O ex-primeiro-ministro fala num "teatro" e num "absurdo". Também neste jornal, a reportagem em direto dos acampamentos em Lisboa e Porto. Destaque ainda para a guerra na Ucrânia.
A decisão foi anunciada pelo juiz-presidente do coletivo, Rúben Vieira, na sequência de dois requerimentos apresentados na sexta-feira pela defesa de José Sócrates.
Julgamento do ex-PM por três crimes de branqueamento de capitais em processo foi suspenso cinco minutos após ter começado. Morais Pires, ex-braço direito de Salgado, ouvido no caso BES.
Crimes de corrupção estão a ser julgados desde 2025. Sócrates fala em "violência do Estado" e diz que tribunal "prepara-se para iniciar um novo julgamento sobre factos que já estão em discussão".
Em causa está a alegada utilização pelos arguidos, entre 2011 e 2014, de contas bancárias de uma sociedade controlada pelo empresário Carlos Santos Silva, da mulher deste e do motorista de José Sócrates para que entrassem na esfera do antigo primeiro-ministro verbas com origem ilícita.
Ex-ministros, secretários de Estado e administradores da RAVE negaram orientações políticas, acesso privilegiado a informação e intervenção de Sócrates. Restam ao MP os circuitos financeiros.
Ana Paula Vitorino contrariou tese do MP no julgamento da Operação Marquês: negou instruções de Sócrates e disse que foi ele a rejeitar a antecipação do concurso da PPP1 do projeto da alta velocidade.