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Por que o peso varia tanto ao longo do dia? Entenda o que altera os números na balança e saiba quando realmente você deve se pesar

21 October 2026 at 12:36

Uma balança à disposição pode ser uma tentação para quem está com obsessão em perder peso. Mas conferir os quilos várias vezes ao dia é um erro que precisa ser evitado – afinal, vários fatores fazem com que o peso corporal sofra muitas variações o tempo todo.

Para se ter uma ideia, o número que o ponteiro (ou o painel digital) aponta pode mudar por diversos motivos. “O peso pode oscilar naturalmente de um dia para o outro. Uma pequena elevação não significa, necessariamente, ganho de gordura ou que a pessoa fez algo errado. A retenção de líquidos, o consumo de sal, a hidratação, o funcionamento do intestino e até a quantidade de alimentos e líquidos presentes no organismo podem influenciar o resultado”, diz a nutricionista Fernanda Lopes, da Six Clinic, plataforma de telessaúde voltada para obesidade e sobrepeso. Em entrevista à CNN Brasil, ela explica tudo o que é preciso levar em conta e a frequência que as pessoas devem se pesar.

Observe-se

O primeiro passo é observar se a mudança de peso foi pontual ou se está acontecendo de forma persistente. Na avaliação nutricional, hábitos alimentares, ingestão de água, funcionamento do intestino, o uso de medicamentos, mudanças recentes na rotina, sinais como inchaço, cansaço, palpitações e mudanças no apetite são considerados.

Alimentos e bebidas interferem no resultado até que a digestão e a eliminação sejam concluídas. Logo após o exercício físico, a balança pode mostrar uma redução provocada principalmente pela água eliminada no suor. Treinos mais intensos, por outro lado, podem elevar o resultado no dia seguinte, pois a recuperação muscular envolve o direcionamento de líquidos aos tecidos trabalhados.

“O número da balança não conta toda a história sobre a saúde de uma pessoa. Duas pessoas podem ter o mesmo peso e apresentar diferenças na quantidade de gordura, massa muscular e na distribuição dessa gordura pelo corpo. Além disso, é possível haver mudanças positivas nos hábitos alimentares, na disposição física e na composição corporal mesmo quando o peso muda pouco”, adianta.

Investigando as causas

A partir desse primeiro contato, pode ser marcada uma avaliação médica para pedir exames específicos, e o tratamento depende da causa identificada, variando de pessoa para pessoa. Caso não tenha tempo de se deslocar com frequência a consultas com nutricionistas, consultas por telemedicina são uma opção para acompanhar mudanças, receber orientações e investigar resultados.

exame tireóide
Tireóide pode influenciar na perda ou ganho de peso, e deve ser investigada • NoSystem images/Getty Images

Fernanda diz que inchaço abdominal não significa necessariamente ganho de gordura e que retirar glúten ou lactose da alimentação não provoca emagrecimento automaticamente.  Problemas na tireoide, intolerância a glúten ou lactose, por exemplo, também afetam os números, assim como o ciclo menstrual para mulheres.

“O hipertireoidismo pode favorecer a perda de peso. Já no hipotireoidismo, por exemplo, pode ocorrer aumento de peso, geralmente modesto e parcialmente relacionado à retenção de líquidos. Intolerância à lactose pode provocar gases, distensão abdominal e diarreia. A doença celíaca, uma condição autoimune desencadeada pelo glúten, pode prejudicar a absorção de nutrientes e contribuir para a perda em alguns casos”, esclarece a nutricionista.

Quando se pesar?

A profissional lembra que é importante considerar o impacto emocional da pesagem. “Se se pesar com frequência provoca ansiedade, culpa ou preocupação excessiva com o corpo, é melhor reduzir a frequência ou realizar esse acompanhamento do peso somente com o auxílio de um profissional.

Pesar-se semanalmente pode ser uma estratégia útil para acompanhar a evolução do peso. Já a pesagem diária é aconselhada quando é necessário identificar tendências ao longo do tempo de acompanhamento.

O objetivo é utilizar o peso como uma ferramenta para acompanhar a saúde, e não como motivo de cobrança“. E existe um melhor horário para subir na balança?

“Para comparar os resultados com mais segurança, uma boa opção é pesar-se pela manhã, depois de ir ao banheiro e antes de comer ou beber água. O ideal é utilizar sempre a mesma balança, colocada sobre um piso firme e plano, e usar roupas leves ou semelhantes nas diferentes medições. Mesmo seguindo todos esses cuidados, é normal que o peso varie. Isso acontece porque nosso corpo passa por mudanças naturais ao longo do dia. Por isso, em vez de se preocupar com um número isolado, vale observar a tendência ao longo das semanas e interpretar os resultados dentro do contexto de cada pessoa”, indica Fernanda.

Exame mais completo

Enquanto a balança mostra apenas o peso, o exame de bioimpedância, que pode ser repetido a cada dois ou três meses, dá um panorama mais completo da composição corporal, mostrando como água, gordura e massa (músculos, ossos e tecidos) estão distribuídos. Esse intervalo, no entanto, não é uma regra universal, dependendo dos objetivos e necessidades de cada pessoa.

“É importante não interpretar cada oscilação como um sinal de fracasso. O corpo não funciona como uma conta exata, e pequenas variações fazem parte do seu funcionamento normal. O acompanhamento nutricional ajuda a entender essas mudanças e a avaliar a evolução de forma individualizada, sem depender exclusivamente da balança”, finaliza.

Frutas e legumes estão menos nutritivos do que há 60 anos – e os cientistas não sabem explicar

By: ZAP
21 October 2026 at 08:00
Relatório revela que muitas frutas e legumes disponíveis no mercado têm metade do valor nutritivo de há seis décadas. A composição nutricional de frutas, legumes e outros alimentos agrícolas poderá ter diminuído significativamente ao longo dos últimos 60 anos, levantando questões sobre o impacto da agricultura moderna na qualidade da alimentação. A revista VICE aborda um relatório da Deep Science Ventures que aponta para reduções de 20% a 50% em determinados nutrientes e minerais presentes em vários produtos agrícolas. O relatório, publicado neste mês de outubro, alerta que décadas de agricultura focadas apenas na maximização de volume e rendimento (toneladas

Faro abre Gabinete de Nutrição com acompanhamento gratuito para jovens

19 October 2026 at 15:18

O serviço funciona no Faro Youth Lab e destina-se a jovens dos 14 aos 30 anos, com orientação e esclarecimento de dúvidas sobre alimentação e hábitos de vida.

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Azeite antes dos hidratos travou picos de glicose

By: ZAP
18 October 2026 at 09:00
A ordem por que comemos pode ajudar a travar os picos de açúcar no sangue. Num estudo em ratinhos, dar azeite antes dos hidratos reduziu de forma acentuada a subida da glicemia que costuma seguir-se a uma refeição, até em animais com diabetes tipo 2. E mostrou como hormonas e nervos se juntam para produzir esse efeito. Manter o açúcar sob controlo depois de comer é uma parte importante do tratamento da diabetes. Vários estudos clínicos já tinham mostrado que comer legumes, proteína ou gordura antes dos hidratos ajuda a limitar essas subidas. Mudar a ordem dos alimentos numa refeição

Cantinas escolares cortam nos doces. E adeus nuggets, rissóis

By: Lusa
17 October 2026 at 06:30
Doces uma vez por mês, carnes vermelhas no máximo quatro. Adeus salgadinhos, nuggets e delícias do mar. E a sobremesa passa a ser fruta fresca. Eis as novas orientações do Ministério da Educação. Os refeitórios escolares devem proibir produtos ultraprocessados como nuggets ou delícias do mar e servir apenas uma sobremesa doce por mês, segundo as “Orientações para Refeições e Refeitórios Escolares de 2026” divulgadas esta sexta-feira. Os serviços do Ministério da Educação divulgaram as novas diretrizes para que as escolas ofereçam refeições mais próximas da dieta mediterrânica: menos carne vermelha e ultraprocessados por um lado e mais peixe, mais

A verdade por detrás dos mitos sobre saúde

16 October 2026 at 16:52

VTM

Por exemplo, apanhar frio causa constipações? É necessário esperar algumas horas após as refeições para tomar banho? Estas são algumas das crenças que continuam presentes no quotidiano da população e que, muitas vezes, são tidas como factos.

A VTM procurou compreender a diferença entre factos e mitos na área da saúde e falou com o enfermeiro Joni Madureira, coordenador da Unidade de Cuidados na Comunidade (UCC) de Vila Real I. Segundo o enfermeiro, é essencial distinguir factos de mitos para evitar comportamentos que podem ser prejudiciais para a saúde. O profissional explica que muitas destas ideias são transmitidas no seio das próprias famílias e acabam por se tornar mais difundidas precisamente por serem simples e repetidas ao longo do tempo.

Um dos mitos mais comuns está associado ao cabelo molhado e às constipações. Segundo Joni Madureira, as constipações são provocadas por vírus, pelo que “sair à rua com o cabelo molhado não causa, por si só, a doença”. No entanto, acrescenta que a exposição ao frio pode favorecer o aparecimento de sintomas, uma vez que o arrefecimento pode provocar vasoconstrição nasal e diminuir a resposta imunitária local. “O frio pode facilitar, mas não é o culpado: sem vírus, não há constipação”, concluiu.

Outro mito frequente está relacionado com o consumo de água. Joni Madureira afirmou que beber água durante ou após as refeições não provoca aumento de peso, visto que a água não tem calorias. Da mesma forma, não é o simples facto de comer após as 18 horas que provoca aumento de peso. “Engordamos quando comemos mais do que gastamos ao longo do dia, não quando comemos depois das 18h”, explica Joni Madureira, alertando, no entanto, para o consumo excessivo de petiscos e porções maiores durante a noite.

Joni Madureira enfermeiro

“Nem todos os mitos são absurdos, alguns nasceram de uma verdade mas foram exagerados”
JONI MADUREIRA 

Segundo Joni Madureira, a persistência destas crenças está relaci onada com a forma simples como são transmitidas e com o facto de muitas vezes terem origem em pessoas em quem confiamos. Neste contexto, a família assume um papel importante por ser frequentemente a primeira fonte de informação sobre saúde.

“Estes mitos são transmitidos como expressão de cuidado e afeto, o que lhes confere autoridade emocional”, explica Joni Madureira. Por isso, defende que a desmistificação destas crenças deve ser feita com respeito, compreensão e empatia.

O enfermeiro acrescenta ainda que nem todos os mitos de saúde são completamente infundados e alguns têm fundamento científico. “Nem todos os mitos são completamente absurdos, alguns têm uma base de v erdade, mas foram exagerados”, evidenciou Joni Madureira.

As redes sociais proporcionaram novas oportunidades para promover a literacia em saúde, mas também facilitaram a difusão de informação falsa. Conteúdos emotivos, promessas milagrosas e opiniões de pessoas apresentadas como especialistas podem alcançar rapidamente milhares de utilizadores.

Para distinguir a verdade dos mitos, Joni Madureira aconselha a verificar a fonte e o autor da informação, a desconfiar de promessas milagrosas, a procurar o consenso científico e a privilegiar entidades reconhecidas como a Direção-Geral da Saúde (DGS), o SNS 24 e a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Perante uma dúvida encontrada na internet, o conselho é “não agir por impulso com base num único conteúdo”. A informação deve ser confirmada junto de fontes oficiais ou de um profissional de saúde, por exemplo, o médico de família ou o enfermeiro. “A melhor defesa contra os mitos de saúde é uma população com literacia em saúde”.

Joni Madureira aconselha a população a ligar para o SNS 24, através do número 808 24 24 24, caso tenha alguma dúvida.

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Uma boa alimentação faz a “diferença” na saúde e longevidade

16 October 2026 at 11:32

VTM

O envelhecimento é um processo natural, mas não se manifesta de forma igual para todos.

Para além da genética, existem fatores que se conseguem influenciar de forma direta, e a alimentação é um dos mais relevantes, tal como confirma à VTM Carla Gonçalves, professora na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD).

“A nutrição é um dos pilares para o envelhecimento saudável e para a qualidade de vida”, uma vez que ela “atua desde idades precoces na prevenção da doença, no bom desenvolvimento cognitivo e ajuda a pessoa a atingir o seu potencial, não é só no desporto”.

Carla Gonçalves lembra que uma boa nutrição pode ajudar também no pilar do crescimento saudável, na reabilitação, ao dar mais qualidade de vida, já que ajuda a gerir uma doença crónica, por exemplo. “Se tivesse que elencar dos pilares da qualidade de vida e do potencial de envelhecimento saudável, a nutrição é, sem dúvida, uma das bases”.

Carla Goncalves Nutricionista
“A roda mostra-nos uma alimentação variada, equilibrada e completa”
CARLA GONÇALVES – PROFESSORA DA UTAD

A professora explica que a nossa saúde “está dependente daquilo que comemos, mas não só, também depende dos fatores ambientais que podem ter uma grande influência na nossa saúde, aquilo que somos e aquilo que podemos vir a ser no futuro”. Ou seja, “nós somos aquilo que comemos e como comemos, em que a seleção dos alimentos que fazemos tem um impacto muito grande na nossa saúde”.

Além disso, “outro fator importante para a saúde e bem-estar são as nossas decisões diárias nos alimentos que escolhemos (como os produtos processados, embalados), e ainda como os preparamos na cozinha, se os fritamos, cozemos ou estufamos”, acrescenta a docente, sustentando que uma alimentação rica em nutrientes, variada e consistente ao longo do tempo tem um impacto positivo no envelhecimento.

A também presidente do Colégio de Nutrição Comunitária e de Saúde Pública da Ordem dos Nutricionistas frisa que a Roda dos Alimentos é a base para uma alimentação equilibrada. É composta por sete grupos de alimentos de diferentes dimensões, os quais indicam a proporção de peso com que cada um deles deve estar presente na alimentação diária.

“A nossa Roda dos Alimentos dá-nos muitas respostas. Se a compreendermos bem, conseguimos perceber o tamanho das porções e logo ali vemos a quantidade, que é um dos pilares importantes, mas também a variedade, que nos permite ter diferentes nutrientes e componentes”.

“A roda mostra-nos uma alimentação variada, equilibrada e completa, porque congrega todos os alimentos e ajuda-nos a ter uma alimentação saudável, que é aquela que nos fornece os nutrientes que nós necessitamos para regular o nosso organismo, a relação da microbiota intestinal com o nosso bem-estar e até com o nosso sono”.

A professora da UTAD lembra que, hoje em dia, parece mais fácil seguir as dietas da moda, do extremismo, quando o importante é seguir a simplicidade, que “muitas vezes traz respostas para um envelhecimento mais saudável”. Devemos “evitar aquilo que nos faz mal, como coisas que nós identificamos como alimentos, mas que não passam de uma amálgama de preparações, de aditivos e de ultraprocessados. Devemos efetivamente evitá-los e não ter problema em assumir que são alimentos maus, pois têm excesso de sal e gordura, que fazem mesmo mal à nossa saúde”, vinca.

Num mundo em que o tempo parece “voar”, Carla Gonçalves diz que é possível ter uma alimentação saudável, que “deve ser tendencialmente mais verde, com mais hortofrutícolas, mas também tem de ser prática. Hoje, as famílias têm pouco tempo e foram perdendo competências culinárias, sobretudo desde que a mulher passou a trabalhar e tem menos tempo para estar na cozinha e também para passar esses conhecimentos aos seus filhos”.

E a passagem desse conhecimento é importante para não se perder uma cadeia de saber fazer sopa ou as refeições no tacho, por exemplo. “Do saber colher e conservar, como as compotas, os molhos que se guardavam ou o feijão que se secava. Não quer dizer que nós tenhamos de voltar a isso, mas há ali um conhecimento que se perde e que nos deixa menos capazes”.

Segundo a docente, muitas vezes, sente-se isso com os jovens, que têm menos capacitação para este domínio que é tão importante na sua vida e que está associado à gestão económica. “É algo em que nós temos que pensar desde o ensino mais básico e incutir nas crianças”.

Por último, Carla Gonçalves revela que as pessoas têm de perceber que a alimentação “é fundamental” para uma maior longevidade e não deve ser vista como aquilo que é para “desenrascar e despachar”. Devem, por isso, “olhar para a nutrição como um elemento de qualidade de vida, um bom investimento para o seu futuro e bem-estar”.

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Desnutrição associada à doença atinge de 115 mil doentes

13 October 2026 at 09:49
Uma intervenção nutricional adequada reduz complicações, diminui o tempo de internamento, melhora prognósticos, aumenta a qualidade de vida e previne mortalidade evitável.

Os doentes que precisam de suporte alimentar com recurso a nutrição clínica dispõem, desde o início deste ano, de uma comparticipação do Estado de 69% para a nutrição entérica, que passará para os 90% no próximo ano
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