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Normal view

Alentejo e Estremadura espanhola criam "corredor cultural"

19 October 2026 at 23:17
A aliança "A Fronteira da Cultura" foi constituída esta segunda-feira, em Évora. Envolve concelhos como Évora, Elvas, Badajoz e Cáceres e arranca em 2027.

© NUNO VEIGA/LUSA

A iniciativa arranca com 24 participantes, mas está aberta à adesão de mais instituições e agentes culturais interessados, oriundos de outros concelhos de ambas as regiões

A normalidade em tempos anormais

19 October 2026 at 00:08

O tempo da chuva já não é o mesmo, e o do calor … esse nem se fala! Aquece o xadrez geoeconómico que vive um momento de rara volatilidade. A guerra no Irão e o estrangulamento do estreito de Ormuz demonstram que a segurança energética regressou ao centro da estratégia geopolítica. A incerteza energética global não é uma ameaça, é uma oportunidade para as Áfricas redefinirem o seu lugar, com mais de 125 mil milhões de barris de reservas comprovadas de petróleo, 620 biliões de pés cúbicos de gás e mais de 30% das reservas mundiais de minerais críticos, deixam o continente no centro das atenções.

As Áfricas ainda são, simultaneamente, vítimas e peça-chave. Vítimas, porque importam quase a totalidade dos combustíveis refinados e peça-chave porque, concentram reservas significativas de petróleo e uma parte expressiva de gás natural global ainda por desenvolver. A questão é que enfrentam critérios de financiamento cada vez mais restritivos que penalizam projectos de longo prazo para inclusão energética das suas pessoas. As Áfricas ainda detêm minerais críticos para a transição energética, incluindo 70% da produção global de cobalto, que deve ser transformado em baterias, e não exportado em bruto isto sem falar do potencial do rei sol.

Num momento em que lá para o Norte se procura diversificar fontes alternativas ao gás russo, empurram-se investimentos, tecnologia e parcerias para as Áfricas. São tempos ao contrário, mas a oportunidade só se transformará em desenvolvimento se as Áfricas falarem a uma só voz. Se coordenadas posições, permitem exigir contratos justos, transferência de tecnologia e industrialização. A refinaria de Dangote mostra que não faltam alavancas estratégicas e que é possível agregar valor localmente e criar empregos.

A normalidade em tempos anormais já não existe… É preciso construir um novo normal, um em que a riqueza das Áfricas sirva primeiro às Áfricas que continuam a ser as fornecedoras de recursos que outros transformam, enquanto as Áfricas Subsarianas precisam de subir a actual taxa de eletrificação, pois hoje apenas 53% dessa população beneficia, é preciso lutar pela inclusão energética, a juventude não nos perdoará e com razão!

A coordenação é agora uma necessidade estratégica e, através da AfCFTA, o alinhamento de preços, infraestruturas e políticas energéticas comuns as condições para sucesso, exigem instituições fortes e assentes em princípios da boa governação com visão de longo prazo. A hora é agora de transformar a riqueza das Áfricas em prosperidade partilhada pela primeira vez em gerações.

Em Serralves: das pedras até ao céu, com Lee Ufan

16 October 2026 at 07:32
Aos 90 anos, o reputado artista coreano expõe uma série de pinturas e esculturas, pela primeira vez, em Portugal. O diálogo de Ufan com a Casa e o Parque de Serralves pode ser testemunhado até março.

© Diogo Baptista

"Trabalhar com Lee Ufan é um privilégio e uma aprendizagem. Uma aprendizagem de rigor filosófico e estético intransigente"

Steve McQueen e o dueto entre Nina e Bowie que nunca existiu

13 October 2026 at 07:32
Em "66-76-26", o artista britânico cruza as interpretações do tema "Wild is the Wind", numa canção romântica contra o ruído. Uma obra sobre a vulnerabilidade, no Guggenheim até fevereiro de 2027.

© WESLEY VERHOEVE

"Toda a minha vida foi mapeada por enquadramentos, do cinema às paredes do museu. Estou interessado em criar ambientes que escapam a essa lógica", diz Steve McQueen ao Observador
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