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Preços mais caros não travam consumo: meses de verão com aumentos de 6 cêntimos na gasolina e 9 cêntimos no gasóleo, mas vendas subiram

No espaço de 12 meses, encher um depósito de 50 litros com gasolina ficou €15 mais caro, e passou de €85 para €100. Ainda assim, segundo a Direção Geral de Energia e Geologia (DGEG), em agosto o consumo de gasolina 95 aumentou 4,4% neste mês, relativamente ao período homólgo do ano anterior, enquanto o gasóleo aumentou 1%

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⛽Gasóleo volta às subidas, mas gasolina desce na próxima semana


O gasóleo deverá subir cinco cêntimos e a gasolina descer 1,5 cêntimos na próxima segunda-feira, tendo em conta o ajustamento no apoio temporário e extraordinário do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e Energéticos (ISP), de acordo os dados avançados pela Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis (Anarec), ao ECO. Assim, quando for abastecer deverá pagar 2,198 euros por litro de diesel e 2,095 euros por litro de gasolina simples 95.

Tendo em conta que o mercado antecipava um comportamento díspar dos dois combustíveis, o Governo aumentou o desconto sobre o gasóleo em 0,56 cêntimos e sobre a gasolina desceu em 0,61 cêntimos.

Na portaria, publicada esta sexta-feira em Diário da República, o Governo explica que a partir de segunda-feira passam a vigorar descontos para o gasóleo rodoviário e gasolina que são de “102,11 euros e de 71,90 euros por mil litros, respetivamente”. Esta semana, o apoio em vigor era de 96,47 euros para o gasóleo e de 78,04 euros para a gasolina por cada mil litros.

Esta decisão resulta da “perspetiva de que na próxima semana se irá registar uma subida do preço do gasóleo rodoviário e uma descida do preço da gasolina sem chumbo”. O gasóleo, o combustível mais usado em Portugal, de acordo com os dados do Automóvel Club de Portugal (ACP), iria subir 4,5 cêntimos e a gasolina descer 1,5 cêntimos. Mas fonte do mercado avançou ao ECO uma previsão ligeiramente diferente: uma subida de 3,5 cêntimos para o diesel e uma descida de três cêntimos para a gasolina.

Até ao final do ano, sempre que os combustíveis subam mais de dez cêntimos face aos preços registados na semana de 2 a 6 de março, antes do ataque concertado dos Estado Unidos e de Israel ao Irão, que levou à disseminação do conflito pelo Médio Oriente e ao encerramento do Estreito de Ormuz, o Governo descerá o ISP no valor equivalente à subida do IVA em virtude do aumento dos preços. O prolongamento do apoio até final do ano foi aprovado, a semana passada, pelo Parlamento.

Desde a semana de 2 a 6 de março, o gasóleo regista um aumento acumulado de 51,8 cêntimos e a gasolina de 40,7 cêntimos, sem ter em conta as previsões para a próxima semana.

Os contratos futuros do Brent, que servem de referência para o mercado europeu, para entrega em dezembro, fecharam esta sexta-feira com uma subida de 3,65%, para os 109,79 dólares, o valor mais elevado desde 19 de maio. Mas o barril chegou a atingir os 110 dólares por barril, na sexta, pela primeira vez desde maio, devido aos receios de que a escalada das tensões no Médio Oriente possa restringir ainda mais a oferta.

“Relatos israelitas sugerem que o Irão poderá estar a preparar um ataque preventivo, na sequência de movimentos militares invulgares detetados pelos serviços de informação ocidentais. Embora não confirmados, estes desenvolvimentos reforçam a nossa opinião de que os riscos persistentes de escalada continuarão a sustentar os preços do petróleo bruto”, sublinhou a consultora Energy Aspects, numa nota aos investidores, citada pela Reuters.

A tensão crescente na região tem alimentado os receios de escassez da oferta. A Agência Internacional de Energia concordou em avançar com a libertação dos restantes 100 milhões de barris de petróleo no âmbito de uma intervenção coordenada lançada em março, na sequência de esforços de pressão por parte de responsáveis norte-americanos. Mas, dados revelam que as reservas de crude dos EUA diminuíram 8,6 milhões de barris na semana passada, registando a maior queda desde fevereiro, o que veio adicionar mais pressão no mercado.

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IL quer que postos de combustível divulguem peso dos imposto

Partido critica medida do Governo como "altamente paternalista" e quer que os postos mostrem o peso fiscal por litro — não o desconto do ISP em vigor desde sábado.

© MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

A Iniciativa Liberal propõe ainda revogar as coimas de entre 1.000 euros e 3.000 euros previstas no decreto-lei para os postos que afixem informação falsa, incorreta ou desatualizada sobre o desconto do ISP
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PM apoia compras conjuntas de gás e reforço da refinação

Montenegro rejeitou, esta quinta-feira, compras conjuntas de petróleo "solução". Esta sexta, defendeu a compra conjunta de gás e o reforço da refinação europeia para reduzir o preço dos combustíveis.

© CHRISTOPHER NEUNDORF/EPA

Estas são duas medidas em cima da mesa na estratégia do executivo comunitário para atenuar os elevados preços energéticos na União Europeia
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Energia. Leyen anuncia compras conjuntas para baixar preços

Compras agregadas de energia no curto-prazo, nuclear e renováveis no médio prazo, e a libertação de 100 milhões de barris de petróleo e gasóleo sõ algumas das medidas assumidas por von der Leyen.

© OLIVIER HOSLET/EPA

A dirigente europeia reiterou ainda a defesa de uma rede de distribuição de energia melhor e mais eficiente
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