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Flávio e Lula buscam corrigir erros em debate final

Em uma eleição acirrada, as campanhas de Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) têm pelo menos uma concordância: qualquer erro no debate desta sexta-feira (23), na TV Globo, pode ser fatal.

Flávio e Lula estão cercados apenas de aliados essenciais nas últimas horas e dedicados ao treinamento de cenários de ação, reação, em que o conteúdo importa, mas também a disposição e movimentação pelo estúdio.

A orientação a Lula busca diminuir o efeito “papagaio de pirata” do debate da TV Band do último domingo (18), quando Flávio buscou aparecer no quadro de Lula quando o petista tinha a palavra e gesticular atrás de Lula.

A estratégia buscou inviabilizar cortes e desestabilizar o presidente, mas foi repreendida em pesquisas qualitativas feitas pelas campanhas. Por isso, a ideia é que Flávio siga no ataque a Lula, mas busque ser menos agressivo.

Aliados de Flávio apostam em manter a postura de ataques, mas em fazer isso de uma maneira mais “Duda Lima”, ou seja, moderada, do “Pablo Marçal”, mais beligerante. Duda é o marqueteiro da campanha e recuperou para este debate o espaço na orientação cedido no último domingo para Marçal.

No PL, a visão é de que Lula pode buscar tentar se vitimizar e colocar em Flávio a ideia de que o senador tenta “humilhá-lo”. Aliados afirmam que há orientações de Duda Lima sobre como proceder caso esse seja o caminho adotado por Lula.

Petistas dizem que o presidente Lula foi orientado e estará mais atento ao movimento de palco, às câmeras e ao tempo das falas, algo que foi explorado pelo seu concorrente no último debate.

Na campanha do presidente Lula, a aposta é em falar de futuro e de propostas. Aliados também defendem que Lula explore investigações contra Flávio Bolsonaro por lavagem de dinheiro e a suspeita de que Flávio é sócio oculto de bets.

Além do marqueteiro Sidônio Palmeira, Lula tem sido acompanhado de perto pelos ex-ministros Rui Costa e Camilo Santana e pelo governador do Piauí, Rafael Fonteles. Já Flávio tem treinado com o governador de São Paulo, Tarcísio Gomes de Freitas.

Como mostrou a CNN Brasil, o resultado da pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira (22), que mostrou empate numérico entre os dois, também deve fazer com que as campanhas amenizem discussões sobre denúncias e investigações e focar em propostas para eleitores indecisos, segundo informaram fontes tanto do PT quanto do PL.

Baseados nas pesquisas também, ambos devem apostar na “onda” favorável durante o programa, com o senador apostando no histórico de surpresas da direita nas urnas, enquanto o atual mandatário deve focar nas mobilizações recentes, em especial nas redes sociais.

A CNN mostrou também que, sobre polêmicas, Flávio deve contar com o apoio de Mário Rosa para responder a questões como suas relações com o advogado Willer Tomaz e o banqueiro Daniel Vorcaro. A Polícia Federal investiga suspeitas de que a relação entre o senador e Willer Tomaz envolva uma sociedade oculta em negócios de apostas esportivas.

Já do lado do presidente, o petista pode ser questionado sobre o seu filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e a relação com a lobista Roberta Luchsinger. Caso seja questionado, Lula foi orientado a afirmar que a atuação dela está sendo investigada pela Polícia Federal, sem entrar em detalhes.

Outro ponto que deve ser explorado por Lula e Flávio é a chamada “estratégia Google” para tentar aumentar a rejeição do adversário. A ideia é que, ao longo do embate, os dois candidatos a presidente estimulem o eleitor a fazer buscas sobre episódios polêmicos ou indícios de irregularidades.

*Com informações de Gustavo Uribe e Tainá Falcão, da CNN Brasil

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Entenda por que o eleitorado com mais de 70 anos é alvo de Flávio e Lula

Na reta final do segundo turno, as campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ) voltaram as atenções para um segmento específico do eleitorado: os brasileiros com mais de 70 anos. A analista de Política da CNN Larissa Rodrigues explica o tema ao Bastidores CNN.

Esse grupo representa cerca de 10% de todos os eleitores do país e, por não ser obrigado a comparecer às urnas, tornou-se alvo estratégico de ambos os lados.

Larissa Rodrigues explicou que o interesse por esse público cresceu de forma significativa nos últimos dias da campanha.

Segundo ela, neste ano já foi registrado um comparecimento maior desse eleitorado em relação ao verificado nas eleições de 2022, o que reforça a percepção de que sua participação pode ser decisiva.

Estratégias das campanhas para conquistar o eleitorado idoso

A campanha de Lula apostou em ações de mobilização direta. Em uma live realizada na véspera do debate, artistas com mais de 70 anos, como Marieta Severo e Ângela Leal, convocaram o público da mesma faixa etária a comparecer às urnas no dia da votação.

Além disso, propagandas no rádio e na televisão exploraram o argumento de que, caso Flávio Bolsonaro seja eleito, os aposentados poderiam enfrentar dificuldades.

Ciente dessa movimentação, a campanha de Flávio Bolsonaro também passou a reagir.

De acordo com Larissa Rodrigues, o tema deve ganhar destaque no debate, com Flávio buscando rebater as críticas ao mencionar o escândalo do INSS e afirmar que eventuais ajustes fiscais prometidos por sua campanha não implicariam cortes nas aposentadorias.

Integrantes da campanha também devem reforçar que o aumento da aposentadoria, vinculado ao reajuste do salário mínimo, não seria ameaçado por um eventual governo seu.

O peso do voto facultativo na disputa

O entendimento das duas campanhas é que, em uma eleição tão disputada, a adesão do eleitorado acima de 70 anos — que não é obrigado a votar, mas pode optar por fazê-lo — tem potencial para definir o resultado final.

A analista ressaltou que a movimentação em torno desse grupo foi especialmente intensa nos últimos dias, sobretudo por parte da campanha de Lula, o que levou a equipe de Flávio Bolsonaro a intensificar suas próprias ações voltadas a esse público.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.
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Flávio e Lula fecham campanha na TV com atos nas ruas e retrospectiva

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) exibem nesta sexta-feira (23) os últimos programas de campanha na rede nacional de televisão. Com o apoio de artistas, ambos apostaram no futuro, além de realizar uma retrospectiva da campanha, com imagens dos atos de rua dos dois lados.

Em sua propaganda, Flávio apostou em símbolos reforçados pela sua corrente política, como o hino nacional e a fé. Em outro momento, inserções mostravam o apoio de cantores do cenário sertanejo, como Marrone, Zezé di Camargo, Rodolfo, Jorge e Gusttavo Lima.

Já Lula fez um agradecimento ao apoio recebido nas ruas e nas redes, que ganharam força no segundo turno. No vídeo também apareceu um mosaico com apoiadores e artistas com a camiseta do Brasil, como Maria Bethânia, Chico Buarque, Camila Pitanga e Matheus Nachtergaele.

Flávio também fez uma reflexão do período de campanhas de rua, com imagens desses momentos e mencionando que “que nunca mais vai ser o mesmo”. Ele ainda incentivou o apoiador a “levar gente para votar” e que “ninguém pode saber em quem você votou”.

“Vocês me fizeram um novo Flávio, que hoje vocês conhecem mais e que conhece muito mais vocês. […] Obrigado por tudo, por tudo mesmo. Obrigado por todos esses momentos, e agora é hora de força total. Fala com todo mundo, chama sua família, seus amigos, peça voto, leve gente pra votar”, disse.

A propaganda do senador também fez críticas ao atual governo, ressaltando temas de endividamento e poder de compra. Ao falar da gestão de Lula, Flávio falou que o eleitor terá que escolher “se está na hora de mudar ou continuar nesse velho sistema que ninguém aguenta mais”.

“Você vai escolher se vai continuar vivendo nesse Brasil, que só piorou, com todo mundo endividado, carrinho de compra vazio. Ou se vai viver num país melhor, que você vai prosperar”, completou o candidato do PL.

Já Lula afirmou que o país está melhor, mas admitiu que ainda há avanços a fazer. O atual presidente relembrou de momentos de sua trajetória política, mas afirmou que o foco não está nesse passado e, sim, no capítulo “que vamos escrever daqui pra frente”.

“Ainda temos muito a avançar, mas o Brasil de hoje é melhor do que o Brasil que encontrei. Eu acredito no futuro desse país. […] Até lá a gente tem que continuar nas ruas, tem que estar nas redes, conversando com as pessoas. O melhor do Brasil ainda está pela frente”, disse.

Além disso, Lula também fez acusações ao senador, como os posicionamentos do político sobre licença-maternidade no Rio de Janeiro, o caso Ana Clara, além das suspeitas com o Banco Master e o imbróglio com Richarlison, com um vídeo do jogador sendo exibido na propaganda.

Nos últimos momentos do programa, foi exibida uma mensagem do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) falando de uma “direita e esquerda” contra o bolsonarismo e pedindo votos, com uma manifestação da apresentadora Fátima Bernardes na sequência.

“O Brasil não precisa de radicalismos. Pessoas de esquerda e de direita perceberam que é hora de união contra um risco maior. A volta do bolsonarismo”, disse o vice-presidente.

*Sob supervisão de Renata Souza

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TSE nega derrubada de canais políticos e cobra isonomia de plataformas

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) afirmou nesta sexta-feira (23) que não há nenhuma decisão para retirar do ar canais do WhatsApp. Em nota, a Corte classificou como “absolutamente indevidas” as suposições de que grupos serão derrubados com base em despachos de pedidos de informações a plataformas digitais.

Presidente da Corte Eleitoral, o ministro Kassio Nunes Marques determinou, na quinta-feira (22), prazo de 24 horas para a Meta apresentar um relatório técnico detalhado sobre o funcionamento do canal “Exército do Lula“.

“O TSE não determinou a retirada de nenhum canal de WhatsApp do ar. Os prazos dos processos de propaganda são sempre curtos. Ilações a partir desses despachos que pedem informação em tempo curto são absolutamente indevidas”, diz o comunicado.

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De acordo com o TSE, em reunião com representantes de plataformas digitais nesta manhã, Nunes Marques pediu o “reforço de pessoal e atuação isonômica por parte das plataformas a fim de garantir o cumprimento do plano de conformidade assinado por todas as empresas”.

Participaram do encontro representantes da Meta, X, Google, TikTok e Kwai. Segundo a Corte, foram discutidas “providências para o atendimento da legislação eleitoral”.

Receio da campanha de Lula

Na manhã desta sexta, o deputado federal André Janones (Rede-MG), articulador do canal “Exército de Lula”, divulgou que o grupo seria derrubado pelo TSE na noite de hoje.

Segundo apurou a CNN, integrantes da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ouviram de interlocutores do tribunal que de fato havia essa possibilidade. O receio de uma suspensão, segundo a campanha, está relacionado a medidas recentes adotadas pela Corte.

De acordo com integrantes da equipe do presidente, técnicos do TSE já haviam analisado o canal e concluído que não havia desinformação ou irregularidades. Apesar disso, Nunes Marques determinou na quinta-feira (22) que a Meta faça uma análise detalhada do grupo, o que, na avaliação desses integrantes, trouxe novamente o caso ao centro das discussões de forma desnecessária.

Os petistas também citam uma minuta de resolução elaborada pelo ministro André Mendonça que propunha proibir canais de WhatsApp nas 48 horas anteriores às eleições.

Na avaliação de Mendonça, esses grupos têm potencial para interferir no alcance da propaganda eleitoral, assim como conteúdos impulsionados, que já são proibidos nos dois dias anteriores ao pleito.

As movimentações do tribunal se dão em meio a mais um capítulo da disputa em torno do “Exército do Lula”. Em 11 de outubro, Nunes Marques mandou suspender o canal, mas a ordem foi derrubada no mesmo dia pelo corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, relator de outra frente do caso, que determinou o restabelecimento da página.

Uma análise técnica do TSE não identificou conteúdo falso entre as publicações examinadas.

Dois dias depois, Nunes Marques condicionou o funcionamento do canal ao registro na Justiça Eleitoral. A campanha de Lula informou o endereço ao tribunal, mas afirmou que o fez apenas para cumprir a determinação, sem assumir a administração nem a responsabilidade pelo espaço. Na mesma noite, o canal saiu do ar e só voltou no dia seguinte, após nova decisão do ministro.

Nesta sexta-feira, o canal já somava mais de 9,4 milhões de participantes.

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Flávio e Lula calcularão ataques em debates para não afastar indecisos

O empate entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) na pesquisa Datafolha aumenta a pressão sobre os dois candidatos para o último debate do segundo turno, marcado para esta sexta-feira (23), na TV Globo, e pode alterar a estratégia de “foco propositivo”.

Fontes do PT e do PL admitem que a estratégia de amenizar discussões sobre denúncias e investigações pode não ser a ideal diante de um cenário de empate tão apertado.

As campanhas buscam explorar pontos vulneráveis dos adversários sem adotar uma postura excessivamente agressiva que possa afastar eleitores indecisos e de centro. Há ainda a preocupação com a falta de motivação do eleitorado, que pode levar a abstenção maior.

Levantamento divulgado na quinta-feira (22) mostra os dois candidatos com 50% dos votos válidos cada um. O Datafolha ouviu 2.520 pessoas entre os dias 20 e 22 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

Como mostrou a CNN, Flávio deve adotar uma postura menos provocativa do que no debate da TV Bandeirantes, realizado no domingo (18), responder mais diretamente às perguntas de Lula e dar mais espaço às próprias propostas. Economia popular, segurança pública, custo de vida, saúde, proteção às mulheres e manutenção de programas sociais estão entre os temas preparados pela campanha.

Lula, por sua vez, pretende manter o confronto concentrado em propostas e na defesa de seu governo. A avaliação de aliados é que o presidente foi levado a um embate excessivamente acusatório no debate anterior, o que poderia afastar eleitores independentes e indecisos. A movimentação no palco também entrou na preparação do petista para o confronto desta sexta-feira.

Os dois candidatos, no entanto, devem combinar a apresentação de propostas com ataques ao adversário. Lula e Flávio pretendem recorrer à chamada “estratégia do Google”, estimulando os eleitores a pesquisar episódios controversos e suspeitas envolvendo o rival. Flávio deve explorar temas como o escândalo do INSS e declarações da lobista Roberta Luchsinger. Lula deve mencionar as relações do senador com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e com o advogado Willer Tomaz, além de posições atribuídas a Flávio sobre políticas sociais.

A avaliação de aliados ouvidos pela CNN é que o empate numérico reduziu o espaço para um debate exclusivamente propositivo. A disputa apertada aumenta o peso do confronto na tentativa de conquistar os eleitores que ainda não definiram o voto, enquanto as duas campanhas mantêm o alerta para evitar erros na reta final.

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Flávio pede que Lula seja investigado por uísque recebido de Vorcaro

O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) pediu nesta sexta-feira (23) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seja investigado por ter supostamente recebido um uísque do empresário Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.

Segundo petição encaminhada ao ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), mensagens encontradas no celular do banqueiro e divulgadas pela revista Veja indicam que a bebida entregue a Lula era uma garrafa rara de Macallan 1945, avaliada em mais de R$ 500 mil.

Flávio argumenta que o suposto presente não pode ser tratado como uma simples cortesia, uma vez que teria sido dado por um empresário com negócios e interesses pendentes no governo federal e no Banco Central. Para o senador, o valor da bebida pode caracterizar uma vantagem indevida.

“Não se trata, portanto, de gesto de afeto entre conhecidos. Trata-se de vantagem de expressivo valor econômico, ofertada ao Chefe do Poder Executivo por particular com interesses diretos perante a Administração Pública Federal, circunstância que, por si só, reforça a necessidade de instauração de Inquérito Originário para a sua completa apuração”, diz.

Com base nas mensagens que, segundo ele, indicam que Lula teria agradecido pelo presente, Flávio defende que a PGR (Procuradoria-Geral da República) investigue se houve favorecimento ou troca de influência envolvendo o banco.

Conforme já mostrou a CNN, o advogado Walfrido Warde, que integrava a defesa de Daniel Vorcaro, aparece em mensagens obtidas pela Polícia Federal como articulador de uma tentativa de aproximação do ex-banqueiro com o governo do presidente Lula. 

Em mensagens de WhatsApp, o advogado expõe a construção de uma interlocução para que Lula recebesse Vorcaro. Em um dos trechos, Warde cita que o presidente ficou grato por um uísque dado pelo ex-banqueiro.

Ao ser questionado sobre o presente, Lula afirmou em entrevista à imprensa: “Se me deu uísque, já bebi. Eu ganho muita coisa, lembrança, sabe? Não sei me deu, mas se deu já bebi, pode ficar certo”, afirmou Lula.

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Flávio e Lula apostam em “onda” favorável na reta final

Enquanto as principais pesquisas de intenções de voto sobre a disputa pelo Palácio do Planalto mostram um empate técnico entre o senador Flávio Bolsonaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o PL e o PT fazem suas apostas para as últimas horas antes das eleições.

No entorno de Flávio, o discurso é de que o senador terá nas urnas o acréscimo do voto “silencioso”. Existe no QG do parlamentar a avaliação de que os institutos falham em captar parte da direita, especialmente devido ao eleitor bolsonarista que se recusa a responder às sondagens. Os institutos admitem o fenômeno, mas pontuam que no segundo turno suas “fotografias” são mais assertivas.

Em suas considerações finais no primeiro debate presidencial, Flávio se direcionou a este eleitor, indicam fontes. O senador disse: pode votar com tranquilidade porque o voto é secreto; você pode ir e votar Flávio Bolsonaro para presidente que ninguém vai ficar sabendo”.

No primeiro turno, as intenções de voto de Flávio avançaram na reta final. E o senador apareceu nas urnas à frente de Lula: 47,03% contra 45,16%. Os institutos tradicionais indicavam liderança do petista.

Já a campanha do presidente e candidato à reeleição aposta que dessa vez a “onda” da reta final será pró-Lula. Auxiliares do mandatário conferem a previsão a mobilizações de rua e especialmente nas redes sociais — impulsionadas pelo deputado federal reeleito André Janones (Rede-MG) e seu canal “Exército do Lula”.

O parlamentar mineiro reúne nove milhões de usuários em canal no WhatsApp e planeja transmissão ao vivo nas horas que antecedem o pleito. O entorno de Lula admite nos bastidores que a resiliência do candidato no segundo turno se deve especialmente a fatores externos à campanha, como o canal e mobilizações “orgânicas” de rua.

A expectativa no QG de Lula é de que essa “onda” possa levar às urnas o eleitor que escolhe o petista e não foi votar no primeiro turno. A campanha admite que a chance de uma virada passa necessariamente por uma redução significativa no índice de abstenção do pleito, além da conversão de brancos e nulos.

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Entenda o que campanhas apresentaram ao TSE sobre quebras de sigilo

Após dias de embate sobre a quebra dos sigilos telefônicos e bancários dos candidatos à presidência Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), as campanhas entregaram, na noite de quinta-feira (22), as últimas autorizações pendentes para formalizar o procedimento.

Os documentos que faltavam são procurações necessárias para permitir o acesso a dados de terceiros. Isso porque nenhum dos candidatos pode autorizar, em nome de outras pessoas, a quebra de sigilo dessas informações.

Além das procurações, a campanha de Lula afirma ter entregado ao TSE todos os dados aos quais tem acesso, incluindo informações sobre o cartão corporativo do presidente e de seu assessor Marcola, além de agendas, planos de voo e dados do GSI (Gabinete de Segurança Institucional). Essas informações, no entanto, não foram tornadas públicas e estariam nas mãos da Corte Eleitoral.

A equipe de Flávio, por sua vez, afirmou estar cumprindo fielmente o acordo firmado entre as campanhas e entregou apenas as autorizações para a quebra. Entre os documentos está a procuração referente à Alcazar Holding, empresa pertencente ao advogado Willer Tomaz e investigada em um inquérito sobre lavagem de dinheiro. A Polícia Federal suspeita que Flávio fosse sócio de Tomaz no negócio.

Pelo acordo firmado entre as campanhas, caberia ao ministro André Mendonça, relator do pedido de quebra de sigilos, requisitar as informações ao Banco Central, às instituições financeiras, à Receita Federal e às operadoras de telefonia após a entrega das autorizações.

Mendonça, no entanto, afirmou, em despacho, que não há necessidade de intervenção judicial para a divulgação dos dados. Segundo o ministro, os próprios candidatos podem tornar públicas as informações que desejarem.

Em petição apresentada na noite de ontem, porém, a campanha de Lula voltou a defender a participação do ministro para garantir a confiabilidade e a divulgação simultânea das informações. Segundo a equipe do presidente, a mediação judicial é necessária para assegurar que os dados sejam apresentados ao público ao mesmo tempo e sem recortes.

“Não se pede que o Tribunal defina o que cada candidato divulga, pois isso as partes já acordaram. Pede-se que execute o acordo, como terceiro imparcial, para que a documentação chegue ao eleitor com fidelidade, integridade e ao mesmo tempo para ambos, e com absoluta confiança para o principal árbitro do pleito, Sua Excelência, o eleitor brasileiro”, afirma a campanha de Lula.

Flávio, por sua vez, argumentou que a insistência de Lula na participação de Mendonça reforça o caráter “puramente político” da iniciativa do presidente. Para a campanha do senador, Lula estaria transferindo ao ministro a responsabilidade por uma divulgação que poderia realizar por conta própria.

“Lula voltou ao Tribunal para insistir em que a Corte faça por ele o que ele pode fazer sozinho. Juntou mais procurações, mas não trouxe um documento sequer. Não abriu nada. Insiste em que a Justiça faça por ele, o que ele pode fazer como e quando quiser”, diz a campanha do candidato do PL.

Duelo dos sigilos

A dois dias do segundo turno, o “desafio dos sigilos” ocupa o centro da campanha presidencial e mobiliza as campanhas. Lula lançou o desafio no debate da Band, no domingo (18). Na terça (20), apresentou ao TSE e ao STF (Supremo Tribunal Federal) uma autorização para abrir os sigilos bancário, fiscal e telefônico dele e de seus familiares dos últimos oito anos, desde que o adversário fizesse o mesmo.

Em petição ao TSE na quarta, dirigida ao ministro André Mendonça, Flávio chamou a oferta de “gaveta vazia” e afirmou que o patrimônio do rival não está em seu nome, mas no de terceiros. Ao impor uma série de condições, o senador autorizou o levantamento de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos 20 anos e dos de empresas das quais é sócio ou administrador. Disse também não se opor à abertura das mensagens que trocou com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Entre as exigências para a apresentação, o candidato do PL pediu a abertura dos sigilos telefônico, telemático, bancário e fiscal do ex-chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, e documentos sobre as relações do governo com Vorcaro e com a lobista Roberta Luchsinger, investigada no caso INSS.

Cobrou ainda os gastos do cartão corporativo da Presidência desde 2023, a agenda da primeira-dama, Rosângela Silva, a Janja, anterior a fevereiro de 2025, quando passou a haver a divulgação, e informações sobre as visitas dos filhos do presidente ao Palácio da Alvorada, o uso de helicóptero e as despesas do palácio.

Lula aceitou todas as condições impostas. Com isso, ambas as campanhas firmaram acordo na manhã de quinta-feira (22) para entregar formalmente todas as procurações e autorizações pendentes para que o TSE fizesse as determinações aos órgãos responsáveis. Não há previsão para que os dados se tornem públicos.

 

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Contra abstenção, governadores eleitos mobilizam bases para Flávio e Lula

Governadores eleitos em primeiro turno têm intensificado a participação na campanha presidencial na reta final do segundo turno, marcado para domingo (25). A mobilização inclui carreatas, atos públicos, reuniões com prefeitos e lideranças políticas locais, além de vídeos e convocações nas redes sociais em apoio a Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Tanto do lado do senador quanto do presidente o temor da alta abstenção é o que motiva o movimento. A leitura de estrategistas é de que as lideranças locais, como vereadores e prefeitos, têm maior potencial de engajar o eleitorado — tanto através das ruas, quanto das redes — para convencer o eleitor a comparecer à urna no domingo. Especialmente na véspera da votação.

Entre os aliados de Flávio, o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), articulou uma programação de 93 atos em municípios paulistas até sábado (24), entre carreatas, motociatas e adesivaços. No Sul, Jorginho Mello (PL), de Santa Catarina, Sergio Moro (PL), do Paraná, e Luciano Zucco (PL), do Rio Grande do Sul, participaram de mobilizações conjuntas em apoio ao senador.

Em outros estados, governadores eleitos também recorreram a atos presenciais e à articulação com lideranças regionais. Em Goiás, Daniel Vilela (MDB) participou de carreatas em Aparecida de Goiânia e Anápolis ao lado de Ronaldo Caiado e de aliados políticos. Em Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos) pediu a prefeitos, vereadores e parlamentares que ajudassem a ampliar o apoio a Flávio, especialmente entre eleitores indecisos.

Na campanha de Lula, governadores aliados também participaram de atos e reuniões para mobilizar suas bases estaduais. Na Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT) reuniu prefeitos, ex-prefeitos e vereadores e acompanhou o presidente em uma agenda no Nordeste. No Ceará, Elmano de Freitas (PT) participou de um ato em Sobral na quinta-feira (22), ao lado de Cid Gomes, e pediu votos para o petista.

A mobilização em favor do presidente também inclui ações digitais. O governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), publicou vídeo nas redes sociais na quinta-feira (22) em que defendeu a intensificação das ações presenciais e digitais nos últimos dias de campanha. Em Sergipe, Fábio Mitidieri (PSD) havia reunido mais de 50 prefeitos no início do segundo turno para discutir estratégias de mobilização e redução da abstenção.

Nos dois campos políticos, a atuação dos governadores eleitos envolve ainda a participação de prefeitos, parlamentares, dirigentes partidários e outras lideranças locais. Além dos atos presenciais, vídeos e publicações nas redes sociais são utilizados para ampliar o alcance das mensagens de campanha e estimular a participação dos eleitores na votação de domingo.

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Flávio leva sertanejos à última propaganda no rádio; Lula aposta em Janones

O horário eleitoral gratuito para o segundo turno da eleição tem suas últimas inserções na rádio nesta sexta-feira (23). No último programa, o senador e candidato Flávio Bolsonaro (PL) contou com a participação de cantores sertanejos apoiando a campanha, enquanto a propaganda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reproduziu áudios do deputado federal André Janones (Rede-MG) e convocou apoiadores a atuar nas redes sociais.

Em apoio ao postulante do PL, os cantores Marrone, Zezé di Camargo, Rodolfo, Jorge e Gustavo Lima foram apresentados na propaganda como “sertanejos do lado da mudança”. “Estou do lado da mudança e estou do lado do Flávio Bolsonaro, o Brasil vai vencer”, disse Gustavo Lima.

Já na campanha do petista, Janones convidou os ouvintes à “vigília”. “Avisa para todo mundo que é vigília 24 horas por dia. Até a gente estar com a democracia salva no nosso país. Até a gente está com Luiz Inácio Lula da Silva reeleito presidente do Brasil”, disse.

Flávio Bolsonaro ainda focou em agradecer ao eleitorado pelo apoio durante a campanha e incentivou o ouvinte a “levar gente para votar“.

“Vocês me fizeram um novo Flávio, que hoje vocês conhecem mais e que conhece muito mais vocês. […] Obrigado por tudo, por tudo mesmo. Obrigado por todos esses momentos, e agora é hora de força total. Fala com todo mundo, chama sua família, seus amigos, peça voto, leve gente pra votar”, afirmou Flávio.

A propaganda do senador também fez críticas ao atual governo, ressaltando temas de endividamento e poder de compra. “Você vai escolher se vai continuar vivendo nesse Brasil, que só piorou, com todo mundo endividado, carrinho de compra vazio. Ou se vai viver num país melhor, que você vai prosperar. Enfim, você vai escolher se está na hora de mudar ou continuar nesse velho sistema que ninguém aguenta mais”, disse o canidato do PL.

Já no programa de Lula, o discurso mirou em “avanços para o futuro” e mobilização de eleitores nas ruas e redes sociais.

“Ainda temos muito a avançar, mas o Brasil de hoje é melhor do que o Brasil que encontrei. Eu acredito no futuro desse país. […] Até lá a gente tem que continuar nas ruas, tem que estar nas redes, conversando com as pessoas. O melhor do Brasil ainda está pela frente”, disse o presidente.

E na esteira das críticas, Lula explorou posicionamentos de Flavio sobre licença maternidade e privatizações, bem como suspeitas relacionadas ao Banco Master, apostas e envolvimento com milícias. “Já reparou que onde tem esquema de corrupção Flávio está no meio? Esquema do Banco Master, esquema de lavagem de dinheiro, sócio do Willer Tomaz em uma bet que desviou 5 bilhões“, diz um trecho da peça publicitária.

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Eleitores de Renan Santos migram mais para votos nulos, diz especialista

A pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta sexta-feira (23) mostra Flávio Bolsonaro (PL) numericamente à frente de Lula (PT) nos votos válidos do segundo turno, com 52% contra 48%, embora em empate técnico. O analista e sócio do Real Time Big Data, Bruno Soller, avaliou os números ao CNN Novo Dia e destacou a estabilidade do cenário eleitoral desde o primeiro turno.

Segundo Soller, o quadro atual reflete uma consolidação das intenções de voto. “Desde o que saiu das urnas no primeiro turno, [houve] pouquíssima alteração, mesmo nos trackings diários”, afirmou. O especialista ressaltou ainda que todas as pesquisas, independentemente da metodologia, apontam para uma vantagem de Flávio Bolsonaro em relação a Lula.

Migração dos votos da terceira via

Soller explicou que o pequeno crescimento de Flávio Bolsonaro nas pesquisas provém dos cerca de 9 milhões de eleitores que votaram em outros candidatos no primeiro turno, como Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD). De acordo com o analista, aproximadamente 50% desse eleitorado tende a migrar para Flávio Bolsonaro, 35% para Lula, e 15% se perde em votos nulos, brancos ou abstenções.

O analista destacou que o eleitor de Renan Santos é o que mais migra para o voto nulo ou branco. “Tanto que é o eleitor que mais migra para o nulo e branco, é o eleitor do Renan Santos, é o que mais não quer nenhum dos dois, justamente pela postura do Renan e por ele ser um líder desse grupo que votou nele”, disse Soller.

Já os eleitores de Caiado, Augusto Cury e Zema, segundo o especialista, escolheram esses candidatos principalmente por rejeição tanto a Lula quanto a Flávio Bolsonaro, e agora tendem a optar pela mudança.

Debate e indecisos

Questionado sobre o impacto do debate na reta final da campanha, Soller afirmou que o eleitorado indeciso é muito reduzido neste momento, representando apenas 1% dos entrevistados, enquanto 5% declaram intenção de votar nulo ou branco.

“O eleitor do Flávio Bolsonaro vai dizer que o Flávio Bolsonaro ganhou. O eleitor do Lula vai dizer que o Lula venceu”, pontuou o analista, sugerindo que os debates tendem a reforçar convicções já estabelecidas. Soller também previu um possível aumento da abstenção no segundo turno, dado o alto índice de rejeição aos dois candidatos.

Estratégias de campanha e comunicação

Na avaliação de Soller, Flávio Bolsonaro acerta mais quando se posiciona como símbolo de mudança e erra quando tenta apresentar propostas mais detalhadas ao eleitorado. Já Lula, segundo o analista, melhorou sua comunicação no segundo turno em relação ao primeiro, adotando uma postura de “meia-culpa” e projetando mais expectativas para o futuro. “Acho que acertou um pouco mais na comunicação, mas talvez o tempo não seja suficiente para fazer uma grande virada”, concluiu Soller.

O especialista apontou ainda que, diante da solidificação do eleitorado e da desvantagem de Lula entre os eleitores da terceira via, a missão do candidato à reeleição seria converter cerca de 11% dos votos da abstenção — em um universo de 33 milhões de eleitores —, o que classificou como “uma missão hercúlea”.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.
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Ipespe/Abrapel: Lula é desaprovado por 47%; aprovação é de 45%

Pesquisa Ipespe/Abrapel divulgada nesta sexta-feira (23) aponta que 47% dos brasileiros desaprovam a maneira de governar do presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Por outro lado, 45% dizem aprovar o modo como o petista conduz o governo.

Não souberam ou não responderam à pergunta 7% dos entrevistados.

Na última rodada do levantamento, divulgada no dia 17, o índice dos que desaprovavam a gestão de Lula era de 48%. Já os que avaliavam positivamente a atuação do atual presidente eram 45%.

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Metodologia

Foram ouvidas 1.500 eleitores de todo o país entre os dias 20 e 22 de outubro. A margem de erro do levantamento é de 2,6 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95,45%.

O estudo foi realizado com recursos próprios do instituto e está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-00223/2026.

Confira a íntegra da pesquisa abaixo

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Ipespe/Abrapel: 51% dizem não confiar em Flávio; 48%, em Lula

Nova rodada da pesquisa Ipespe/Abrapel divulgada nesta sexta-feira (23) avaliou a confiança do eleitorado brasileiro nos candidatos que disputam o segundo turno das eleições presidenciais deste ano.

Os dados aferidos apontam que mais da metade dos entrevistados, 51%, dizem não confiar no senador Flávio Bolsonaro (PL). Outros 48% dizem o mesmo sobre o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Na outra ponta, 29% dizem confiar muito em Flávio Bolsonaro e 19% confiam um pouco. Aqueles que não sabem ou não responderam são 2%.

Para Lula, são 34% que respondem confiar muito no candidato à reeleição e 14% que confiam ao menos um pouco. Outros 2% não sabem ou não responderam.

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No mesmo levantamento, quando perguntados em quem votariam, caso as eleições fossem hoje, 50,5% optaram pelo senador carioca, ante 49,5% que declaram voto no atual presidente.

Resultado do primeiro turno das Eleições 2026

Com 100% das urnas apuradas, Flávio teve 47,03%, com 56,1 milhões de votos. Lula chegou a 45,16%, com 53,8 milhões. O resultado mostra que os candidatos disputarão o segundo turno da eleição de 2026, marcado para o dia 25 de outubro.

Com pouco menos de dois pontos percentuais de diferença, a margem de votos observada entre Flávio Bolsonaro e Lula foi a menor desde a redemocratização.

Metodologia

A Ipespe/Abrapel entrevistou 1.500 eleitores em todo o país, entre os dias 20 e 22 de outubro, através de entrevistas por telefone. A margem de erro do levantamento é de 2,6 pontos percentuais, para mais ou para menos, com índice de confiança de 95%.

A pesquisa foi realizada com recursos próprios do instituto e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-04350/2026.

Confira a íntegra do levantamento abaixo

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Ipespe/Abrapel: Flávio é rejeitado por 48%; Lula, por 47%

Pesquisa Ipespe/Abrapel, divulgada nesta sexta-feira (23), mostra que o senador e candidato Flávio Bolsonaro (PL) é rejeitado por 48% dos entrevistados, enquanto o candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 47% no mesmo índice.

Na última rodada da pesquisa, divulgada no dia 17 de outubro, o parlamentar e o atual presidente foram rejeitados, igualmente, por 47% dos entrevistados.

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Segundo o levantamento, 47% dos entrevistados afirmam que com certeza votariam em Flávio e 5%, que poderiam votar. Aqueles que não sabe ou não responderam não pontuaram, e os que não o conhecem o suficiente são 1%.

Em relação à Lula, 46% afirmaram que com certeza votariam nele e 5%, que poderiam votar. Não sabe ou não respondeu somaram 1% e aqueles que não o conhecem o suficiente não pontuou.

Metodologia

A pesquisa Ipespe/Abrapel entrevistou 1.500 eleitores de todo o país entre os dias 20 e 22 de outubro. A margem de erro do levantamento é de 2,6 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95,45%.

O estudo foi realizado com recursos próprios do instituto e está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-04350/2026.

Confira a íntegra da pesquisa abaixo

 

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Ipespe/Abrapel: Flávio tem 50,5% dos votos válidos; Lula, 49,5%

Pesquisa Ipespe/Abrapel divulgada nesta sexta-feira (23) mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 50,5% das intenções de voto para a disputa de segundo turno das eleições presidenciais. Seu adversário, o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), recebe a preferência de 49,5% do eleitorado.hierarchy visualization

O cenário considera somente os votos válidos, ou seja, descartados brancos e nulos, assim como no critério adotado pelo TSE. O resultado configura um empate técnico na margem de erro, que é de 2,6 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Desde o início dos levantamentos realizados após o primeiro turno, há uma tendência de aproximação entre os candidatos. Na primeira pesquisa, realizada dois dias após a primeira rodada da votação, Flávio Bolsonaro marcava 52,7% das intenções de voto para o segundo turno, ante 47,3% de Lula. Naquele momento, a diferença estava além da margem de erro.

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Resultado do primeiro turno das Eleições 2026

Com 100% das urnas apuradas, Flávio teve 47,03%, com 56,1 milhões de votos. Lula chegou a 45,16%, com 53,8 milhões. O resultado mostra que os candidatos disputarão o segundo turno da eleição de 2026, marcado para o dia 25 de outubro.

Com pouco menos de dois pontos percentuais de diferença, a margem de votos observada entre Flávio Bolsonaro e Lula foi a menor desde a redemocratização.

Metodologia

A Ipespe/Abrapel entrevistou 1.500 eleitores em todo o país, entre os dias 20 e 22 de outubro, através de entrevistas por telefone. A margem de erro do levantamento é de 2,6 pontos percentuais, para mais ou para menos, com índice de confiança de 95%.

A pesquisa foi realizada com recursos próprios do instituto e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-04350/2026.

Confira a íntegra do levantamento abaixo

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Real Time: Flávio tem 52% dos votos válidos no 2º turno; Lula, 48%

Pesquisa Realtime Big Data desta sexta-feira (23) mostra o candidato Flávio Bolsonaro (PL) numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nos votos válidos do segundo turno, mas empatado tecnicamente.

Flávio tem 52% dos votos válidos, ante 48% de Lula. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, ambos estão em empate técnico.

Votos válidos são aqueles dados diretamente a um candidato ou, nas eleições proporcionais, a uma legenda partidária. Votos em branco e nulos não entram no cálculo que define os vencedores de uma eleição.

Isso significa que a porcentagem apresentada na apuração não considera necessariamente todas as pessoas que compareceram às urnas. Ela é calculada apenas sobre os votos válidos.

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Metodologia

A pesquisa Realtime Big Data ouviu 2.000 pessoas em todo o país por telefone entre os dias 19 e 22 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com índice de confiança de 95%.

O levantamento foi realizado com recursos do próprio instituto e está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-09670/2026.

 

A CNN Brasil utiliza ferramentas de inteligência artificial para extrair dados e gerar textos a partir dos relatórios dos institutos de pesquisas eleitorais. Todas as informações são checadas por jornalistas, e o texto final também passa por revisão da redação da CNN antes de ser publicado. Clique aqui para saber mais
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Queda de vídeos, alcance e bloqueios: entenda ações eleitorais sobre a Meta

A Meta, administradora do Instagram, Facebook e WhatsApp, vem ocupando papel central na discussão política das eleições deste ano. Desde o início do período eleitoral, a empresa vem sendo repetidamente acusada de tentar interferir no pleito, supostamente influenciando métricas dos candidatos de um lado e bloqueando conteúdos de outros. A big btech voltou ao centro do debate na última semana, quando surgiram novas denúncias de interferência, cobranças da Justiça eleitoral e a admissão da própria empresa de que há “falhas recorrentes” no controle do conteúdo.

Os episódios dos últimos dias envolveram o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), o cantor MC Cabelinho, o MPF (Ministério Público Federal), o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e até mesmo congressistas democratas dos Estados Unidos, além dos candidatos à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Nikolas Ferreira

Na última terça (20), o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) relatou ter tido dificuldade para compartilhar um vídeo no Instagram. Segundo ele, seus seguidores tiveram problemas para compartilhar a publicação nos stories e, depois, o post ficou sem som.

O vídeo, em apoio à eleição do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), traz depoimentos de moradores da região Nordeste e tinha uma música do cantor Rubel com Xande de Pilares ao fundo.

Após a Meta informar que o áudio foi retirado por solicitação de direitos autorais, Nikolas acusou Rubel de tentar impedir a divulgação do vídeo, dizendo que o artista teria acionado a Sony Music Brasil, sua produtora, para derrubar o som. O cantor publicou foto nas redes sociais declarando apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A CNN procurou o cantor e a produtora, mas não obteve retorno.

Nas diretrizes de direitos autorais disponíveis no site da Meta, a empresa informa que não se deve usar o trabalho de outra pessoa “se você não tem permissão para isso”. Segundo a companhia, o usuário pode infringir o uso dos direitos autorais mesmo dando crédito, comprando o conteúdo, e sem a intenção de violar o direito autoral.

Ainda de acordo com a empresa, caso algum conteúdo infrinja qualquer regra relacionada a direitos autorais, o usuário receberá uma notificação e a publicação será removida.

MPF endurece cobranças à Meta

Na quarta (21), o MPF (Ministério Público Federal) recomendou à Meta a adoção de medidas urgentes para garantir transparência e proteção à liberdade de expressão nas redes sociais durante o período eleitoral.

O órgão deu um prazo de 48 horas para que a empresa respondesse se vai seguir as recomendações e detalhar quais medidas serão tomadas. Também deu 30 dias para a companhia apresentar um relatório conclusivo.

O MPF pediu que a plataforma deixe de remover publicações, suspender contas sem fundamento jurídico ou contratual específico, e realizar bloqueios e restrições arbitrárias nas redes sociais.

Entidades que defendem maior transparência pública e organizações de tecnologia relataram que, desde setembro, a Meta vem removendo publicações e suspendendo perfis de forma expressiva. Os bloqueios teriam atingido diversos grupos, como estudantes, movimentos sociais, veículos de imprensa, comentaristas políticos e cidadãos.

Após a denúncia, o MPF questionou a Meta sobre a conduta, em 14 de outubro.

A companhia alegou ter bloqueado mais de 200 mil perfis de forma automática com base em critérios do período de silêncio eleitoral e identificação de uso de inteligência artificial em conteúdos políticos com presença de rostos.

Agora, o órgão voltou a cobrar a empresa após avaliar que as informações prestadas foram genéricas e insuficientes. De acordo com o MPF, grande parte dos bloqueios foi feito sem justificativa individualizada ou com base em enquadramentos indevidos em categorias graves, como terrorismo e exploração sexual infantil.

MC Cabelinho

Na quinta (22), a Meta removeu um vídeo publicado pelo cantor MC Cabelinho em parceria com o portal Revelando. A gravação abordava a acusação de Flávio Bolsonaro ter sido funcionário fantasma no gabinete do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), aos 19 anos.

O vídeo publicado por Cabelinho convidava os seguidores a assistirem ao conteúdo — que continua no ar — completo no YouTube.

Após a derrubada, o cantor questionou a empresa, que justificou que a remoção ocorreu após sinalização de que o conteúdo teria sido feito por inteligência artificial. O uso da tecnologia a 72 horas das eleições, no dia do pleito e no dia seguinte da votação fere as diretrizes de uso da plataforma, conforme comunicado.

A empresa ainda afirmou que a identificação do uso de IA pode ter ocorrido devido ao aplicativo usado para editar o vídeo, que pode usar a tecnologia no processo.

“Vale reforçar que muitos aplicativos de edição de imagem, vídeo e áudio usam recursos de IA e incorporam ao arquivo um sinal padrão da indústria indicando esse uso. A Meta lê esses sinais automaticamente e, para cumprir a determinação, indisponibiliza esses conteúdos no Brasil. Essas publicações voltam a ficar visíveis no país após o período definido pelo TSE”, escreveu.

Após o ocorrido, o artista, o portal Revelando e outros veículos voltaram a publicar o vídeo, que não apareceu mais com o selo de IA.

À CNN, o Calma Urgente, responsável pelo Revelando, reforçou que o vídeo não contém elementos de inteligência artificial.

Congressistas dos EUA

Como mostrou a CNN nesta quinta-feira (22), congressistas dos Estados Unidos enviaram uma carta ao CEO da Meta, Mark Zuckerberg, com questionamentos sobre o tratamento dado a Flávio e Lula durante as eleições brasileiras. O documento foi assinado por 12 deputados democratas e pelo senador independente Bernie Sanders.

No texto, parlamentares dizem que estão preocupados com relatos de que as plataformas da empresa estariam restringindo ou suprindo conteúdos associados à campanha do petista, enquanto estariam amplificando ou recomendando os associados à campanha de Flávio.

Os políticos dos EUA pontuaram que as redes americanas não devem influenciar nos resultados de eleições em outros países e pedem esclarecimentos sobre as acusações e adoção de medidas para garantir “condições de disputa equilibradas”.

A carta ocorre após a campanha de Lula alegar ter sido alvo de restrições na entrega de anúncios e de desabilitação da conta de anúncios. Além disso, especialistas independentes da ONU (Organização das Nações Unidas) também questionam a atuação da Meta nas eleições, e o MPF destaca que a empresa não cumpriu todas as medidas de isonomia eleitoral definidas pelo TSE.

A Meta, no entanto, continua a negar qualquer interferência no processo eleitoral.

Alcance “privilegiado”

Ainda na quinta, a Justiça Eleitoral deu 12 horas para a Meta explicar os motivos do alcance “privilegiado” dos perfis de Nikolas Ferreira (PL), Pablo Marçal (PRTB), Flávio Bolsonaro (PL) e o candidato a vice na sua chapa, Alfredo Gaspar (PL).

Em decisão, o ministro Ricardo Villas Bôas Cuevas, do TSE, exige que a empresa detalhe a origem das visualizações, a proporção de seguidores e não seguidores que viram as publicações e a quantidade de contas alcançadas.

A ordem atende a um pedido feito pela campanha de Lula, e o descumprimento do prazo pode levar a uma multa de R$ 100 mil por hora de atraso, o equivalente a R$ 2,4 milhões por dia.

No parecer, o ministro citou números do perfil de Nikolas no Twitter e disse que o alcance do deputado no Instagram exige “esclarecimentos técnicos acerca das métricas de distribuição”.

No mesmo dia, a Meta divulgou comunicado afirmando que “é o engajamento, e não o número de seguidores, que impulsiona o alcance e o desempenho de um conteúdo”.

Segundo a empresa, vídeos que acumulam visualizações, curtidas, comentários e compartilhamentos em pouco tempo são mais propensos a alcanças mais pessoas.

“Uma conta com um número relativamente pequeno de seguidores pode alcançar mais pessoas se uma parcela maior de seu público estiver ativa e visualizar, interagir, republicar ou compartilhar seu conteúdo”, diz a empresa.

Conforme a Meta, isso não representaria “qualquer tratamento preferencial”.

A nota foi divulgada após reportagem da Folha de S. Paulo mostrar que o vídeo de Nikolas Ferreira, mesmo depois de ficar sem áudio, alcançou 160 milhões de visualizações no Instagram. O número seria superior às visualizações em publicações de nomes conhecimentos mundialmente, como Neymar, Messi e Cristiano Ronaldo.

Meta nega favorecer candidatos

Na terça-feira (20), a Meta negou ao TSE que esteja descumprindo ordens do Tribunal durante o período eleitoral ou favorecendo candidaturas nas redes sociais.

Segundo a empresa, as plataformas aplicam as mesmas regras de distribuição de conteúdo para todos os candidatos e têm adotado uma série de medidas para evitar abusos, como a criação de uma lista de permissões para anúncios, que restringe a veiculação de propaganda eleitoral paga.

No mesmo dia, o Comitê de Supervisão da Meta afirmou que há “falhas recorrentes” no controle de conteúdo eleitoral nas redes administradas pela empresa. Também criticou o tratamento dado às contas de anúncios do presidente Lula e, em nota, os copresidentes do Comitê afirmaram que o episódio representa uma falha e deveria ter sido tratado por uma equipe interna de especialistas.

Eleições 2026: veja as principais datas do ano eleitoral

 

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Flávio e Lula afinam estratégias para o último duelo na TV antes das urnas

O senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afinam suas estratégias para o último debate na disputa pelo Palácio do Planalto, promovido pela TV Globo, nesta sexta-feira (23).

Economia popular, segurança pública, proteção às mulheres, saúde, custo de vida e a garantia de manutenção de programas sociais têm sido os principais temas treinados da campanha de Flávio.

A perspectiva é que o candidato do PL adote uma postura um pouco menos provocativa diante de Lula do que no debate da TV Bandeirantes, responda mais diretamente a perguntas feitas pelo petista e fale mais das próprias propostas. A intenção é ainda tentar atrair eleitores indecisos e de centro.

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Embora a circulação dos candidatos vá ficar mais restrita no debate desta sexta, Flávio ainda deve buscar se movimentar pelo palco.

O principal objetivo de Lula no debate é impor um tom mais propositivo. A avaliação da campanha é de que o presidente foi puxado por Flávio para um debate acusatório, que afastou eleitores independentes e indecisos. O mandatário tentará manter o embate focado em propostas e defesa de um “legado”.

A movimentação nos palcos foi considerada um ponto baixo na participação de Lula no primeiro debate e vem sendo treinada com atenção. No embate da TV Bandeirantes, o petista apareceu fora do foco de luz e confundiu câmeras especialmente no início do debate.

Lula se preparou também para evitar a tática de Flávio Bolsonaro de aparecer ao fundo em seu plano. A ideia é de que o petista fique mais tempo no púlpito.

Flávio treinou para o debate ao longo dos últimos dias ao lado de auxiliares e marqueteiros. Também fizeram parte da preparação o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), especialmente na área de infraestrutura, e o senador eleito por São Paulo Guilherme Derrite (PP), para segurança pública, por exemplo.

Já Lula se preparou especialmente na última quinta-feira (22) e tem em seu núcleo de preparação o chefe da Secom (Secretaria de Comunicação Social), Sidônio Palmeira, o senador Camilo Santana (PT), o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), e o senador eleito Rui Costa (PT).

Enquanto Flávio deve viajar ao Rio de Janeiro, onde acontece o debate, pela manhã e se reunir com assessores na Barra da Tijuca, Lula irá à capital fluminense por volta das 18h. O embate será promovido nos Estúdios Globo.

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Datafolha: Veja como Flávio e Lula pontuam por renda, gênero e religião

Pesquisa Datafolha divulgada na noite de quinta-feira (22) mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, empatados com 50% dos votos válidos na disputa pelo Palácio do Planalto, a três dias do segundo turno das eleições. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Como mostrou a CNN, em relação à rodada anterior da pesquisa, divulgada na semana passada, Flávio oscilou um ponto percentual para baixo, enquanto Lula oscilou um ponto para cima.

Os resultados variam conforme os recortes do eleitorado, como renda, gênero, religião, idade, escolaridade, declaração racial e região do país.

Renda, gênero e religião

Entre os eleitores com renda familiar mensal de até dois salários mínimos, Lula está à frente com 58% dos votos válidos, ante 42% de Flávio.

Já nas faixas de renda entre dois e cinco salários mínimos e acima de cinco salários mínimos, o candidato do PL aparece com 58%, contra 42% do petista em ambos os grupos. Nesse recorte, a margem de erro é de três pontos percentuais.

No recorte por gênero, Lula registra 53% dos votos válidos entre as mulheres, contra 47% de Flávio. A diferença de seis pontos percentuais está dentro do limite da margem de erro, de três pontos para mais ou para menos.

O cenário se inverte entre os homens: Flávio soma 54%, enquanto Lula tem 46%. A diferença de oito pontos percentuais supera a margem de erro de três pontos, indicando vantagem numérica do senador nesse segmento.

Os eleitores evangélicos dão a Flávio 73% dos votos válidos, contra 27% de Lula. A vantagem do candidato do PL nesse segmento supera a margem de erro de quatro pontos percentuais.

No eleitorado católico, Lula soma 59%, ante 41% de Flávio. O petista também tem vantagem superior à margem de erro, de três pontos percentuais.

Idade e escolaridade

Na faixa etária de 35 a 44 anos, Flávio tem 56% dos votos válidos, contra 44% de Lula. Com margem de erro de cinco pontos percentuais, esse é o único dos cinco grupos etários em que a diferença ultrapassa o limite do empate técnico.

No recorte por escolaridade, Lula lidera 57% dos votos válidos entre os eleitores com ensino fundamental, contra 43% de Flávio. A margem de erro nesse segmento é de quatro pontos percentuais.

Entre os eleitores com ensino médio, Flávio soma 53% dos votos válidos, ante 47% de Lula. A diferença de seis pontos percentuais está no limite técnico. Já entre aqueles com ensino superior, o senador registra 54%, contra 46% do presidente, com margem de erro de quatro pontos percentuais.

Região e racial

Lula lidera no Nordeste, com 68% dos votos válidos, contra 32% de Flávio. Nesse recorte, a margem de erro é de quatro pontos percentuais.

O candidato do PL aparece à frente nos outros três recortes regionais do país. No Sudeste, soma 56%, ante 44% do presidente, com margem de três pontos percentuais. No Sul, tem 64%, contra 36% de Lula. Já no agrupamento Centro-Oeste/Norte, registra 56%, ante 44% do petista. Nos dois últimos recortes, a margem de erro é de cinco pontos percentuais.

Os eleitores que se autodeclaram pretos dão a Lula 61% dos votos válidos, contra 39% de Flávio. Nesse grupo, a margem de erro é de cinco pontos percentuais.

No eleitorado branco, o senador registra 55%, ante 45% do presidente, com margem de três pontos. A disputa entre os pardos está tecnicamente empatada: Flávio tem 51%, e Lula, 49%, dentro da margem de erro de três pontos percentuais.

O que são votos válidos?

Votos válidos são aqueles dados diretamente a um candidato ou, nas eleições proporcionais, a uma legenda partidária. Votos em branco e nulos não entram no cálculo que define os vencedores de uma eleição.

Isso significa que a porcentagem apresentada na apuração não considera necessariamente todas as pessoas que compareceram às urnas. Ela é calculada apenas sobre os votos válidos.

Contratada pela Folha de S.Paulo e pela Globo, a pesquisa Datafolha foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-09709/2026.

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Vox: 47,1% rejeitam voto em Flávio; 44,8%, em Lula

Pesquisa Vox Brasil divulgada nesta sexta-feira (23) aponta 47,1% de rejeição ao voto no senador Flávio Bolsonaro (PL), enquanto o voto no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é rejeitado por 44,8% dos entrevistados no 2º turno.

Os eleitores que alegaram rejeição de voto em ambos somaram 3,9%, os que não rejeitam o voto em nenhum deles, 2,2%, enquanto apenas 2% dos entrevistados não souberam responder ou não opinaram sobre.

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Metodologia

O instituto Vox Brasil entrevistou presencialmente, em domicílios, 2.100 pessoas entre 20 e 22 de outubro, em todo o território nacional. A margem de erro é de 2,15 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Financiada com recursos próprios do instituto, a pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-03259/2026.

*Sob supervisão de João Ker

Eleições 2026: veja as principais datas do ano eleitoral

 

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