Petróleo em máximo de cinco meses após ataques dos Houthis
O petróleo negoceia hoje em máximos de cinco meses com o barril de Brent a subir mais de 3% para mais de 112 dólares.
Os ataques dos rebeldes Houthis à Arábia Saudita renovam as preocupações sobre a estabilidade do Médio Oriente.
O Brent está próximo do fecho diário mais elevado desde 18 de maio. É a terceira vez que o crude negoceia em terreno positivo esta semana.
A petrolífera estatal Saudi Aramco deu ordens para a evacuação da sua sede em Dhahran na costa saudita do Golfo Pérsico.
O conflito entre os Houthis e uma coligação saudita que apoia o Governo do Iémen reconhecido internacionalmente tem escalado desde que o grupo apoiado pelo Irão tem atacado o estreito Bab el-Mandeb, crucial para o tráfego marítimo nas rotas entre a Europa e a Ásia, via canal do Suez no mar Vermelho.
Os analistas do Morgan Stanley estimam que as exportações de petróleo do Médio Oriente tenham atingido 17 milhões de barris diários na semana passada, próximo da média de 18 milhões nos 12 meses antes da guerra no Irão.
“Não se espera uma acalmia das hostilidades até às eleições intercalares nos EUA, o que deve manter os preços do petróleo elevados”, disse à “Reuters” a analista Tamas Varga da PVM.
Já na Ucrânia, as forças russas atacaram Kiev com centenas de drones.
Moscovo disse na quarta-feira estar disposto a voltar a negociar com a Ucrânia em novembro, depois de conversações entre o presidente Vladimir Putin e o enviado dos EUA Steve Witkoff em São Petersburgo.
A Rússia foi o terceiro maior produtor mundial de petróleo em 2025, apenas atrás dos EUA e da Arábia Saudita, mas o seu crude continua sujeito a sanções, que poderão ser levantadas em caso de acordo de cessar-fogo.