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À beira da catástrofe a França intensifica a repressão contra o dissenso político

Macron, com 15% de aprovação, prepara guerra com Rússia e dissolve associação Egalité et Réconciliation de Alain Soral por “extremismo político”.

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Macron é, hoje, muito possivelmente, o presidente mais impopular do planeta, contando com apenas 15% de aprovação, segundo uma enquete Ipsos BVA-Cesi. Sob seu comando, a França se depara com a estagnação econômica (crescimento de 0,6% em 2025) e com o endividamento (120% do PIB). Sob Macron, a França viu também a desindustrialização acelerada do país, com as indústrias correspondendo a apenas 9% do PIB, menor patamar da União Europeia, e não surpreendentemente, o poder de compra despencou, com metade dos franceses dizendo que sua renda dá apenas para o essencial e apenas 70% dos cidadãos em idade ativa ocupando um posto de trabalho, atualmente.

Como se isso já não fosse o bastante, em aproximadamente 10 anos de governo Macron, aproximadamente 4 milhões de imigrantes entraram no país (muitos dos quais não trabalham, mas recebem benefícios sociais); quantia que torna impossível a absorção econômica bem como a assimilação etnocultural dos recém-chegados. Naturalmente, ao descontrole imigratório estão vinculadas taxas de criminalidade, favelização de centros urbanos e aumento das tensões sociais. Muitos franceses étnicos sentem-se demograficamente substituídos em sua terra natal, e não por acaso, tudo indica que Marine Le Pen ganhará (finalmente) as eleições presidenciais francesas em 2027.

Não sabemos quais seriam os resultados de uma presidência Le Pen e é razoável ser cético a respeito, mas claramente o atual curso da França é perigosíssimo, inclusive em sua política externa.

Gradualmente, nos últimos 2 anos, começaram a aparecer inúmeros sinais de que Macron estaria preparando o país para uma guerra com a Rússia. O governo francês criou um serviço militar voluntário e aprovou a expansão das forças armadas permanentes a 275 mil homens, bem como um aumento orçamentário para a defesa. O general Fabien Mandon, do Estado-Maior, afirmou em 2025 que a França deveria se preparar para um conflito de alta intensidade com a Rússia no prazo de três a quatro anos, e agora em setembro de 2026 Macron declarou que a França “poderia” se tornar alvo de drones explosivos. Constantemente, também, se ouve discursos sobre a necessidade de transformar a economia francesa numa “economia de guerra”.

Por isso, talvez seja surpreendente para muitos (mas não para nós) que em meio a tudo isso que tem acontecido no país, o governo Macron ainda encontre tempo para a implementação de um aparato de censura e repressão de níveis totalitários.

Sua nova vítima é a associação Egalité et Réconciliation (Igualdade e Reconciliação), criada pelo sociólogo e escritor Alain Soral. A associação se identifica como “nacionalista de esquerda” e tem como principal slogan “esquerda do trabalho, direita dos valores”, apelando a uma superação da falsa dicotomia entre esquerda e direita e, ainda mais importantemente, por uma reconciliação nacional entre todos os setores sociais; em anos recentes, ela esteve envolvida nas manifestações dos Coletes Amarelos, em algumas atividades ligadas ao partido Reagrupamento Nacional (apesar de, simultaneamente, manter uma postura de “crítica construtiva” contra certas tendências sionistas e liberais presentes no partido) e à militância pró-Palestina.

Ocorre que, no dia 9 de outubro, o Ministro do Interior do governo de Macron, Laurent Nuñez, anunciou a abertura de um procedimento de dissolução contra a associação Egalité et Réconciliation, sob a acusação de “extremismo político”. A sua equipe jurídica recebeu um prazo de 1 semana para se defender, e a decisão a respeito deve ocorrer, ainda, em outubro.

O próprio Alain Soral é uma figura de elevado espírito inconformista, razão pela qual já foi vítima de incontáveis perseguições judiciais – dezenas de fato – majoritariamente por “delitos de opinião”, ou seja, por comentários críticos contra pessoas específicas ou “minorias protegidas”. Em condenações, Soral já acumulou milhões de euros a serem pagos em indenização para ONGs globalistas diversas, soma obviamente impagável, bem como já foi encarcerado algumas vezes, também pelos mesmos motivos. A perseguição judicial foi tão intensa que Soral teve que se exilar de sua pátria, primeiro na Suíça e depois na Rússia.

Agora, para além das justificativas oficiais, por qual motivo o Estado francês baniria uma organização relativamente pequena e de poucos recursos financeiros?

É possível analisar o “ângulo” da presença de Alain Soral na Rússia, em mais de um sentido. Primeiro, porque ao estar na Rússia Soral finalmente tornou-se imune à constante perseguição judicial e às ameaças de prisão que ele sofria na França, ao mesmo tempo em que seguia tomando parte ativa no debate político e cultural francês, mesmo à distância. Nisso, ele era capaz de exercer e expandir a sua influência, “sob a proteção dos russos”, o que certamente alimenta as típicas paranoias atuais da elite francesa sobre uma “guerra informacional” russa.

Existe, porém, também um aspecto interno. Recentemente, Alain Soral voltou a ser bastante comentado pela mídia francesa por dois motivos. Um é o “caso Bardella”, o qual diz respeito à descoberta de supostos escritos “politicamente incorretos” de Jordan Bardella, presidente do partido Reagrupamento Nacional, e à informação de que em sua juventude a principal influência intelectual de Bardella era Alain Soral. O segundo é uma pesquisa de opinião indicando que 15% dos homens franceses com menos de 35 anos de idade se identificam com as ideias de Soral.

Isso às vésperas das eleições presidenciais representa um risco significativo para Macron e para o establishment francês. Ainda que, aparentemente, não haja chance de vitória para qualquer candidato contra Le Pen, não podemos duvidar da possibilidade de manipulação do processo eleitoral, tal como aconteceu na Romênia.

Esse silenciamento é ainda mais preocupante pelo fato de que Soral e o E&R serem praticamente os únicos personagens socialmente e culturalmente relevantes na França hoje que defendem a reconciliação nacional e que evitam a incitação do tensionamento interno, promovido pelos elementos mais islamofóbicos do RN e pela própria liderança do LFI de Mélenchon com seu “exército” de antifas e imigrantes.

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Violence erupts at France protests as Macron warns unrest is being exploited

Violent clashes broke out across France Saturday as demonstrations entered a fourth week. 

Earlier in the week, President Emmanuel Macron made some of his most direct comments yet on the protests as he enters his final six months in office.

In his weekly cabinet meeting, Macron "stressed that young people have legitimate concerns," government spokeswoman Maud Bregeon told the AFP, "but these are being exploited for political purposes and turned into urban violence." 

Bregeon added that Macron called on his ministers to come up with "concrete responses" to the unrest within weeks.

FRANCE EXPLODES AGAIN AS STUDENTS RIOT OVER EDUCATION

This comes as a national day of protest over rising costs of living and additional student grievances led to violence in Paris and other major cities today. 

While many of the protests were without violence, many have descended into violent riots. Police used tear gas and water cannons Saturday to disperse violent groups in the capital, where people wearing hoods and masks threw fireworks and other objects at officers in the Place de la République. 

The interior ministry reported assaults on police, looting and damage to public buildings, saying there have been at least 272 arrests nationwide.

French Prime Minister Sébastien Lecornu took a more direct approach than Macron, saying the student movement has been "instrumentalized by the allies of France Unbowed (LFI) ... for electoral reasons." 

The far-left LFI’s presidential candidate, Jean-Luc Mélenchon, even participated in one of the Paris protests this week, while LFI councilors, deputies and mayors have joined student blockades in multiple cities.

Elections to replace the term-limited Macron are set for April and May, and opposition parties have seized upon the ongoing unrest. Leading candidate Marine Le Pen of the conservative National Rally party has voiced support for the police, blaming students for any violence.

"Macron is right that students can have legitimate grievances and that political forces are exploiting them. What is missing from that diagnosis is the state’s own responsibility for the loss of authority that makes this exploitation possible," Simone Rodan-Benzaquen, senior envoy to Europe at the Foundation for Defense of Democracies, told Fox News Digital. 

"Macron cannot speak about this simply as an observer. He has to answer for the institutions he leads," she added. "His challenge is to show that democracy can both solve problems and defend itself. Otherwise, the far left profits by calling the state oppressive, and the far right profits by calling it powerless."

BEHIND FRANCE'S STUDENT RIOTS: COMMUNISTS, UNIONS AND A GLOBAL PROPAGANDA NETWORK

Meanwhile, students, unions, rights groups and parents have accused the police of using excessive force against the students.

According to the AFP, the interior ministry has opened internal investigations into 36 allegations of police officer violence against demonstrators. But the national police union, Alliance Police Nationale, says it has filed a lawsuit against the government for "putting lives in danger" over what it called "contradictory orders" given to officers deployed in the protests.

The Alliance says officers felt "betrayed, abandoned, left to fend for themselves" by their political leaders because of their "unclear instructions" and what they said were public expressions of "empathy towards the rioters."

"This is the country of the French Revolution. Everyone boasts about it," police officer and union representative Walid Hrar told The Associated Press. "Some political parties don’t hesitate to say that we need to disobey the law. That’s what Robespierre and other revolutionaries taught us in 1789.

FRANCE IS DEVOURING ITSELF AS SCHOOL RIOTS REVEAL A CRISIS FAR BIGGER THAN BROKEN CLASSROOMS

"France always tends to react rather than anticipate," he added. "In other words, we’re always going to extremes."

On the sidelines of Friday’s European Council summit in Brussels, Macron again called for calm, saying, "There is a constitutional right to protest and to express oneself. But this right comes with the need to respect. Respect for people, respect for property and, therefore, a commitment not to insult or destroy."

Lecornu told Parliament that 937 police officers and 149 teachers and school staff have been injured since the protests began, while the French justice ministry reports that nearly 8,000 people have been arrested.

Protests have also spread to neighboring Belgium. 

Several hundred mostly young people protested in Brussels Saturday, according to Reuters, clashing with police in protests at least partly inspired by what is going on in France. 

A similar protest occurred in the French-speaking city of Liege. Student groups say they are protesting rising education costs and reforms they say will make higher education less accessible.

Belgian Interior Minister Bernard Quintin posted on X that what is happening in his country "is no longer mere protest! It is pure and simple violence, organized and repeated to destabilize our society… All necessary means will be used to restore order in the face of the rioters."

Small solidarity events have also taken place in neighboring Luxembourg and the French-speaking parts of Switzerland, but they have been peaceful with no arrests reported. Student protests also occurred in India this week over education issues there, but they do not appear to be linked to the protests in France.

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French authorities have expressed hope the protest movement will ease in coming days as schools nationwide are closed until Nov. 2 due to the Toussain, or All Saints’, holiday.

The Associated Press and Reuters contributed to this report.

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Macron: cortar ajuda a Kiev comprometeria segurança europeia

Emmanuel Macron voltou a defender os apoios a Kiev, não só como uma questão de mera boa vontade, mas também como medida de segurança europeia, face à proposta de Le Pen, de acabar com eles.

© OLIVIER MATTHYS/EPA

Marine Le Pen é a favorita nas sondagens para suceder a Macron nas eleições de maio de 2027, declarou que, caso seja eleita Presidente, "manterá" a ajuda financeira à Ucrânia durante seis meses e depois "acabará" o apoio
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