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Soja acumula oito sessões de perdas em Chicago com avanço da safra nos EUA

O contrato futuro da soja para entrega em novembro encerrou a sessão desta quarta-feira (21) com queda de 0,24% na bolsa de Chicago, cotado a US$ 12,45 por bushel. Segundo a Granar, a oleaginosa completou o oitavo pregão consecutivo de perdas, pressionada pelo avanço da colheita nos Estados Unidos.

As condições climáticas secas em grande parte do Meio-Oeste americano favorecem os trabalhos no campo, com previsão de continuidade desse cenário por pelo menos sete dias. O ritmo acelerado da colheita amplia a entrada da nova safra no mercado e contribui para pressionar os preços.

As cotações também não reagiram às novas vendas de soja americana da safra 2026/2027 confirmadas pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). Nesta quarta-feira, o órgão informou negócios de 134 mil toneladas para a China e 165 mil toneladas para a Espanha.

As operações se somam às vendas anunciadas entre segunda e terça-feira, que totalizaram 726 mil toneladas para a China e 261 mil toneladas para destinos não identificados.

No Brasil, o plantio da safra de soja avança em ritmo relativamente normal, ligeiramente acima do registrado no ano passado e da média dos últimos cinco anos. De acordo com a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), a semeadura alcançou 30,1% da área prevista até terça-feira, ante 21,4% no mesmo período de 2025 e média histórica de 26,4%.

Apesar do avanço dos trabalhos, a necessidade de chuvas permanece concentrada em regiões do Centro-Oeste e do Sul do país, onde a disponibilidade de umidade é importante para o desenvolvimento das lavouras.

Milho 

O contrato futuro do milho para entrega em dezembro encerrou a sessão com valorização de 0,27% na bolsa de Chicago, cotado a US$ 4,63 por bushel.

Segundo a Granar, a alta interrompeu uma sequência de seis sessões consecutivas de perdas. O movimento foi favorecido por operações de hedge dos investidores, após a recente liquidação de contratos, e pela possibilidade de ampliação das exportações americanas para a União Europeia.

Apesar da recuperação, os ganhos foram limitados pelo avanço da colheita nos Estados Unidos, que caminha para se tornar a segunda maior da história do país. As condições climáticas secas no cinturão produtor de milho e soja favorecem os trabalhos no campo e aceleram a entrada de novos grãos no mercado, ampliando a oferta e pressionando os preços.

Trigo

O contrato futuro do trigo para entrega em dezembro encerrou a sessão com queda de 2,33% na bolsa de Chicago, cotado a US$ 6,25 por bushel.

Segundo a Granar, os preços do cereal voltaram a recuar nos mercados americanos, pressionados pela intensificação da liquidação de contratos por fundos de investimento. O movimento contribuiu para a sétima semana consecutiva de perdas para o trigo.

Entre os fatores que influenciam as cotações está o início da colheita no Hemisfério Sul, que deve ampliar a oferta global e abrir novas possibilidades de abastecimento para os importadores. A disponibilidade adicional pode favorecer compradores que buscam alternativas aos embarques prejudicados pela turbulência na região do Mar Negro.

A retomada das negociações diplomáticas em busca de uma solução para a guerra entre Rússia e Ucrânia também contribui para o movimento de baixa, diante das possíveis mudanças nas perspectivas de oferta e comercialização do cereal na região.

Restos de doces viram etanol: empresa cria alternativa à cana e milho

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Café arábica avança em Nova York com estoques próximos da mínima histórica

Os contratos futuros do café arábica fecharam em alta na sessão desta quarta-feira (21) bolsa de Nova York. O vencimento para dezembro avançou 1,56%, cotado a US$ 3,16 por libra-peso, recuperando parte das perdas registradas na sessão anterior.

Segundo a Barchart, a valorização reverteu grande parte da queda de 1,39% observada na terça-feira, quando o mercado foi pressionado pela informação de que quase 28 mil sacas de café arábica aguardavam classificação na bolsa internacional, o maior volume em mais de um mês.

Apesar desse aumento na fila de classificação, os estoques certificados de arábica na ICE recuaram para 234.901 sacas na terça-feira, o menor patamar em cinco semanas. O volume permanece próximo da mínima de 27 anos, de 217.646 sacas, registrada em 15 de setembro.

Cacau

O contrato futuro do cacau para entrega em dezembro encerrou o pregão com alta de 0,72%, cotado a US$ 5.843 por tonelada.

Segundo o Barchart, os preços da commodity avançaram pela terceira sessão consecutiva nesta sessão, diante de sinais de redução da oferta na Costa do Marfim. Dados do governo do país mostram que os produtores entregaram 78.212 toneladas de cacau aos portos entre 1º e 18 de outubro, volume 41% inferior às 133.209 toneladas registradas no mesmo período do ano passado.

Os indicadores de demanda, por sua vez, apresentaram resultados distintos entre as principais regiões consumidoras. Na América do Norte, a moagem de cacau recuou 2,5% no terceiro trimestre em relação ao mesmo período de 2025, para 109.978 toneladas, segundo a Associação Nacional de Confeiteiros.

Na Ásia, a moagem avançou 29% na comparação anual, para 233.767 toneladas, de acordo com a Associação de Cacau da Ásia. O crescimento superou a expectativa de alta de 15% e representou um recorde.

Já na Europa, a moagem aumentou 3,2% no terceiro trimestre, para 348.215 toneladas, conforme dados da Associação Europeia de Cacau. O resultado também surpreendeu o mercado, que esperava uma retração de 3,9% na comparação anual.

Açúcar

O contrato futuro do açúcar para entrega em março fechou o pregão com queda de 0,34% na bolsa de Nova York, cotado a 20,45 centavos de dólar por libra-peso.

Segundo o Barchart, os preços do açúcar recuaram pela quarta sessão consecutiva, pressionados pela liquidação de posições compradas após a commodity atingir a máxima do contrato na quarta-feira passada.

O movimento também reflete o posicionamento dos fundos de investimento. O relatório semanal Compromisso dos analistas, divulgado na última sexta-feira, mostrou que os fundos ampliaram em 16.184 contratos suas posições compradas em açúcar na Bolsa de Nova York na semana encerrada em 13 de outubro. Com isso, a posição líquida comprada chegou a 228.743 contratos, o maior nível em mais de cinco anos, o que aumenta a pressão para realização de lucros.

Além disso, os preços foram pressionados pela decisão do governo da Índia de determinar que as distribuidoras estatais de combustíveis interrompam, a partir de 1º de novembro, as compras de etanol produzido a partir da cana-de-açúcar. A medida pode direcionar mais matéria-prima para a produção de açúcar, ampliando a oferta do adoçante no mercado.

Suco de Laranja

O contrato futuro do suco de laranja para entrega em janeiro encerrou o pregão na Bolsa de Nova York com queda de 2,42%, cotado a US$ 1,45 por libra-peso.

Algodão

O contrato futuro do algodão para entrega em dezembro encerrou o pregão com valorização de 1,17%, cotado a 81,83 centavos de dólar por libra-peso.

Segundo o Barchart, o mercado Seam registrou a venda de 2.550 fardos na terça-feira (20), a um preço médio de 76,22 centavos de dólar por libra-peso. No mesmo dia, o índice Cotlook A avançou 20 pontos, para 91,15.

Os estoques de algodão certificados pela ICE aumentaram em 2.000 fardos em 20 de outubro, totalizando 18.618 fardos. Já o preço mundial ajustado subiu 80 pontos na semana passada, alcançando 64,61 centavos de dólar por libra-peso.

Consórcio de máquinas agrícolas recua 13,4% no 1º bimestre

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La fundación Ulls del Món celebra su 25º aniversario en el Liceu

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Imagine un número cercano a la población de Barcelona y equivalente a los habitantes de ciudades como Sevilla, Praga, San Antonio (Texas) o la provincia entera de Alicante: un millón y medio de personas. El trabajo altruista de la fundación Ulls del Món ha devuelto la vista a esa misma cifra durante sus 25 años de Trabajo. Un número y una fecha tan redondos como para conmemorarlos en el Gran Teatre del Liceu: el templo de la ópera está acogiendo esta noche la celebración de Ulls del Món, que ha inaugurado Josep Rull, president del Parlament de Catalunya.

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Lula envía al Congreso propuesta sobre transporte gratuito en Brasil

Brasilia, 21 oct (Prensa Latina) El presidente brasileño, Luiz Inácio Lula da Silva, envió hoy al Congreso una propuesta de enmienda constitucional para financiar el transporte público gratuito los fines de semana y feriados en todo el país.

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Meta, condenada a pagar 25.000 millones de dólares por engañar a los usuarios de Facebook en materia de privacidad

Meta, condenada a pagar 25.000 millones de dólares por engañar a los usuarios de Facebook en materia de privacidad

La sanción, una de las mayores impuestas al gigante tecnológico, se deriva de una demanda presentada por Nuevo México, en la que se alega que la empresa indujo a error a los usuarios respecto a la privacidad de sus datos

Un juez ha ordenado este miércoles a Meta a pagar a Nuevo México 25.000 millones de dólares después de que un jurado declarara a la empresa responsable de engañar a los usuarios sobre las políticas de privacidad y moderación de contenidos en Facebook.

El juez Francis Mathew ha dictado una sentencia que el fiscal general del estado de Nuevo México, Raúl Torrez, ha descrito como “uno de los veredictos estatales más cuantiosos, si no el mayor, contra una empresa en la historia de Estados Unidos”, informa AP.

Torrez ha afirmado que el veredicto debería servir de advertencia para las empresas tecnológicas y que Nuevo México seguiría exigiéndoles responsabilidades. “Esta sentencia debería ser una señal, un mensaje inequívoco, para Silicon Valley”, ha declarado Torrez en una rueda de prensa.

Según la Constitución de Nuevo México, las multas por infringir las leyes de protección del consumidor se destinan al gasto estatal en educación.

“Puede que hayamos pagado la construcción de colegios para los próximos 100 años”, ha señalado Torrez, quien reconoció que el dinero quedaría bloqueado si Meta recurre, algo que se espera.

En septiembre, el jurado declaró a Meta responsable de más de 43 millones de infracciones de las leyes de protección del consumidor de Nuevo México, cuando una consultora política, Cambridge Analytics, recopiló datos de usuarios de Facebook para generar anuncios políticos dirigidos de cara a las elecciones de 2016.

Otros 48 estados llegaron a un acuerdo con Facebook en un caso a escala nacional, pero Nuevo México optó por llevar a la empresa de redes sociales a los tribunales por su cuenta.

Los abogados de Nuevo México habían solicitado entre 35.000 y 40.000 millones de dólares, argumentando que la empresa solo cambiaría sus prácticas con una suma que afectara al precio de sus acciones.

Los abogados de Meta defendieron que no se pagara más de 3.400 millones de dólares. Afirmaron que una indemnización diez veces superior a esa cifra, o incluso más, violaría el derecho al debido proceso, sería inconstitucional y no se mantendría en caso de recurso.

Meta argumentó que el estado no había demostrado que hubiera declaraciones engañosas sobre la privacidad ni que la moderación de contenidos hubiera perjudicado realmente a los habitantes de Nuevo México. Los intereses de la multa se acumularían durante el recurso, pero el número de infracciones de las que se acusa a Meta podría reducirse.

El abogado de Meta, Matt Nicholson, ha argumentado ante el tribunal que una suma de hasta 40.000 millones de dólares sería “escandalosa para la conciencia”, informa AP, mientras que una abogada de Nuevo México, Randi McGinn, instó a plantar cara a «los titanes tecnológicos que se creen intocables y que pueden hacer lo que les plazca».

El caso del estado se centró en las acusaciones de que Facebook engañó a los usuarios sobre una filtración de datos derivada de un test de personalidad de un tercero que recopiló datos de aproximadamente 87 millones de perfiles y los vendió a una consultora política, Cambridge Analytica, para generar anuncios personalizados.

Entre los clientes de la empresa, ahora desaparecida, se encontraba la campaña presidencial de Donald Trump de 2016.

Los abogados de Nuevo México argumentaron que toda la población del estado, y no solo los usuarios de Facebook, fue engañada por las declaraciones públicas de la empresa sobre la privacidad en la plataforma. Los abogados de Facebook alegaron que el estado no había demostrado que las personas se vieran realmente perjudicadas por estas declaraciones engañosas.

Los fiscales de Nuevo México también alegaron que Facebook permitió que proliferaran en la plataforma la desinformación y los contenidos violentos. Los abogados de la defensa negaron rotundamente las acusaciones, afirmando que las políticas de moderación de contenidos de la empresa son sólidas y que hay que tener en cuenta la libertad de expresión.

El jurado constata más de 43 millones de infracciones

Nuevo México ha sido el único estado que ha llevado a juicio el escándalo de Cambridge Analytica después de que otros 48 estados firmaran un acuerdo por valor de 18.000 millones de dólares en agosto.

Además de Nuevo México, Florida fue el único otro estado que no firmó el acuerdo, que incluía un compromiso para eximir a Meta de cualquier responsabilidad futura relacionada con la violación de la privacidad por parte de Cambridge Analytica.

Durante el juicio, los miembros del jurado evaluaron si Facebook había engañado a los usuarios en materia de privacidad y moderación de contenidos. Los fiscales estatales, sin embargo, argumentaron que las declaraciones de Facebook engañaron a toda la población de Nuevo México y que su alcance iba más allá de los usuarios de las redes sociales.

Al final, los miembros del jurado señalaron que la empresa había incurrido en 43 millones de infracciones a las leyes de protección al consumidor de Nuevo México. Cada infracción conllevaba una sanción de hasta 5.000 dólares.

Los abogados de Facebook han alegado en posteriores escritos judiciales que las leyes estatales de protección del consumidor no se aplican a las personas de Nuevo México que no utilizaban la plataforma en ese momento.

Meta lo cuestiona todo

Al recurrir el veredicto del jurado, Meta podría reducir el número de infracciones y, por lo tanto, la sanción económica total. Los abogados de la empresa afirmaron que no tenía precedentes de que el Estado contabilizara el número de infracciones basándose en cuántas personas pudieran haber oído o visto las declaraciones engañosas de la empresa, argumentando que no había pruebas de que dichas declaraciones hubieran perjudicado a nadie.

Durante los alegatos finales, los abogados de Facebook señalaron que las pruebas del Estado estaban desactualizadas y que, a pesar de haber tenido cinco años para recabar material, Nuevo México solo encontró otro caso de filtración de datos.

En una de las pocas victorias de la defensa, los miembros del jurado consideraron que el Estado no había demostrado que Facebook hubiera realizado afirmaciones falsas sobre la eliminación de contenido perjudicial, incluida la desinformación sobre la pandemia de COVID-19.

El Estado afirmó que la empresa favorecía a determinadas cuentas y permitía que proliferara contenido violento o inexacto. La abogada Randi McGinn señaló en su alegato final en nombre del Estado que Facebook se lucraba con el contenido nocivo, algo que el director ejecutivo, Mark Zuckerberg, negó durante su declaración grabada en vídeo. Zuckerberg afirmó que la empresa debe encontrar un equilibrio cuidadoso entre la libertad de expresión y la moderación de contenidos.

Los abogados de Facebook afirmaron que la empresa ha adaptado sus políticas desde que se presentó la demanda del Estado en 2021 y que elimina el 99% del contenido que incumple las normas.

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Tribunal Electoral de Brasil debate restricción a canales de WhatsApp

Brasilia, 21 oct (Prensa Latina) El Tribunal Superior Electoral (TSE) de Brasil analiza una propuesta para restringir los canales políticos de WhatsApp con más de 200 mil seguidores durante las 48 horas previas y las 24 posteriores al balotaje presidencial, se conoció hoy.

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Ejército de Lula alcanza siete millones de seguidores en WhatsApp

Brasilia, 21 oct (Prensa Latina) El canal de WhatsApp Ejército de Lula, administrado por el diputado brasileño André Janones, alcanzó hoy siete millones de inscritos, cuatro días antes de la segunda vuelta de las elecciones presidenciales del próximo domingo.

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La solución definitiva para tratar la humedad de paredes y muros sin obras ni equipo especial

Estas barritas antihumedad reparten la dosis exacta de producto activo repelente de agua.

Con la llegada del invierno y la bajada de las temperaturas, suele aparecer un problema muy desagradable en muchos hogares: el aumento de la humedad por condensación. Al encender los calefactores, el aire caliente del interior retiene más vapor de agua y, al entrar en contacto con las paredes frías, acelera la aparición de manchas. La humedad asciende de forma continua a través de los muros y termina por desconchar el yeso y levantar la pintura. Aunque intentemos sellar las ventanas con burletes para retener el calor, para lograr una barrera definitiva en los cimientos hacen falta soluciones que actúen desde la raíz.

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El paquete incluye 10 barritas hidrófugas para tratar muros.Las varillas dosifican el ingrediente activo de forma gradual.Su formulación permite impermeabilizar paredes saturadas de agua hasta en un 95%.Su instalación es manual y directa.
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Brasil, las 'midterms' y ¿España?: tecnoligarcas y bots al servicio de Trump se abonan a la injerencia electoral

Brasil, las 'midterms' y ¿España?: tecnoligarcas y bots al servicio de Trump se abonan a la injerencia electoral

Las principales plataformas sociales son el campo de juego necesario para las campañas de desinformación y manipulación política de agentes internacionales vinculados a EEUU, Israel y los principales líderes ultras de América Latina

“Esto es lo que significa que los multimillonarios sean los propietarios de los medios de comunicación”, decía estos días el senador Bernie Sanders en X: “Meta, de Mark Zuckerberg, cerró la cuenta de No Kings durante horas en pleno apogeo de sus protestas. Meta suprimió cuentas que apoyaban al presidente de Brasil, Lula da Silva, en las recientes elecciones. TikTok, de Larry Ellison, bloqueó la publicidad de un documental que criticaba a Elon Musk”.

Y sentenciaba: “Luchad. Derrotad a la oligarquía. Defended la democracia”.

Y es que eso es lo que está en juego en estos momentos en el mundo: la propia democracia, a menudo imperfecta, incompleta y mejorable. Porque entran en juego granjas de bots, publicaciones manipuladas con inteligencia artificial, la parcialidad de los tecnoligarcas como Mark Zuckerberg, Elon Musk o Larry Ellison, que cenan cotidianamente en la Casa Blanca con Donald Trump, y los que ponen todos sus medios para contribuir a victorias electorales en América.

Estos días hemos visto cómo el PT, el partido de Lula, iba a los tribunales a denunciar que Meta estaba favoreciendo la viralidad de los posts relacionados con Flavio Bolsonaro, al tiempo que su IA se veía trabada a la hora de hacer carteles con Lula, presidente, cosa que, casualmente, no le ocurría con el candidato ultra.

Precisamente la regulación de las plataformas digitales fue uno de los primeros grandes encontronazos entre Lula y los tecnoligarcas, que han contado con un aliado fundamental en la Casa Blanca desde enero pasado. Ya Jair Bolsonaro llegó a la presidencia de Brasil en una campaña llena de contaminación, bulos y mentiras en redes sociales. Ahora, ocho años después, con la IA mucho más desarrollada y los algoritmos más perfeccionados, la situación es mucho más compleja para aquellos candidatos que no tengan afinidad con el eje Trump-tecnoligarcas, engrasado por los creadores de granjas de bots para viralizar contenidos, ya sean contra el rival o a favor del candidato.

En este caso, el ejemplo paradigmático es el de Cerimedo, aliado de Javier Milei y Javier Negre, detenido por intento de asesinato de su esposa, Nadia Beller, y actor imprescindible en las victorias recientes de todos los candidatos deseados por Trump: desde Honduras hasta Bolivia, donde el Gobierno ha detenido al Fiscal General señalado por el Departamento de Estado de EEUU, Roger Mariaca, después de que éste investigara a Cerimedo, colaborador del presidente del país, Rodrigo Paz.

Pero, claro, Cerimedo no sólo se lleva bien con los presidentes ultras latinoamericanos. También trabaja estrechamente con un experto en desinformación en redes sociales, Brad Parscale, quien sirvió a Trump nueve años desde 2011. Se desempeñó como asesor principal de datos y operaciones digitales para la campaña presidencial de Donald Trump en 2020, y ahora está en nómina del Gobierno de Israel.

Cerimedo, además, ha frecuentado al hijo mayor de Trump, Donald Jr, junto con Parscale. Y su esposa, Nadia Beller, ha asegurado que tiene conexiones con la CIA.

Cerimedo junto a Donald Trump Jr. y Brad  Parscale. De espaldas, el también argentino Andy Rivas.
Cerimedo junto a Donald Trump Jr. y Brad Parscale. De espaldas, el también argentino Andy Rivas.

A la espera de lo que pase el domingo en Brasil, lo cierto es que la segunda presidencia de Trump se está caracterizando por el efecto dominó en los gobiernos latinoamericanos, cayendo uno tras otro hacia la extrema derecha, siempre con los mismos actores en cada teatro de operaciones, cada uno desde su trinchera. Pero todos alineados con Trump y su secretario de Estado, Marco Rubio.

De la misma manera, Trump ha expresado sus simpatías por el húngaro Viktor Orbán, el polaco Karol Nawrocki, el británico Nigel Farage y la ultraderecha alemana AfD. Además, está señalando a Macron por las movilizaciones en Francia, contraponiendo esas protestas, a las que asocia con la migración, con su agenda ultra de cierre de fronteras. Casualmente, Parscale está tuiteando en la misma línea.

El siguiente hito son las midterms, en dos semanas, para las que ya se ha denunciado el boicoteo por parte de Meta de las cuentas de No Kings. Y luego llegan las elecciones en España, dentro de cinco, donde el Gobierno, uno de los más antagonistas del planeta con la Casa Blanca, se juega su supervivencia frente a una coalición de las derechas que incluye a los trumpistas de Vox.

El último episodio de esa ofensiva trumpista contra el Gobierno español ha sido la amenaza de gravámenes contra navíos españoles en venganza por el cierre de los puertos españoles para las escalas de mercantes con armas para Israel.

“Especialmente, tras las elecciones de mitad de mandato, existe un riesgo real de que Estados Unidos dirija su atención hacia España”, afirma Connor Mulhern, investigador experto en campañas que ha trabajado sobre las diversas conexiones en relación con Cerimedo y cómo dirigentes políticos maniobran con Meta políticamente.

Mulhern añade que “resulta extremadamente difícil rastrear estas operaciones, sobre todo porque implican el uso de bots u otras manipulaciones entre bastidores que son difíciles de detectar, pero aquí hay algunas señales”.

En este sentido Mulhern señala la difusión de más de 152.000 mensajes que el Departamento de Seguridad Nacional de EEUU tenía sobre José Luis Rodríguez Zapatero desde hace más de cinco años relacionados con el caso Plus Ultra como un ejemplo de las maniobras de la Administración Trump para dañar al Gobierno de Pedro Sánchez con la exposición de información de forma selectiva para presentar una determinada imagen.

“Yo diría que la primera parte son ataques a nivel administrativo, lo que incluye a Zapatero, pero también críticas generales al Gobierno español, incluso sobre Ceuta; eso ya se ha hecho”, prosigue Mulhern: “Quizá no se pueda expresar de forma contundente, pero sí que encaja en el patrón general de utilizar recursos estatales para respaldar a la extrema derecha. La investigación a Zapatero y la puesta en libertad de Cerimedo forman parte de una estrategia en la que, a diferencia de administraciones anteriores, que evitaban cualquier apariencia de partidismo en las elecciones nacionales, ahora dicen: 'A la mierda, no nos importa, apoyamos a los nuestros'.

Musk ya potenció su propio algoritmo en el pasado porque se enfadó, así que no cuesta mucho imaginar que los ingenieros de Meta pudieran hacer lo propio. “Y es difícil rastrear sistemáticamente estas cosas porque, en el fondo, es muy complicado distinguir entre un tuit viral (orgánico), un tuit potenciado por bots (pagado mediante métodos turbios) o cuando alguien está manipulando el algoritmo. El Estado ya ha tomado algunas medidas, y es muy difícil distinguirlas; cualquiera de las tres cosas podría estar ocurriendo en un caso concreto, no les cuesta mucho manipular las cosas, y es casi imposible darse cuenta”, subraya Mulhern, quien recuerda que Israel ha intentado alterar las respuestas de los bots de chat para que sean más proisraelíes.

“Luchad. Derrotad a la oligarquía. Defended la democracia”, clamaba Sanders. En efecto, los gobiernos que quieran proteger su democracia necesitan regular el ecosistema de influencers pagados, bots y datos que se utilizan como armas contra los procesos democráticos, garantizando así que estos actores extranjeros no puedan intervenir con tanta facilidad. Eso sí, tendrán enfrente a Zuckerberg, Musk y la Administración Trump.

Por el camino, la encarcelación de Cerimedo no impide que actores paraestatales israelíes y estadounidenses —Parscale, Black Cube, Black Core y otros— mantengan el acceso a las mismas herramientas de marketing que hicieron más eficaz el trabajo de Cerimedo. Lo único es que necesitarán un nuevo socio local a través del cual puedan comercializar sus herramientas y defender sus intereses, constata la investigación de la IR.

Si bien Cerimedo había desarrollado una red de bots y construido una influencia real mediante un aparato de desinformación de derechas —La Derecha Diario—, su confesión reveló que la tecnología y el apoyo operativo provenientes de Estados Unidos resultaron ser mucho más eficaces que sus propios esfuerzos.

Dada la profunda integración de esta red dentro del aparato estatal estadounidense, Cerimedo es un peón de la versión más reciente de la Doctrina Monroe, dice la IR. Pero la verdadera amenaza no reside en un solo individuo, sino en el sistema que lo engendró. Un sistema que seguirá produciendo otros como él. Y que seguirá socavando la democracia si no se le pone límites.

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Maxi Iglesias con Aitana Sánchez Gijón, la princesa Leonor y Taylor Swift con los Javis, en las portadas

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¡Hola! muestra una foto de Maxi Iglesias y Aitana Sánchez Gijón, que coge a su chico por la cintura, caminando juntos y sin esconder su amor. No es un romance sino una relación que va muy en serio. Por el contrario, Tana Rivera y Andrés Roca Rey han roto cuando hace apenas dos semanas se anunciaba que iban a contraer matrimonio. Sara Carbonero e Isabel Jiménez, amigas y socias, conceden una entrevista a medias. Por último, primeras imágenes de la infanta Sofía como universitaria en París.

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Una sola ciudad, dieciséis gobiernos

Andrés Mijes es presidente municipal de General Escobedo, Nuevo León, y maestro en Ciencias Políticas por la Universidad Autónoma de Nuevo León

Hay una cosa curiosa en Nuevo León: podemos cruzar tres municipios para llegar al trabajo, atravesar otros dos para llevar a nuestros hijos a la escuela y regresar a casa sin saber exactamente en qué momento cambiamos de ciudad, pero para los gobiernos la historia es distinta. Cada municipio tiene su presupuesto, sus prioridades, sus reglamentos y sus propios planes.

La gente vive en una sola ciudad. Los gobiernos seguimos administrando dieciséis. Y esa contradicción nos está costando demasiado. Nos cuesta horas de tráfico, oportunidades económicas, calidad del aire y, sobre todo, tiempo de vida que las familias nunca van a recuperar.

Pensemos en algo tan cotidiano como el transporte. Una señora puede vivir en Escobedo, trabajar en San Pedro y tener a sus hijos estudiando en Monterrey. Para ella, todo ese recorrido forma parte de una sola vida. Pero las decisiones sobre las calles, las rutas, los semáforos y el crecimiento urbano se toman desde distintas oficinas.

El tráfico no reconoce límites municipales. La contaminación tampoco. Mucho menos el agua o la inseguridad. Tenemos problemas metropolitanos, pero demasiadas respuestas municipales. Y aquí es donde creo que Nuevo León debe empezar a pensar seriamente en lo que sigue.

Durante años hemos construido avenidas, distribuidores viales, parques industriales y desarrollos habitacionales. Muchas de esas inversiones han sido indispensables. El problema es que una obra aislada, por importante que sea, difícilmente puede corregir el funcionamiento de una ciudad completa.

Una avenida nueva puede mejorar el tránsito de una colonia. Pero si desemboca en un cuello de botella del municipio vecino, solamente habremos cambiado el lugar del embotellamiento. Una nueva empresa puede generar cientos de empleos. Pero si sus trabajadores necesitan dos horas para llegar a ella, una parte importante de esa prosperidad se queda atrapada en el tráfico.

Y un municipio puede hacer un gran esfuerzo por mejorar su seguridad, pero la delincuencia aprovecha precisamente las fronteras que las instituciones no logran superar. Por eso creo que el siguiente gran salto de Nuevo León no será solamente de infraestructura. Tendrá que ser un salto de coordinación, inteligencia y buen gobierno.

En Escobedo hemos trabajado para fortalecer la seguridad, atraer inversión, modernizar trámites y mejorar nuestras vialidades. Esa experiencia me ha enseñado algo fundamental: un municipio puede hacer mucho cuando administra bien, pero puede lograr todavía más cuando trabaja coordinadamente.

Y no estoy hablando de crear otra burocracia, con más oficinas, más funcionarios y más gastos. Estoy hablando de algo mucho más práctico. Necesitamos una planeación metropolitana que mire varias décadas hacia adelante, no solamente hasta la siguiente elección. Un sistema de movilidad que conecte las necesidades reales de trabajadores y estudiantes. Una estrategia compartida para proteger el aire y el agua. Y mecanismos permanentes de colaboración en seguridad.

También necesitamos ponernos de acuerdo sobre cómo financiar las obras que benefician a varios municipios, aunque físicamente se construyan en uno solo. Porque cuando una avenida de Escobedo mejora la conectividad de Apodaca, San Nicolás o Monterrey, el beneficio es de toda la metrópoli. Y esa realidad también debería reflejarse en la manera de planear y distribuir responsabilidades.

Nuevo León tiene una ventaja extraordinaria: aquí sabemos trabajar en equipo cuando existe un objetivo común. Nuestra historia industrial lo demuestra. Empresarios, trabajadores, universidades e instituciones públicas construyeron una de las regiones productivas más importantes de México. Ese espíritu de colaboración, tan ligado al Capitalismo Social de Eugenio Garza Sada, sigue siendo uno de nuestros mayores activos.

Ahora necesitamos llevar esa capacidad de organización a la manera de gobernar nuestra metrópoli. El Plan México de la Presidenta Claudia Sheinbaum Pardo abre una oportunidad para fortalecer la industria, la infraestructura, la innovación y el crecimiento equitativo. Pero aprovecharla plenamente requiere ciudades bien conectadas, instituciones confiables y una calidad de vida a la altura de nuestra capacidad económica.

La gran transformación metropolitana consiste en conectar todo eso. Y para hacerlo hace falta hacer realidad la Ley de Coordinación Metropolitana, una iniciativa que impulsé como Presidente de la Mesa de Coordinación Metropolitana con universidades y sociedad civil y que ya está en el Congreso del Estado, esperando la responsable acción política que la haga materialice. Ese es un trabajo muy concreto y urgente que hay que completar.

Ya sabemos construir grandes empresas. Ya sabemos construir grandes avenidas. Ahora tenemos que aprender a hacer que toda nuestra gran ciudad funcione como una sola. Porque la Zona Metropolitana Ya sabemos construir grandes empresas. Ya sabemos construir grandes avenidas. Ahora tenemos que aprender a hacer que toda nuestra gran ciudad funcione como una sola. Porque la Zona Metropolitana de Nuevo León no necesita dieciséis futuros diferentes. Necesita dieciséis gobiernos capaces de construir un futuro compartido.

*Andrés Mijes es presidente municipal de General Escobedo, Nuevo León, y maestro en Ciencias Políticas por la Universidad Autónoma de Nuevo León.

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El cuenco elevado que muchos dueños compran para perros mayores

El relieve de borde convexo actúa como un escudo para contener los derrames de agua.

A medida que pasan los años nuestras mascotas necesitan más atención, tenemos que cuidar su alimentación con piensos especiales, juguetes aptos para ellos y paseos agradables para favorecer su longevidad. Esto también afecta a la manera en la que se alimentan, especialmente si son una raza mediana o grande, al agacharse por completo hasta el suelo para alimentarse va en contra de su anatomía natural.

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El comedero cuenta con un sistema de botones mecánicos para regular la altura en cinco alturas diferentes.La estructura se pliega por completo por el centro para facilitar su transporte en los viajes.Su diseño de patas en arco evita cabeceos y temblores.Incluye dos cuencos extraíbles de acero inoxidable con una capacidad de 1,5 litros cada uno.
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Janones recibe alta médica y mantiene impulso al Ejército de Lula

Brasilia, 20 oct (Prensa Latina) El diputado brasileño André Janones recibió el alta hospitalaria hoy, tras ser ingresado la víspera por una arritmia cardíaca, y retomó sus actividades de movilización digital en apoyo al presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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Cubanos en Brasil reafirman defensa de su identidad cultural

Brasilia, 20 oct (Prensa Latina) Cubanos en Brasil resaltaron hoy la celebración del Día de la Cultura de la isla y destacaron el papel de las tradiciones, la historia y la creación artística en la preservación de la identidad nacional.

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US deep-sea mining claims in Pacific’s high seas now rival the area set aside by international regulator

The International Seabed Authority (ISA), a U.N.-associated body, has long managed activities related to deep-sea mining in international waters. But after the Trump administration issued an executive order in 2025 calling for the U.S. to develop its deep-sea mining sector, companies have been applying to the U.S. for rights to explore and exploit the international seabed, challenging the ISA’s authority. In the Clarion-Clipperton Zone of the Pacific Ocean, a hotspot of mining interest in international waters, a Mongabay analysis shows that companies have either applied to the U.S. or already been granted rights to areas of the seabed equal to about half the expanse already designated for mining activities by the ISA. Several of these claims overlap, as depicted in our interactive map, raising concerns about the management of the international seabed. Critics already concerned that deep-sea mining could have detrimental effects on the marine environment said U.S.-led acceleration of the industry would only benefit the U.S. and U.S. companies, rather than benefiting developing nations, as the ISA is mandated to do. U.S. ambitions to mine the deep sea are rapidly expanding across the ocean, not only in the country’s own waters, but also on the high seas — the vast expanse of ocean outside any one country’s jurisdiction. In the Clarion-Clipperton Zone of the Pacific Ocean, a hotspot of mining interest in international waters, a Mongabay analysis shows that companies have either applied to the U.S. or already been granted rights to areas of the seabed equal to about…This article was originally published on Mongabay

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Feminicidios en África: ¿por qué tantos crímenes quedan impunes?

Camerún, Kenia y Sudáfrica afrontan una preocupación creciente por los asesinatos de mujeres por razones de género. Sin embargo, la ausencia de una tipificación específica del feminicidio en sus legislaciones plantea obstáculos para reconocer estos crímenes, investigarlos y sancionarlos adecuadamente. ¿Qué consecuencias tiene este vacío legal para las víctimas y sus familias, y qué cambios jurídicos reclaman las organizaciones que luchan contra la violencia machista?

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Los partidos locales de Ceuta piden depurar responsabilidades por los audios de militares sobre sus palizas a migrantes

Los partidos locales de Ceuta piden depurar responsabilidades por los audios de militares sobre sus palizas a migrantes

"Es muy probable que en nuestra ciudad se haya estado actuando de manera autónoma", argumenta Ceuta Ya!, que reclama al Ministerio de Defensa que investigue los hechos

Los audios en los que militares presumen entre risas de sus palizas a migrantes en Ceuta: “Sin guantes mola más”

La indignación crece entre los partidos locales de Ceuta tras conocer, a través de elDiario.es, los audios en los que militares se jactan de las palizas y vejaciones a migrantes personas. Tanto Ceuta Ya! como el MDyC han reclamado que se investiguen los hechos y se depuren las posibles responsabilidades, mientras el ministro del Interior, Fernando Grande-Marlaska, ha asegurado que las grabaciones se han puesto a disposición de la autoridad judicial y de la Fiscalía. Las dos formaciones, que cuentan con representación en la Asamblea de Ceuta y no tienen escaños en el Congreso de los Diputados, mantienen una posición crítica con el discurso del Gobierno local, que ha calificado de “invasión” la entrada y permanencia de personas extranjeras en la ciudad.

El MDyC considera que la información publicada es “realmente preocupante” y advierte de la gravedad que tendrían los hechos si se confirman. Ceuta Ya!, por su parte, sostiene que los audios no pueden entenderse al margen del clima de hostilidad hacia las personas migrantes que, a su juicio, se ha extendido en la ciudad durante las últimas semanas. Ambas formaciones reclaman que se esclarezca lo ocurrido y que se actúe ante cualquier posible vulneración de derechos.

Denuncias desde septiembre

La publicación de los audios del 15 de octubre llega después de varias semanas de informaciones sobre agresiones a personas migrantes que permanecen en Ceuta tras las entradas masivas de los días 30 y 31 de julio. elDiario.es publicó el 15 de septiembre los testimonios de una veintena de migrantes que denunciaban palizas, robos y vejaciones atribuidas a determinados grupos de militares, con relatos que también afectaban a menores de edad. Los testimonios recogidos describen golpes, amenazas y prácticas humillantes, entre ellas obligar a algunos jóvenes a raparse el pelo. El 17 de septiembre, otra publicación reunió relatos de más personas que aseguraban haber sufrido estos episodios. La investigación avanzó el 25 de septiembre con la difusión de vídeos en los que se observaba a militares persiguiendo y golpeando a migrantes.

Cinco días después, el 30 de septiembre, el Ministerio de Defensa comunicó que había remitido a la Fiscalía y al Juzgado de Guardia de Ceuta las denuncias documentadas por Amnistía Internacional y que había encargado una investigación interna para determinar posibles responsabilidades individuales. La organización había recogido 22 testimonios directos sobre presuntas palizas, acoso, humillaciones y sustracción de pertenencias.

El 3 de octubre, elDiario.es publicó otra información según la cual las agresiones denunciadas habían continuado después de que Defensa conociera las primeras acusaciones. Este medio detalló nuevos testimonios de personas migrantes que señalaban a militares como responsables de golpes y otros abusos.

La publicación de los audios el 15 de octubre vino a ahondar en las revelaciones previas. En las grabaciones, varios militares que se encontraban de servicio en Ceuta conversaban sobre agresiones a migrantes y se jactaban de los golpes. Ese mismo día, Defensa anunció que enviaría los audios a la Justicia y que investigaría los hechos.

Ceuta Ya! denuncia un clima de violencia contra los migrantes

Ceuta Ya! , formación más activa de la oposición local liderada por Mohamed Mustafa, considera que las grabaciones conocidas este jueves forman parte de una situación de hostilidad hacia las personas migrantes que lleva tiempo denunciando. La formación sostiene que “el clima de violencia, legitimado por discursos políticos y medios de comunicación, no es ninguna novedad” y advierte de que quienes han sufrido las consecuencias más graves han sido los propios migrantes.

El partido asocia las denuncias de agresiones con otros episodios ocurridos durante las últimas semanas. Entre ellos, menciona la quema de campamentos, los obstáculos al acceso de ayuda humanitaria y las agresiones a representantes públicos, periodistas y personas racializadas. También recuerda que, tal y como denunció en el último Pleno, hubo cargos del Gobierno de Juan Vivas que defendieron en redes sociales dar “dos hostias en la cara” a quienes proporcionaban comida a los migrantes.

La formación critica asimismo las peticiones para impedir que se graben las actuaciones de militares y agentes de las fuerzas de seguridad. A su juicio, esas iniciativas supondrían conceder una “carta blanca” para actuar sin controles, en lugar de proteger legítimamente el trabajo de los uniformados. Ceuta Ya! sostiene que la grabación de las intervenciones constituye una cuestión relevante para conocer lo ocurrido y esclarecer posibles abusos.

El partido considera que en Ceuta se han producido actuaciones “cuando menos desproporcionadas” por parte de quienes tienen la obligación de hacer cumplir la ley. Por ello, cuestiona que la difusión de los audios haya provocado sorpresa y plantea que algunas actuaciones podrían haberse desarrollado al margen de las directrices del Ministerio de Defensa.

“Es muy probable que en nuestra ciudad se haya estado actuando de manera autónoma”, argumenta la formación, que reclama al Ministerio que investigue los hechos y depure las responsabilidades individuales que correspondan, con independencia de las actuaciones judiciales que se pongan en marcha.

El MDyC pide esclarecer los hechos y depurar responsabilidades

El Movimiento por la Dignidad y la Ciudadanía (MDyC), uno de los principales apoyos durante la legislatura para el Gobierno del PP, también ha expresado su preocupación por las grabaciones. La formación considera que, si se confirma lo que recogen los audios, podrían haberse producido actuaciones “desproporcionadas y muy graves” por parte de algunos militares contra personas migrantes.

El partido pide denunciar públicamente cualquier posible agresión y advierte de que estos hechos no solo afectan a la integridad de las víctimas, sino que también perjudican la imagen de la labor que el Ejército desarrolla en Ceuta desde las entradas masivas del 30 y 31 de julio.

“Si se comprueba que es cierto, podríamos estar ante unas actuaciones desproporcionadas y muy graves”, señala el MDyC, que recuerda que el Ministerio de Defensa ya ha anunciado que investigará lo ocurrido. La formación reclama que los hechos se esclarezcan y que se adopten las medidas correspondientes si se confirman las denuncias.

El MDyC también recuerda que el respeto a la dignidad de las personas migrantes ha sido una de sus reivindicaciones desde el inicio de la crisis. En este sentido, alude a las palabras del rey Felipe VI durante su visita a Ceuta, cuando defendió que estas personas debían recibir un trato digno y humano.

La formación localista apunta, además, que el pasado 27 de agosto solicitó la convocatoria de una Junta de Portavoces para promover un llamamiento institucional a la calma y condenar cualquier tipo de agresión.

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Qué dice el acuerdo entre EEUU, Dinamarca y Groenlandia que aumenta la influencia norteamericana en el Ártico

Qué dice el acuerdo entre EEUU, Dinamarca y Groenlandia que aumenta la influencia norteamericana en el Ártico

El texto también reafirma "la soberanía e integridad territorial del Reino de Dinamarca y reconoce que el pueblo de Groenlandia constituye un pueblo de conformidad con el derecho internacional, con derecho a la libre determinación"

DOCUMENTO - El acuerdo sellado por las tres partes en Naciones Unidas

Donald Trump lleva un año y medio mostrando sus ambiciones anexionistas con respecto a Groenlandia. En más de una ocasión ha amenazado con quedarse con el territorio de Dinamarca, un aliado de la OTAN, y al final no ha logrado esa soberanía ansiada sobre la isla.

Pero, ¿qué ha logrado? De acuerdo con el documento firmado por Dinamarca, Groenlandia y EEUU, que se ha hecho público este martes, el presidente de EEUU ha logrado expandir de forma notable su presencia e influencia militar en el Ártico.

Reconocimientos mutuos

El acuerdo recuerda “la larga historia de cooperación entre las partes, basada en su profundo respeto por la democracia, los derechos humanos y el Estado de derecho, así como los más de ochenta años de estrecha cooperación en materia de defensa, que ha contribuido a fortalecer la seguridad y la estabilidad de Estados Unidos, Groenlandia y el resto de la zona del Tratado del Atlántico Norte”.

El texto también reafirma “la soberanía e integridad territorial del Reino de Dinamarca y reconoce que el pueblo de Groenlandia constituye un pueblo de conformidad con el derecho internacional, con derecho a la libre determinación”. Y reconoce “las respectivas obligaciones y compromisos de las partes en virtud del derecho internacional, así como de los marcos jurídicos nacionales, la necesidad de proteger el entorno prístino de Groenlandia y los derechos económicos, sociales y culturales del pueblo de Groenlandia con respecto a sus tierras y su modo de vida, incluyendo la caza, la pesca y otras actividades y desarrollos tradicionales, culturales, históricos y futuros”.

De la misma manera, el acuerdo reconoce “las indispensables contribuciones históricas y actuales de los Estados Unidos a la seguridad y defensa de Groenlandia y del resto del área del Tratado del Atlántico Norte, incluidos los importantes sacrificios y los miles de millones de dólares gastados durante la mayor parte de un siglo, que se remontan a antes de la Segunda Guerra Mundial”.

Además, habla de la Segunda Guerra Mundial y la creación de la OTAN, “y el papel insustituible que desempeñan las fuerzas armadas de Estados Unidos en la defensa del territorio de Groenlandia, tanto ahora como en el futuro” y de las “contribuciones de los Estados Unidos a la cooperación e intercambios científicos y educativos mutuos, la cooperación en materia de minerales, la cooperación en desarrollo económico y promoción empresarial, y las alianzas culturales, y el compromiso de las partes de continuar una estrecha cooperación en el seno de la OTAN para garantizar la seguridad del Atlántico Norte”.

Presencia militar de EEUU

El documento constata “que la situación de seguridad en el Ártico está cambiando y que se necesitan mayores esfuerzos para garantizar la seguridad en la región en el futuro” y reconoce “el interés común de las partes en permitir que Estados Unidos tenga acceso militar al territorio de Groenlandia en la medida necesaria para defender la zona del Tratado del Atlántico Norte, Groenlandia y el continente americano, incluso mediante el establecimiento de un sistema de defensa de la Cúpula Dorada, y con el deseo de modificar y complementar aún más los Acuerdos de Defensa, a fin de fortalecerlos y reforzar su carácter permanente”.

Compromiso de la OTAN

“Las partes apoyan una mayor participación de la OTAN en el Ártico, incluido en lo que respecta a la planificación, la presencia, los ejercicios y la recopilación conjunta de inteligencia”, dice el texto.

Zonas militares de EEUU

“Se permitirá a los Estados Unidos modernizar y expandir sus actividades en la base espacial Pituffik”, dice el acuerdo, “se permitirá a los Estados Unidos establecer un Área de Defensa adicional en Narsarsuaq y Mestersvig, de conformidad con las modalidades y los detalles técnicos que acuerden mutuamente las partes; Estados Unidos podrá establecer zonas de defensa adicionales en Groenlandia y fortalecer sus operaciones o instalaciones militares. Cualquiera de las partes puede identificar la necesidad de una nueva zona de defensa para la defensa del área del Tratado del Atlántico Norte, Groenlandia y el continente americano. Dicha parte deberá presentar una propuesta que describa la ubicación, el alcance, el tamaño y los tipos de actividades de la zona de defensa propuesta, así como otras modalidades, tales como medidas de disuasión”.

Dado el caso, “las partes se reunirán para entablar consultas para decidir los detalles de implementación sobre la base de un acuerdo mutuo. Si no se llega a un acuerdo dentro de los 90 días en el Comité Permanente, las consultas se elevarán al nivel de viceministro, seguido del nivel de ministro”.

Contratos

“Estados Unidos adjudicará todos los contratos a empresas comerciales para bienes y servicios relacionados con el establecimiento, mantenimiento y servicio”, recoge el texto: “Sin limitarse a ello, se adjudicarán proyectos de construcción y desmantelamiento de zonas de defensa en Groenlandia a proveedores groenlandeses en la mayor medida posible, teniendo en cuenta la capacidad y viabilidad de dichos proveedores para ejecutar los contratos”.

Instalaciones militares de drones

“El Reino de Dinamarca, junto con Groenlandia, examinará las solicitudes para establecer instalaciones militares no tripuladas en Groenlandia fuera de las zonas de defensa mediante procedimientos acelerados de aprobación gubernamental. La solicitud deberá incluir una propuesta que describa la ubicación, el alcance, el tamaño y los tipos de actividades de la instalación militar no tripulada propuesta, así como otras modalidades, como medidas de disuasión”, señala el acuerdo.

Acceso, bases y sobrevuelos militares de Estados Unidos

En cuanto al acceso de Estados Unidos al resto del territorio de Groenlandia, el texto afirma: “Con el fin de garantizar el funcionamiento seguro y eficaz de las zonas de defensa, Estados Unidos gozará, para sus buques y aeronaves públicas, así como para sus fuerzas armadas y vehículos, del derecho de libre acceso y circulación entre las zonas de defensa a través de Groenlandia, incluidas las aguas territoriales, por tierra, aire y mar. Esto también podrá aplicarse a las instalaciones militares no tripuladas”.

Además, “los aviones de Estados Unidos podrán sobrevolar y aterrizar en cualquier territorio de Groenlandia, incluidas las aguas territoriales, y los buques de Estados Unidos podrán tener acceso submarino y moverse dentro de las aguas territoriales, sin restricción alguna, salvo acuerdo mutuo entre las partes”.

Asimismo, “los buques de Estados Unidos tendrán acceso adicional y libertad de movimiento dentro de las aguas territoriales según lo acuerden las partes en cada momento, en función de la situación militar para la defensa del área del Tratado del Atlántico Norte, Groenlandia y el continente americano, o para otros fines que las partes puedan acordar”.

“Estos derechos deben ejercerse de manera que se respete a la sociedad groenlandesa y su forma de vida, incluyendo la caza, la pesca y otras actividades tradicionales, culturales, históricas y futuras, en la mayor medida posible”, sostiene el acuerdo.

Seguridad de las zonas de defensa y prevención del espionaje

El acuerdo señala que las partes se comprometen a que el territorio aledaño a una zona de defensa “no se utilizará de manera que amenace la seguridad de dicha zona”. Para cumplir con este requisito, las partes se comprometen “a cooperar para garantizar la seguridad de las zonas de defensa. Estados Unidos tendrá derecho a expresar su preocupación con respecto a la construcción o el cambio de uso de cualquier edificio, instalación o construcción en las proximidades de una zona de defensa que amenace dicha zona”.

“Las partes colaborarán para contrarrestar el espionaje en Groenlandia”, afirma el documento: “Las autoridades competentes del Reino de Dinamarca mantendrán un contacto estrecho con las autoridades estadounidenses pertinentes y otros socios en la medida necesaria”.

Defensa de Dinamarca

Según el acuerdo, “el Reino de Dinamarca ha reforzado y seguirá reforzando sus posiciones de seguridad en el Ártico mediante un enfoque integral que abarca capacidades terrestres, marítimas, aéreas y espaciales. A través de una mayor presencia, una vigilancia mejorada y una mayor cooperación e interoperabilidad con los aliados de la OTAN, el Reino de Dinamarca continuará haciendo frente a las amenazas emergentes y contribuyendo a la estabilidad y seguridad colectivas en la región ártica”.

Bases militares tripuladas o no tripuladas de terceros

“Ningún Estado que no sea miembro de la OTAN podrá establecer su propia base militar o naval”, sentencia el acuerdo: “No se permitirán instalaciones militares no tripuladas en Groenlandia ni una presencia permanente de fuerzas militares en Groenlandia, a menos que las partes acuerden lo contrario. Dada la amenaza a la seguridad nacional y al orden público que suponen los crecientes esfuerzos de los adversarios por expandir su influencia y control en Groenlandia, las partes acuerdan que no se permitirá a los Estados o inversores de un Estado que no sea miembro de la OTAN, socio de la OTAN o Estado miembro de la UE tener control, influencia significativa o acceso a información no pública que pueda constituir una amenaza para la seguridad nacional o el orden público, a menos que las partes acuerden que las actividades de dichos Estados o inversores no constituirían una amenaza para la seguridad nacional o el orden público”.

Según el texto, “Groenlandia garantizará este objetivo en estrecha cooperación con las autoridades del Reino de Dinamarca en la aplicación de sus leyes de control de inversiones, tanto vigentes como futuras. Las autoridades competentes del Reino de Dinamarca mantendrán una estrecha consulta con las autoridades competentes de los Estados Unidos y otros socios”.

Carácter permanente del acuerdo

Según lo firmado, el acuerdo “no tiene fecha de finalización y solo podrá modificarse por mutuo acuerdo”. Y añade: “En caso de que Groenlandia ejerza su derecho a la autodeterminación para independizarse, el Gobierno del Reino de Dinamarca y el Gobierno de Groenlandia se asegurarán conjuntamente de que el Estado groenlandés independiente acepte permanecer en la OTAN, incluso solicitando su ingreso como miembro si fuera necesario, y asuma afirmativamente, a partir de la fecha de independencia, todos los derechos y obligaciones del Reino de Dinamarca especificados en este acuerdo”.

Entrada en vigor

“El presente acuerdo entrará en vigor en la fecha de una nota diplomática que informe a Estados Unidos de la finalización de los trámites parlamentarios necesarios por parte del Reino de Dinamarca junto con Groenlandia”.

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