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LUÍS NEVES: QUANDO AS EXPLICAÇÕES JÁ NÃO CHEGAM

Há crises políticas que resultam de uma única decisão errada. Outras resultam de um conjunto de acontecimentos que, isoladamente, poderiam eventualmente ser explicados, mas que, acumulados, criam uma realidade politicamente insustentável. O caso Luís Neves pertence claramente à segunda categoria.
O que verdadeiramente distingue esta crise não é apenas a gravidade de cada episódio. É a sucessão de factos, contradições, relações pessoais, decisões administrativas e explicações posteriores que foram surgindo ao longo das últimas semanas. E é precisamente essa acumulação que levanta uma pergunta inevitável: até quando pode Luís Montenegro manter no Governo um ministro cuja permanência se tornou, ela própria, um problema político para o Executivo?
Tudo começou com as obras numa propriedade em São Teotónio, no concelho de Odemira. O empreiteiro responsável, João dos Santos Carvalho, da Construbarcelos, não era um desconhecido de Luís Neves. A empresa tinha realizado trabalhos para a Polícia Judiciária durante o período em que Luís Neves dirigiu aquela instituição. Posteriormente, foi o mesmo empreiteiro a realizar obras na propriedade privada do atual ministro da Administração Interna.
A questão não é afirmar que uma relação pessoal ou profissional constitui, por si só, um crime. Não constitui. Mas a proximidade entre quem dirigia a Polícia Judiciária e um empresário cuja empresa recebeu contratos daquela instituição exige um escrutínio particularmente rigoroso. Quando essa mesma empresa passa depois a realizar obras na propriedade pessoal do antigo diretor nacional da PJ, a exigência de transparência torna-se ainda maior.
As obras no Alentejo levantaram outras dúvidas. Foram divulgadas informações relativas a 108 faturas, emitidas por 13 empresas, num valor superior a 23 mil euros. Durante algum tempo, uma das principais questões foi precisamente a ausência pública dos comprovativos de pagamento. Luís Neves afirmou ter pago cinco mil euros ao empreiteiro, mas a forma como determinados pagamentos foram realizados e a documentação disponível tornou-se objeto de escrutínio público.
Também a própria legalidade urbanística das obras foi questionada. A Câmara Municipal de Odemira confirmou que estava a averiguar a situação e que não existia processo de licenciamento ou comunicação prévia para as obras referidas. Luís Neves acabaria por admitir a necessidade de regularizar a situação.
Mas foi o episódio do atrelado que transformou uma polémica numa verdadeira crise política.
Um atrelado apreendido no âmbito da Operação Pacoba, relacionada com tráfico de droga, foi encontrado nas instalações da empresa Construbarcelos, pertencente precisamente ao empreiteiro amigo do ministro. A Polícia Judiciária abriu um inquérito para apurar as circunstâncias da situação.
Importa ser rigoroso: a PJ esclareceu que os produtos encontrados no interior do atrelado não eram estupefacientes. Contudo, o atrelado tinha sido apreendido numa investigação de combate ao tráfico de droga e continha materiais e produtos químicos associados à operação que levou à sua apreensão. A questão central não é, portanto, insinuar que o empreiteiro ou o ministro traficavam droga. Não há qualquer fundamento para essa afirmação. A questão é outra e é suficientemente grave: como chegou um bem apreendido pela Polícia Judiciária às instalações privadas de um empresário próximo do então diretor nacional da PJ?
Há ainda uma questão adicional, relacionada com a segurança do próprio atrelado e do seu conteúdo. Segundo foi noticiado, a Marinha não queria que o atrelado permanecesse nas suas instalações por razões de segurança. Perante essa preocupação, o atrelado acabou por ser transportado ao longo de vários quilómetros e armazenado nas instalações do empreiteiro, aparentemente sem condições adequadas de segurança ou de custódia.
Esta circunstância torna a decisão ainda mais difícil de compreender. Se existiam preocupações de segurança suficientemente sérias para levar a Marinha a recusar a permanência do atrelado nas suas instalações, como se considerou aceitável transportá-lo para um espaço privado, sem condições comparáveis e pertencente a um empresário com uma relação de proximidade com o então diretor nacional da PJ?
Luís Neves assumiu posteriormente ter autorizado a deslocação do atrelado, defendendo que a decisão permitiu poupar dinheiro ao Estado e afirmando que não existia qualquer problema com o atrelado enquanto este esteve na posse do empreiteiro. Mas essa explicação levanta uma pergunta inevitável: se estava tudo bem com o atrelado e com o seu conteúdo, por que razão a Polícia Judiciária foi imediatamente apreendê-lo quando soube que se encontrava nas instalações do empreiteiro?
A apreensão posterior não prova, por si só, que tenha existido qualquer irregularidade criminal. Mas demonstra que a situação era suficientemente sensível para justificar uma intervenção imediata das autoridades. E essa intervenção contradiz, pelo menos politicamente, a ideia de que se tratava de uma solução normal, segura e sem qualquer risco.
A explicação, contudo, não encerrou a polémica. Pelo contrário, colocou no centro do debate a relação entre a decisão administrativa, a entidade que beneficiou da guarda do bem, as condições de segurança do armazenamento e a amizade existente entre o então diretor nacional da PJ e o proprietário da empresa.
Quando um cidadão comum olha para este caso, é legítimo que pergunte se o mesmo tratamento teria sido dado a qualquer empresário sem qualquer ligação pessoal ao responsável máximo da Polícia Judiciária.
E as dúvidas não terminaram aí.
Surgiu depois a questão de uma viatura apreendida pela PJ e utilizada por Luís Neves. O ministro tinha afirmado, numa conferência de imprensa, possuir apenas um automóvel familiar com cerca de quinze anos. Posteriormente, tornou-se público que tinha outra viatura pessoal e utilizava ainda um automóvel que tinha sido apreendido pela Polícia Judiciária e posteriormente cedido ao Ministério da Administração Interna.
A questão deixou, assim, de ser apenas a utilização de uma viatura. Passou também a ser uma questão de credibilidade. Quando um governante presta esclarecimentos públicos e a informação posteriormente conhecida demonstra que a realidade é mais complexa do que aquela inicialmente apresentada, é inevitável que a confiança nas suas explicações seja afetada.
Também foram levantadas questões públicas sobre outros bens apreendidos e sobre a gestão e utilização de património proveniente de processos sob tutela da PJ. Todas estas matérias devem ser investigadas com rigor, sem julgamentos antecipados e sem condenações mediáticas. Mas há uma diferença fundamental entre respeitar a presunção de inocência e exigir responsabilidade política.
Um ministro não precisa de ser condenado por um tribunal para deixar de reunir condições políticas para permanecer no Governo.
É precisamente aqui que a responsabilidade passa diretamente para Luís Montenegro.
Porque mantém o primeiro-ministro Luís Neves no Governo?
Essa é hoje uma das perguntas mais importantes desta crise. Montenegro continua a manifestar confiança no ministro, apesar da sucessão de episódios, das investigações e do desgaste evidente da imagem do Governo.
A explicação poderá ser política: afastar Luís Neves poderia ser entendido como admitir que a escolha foi errada. Mas mantê-lo tem igualmente um preço. Cada nova revelação prolonga a crise. Cada nova contradição transforma o problema de um ministro num problema do próprio primeiro-ministro.
E é também impossível ignorar o comportamento da restante oposição.
O silêncio ou a contenção de alguns partidos perante uma crise desta dimensão merece reflexão. O Partido Socialista, em particular, não demonstrou a mesma intensidade política que tantas vezes manifesta perante casos de menor dimensão quando os protagonistas pertencem a outros quadrantes políticos.
É legítimo perguntar porquê.
Não significa afirmar que existe qualquer acordo oculto, comprometimento ou cumplicidade. Não existem elementos públicos que permitam fazer essa acusação. Mas politicamente é legítimo questionar se determinados silêncios resultam de uma estratégia de prudência ou do receio de que uma escalada do escrutínio sobre relações entre poder político, empresas e instituições possa trazer novamente à superfície outros casos do passado.
É neste contexto que o CHEGA decidiu assumir uma posição clara.
André Ventura exigiu a demissão de Luís Neves e alertou para o risco de perda de confiança dos portugueses nas instituições. O partido apresentou uma moção de censura e procurou colocar o caso no centro do debate parlamentar.
A comissão de inquérito proposta pelo CHEGA tem igualmente uma importância política fundamental. O Parlamento não pode limitar-se a assistir às revelações e esperar que o tempo resolva aquilo que a política tem obrigação de esclarecer. Uma comissão parlamentar de inquérito permitiria chamar responsáveis, analisar decisões, conhecer documentos e perceber como foi possível que um bem apreendido pela PJ fosse parar às instalações de um empresário próximo do seu então diretor nacional, em condições de segurança aparentemente inadequadas.
Mais do que uma iniciativa contra uma pessoa, trata-se de defender uma regra essencial: ninguém pode estar acima do escrutínio democrático.
O Presidente da República também deixou claro, através das intervenções e alertas dirigidos ao funcionamento das instituições e à necessidade de responsabilidade política, que Portugal não pode normalizar crises permanentes no Governo. A estabilidade não pode significar silêncio. A estabilidade não pode significar tolerar indefinidamente situações que fragilizam a confiança dos cidadãos.
A moção de censura apresentada pelo CHEGA deve, por isso, ser analisada para além do seu resultado aritmético.
Mesmo que não tenha condições para derrubar o Governo, tem um significado político inequívoco: o CHEGA recusou ser cúmplice, recusou fechar os olhos e posicionou-se claramente contra um Governo que prometeu rigor, transparência e exigência, mas que hoje mantém no seu interior um ministro envolvido numa sucessão de casos que continuam por esclarecer.
O CHEGA fez uma escolha política clara, não proteger o Governo apenas porque algumas das suas posições podem coincidir pontualmente com propostas defendidas pelo partido.
O Governo de Luís Montenegro deve ser avaliado pelos seus atos. E, neste caso, o ato mais relevante do primeiro-ministro é precisamente aquilo que ainda não fez.
Ainda não retirou Luís Neves do Governo.
E enquanto isso não acontecer, a crise continuará a ter dois protagonistas, Luís Neves, por tudo aquilo que ainda precisa de explicar, e Luís Montenegro, por continuar a decidir que essas explicações são suficientes.
Talvez sejam suficientes para o primeiro-ministro.
Mas a pergunta verdadeiramente importante é outra: serão suficientes para os portugueses?
Acho que não.

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Castração química: crueldade de palanque, fracasso de política pública

No último domingo, Flávio Bolsonaro se encontrou com Gustavo Villatoro, ministro da Justiça e Segurança Pública do governo de El Salvador. Após a conversa, que aconteceu em um hotel em São Paulo, o candidato elogiou as políticas de Segurança de Nayib Bukele, que, segundo ele, foi responsável por “implementar um dos maiores e mais eficazes resgates de soberania e devolver a segurança pública para o povo deles”.

Bukele, que se autodenomina “o ditador mais cool do mundo” é hoje um dos ícones da extrema direita punitivista, sendo celebrado por seu governo de Estado de exceção permanente, encarceramento em massa que já levou mais de 100 mil pessoas para as prisões, a suspensão de garantias processuais e violações de direitos humanos que têm sido reiteradamente denunciadas por organizações como a Human Rights Watch e a Anistia Internacional.

Essa “bukelização” da segurança pública – tema de encontro da Fiesp esta semana – é bastante presente nos discursos de Flávio Bolsonaro e em seu plano de governo, intitulado “Brasil sem Medo”. Entre as propostas repetidas aos gritos de “vagabundo” isso, “ladrãozinho” aquilo, pelo candidato em seus palanques, uma se destaca por ser ao mesmo tempo tão simbólica do espírito do tempo como ineficaz e inconstitucional: A castração química para estupradores e pedófilos.

Para começar, é necessário fazer uma diferenciação. A violência sexual contra crianças e adolescentes nem sempre é cometida por um “pedófilo”. Nem todo pedófilo é abusador. E nem todo abusador sexual é um pedófilo.

A pedofilia consta na Classificação Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID) e diz respeito aos transtornos de personalidade causados pela preferência sexual por crianças e adolescentes. O pedófilo não necessariamente pratica o ato de abusar sexualmente de meninos ou meninas. O abusador é quem comete a violência sexual – independentemente de qualquer transtorno de personalidade –, geralmente se aproveitando da relação familiar de proximidade social, ou da vantagem etária e econômica. Por isso, ao contrário do que se pensa, fazer essa diferenciação não significa “passar pano” pra pedófilo. Significa que qualquer um, mesmo sem transtornos de personalidade, pode ser um predador.

O Brasil enfrenta uma epidemia de estupros, como mostrou o último Anuário da Segurança Pública. Foram 87.545 vítimas de estupro e estupro de vulnerável contabilizadas, com cerca de 76% a 78% das vítimas menores de 18 anos ou que se enquadram na definição legal de vulnerabilidade (menores de 14 anos ou pessoas que não podem oferecer consentimento). O Mapa Nacional da Violência de Gênero, que foi divulgado no último dia 25, também traz que quase 29 milhões de mulheres foram vítimas de violência doméstica ou familiar no Brasil nos últimos 12 meses. Quando se fala em violência sexual contra crianças e adolescentes, 64% dos casos de estupro de vulneráveis também são cometidos dentro de casa.

Mas a proposta de Flávio, requentada da campanha de seu pai e de projetos de lei que tramitam na Câmara e no Senado, e embalada como resposta “firme” contra estupradores, é, na verdade, uma fraude.

Primeiro porque ela parte da ideia de que a violência sexual nasceria de um impulso masculino descontrolado, de um suposto excesso biológico que poderia ser domesticado por intervenção hormonal.

A castração química nada mais é do que um procedimento que se caracteriza pela manipulação de hormônios que buscam reduzir, temporariamente, o nível de testosterona. Essa redução pode acarretar, entre outros efeitos colaterais, em redução da libido ou da ereção. E, embora adotada em alguns países como pena voluntária ou condicional para liberdade (Como nos Estados Unidos, Coreia do Sul e Polônia) em casos de estupro, a aplicação e eficácia da medida não possui evidência científica comprovada e está longe de ser consenso entre profissionais da saúde e juristas, que consideram a prática uma pena cruel e degradante e que viola a Constituição Federal e a Convenção Americana sobre Direitos Humanos.

Vale lembrar que a castração química era empregada compulsoriamente contra homossexuais em diversos países da Europa entre os anos de 1940 e 1960, onde a homossexualidade era proibida. Um dos casos mais conhecidos foi o do matemático britânico Alan Turing, responsável por decifrar códigos nazistas na Segunda Guerra Mundial, que foi condenado por “indecência grave” em 1952 e submetido ao procedimento, o que contribuiu para o seu suicídio em 1954.

Durante o regime nazista na Alemanha, experimentos de castração química e cirúrgica também foram realizados em prisioneiros.

A biologização dos desejos, da sexualidade, da orientação sexual, do gênero, da potência e da libido têm sido uma chave para variadas narrativas da extrema direita ao longo da história, mas tem ganhado força atualmente. É o homem que só é homem se tiver um pênis, a mulher que só é mulher se tiver uma vagina, a orientação sexual fixada nas genitálias, os úteros que deveriam estar à disposição da reprodução independente da vontade das pessoas acopladas a eles, as festas de testosterona do Vale do Silício como um culto à masculinidade, o “High-T Department of War” de Trump, o determinismo genético — a lista é longa e perigosa.

Outra característica dessas narrativas é a de oferecer soluções “fáceis”, quase mágicas e imediatas para problemas complexos. Como disse a coordenadora institucional do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Juliana Martins, em entrevista ao Podcast Pauta Pública, os crimes sexuais no Brasil estão ligados mais à cultura que à biologia. “As violências tanto contra as mulheres quanto contra crianças e adolescentes, nesse contexto sexual, são resultado de um processo histórico de naturalização dessas violências, que têm uma construção cultural e social na base de tudo isso” definiu.

Não existe um hormônio que carrega em si códigos de instrução para cometer um crime e diversos estudos psicológicos e mesmo criminológicos apontam que a motivação principal por trás dos crimes sexuais não é a satisfação de um impulso, mas a busca por controle, poder, dominação e humilhação das vítimas. Faz porque pode. Porque é mais forte. Porque acha que tem posse. É preciso evitar a violência antes que ela aconteça e isso pede outros tipos de políticas públicas.

Lacan costumava dizer que “a anatomia não é o destino”. Para ele, o que define a sexualidade humana é como o sujeito se posiciona diante da linguagem. Os hormônios podem ditar a intensidade de um impulso decorrente da libido ou da agressividade física de base, mas é a mente humana, moldada pela cultura, escolhas e valores, que decide como canalizar essa energia. A violência sexual é um ato de dominação, poder e falta de consentimento, legitimada social e culturalmente. Não um mero processo biológico controlável.

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The technology behind roulette’s move from casino floors to web browsers

Image source: Pexels

Roulette looks simple from the other side of a screen. A wheel turns, a ball settles, and the table records the result. Recreating that sequence in a browser, however, requires several systems to agree at exactly the right moment. Graphics, game logic, account data, and network communication all have to work together without making the machinery visible.

The result is a useful example of Europe’s wider shift from location-based services to software platforms. A familiar physical product has not merely been filmed or copied; it has been rebuilt as a responsive digital service.

The browser became a capable game platform

Older web games often depended on plug-ins and desktop software. Modern browsers can handle animated graphics, encrypted connections, and real-time updates directly. That removed a major barrier for table games: users no longer had to install a dedicated program for every platform.

Responsive design then allowed the same underlying game to adapt to laptops, tablets, and phones. Controls can move, table proportions can change, and information can be prioritized according to screen size. The wheel remains central, but the interface around it is fluid.

A physical rhythm becomes a data sequence

Our reporting on how newer online platforms challenge established operators highlighted the role of differentiated products and payment options. Technical reliability is the quieter part of that competition. A novel interface has little value if a session disconnects or an account update is delayed.

One interface has to serve several networks

Browser delivery means the product cannot assume one machine, connection, or input method. A fiber-connected desktop and a phone on a mobile network may request the same game but need different image sizes, control spacing, and recovery behavior. Responsive layout handles appearance; resilient session management handles what happens when the connection changes mid-action.

Regional delivery adds another layer. Language, permitted formats, account information, and payment options can vary by market. Those differences should be resolved before the interface presents an option; otherwise, a user may travel through several screens only to discover that the selected feature is unavailable.

A collection such as Royal Vegas online roulette demonstrates how one historic game can be represented through multiple digital formats. Underneath the visual differences, each round depends on a controlled sequence: accept selections, close the round, generate or receive the outcome, settle the result, and update the account record.

Timing is essential. If the animation gets ahead of the server state, the experience feels unreliable. If every action waits visibly for a distant response, it feels sluggish. Developers therefore use local animation to maintain flow while authoritative systems preserve the actual game state.

Streaming added another technical layer

Live-dealer versions introduce video production and low-latency transmission. Multiple camera angles, table data, and user controls must remain synchronized. A delay of a few seconds that barely matters to ordinary video can be disruptive when a betting window is closing.

Trust depends on synchronised records

The visual wheel is only one representation of an event recorded by back-end systems. Account balance, game state, and transaction history have to agree on what occurred. If a page refresh produces a different view, the service needs to recover from the authoritative record and explain the correction clearly.

Security is woven through that process. Encrypted connections protect data in transit, authentication limits access to the account, and monitoring helps identify abnormal traffic. These controls should operate without turning every ordinary action into a maze of prompts. The challenge is to add friction where risk is high and remove it where repetition adds no protection.

Live formats increase the coordination burden because video, table events, and user controls travel through different technical layers. A short delay is not always avoidable, but the interface can show whether a selection was received and when betting has closed. A clear state is more important than pretending latency does not exist.

Roulette's browser migration therefore reflects a broader European software question: how can a regulated service remain consistent across devices and borders? The answer lies less in spectacular animation than in dependable records, transparent availability, and interfaces designed for imperfect networks.

For a plain-language look at one part of this system, web.dev's introduction to WebSockets explains how a browser and server can keep a two-way connection open, allowing either side to send data when it is ready. That makes the technology relevant to interactive products where timely updates matter more than repeatedly loading a conventional page.

Technology changes the market around the game

Roulette’s move to the browser is therefore not a story about replacing a wooden wheel with an animation. It is about rebuilding an entire service around networks, responsive interfaces, and auditable data—while keeping the result familiar enough to understand at first glance.

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Tradição, música e fé nas Festas em Honra de Nossa Senhora da Visitação na aldeia de Odeleite

A aldeia de Odeleite vai receber as tradicionais Festas em Honra de Nossa Senhora da Visitação no próximo fim de semana, entre os dias 4 e 6 de setembro, com um programa festivo repleto de música, tradições e iniciativas religiosas.

No primeiro dia, a feira abre portas pelas 18h00 com produtos regionais do concelho, seguindo-se um baile com Filipe Romão. À noite sobe ao palco o Rancho Folclórico do Azinhal, pelas 21h30, antecedendo o espetáculo do DJ Nuno Silva com a sua Tour Anos 80, pelas 22h30.

A 5 de setembro, o dia começa com a segunda edição do passeio de motorizadas, que parte de Odeleite pelas 09h00, com um percurso que vai percorrer os principais pontos daquela que é a maior freguesia do concelho.

Após a abertura da feira, o baile ficará a cargo dos Acordeanima, enquanto a atuação principal da noite será realizada pela artista portuguesa Joana D’Arc.

O grande destaque destas festas tradicionais vai decorrer no domingo, dia 6 de setembro, com a procissão em Honra de Nossa Senhora da Visitação pelas ruas da aldeia de Odeleite, pelas 19h00. A feira e o baile com Luís Godinho decorrem pelas 19h00, enquanto à noite haverá espetáculo com o grupo As Vozes, pelas 22h30.

As Festas em Honra de Nossa Senhora da Visitação contam com a organização da Junta de Freguesia local, do Município de Castro Marim, da Paróquia de Odeleite e da Associação Social da Freguesia de Odeleite.

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Mais visitantes e nova dinâmica marcaram mais uma edição de sucesso dos Dias Medievais em Castro Marim

O centro histórico, o Castelo e o Forte de São Sebastião foram os protagonistas da 27.ª edição dos Dias Medievais em Castro Marim, que recebeu milhares de visitantes entre os dias 26 e 30 de agosto, marcada por uma nova dinâmica que proporcionou uma viagem única ao passado.

O cenário único de Castro Marim, envolvido na Reserva Natural do Sapal, foi o palco principal deste evento âncora organizado pelo Município, que trouxe muita história e magia durante os cinco dias mais aguardados da agenda cultural da região algarvia, que este ano teve um aumento substancial no número de visitantes.

Reis e rainhas, cavaleiros de armaduras reluzentes, bobos e jograis, comerciantes, monges, damas e nobres e ainda criaturas demoníacas e mágicas deambularam por todo o recinto com as suas animações, naquela que é considerada como uma das maiores e melhores recriações históricas do país, que cada vez mais atrai público estrangeiro.

O Município de Castro Marim apostou no rigor e investiu na segurança e qualidade, que são as bandeiras deste evento, com o reforço da segurança privada, nas equipas de intervenção médica rápida e de socorro com desfibrilhadores, bombeiros e forças de segurança, que contavam com um sistema de comunicação para a proteção de visitantes.

A lateral da Igreja de Nossa Senhora dos Mártires serviu de palco para o ato de abertura do evento, que contou com a participação da Ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes.

A edição deste ano contou com uma nova dinâmica em todo o recinto, com investimento em infraestruturas e decoração, além de novidades na programação e nos grupos de animação que proporcionaram espetáculos únicos e que recolhiam emoções fortes junto do público.

O Castelo de Castro Marim, Património Nacional, mantendo a sua autenticidade, acolheu as representações de mais de 45 artes e ofícios num palco único e inigualável, desde o ferreiro às crianças aprendizes da Tecelã acompanhadas pela geração mais sábia, num cenário vivo.

Além de grandes espetáculos como os torneios medievais a cavalo, com a participação especial da Guarda Nacional Republicana no sábado para uma performance única, que foram diariamente um elemento de atração para os visitantes, estavam patentes as exposições de Instrumentos de Tortura e Punição com uma nova roupagem e a da Primeira Sede da Ordem de Cristo.

O Castelo abrigou ainda os banquetes medievais, que decorreram num espaço exclusivo e à luz misteriosa das tochas, com uma ementa que reuniu as melhores iguarias da época, acompanhadas de performances de grupos de animação, sempre com lotação esgotada muito rapidamente.

Entre os grandes destaques deste ano esteve o tradicional desfile, que ocorreu no primeiro e no último dia do evento, considerado como uma das melhores oportunidades para absorver este universo de imaginação e fantasia, que nesta edição mostrou novidades e a participação mais marcadas das coletividades, associações, clubes locais e Juntas de Freguesia.

A animação continua a ser outra das grandes e fortes apostas dos Dias Medievais em Castro Marim, que se distingue de outros eventos do género graças à exclusividade com alguns dos 30 grupos de animação nacionais e internacionais.

Uma vez que este é considerado um evento para toda a família, a programação incluía espaços e atividades de animação infantil com oficinas, jogos, carrosséis e outras diversões, sendo zonas que exigem um maior resguardo e áreas mais acauteladas, para que os mais pequenos pudessem usufruir das experiências, tanto no Castelo como fora dele, com a participação especial da mascote Marim.

Os Dias Medievais em Castro Marim terão sido um dos primeiros EcoEventos do país, por desde sempre disponibilizar um copo de barro diferente em cada edição, e este ano não foi exceção, pretendendo continuar no futuro, com o objetivo de apelar à máxima redução de resíduos e à utilização de materiais reutilizáveis.

O programa contava com centenas de exibições, num evento que envolveu dezenas de estabelecimentos e associações, figurantes, funcionários da Câmara Municipal de Castro Marim, forças de segurança, artistas, empresas, castromarinenses e muitos outros, que enriquecem e distinguem este evento, tornando-o numa experiência única e inesquecível e um verdadeiro regresso à época mais intrigante e misteriosa da nossa história.

Com o final de mais uma edição de sucesso dos Dias Medievais em Castro Marim, já se começa a pensar na próxima, que certamente trará muitas novidades em 2027 e fica a vontade de fazer mais e melhor a cada edição.

O Município de Castro Marim reconhece e agradece a dedicação e empenho a toda a estrutura da autarquia e a participação ativa da comunidade e das associações, que tornam possível a realização dos Dias Medievais.

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