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De um manuscrito de 1936 ao Oscar: o drama real de perseguição aos homossexuais por trás do filme “A Bola Preta”

A Espanha tem um de seus mais fortes candidatos ao Oscar no filme ‘A Bola Preta’ (2026), um drama histórico inspirado na Guerra Civil dos anos 1930, na ditadura franquista e em práticas discriminatórias da sociedade espanhola em diferentes períodos.

Javier Calvo e Javier Ambrossi (os Javiers) venceram o prêmio de Melhor Direção no Festival de Cannes em maio, e o longa também garantiu estatuetas de audiência nos festivais de Toronto e San Sebastián. O sucesso fez a Netflix divulgar, pela primeira vez, os resultados de bilheteria para uma de suas produções nos Estados Unidos.

‘A Bola Preta’ estreia no Brasil em 14 de janeiro de 2027 e foi exibido no início de outubro na gala de abertura e em outras três sessões no Festival do Rio.

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Um manuscrito incompleto

O ponto de partida de ‘A Bola Negra’ foi um fragmento de quatro páginas escritas pelo poeta e dramaturgo espanhol Federico García Lorca, que continha uma lista de personagens e um diálogo entre dois irmãos. O trabalho foi interrompido pelo assassinato de Lorca no início da Guerra Civil, em 1936.

O escritor teria contado ao amigo diretor Cipriano Rivas Cherif que planejava escrever sobre um pai que confronta seu filho por ter sido rejeitado por um clube de alta sociedade com um sinal de “bola negra”. O jovem responderia que foi negado por ser homossexual.

No longa, Carlos é um rapaz em 1932 que tenta entrar para um grupo exclusivo de um cassino, mas o voto de alguns membros é marcado com a bola negra, que simboliza a suspeita de homossexualidade ou outros comportamentos considerados “desviantes”.

A trama ainda acompanha Sebastián, um soldado de Francisco Franco que se apaixona por um prisioneiro, e Alberto, um historiador que investiga a história de seu próprio avô.

Um drama histórico espanhol

A trama distribui sua narrativa entre 1932 (Segunda República), 1937 e 2017 para retratar a trajetória de opressão vivida pela comunidade homossexual na Espanha.

A Guerra Civil teve início em 1936 após uma sublevação militar contra o governo republicano eleito da Espanha. Liderados pelo general Francisco Franco, os militares contaram ainda com o apoio da Alemanha nazista e da Itália fascista.

Após a vitória franquista em 1939, a ditadura que perdurou até 1975 institucionalizou a perseguição a opositores políticos e dissidentes sexuais.

Durante a transição para a democracia, no final da década de 1970, o país adotou um arranjo político que priorizou a reconciliação institucional sem a investigação penal dos crimes do regime — período frequentemente chamado por historiadores de “pacto do silêncio”.

A busca empreendida por Alberto resgata documentos e sepulturas esquecidas, num processo de revisão da memória, abertura de arquivos e identificação de desaparecidos que também marcou a redemocratização no Brasil.

Uma dimensão semelhante existe no longa ‘Ainda Estou Aqui’ (2024), vencedor de duas estatuetas do Oscar ao recuperar a história de uma família brasileira devastada pela ditadura militar.

Destruição de uma vila espanhola durante a Guerra Civil no filme A Bola Preta
Filme inspirou sua trama em relatos históricos e peças teatrais relacionadas à Guerra Civil e à ditadura de Franco • Divulgação/Netflix

O bombardeio de abertura e o episódio de “fogo amigo”

A sequência inicial do filme, ambientada em um vilarejo rural atingido por bombas, reproduz um fato documentado da Guerra Civil espanhola.

Em 31 de agosto de 1936, aviões italianos aliados às forças franquistas, bombardearam por engano Artà, em Maiorca, resultando na morte de onze civis de sua própria base de apoio.

Para as filmagens, os diretores utilizaram Castil de Carrias (Burgos), uma vila real esvaziada e abandonada na segunda metade do século XX, cuja igreja histórica abriga sepulturas que foram violadas ao longo das décadas.

Um personagem inspirado em um guerrilheiro real

O prisioneiro de guerra por quem o soldado Sebastián se apaixona é inspirado em um secretário e, segundo relatos históricos, amante do dramaturgo Federico García Lorca. Rafael Rodríguez Rapún nasceu em 1912 e, depois da execução de seu chefe durante a Guerra Civil, alistou-se no exército republicano.

Na vida real, ele foi ferido em combate e faleceu em 1937. O filme imagina como seria se ele tivesse sobrevivido e fosse mantido numa prisão franquista, emprestando elementos da peça ‘La Piedra Oscura’ de Alberto Conejero.

A bola negra foi de fato uma prática na Espanha?

Sim. Um círculo preto era um mecanismo verídico de votação anônima inspirado em rituais de maçonaria e popularizado em clubes masculinos europeus no século XIX.

Processos seletivos para estes grupos aplicavam de forma oficial este modelo de justificativa de voto até 1989. O candidato que recebesse duas, ou por vezes até uma bola negra, era vetado. Na prática, o símbolo virou ferramenta de exclusão social e punição àqueles que fugissem dos padrões de aparência, gênero e comportamento da época.

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Javier Milei recibe hoy a Christopher Landau en Casa Rosada tras acordar cambios en la ley sobre Malvinas

El subsecretario de Estado de Estados Unidos, Christopher Landau, habla en una rueda de prensa con el canciller de Argentina, Pablo Quirno (fuera de cuadro), este jueves en Buenos Aires (Argentina). EFE/ Juan Ignacio Roncoroni

El presidente Javier Milei recibirá al vicesecretario de Estado de los Estados Unidos, Christopher Landau, esta mañana en la Casa Rosada. El encuentro se produce en medio de las observaciones que la administración de Donald Trump realizó sobre el proyecto de Ley de Defensa de la Soberanía Nacional. Las sugerencias que emanaron desde Washington referían a que la redacción original podía afectar empresas vinculadas que no estuvieran involucradas de manera directa con la explotación de hidrocarburos en las Malvinas.

En una conferencia realizada este jueves en el Palacio San Martín, sede de la Cancillería argentina, Landau sostuvo que la legislación es una cuestión de las autoridades argentinas, pero admitió que Washington sigue de cerca sus consecuencias para el sector privado estadounidense. “Nosotros estamos obviamente viendo los intereses de nuestras empresas. Es natural que cualquier país se preocupe por eso, pero quiero destacar que nosotros respetamos el proceso legislativo”, afirmó.

Christopher Landau y Pablo Quirno. REUTERS/Alessia Maccioni

Participarán del encuentro la secretaria general de la Presidencia, Karina Milei; el canciller Pablo Quirno; el embajador argentino en Estados Unidos, Alec Oxenford; el secretario adjunto para Asuntos del Hemisferio Occidental, Juan Pablo Segura; el embajador de Estados Unidos en la Argentina, Peter Lamelas; y la asesora principal para Asuntos del Hemisferio Occidental, Viviana Bovo. Se prevé que entre los temas de conversación se incluyan aspectos vinculados a la seguridad y la “lucha contra el terrorismo” en la región, así como de las diferentes políticas de apoyo económico que ambos países vienen manteniendo en los últimos años.

Un régimen sancionatorio con alcance sobre socios y proveedores

Aunque quiso ser desmentido por funcionarios del Gobierno, fueron los mismos integrantes de la administración estadounidense quienes reconocieron su preocupación por la redacción original del proyecto por Malvinas. La iniciativa no alcanzaba solo a las firmas que operan en el archipiélago, sino también a filiales, accionistas, intermediarios financieros y proveedores relacionados con actividades petroleras sin autorización argentina.

El embajador de Estados Unidos, Peter Lamelas, había transmitido a funcionarios argentinos la inquietud de Washington y de empresas estadounidenses por el alcance del Título I. La preocupación se concentraba en las penalidades contra compañías asociadas con las petroleras que trabajan en Malvinas y que fueron denunciadas por la Argentina ante el Tribunal Internacional del Mar, en Hamburgo.

El oficialismo postergó el tratamiento parlamentario ante la falta de apoyos y las diferencias sobre varios artículos. Aun así, podría no tardar en reactivarse. La Cámara de Diputados podría abordar el proyecto hacia finales de octubre, aunque otras fuentes consultadas señalaron que la fecha aún no estaba definida; las estimaciones internas marcan que los números estarán disponibles después de que se terminen de configurar los cambios.

Las conversaciones con el PRO, el Movimiento de Integración y Desarrollo (MID), otros bloques aliados y la Cámara de Comercio de Estados Unidos en Argentina (AmCham) derivaron en la promesa oficial de habilitar cambios.

Christopher Landau. REUTERS/Alessia Maccioni

Entre los cambios principales, se limitarán las sanciones exclusivamente a operadoras directas, licenciatarias, proveedores y accionistas directos de proyectos ilegales en territorio argentino, lo que exime a fondos de inversión indirectos. También se incorporará que el nuevo Consejo de Seguridad Nacional tenga la facultad de aceptar o rechazar inversiones de estados y empresas con capitales extranjeros, y se acotó la intervención de las Fuerzas Armadas en infraestructuras críticas solo a casos en que la defensa nacional esté amenazada.

Además, el oficialismo accedió a crear una Comisión Bicameral en el Congreso para auditar las decisiones del Consejo de Seguridad Nacional —compuesto únicamente por miembros del Ejecutivo—, como garantía para los aliados legislativos. Se modificará también el polémico artículo 111, que penaliza la injerencia extranjera en procesos electorales y campañas de desinformación, excluyendo expresamente al periodismo, la investigación académica, la actividad diplomática y la representación abierta de intereses.

El reclamo de soberanía y el futuro del comité de la ONU

La discusión legislativa coincidió con la propuesta estadounidense de disolver el Comité de Descolonización de las Naciones Unidas, el foro en el que la Argentina sostiene desde 1965 su reclamo de soberanía ante el Reino Unido. Landau respaldó la eliminación como parte de una reforma general de los organismos multilaterales.

“El comité, a través de los años, ha tomado posiciones bastante radicales en ciertos temas contra Estados Unidos, el caso de Puerto Rico y otros temas”, planteó el funcionario. También señaló que existen numerosos comités que “a través de los años no han hecho casi nada” y pidió no interpretar la reforma como una decisión vinculada específicamente con Malvinas.

Quirno calificó el reclamo argentino como “innegociable” y sostuvo que una eventual desaparición del comité no modificaría la posición nacional. Explicó que las resoluciones que respaldan la causa son generales de las Naciones Unidas y no dependen de un organismo en particular, aunque reconoció que se trata de un ámbito de interés porque la Argentina presenta allí su posición todos los años.

La Argentina se abstuvo el 15 de octubre en dos de los 23 proyectos de la Cuarta Comisión de la ONU sobre descolonización. El canciller atribuyó la decisión a razones técnicas, mientras sectores de la oposición la interpretaron como un gesto hacia Washington.

En la Casa Rosada admitieron que la iniciativa estadounidense llegó en un momento inconveniente para el debate sobre la ley. Funcionarios del Poder Ejecutivo sostuvieron que la eliminación del comité no sería favorable porque permite mantener el reclamo jurídico argentino, aunque no esperan avances concretos en la disputa de soberanía y consideran que Trump busca dar una batalla discursiva sobre el tema.

Fondos estadounidenses y la cuestión china

La visita de Landau incluyó anuncios de cooperación en seguridad y negociaciones sobre inversiones. Quirno detalló que la administración Trump aprobó USD 13 millones para programas contra el narcotráfico: USD 7,5 millones estarán destinados a proyectos en la Argentina y el resto a iniciativas regionales.

El ministro de Justicia, Juan Bautista Mahiques, firmó con Landau el Pacto para la Protección de la Infancia, que prevé un respaldo de hasta USD 10 millones para combatir la trata de menores. También se anunció un aporte no reembolsable de USD 15 millones para un centro de operaciones de ciberseguridad, que incluirá una evaluación de la red troncal de Arsat.

Ante una consulta sobre el uso de tecnología china en obras de infraestructura, Quirno negó que existiera una política de discriminación. Dijo que las decisiones responden a análisis sobre seguridad informática y a la necesidad de ser más cuidadosos respecto de quiénes controlan las tecnologías utilizadas en el país.

El ministro de Economía, Luis Caputo, se reunión con el subsecretario de Estado de EE.UU., Christopher Landau. (Ministerio de Economía)

Landau fue más enfático sobre las visas como herramienta de política exterior. “Por algo me llaman el quitavisas”, afirmó, antes de explicar: “No queremos invitar como huéspedes a nuestro país a personas que amenazan la seguridad de nuestro país”.

El funcionario estadounidense elogió la sintonía con el Gobierno argentino y aseguró que no existe “otro país en todo el mundo” con el que Estados Unidos esté tan alineado. Señaló que los acuerdos comerciales entre ambos países pueden atraer inversiones masivas y abrir una “nueva era dorada” para la Argentina.

Consultado sobre si el respaldo estadounidense dependía de una victoria de Milei en 2027, Quirno respondió que el único condicionamiento era mantener el rumbo económico. Mencionó el crecimiento, el orden macroeconómico y el equilibrio fiscal como condiciones para dar previsibilidad a inversiones de largo plazo.

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Alimentos sobem 1% no IPCA-15; legumes acumulam alta de 33% no varejo

Os alimentos consumidos em casa subiram 1,01% em outubro, acelerando em relação à alta de 0,38% registrada em setembro, segundo o IPCA-15 divulgado nesta sexta-feira (23) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O grupo Alimentação e Bebidas avançou 0,88% no mês e respondeu por 0,19 ponto percentual da inflação total, de 0,32%.

Entre os principais aumentos da alimentação no domicílio estão o tomate, que subiu 24,54%;  a cebola com alta de 13,63%; a batata-inglesa, que avançou 10,96%; e o arroz com aumento de 5,80%.

Na outra ponta aparece a cenoura que ficou 10,67% mais barata.

Os dados mostram que a desaceleração do índice geral de inflação não se traduziu em alívio nas compras de supermercado.

Enquanto o IPCA-15 passou de 0,70% em setembro para 0,32% em outubro, os alimentos consumidos em casa aceleraram indicando pressão concentrada em itens da cesta alimentar.

Preços nos supermercados

O comportamento dos preços também aparece no levantamento da Neogrid, que acompanha as compras realizadas no varejo. Em setembro, os legumes ficaram 18% mais caros, depois de recuarem 16,9% em agosto. A categoria liderou as altas entre os grupos analisados pela empresa.

No acumulado entre dezembro de 2025 e setembro de 2026, os legumes registraram aumento de 32,8%, seguidos pelo feijão, com 29,7%, e pelo leite UHT, com 29,4%. O arroz subiu 6,4% em setembro, enquanto os ovos ficaram 4,5% mais caros e a carne bovina avançou 3,6%.

Diferenças regionais

As variações no levantamento da Neogrid também foram desiguais entre as regiões brasileiras. No Sudeste, os preços dos legumes avançaram cerca de 24% em setembro, enquanto no Sul a alta foi de 23,5%. No Centro-Oeste, a elevação chegou a 22,5%. O Nordeste registrou aumento de 13,8%, e o Norte, de 7,7%.

O arroz também apresentou diferenças importantes. A alta foi de 8,5% no Sudeste e de 6,6% no Sul, enquanto no Centro-Oeste chegou a 5%. No Nordeste, o avanço foi de 4,5%. Já no Norte, a variação ficou em apenas 0,4%.

A carne suína teve um dos movimentos regionais mais expressivos, subiu 30,2% no Norte e caiu 12,5% no Centro-Oeste.

Apesar dessas oscilações, o óleo de cozinha apresentou aumento em todas as regiões, com alta nacional de 3%.

Metodologias

A comparação entre os levantamentos evidencia a volatilidade dos preços dos alimentos, mas exige cautela. O IPCA-15 mede a variação de preços de uma cesta de consumo de famílias e, na edição de outubro, considera a coleta realizada entre 16 de setembro e 14 de outubro. A Neogrid, por sua vez, analisa as variações de preços no varejo em setembro, com base em compras registradas em notas fiscais.

Além das diferenças de período e metodologia, as categorias não são necessariamente equivalentes. Os dados da Neogrid ajudam a contextualizar as oscilações no varejo, mas não devem ser interpretados como explicação direta para o resultado do IPCA-15. A Neogrid informa que seu levantamento considera preços, marcas, volumes vendidos e presença dos produtos nos pontos de venda, com base em mais de 40 milhões de notas fiscais por mês no Brasil.

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Homem paga R$ 13 mil para ver seu avatar de IA casando com criadora de conteúdo adulto

A influenciadora Laís Dias, 28, afirmou ter aceitado R$ 13 mil como pagamento para se casar, virtualmente, com um de seus seguidores. Em vídeo publicado em suas redes sociais, ela aparece vestida de branco e acompanhada por um homem que assume o papel do “noivo”, com um tablet preso ao rosto.

“Gente, eu quero contar uma novidade para vocês. Hoje é o dia do meu casamento. Um assinante escolheu casar comigo hoje, e a gente está fazendo a cerimônia aqui”, explica a criadora de conteúdo adulto. O momento foi filmado em uma capela, com direito a buquê de flores e troca de alianças.

A identidade verdadeira do rapaz foi oculta; seu rosto é representado por um avatar feito com inteligência artificial, que Laís garante ser “a cara dele”. “Não queria só me ver de noiva, queria acompanhar uma cerimônia com troca de alianças e tudo o que tinha imaginado”, diz. “O assinante pagou por isso, pela experiência, e ele vai ter isso.”

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Sobre o “marido”, Dias conta apenas que ele seria “japonês, apaixonado por doramas [produções audiovisuais seriadas do leste asiático]”, e que “se considera cristão”, fazendo questão de realizar o casamento em uma igreja: “O mais difícil foi encontrar onde fazer, então aluguei uma capela particular.”

O seguidor teria participado da seleção de todos os detalhes do casório, incluindo o vestido. “Existem várias formas de amar, e ele está me ensinando uma nova”, defendeu a criadora.

O casamento já tem data para terminar. Isto porque o serviço oferecido pela modelo tem formato de assinatura: “Para continuar casado comigo, ele precisa renovar a assinatura, como faz para continuar assistindo a uma série. A diferença é que aqui ele participa da história”, explica.

Ela não detalha se o homem, que já é assinante de uma de suas plataformas (OnlyFans e Privacy), deverá pagar mais R$ 13 mil ou outro valor para evitar o “divórcio”.

 *Publicado por Juliana Santos.

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Estrela de Big Bang Theory, Kaley Cuoco comprou rancho para praticar hipismo e o transformou em santuário para mais de 100 animais resgatados

Mais conhecida por sua personagem na série ‘The Big Bang Theory’ (2007-2019), a atriz Kaley Cuoco, 40, tem diversas facetas pouco conhecidas pelo público: apaixonada pelos animais, ela é equitadora, dona de um rancho e uma ávida investidora em imóveis.

Em 2017, ela comprou junto ao ex-parceiro uma propriedade de 16 hectares construída para a criação de cavalos. O rancho custou US$ 4,99 milhões (cerca de R$ 25 milhões na cotação atual) e foi apenas uma de suas diversas aquisições na região de Los Angeles, na Califórnia.

Portfólio imobiliário de ‘Penny’ impressiona

Ao longo de uma carreira extensa, com passagens pelas séries ‘Jovens Bruxas’ (1998-2006) e 12 anos de ‘Big Bang: A Teoria’, Kaley Cuoco acumulou uma fortuna agora investida em propriedades de luxo e marcas próprias.

Em sua primeira temporada como a vizinha Penny na série nerd, ela faturava US$ 45 mil por episódio; de acordo com o site Celebrity Net Worth, ao fim das gravações, passou a levar para casa quase US$ 1 milhão por cada capítulo.

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Em 2022, Cuoco comprou uma mansão de arquitetura contemporânea em Agora Hills que já pertenceu a Taylor Lautner, o intérprete de Jacob na franquia ‘Crepúsculo’. A casa custou US$ 6,4 milhões e foi colocada de volta no mercado em 2023.

Segundo a Realtor.com, a atriz teria pedido US$ 7 milhões pela venda; depois, abaixou o preço para US$ 5,75 milhões e, finalmente, revendeu por US$ 5,475 milhões.

Como conta o veículo especializado Robb Report, no mesmo ano, ela adquiriu uma casa na cidade de Thousand Oaks, onde mantém seu rancho de cavalos. Bem menor, a nova residência de 650 m² fica em um condomínio privativo e tem cinco quartos, oito banheiros e uma lareira.

Cuoco também mantém uma casa geminada de três quartos e três banheiros em Studio City, no coração de Hollywood.

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Refúgio de Kaley Cuoco tem vacas, cavalos, burros, galinhas e porcos

Desde 2017, a atriz usa a propriedade rural ao noroeste de Los Angeles para cultivar seu amor pelos animais. Ela pratica hipismo, com foco em salto de obstáculos, há décadas, e chegou a sofrer lesão grave na época das gravações da quarta temporada de ‘Big Bang’.

Após sofrer um pisão de seu cavalo, teve uma fratura exposta na perna e precisou gravar diversos episódios com a parte inferior do corpo escondida por uma bancada de bar.

Mas o acidente não afetou seu investimento no esporte: ela compete com frequência na modalidade e já praticou com diversos cavalos ao longo dos anos. Sua filha Matilda, de apenas três anos, já começou a treinar montaria.

O terreno em Thousand Oaks é todo preparado para um amante dos cavalos, e já veio com estábulos e arenas quando comprado.

Mas ao lado dos circuitos de hipismo, Cuoco também tem currais onde residem diversas espécies de animais de fazenda. Vacas e porcos resgatados ganham uma segunda chance ao lado da atriz, e aparecem com frequência em seu Instagram.

Ela contou à revista People, em 2024, que, em vez de manter cada espécie em seu próprio cercado, o rancho incentiva a convivência entre eles. “Temos um grande espaço onde a maioria dos bichos pequenos fica: cabras, porcos, galinhas e cavalos anões, todos vivem juntos”, disse.

Os cavalos aposentados das competições continuam recebendo cuidados; vários dos animais já estão em idade avançada, e são alimentados e bem tratados até o fim de sua vida natural.

Em um vídeo no perfil The Dodo, que conta histórias de diferentes animais, ela disse: “Já tiramos animais de situações horríveis e vemos como eles se desenvolvem e prosperam aqui. São todos muito felizes.”

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Cuoco também é devota aos seus cachorros. Em 2021, o falecimento de seu pit bull adotado, Norman, a inspirou a lançar uma marca de suplementos para cães e gatos.

A Oh Norman vende petiscos, florais, probióticos e prebióticos e produtos de limpeza pet, e reverte parte do lucro para entidades beneficentes que trabalham com animais.

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EUA e Israel elaboram planos para retomar ataques ao Irã após eleições de meio de mandato

As Forças Armadas dos Estados Unidos e de Israel elaboraram planos para retomar os ataques contra o Irã após as eleições de meio de mandato americanas, segundo autoridades de Washington e outras pessoas a par das discussões. Leia mais (10/23/2026 - 06h00)
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Tomate desafia padrão histórico de preços e surpreende na inflação de 2026

Um dos itens mais sensíveis da cesta básica, o tomate tem registrado forte oscilação de preços em 2026. Embora o fruto tenha uma peso pequeno na inflação geral – entre 0,2% e 0,35% -,nos últimos 12 meses apareceu em praticamente todos os relatórios mensais do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo).

Especialista no mercado de hortifrutis, João Paulo Deleo, pesquisador do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), conta que a volatilidade é uma característica dessa cultura. Porém, o comportamento de 2026 fugiu da curva tradicional.

“A volatilidade se dá em função de fatores como área cultivada, calendário de plantio e produtividade. A colheita este ano tem variado muito principalmente em função do clima. Com as temperaturas mais baixas, a maturação fica bastante retraída. Quando as temperaturas sobem, a maturação acelera e a oferta aumenta pressionando os preços. Todos esses fatores explicam as oscilações mais fortes ao longo deste ano”, destaca Deleo.

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Os dados IPCA ajudam a desenhar a trajetória do tomate

Entre setembro e dezembro de 2025 o preço do fruto registrou sucessivas retrações influenciando diretamente o grupo Alimentação e Bebidas do IPCA. Teve queda acentuada sem setembro (-11,52%),  novembro (-10,38%) e dezembro (-3,95%).

2026 começa com elevação

Já no primeiro semestre de 2026 o movimento se inverte e uma sequência de altas chamam a atenção. A primeira registrada em janeiro: 20,52%, seguida por valorizações acentuadas em março (+20,31%), em abril (+6,13%) e também em maio (+20,62%).

O alívio veio no meio do ano com a chegada da safra de inverno e melhora temporária na produtividade. Porém, depois de acumular alta de mais de 65% no primeiro semestre os preços não caíram na mesma proporção.

Em julho o tomate registrou a maior retração do período -29,09%, influenciando diretamente no grupo alimentação no domicílio que registrou queda de 1,14% no mês.

O movimento de recuo continuou em agosto: 10,94%. Em setembro de 2026, a surpresa: o tomate registra alta recorde para o período de 37,76%.

Clima e mercado definem rumos do preço

Enquanto o comportamento histórico aponta que os preços mais altos do tomate se concentram no primeiro semestre do ano, período em que a entressafra e as chuvas reduzem a produtividade, esse percentual de setembro contrariou as estatísticas.  De acordo com o pesquisador do Cepea, o movimento atípico de alta tem justificativas climática e mercadológica.

Os dias chuvosos e nublados prejudicaram a fotossíntese das plantas, gerando frutos de menor calibre e reduzindo o potencial produtivo nas principais regiões produtoras do Sudeste e Centro-Oeste.

“Tradicionalmente temos preços mais baixos para o tomate no segundo semestre, principalmente em agosto e setembro. O tempo seco e dias ensolarados aceleram a maturação. Este ano a gente viu um cenário diferente. Os valores entre setembro e outubro atingiram os picos, mais altos inclusive do que registrado em maio”, explica Deleo.

Área plantada menor pelo segundo ano

Outro fator que impactou a oferta do produto foi a redução da área plantada. Nas regiões monitoradas pelo Cepea as áreas dedicadas ao cultivo de tomate estão em retração pelo segundo ao consecutivo.

A estimativa dos pesquisadores é de redução de 5,4% na área de 2026 e de 16,3% em dois anos.  “Os produtores de tomate vem reduzindo a área cultivada devido aos prejuízos em safras anteriores”.

Expectativas não são positivas para o consumidor

Somado os problemas de produtividade e os atrasos na maturação, os preços do tomate devem se manter em patamares mais elevados e volatilidade não deve dar trégua tão cedo.

“No Sul e Sudeste, a expectativa é de excesso de chuvas, além de temperaturas elevadas em alguns momentos, o que pode reduzir a produtividade. No Nordeste, e em determinados momentos no Centro-Oeste, o clima mais seco pode elevar a presença de pragas e com a estimativa de temperaturas acima da média, prejudicando as lavouras. A volatilidade deve seguir na tomaticultura. Mas os preços tendem a ficar num patamar mais alto mas o clima que deve determinar isso”, completa João Paulo Deleo.

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El movimiento de protesta estudiantil que puede derrotar al líder ultranacionalista de Serbia en las elecciones

El movimiento de protesta estudiantil que puede derrotar al líder ultranacionalista de Serbia en las elecciones

Una campaña poco convencional desafía los 14 años de dominio del partido gobernante con un audaz experimento democrático

El viaje de Serbia al autoritarismo mientras llama a las puertas de la UE

En una fría tarde de otoño, un grupo de estudiantes serbios recorre como voluntarios los bloques de viviendas de Krnjača, un barrio de las afueras de Belgrado, para hacer campaña puerta a puerta. Llevan cintas para colgar al cuello con la palabra “victoria”, una lista de preguntas y una aplicación móvil que registra los hogares visitados y el nivel de apoyo en cada uno.

Los voluntarios forman parte de Lista Estudiantil, un movimiento de masas que lleva dos años sacudiendo Serbia con protestas constantes. Este domingo, el grupo presentará a sus propios candidatos a las elecciones parlamentarias y planteará el desafío más serio al que se ha enfrentado Aleksandar Vučić en sus 12 años en el poder, marcados por un autoritarismo creciente.

Esperan emular la derrota del aliado de Vučić, Viktor Orbán, en la vecina Hungría hace seis meses en un efecto dominó que podría impulsar un resurgimiento democrático en Europa Central.

Los sondeos arrojan resultados muy dispares, pero muchos analistas consideran muy posible que las elecciones estén reñidas. Ninguna de las partes parece dispuesta a reconocer una eventual derrota como legítima, lo que aumenta el riesgo de disturbios y enfrentamientos tras los comicios.

Para ganar, la lista de 250 candidatos del movimiento estudiantil tendría que transformar la manera de hacer política en Serbia y poner fin al control que Vučić ejerce sobre el país. Vučić dimitió como presidente el mes pasado, cinco meses antes de concluir su segundo y último mandato permitido por la Constitución, pero lo hizo con el único objetivo de prolongar su permanencia en el poder como primer ministro al frente del Partido Progresista Serbio (SNS).

En la zona del barrio que tenían asignada, el estudiante de Derecho Zak Veličković y la fotógrafa de campaña Danijela Radojković encuentran un apoyo abrumador. Salvo unas pocas personas que los despachan educadamente indicando que no les interesa la política, los vecinos aprovechan la ocasión para expresar sus quejas.

La mayoría promete darles su voto y una minoría considerable se ofrece a colaborar: algunos taxistas que viven en los bloques de pocas plantas señalan que llevarán a los votantes a los colegios electorales.

“La clave es la participación”, señala un vecino. “Orbán cayó con un 80%”, añade, en referencia a las elecciones húngaras de abril.

Veličković comienza cada conversación preguntando a su interlocutor cuál es el mayor problema de la sociedad serbia; una pregunta que a menudo provoca risas y respuestas del tipo: “¿Cuánto tiempo tienes?”.

La corrupción es la queja más frecuente. En el índice de corrupción elaborado por Transparency International, Serbia ocupa un puesto mucho peor que cualquiera de sus vecinos. Es el país más corrupto de Europa, con la excepción de Bielorrusia y Rusia.

Son frecuentes las acusaciones de vínculos entre el SNS y el crimen organizado y el eslogan de la Lista Estudiantil aborda de frente esa percepción generalizada planteando la disyuntiva entre “Serbia o la mafia”. El Gobierno niega todas las acusaciones y sostiene que está combatiendo el crimen organizado.

Simpatizantes ondean banderas y vitorean durante el mitin final de campaña de la coalición electoral Lista Estudiantil en Belgrado, este jueves.
Simpatizantes ondean banderas y vitorean durante el mitin final de campaña de la coalición electoral Lista Estudiantil en Belgrado, este jueves.

Los principales problemas locales en Krnjača parecen ser el mal estado del puente que une el barrio con el centro de Belgrado y el sistema de alcantarillado, que falla repetidamente cuando llueve intensamente, a pesar de la promesa personal de Vučić —quien, según los vecinos, visitó la zona hace unos años— de solucionar el problema.

La economía ha crecido en los últimos años, pero existe la opinión generalizada de que los beneficios no se distribuyen de forma equitativa. En Krnjača se han abierto concesionarios de Porsche y Land Rover. Esto contrasta con los espacios públicos, que se ven descuidados. Algunos de los tranvías de Belgrado tienen más de 50 años.

De hecho, fue un grave fallo de infraestructura lo que desencadenó las protestas estudiantiles: el derrumbe de una marquesina de hormigón en la estación de tren de Novi Sad el 1 de noviembre de 2024, en el que murieron 16 personas. Las pruebas apuntaban a modificaciones defectuosas realizadas durante las obras de remodelación, pero hasta la fecha no se ha determinado oficialmente la causa ni se han exigido responsabilidades a ningún cargo público.

Cuando los estudiantes de Belgrado bloquearon una carretera en una vigilia por las víctimas tres semanas después de la catástrofe, fueron atacados por una turba del SNS y el movimiento de protesta se extendió a todo el país.

Vučić, preocupado

En un principio, los estudiantes se distanciaron de los partidos de la oposición y evitaron cualquier tipo de jerarquía o estructura de liderazgo convencional. Se trató, en parte, de una elección ideológica y, en parte, de una decisión práctica. El SNS y los medios de comunicación estatales gobiernan, entre otros métodos, recurriendo a la difamación de sus oponentes, y el enfoque colectivo de los estudiantes ofrecía menos objetivos de ataque.

Vučić saltó a la fama en la década de 1990 como nacionalista radical, partidario de las políticas de expansión serbia y limpieza étnica lideradas por Slobodan Milošević, quien falleció de un infarto mientras se encontraba detenido en La Haya durante su juicio por genocidio y crímenes contra la humanidad cometidos en Croacia, Bosnia y Kosovo. Ocupó el cargo de ministro de Información de Milošević durante todo el conflicto de Kosovo. Como presidente, Vučić no ha imitado el militarismo de su predecesor, pero ha seguido recurriendo al nacionalismo en la política interna, descalificando a la oposición como un grupo de títeres al servicio de supuestas potencias extranjeras que no identifica.

Imagen de Archivo del presidente de Serbia, Aleksandar Vucic.
Imagen de Archivo del presidente de Serbia, Aleksandar Vucic.

Hasta ahora, esas tácticas tan manidas han resultado ineficaces frente a los estudiantes. Una encuesta publicada en julio por un grupo serbio prodemocrático, el Centro de Investigación, Transparencia y Rendición de Cuentas (CRTA), y la Universidad de Stanford reveló un apoyo significativamente mayor a los estudiantes (45%) que al SNS (36%), pero eso fue mucho antes de que Vučić anunciara su dimisión el 27 de septiembre y su maquinaria electoral se pusiera a trabajar sin descanso. Otras encuestas nacionales más recientes sitúan al SNS a la cabeza, aunque la oposición atribuye a esas encuestadoras un sesgo favorable al Gobierno.

El propio Vučić da muestras de que se está tomando la amenaza política lo suficientemente en serio como para lanzarse de lleno a la campaña, con 129 apariciones en directo en televisión en agosto, más de cuatro veces el total del mes anterior.

Somos personas que hemos dirigido proyectos, organizaciones y nuestra comunidad y, la verdad, no veo que podamos hacerlo peor que estos políticos… Lo único que importa es la voluntad de mejorar algo, la experiencia para llevarlo a cabo y el apoyo necesario para lograr el cambio real

Milica Jovanović — Candidata y profesora adjunta de la Universidad de Belgrado

“Serbia ha sido una autocracia electoral y, en las autocracias electorales, solo los partidos políticos en el poder pueden ganar”, explica Raša Nedeljkov, director de programación de la CRTA. Cree que el actual equilibrio de poder está ahora en peligro.

“Lo que estamos viendo en los últimos días, semanas y meses es que esa fuerza —el Gobierno homogéneo con el que solía contar Vučić— ya no existe. Se enfrenta a un actor político poco ortodoxo y las herramientas que ha perfeccionado a lo largo de los años desde que llegó al poder ya no le sirven”, explica.

Un experimento democrático

Incapaz de aplastar a los estudiantes por la fuerza, la división o el menosprecio, Vučić se arriesgó anunciando su dimisión como presidente y convocando elecciones anticipadas, con la aparente esperanza de pillar a los estudiantes desprevenidos, pero estos respondieron improvisando un experimento democrático.

Los 250 candidatos fueron en su mayoría propuestos por las facultades universitarias (entre ellos hay más de 160 doctores), con algunos agricultores y profesionales de otros ámbitos, y cada candidato tuvo que ser aprobado en las sesiones plenarias de las protestas estudiantiles.

El programa político también ha sido decidido por el pleno, con el resultado de que se han minimizado los temas que generan polémica, especialmente la política exterior: la cuestión de la futura adhesión a la UE se ha dejado en manos de un referéndum y se afirma que Kosovo es parte integrante de Serbia.

Esta gente decía: 'No me meto en política', y luego la política les costó la vida. (...) Sin duda, esto ha impulsado a mucha gente a implicarse y, obviamente, esas personas no votarán a Vučić. Creo que esa es la única oportunidad de cambio: ese reservorio de votos de personas que nunca han votado

Radivoje Grujić — Consultor electoral

Una de las candidatas elegidas, Milica Jovanović, profesora adjunta de la Universidad de Belgrado, argumenta que la falta de experiencia política de la Lista no era necesariamente un inconveniente.

“Somos aficionados a la política, pero somos expertos”, afirma Jovanović. “Somos personas que hemos dirigido proyectos, organizaciones y nuestra comunidad y, la verdad, no veo que podamos hacerlo peor que estos políticos… Lo único que importa es la voluntad de mejorar algo, la experiencia para llevarlo a cabo y el apoyo necesario para lograr el cambio real”.

La Lista Estudiantil se enfrenta al monolito político del SNS, que lleva 14 años en el poder y controla el aparato estatal. Acusa al Ministerio de Asuntos Exteriores de manipular el voto de la diáspora al mantener abiertos los colegios electorales donde Vučić cuenta con un fuerte apoyo, como en la parte serbia de Bosnia, y cerrarlos en zonas de Norteamérica donde la oposición tiene expectativas de obtener buenos resultados. El ministerio no ha respondido a una solicitud de comentarios.

Mientras tanto, el control del SNS sobre los medios de comunicación nacionales es evidente. Una encuesta de la CRTA realizada en septiembre reveló que el 69% del tiempo de emisión de los canales de televisión serbios se dedicaba a la mayoría gobernante. De la cobertura restante dedicada a la oposición, el 42% tenía un tono negativo y el 53% era neutral.

El movimiento estudiantil ha tratado de eludir el dominio gubernamental de los medios de comunicación, según afirma, yendo puerta a puerta, incluso enviando a un representante “a cada pueblo”, con la esperanza de hacer mella en la sólida base de Vučić en el campo serbio. El resultado podría depender de si estos emisarios estudiantiles logran cambiar la mentalidad de la población rural.

Ningún representante del SNS ha querido responder a la solicitud de comentarios de The Guardian. Gordana Čomić, exmiembro del Partido Demócrata, de la oposición, y exministra en el Gobierno del SNS, afirma que los estudiantes están exagerando el alcance de su campaña rural y que se autoengañan si piensan que tienen posibilidades de ganar.

“No están sobre el terreno. Es propaganda. No tienen ni idea de quiénes son sus votantes”, afirma Čomić, que pronostica que la Lista Estudiantil obtendrá unos 80 de los 250 escaños de la Asamblea Nacional y que terminará disolviéndose. “No tendrán ni idea de cuál es su papel. ¿Cómo van a trabajar si no quieren hablar con nadie de los partidos en el poder? Simplemente, se disolverán”, afirma.

Radivoje Grujić, un consultor electoral serbio afincado en Varsovia, también se muestra escéptico respecto a que la Lista Estudiantil pueda obtener resultados positivos en las zonas rurales y argumenta que la única vía de victoria para los estudiantes sería que el desastre de Novi Sad movilizara a los serbios que hasta entonces se han mantenido al margen de la política.

“Esta gente decía: 'No me meto en política', y luego la política les costó la vida”, afirma. “Sin duda, esto ha impulsado a mucha gente a implicarse y, obviamente, esas personas no votarán a Vučić. Creo que esa es la única oportunidad de cambio: ese reservorio de votos de personas que nunca han votado”.

“Hay una sensación de que es ahora o nunca”

En una contienda reñida, se espera que entren en juego otros factores. Los partidos minoritarios que representan a las comunidades húngara, bosnia y albanesa podrían convertirse en decisivos.

En elecciones anteriores se han producido múltiples denuncias de diversas formas de fraude, como la compra de votos, la intimidación a los votantes y el relleno de urnas, por lo que la Lista Estudiantil tiene previsto desplegar el domingo un número sin precedentes de observadores de la oposición.

Esto, a su vez, podría aumentar la posibilidad de que se produzcan enfrentamientos el día de las elecciones. Los ataques contra representantes de la oposición por parte de bandas de hombres corpulentos, anónimos y vestidos de negro han sido una constante durante el mandato del SNS. En los días previos a las elecciones, uno de esos matones a sueldo se ha convertido en informante.

“Mi función consistía en dirigir a un grupo de hombres a los lugares más peligrosos y críticos, a cualquier concentración en la que hubiera estudiantes o miembros de la oposición”, explica Momcilo Marjanovic a la Red de Periodismo de Investigación de los Balcanes, añadiendo que se le pagaba de forma encubierta a través de un empleo ficticio en una empresa de servicios públicos. “Nuestro trabajo consistía, como último recurso, claro está, en recurrir a la fuerza, aunque a menudo no se trataba de un último recurso”.

Los diplomáticos en Belgrado pensaban que los planes de Vučić de acoger un gran evento internacional, la EXPO 2027, el año que viene, podrían frenar cualquier acto de violencia. Si su control del poder se ve amenazado, Vučić también tiene la opción de forzar repetidos recuentos con la esperanza de que el ímpetu de los estudiantes acabe disipándose.

El movimiento está decidido a que eso no ocurra y ha centrado su planificación en las últimas semanas en tácticas callejeras postelectorales para defender cualquier victoria.

“Creo que hay una sensación generalizada de que es ahora o nunca”, decía Jelena Kleut, profesora asociada de estudios de medios de comunicación, en una reciente manifestación frente al Ministerio de Educación en Belgrado. “La gente ha sentido realmente en carne propia de lo que es capaz el régimen y existe la sensación de que aún hay que mantenerse fuertes porque aún queda camino por recorrer”.

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Diretora de prisão feminina é presa por suspeita de desvio de alimentos

Uma diretora do Instituto Penal Oscar Stevenson foi presa em flagrante, nesta quinta-feira (22), por desvio de produtos alimentícios do estabelecimento penal, no Presídio de Benfica, Zona Norte do Rio.

Segundo a Seppen (Secretaria de Estado de Polícia Penal) a diretora já foi afastada e foi instaurado um Processo Administrativo Disciplinar para “apuração rigorosa no âmbito disciplinar”.

A Secretaria explicou que o flagrante ocorreu após a Corregedoria instituição receber uma denúncia sobre a suspeita.

A diretora foi encaminhada à 21ª DP (Bonsucesso), onde foi autuada em flagrante por crime de peculato.

Em nota à CNN Brasil, a Seppen afirma que “não compactua com quaisquer desvios de conduta e cometimento de crimes praticados por seus servidores, e mantém atuação permanente no combate a essas práticas, por meio da Corregedoria e da Ssispen”.

fachada de presídio
• Reprodução

Entre os produtos roubados estão leite, café, carne, frango, queijo e frutas.

Astro da Suíça evita prisão após usar certificado falso de vacinação

 

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