A Assembleia da República rejeitou a proposta de elevação da vila da Póvoa de Lanhoso a cidade, defendida por este município, presidido por Frederico Castro (PS), que respeita a decisão, mas não se resigna.
“A voz da população contou: Póvoa de Lanhoso mantém a categoria de vila. A Assembleia da República rejeitou, esta quarta-feira, 21 de outubro, o Projeto de Lei n.º 241/XVII/1.ª, que propunha a elevação da vila da Póvoa de Lanhoso à categoria de cidade”, refere em comunicado a Junta de Freguesia da Póvoa de Lanhoso (PSD), que sempre se opôs à pretensão da câmara.
Segundo a Junta, liderada por Paulo Silva (PSD), “esta decisão vai ao encontro da vontade expressa pela população na auscultação pública promovida pela Junta de Freguesia”, em maio deste ano, acrescentando ser “um sinal da força da participação cívica e do valor de uma Democracia que se constrói ouvindo as pessoas e respeitando a sua vontade”.
Em declarações hoje à agência Lusa, o presidente da Câmara disse respeitar a decisão do Parlamento, mas reiterou a convicção de que a Póvoa de Lanhoso passará a ter o estatuto de cidade, mais cedo ou mais tarde, sendo “apenas uma questão de tempo”.
Frederico Castro lembrou que a medida foi um objetivo assumido por si na última campanha eleitoral, acrescentando que esta decisão desfavorável da Assembleia da República, votada por PSD, CDS e Chega, “que se uniram” no voto negativo, não o faz resignar, mas antes “continuar a trabalhar” para que um dia Póvoa de Lanhoso seja cidade.
“Não tenho a mais pequena dúvida de que é só uma questão de tempo e de circunstâncias políticas. Póvoa de Lanhoso reúne todos os critérios para ser cidade. Não me vou resignar, vamos continuar a trabalhar, a debater o assunto, a esclarecer as pessoas e os partidos. Não vamos abrir mão nem abdicar desse objetivo”, sublinhou o autarca.
Em maio, a Junta de Freguesia da Póvoa de Lanhoso realizou uma consulta pública que culminou com 85% de votos contra a proposta de elevação a cidade, apresentada pela câmara.
A consulta pública teve a participação de 882 cidadãos, dos quais 752 (85,3%) votaram contra a elevação da Póvoa de Lanhoso a cidade, 129 a favor (14,6%), havendo um voto nulo/branco.
Na Junta de Freguesia da Póvoa de Lanhoso estão recenseados cerca de 5.300 eleitores.
A área territorial proposta para a elevação à categoria de cidade correspondia “exclusivamente ao território da Freguesia da Póvoa de Lanhoso, circunstância que motivou a realização desta auscultação pública por parte da Junta de Freguesia, enquanto órgão representativo direto da população abrangida pelo processo”.
O processo de elevação da vila da Póvoa de Lanhoso a cidade, defendido pelo município, e que seguiu para a Assembleia da República por proposta dos deputados do PS eleitos pelo círculo de Braga, não foi consensual e gerou debate político e social no concelho, face às posições divergentes entre a câmara PS e a Junta de Freguesia da Póvoa de Lanhoso PSD.
No comunicado agora divulgado, a Junta de Freguesia da Póvoa de Lanhoso refere ainda que, “desde o primeiro momento, defendeu que uma decisão com impacto na identidade” local “devia contar com a voz de quem nela vive, de quem conhece a sua história e de quem ajuda, todos os dias, a construir o seu futuro”.
“A população participou, fez ouvir a sua voz e viu a sua vontade refletida nesta decisão. É assim que a democracia ganha sentido na vida de uma comunidade. A Póvoa de Lanhoso mantém-se vila, com a sua história, a sua identidade e o orgulho das suas gentes. Mantém também a ambição de crescer, de melhorar e de criar mais oportunidades para todos”, sublinha a Junta.
Em comunicado divulgado aquando da consulta pública, o PS da Póvoa de Lanhoso disse não reconhecer “a alegada ‘consulta pública’ promovida pela Junta de Freguesia de Nossa Senhora do Amparo” (Junta de Freguesia da Póvoa de Lanhoso) sobre a elevação da vila a cidade.
Já a Junta de Freguesia da Póvoa de Lanhoso (Nossa Senhora do Amparo) congratulou-se, esta noite, pelo desfecho da votação.
“Esta decisão vai ao encontro da vontade expressa pela população na auscultação pública promovida pela Junta de Freguesia”, refere, em nota enviada às redações.
Um homem e uma mulher suspeitos de vários assaltos em Salto, concelho de Montalegre, distrito de Vila Real, foram apanhados pela GNR em Frades, concelho de Póvoa de Lanhoso, distrito de Braga, esta sexta-feira.
O casal tinha na sua posse mais de 4.000 euros em notas, dinheiro que foi apreendido durante a ação do Comando Territorial de Braga, após comunicação proveniente da GNR de Montalegre.
O casal será hoje presente a um juiz para conhecer as medidas de coação.
A empresa DAEL – Iluminação Pública, da Póvoa de Lanhoso, construiu as torres de iluminação do centro de formação da Associação de Futebol (AF) do Porto, cuja segunda fase foi recentemente inaugurada e cujo investimento global ascendeu aos oito milhões de euros.
O novo espaço conta com dois campos de relva natural, incluindo uma área específica para treino de guarda-redes.
O projeto deverá ficar concluído até 2029.
A segunda fase do Centro de Formação da AF Porto, localizado na Prelada, foi inaugurada, no passado sábado, com a presença do primeiro-ministro, Luís Montenegro, e de diversas personalidades ligadas ao desporto e às instituições públicas, entre as quais José Manuel Neves, presidente da AF Porto, Pedro Proença, presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Reinaldo Teixeira, presidente da Liga Portugal, e Pedro Duarte, presidente da Câmara do Porto.
Esta nova etapa do projeto ficou marcada pela entrada em funcionamento de dois espaços de treino com relva natural: um campo de futebol com dimensões oficiais e um campo especificamente concebido para o treino de guarda-redes. As novas infraestruturas pretendem melhorar as condições de trabalho das seleções distritais e dos restantes agentes desportivos.
Na sessão inaugural, o presidente da AF Porto destacou a importância do investimento para o futuro da modalidade, sublinhando a necessidade de proporcionar melhores condições de formação aos atletas e de reforçar a capacidade de resposta da associação aos clubes filiados.
Investimento de oito milhões de euros
O projeto global representa um investimento estimado em cerca de oito milhões de euros, incluindo a terceira fase da construção. Esta última etapa prevê a criação de um edifício multifunções com aproximadamente 2800 metros quadrados, que deverá integrar balneários, espaços de refeições, uma clínica para tratamento de atletas e outras áreas de apoio.
A conclusão do complexo está prevista para 2028 ou 2029, com o objetivo de disponibilizar uma infraestrutura capaz de responder às necessidades do futebol distrital e de contribuir para a preparação do Campeonato do Mundo de 2030.
Segundo José Manuel Neves, a estrutura pretende servir uma associação que reúne cerca de 550 clubes, quase 50 mil atletas e aproximadamente mil árbitros, num contexto de intensa atividade desportiva semanal.
Homenagem a Diogo Jota
O Centro de Formação da AF Porto já tinha inaugurado a primeira fase em setembro de 2025, com a abertura do primeiro campo de relva sintética, batizado com o nome de Campo Diogo Jota, em homenagem ao internacional português falecido em julho desse ano.
O Tribunal de Instrução do Porto procede em outubro à decisão instrutória de um inquérito que envolve 16 pessoas, 15 homens e uma mulher, que o Ministério Público (MP) do Porto acusou do crime de tráfico de armas praticado, entre 2020 e 2021 na zona de Braga e em concelhos limítrofes.
O juiz de instrução já procedeu ao debate instrutório, realizado após vários arguidos o terem solicitado, por não aceitarem a validade dos crimes de que estão acusados.
Conforme O MINHO noticiou, a atividade do grupo, com arguidos residentes em Braga, Amares, Póvoa de Lanhoso, Guimarães, Póvoa de Varzim, Vila do Conde e Santo Tirso foi investigada pela Polícia Judiciária (PJ) do Porto que detetou a venda de dezenas de armas a cidadãos, entre pistolas, revólveres, carabinas e espingardas (uma delas elétricas, outras de ar comprimido) e ainda detonadores, facas, soqueiras, aerossóis lacrimogéneos e coldres.
Na operação de desmantelamento da rede, que era liderada pelos arguidos Luís Lopes, de 51 anos e Domingos Marques, de 42, ambos de Braga, a PJ apreendeu mais de cem armas de várias tipologias e milhares de munições, quase todas elas sem registo ou com calibres de guerra.
Contactado por O MINHO, o advogado João Ferreira Araújo, defensor de Domingos Marques, disse, apenas, que espera que se faça justiça.
Venda de armas fora do circuito legal
A acusação diz que Luís Lopes, Domingos Marques, Carlos Carneiro, Daniel Machado, Carlos Osório, Armando Ribeiro, João Azevedo, Tiago Batista, Rui Azevedo, Ricardo Tavares, Rúben Machado, João Gomes, António Araújo e Miguel Cunha “faziam parte de um grupo de indivíduos que estabelecia contactos entre si para a concretização de negócios para aquisição e venda de armas fora do circuito legal”.
Acentua que Luís Lopes, também conhecido como “Simpson”, e Domingos Marques, conhecido como “Mingos”, “assumiam um papel preponderante e, desde fevereiro de 2020, dedicaram-se à compra e venda de armas de fogo e munições, fazendo-o fora do circuito comercial devidamente condicionado e controlado e com o propósito de obterem vantagens patrimoniais”.
O magistrado sublinha que Luís Lopes “é o mentor e líder deste grupo, sendo o arguido Domingos Marques o seu colaborador direto, cabendo ao primeiro a implementação dos negócios de compra e venda de armas de fogo e munições, e ao segundo a permanente e direta coadjuvação, sendo o propósito de ambos alcançarem vantagem patrimonial com esses negócios, valendo-se de contactos que estabeleciam com os demais arguidos com quem repartiam os lucros”.
Diz, também, que o Luís Lopes “acordou com a sua companheira, Paula Moreira, que esta procedia à recolha e entrega de armas de fogo e munições, sempre que fosse necessário, na sua ausência e de acordo com as suas instruções”.
Na casa do Luís Lopes foram apreendidos 17 mil euros, além de dezenas de armas e milhares de munições.
Assim, os dois principais arguidos acordaram, ainda, com o arguido Carlos Carneiro que este lhes angariava armas de fogo para venderem e com o Daniel Machado, também conhecido como “Né”, que este lhes arranjava compradores para as armas de fogo e as munições.
O inquérito indica o nome de 13 inspetores do Porto da PJ como testemunhas do caso.
Armas especiais ficam para a PJ
O MP promove que algumas armas, com caraterísticas especiais, sejam declaradas perdidas a favor do Estado, e afetas à PJ – Diretoria do Norte.
São elas: uma pistola “High Standard” modelo “Derringer”, de calibre 22 Winchester Magnum Rimfire; duas armas, do tipo “caneta pistola” de fabrico artesanal; uma arma, do tipo “bastão pistola” de fabrico artesanal; uma carabina, da marca “Anschutz”, de calibre 22 Long Rifle, com um moderador de som (de construção artesanal) nela instalado e uma mira telescópica da marca “Gamo”.
Para a PJ vai, também, uma bengala/espingarda, sem marca, de fabrico industrial e uma bengala/espingarda, de fabrico artesanal.
Este fim de semana na Póvoa de Lanhoso é dedicado ao pica no chão. O fim de semana gastronómico conta com 15 restaurantes aderentes e há ainda descontos de 10% nos alojamentos.
O pica no chão é uma iguaria típica desta região que está bem enraizado na identidade gastronómica da Póvoa de Lanhoso.
Os visitantes que optarem por ficar alojados na Póvoa de Lanhoso poderão usufruir de um desconto de 10% em todos os empreendimentos turísticos associados a esta iniciativa.
A região do Minho deverá receber, em 2027, através das freguesias, um total superior a 57 milhões de euros, segundo a proposta de Orçamento do Estado apresentada pelo Governo e consultada por O MINHO.
O distrito de Braga deverá encaixar um total de 36.832.402 euros, enquanto o de Viana do Castelo verá serem transferidos para as suas freguesias 20.269.197 euros.
Com o maior número de freguesias (65), Barcelos é também o concelho que mais recebe do Orçamento do Estado através deste mecanismo: 5.541.292 euros. Seguem-se Guimarães (5.399.361), Braga (4.314.923) e Famalicão (4.085.535).
No Alto Minho, as freguesias de Ponte de Lima recebem a maior fatia (3.574.260 euros), seguidas das de Viana do Castelo (3.188.380).
Os 24 municípios do Minho vão receber, no total, mais de 667 milhões de euros de transferências do Governo, segundo a proposta de Orçamento do Estado para 2027.
De acordo com a proposta do Governo, consultada por O MINHO, Guimarães é o concelho que mais recebe (75,6 milhões), superando Braga (69,8 milhões), Barcelos (67,4 milhões) e Famalicão (59,3 milhões).
No total, o distrito de Braga, através dos seus 14 municípios, deverá receber do Estado, em 2027, um total de 473.626.827 euros.
Já no Alto Minho, Viana do Castelo é quem recebe a maior fatia das transferências do Governo (39,2 milhões), seguida de Ponte de Lima (32,2 milhões) e Arcos de Valdevez (26,5 milhões).
No total, os 10 municípios do Alto Minho deverão receber, em 2027, 193.445.779 euros.
A Strong Export, que faz parte do conjunto de 21 empresas da Póvoa de Lanhoso distinguidas com o estatuto de PME Líder 2025, atribuído pelo IAPMEI, foi alvo de visita de elementos da Câmara da Póvoa de Lanhoso.
Instalada em Taíde, desenvolve atividade na transformação de madeira para pavimentos, trabalhando soluções como pavimentos flutuantes, soalhos maciços e decks. A empresa trabalha com os mercados nacional e internacional (em que se destacam países como Estados Unidos, Espanha e França) e aposta na inovação (decks fotoluminescentes) e na diferenciação dos seus produtos.
De entre outras considerações, o vereador Gilberto Anjos destacou a aposta da empresa na qualidade, na inovação, na sustentabilidade e na aproximação ao conhecimento científico, considerando que é um orgulho para a Póvoa de Lanhoso ter uma entidade como esta no seu território.
No terreno, o vereador inteirou-se da relevância do Regulamento Municipal de Apoio ao Investidor e à Criação de Emprego, para a consolidação, fixação e crescimento de empresas. O gerente da Strong Export, José Pedro Martins, elogiou a forma expedita como foram atendidos pelos serviços do Município, através da chamada “Via Verde do Investidor”, que terá sido crucial para dar uma resposta célere a necessidades da empresa, relacionadas com a ampliação das instalações.
A visita à Strong Export procurou ainda evidenciar que o papel das entidades públicas, como a Autarquia, é aproximar conhecimento, parceiros e instrumentos quando isso pode ajudar a concretizar oportunidades. Neste caso em concreto, a visita partiu de um processo já em desenvolvimento, uma vez que a empresa já iniciou uma colaboração com o PIEP -, entidade com a qual o Município de Póvoa de Lanhoso mantém uma parceria, estando atualmente a trabalhar no desenvolvimento de um novo produto. Esta colaboração constitui um exemplo da importância da ligação entre as empresas e o conhecimento técnico e tecnológico, permitindo transformar necessidades e desafios empresariais em novas soluções e oportunidades de negócio.
A presença conjunta de representantes do Município, PIEP e IAPMEI permitiu, assim, conhecer este processo no terreno, perceber os seus desafios e aproximar diferentes competências e instrumentos que possam contribuir para a sua evolução.
A ampliação das instalações industriais da Strong Export já está em curso, com uma área aproximada de 4.000 metros quadrados, que permitirá aumentar significativamente a capacidade produtiva da empresa, criar melhores condições para a instalação de novos equipamentos e linhas de produção e preparar a fábrica para responder ao crescimento futuro da atividade, prevendo-se a criação de 30 novos postos de trabalho (atualmente, a empresa conta com 58 funcionários, homens e mulheres). Associado a esta ampliação está o desenvolvimento de uma nova solução de pavimento, baseada na utilização de WPC (Wood Plastic Composite).
Desta forma, a ampliação da fábrica e o desenvolvimento deste novo produto estão diretamente relacionados: por um lado, permitem à Strong Export aumentar a sua capacidade produtiva e industrial; por outro, criam as condições necessárias para a industrialização de uma nova geração de pavimentos, mais duráveis, com maior resistência à humidade e com uma componente relevante de incorporação de materiais reciclados e resíduos da indústria da madeira.
Já está a decorrer a campanha de prevenção e sensibilização rodoviária denominada “Trota em Segurança”, uma iniciativa do Núcleo Escola Segura da GNR do Destacamento Territorial da GNR da Póvoa de Lanhoso, que como sempre conta com todo o apoio do município povoense.
A iniciativa passará, entre outras ações, pela já na próxima segunda-feira, a partir das 10:00, na Escola Secundária da Póvoa de Lanhoso, incentivar a utilização responsável das trotinetas elétricas e reforçar a todos os níveis segurança de todos os utilizadores na via pública.
A campanha vai desenvolver-se em duas fases distintas, a primeira fase focar-se-á na prevenção e sensibilização, para promover uma cultura de prevenção e responsabilidade, privilegiando a informação e consciencialização de todos os utilizadores, jovens e adultos, mulheres e homens.
Já numa segunda fase, a da fiscalização, pretende reforçar-se a segurança rodoviária, prevenir acidentes e promover-se sempre o cumprimento das normas legais, contribuindo-se para uma convivência mais segura entre peões, ciclistas, utilizadores de trotinetas e restantes condutores.
Tudo porque o crescimento da utilização destes veículos trouxe novas formas de mobilidade, mas também um aumento significativo da sinistralidade, segundo aquilo que é destacado pela Guarda Nacional Republicana e referido também pela Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso.
Todos os conselhos da GNR
A GNR aconselha a que embora não seja ainda obrigatório usar o capacete de proteção deve ser sempre usado, pois na maioria das situações reduz as consequências da sinistralidade, como é o caso das lesões mais graves, segundo se destaca igualmente no Núcleo Escola Segura da GNR do Destacamento Territorial da Póvoa de Lanhoso.
A circulação sempre pela direita, tal como sucede, por exemplo, com todo o tipo de bicicletas, é obrigatória, de preferência usando ciclovias, estando a trotineta sujeita ao Código da Estrada.
Imagem: GNRImagem: GNR
O percurso de trotineta com atenção também aos outros utilizadores da via, procurando assim antecipar os movimentos de terceiros, é recomendado pela GNR, bem como fazer tudo para ser visível a trotineta e o seu condutor, utilizando especialmente durante a noite iluminação e roupa com refletores, para ver e ser visto, prevenindo eventuais acidentes, cada vez mais recorrentes.
Tudo aquilo que é proibido
Entretanto, a GNR salienta ser expressamente proibido circular no passeio (exceto crianças até aos dez anos de idade), não circular a velocidade superior à média de 25 quilómetros por hora, não transportar uma segunda pessoa na mesma trotineta, não utilizar telemóvel enquanto se conduz a trotineta, nem conduzir sob o efeito de álcool ou drogas, em quaisquer circunstâncias.
Ainda segundo a GNR, uma pequena distração poderá ter consequências irreversíveis, já que as escolhas de hoje protegem o amanhã, conforme refere na campanha o Núcleo Escola Segura da GNR do Destacamento Territorial da Póvoa de Lanhoso da Guarda Nacional Republicana.
Acidentes trágicos com trotinetas elétricas
Nos últimos sete anos (entre 2019 e 2025), registaram-se em Portugal já milhares de acidentes, ao todo mais de 4.600 sinistros, envolvendo trotinetas, dos quais resultaram 15 vítimas mortais e mais de 1.500 feridos, muitos dos quais com consequências graves, tornando-se essencial promover comportamentos seguros e sempre o cumprimento integral das regras de circulação.
A GNR começa por destacar que “sendo a trotineta um meio de transporte prático, sustentável e divertido, mas que só é segura quando utilizada com responsabilidade e respeito pelas regras”, sendo que assim “estes números mostram que a utilização da trotinete exige responsabilidade”.
As principais causas dos acidentes com trotinetas são circular nos passeios, o desrespeito pela sinalização, o excesso de velocidade e a não utilização de equipamentos de proteção, segundo o Núcleo Escola Segura da GNR do Destacamento Territorial da GNR da Póvoa de Lanhoso.
A campanha “Trota em Segurança” pretende igualmente transmitir que a segurança rodoviária depende das escolhas individuais de cada cidadão e cidadã, já que a utilização responsável da trotineta elétrica protege não apenas quem a conduz, mas também todos/as os/as restantes utilizadores/as da via pública, segundo os responsáveis por aquela campanha multidisciplinar.
O Conselho Intermunicipal da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Ave aprovou, hoje, por unanimidade, uma proposta de compromisso que manifesta o apoio político dos municípios do Ave ao processo de criação da futura Área Metropolitana do Minho.
Em comunicado, a CIM do Ave explica que “o compromisso prevê a união de esforços e o desenvolvimento dos diálogos institucionais necessários à convergência estratégica, que permita aportar novas ferramentas e novas oportunidades de valorização de toda a região”.
A deliberação expressa ainda “a vontade de trabalhar em conjunto, ultrapassando fronteiras administrativas, para que o Minho tenha uma voz única, forte e representativa junto dos centros de decisão nacionais e europeus”.
Na fundamentação da proposta, o Conselho Intermunicipal sublinha a relevância económica e exportadora do Minho e defende que uma escala de cooperação mais ampla poderá contribuir para a modernização dos territórios e para a melhoria da qualidade de vida das populações.
A posição é assumida pelos oito municípios que integram a CIM do Ave: Cabeceiras de Basto, Fafe, Guimarães, Mondim de Basto, Póvoa de Lanhoso, Vieira do Minho, Vila Nova de Famalicão e Vizela.
A criação da Área Metropolitana do Minho foi oficialmente lançada a 21 de julho, pelos presidentes das câmaras de Braga e Guimarães.