Em Oeiras, um estudo com 3427 alunos diz que, sem telemóvel, há mais atenção e mais brincadeira. Mas quase metade sente falta dele. Será que proibir resolve?
Uma ouvinte conta-nos que o filho vai trabalhar para fora. Enquanto viviam na mesma cidade ia gerindo a saudade, mas agora a distância assusta-a. Não fala disto e sente que está a viver tudo sozinha
Um ouvinte, pai de um jovem de 20 anos, conta que o filho já não escreve nada: trabalhos, emails e até conversas com amigos passam pela IA. Será este o novo normal ou estamos a perder competências?
Não há bebés, não há coesão social e não há crescimento económico. Nestes protestos está, assim, em jogo também o futuro da democracia liberal. E não se revela risonho.
Os adolescentes chamam pânico a qualquer episódio de ansiedade e têm medo de ter medo. Fogem da tristeza como se fosse fraqueza. Será que crescemos a protegê-los demais e a ensiná-los a não sentir?
Uma boa turma não se mede pelas boas notas. Mede-se pelos caminhos que cada aluno faz para aprender. Heterogénea, com 15 a 25 alunos, onde se estuda, se sintetiza e se avalia com regularidade.
Uma filha de 11 anos não consegue dormir sozinha, e os pais não querem deixá-la sofrer. Dormir com ela é acolher o desespero ou mantê-lo? Uma ouvinte pergunta se faz assim tão mal
No primeiro dia de chuva do ano lectivo e, num colégio de Lisboa, os meninos do 1.º ciclo ficaram fechados numa sala. Crianças super-protegidas são crianças frágeis?
Uma ouvinte tem uma filha de 7 anos que repete todos os elogios que ouve, o dia inteiro. Pergunta como lidar com o que lhe parece ser falta de auto-estima. Será?
O problema é que os boomers acreditaram que seria apenas uma questão de boa vontade para tudo continuar a ser como foi no seu tempo – e acabaram, como não podia deixar de ser, a criar gerações tristes
Primeiras noitadas, primeiras cervejas, primeiros shots. E as primeiras bebedeiras. O contacto com o álcool pode começar na adolescência, por curiosidade ou pressão de grupo. Como reagir a isto?
A dor não se resume ao corpo e mente. A psicóloga e investigadora Sónia Bernardes lembra que as relações, as condições de vida e os preconceitos interferem na experiência.
Sónia Bernardes é psicóloga social, psicóloga clínica e investigadora no ISCTE, onde estuda há mais de duas décadas a relação entre fatores psicossociais e a dor crónica