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Rio de Janeiro cria primeira unidade para diagnosticar TEA em adultos

A Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro divulgou, nesta quarta-feira (21), que o Centro Estadual de Diagnóstico para o Transtorno do Espectro Autista (CedTEA), voltado para maiores de 18 anos, é a primeira unidade do estado a oferecer atendimento especializado para adultos que buscam avaliação sobre o TEA. 

O CedTEA 18+ é uma nova unidade administrada pela Fundação Saúde, que realiza a avaliação para o diagnóstico em oito encontros com profissionais de diversas especialidades para que se chegue a um diagnóstico preciso.  

O atendimento começa com o acolhimento pela assistência social para entender o contexto da vida do paciente, e conta com consultas de psiquiatria e de neuropsicologia. 

Só nestes três primeiros meses de funcionamento, 78 adultos foram encaminhados ao local para a investigação da suspeita diagnóstica. Entre as principais queixas entre os pacientes, estão as dificuldades de interação social.  

A investigação feita pela unidade também pode identificar características semelhantes a outras condições do neurodesenvolvimento que não o TEA. 

*Sob supervisão de André Rigue

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Morte Lua Blanco: alimentação ruim está ligada ao câncer de intestino

Alimentação pobre em frutas, vegetais e fibras, e o consumo persistente de alimentos processados estão entre os fatores de risco associados ao câncer de intestino. Por outro lado, a ingestão de produtos mais saudáveis e a prática de atividades físicas são vistas como forma de prevenção da doença.

Conhecido também como colorretal, o câncer de intestino causou a morte da atriz Lua Blanco, no último dia 18. O falecimento da artista de apenas 39 anos reacendeu o alerta sobre a importância do diagnóstico precoce e de manter uma vida mais saudável.

Segundo o Ministério da Saúde, o consumo de carnes processadas, comumente conhecidas como embutidos (salsicha, mortadela, linguiça, presunto, bacon, blanquet de peru, peito de peru, salame, entre outras) e a ingestão excessiva de carne vermelha (acima de 500 gramas de carne cozida por semana) aumentam o risco para este tipo de câncer.

Outros fatores relacionados à maior chance de desenvolvimento da doença são: doenças inflamatórias do intestino, histórico familiar de câncer, tabagismo e consumo de bebidas alcoólicas.

Câncer está aumentando entre os mais jovens

Apesar do maior público-alvo de câncer ter mais de 50 anos, outros fatores podem contribuir para o aumento desse diagnóstico entre os mais jovens. Um relatório publicado na última semana pela World Cancer Research Fund identificou um aumento no número de casos de diversos tipos da doença entre pessoas com menos de 50 anos.

Segundo a análise, a mudança comportamental, como a baixa atividade física, consumo de fast food e bebidas açucaradas das novas gerações podem contribuir para o sobrepeso e a obesidade – identificado como o maior fator de risco para o câncer.

Outra hipótese também foi levantada. Segundo a WCRF, por associarem o câncer aos mais velhos, os mais jovens não costumam conhecer os sinais de alerta e demoram para procurar atendimento médico, o que pode influenciar no diagnóstico.

Apesar do aumento, isso não significa que o câncer tenha se tornado “comum” entre os jovens. A idade segue como o principal fator de risco. O que houve foi uma mudança comportamento e que, entre os menores de 50, alguns tipos antes considerados raros nessa faixa etária estão se tornando mais frequentes.

O que é o câncer de intestino?

Segundo o Inca (Instituto Nacional do Câncer), o câncer de intestino é uma doença heterogênea e multifatorial, que se desenvolve predominantemente a partir de mutações genéticas no pólipos, lesões benignas. Na colonoscopia, os médicos podem identificar e retirá-los, impedindo que a doença avance.

O instituto calcula 53.810 casos por ano entre 2026 e 2028, sendo 26.270 em homens e 27.540 em mulheres. O número representa um aumento de 18% em relação ao triênio 2023-2025.

Diagnóstico e tratamento

Quando detectado de forma precoce, o câncer apresenta mais chances de cura. O diagnóstico é feito por meio de biópsia, mas também existe exames de rastreamento para identificar a possibilidade de desenvolver a doença.

Já o tratamento depende do estágio do tumor e de sua localização. Podem ser utilizados:

  • Radioterapia (uso de radiação)
  • Quimioterapia (uso de medicamentos).
  • A retirada (ressecção) de parte do intestino que contém o tumor pode implicar na realização de um estoma (colostomia ou ileostomia) – procedimento que cria uma abertura no intestino e faz com que o paciente tenha que utilizar uma bolsa coletora externa

Quando a doença está espalhada, com comprometimento de outros órgãos (metástases), como o fígado ou pulmão, as chances de cura são menores.

Câncer de intestino cresce entre jovens no mundo, alerta estudo

 

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Estudo mostra que exame de ondas cerebrais detecta sinais de Alzheimer

Um estudo publicado no Jornal da Associação de Alzheimer mostra que ondas cerebrais lentas durante a vigília (wSW), registradas no exame EEG (eletroencefalograma), podem servir como biomarcadores precoces para a neuro degeneração e para identificar estágios iniciais da doença de Alzheimer.

O resultado mostra que um exame rápido de EEG, de cerca de 2 minutos, pode ajudar no diagnóstico precoce, antes mesmo do surgimento de sintomas clínicos de declínio cognitivo.

A pesquisa foi realizada por cientistas do Instituto do Cérebro de Paris, Universidade Sorbonne, Hospital Pitié-Salpêtrière e do Instituto da Memória e da Doença de Alzheimer.

As ondas lentas de vigília (wSW) são oscilações lentas semelhantes às ondas observadas durante o sono, mas que surgem no eletroencefalograma (EEG) enquanto a pessoa está acordada.

No estudo, as medições de wSW são associadas como biomarcadores precoces para o depósito de amiloide e para a neuro degeneração – o que possibilita a identificação de idosos em risco nos estágios iniciais da doença.

No Alzheimer, o depósito de proteína amiloide e o processo de neuro degeneração constituem duas das principais lesões e marcas biológicas da patologia.

Para o estudo, foram observados 314 idosos, entre 70 e 85 anos, com queixas de memória durante 2 anos. 

Durante o acompanhamento, foram realizados exames de imagem (PET scans de amiloide e neuro degeneração).

Pirulla volta ao YouTube e atualiza estado de saúde após AVC

 

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Praga de ratos encerra duas USF em Ílhavo

USF Atlântico Norte e Beira Ria encerraram após deteção de fezes e urina de roedores. Utentes redirecionados para outros postos até nova avaliação na sexta-feira.

© FRANCISCO ROMÃO PEREIRA/OBSERVA

Por precaução, e para salvaguardar a segurança de utentes e profissionais, a ULSRA diz que as instalações vão manter-se encerradas até sexta-feira, quando será realizada uma nova avaliação da situação
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Negacionismo impulsiona sarampo nos EUA e representa ameaça ao Brasil

Logo Agência Brasil

Mudanças recentes no calendário vacinal dos Estados Unidos, impulsionadas por discursos antivacinação do governo Donald Trump, ajudam a explicar por que o país está passando pelo pior surto de sarampo em mais de três décadas. Mais de 4,4 mil casos já foram confirmados este ano, com três mortes. Entre os infectados, 98% não estavam totalmente vacinados. 

A avaliação do diretor do Programa Nacional de Imunizações do Brasil, Eder Gatti, é que os Estados Unidos passam por um período de retrocessos que ameaça todo o continente.

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"O governo americano, além de chancelar discursos negacionistas, tem um secretário de Saúde, que é o equivalente ao nosso ministro, declaradamente antivacina", destaca.  

"Espero que o mundo não olhe isso como exemplo. Eles estão colhendo frutos. A vacina contra o sarampo é uma vacina de bloqueio. Quem se vacina não pega nem transmite. O descontrole de casos lá [nos EUA] está muito relacionado a esse discurso crescente negacionista", complementa o diretor do PNI. 

>> Nova York declara estado de emergência por surto de sarampo

 

Placa de alerta sobre o sarampo afixada na entrada do Cohen Children's Medical Center, em New Hyde Park, Nova York, EUA
14 de março de 2025
REUTERS/Shannon Stapleton Placa de alerta sobre o sarampo afixada na entrada do Cohen Children's Medical Center, em New Hyde Park, Nova York, EUA
14 de março de 2025
REUTERS/Shannon Stapleton
Placa de alerta sobre o sarampo afixada na entrada do Cohen Children's Medical Center, em New Hyde Park, Nova York REUTERS/Shannon Stapleton/Proibida reprodução

Casos importados

O aumento da ocorrência em outros países aumenta a pressão sobre o Brasil, que registrou 61 casos da doença este ano, a maioria com origem importada. Como não há transmissão sustentada da doença em território nacional desde 2024, o país permanece certificado como área livre do sarampo, mas a manutenção desse status tem sido desafiadora. 

"O nosso certificado foi conquistado em 2016 e perdido em 2019, porque houve a reintrodução da doença na região Norte. Ela se espalhou pelo país e teve um grande surto em São Paulo, com 19 mil casos", lembra Eder Gatti. 

"Há uma diferença de postura e resposta muito evidente, que se observa pelos resultados", ele garante. 

Em 2023, ano anterior à reconquista do certificado, os índices de vacinação da tríplice viral, dentro do calendário básico infantil, foram de 88% na primeira dose e de 66% na segunda. Já em 2024, a cobertura subiu para 96% e 78%, respectivamente. Neste ano, as taxas preliminares são de 95% na primeira dose e 80% na segunda. 

"Apesar do contexto internacional, o Brasil segura a sua certificação e espero que a gente consiga manter esse cenário, porque a gente está falando de uma doença que mata crianças, causa abortos e complicações obstétricas. É uma doença que tem um índice de letalidade muito maior para as populações mais vulneráveis, indígenas e pessoas em situação de pobreza", alerta Gatti. 

De acordo com o diretor do PNI, a reconquista do certificado só foi possível graças a um trabalho coordenado pelo Ministério da Saúde, com governos estaduais e municípios, para melhorar a vigilância e os índices de vacinação.

 

Pessoa com sintomas de sarampo. Foto: OMS Pessoa com sintomas de sarampo. Foto: OMS
Criança com sintomas de sarampo. Foto: OMS

Perda de confiança

Em agosto, o governo americano reduziu de 17 para 11 o número de imunizantes recomendados para todas as crianças. Trump também estipulou que a vacina tríplice viral, que protege contra o sarampo, a caxumba e a rubéola, aplicada desde a década de 1970, seja separada em três imunizantes distintos, um para cada doença, administrados em ocasiões diferentes. 

De acordo com o diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Juarez Cunha, as novas recomendações foram motivadas por questões políticas e não têm base científica, além de serem inviáveis. As vacinas individualizadas contra o sarampo, a caxumba e a rubéola, já não são fabricadas há quase 20 anos. Mesmo assim, o dano é imediato. 

"Isso leva a uma grande confusão na população, porque a Academia Americana de Pediatria continua recomendando as vacinas exatamente como eram antes, e, por outro lado, tem um órgão governamental fazendo uma série de mudanças. E a confiança é fundamental para a gente ter sucesso na vacinação", avalia o diretor da SBIm. 

O diretor da SBIm também enfatiza o risco trazido pelo aumento da ocorrência nos Estados Unidos e em outros países americanos. De acordo com a Organização Panamericana de Saúde (Opas), os casos no continente já passam de 56 mil, com pelo menos 80 mortes. 

"O sarampo é uma das doenças com a maior facilidade de transmissão quando encontra alguém suscetível, que não foi adequadamente vacinada, e existem pessoas, recém-nascidos, ou com algum problema de imunidade, que não podem tomar essa vacina. Mas, se 95% das pessoas ao redor estiverem vacinadas, eu tenho um ambiente protegido, uma imunidade coletiva", ele explica. 

Cunha considera que a vigilância no Brasil tem respondido muito rapidamente aos casos, para bloquear a transmissão. Mas esse esforço tem um custo enorme.

Sempre que há suspeita de sarampo, as autoridades sanitárias são acionadas para confirmar a infecção, isolar o doente e monitorar todas as pessoas com quem ele teve contato. Também é feito um bloqueio vacinal, com reforço da vacinação em toda a comunidade. 

No estado de São Paulo, onde a maior parte dos casos foi confirmada, quase 4 milhões de doses extras de vacina foram aplicadas somente este ano. No Amazonas, que teve casos confirmados em setembro e outubro, chegando a 17 no total, já foram quase 192 mil doses aplicadas. 

O diretor da SBIm destaca que a vacinação contra a doença precisa ser mantida com cobertura de 95%, não apenas em situações de risco.

"Muitas vezes, a vacina é vítima do próprio sucesso. Ela diminui tanto a doença, que as pessoas acham que não precisam mais se vacinar. A gente chama isso de complacência, que é a falsa sensação de segurança".

 

São Paulo (SP), 18/08/2026 - Posto de vacinação contra o Sarampo na Estação Metrô Tucuruvi em São Paulo. Fotos: Paulo Pinto/Agencia Brasil São Paulo (SP), 18/08/2026 - Posto de vacinação contra o Sarampo na Estação Metrô Tucuruvi em São Paulo. Fotos: Paulo Pinto/Agencia Brasil
Vacina tríplice viral previne contra o sarampo. Fotos: Paulo Pinto/Agencia Brasil

Desinformação

Mesmo que as mudanças promovidas pelo governo Trump não tenham sido reproduzidas pelo Brasil de nenhuma forma, Juarez Cunha pondera que elas reverberam entre a nossa população, especialmente pelas redes sociais, além de estarem relacionadas a discursos de desinformação propagados no mundo todo. 

Ao justificar a ordem de fracionamento da tríplice viral, Donald Trump disse que isso acarretaria redução nos casos de autismo. No entanto, a associação entre as vacinas e transtorno do espectro autismo já foi descartada por diversos estudos científicos. 

Outra decisão do governo americano também já está causando problemas isolados no Brasil. Pela ordem executiva dada em agosto, a vacina contra a hepatite B, dada logo após o nascimento, deixou de ser recomendada para todos os bebês americanos e passou a ser aplicada apenas em crianças de alto risco, ou por decisão combinada do médico e da família. 

"A gente já observa, em especial nas maternidades particulares, pais não autorizando a fazer a vacina da hepatite B ao nascer. Se nós, adultos, nos infectarmos com esse vírus B, temos 90% de chance de não ter uma doença crônica, que pode se tornar cirrose e câncer de fígado. Na criança, é exatamente o contrário: a chance de se tornar crônica é de 90%", alerta Cunha. 

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ULS do Algarve defende controlo interno mais forte e avaliação de resultados

Conferência em Faro juntou responsáveis da saúde, da justiça e da Administração Pública. A prevenção de falhas e a responsabilização das lideranças estiveram no centro do debate.

O conteúdo ULS do Algarve defende controlo interno mais forte e avaliação de resultados aparece primeiro em Barlavento.

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Sépsis. Porque é que os órgãos deixam de funcionar?

Miguel Soares provou que a gordura, essencial para sobreviver, é o principal combustível do organismo numa infeção grave. Seis anos depois de receber o Observador, estuda o tecido adiposo de doentes.

© FOTOILUSTRAÇÃO INÊS CORREIA / OBSERVADOR

Seis anos separam as duas imagens do mesmo investigador. As respostas que Miguel Soares procurava sobre a sépsis geraram entretanto novas perguntas, como sempre acontece em ciência
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Cochilo, poluição e desemprego estão associados ao Alzheimer, diz estudo

Cochilar frequentemente, passar por dificuldades financeiras, ter problemas emocionais e respirar um ar poluído são fatores, além do tabagismo e álcool, que podem estar associados ao risco de desenvolvimento do Alzheimer.

A associação está presente em um estudo desenvolvido por pesquisadores da Harvard, publicado na revista Alzheimer’s & Dementia, da Alzheimer’s Association, na edição de outubro. Os cientistas avaliaram cerca de 500 mil britânicos, entre 40 e 69 anos, do banco de dados UK Biobank, acompanhados por mais de 10 anos.

Ao todo, foram analisados 193 tipos de exposição divididos em cinco grupos (social, estilo de vida, químico, físico e ecossistema). Durante o período, 8.881 participantes, cerca de 1,77%, desenvolveram Alzheimer ou outro tipo de demência relacionada.

Dos fatores analisados, 76 apresentaram associação com a doença. Destes, 45 apresentaram risco e 31 apresentaram proteção.

Veja o índice: 

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Entre as condições destacadas como predispostas, estão:

  • Cochilar frequentemente: altera os padrões do sono e compromete a eficiência do sistema glinfático – via responsável por eliminar e limpar metabólitos e proteínas neurotóxicas do cérebro durante o descanso profundo.
  • Dificuldades financeiras: gera estresse contínuo, piora a qualidade de vida e limita o acesso a cuidados preventivos de saúde.
  • Polifarmácia: o número de remédios utilizados foi o preditor individual mais forte do modelo do estudo. O fator reflete a uma carga elevada de múltiplas doenças crônicas simultâneas (que podem contribuir), e não aos efeitos diretos dos medicamentos.
  • Problemas emocionais: depressão, ansiedade, solidão e oscilações do humor ativam respostas de estresse biológicas e sustentam um estado de neuroinflamação que acelera a degradação neurológica.
  • Ar poluído: a inalação de dióxido de nitrogênio e partículas finas está associada a maior risco e é apontada como agente neurotóxico, que pode causar inflamação no sistema nervoso central.
  • Cigarro e álcool: fumar atualmente, a exposição à fumaça de tabaco dentro de casa e o consumo inadequado de álcool também aparecem entre os fatores de risco.

Leia também: Exame de sangue capaz de diagnosticar o Alzheimer chega ao Brasil | CNN Brasil

O que pode ajudar a reduzir o risco

Por outro lado, 31 fatores apareceram como associados à redução do risco de desenvolvimento das doenças.

Veja a seguir alguns dos fatores:

  • Exercícios físicos regulares, atividades manuais e caminhadas: atuam por meio de mecanismos neuroprotetores diretos que podem preservar a idade do cérebro.
  • Convivência a dois: diminui o isolamento social, a solidão e o estresse, ajudando a promover o estímulo cognitivo. Quem mora com um parceiro teve risco 22% menor em relação a quem mora com outras pessoas.
  • Renda e segurança financeira: diminui a carga de estresse ligada à degradação do cérebro.
  • Consumo de ovos: pessoas que nunca comeram ovos apresentaram um risco 76% maior de desenvolver a doença.
  • Tecnologias digitais: o uso de computador e de celular foi associado a menor risco, o que reflete na estimulação cognitiva e na saúde do cérebro.

O estudo é observacional, ou seja, mostra associações e não comprova os fatores que causam a doença.

Leia também: Menopausa é associada a aumento de 15% no risco de Alzheimer, diz estudo | CNN Brasil

O que é o Alzheimer?

A doença de Alzheimer (DA) é um transtorno neurodegenerativo que ataca a memória e a capacidade cognitiva, comprometendo as atividades diárias e o comportamento do paciente.

Segundo a Febraz (Federação Brasileira das Associações de Alzheimer), cerca de 2 milhões de brasileiros vivem com demência, número que pode triplicar até 2030. No mundo, o índice chega a mais de 50 milhões de pessoas convivendo com a doença.

O Alzheimer é uma doença sem cura e não se sabe qual é a sua causa.  Apesar disso, existem diversos estudos que tentam identificar fatores de risco que não são atribuídos apenas à genética, como no caso da pesquisa feita pelos cientistas de Harvard.

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Força Nacional do SUS apoia atendimentos no Amazonas após incêndios

Logo Agência Brasil

Com o aumento da demanda de atendimento em saúde em razão dos incêndios florestais na região, começou a funcionar em Manaus uma base regional da Força Nacional do SUS. Segundo a última atualização da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas, desde que a fumaça dos incêndios florestais começou a afetar a população, no início de outubro, até o último dia 14, os atendimentos por exposição à fumaça chegaram a 541 na rede pública.

De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), nas últimas 23 horas estão ativos 13 focos de incêndios florestais. Cerca de 370 lançamentos de água já foram efetivados pela força-tarefa que atua na região para combater o fogo.

Notícias relacionadas:

O diretor da Força Nacional -SUS, Rodrigo Stabeli, informou que, neste momento, a nova base monitora a disponibilidade de insumos médicos nos municípios atingidos pela fumaça dos incêndios, para que o apoio possa chegar aos locais mais pressionados pelo aumento da demanda.

“Estamos reforçando o apoio à organização dos serviços e mobilizando equipes para garantir que o cuidado chegue a quem precisa”, reforça.

As equipes trabalham com um painel interativo que reúne as informações fornecidas pelos municípios sobre demandas no setor de saúde. De acordo com informativo divulgado pelo Ministério da Saúde, 43 municípios já atualizaram a base de dados da ferramenta.

A partir das informações, são definidas rotas e os meios de transporte para que o deslocamento das equipes seja mais rápido e capaz de fornecer resposta em, no máximo, 72 horas, por meio do uso de embarcações e aeronaves para o deslocamento.

Essa é a quarta base regional em funcionamento no país. A previsão é que outra unidade seja instalada ainda esta semana em Porto Velho, com o objetivo de ampliar a capacidade de resposta aos efeitos das mudanças climáticas sobre a saúde da população, incluindo os associados ao fenômeno El Niño, que deve acentuar a seca na Região Norte durante os próximos meses.

 

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Autarcas “indignados” com ministra da Saúde que faltou à reunião

VTM

A Comunidade Intermunicipal do Alto Tâmega e Barroso (CIMAT) manifestou preocupação com a ausência da ministra da Saúde, Ana Paula Martins, de uma reunião em Lisboa para discutir políticas públicas de saúde para a região.

Em comunicado, assinado pela atual presidente da CIMAT, Fátima Fernandes, é explicado que a reunião “foi formalmente convocada pela senhora ministra da Saúde, tendo os presidentes de câmara municipal assegurado a sua presença”, no entanto, a reunião não se concretizou, uma vez que “não foram recebidos pela senhora ministra, tendo sido proposto, em alternativa, um encontro com o senhor secretário de Estado da Gestão da Saúde, Francisco Pinheiro Catalão”.

Perante esta situação, os autarcas dos seis municípios (Boticas, Chaves, Montalegre, Ribeira de Pena, Valpaços e Vila Pouca de Aguiar) entenderam que “não estavam reunidas as condições para um diálogo profícuo, ao nível da responsabilidade política e institucional que o tema exige”, nunca colocando em “causa a consideração institucional devida ao senhor secretário de Estado”.

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Cirurgia inédita reconstrói clitóris após câncer de vulva; entenda

Quarenta anos depois da primeira cirurgia de reconstrução peniana após o câncer, médicos desenvolveram o primeiro procedimento de reconstrução do clitóris. De forma inédita, o objetivo da técnica é devolver às pacientes o prazer sexual, perdido após a vulvectomia, cirurgia para remover um tumor na vulva, conhecido como “câncer de vulva”.

Ao todo, 23 mulheres já passaram pelo procedimento de reconstrução no centro médico Radboudumc, na Holanda. Cerca de 90% das participantes conseguiram voltar a ter orgasmos após a cirurgia. As sensações costumam acontecer entre três e seis meses após a operação, segundo explica o cirurgião plástico Tim Nijhuis, desenvolvedor da técnica.

Inicialmente, o clitóris pode ficar excessivamente sensível ou, inversamente, menos sensível. No entanto, a recuperação geralmente é ótima após um ano. Na maioria das mulheres, a sensação retorna a um nível comparável ao de antes da cirurgia.

Tim Nijhuis, cirurgião plástico do Radboudumc

 

O câncer de vulva é um tipo raro de câncer ginecológico que afeta a região externa do sistema reprodutor feminino, incluindo os pequenos e grandes lábios, o clitóris e a região do períneo. Esse tipo de câncer é mais comum em mulheres na pós-menopausa e pode estar associado à infecção pelo HPV (papilomavírus humano), além de outras condições, como doenças dermatológicas crônicas e imunossupressão.

A vulvectomia é a principal maneira de remover a lesão e pode incluir a remoção parcial ou total da vulva, influenciando no prazer sexual feminino, segundo explica a oncologista ginecológica Mieke ten Eikelder, do Radboudumc.

“Quando o tumor está localizado dentro ou ao redor do clitóris, às vezes precisamos remover parte dele. Até agora, a ferida era simplesmente fechada depois, e o clitóris desaparecia sob uma camada de pele, com pouca atenção à qualidade de vida ou à possibilidade de o orgasmo ainda ser possível.”

Mieke ten Eikelder, oncologista ginecológica do Radboudumc

Como acontece o procedimento?

A técnica é realizada após a retirada da lesão, ainda durante a cirurgia, e leva cerca de quinze minutos a mais do que a o procedimento tradicional.

Como a maior parte do clitóris fica localizada abaixo da pele, o cirurgião solta o ligamento que prende essa parte e a puxa para a superfície, com cuidado para manter intactos os nervos e vasos sanguíneos (feixe vasculonervoso dorsal) que geram o prazer.

O tecido é fixado na posição e coberto com um pedaço de mucosa bucal (retirado do interior da bochecha) ou vaginal, por ser um tecido macio e parecido com o revestimento natural da vulva.

A pele ao redor é dobrada sobre a ponta do clitóris e forma um “capuz”, evitando que o atrito direto cause dor no dia a dia.

Uma vez removido o tumor, os feixes nervosos são liberados e reposicionados para criar uma nova ponta clitoriana. Em seguida, cobrimos com um pequeno enxerto de mucosa bucal. Esse tipo de tecido se assemelha muito ao tecido encontrado ao redor da vulva. Essa abordagem ajuda a preservar a sensação clitoriana.

Tim Nijhuis, cirurgião plástico do Radboudumc

Expansão da técnica

O procedimento surge como uma opção para as pacientes com câncer de vulva e que sofreram mutilação genital. Aproximadamente 450 mulheres na Holanda são diagnosticadas com a doença a cada ano.

A técnica de reconstrução clitoriana está sendo introduzida em todo o país como parte de um programa de pesquisa científica. Além do Radboudumc, outros oito hospitais holandeses tratam câncer de vulva. Todos participam de um projeto de acompanhamento no qual oncologistas ginecológicos e cirurgiões plásticos serão treinados pelos desenvolvedores da técnica.

Segundo o Radboudumc, os próximos passos incluem realizar novos estudos para comprovar a efetividade do proceddimento e, assim, expandi-lo para outros centros da Holanda e de outros países.

Como a infecção por HPV pode virar câncer de colo de útero? Entenda

 

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Nova ferramenta de IA prevê sobrevivência ao cancro a partir de uma selfie do doente

Uma equipa de médicos desenvolveu uma ferramenta de inteligência artificial capaz de prever as probabilidades de sobrevivência de um doente com cancro a partir de uma única fotografia do seu rosto. O sistema de IA foi desenvolvido por especialistas do Mass General Brigham, um sistema de saúde académico integrado sem fins lucrativos em Massachusetts, para estimar a idade biológica e prever diretamente os resultados de sobrevivência em doentes diagnosticados com cancro. No novo estudo, publicado esta segunda-feira na The Lancet Digital Health, os médicos utilizaram a tecnologia para desenvolver duas ferramentas complementares. O FAHR-FaceAge estima a idade biológica de um

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Sem telemóvel na escola: mais atentos, mas com saudades?

Em Oeiras, um estudo com 3427 alunos diz que, sem telemóvel, há mais atenção e mais brincadeira. Mas quase metade sente falta dele. Será que proibir resolve?

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Trabalhadores da saúde e população na rua em defesa do SNS

VTM

Paula Dias, da União de Sindicatos de Vila Real, referiu à VTM que o objetivo da tribuna pública “foi defender o Serviço Nacional de Saúde (SNS), dar a conhecer os problemas que enfrenta. No caso concreto de Chaves registamos uma constante desvalorização e retirada de valências deste hospital”.

A proposta de Orçamento de Estado que está em discussão na Assembleia da República prevê uma redução de verbas para a saúde, uma situação que deixa preocupações. “É mais um desinvestimento no setor da saúde e nos seus profissionais, quando as necessidades são cada vez maiores e deveria era haver um reforço no SNS”.

A dirigente sindical sustenta que “não podemos ter um bom sistema de saúde público se não tivermos profissionais valorizados, com carreiras bem definidas e haja uma progressão justa, de forma a terem boas condições de vida”.

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Estudantes alertam para falhas na plataforma do internato

A ACSS garante que os dados visíveis resultaram de uma simulação técnica sem efeitos reais. Prazo de submissão de preferências encerrava às 23h59 desta quarta-feira.

© TOMÁS SILVA/OBSERVADOR

A simulação foi realizada pela SPMS – Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, entidade responsável pela gestão tecnológica da plataforma de candidaturas
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Quedas: mais de 330 mil crianças foram internadas no Brasil em 10 anos

Logo Agência Brasil

Apenas no primeiro semestre de 2026, quase 15 mil crianças com menos de 10 anos foram internadas após acidentes envolvendo quedas. Entre 2016 e 2025, esse número soma 330 mil internações – média de 33 mil casos por ano. 

Os dados constam de levantamento da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) a partir de registros do Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (SUS).

Notícias relacionadas:

Segundo a SBP, acidentes figuram entre as situações que mais exigem atenção de famílias e cuidadores, pois grande parte pode ser evitada por meio da adoção de medidas simples de segurança.

Prevenção

A orientação da entidade é investir na chamada identificação prévia de riscos que podem existir em cada ambiente onde a criança brinca, estuda e até mesmo circula. Nesse sentido, é preciso considerar as diferentes fases do desenvolvimento, com a adoção de cuidados adequados à idade e à capacidade da criança.

Veja as recomendações de prevenção da SBP para cada idade:

  • até 1 ano: nunca deixar o bebê sozinho em locais altos, como cama, trocador, sofá ou cadeira. Preferir que brinque no chão, em ambiente protegido. Quando estiver aprendendo a sentar, manter supervisão próxima e usar proteção adequada para evitar quedas para trás. Ao carregar o bebê em escadas, apoiar-se no corrimão e evitar pisos molhados ou escorregadios. Não deixar o bebê sob os cuidados de outra criança;
     
  • 1 a 4 anos: instalar telas em janelas, sacadas e vãos desprotegidos e manter móveis e objetos longe desses locais. Evitar brincadeiras em superfícies molhadas ou escorregadias, principalmente em banheiros e áreas próximas a piscinas. Ao usar triciclos, patinetes ou skates, escolher equipamentos adequados à idade e ao peso, usar equipamentos de proteção e optar por locais seguros, nunca vias públicas. Redobrar a atenção com beliches e nunca deixar a criança sem supervisão de um adulto;
     
  • 5 a 9 anos: supervisionar brincadeiras em locais de maior risco, como árvores, muros, lajes e parques. Bicicletas, patinetes, skates e outros brinquedos de locomoção devem ser usados sempre com equipamentos de proteção, como capacete, joelheiras, cotoveleiras e tornozeleiras. Evitar o uso de celular e outras telas enquanto a criança estiver caminhando, brincando ou em movimento, especialmente em vias públicas, pois a distração aumenta o risco de acidentes.

Atenção redobrada

Os dados mostram que, entre 2016 e 2025, as quedas foram mais frequentes na faixa etária de 5 a 9 anos (193,8 mil casos). Nessa fase, segundo a SBP, as crianças começam a se movimentar mais, como correr, brincar em parques, usar brinquedos e praticar esportes, apesar de ainda estarem desenvolvendo habilidades de equilíbrio e coordenação motora.

Entre crianças de 1 a 4 anos, foram 110,1 mil hospitalizações. Entre menores de 1 ano, foram registrados 26,7 mil casos. Nessa faixa etária, a entidade destaca acidentes envolvendo quedas de leitos, que somaram 3,7 mil episódios.

Internações por estado

São Paulo lidera o ranking de internações por quedas entre crianças com menos de 10 anos: 71,7 mil notificações, de 2016 a 2025. Na sequência, aparece Minas Gerais, com 33,4 mil notificações. O estado da Bahia vem em seguida, com 27,2 mil episódios registrados.

Outras unidades da Federação que também apresentaram números elevados são:

  1. Paraná (25,7 mil);
  2. Ceará (20,3 mil);
  3. Santa Catarina (16,9 mil);
  4. Rio Grande do Sul (16,6 mil);
  5. Rio de Janeiro (14,3 mil);
  6. Pará (14,2 mil).
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