Um homem e uma mulher foram encontrados mortos dentro de uma residência na região Sul de Anápolis, nesta terça-feira (20/10). Os corpos apresentavam ferimentos provocados por disparos de arma de fogo. O neto das vítimas encontrou o casal sem vida e acionou as autoridades para comunicar a ocorrência.
A principal hipótese investigada pela polícia é de que o homem atirou contra a companheira e provocou a morte dela antes de tirar a própria vida. A dinâmica do caso ainda depende da apuração das circunstâncias e dos exames periciais. Até o momento, as autoridades não divulgaram os nomes das vítimas nem apresentaram informações adicionais sobre o que teria motivado o episódio.
A área onde o casal foi encontrado permaneceu isolada para o trabalho das equipes responsáveis pela perícia. Os procedimentos devem contribuir para esclarecer a sequência dos acontecimentos e reunir elementos que auxiliem a investigação. Por enquanto, a suspeita de que o homem matou a companheira antes de cometer suicídio é a principal linha considerada pelas autoridades.
O caso ampliou a sequência de mortes violentas registradas em Anápolis ao longo de outubro. Com as duas vítimas encontradas nesta terça-feira, o município chegou a oito homicídios em um intervalo de apenas 11 dias. A quantidade de ocorrências recentes colocou a violência na cidade em evidência, diante de episódios registrados em diferentes circunstâncias.
No fim de semana anterior, outro duplo homicídio teve como vítimas um casal em uma adega de Anápolis. Nesse episódio, dois suspeitos chegaram a ser detidos, mas acabaram soltos após uma decisão judicial. O caso integra a sequência recente de crimes violentos no município e reforça o cenário de preocupação com as ocorrências registradas neste mês.
O prédio redondo da Avenida Araguaia, na esquina com a Rua 2, no Centro de Goiânia, deverá ganhar uma nova destinação após mais de três décadas de abandono. O prefeito Sandro Mabel (UB) anunciou nesta terça-feira (20) que um novo grupo de proprietários pretende retomar as obras e transformar o imóvel em apartamentos para locação por meio do Airbnb.
A situação do edifício vinha gerando reclamações de moradores e frequentadores da região por causa das ocupações irregulares e dos problemas de segurança. Segundo Mabel, laudos técnicos indicam que a estrutura do prédio está em boas condições, o que permitiria dar continuidade ao projeto.
“Serão construídos apartamentos para locação na plataforma Airbnb. Isso vai ser muito bom para o Centro. Temos laudos que atestam que a estrutura do prédio é muito boa. Muito bem construído. Então, será muito bom”, afirmou o prefeito.
Prefeitura cobra medidas de segurança
Antes da retomada das obras, os proprietários deverão reforçar a proteção do imóvel para impedir novas invasões. Entre as medidas anunciadas estão a construção de muros, a instalação de portões e o uso de concertinas.
“Tomamos medidas para garantir a segurança e os donos ficaram de reforçar os muros, instalar portões, colocar concertinas para impedir novas invasões e aumentar a segurança no local”, disse Mabel.
O secretário municipal de Eficiência, Fernando Peternella, afirmou que os antigos responsáveis pelo imóvel já haviam sido autuados duas vezes por não adotarem providências para garantir a segurança do local.
“Já autuamos os proprietários duas vezes por não tomarem providências para garantir a segurança do local. Agora esse problema será resolvido”, declarou.
A Guarda Civil Metropolitana e a Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres, Assistência Social e Direitos Humanos também atuaram no edifício para verificar a situação das pessoas que estavam no local e oferecer encaminhamentos para serviços, programas e benefícios da rede socioassistencial.
Mabel cita outros imóveis abandonados
O prefeito afirmou que pretende adotar medidas semelhantes em outros edifícios sem uso na capital. Entre os imóveis citados está um prédio na esquina da Avenida Assis Chateaubriand com a Avenida Portugal, no Setor Oeste.
“Vamos fazer esse tipo de tratativa em todos os prédios que estão nesta mesma situação”, afirmou.
A retomada do edifício da Avenida Araguaia também ocorre em meio à proposta da Prefeitura de ampliar a ocupação residencial do Centro. Segundo Mabel, o programa Venha Morar no Centro está na fase final de regulamentação, mas ainda depende de providências para começar a funcionar.
Moradora da região, Sílvia Cristina de Lima comemorou as medidas adotadas no imóvel. Ela relatou alívio com a retirada das pessoas que ocupavam o prédio e com a previsão de reforço no fechamento da área.
“Estou aliviada com o início da obra. Já retiraram o pessoal que morava no local e agora estão derrubando esse muro de madeira e já vão fazer um muro seguro. Aprovo demais a ação da prefeitura em revitalizar o Centro”, afirmou.
A chuva forte que atingiu Rio Verde, no Sudoeste goiano, na noite de quarta-feira (14/10), fez o Córrego Barrinha transbordar e provocou alagamentos em diferentes pontos da cidade. A força da enxurrada assustou moradores, dificultou o trânsito e deixou um homem em situação de risco.
O homem foi arrastado pela correnteza quando tentou recuperar um capacete que havia caído na água. Com a força da enxurrada, ele foi parar debaixo de um carro. Pessoas que presenciaram a cena ficaram assustadas, e outro homem conseguiu retirá-lo debaixo do veículo. Apesar do susto, a vítima já está em casa e se recupera.
Na região do Espelho d’Água, o transbordamento do Córrego Barrinha chamou a atenção pela velocidade com que a água tomou as vias. No Bairro Dona Gercina, ruas também ficaram alagadas, dificultando a passagem de veículos e pedestres.
Um carro ficou ilhado após apresentar problemas ao tentar atravessar um trecho inundado. A orientação das autoridades é evitar áreas alagadas e procurar caminhos alternativos, sem tentar atravessar ruas tomadas pela água.
Segundo o Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (Cimehgo), Rio Verde registrou 36,4 milímetros de chuva durante o temporal. O órgão relaciona a instabilidade ao avanço de uma frente fria pelo Sudoeste goiano, que favorece a formação de nuvens carregadas e tempestades.
A Defesa Civil alertou para o risco de enxurradas e alagamentos e recomendou que a população não atravesse áreas inundadas. A previsão para esta quinta-feira (15) mantém a possibilidade de novas tempestades em Goiás, com descargas elétricas, eventual queda de granizo e rajadas de vento que podem chegar a 70 km/h.
Campanha “Esquenta Black Friday” foca na preparação de estoque para o fim do ano, oferecendo isenção de estacionamento e promoções exclusivas em todas as sextas-feiras de outubro.
Goiânia, outubro de 2026 – Enquanto o varejo tradicional concentra suas promoções apenas em novembro, o calendário do mercado atacadista exige antecipação. Focado em lojistas e revendedores que precisam abastecer seus estoques de forma estratégica para as vendas de fim de ano, o Mega Moda Shopping, localizado em um dos maiores e mais importantes polos de moda atacadista do país, na Região da 44, anuncia a campanha “Esquenta Black Friday”. Durante todo o mês de outubro, o shopping oferecerá oportunidades comerciais para que empreendedores tenham acesso a novidades e condições especiais direto da fábrica, muito antes que as peças cheguem às vitrines do consumidor final.
A ação foi desenhada para destacar um dos maiores diferenciais do polo: a conexão direta com quem produz. Ao longo de outubro, diversas lojas do shopping promoverão bazares de fábrica em seus próprios espaços. Essa dinâmica permite que os revendedores encontrem preços competitivos e negociem condições diferenciadas diretamente com as marcas e fabricantes, garantindo margem de lucro e um mix de produtos atualizado para a própria Black Friday, Natal e festas de fim de ano.
Para atrair atacadistas e revendedores, todo o Mega Moda Shopping está com descontos que chegam a 70%. A grande oportunidade da campanha está nos bazares de fábrica promovidos dentro das próprias lojas, com produtos selecionados a partir de R$ 10,00. A variedade de ofertas contempla um mix completo para as lojas de varejo, incluindo t-shirts, regatas, jeans, além de coleções completas de moda feminina, masculina, infantil e calçados.
Com essa mobilização de preços e a qualidade de ponta da moda autoral goiana, a expectativa do grupo é de que a campanha impulsione significativamente os negócios, gerando um aumento de 20% nas vendas em comparação a períodos convencionais.
“Para o lojista, outubro é o mês decisivo. Quem compra no atacado precisa de tempo para escolher, receber, precificar e preparar suas próprias campanhas para novembro e dezembro. O Esquenta Black Friday foi estruturado para oferecer exatamente essa vantagem competitiva ao revendedor, unindo acesso rápido às novidades, preços de fábrica e facilidades para quem vem ao shopping abastecer o seu negócio”, destaca Paula Sepulveda, Gerente de Marketing do Grupo Mega Moda.
Comodidade e isenção de estacionamento
Para incentivar o fluxo e facilitar a logística dos compradores que vêm abastecer os estoques, a campanha também preparou um benefício exclusivo de estacionamento. Nos dias 16 e 17 de outubro (sexta e sábado), os clientes terão isenção de estacionamento nos pisos G2 e G3 do prédio do Mega Moda Shopping. Para garantir a gratuidade, com liberação de até 3 horas, basta apresentar comprovantes que somem a partir de R$ 50,00 em compras nas lojas do complexo.
Além dessa facilidade relacionada ao estacionamento, o shopping promoverá a ação “Estoura Balão” no espaço do Clube Mega, também nos dias 16 e 17 de outubro. Os clientes que realizarem compras a partir de R$ 200,00 poderão participar da dinâmica e ganhar brindes instantâneos, que incluem desde utensílios até eletrodomésticos. A ativação é válida exclusivamente durante esses dois dias, ou enquanto durarem os estoques.
A mobilização do shopping vai além das araras. O “Esquenta Black Friday” contará com uma programação de eventos e ativações e terá a presença especial da influenciadora Thaís Jubé, além de outros convidados do segmento de moda, que farão a cobertura das principais oportunidades e pechinchas diretamente dos corredores do Mega Moda Shopping.
Rafael dos Santos Mendes, conhecido como Cocá, foi baleado após trocar tiros com policiais militares da Companhia de Policiamento Especializado (CPE) Entorno Oeste, na terça-feira (13/10), em Águas Lindas de Goiás. Procurado desde 2023 por participação em diversos crimes, ele recebeu socorro ainda com vida, mas morreu na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da região, conforme apuração do Metrópoles.
Após o confronto, as equipes apreenderam duas armas de fogo, três porções de drogas e o veículo utilizado pelo suspeito. A operação também contou com o apoio de outras unidades da Polícia Militar de Goiás e do Distrito Federal, entre elas a Agência Regional de Inteligência do 17º Comando Regional da Polícia Militar (CRPM), a CPE 20, a CPE de Uruaçu, o Programa de Policiamento de Goiás (PPGO) e o 16º Batalhão da PM, de Brazlândia.
Rafael possuía registros policiais em Goiás e no Distrito Federal por ocorrências relacionadas a tráfico de drogas, ameaça, porte ilegal de arma de fogo, furto qualificado e homicídio. Também havia registros ligados à localização de veículos furtados ou roubados e a atos infracionais.
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) procurava Rafael desde setembro de 2023 por envolvimento no assalto a uma propriedade rural às margens da DF-206, em Brazlândia. A fazenda pertencia a um desembargador do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF), e o suspeito foi apontado como responsável pela liderança do grupo criminoso.
Conforme a investigação da 18ª Delegacia de Polícia, pelo menos cinco pessoas participaram da invasão. Os criminosos renderam os caseiros, levaram os funcionários para dentro da sede da propriedade, amarraram as vítimas e fizeram ameaças com armas de fogo. Na ação, o grupo levou eletrodomésticos, ferramentas e o carro de um dos trabalhadores.
Uma mulher foi presa em flagrante na última terça-feira (13), suspeita de agredir o filho de 8 anos em Águas Lindas de Goiás, no Entorno do Distrito Federal. Segundo a Polícia Civil, a mãe teria se irritado depois que o menino tirou uma foto dela enquanto dormia. Ela foi autuada por maus-tratos e desacato.
De acordo com a investigação, a mulher teria dado socos no rosto, nas costas e em uma das pernas da criança. Após as agressões, ela deixou o menino na casa da avó, que percebeu os ferimentos no rosto do neto e um sangramento na região do nariz.
Ao notar os machucados, a avó procurou a delegacia para denunciar o caso. A partir da denúncia, a Polícia Civil realizou diligências para localizar a suspeita, que acabou encontrada e presa em flagrante.
Segundo a corporação, além da suspeita de maus-tratos contra o filho, a mulher também teria desacatado os policiais durante a abordagem. O caso é investigado pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Águas Lindas de Goiás.
Um vídeo que circula na rede social X mostra um homem a entrar em uma pequena igreja e a destruir diversos objetos que estavam no interior do templo, entre eles imagens de santos e santas. As cenas registram momentos de vandalismo contra os símbolos religiosos até que outros três homens intervêm e conseguem conter o responsável pela ação. As circunstâncias que motivaram o episódio, no entanto, ainda não foram esclarecidas.
Publicações nas redes sociais apontam Sobral, no Ceará, como possível cenário do caso. A informação, contudo, ainda não recebeu confirmação oficial, e os dados disponíveis até o momento não permitem estabelecer com segurança o município onde os fatos ocorreram. Também não há informações confirmadas sobre a identidade do homem, as razões para a destruição dos objetos religiosos ou eventuais providências adotadas após a intervenção das três pessoas.
A repercussão das imagens nas redes sociais ampliou a circulação de informações sobre o episódio, mas a localização e os demais detalhes permanecem sob apuração. A confirmação da ocorrência depende de informações verificadas que permitam determinar o local, esclarecer a sequência dos acontecimentos e identificar possíveis desdobramentos. Até que esses dados sejam confirmados, a associação do caso a Sobral deve ser tratada como uma informação preliminar, sem comprovação oficial.
O Hospital Estadual da Criança e do Adolescente (Hecad), em Goiânia, terá atividades para pacientes hospitalizados de 13 a 31 de outubro. Segundo a Secretaria da Saúde de Goiás, a programação do mês das crianças inclui teatro, cinema, oficinas, brincadeiras e interação com animais.
Na terça-feira (13/10), a Cavalaria da Polícia Militar de Goiás (PMGO) visitará a unidade a partir das 7h30. Os pacientes terão uma experiência de Terapia Assistida com Animais (TAA), com interação com os cavalos. Às 13h30, haverá apresentação teatral do Serviço Social do Comércio (Sesc).
O cineminha temático está previsto para 14 de outubro, às 13h30. No dia 15, também às 13h30, a agenda terá Cabelo Maluco e oficina, incluindo a proposta “O que é ser criança para você?”. Em 16 de outubro, às 13h30, haverá Cabelo Maluco e oficina de brincadeiras antigas. Os colaboradores participarão com penteados criativos durante a rotina de trabalho nos dias 15 e 16.
Em 31 de outubro, os Amigos da Márcia Chiquinha retornarão ao hospital para entregar brinquedos aos pacientes. A secretaria informou que as ações fazem parte das estratégias de humanização da unidade e buscam estimular a interação, a criatividade e as brincadeiras durante a internação.
Um homem e uma mulher foram baleados durante uma ocorrência na noite de sábado (10/10), no Parque Calixtópolis, em Anápolis. As vítimas foram socorridas com vida, encaminhadas ao Hospital Estadual de Anápolis Dr. Henrique Santillo (Heana) e submetidas a cirurgias. Até a publicação, não havia informações atualizadas sobre o estado de saúde dos dois.
Uma moradora ouviu vários tiros e relatou ter visto um homem armado atrás de uma mulher. Ao acionar a Polícia Militar (PM), ela informou que havia uma pessoa ferida na rua. No local, os policiais encontraram moradores reunidos e as duas vítimas próximas a um caminhão branco.
O homem estava sentado em uma cadeira ao lado do caminhão, enquanto a mulher permanecia caída no chão, consciente e com ferimentos no tórax. Duas equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) prestaram atendimento e transportaram ambos ao Heana, onde passaram por procedimentos cirúrgicos.
A Polícia Científica (PCI) realizou perícia na área, e a Polícia Civil (PC) recebeu a comunicação do caso para investigar a tentativa de homicídio. As autoridades ainda não divulgaram a identidade do suspeito nem a motivação do ataque. A apuração também esclareceu que os ferimentos ocorreram durante uma única ocorrência, embora os chamados iniciais tenham sido tratados como casos separados.
O gari Antônio José Júnior de Oliveira conquistou aprovação no exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). A história dele emociona pessoas em Goiás e ganhou repercussão nesta sexta-feira (09/10). Segundo o novo advogado, a mãe Ivani Vavier de Souza inspirou a continuidade dos estudos e a busca por uma vida melhor.
Antônio trabalhou na Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) por 18 anos. Foram 13 anos na coleta orgânica, três na coleta seletiva e um ano e meio na varrição. Com apoio da companhia, ele conciliou a faculdade de Direito com o trabalho nas ruas.
Ele cursou a graduação com bolsa de estudos no Centro Universo Goiânia. As aulas ocorriam das 8h às 12h; o estágio, à tarde, por três horas em audiências; e o trabalho, das 16h às 22h. Antônio abdicava dos sábados, domingos e feriados para estudar.
O Centro Universo Goiânia informou que Antônio se formou em quatro anos e meio e foi juramentista do curso. Formado em julho, ele abriu o próprio escritório em agosto e atua na área trabalhista.
“O Direito do Trabalho traz justiça e pacifica a sociedade. Meu propósito: servir à sociedade, trazer paz e ajudar as pessoas a resolver seus problemas”, declarou Antônio.
Antônio concilia as atividades como advogado e o trabalho na Comurg. Ele assumiu a função de supervisor de abastecimento de combustível após concurso interno de meritocracia e trabalha no escritório na parte da tarde.
Uma mulher natural do Rio Grande do Sul foi presa após furtar um celular esquecido por um cliente em uma academia de Goiânia. O caso veio à tona após o sistema de vigilância do estabelecimento registrar a retirada do aparelho, fato que permitiu à polícia identificar a suspeita e iniciar as buscas.
As gravações de segurança tiveram papel decisivo na apuração. Após analisar as imagens e reunir informações sobre o caso, as equipes policiais localizaram a mulher em um hotel no Setor Marista, região nobre da capital. Segundo as informações divulgadas, ela estava em Goiânia a trabalho e permanecia temporariamente na cidade.
A abordagem ocorreu sem resistência. Após a localização da suspeita, os policiais recuperaram o celular e a encaminharam à delegacia para os procedimentos legais. O caso ficou sob responsabilidade da Polícia Civil, que dará continuidade à apuração da ocorrência.
O episódio evidenciou a importância das câmeras de segurança na identificação de suspeitos e na recuperação de objetos furtados. A vítima conseguiu reaver o aparelho após a ação policial, enquanto o caso seguiu para as providências previstas em lei.
O médico Carlos Umberto Inácio Novais, de 71 anos, foi preso preventivamente na quinta-feira (08/10), em Porangatu, no norte de Goiás, sob suspeita de cometer crimes sexuais contra pacientes. O Ministério Público de Goiás (MP-GO) identificou, até o momento, 12 casos, todos associados à atuação profissional do investigado. Um dos episódios envolve contexto de violência doméstica.
Durante o cumprimento de mandados de busca, a Polícia Civil apreendeu seis armas de fogo na residência do médico, no consultório e em uma propriedade rural ligada a ele. As diligências integram a apuração conduzida pela Delegacia Estadual de Atendimento à Mulher (Deam) de Porangatu, após o advogado das vítimas encaminhar relatos ao Ministério Público.
Segundo o MP-GO, os casos investigados estão relacionados aos serviços prestados pelo médico em unidades públicas de Porangatu, entre elas o Hospital Municipal, o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) e a policlínica. O profissional também exercia a função de perito na Polícia Científica de Goiás.
Após tomar conhecimento das denúncias, a Secretaria Municipal de Saúde determinou o afastamento temporário do médico e abriu procedimento administrativo disciplinar. A Polícia Científica encaminhou o caso à Corregedoria para análise. O Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) foi procurado, mas não havia se manifestado até a última atualização da reportagem.
Em nota, a defesa declarou confiar no andamento do processo e afirmou que a apuração demonstrará a inocência do investigado. Os advogados também destacaram a trajetória do profissional, descrito como respeitado pela comunidade por décadas de serviços prestados a Porangatu e à região. O Ministério Público solicita que possíveis outras vítimas procurem a Promotoria de Justiça pelo e-mail 3porangatu@mpgo.mp.br ou presencialmente.
O ex-ministro das Comunicações Fábio Faria, marido da apresentadora Patrícia Abravanel, apareceu em fotografias e mensagens extraídas do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, divulgadas pela revista Piauí no domingo (04/10). O material registra a presença de Faria em eventos de luxo realizados em Londres, na Inglaterra, durante viagens em março e abril de 2024.
Os registros mostram encontros em clubes privados e festas com convidados de destaque. Em uma das fotografias, Faria aparece ao lado de Vorcaro e do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta. As imagens integram o conteúdo encontrado no celular do empresário, apreendido pela Polícia Federal.
A divulgação das fotografias provocou comentários nas redes sociais sobre o casamento de Faria com Patrícia Abravanel. Entretanto, o material divulgado não comprova infidelidade, e a presença do ex-ministro nos eventos não constitui, isoladamente, evidência de traição.
A reportagem também detalhou os gastos atribuídos a Vorcaro nas viagens, ao incluirhospedagem em hotel cinco estrelas e uma degustação de uísque Macallan avaliada em aproximadamente R$ 3,3 milhões. Os valores ampliaram os questionamentos sobre o financiamento dos encontros e a proximidade do banqueiro com figuras influentes.
A divulgação do material reacendeu discussões sobre os vínculos entre Vorcaro e integrantes da política brasileira. As imagens documentam encontros e a participação de convidados nos eventos, mas não comprovam, por si só, a prática de irregularidades pelos políticos retratados.
Um capitão da Polícia Militar foi liberado após ser flagrado em vídeo a agredir duas mulheres em São Luís, capital do Maranhão. As imagens, que registraram a sequência de ataques, mostram o oficial a desferir socos e um chute no rosto de uma das vítimas, identificada pela roupa laranja. Com a força dos golpes, a mulher caiu no chão, enquanto a violência prosseguiu diante da câmera.
A segunda mulher, que vestia um vestido preto, tentou intervir para interromper as agressões contra a primeira vítima. A reação, porém, também foi alvo da violência do capitão, que sacou uma arma e passou a atingir a mulher com coronhadas. Além disso, o oficial desferiu novos golpes no rosto da vítima, conforme o registro em vídeo. A gravação documentou diferentes momentos das agressões contra as duas mulheres.
O caso está sob investigação da Delegacia Especializada da Mulher de São Luís, responsável pela apuração das circunstâncias das agressões. A ocorrência deverá ser esclarecida pelas autoridades competentes, que buscam reunir informações sobre o episódio e avaliar as medidas cabíveis em relação à conduta do policial militar. Até o momento, as informações disponíveis indicam que o capitão foi liberado após o caso.
Uma câmera de segurança registrou o momento em que um carro atingiu o muro de uma residência na noite de quinta-feira (8), na Rua Mário Cerqueira Neto, no Bairro Estrela, em Catalão, no sudeste de Goiás.
As imagens mostram a colisão, mas não há informações confirmadas sobre as circunstâncias do acidente, as causas da batida ou se alguém ficou ferido.
Uma Renault Duster capotou após uma colisão com um Fiat Uno na GO-206, no perímetro urbano de Quirinópolis, na saída para Caçu, no final da manhã de quarta-feira (07/10). O impacto deixou três integrantes de uma mesma família feridos.
Uma mulher de 44 anos estava ao volante do Duster e viajava com os pais, de 68 e 77 anos. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que o veículo foi atingido pelo Uno e capotou após a batida.
As três pessoas ficaram dentro do Duster após o acidente e foram retiradas do veículo por populares antes da chegada do Corpo de Bombeiros. Depois do resgate, os familiares receberam encaminhamento para atendimento médico.
O condutor do Fiat Uno não sofreu ferimentos no acidente. Até o momento, as circunstâncias que provocaram a colisão entre os dois veículos não foram informadas.
Um fisioterapeuta foi preso em flagrante nesta quarta-feira (7) durante uma operação da Polícia Civil de Goiás que investiga o funcionamento irregular de uma clínica de estética em Goiânia. O estabelecimento, segundo a corporação, funcionava sem autorização sanitária.
A ação foi realizada pela Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Consumidor (Decon), que apura suspeitas de exercício ilegal da medicina, lesão corporal grave e crimes contra as relações de consumo. Ao todo, dois mandados de busca e apreensão foram cumpridos na capital.
Durante uma das buscas, os policiais encontraram o estabelecimento investigado. No local, havia medicamentos vencidos, produtos de uso hospitalar, materiais e equipamentos cirúrgicos, além de receituários em branco e substâncias sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Um carimbo pertencente a uma médica também foi localizado.
Vigilância Sanitária interditou o estabelecimento
A fiscalização contou com a participação da Vigilância Sanitária, que determinou a interdição da clínica. Entre as irregularidades encontradas estavam a ausência de alvará sanitário e de responsável técnico, além de problemas relacionados às condições de higiene do espaço.
Diante do material apreendido e das circunstâncias verificadas durante a operação, o fisioterapeuta recebeu voz de prisão em flagrante. Conforme a Polícia Civil, ele foi autuado por suspeita de exercício ilegal da medicina, crime contra as relações de consumo e venda ou exposição à venda de mercadorias em condições impróprias para o consumo.
A investigação continua e também busca esclarecer uma suspeita de lesão corporal grave que teria relação com os procedimentos realizados no estabelecimento.
A médica Maize Oliveira, de 34 anos, recebeu alta hospitalar após passar por sete cirurgias em decorrência das queimaduras sofridas durante um incêndio em uma lancha no Lago Paranoá, no Distrito Federal. Ela teve cerca de 50% do corpo queimado e agora continuará a recuperação em casa.
A família comemorou a alta e agradeceu pelas mensagens de apoio recebidas durante o período de internação. Apesar da evolução, Maize ainda terá um longo processo de recuperação e precisará manter os cuidados médicos.
Em um vídeo gravado ainda no hospital e compartilhado pela família, a médica aparece usando uma máscara especial para pacientes com queimaduras, além de faixas nas mãos e nos pés. Ela caminha pelos corredores até a entrada da unidade de saúde, onde levanta os braços e faz o sinal da cruz.
Após sete cirurgias, Maize Oliveira recebe alta e celebra a nova etapa da recuperação em casa | Vídeo: Reprodução/instagram
“Pessoal, quero agradecer imensamente todas as ações de vocês. Falar que deu certo, graças a Deus estou curada, as lesões já melhoraram 99%”, afirmou Maize na gravação.
Ao celebrar a alta, a médica também destacou a dificuldade enfrentada durante o tratamento e agradeceu às pessoas que acompanharam sua recuperação.
“Foram dias de luta, dias de glória, foram difíceis, mas eu consigo vencer. E tudo isso primeiro graças ao Senhor e depois a vocês. Obrigada por tudo”, disse.
Relembre o caso
O acidente aconteceu no dia 20 de setembro, quando a lancha em que Maize estava pegou fogo e explodiu no Lago Paranoá, em Brasília. A médica estava entre as 15 pessoas que estavam na embarcação no momento da ocorrência.
De acordo com o Corpo de Bombeiros do Distrito Federal (CBMDF), 11 pessoas ficaram feridas ou sofreram queimaduras. Maize teve 50% do corpo queimado e foi transferida para Goiânia, onde permaneceu internada e passou por sete cirurgias durante o tratamento.
Um vídeo gravado por testemunhas registrou o momento em que a embarcação foi tomada pelas chamas, enquanto algumas pessoas tentavam conter o fogo com água.
Faltam 28 minutos pro domingo virar segunda e o vagão só esvazia na estação Guilhermina-Esperança. O ambulante me cumprimenta com a cabeça, senta e acomoda a sacola preta entre as pernas. Estico o pescoço e vejo, lá dentro, algumas cocadas.
Parece que o dia foi bom, mesmo assim quero perguntar das vendas. Daria, com muito prazer, um pouco do meu tempo, do meu sono e até parte do que tenho na carteira para saber não só das cocadas. Quero conhecer, um tiquinho que seja, este trabalhador. Quem vende cocadas até o último trem do domingo tem muito pra contar.
Dou sorte. Mesmo tendo falado o dia inteiro de suas cocadas, que são gostosas, que desfazem na boca, que são baratas, que são mineiras e que vêm direto do Vale do Jequitinhonha, ele ainda quer falar.
Ajeita o boné, pigarreia.
— Meu nome é Getúlio. Getúlio Pereira da Silva. G. P. S. Nunca me perco. Entendeu? (rimos os dois) Mas sou conhecido como Raimundo. Eu explico: Pro ambulante, o marketing é tudo. Entro no vagão e anuncio: “Chegou a melhor cocada do mundo, a cocada do Raimundo”. Eu experimentei essa publicidade porque a rima é boa e eu sempre adorei o nome Raimundo. Tem passageiro que comenta. “Olha aí o Raimundo”. Então, deixa ficar. Virei Raimundo. Quer provar uma? É de graça que hoje esvaziei a sacola três vezes.
Aceito e me delicio com a doce mistura de coco e rapadura.
— Cremosa, né?
— Maravilhosa, Raimundo. Respondo com a boca ainda cheia e uma lasca de coco entre os dentes.
— Tem uns que reclamam da confusão. A gente grita mesmo. O jogador não pede a bola? O motoboy não buzina? O feirante não zoa? Por que a gente não pode? Ninguém é obrigado a saber da vida dos outros, mas será que eles sabem que, por trás de uma cocada, tem uma criança com fome, às vezes doente? Que tem aluguel, um monte de boletos, agiota te ameaçando?
— Quantos filhos você tem?
— Três. Olha aqui no celular. Anderson, Henrique e a caçula, a Marcela.
— Eu não peço nada, eu ofereço. Quem quer, quer. Quem não quer, não quer.
— Muita gente compra?
— Compra. E sabe por quê?
— Por quê?
— Porque o produto é bom e barato. E tem mais (ele sussurra): pobre não tem medo de gastar. Ele me vê e pensa: amanhã eu posso tá desempregado, posso ter que trabalhar como camelô. Então, eu ajudo agora e, se depois eu tiver no sufoco, alguém vai dar uma força.
— Mas dizem que é barato porque é clandestino.
— Mentira. É barato porque não tem intermediário; no supermercado o preço é maior porque eles têm muito mais despesas e também querem mais lucro. Aqui é diferente, vou no depósito e pago à vista.
— Então, por que é proibido?
— Porque é fácil mexer com o pobre. Eu garanto pro senhor. Meu produto não deve nada ao do supermercado. Eu ando de metrô e de trem todo dia e pago a passagem, viu? Eu sou camelô e passageiro ao mesmo tempo e garanto: a gente não atrapalha ninguém. Sabe o que atrapalha?
— O quê?
— O atraso e a superlotação. Tem que botar mais trens para circular. Só que a empresa ou o governo não quer gastar. É simples: com o trem cheio ganham mais. Agora, com a privatização, o que já era ruim ficou pior. Os vigilantes vêm pra cima como se o camelô fosse um bandido. Eu não sou bandido, sou empreendedor.
— Você manda bem, Raimundo. Já tinha falado de marketing, publicidade, agora empreendedor.
— Estudei um pouco. Empreendedor, eu ouvi essa no tempo que tinha passeata, sindicato. Durante um protesto, um cara subiu no caminhão e disse bem assim: Camelô é empreendedor e empreendedor é quem faz o Brasil crescer, nunca esqueci.
— Já tomaram sua mercadoria?
— Já, mas não desanimo. Toda profissão tem risco e eu adoro esse meu trabalho. Só que as autoridades não dão valor. Eles podiam cadastrar a gente.
— Como seria?
— Um número certo de ambulantes em cada trem, todo mundo com crachá, uniforme. Trabalho organizado.
Última estação. Getúlio levanta e me olha.
— Ué, não vai descer?
— Vou voltar. Vim até aqui para te ouvir.
A porta fecha e a gente acena um pro outro.
A voz feminina se impõe.
— Diamante Negro na promoção: é 3 por 5, que eu não brinco.
Acredito que a vida adulta te coloca algumas provações inusitadas, como descobrir que detergente virou bebida de maluco negacionista e que o papel higiênico não se desenrola sozinho — a não ser quando seu gato faz picadinho dele numa madrugada qualquer.
Existem outras, claro, tão banais, como ir à lavanderia. Eu estou nessa prática há pouco tempo e percebi como esse ecossistema úmido é repleto de armadilhas sociológicas.
A lavanderia é um lugar onde a intimidade alheia se expõe, rodopiando a mil rotações por minuto, atrás de um vidro embaçado. Foi numa dessas incursões, armado com um cesto de roupas sujas e a ingenuidade de um novato, que o destino me pregou uma peça.
Recolhi minhas roupas da secadora e dobrei tudo com a pressa de quem quer voltar ao sofá. Ao organizar as gavetas, notei uma intrusa. Uma cueca vermelha. Não um vermelho discreto. Era um vermelho vibrante, quase radioativo, um vermelho que gritava “eu não tenho medo de desbotar na lavagem”.
Eu não tenho cuecas vermelhas. Minhas gavetas são um monótono degradê de cinza, preto e azul-marinho, o uniforme padrão da melancolia masculina urbana. Aquela peça rubra era um alienígena no meu guarda-roupa. Fiquei imaginando quem seria o dono e o que aquela cueca teria vivido.
Pensei em levar de volta. “Amanhã eu desço e deixo no balcão”, prometi. Mas o amanhã não chegou. A cueca vermelha ficou ali, no cesto de roupa suja, me encarando com toda a sua ousadia escarlate toda vez que eu me aproximava.
Semanas se passaram e a cueca foi soterrada por outras peças. Chegou o dia de lavar roupa novamente. No piloto automático, peguei tudo no cesto, desci, lavei, sequei, subi. Quando fui guardar… lá estava ela. Eu a havia lavado de novo. Avisei a Alexa para anotar o recado e me lembrar no dia seguinte. “Devolver a cueca”.
Por um momento, eu não só a tinha sequestrado, como também a mantinha num regime bizarro de cativeiro com pensão completa. Ela tinha dono e não era eu. Senti um misto de culpa e absurdo. E, por algum motivo besta, tinha nojinho dela.
Decidi que daria um fim naquilo. Um assassinato de algodão. Mas hesitei. Vai que o cara é apegado? A cueca já tinha ganhado status de entidade na minha casa.
Na vez seguinte em que desci à lavanderia, a maldita estava na minha sacola, pronta para ser devolvida. Enquanto a máquina girava, sentei-me e abri um livro, tentando fingir que não carregava a roupa íntima de um estranho no bolso. Fiquei sem jeito de colocar a danada na bancada porque havia mais gente.
Não é qualquer gente, é dessas que puxam assunto na lavanderia. Elas existem. Foi quando um rapaz deu início ao papo. Falamos do tempo, do síndico, da inflação do sabão. Amenidades. A conversa fluiu para o futebol. Ele suspirou pesado e, com a naturalidade de quem confessa um pecado, soltou:
— Pra piorar, perdi minha cueca da sorte aqui faz um mês. Sou flamenguista. Tinha uma cueca vermelha que eu só usava no dia de clássico. Sumiu na secadora. Sem ela, o Mengão perdeu o último jogo.
Eu, são-paulino desde o berço, congelei. A mão, que instintivamente tinha ido ao bolso, parou no meio do caminho. O tecido vermelho pareceu queimar meus dedos.
Olhei para o rapaz. Ele tinha um olhar triste, de quem acreditava que o time dependia daquela peça íntima. Pensei no meu Tricolor lutando no campeonato e nas minhas próprias mandingas de torcedor. Pensei no Flamengo. Pensei na cueca vermelha, limpinha, amaciada com lavanda, refém no meu bolso esquerdo.
Fiz o que qualquer homem ético e apaixonado por futebol faria naquela situação.
Fiquei em absoluto silêncio.
— Puxa, cara… que chato — lamentei, com a voz embargada por uma solidariedade falsa. — A máquina sempre come alguma coisa — consolei.
Ele assentiu, resignado. Recolheu suas roupas e saiu com sua sacola, levando consigo a esperança do seu time. E eu fiquei ali, com a cueca no bolso. Já sozinho, a depositei no balcão, olhando para os lados, e resolvi escrever um bilhete de improviso.
— Pertence a um flamenguista. Favor respeitar. Ele voltará.
Voltei para o apartamento satisfeito. Tirei as roupas da sacola, dobrei com cuidado e guardei. Para minha surpresa, e revolta, agora havia uma meia. Apenas o pé direito, daquelas estampadas com capivaras usando óculos escuros.
— “Não é possível”, pensei.
Levantei a meia contra a luz para observar melhor a capivara com seus óculos de lacração tug life. Se o Flamengo perdeu o jogo por causa da cueca, o que será que estava em jogo com aquela meia de capivara? Pelo sim, pelo não, passei a calçar a meia para ver os jogos do São Paulo. Passado um tempo, a conclusão: se o universo estava tentando me dar uma vantagem, definitivamente não funcionou.