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Presidente de Portugal convoca os partidos políticos para discutir a crise social no país

21 October 2026 at 22:58

O presidente de Portugal, António José Seguro, convocou os partidos políticos nacionais para o próximo dia 29, a fim de abordar a atual crise social que o país atravessa, na qual manifestantes organizaram acampamentos em Lisboa e no Porto para reivindicar o acesso à moradia.

Esta é a primeira vez que o presidente português convoca uma rodada de reuniões com os partidos representados no Parlamento desde que assumiu o cargo no Palácio de Belém, em março deste ano, além dos contatos protocolares realizados logo após sua posse.

Ao contrário de seu antecessor, Marcelo Rebelo de Sousa, que se reunia com as formações políticas para tratar de questões de estabilidade política, incluindo as negociações orçamentárias, Seguro optou por um papel menos intervencionista na vida política cotidiana de Portugal.

A rodada de contatos ocorrerá um dia após o projeto de Orçamento ser apresentado ao Parlamento português, onde se espera sua aprovação no dia 28.

Em relação à crise imobiliária que assola Portugal, Seguro apelou a um pacto de Estado entre as diferentes forças políticas para que sejam tomadas medidas urgentes e de longo prazo diante do problema. Assim, ele propôs que sejam levados adiante planos que incluam propostas de vários partidos e que sejam encontrados pontos de consenso para enfrentar a crise.

Conforme relata o jornal português "Expresso", nesta mesma segunda-feira ele mencionou a situação ao afirmar que "um problema concreto e humano exige respostas igualmente concretas e humanas".

© Reprodução do Instagram / @ajseguro

Presidente de Portugal, António José Seguro

Autarcas lamentam ausência da ministra da Saúde de reunião que convocou

14 October 2026 at 20:10

VTM

Em comunicado, assinado pela atual presidente da Comunidade Intermunicipal do Alto Tâmega e Barroso (CIMAT), Fátima Fernandes, é explicado que a reunião “foi formalmente convocada pela senhora ministra da Saúde, tendo os presidentes de câmara municipal assegurado a sua presença”, no entanto, a reunião não se concretizou, uma vez que “não foram recebidos pela senhora ministra, tendo sido proposto, em alternativa, um encontro com o senhor secretário de Estado da Saúde, Francisco Pinheiro Catalão”.

Perante esta situação, os autarcas entenderam que “não estavam reunidas as condições para um diálogo profícuo, ao nível da responsabilidade política e institucional que o tema exige”, nunca colocando em “causa a consideração institucional devida ao senhor secretário de Estado.

Na mesma nota, é referido que a saúde “é uma preocupação central das populações do Alto Tâmega e Barroso e exige respostas concretas, diálogo institucional e compromisso político”, explicando que o encontro “tinha como objetivo abordar matérias de elevada relevância para o futuro dos cuidados de saúde na região, pelo que os autarcas consideram fundamental que este diálogo deve ocorrer com a devida atenção à importância do assunto para os cidadãos”.

Os seis municípios (Chaves, Boticas, Montalegre, Ribeira de Pena, Valpaços e Vila Pouca de Aguiar) reafirmam a sua “união na defesa dos interesses das populações e o compromisso de continuar a trabalhar, de forma concertada, para que as necessidades da região em matéria de saúde sejam ouvidas” e mereçam a resposta que legitimamente lhes é devida.

 

 

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Pelo menos 30 bombeiros depositam capacetes como protesto enquanto aguardam resolução

7 October 2026 at 20:32

Comandante Regional, Vaz Pinto, marca reunião de urgência para amanhã, 8 de outubro

Trinta e quatro bombeiros do Corpo de Bombeiros de Vila Real de Santo António e Castro Marim entregaram esta quarta-feira, pelas 18:00 hrs, os seus capacetes à porta do quartel, numa ação de protesto perante a situação que se vive atualmente no Corpo de Bombeiros e na Associação Humanitária.

Refira-se que a iniciativa surge na sequência de uma carta subscrita pelos bombeiros e dirigida aos órgãos sociais da Associação Humanitária, onde são identificados 17 pontos considerados fundamentais e exigidas respostas concretas.

Na mesma carta, os bombeiros concederam 48 horas aos órgãos sociais para responderem às suas reivindicações e exigiram a sua demissão, caso não sejam tomadas medidas perante os problemas apresentados.

A entrega dos capacetes, segundo dizem, pretendeu ser um ato simbólico de protesto e de alerta para a comunidade, demonstrando a insatisfação dos bombeiros perante uma situação que consideram não poder continuar.

Os bombeiros fazem questão de deixar claro que o socorro às populações dos concelhos de Vila Real de Santo António e Castro Marim está assegurado, não estando esta ação de protesto a colocar em causa a resposta operacional às ocorrências.

Comandante Regional Vaz Pinto marca reunião de urgência

Na sequência da situação, o Comandante Regional de Emergência e Proteção Civil, Vaz Pinto, marcou uma reunião de urgência para amanhã (quinta-feira), 8 de outubro, no quartel dos Bombeiros de Vila Real de Santo António.

Os bombeiros esperam que esta reunião permita encontrar respostas concretas para os problemas que têm vindo a denunciar.

Perante o ocorrido, os bombeiros fazem questão de reafirmar que não estão contra a população, nem contra a missão de socorro que diariamente desempenham. Pelo contrário, afirmam estar a lutar para que o Corpo de Bombeiros tenha condições dignas para continuar a servir Vila Real de Santo António e Castro Marim.

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