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Santa Casa da Misericórdia de Barcelos ganha prémio de 10.500 euros com projeto que promove saúde mental na infância

A Santa Casa da Misericórdia de Barcelos (SCMB) foi reconhecida com o Prémio BPI Fundação “la Caixa” – Infância, com um projeto que promove a saúde mental na infância.

O Prémio BPI Fundação “la Caixa” – Infância reconhece o compromisso da instituição em “antecipar e combater dificuldades de aprendizagem”, atribuindo um apoio financeiro de 10.500 euros.

O provedor da SCMB, Nuno Reis, foi o porta-voz da satisfação da instituição pelo reconhecimento validado: “Este prémio é um estímulo ao trabalho desenvolvido. Voltarmos a ser agraciados, num espaço de tempo relativamente curto, e numa das principais áreas de ação da Santa Casa, é algo de notável e que gostaria de dedicar a cada uma das pessoas que ao longo destes anos têm sabido inovar, percebendo a importância de fazermos bem as coisas boas”.

O projeto Fora da Caixa 2.0 – Laboratórios transformadores tem como objetivo geral “promover a saúde mental e o desenvolvimento adaptativo da criança, mitigando as situações de vulnerabilidade social nas práticas parentais e no bem-estar psicológico infantil”.

Intervindo e envolvendo, nesse processo, comunidade, profissionais de educação, famílias e crianças, o projeto integra abordagens da psicologia educacional, educação inclusiva, promoção da saúde mental e desenvolvimento comunitário.

Concretamente, o Fora da Caixa 2.0 – Laboratórios Transformadores pretende “promover a saúde mental infantil, através de acompanhamento psicológico e laboratórios de regulação emocional”; “reforçar competências pedagógicas e práticas inclusivas de agentes educativos (Laboratórios Profissionais)”; “desenvolver a Plataforma Digital (Laboratório Digital)”; e “capacitar pais/mães/cuidadores/as para práticas parentais positivas (Laboratório Parental)”.

A Santa Casa da Misericórdia de Barcelos foi uma das 32 instituições sociais distinguidas, entre 170 candidaturas apresentadas na edição deste ano.

A distinção acontece pela segunda vez, num espaço curto de tempo, depois de, em finais de 2023, ter sido reconhecido o projeto “Fora da Caixa”.

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Adiada sentença de ex-autarca de Barcelos julgado por ajustes diretos a uma empresa de segurança privada

O Tribunal de Braga adiou, hoje, a leitura do acórdão, prevista para a próxima sexta-feira, do ex-presidente da Câmara de Barcelos, Miguel Costa Gomes que foi julgado num caso de ajustes diretos a uma empresa de segurança privada.

O processo envolve, ainda, o seu então vice-presidente, Domingos Pereira, sendo que ambos estão acusados de prevaricação por titulares de cargos políticos e de abuso de poder.

Neste caso dos ajustes diretos a uma empresa de segurança privada, e conforme O MINHO reportou, o Ministério Público (MP) pede que o autarca e os ex-vereadores socialistas sejam inibidos de exercer funções públicas e exige, ainda, a devolução ao Estado, de cerca de 450 mil euros, que diz terem sido obtidos ilicitamente.

Em causa está o alegado favorecimento à empresa de segurança privada GProtect, de Barcelos, que o MP considera ter sido criada exclusivamente para os ajustes diretos, distorcendo a livre concorrência, em conluio com o ex-presidente, Miguel Costa Gomes, do então vice-presidente, Domingos Pereira, dos ex-vereadores do PS Maria Armandina Saleiro e Alexandre Maciel, e do adjunto da presidência, Vasco Real (sobrinho do ex-presidente).

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É de Barcelos e está a representar Portugal em projeto de design sustentável na Tailândia

O barcelense Pedro Ferreira Martins, da Universidade do Minho, está a representar Portugal no programa de design sustentável e intercâmbio cultural “Weaving Futures”, que reúne estudantes de dez países na Tailândia.

Em comunicado, a academia minhota explica que a agenda inclui, até 25 de outubro, um workshop intensivo em Banguecoque, experiências de imersão cultural e técnica em Chiang Mai e uma residência criativa de novo na capital tailandesa.

O objetivo é cruzar saberes do artesanato, diferentes culturas, design criativo e práticas sustentáveis para responder melhor aos desafios ambientais, sublinha o comunicado.

Pedro Ferreira Martins frequenta o 3.º ano da licenciatura em Design de Produto na Escola de Arquitetura, Arte e Design da UMinho, é de Barcelos e participa na iniciativa com apoio do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua.

O programa “Weaving Futures: a cross-cultural journey in sustainable design” é promovido pelo núcleo tailandês da EUNIC (EU National Institutes for Culture) e cofinanciado pela União Europeia. Junta alunos de instituições de nove países europeus (Áustria, Bélgica, Dinamarca, França, Alemanha, Itália, Espanha, Reino Unido e Portugal) e do país anfitrião.

É de Barcelos e está a representar Portugal em projeto de design sustentável na Tailândia
Os participantes do programa. Foto: Princess Maha Chakri Sirindhorn Anthropology Centre

Esta metodologia prática e de intercâmbio visa colocar os alunos em contacto direto com o património artístico e os saberes locais, desafiando-os a integrá-los em propostas inovadoras de design contemporâneo que partilhem um compromisso firme com a responsabilidade ambiental. Os participantes trabalham também em pares, orientados por profissionais de ambos os continentes, para desenvolver novas visões e protótipos.

Estes trabalhos serão finalizados e apresentados publicamente naquele país asiático, no âmbito da Galleries’ Nights Bangkok (20 e 21 de novembro) e da Chiang Mai Design Week (5 a 13 de dezembro).

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Chove dentro do novo Mercado de Barcelos inaugurado há 1 mês após obras de 4,8 milhões

Ontem, choveu dentro do Mercado Municipal de Barcelos, que reabriu há cerca de um mês, após obras de requalificação de 4,8 milhões de euros.

Imagens partilhadas nas redes sociais mostram a água a cair com intensidade do telhado, alagando os corredores.

Vídeo: Celeste Costa / Facebook

Contactada por O MINHO, a Câmara de Barcelos garante que as “infiltrações não afetaram nenhum operador do Mercado, pelo que não causaram qualquer prejuízo”.

“Tendo em conta que a obra ainda se encontra dentro do prazo de garantia, o empreiteiro foi contactado de imediato pela Câmara Municipal e comprometeu-se a proceder em conformidade para corrigir a situação com a maior urgência”, acrescenta a autarquia.

Recorde-se que o Mercado Municipal de Barcelos foi inaugurado no dia 31 de agosto, Dia da Cidade, e abriu ao público em geral no dia 05 de setembro.

Derrapagem de cinco anos e 2,9 milhões

Como O MINHO noticiou, as obras de requalificação que custaram 4,8 milhões de euros e começaram em fevereiro de 2020.

Em relação ao inicialmente previsto, há uma derrapagem de cinco anos no prazo de execução e de 2,9 milhões de euros no investimento.

Uma derrapagem que o município justifica com o facto de o concurso lançado pelo anterior executivo (PS) não respeitar a legislação atual e conter “deficiências técnicas que impediam a reabertura” do mercado.

O concurso público foi lançado em 2018, quando a Câmara de Barcelos era liderada pelo Partido Socialista (PS).

“Após a conclusão da referida empreitada, e já durante o primeiro mandato do executivo municipal liderado pela coligação PSD/CDS-PP/BTF, verificou-se que o concurso lançado pelo anterior executivo não respeitava a legislação atual e continha deficiências técnicas que impediam a reabertura do Mercado Municipal”, explicou o município.

Houve, assim, necessidade de lançar novo concurso e de promover obras adicionais, aumentando o prazo de execução da obra e inflacionando os custos.

O investimento foi financiado em 3,2 milhões de euros por fundos europeus.

Enquanto decorreram as obras, o mercado funcionou em instalações provisórias.

A intervenção incidiu sobre os dois principais pátios interiores, que passaram a ser cobertos e encerrados através de estruturas metálicas, madeira e vidro, com soluções de controlo térmico e iluminação natural.

“Estas novas estruturas permitem proteger os espaços da chuva, vento, frio e excesso de exposição solar, reduzindo simultaneamente o impacto visual da intervenção sobre a envolvente”, sublinhou o município, em comunicado, na altura da inauguração.

Acrescentou que os espaços centrais ganharam também “maior versatilidade” e passaram a poder acolher, para além da atividade regular do mercado, feiras, exposições, atividades culturais e outros eventos.

“A reabilitação pretendeu conciliar a preservação do valor arquitetónico do mercado com a sua adaptação às exigências contemporâneas, assegurando melhores condições de utilização e reforçando a sua capacidade para acolher novas funções e dinâmicas”, lia-se ainda no comunicado.

Segundo o município, o mercado, além de um espaço de comércio, foi pensado para se tornar num “verdadeiro ponto de encontro da comunidade”.

Com Lusa

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