pública, a SSP não disse quantos policiais militares foram punidos ou afastados e também não passou dados referentes a 2025.

Uma das medidas mais eficazes, segundo pesquisas, para reduzir a letalidade policial é o uso de câmeras corporais com gravação ininterrupta. Em São Paulo, antes de o governador Tarcísio de Freitas acabar com a filmagem contínua, o equipamento reduziu em 57% as mortes decorrentes de intervenção policial nos batalhões que o adotaram em relação ao período anterior à implantação, segundo estudo da Fundação Getulio Vargas publicado em dezembro de 2022.

Na Bahia, o Ministério Público constatou que só 7,5% das 1,2 mil câmeras corporais distribuídas pelo governo estavam em operação em outubro de 2025. O órgão notificou a Secretaria de Segurança Pública e recomendou que o sistema de monitoramento fosse ampliado.

Questionada pela Pública, a Secretaria de Segurança Pública da Bahia disse que atualmente o estado conta com 1.300 câmeras corporais em atividade – o equivalente a somente 4,33% do efetivo de pouco mais de 30 mil policiais militares.

Dudu Ribeiro avalia que o uso de câmeras corporais é “urgente” e não deveria ser objeto de resistência por parte dos agentes de segurança. “É materialmente simples de resolver, ela não é tão custosa e nos ajuda em algo que é sempre muito difícil no campo das violências provocadas por agentes de estado: a produção de prova. Já que a gente parte da ideia de uma presunção da verdade a partir da palavra dos policiais”, disse.

Dudu Ribeiro, diretor-executivo da Iniciativa Negra por uma Nova Política sobre Drogas, diz que uso de câmeras corporais é urgente
Dudu Ribeiro, diretor-executivo da Iniciativa Negra por uma Nova Política sobre Drogas, diz que uso de câmeras corporais é urgente

‘Cultura do confronto’

Documento do próprio governo da Bahia sobre o problema da letalidade policial diz que há, no estado, uma “cultura do confronto”. “O uso recorrente da força letal reflete, nas forças de segurança, o que pode ser descrito como uma ‘cultura do confronto’. Essa mentalidade, enraizada em treinamentos e na rotina do serviço, favorece abordagens reativas que, por vezes, não priorizam a resolução pacífica de conflitos”, destaca um trecho do Plano de Atuação Qualificada de Agentes do Estado, lançado em outubro de 2025 para reduzir o número de assassinatos cometidos por policiais. 

Entre as metas estão “aumentar em 30% o uso de registros audiovisuais intencionais gerados pelas câmeras corporais” e ampliar a resolutividade dos inquéritos que investigam mortes cometidas por agentes para 50% neste ano e 70% em 2027. Um dos indicadores seria a redução de 10% por semestre no número absoluto das chamadas “mortes por intervenção legal de agentes do Estado”.

O governador reeleito Jerônimo Rodrigues (PT) tem feito da redução da letalidade policial uma de suas bandeiras. Ele conseguiu reduzir os números de mortos por agentes do estado em 8,5% entre 2023 e 2024. No ano seguinte, no entanto, houve sutil alta.

Em declaração no último 4 de outubro, logo após ter saído vitorioso das urnas, Rodrigues destacou a segurança pública como prioridade estrutural e defendeu a integração definitiva das forças estaduais com o governo federal – apostando na vitória de Lula no segundo turno. Ele voltou a falar do combate ao crime organizado: “A vitória do presidente Lula e a proposta de criação do Ministério da Segurança Pública darão aos governadores o suporte orçamentário necessário junto ao Congresso para sufocar as organizações criminosas na raiz”.

Foto de Jerônimo Rodrigues, governador do estado da Bahia desde 2023
O governador reeleito Jerônimo Rodrigues lançou em 2025 plano para reduzir a letalidade policial

Procurado, o governo do estado não respondeu até a publicação desta reportagem. Questionada sobre o período de vigência da instrução normativa e a baixa resolutividade dos casos investigados pela corregedoria, a PM da Bahia também não se manifestou. O espaço segue aberto.

A Secretaria de Segurança Pública da Bahia disse que “ todas as ocorrências de mortes por intervenção legal de agente do estado são investigadas pela Polícia Civil, com apoio do Departamento de Polícia Técnica” e que “os procedimentos são acompanhados pelo Ministério Público e Tribunal de Justiça.” 

A secretaria disse ainda que, desde a implementação do Plano de Atuação Qualificada de Agentes do Estado, houve “redução de 17% das mortes em confrontos no ano de 2026 (período de janeiro a agosto)”. Além disso, a pasta enfatizou que “as forças policiais da Bahia atuam pautadas pela legalidade e que, atitudes atípicas, à margem da lei, promovidas por servidor público serão investigadas”. 

Geopolítica do crime organizado

Além da instrução normativa, da pouca resolutividade das investigações de policiais que matam e do baixo uso de câmeras corporais, o estado enfrenta outro problema: a chegada de facções criminosas do sudeste, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).  

De acordo com Ribeiro, a chegada dessas organizações criminosas fez com que parte dos dois grandes grupos baianos – o Bonde do Maluco (BDM) e o Comando da Paz – “precisassem ser absorvidos pelas novas organizações ou fazer acordo com elas para a própria sobrevivência”, o que teria começado também a espalhar novos núcleos e pulverizar essa cadeia de comando do crime organizado. “Isso causou o caos e ampliou o número de conflitos [entre a polícia e as facções] na Bahia”, apontou. 

A guerra às drogas e às facções criminosas teriam motivado a operação policial na comunidade do Curuzu, no dia em que Ivonei foi assassinado. Era por volta das 22h, quando os policiais militares Pedro Henrique Porto Morales, Adriano de Jesus dos Santos, Paulo Fonseca Barreto, Bruno Welber Cirineu da Silva e Luan dos Anjos Santos, integrantes da 37ª CIPM, teriam sido avisados sobre um suposto grupo de oito pessoas armadas e que teriam relação com o BDM, cujo líder no bairro era conhecido como “Demoro”. 

Na noite em que Ivonei foi assassinado, outros dois jovens, de 16 e 21 anos, também morreram pelas armas dos mesmos policiais. De acordo com o Boletim de Ocorrência, os PMs apresentaram uma versão de que os mortos eram criminosos envolvidos com o tráfico de drogas e teriam trocado tiros com os agentes. Não demorou muito para que, nos noticiários locais, a crônica policial ganhasse ainda mais força: homens armados, tráfico de drogas e operação policial.

Foto aérea da Comunidade do Curuzu, na Bahia
Comunidade do Curuzu, onde Ivonei foi morto junto a outros dois jovens sob o argumento de “guerra às facções”

Foi então que Aline Silva, advogada e amiga de Ivonei, viu a imagem do amigo associada ao crime e decidiu confrontar a versão policial. Para ela, aquilo era mais do que uma informação errada de uma pessoa morta, mas uma segunda violência com quem acabara de ser assassinado pelo Estado. “Ivonei dizia: ‘a polícia está aqui para nos proteger. Quando eu disser que sou morador, nada vai acontecer comigo’. E foi exatamente o contrário”, contou.

No dia seguinte à morte, moradores se organizaram para protestar. Queimaram pneus e entulhos, interditaram vias do bairro e gritaram por justiça. “Ele era uma pessoa do bem. As únicas armas que tinha na vida eram um tamborim, um timbal e uma conga”, descreveu Silva.

Itamar da Cruz administrava o Samba Curuzu City com o irmão. Desde a morte, fala pouco e baixo. É como se o luto tivesse lhe roubado as palavras. “Tem sido um tempo ruim pela perda dele. Às vezes, a gente pensa que ele está vivo, mas quando acordo não o encontro”, contou com o olhar marejado. No dia do protesto, ele disse que reconheceu, entre os policiais que foram reprimir a manifestação, os agentes envolvidos na morte do irmão. “Eu os encarei com naturalidade. Eles sabiam quem eu era.”

Apesar dos protestos, o Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) optou pelo arquivamento do inquérito que investigava a morte de Ivonei e dos outros dois jovens. No documento, o promotor Fernando Lucas Carvalho Villar de Souza, da 3ª Promotoria de Justiça, escreveu “que não existe no inquérito policial qualquer prova que possa fomentar dúvidas sobre a versão dos fatos narrados pelos policiais militares, de que teriam agido em legítima defesa”, mesmo com os depoimentos de familiares das vítimas, incluindo Itamar Assis da Cruz, irmão de Ivonei.

Procurado, o MP não respondeu aos questionamentos da reportagem.

A decisão do promotor foi publicada em 11 de setembro, poucos dias antes da visita da Pública à família de Ivonei. Para a defesa da família, a falta de testemunhas e elementos para comprovar a inocência de Ivonei tornam a contestação mais difícil.

“A gente fica nesse limbo, mas quando você tem uma Polícia Civil que impugna pelo não indiciamento [dos policiais envolvidos] e um Ministério Público que pede pelo arquivamento, são dois entes públicos contra você, contra aquela vítima. É um cenário complexo tentar reverter essa situação”, desabafou Anne Guerra, advogada da família de Ivonei.

A Polícia Civil da Bahia respondeu à Pública que o inquérito foi concluído em maio e encaminhado ao Poder Judiciário. “Todas as diligências investigativas foram realizadas, com as devidas análises de laudos periciais”, disse o órgão.

Os policiais militares que mataram Ivonei não usavam câmeras corporais no dia em que faziam a operação na comunidade do Curuzu, o que tem dificultado que a defesa consiga apresentar elementos que comprovem uma suposta execução do líder comunitário.

Anne Guerra, advogada da família de Ivonei
‘Sem câmeras corporais, a gente fica à mercê das declarações desses agentes’, lamenta Anne Guerra, advogada da família de Ivonei

“Sem câmeras corporais, a gente fica à mercê das declarações desses agentes. Não temos a versão da vítima. Caso houvesse o uso dessas câmeras, teríamos imagens de como ocorreu e como confirmar que o Ivonei, em momento algum, estava armado”, disse Guerra.

Em meio ao luto, amigos e familiares de Ivonei mantêm projetos

Como produtor cultural e líder comunitário, Ivonei era fundador do bloco Samba Curuzu City, que desfilava no Pelourinho, em Salvador, e do bloco infantil Tio Ivonei, em Vera Cruz, na Ilha de Itaparica, região metropolitana da capital baiana. Além disso, em vida, ele era responsável pela distribuição de brinquedos no Dia das Crianças e outros eventos dedicados às famílias de baixa renda do Curuzu.

A família e os amigos tentam manter os projetos ainda vivos, mesmo com todas as dificuldades que o luto precoce lhes impôs. Desde a partida de Ivonei, o Samba Curuzu City desfilou no Carnaval e no São João de Salvador. “Para ser bem sincera, a gente só está indo, por enquanto, porque ainda dói muito”, disse Aline Silva.

Para ela, dar continuidade aos projetos é uma forma de manter a imagem de Ivonei ainda viva. “É um projeto tão lindo, tão único. E a gente está tentando buscar a força que não tem para continuar. A gente está continuando, mas ainda não estamos conformados com o falecimento”, desabafou.

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