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Para-brisas embaciados? A GNR partilhou uma alternativa caseira para acabar com o problema

21 October 2026 at 20:30

Entrar no carro e encontrar o para-brisas embaciado é uma situação frequente nas manhãs frias. A humidade acumulada no habitáculo pode dificultar a visão da estrada, obrigando a desembaciar os vidros antes de iniciar a viagem.

Entre as sugestões já divulgadas pela Guarda Nacional Republicana (GNR) encontra-se uma alternativa pouco habitual: utilizar uma batata. A força de segurança apresentou este alimento como uma opção caseira, ressalvando que a eficácia pode variar e ser inferior à dos produtos próprios para desembaciamento.

Como funciona o truque da batata

O procedimento divulgado pela GNR consiste em cortar uma batata ao meio, passar a parte cortada pela superfície do vidro e terminar a limpeza com um pano limpo.

Segundo a explicação apresentada pela força de segurança, o amido deixa uma película que pode ajudar a dificultar a fixação da humidade. O método também é referido pelo Automóvel Club de Portugal (ACP), que o inclui entre as alternativas para lidar com o embaciamento.

A ressalva sobre a eficácia deve acompanhar a aplicação: o resultado pode variar e é necessário verificar se o vidro fica limpo e permite uma visão desimpedida antes de conduzir.

Porque ficam os vidros embaciados?

O fenómeno ocorre quando o vapor de água presente no ar do habitáculo entra em contacto com o vidro frio e condensa, formando pequenas gotículas. Estas dispersam a luz e dificultam a visibilidade.

A respiração dos ocupantes contribui para aumentar a humidade, tal como a roupa molhada, os guarda-chuvas ou os tapetes húmidos. Por isso, passar apenas a mão pelo vidro pode abrir momentaneamente uma zona de visão, sem resolver a acumulação de humidade no interior.

Ar condicionado e ventilação ajudam a resolver o problema

O ACP recomenda utilizar o ar condicionado, sobretudo quando existe uma função automática de desembaciamento. Este sistema ajuda a retirar humidade do ar e pode funcionar em conjunto com o aquecimento.

Também deve direcionar a ventilação para o para-brisas e desligar a recirculação, permitindo a entrada de ar exterior. Abrir ligeiramente as janelas pode ajudar a renovar o ar do habitáculo e a reduzir a humidade acumulada.

Manter os vidros limpos e retirar objetos molhados do automóvel são outros cuidados úteis para reduzir a frequência do problema.

Espere por uma boa visibilidade antes de arrancar

“Conduzir com o vidro para-brisas embaciado reduz a visibilidade drasticamente e condiciona o exercício da condução em segurança”, alerta a GNR.

Antes de iniciar a viagem, espere até conseguir ver claramente através dos vidros. Se o embaciamento surgir durante a condução e comprometer a visão, pare num local seguro para recuperar a visibilidade. Quando o sistema demora demasiado tempo a desembaciar ou deixa de o conseguir fazer, convém verificar a ventilação e o ar condicionado numa oficina.

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Alterações no paladar podem estar ligadas à doença renal: os sinais que merecem atenção

21 October 2026 at 15:20

Notar que os alimentos passaram a saber a metal, ficaram amargos ou perderam o sabor habitual pode causar estranheza. Estas alterações têm várias causas possíveis, entre as quais problemas de saúde oral, medicamentos e doença renal. Por si só, não permitem identificar o que está a acontecer.

Segundo a National Kidney Foundation, uma fundação norte-americana dedicada à saúde dos rins, a acumulação de resíduos no organismo pode afetar o paladar e provocar náuseas ou falta de apetite quando os rins não funcionam adequadamente.

O que liga o paladar ao funcionamento dos rins

Os rins ajudam a eliminar resíduos do sangue. Quando a sua capacidade de filtragem diminui significativamente, substâncias como a ureia podem acumular-se no organismo. Esta situação pode alterar a composição da saliva e a perceção dos sabores.

A nefrologista Kalyani Perumal, do sistema de saúde norte-americano Cook County Health, explicou à revista Parade que estas manifestações podem surgir em fases avançadas: “Muitos não apresentam sinais de doença renal até estarem em fases avançadas”.

As alterações também podem prejudicar a alimentação. Algumas pessoas deixam de ter vontade de comer ou sentem-se satisfeitas após poucas garfadas. Com o tempo, a redução da ingestão alimentar pode contribuir para perda de peso e problemas nutricionais.

Um sabor metálico também pode ter outras causas

O NHS, o serviço público de saúde britânico, esclarece que um sabor metálico na boca geralmente não corresponde a uma situação grave.

Entre as causas possíveis estão doenças das gengivas, determinados medicamentos, constipações, infeções dos seios perinasais, indigestão e gravidez. Alterações do olfato também podem modificar a forma como se sente o sabor dos alimentos.

A recomendação é procurar avaliação médica quando o sabor metálico persiste ou não tem uma explicação evidente. Se houver suspeita de relação com um medicamento, deve pedir aconselhamento e evitar interromper um tratamento prescrito por iniciativa própria.

Outros sinais que podem acompanhar a doença renal

Cansaço persistente, perda de apetite, inchaço nos tornozelos, pés ou mãos, comichão, cãibras e alterações na frequência urinária estão entre as manifestações possíveis da doença renal crónica.

Contudo, a doença pode evoluir sem sintomas nas fases iniciais. Por isso, sentir-se bem não exclui alterações no funcionamento dos rins. O NHS explica que alguns casos são detetados através de análises realizadas por outros motivos.

Como se avalia a saúde dos rins

A investigação passa habitualmente por análises ao sangue e à urina. A medição da creatinina no sangue permite estimar a taxa de filtração glomerular, um indicador do funcionamento dos rins. Na urina, pode avaliar-se a presença de albumina, uma proteína cuja perda pode indicar lesão renal.

O médico interpreta estes resultados em conjunto com os sintomas e o historial clínico. Pessoas com diabetes, hipertensão arterial ou antecedentes familiares de doença renal avançada podem precisar de avaliações regulares, mesmo sem alterações no paladar ou outras queixas.

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“O algarvio que construiu a Lisboa moderna”: conheça a história de Duarte Pacheco, ministro de Salazar

21 October 2026 at 14:30

Lisboa guarda marcas da ação de Duarte Pacheco em estradas, equipamentos públicos e espaços verdes. O aeroporto, o Parque de Monsanto e a Marginal Lisboa–Cascais estão entre as obras associadas ao engenheiro de Loulé que se tornou ministro e presidente da Câmara da capital.

Na evocação do seu percurso, o Instituto Superior Técnico destaca que “planificou e executou as obras que trouxeram Lisboa e Portugal para o século XX”. A sua carreira atravessou o ensino, a administração municipal e o Governo.

Uma infância marcada pela perda dos pais

O catálogo do seu arquivo pessoal, organizado pelo Técnico, regista uma particularidade sobre o nascimento: o assento de batismo aponta para 1899, mas Duarte Pacheco afirmava ter nascido em 1900, atribuindo a diferença a um engano do pároco.

A família mudou-se de Loulé para Faro depois de o pai ter sido nomeado administrador daquele concelho, em 1901. Perdeu a mãe em 1906 e o pai em 1914, ficando depois ao cuidado do irmão Humberto, que o preparou para exames do liceu.

Aos 17 anos seguiu para Lisboa. Formou-se em Engenharia Eletrotécnica no Técnico em 1923 e, quatro anos depois, foi escolhido por unanimidade pelo Conselho Escolar para dirigir a instituição.

Do ensino para os governos de Salazar

Segundo o Arquivo Histórico da Presidência da República, a primeira passagem de Duarte Pacheco pelo Governo aconteceu em 1928, quando assumiu durante alguns meses o Ministério da Instrução Pública.

Em 1932 tornou-se ministro das Obras Públicas e Comunicações no Governo de Salazar. Deixou a pasta em 1936 e regressou em 1938, ano em que também foi nomeado presidente da Câmara Municipal de Lisboa.

A sua ação como governante ficou, assim, ligada ao projeto político do Estado Novo e à transformação das infraestruturas do país.

As obras que mudaram Lisboa e a sua envolvente

Ao seu nome ficaram associados empreendimentos como o aeroporto de Lisboa, a Estação Marítima de Alcântara, a Fonte Monumental da Alameda, a Casa da Moeda e o Instituto Nacional de Estatística.

Na área envolvente da capital, destacam-se a Marginal Lisboa–Cascais e o Estádio Nacional, no Jamor. O seu percurso também ficou ligado à expansão urbana e a bairros como Alvalade, Encarnação e Madredeus.

O próprio Técnico constitui uma parte desse legado. O campus da Alameda foi construído sob a sua direção, com projeto do arquiteto Porfírio Pardal Monteiro, ficando concluído em 1937.

Uma intervenção que ultrapassou a capital

A atividade de Duarte Pacheco estendeu-se à rede rodoviária, aos portos, às comunicações e às infraestruturas hidroagrícolas e hidroelétricas.

O Técnico destaca intervenções em portos como Leixões, Aveiro, Setúbal, Vila Real de Santo António, Funchal e Ponta Delgada. A construção e conservação de estradas procurou também melhorar o transporte de pessoas e o escoamento de produtos agrícolas e industriais.

O acidente que interrompeu a carreira

Em 15 de novembro de 1943, Duarte Pacheco deslocou-se a Vila Viçosa para acompanhar os trabalhos da estátua de D. João IV. No regresso a Lisboa, onde pretendia chegar para um Conselho de Ministros, o automóvel em que seguia despistou-se na Estrada Nacional 4, entre Montemor-o-Novo e Vendas Novas.

Gravemente ferido, foi transportado para o Hospital da Misericórdia de Setúbal. Morreu na madrugada de 16 de novembro, ainda no exercício das funções ministeriais.

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Manuel Alegre, 90 anos, internado com pneumonia no Hospital da Luz

21 October 2026 at 13:25

O poeta e histórico socialista Manuel Alegre, de 90 anos, está internado no Hospital da Luz, em Lisboa, devido a uma pneumonia. Segundo a Renascença, que confirmou a informação junto de uma fonte próxima, o internamento ocorreu durante a madrugada desta quarta-feira, 21 de outubro.

A notícia foi inicialmente avançada pela SIC Notícias. De acordo com a estação televisiva, o antigo vice-presidente da Assembleia da República encontra-se estabilizado, embora a situação seja considerada “delicada”.

Completou 90 anos em maio

Manuel Alegre celebrou o seu 90.º aniversário a 12 de maio. Na ocasião, deixou uma mensagem de participação cívica e apelou aos mais velhos para que continuassem a pensar no futuro, sem desistirem das suas convicções.

“Continuo a pensar no futuro”, afirmou aos jornalistas, à entrada para um jantar de homenagem realizado num hotel em Lisboa. Acompanhado pelo filho Francisco Alegre Duarte, acrescentou: “Não abdicarmos de nós próprios e de pensar pela nossa cabeça”.

O encontro reuniu mais de uma centena de pessoas e contou com a presença do Presidente da República, António José Seguro, além de várias figuras da vida política portuguesa.

Um percurso de décadas no Parlamento

A trajetória política de Manuel Alegre passou pela Assembleia Constituinte e pelas dez primeiras legislaturas da Assembleia da República, como documenta a sua biografia parlamentar. Exerceu também funções governativas, nomeadamente como secretário de Estado da Comunicação Social e porta-voz do primeiro Governo Constitucional.

Entre 1995 e 2009, foi vice-presidente da Assembleia da República. Concorreu ainda à Presidência da República em duas ocasiões, nas eleições de 2006 e de 2011, mantendo uma presença na vida pública para além do trabalho parlamentar.

Uma carreira literária distinguida com o Prémio Camões

Nascido em Águeda, em 1936, Manuel Alegre construiu uma obra que atravessa a poesia, o romance, o conto e o ensaio. Entre os seus livros mais conhecidos encontram-se Praça da Canção, publicado em 1965, e O Canto e as Armas, de 1967.

De acordo com o Instituto Camões, estas obras foram proibidas pela censura e circularam em cópias manuscritas e datilografadas. Os poemas, posteriormente musicados e cantados, ficaram associados à resistência à ditadura.

O reconhecimento da sua carreira inclui o Prémio Pessoa, recebido em 1999, e o Prémio Camões, atribuído em 2017. Esta última distinção reconheceu o conjunto de uma obra literária desenvolvida ao longo de várias décadas.

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CGA explica erro em 2.937 pensões e redução média de 93 euros por mês

21 October 2026 at 11:25

Uma falha no sistema de cálculo está na origem da revisão de 2.937 pensões atribuídas pela Caixa Geral de Aposentações (CGA). Segundo a instituição, os beneficiários abrangidos receberam valores superiores aos previstos na lei, com uma diferença média mensal de 93 euros brutos.

A explicação foi apresentada pelo presidente da CGA, António Valente, numa audição na Assembleia da República, realizada em 20 de outubro. O responsável garantiu que a correção “não resultou de qualquer orientação do Governo”.

Quem está abrangido pela revisão

Em causa estão pensões atribuídas entre maio e 27 de agosto de 2026 a subscritores inscritos na CGA até 31 de agosto de 1993, que se aposentaram com mais de 40 anos de serviço.

Este universo representa cerca de 0,4% das aproximadamente 670 mil pensões pagas mensalmente pela instituição.

António Valente indicou que a redução média corresponde a 59 euros líquidos por mês. A maior correção individual quantificada pela CGA é de 198 euros mensais, numa pensão que passa de 8.107 para 7.909 euros.

O que falhou no cálculo das reformas

Para estes beneficiários, a pensão resulta da soma de duas parcelas: uma relativa ao serviço prestado até ao final de 2005 e outra referente ao período posterior.

Segundo a explicação da CGA, o problema surgiu na escolha da taxa aplicada à segunda parcela. O sistema passou a utilizar uma taxa entre 2% e 2,3% quando identificou 21 anos de descontos após 2005, sem excluir previamente o tempo que ultrapassava o limite de 40 anos considerado no cálculo.

A instituição sustenta que, nos casos abrangidos, deveria continuar a ser aplicada a taxa de 2%. A correção informática entrou em funcionamento em 27 de agosto.

Esta interpretação continua a ser contestada. O Sindicato Nacional dos Professores Licenciados pelos Politécnicos e Universidades considera que houve uma alteração do entendimento da legislação e enviou casos aos grupos parlamentares para sustentar essa posição.

Pensionistas podem pronunciar-se antes da decisão final

Na audição, a CGA esclareceu que os beneficiários foram notificados em 30 de setembro para se pronunciarem, em audiência prévia, sobre o projeto de alteração da pensão.

As respostas e os elementos apresentados pelos interessados serão analisados antes da decisão definitiva. A reposição de dinheiro dependerá da confirmação dos montantes considerados indevidamente pagos em cada processo.

Quais são as modalidades de devolução

Na nota de esclarecimento de 8 de outubro, a CGA apresentou três possibilidades: pagamento voluntário através de Documento Único de Pagamento, com prazo de 30 dias após a receção do ofício; compensação nas pensões seguintes, com dedução mensal limitada a 30% da pensão líquida; ou pagamento em prestações, mediante requerimento.

Esta última modalidade pode prolongar-se até dezembro de 2027, não podendo cada prestação mensal ser inferior a 5% da quantia total a devolver. Não haverá juros de mora se os pagamentos forem realizados nos prazos previstos.

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Pensões e subsídios em novembro: estas são as datas em que a Segurança Social vai pagar

21 October 2026 at 07:00

Os beneficiários de pensões e prestações sociais já podem consultar as datas previstas para os pagamentos de novembro de 2026. Conhecer o calendário permite organizar as despesas do mês e perceber em que momento está agendado cada apoio.

Segundo a Segurança Social, os pagamentos começam a 3 de novembro e prolongam-se até dia 27. As pensões estão previstas para dia 6, enquanto as prestações familiares surgem mais adiante no calendário.

Calendário dos pagamentos de novembro de 2026

As datas divulgadas pelo organismo distribuem-se da seguinte forma:

DataPensões, subsídios e outros apoios
3 de novembroPensões e subsídios por doença profissional
6 de novembroPensões, Complemento Solidário para Idosos, Prestação Social para a Inclusão, reembolso de despesas de funeral e rendas
16 de novembroPrestações familiares e primeiro pagamento de desemprego, doença, parentalidade e ação social
20 de novembroFundo de Garantia de Alimentos Devidos a Menores
23 de novembroRendimento Social de Inserção, Fundo de Garantia Salarial e subsídio por suspensão da atividade cultural
27 de novembroSubsídio de Apoio ao Cuidador Informal e segundo pagamento de desemprego, doença, parentalidade e ação social

O calendário identifica, assim, dois momentos de pagamento para as prestações de desemprego, doença, parentalidade e ação social. A situação de cada beneficiário deve ser confirmada na sua área pessoal.

Transferência bancária ou vale de correio?

Para a generalidade das prestações, o calendário apresenta as modalidades de transferência bancária e vale de correio.

Existem, contudo, três rubricas assinaladas apenas com transferência bancária: rendas, Fundo de Garantia Salarial e subsídio por suspensão da atividade cultural. Convém, por isso, verificar a modalidade associada ao apoio que recebe.

A transferência permite que o dinheiro seja enviado diretamente para a conta bancária indicada pelo beneficiário, dispensando a receção de um vale pelo correio.

Como confirmar ou alterar o IBAN

Quem recebe por transferência pode consultar os dados bancários registados no Portal da Segurança Social. Depois de iniciar sessão, deve aceder a “Perfil”, selecionar “Conta bancária” e entrar em “Consultar e alterar conta bancária”.

O registo ou alteração também pode ser solicitado nos serviços de atendimento, através do formulário MG 14, acompanhado de um comprovativo bancário que identifique o beneficiário como titular da conta. O IBAN fica sujeito a validação e, depois de confirmado, é enviada informação para a área de mensagens.

Simulador ajuda a identificar outros apoios

Além do calendário, está disponível o Simulador de Prestações Sociais, que permite conhecer os subsídios e prestações a que poderá ter direito e a forma de os pedir.

A ferramenta apresenta perguntas para avaliar o possível enquadramento do utilizador nos apoios disponíveis. A Segurança Social recomenda reunir previamente as informações necessárias para responder corretamente, já que os dados introduzidos são relevantes para o resultado da simulação.

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Ar polar em Portugal: estas 10 capitais de distrito podem ficar abaixo dos 8 ºC no dia mais frio da semana

21 October 2026 at 06:00

Uma manhã fria espera várias regiões de Portugal continental na quinta-feira, 22 de outubro. A influência de uma massa de ar de origem polar mantém as temperaturas baixas, com especial expressão durante a madrugada e nas primeiras horas do dia.

A previsão por localidade do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) aponta para temperaturas mínimas inferiores a 8 ºC em dez capitais de distrito. Bragança e Leiria destacam-se entre as cidades com os valores mais baixos, ambas abaixo dos 5 ºC.

Estas são as cidades com mínimas abaixo dos 8 ºC

Os dados disponíveis apontam para a seguinte distribuição na quinta-feira:

Capital de distritoTemperatura mínima prevista
Bragança4,4 ºC
Leiria4,6 ºC
Guarda5,9 ºC
Braga6,3 ºC
Évora6,4 ºC
Viseu6,5 ºC
Vila Real6,6 ºC
Beja7,5 ºC
Coimbra7,6 ºC
Viana do Castelo7,9 ºC

Estes valores correspondem às mínimas diárias previstas para cada cidade. Coimbra e Viana do Castelo ficam próximas do limiar dos 8 ºC, enquanto Bragança e Leiria deverão registar um arrefecimento mais acentuado.

Porque se sente mais frio no interior?

Na análise publicada pela Meteored, a meteorologista Joana Campos explica que “o interior Norte e Centro tem tendência a arrefecer mais face ao litoral devido à influência continental”.

A proximidade do mar ajuda a moderar as temperaturas nas zonas costeiras. A altitude e as características de cada local também contribuem para diferenças entre cidades, pelo que o arrefecimento não se faz sentir com a mesma intensidade em todo o território.

E no Algarve, quanto vão marcar os termómetros?

Faro deverá manter valores mais amenos, com uma mínima de 11 ºC e uma máxima próxima dos 23 ºC. A previsão aponta, assim, para uma diferença considerável entre o início do dia e a tarde.

Em Sagres, o IPMA prevê aproximadamente 11 ºC de mínima e 19 ºC de máxima. Estes valores dizem respeito às duas localidades e não representam, por si só, toda a região algarvia.

As temperaturas recuperam durante o dia e na sexta-feira

As mínimas baixas não significam que os termómetros se mantenham nesses valores ao longo de quinta-feira. Évora e Beja, por exemplo, poderão atingir máximas próximas dos 22 ºC.

Na sexta-feira, 23 de outubro, prevê-se uma subida das mínimas em várias cidades: Beja poderá chegar aos 10,4 ºC, Évora aos 10,5 ºC e Faro aos 13 ºC. O frio matinal deverá, contudo, continuar a marcar o interior nos dias seguintes: para sábado, o IPMA aponta mínimas próximas dos 4 ºC em Bragança e na Guarda.

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Perdeu o telemóvel? Banco de Portugal alerta para o que deve fazer de imediato para proteger o seu dinheiro

20 October 2026 at 21:00

O desaparecimento de um telemóvel pode colocar em risco mais do que fotografias, mensagens ou contactos. Para quem utiliza aplicações bancárias ou faz pagamentos através do aparelho, uma perda ou um roubo exige uma reação rápida: avisar o banco e impedir que terceiros consigam utilizar os acessos associados.

O alerta é do Banco de Portugal, que recorda que o telemóvel também recebe códigos de autorização de operações bancárias. A informação guardada no equipamento pode, assim, ser utilizada indevidamente e permitir pagamentos não autorizados.

Contacte o banco e peça o cancelamento dos acessos

A primeira medida é contactar imediatamente o banco, ou outro prestador de serviços de pagamento, através dos contactos oficiais disponibilizados pela instituição. Se tiver contas em vários bancos acessíveis através do aparelho, deve comunicar a situação a todos.

“Peça o cancelamento das credenciais de acesso à sua conta”, recomenda o supervisor. Quando estiver em causa um cartão bancário, pode também consultar a lista de contactos dos respetivos emissores disponibilizada pelo Banco de Portugal.

Não deve esperar pelo aparecimento de um movimento suspeito para agir. O objetivo é impedir que os acessos comprometidos sejam utilizados.

Bloqueie o cartão SIM e os serviços de pagamento

Deve ainda contactar a operadora de telecomunicações e pedir o bloqueio do cartão SIM. Sempre que possível, utilize as ferramentas de localização e proteção do equipamento para o bloquear à distância ou eliminar os dados guardados. As opções disponíveis dependem do aparelho e das configurações existentes.

Importa igualmente verificar como suspender as aplicações de pagamento instaladas, como o MB WAY ou as carteiras digitais. O Banco de Portugal recomenda cancelar a aplicação ou desativar e remover do dispositivo perdido os cartões e contas associados, seguindo os procedimentos do respetivo serviço.

Pode ter de suportar perdas até 50 euros

A rapidez da comunicação também pode fazer diferença na responsabilidade por operações não autorizadas.

Antes de avisar o banco, o cliente poderá ter de suportar, em regra, perdas até um máximo de 50 euros. Contudo, este limite não constitui uma proteção absoluta: pode deixar de se aplicar em situações de atuação fraudulenta, incumprimento deliberado das obrigações de segurança ou negligência grosseira.

Depois de comunicar a perda, o roubo ou a apropriação indevida do instrumento de pagamento, o cliente não suporta, em regra, as perdas decorrentes da sua utilização posterior, salvo se tiver atuado fraudulentamente.

Altere palavras-passe e acompanhe os movimentos

Através de outro equipamento, altere as palavras-passe das contas que possam estar expostas, incluindo o correio eletrónico e as redes sociais. Reveja também as sessões iniciadas e os acessos guardados no telemóvel.

Nos dias seguintes, acompanhe os movimentos bancários e comunique imediatamente qualquer operação que não reconheça. Se suspeitar de fraude, depois de contactar a instituição financeira, participe a situação às autoridades policiais ou ao Ministério Público.

Para reduzir o risco, o supervisor aconselha palavras-passe difíceis de adivinhar, bloqueio do ecrã e credenciais diferentes para os serviços bancários e outros acessos. Recomenda também a definição de limites para as operações e para a movimentação diária da conta.

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O sinal está lá, mas ninguém o consegue ler por estar tapado com autocolantes: afinal, é obrigatório respeitá-lo?

20 October 2026 at 20:00

Encontrar um sinal de proibição completamente coberto de autocolantes pode deixar um condutor sem perceber que comportamento lhe é exigido. Foi precisamente essa situação, fotografada na avenida do Cristo Rei, em Almada, que motivou uma dúvida sobre a obrigação de respeitar a sinalização.

O Regulamento de Sinalização do Trânsito estabelece que não podem ser colocados objetos sobre os sinais ou nas suas proximidades que prejudiquem a sua visibilidade ou reconhecimento. A regra abrange também elementos que possam confundir os utilizadores da via ou perturbar a atenção dos condutores.

O que acontece quando o sinal está totalmente tapado?

Em resposta ao Polígrafo, a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) confirmou que, perante o exemplo apresentado, deixava de ser obrigatório respeitar a proibição que não era possível identificar.

A entidade explicou que os papéis, autocolantes ou pinturas impediam o condutor de «saber qual o comportamento a adotar».

O esclarecimento refere-se, portanto, a um sinal totalmente tapado, cuja mensagem não pode ser reconhecida. Não estabelece uma dispensa automática de cumprimento sempre que exista um autocolante na sua superfície.

Quem tapa os sinais pode pagar até 1.250 euros

O artigo 1.º do regulamento proíbe que os sinais sejam acompanhados de motivos decorativos ou publicidade comercial. Impede igualmente a colocação de quadros, painéis, cartazes e outros objetos que comprometam a sua função.

A infração destas disposições é sancionada com coima entre 250 e 1.250 euros. Este intervalo respeita à colocação dos elementos proibidos, não a uma penalização aplicada ao condutor por encontrar o sinal nessas condições.

A quem deve ser comunicada a situação?

Segundo a ANSR, cabe à entidade gestora da via «repor a sinalização e garantir a segurança da circulação rodoviária». Os condutores devem comunicar-lhe o problema.

A responsabilidade pode pertencer a um município, à Infraestruturas de Portugal ou a uma concessionária, conforme a estrada. No caso apresentado ao Polígrafo, a situação deveria ser reportada à Câmara Municipal de Almada.

As restantes regras de circulação continuam a aplicar-se

A impossibilidade de reconhecer aquele sinal não elimina as restantes obrigações do condutor. Continuam a contar as regras do Código da Estrada e a sinalização aplicável no local.

O artigo 7.º do Código da Estrada estabelece ainda que as ordens dos agentes reguladores do trânsito prevalecem sobre os sinais e sobre as regras de trânsito. Assim, um sinal tapado não permite desobedecer às indicações de um agente que esteja a regular a circulação.

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Rés do chão também paga o elevador do condomínio? Saiba o que diz a lei

20 October 2026 at 18:00

Ter casa ao nível da rua pode fazer parecer desnecessário contribuir para as despesas do elevador. Contudo, a localização da habitação e o uso que o proprietário faz do equipamento não chegam, por si só, para determinar se existe obrigação de pagamento.

A regra encontra-se no artigo 1424.º do Código Civil: “Nas despesas dos ascensores só participam os condóminos cujas fracções por eles possam ser servidas”. O que importa é perceber se o elevador pode servir aquela fração, tendo em conta os acessos existentes.

Não usar o elevador não garante isenção

Um proprietário pode preferir sempre as escadas e continuar obrigado a contribuir para o elevador. A lei atende à possibilidade de utilização para servir a fração, independentemente da frequência com que o equipamento é usado.

O Tribunal da Relação de Guimarães explicou, num acórdão de 19 de dezembro de 2023, que é necessário verificar se o elevador permite aceder à fração a partir da via pública ou chegar a uma extensão dessa fração, como uma garagem ou arrecadação.

Assim, quem vive no rés do chão pode ter de pagar se o elevador permitir chegar à garagem ou à arrecadação que integra a sua propriedade, mesmo que habitualmente utilize outro acesso.

Quando pode haver dispensa de pagamento

A situação será diferente quando o elevador não possa servir a fração nem os espaços que a integram.

Pode acontecer, por exemplo, numa habitação com entrada ao nível da rua, num prédio cujo elevador apenas dá acesso aos andares superiores, sem garagem ou arrecadação associada àquela fração nos pisos servidos pelo equipamento.

A conclusão depende das características concretas do edifício. A existência de uma entrada independente é um elemento relevante, mas deve ser analisada juntamente com os restantes acessos.

A dispensa não abrange todas as despesas do condomínio

Ficar dispensado dos encargos do elevador não significa deixar de pagar a quota de condomínio. O proprietário continua responsável pelas restantes despesas comuns que lhe sejam legalmente imputáveis.

Quando existe obrigação de contribuir para o ascensor, podem estar em causa despesas de manutenção e reparação. A repartição dos encargos segue, em regra, o valor relativo das frações, habitualmente expresso em permilagem, sem prejuízo das disposições aplicáveis ao condomínio.

O que verificar antes de contestar uma cobrança

Para esclarecer a situação, o proprietário deve pedir ao administrador a discriminação das despesas e o critério utilizado para as repartir.

Importa também consultar o título constitutivo da propriedade horizontal, o regulamento do condomínio e a documentação da fração, confirmando os acessos à habitação, à garagem e às arrecadações.

Se persistir uma divergência, a análise deve considerar a deliberação da assembleia e os meios disponíveis para a contestar. Uma eventual impugnação está sujeita a regras e prazos, pelo que deixar simplesmente de pagar não substitui esse procedimento.

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Cristiano Ronaldo telefonou a Proença após deixar o estágio da Seleção: saiba o que foi falado nessa chamada

20 October 2026 at 14:00

A falta de condições anímicas foi a explicação que Cristiano Ronaldo deu a Pedro Proença para não continuar no estágio da Seleção Nacional. O capitão comunicou a decisão por telefone, depois de abandonar o estádio em Copenhaga, segundo o acórdão do Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), divulgado a 19 de outubro.

O episódio aconteceu a 30 de setembro, quando Portugal preparava o encontro com a Dinamarca para a Liga das Nações. Dias antes, Ronaldo tinha sido suplente não utilizado frente à Noruega, apesar de ter passado parte da segunda metade a aquecer. Posteriormente, o jogador acusou Jorge Jesus de lhe ter faltado à palavra.

A chamada aconteceu depois de sair do estádio

Os factos considerados provados indicam que Ronaldo deixou o Estádio Parken antes do treino oficial, marcado para as 18 horas. Também não compareceu ao jantar da equipa, previsto para as 20h30 no hotel onde a comitiva estava instalada.

A saída ocorreu por iniciativa do jogador, que não comunicou nem justificou previamente a intenção de abandonar o estádio e o estágio aos responsáveis federativos ou da Seleção.

Só depois de sair telefonou ao presidente da FPF. Durante essa conversa, informou Pedro Proença de que “não se encontrava em condições anímicas para continuar integrado no estágio da Seleção Nacional”, descreve o acórdão.

Explicação não foi aceite como justificação para o abandono

O Conselho de Disciplina entendeu que os motivos apresentados ao presidente da Federação e, mais tarde, publicamente não justificavam o abandono dos trabalhos. Considerou ainda que Ronaldo conhecia as suas obrigações e agiu de “forma livre, consciente e voluntária”.

O documento sublinha também as responsabilidades acrescidas do jogador enquanto capitão, nomeadamente perante os colegas e a equipa técnica. A saída ocorreu na véspera de um encontro e Ronaldo não regressou para o jogo seguinte.

Numa mensagem divulgada a 6 de outubro, o avançado assumiu a responsabilidade pelo abandono, pediu desculpa aos adeptos e aos companheiros e defendeu que a sua atitude devia ter consequências disciplinares.

Suspensão permite um eventual regresso em novembro

O processo terminou com uma suspensão de 30 dias e uma multa de 255 euros. A ausência de antecedentes disciplinares, a confissão dos factos e o percurso desportivo do jogador foram considerados na determinação do castigo.

À data da decisão, foram descontados 19 dias de suspensão preventiva, pelo que restavam 11 por cumprir.

Assim, o castigo estará cumprido antes dos próximos compromissos de Portugal: frente à Dinamarca, a 14 de novembro, em Braga, e ao País de Gales, a 17, em Cardiff. O eventual regresso dependerá da convocatória de Jorge Jesus.

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Estas são as novas 7 Maravilhas de Portugal: uma fica no Algarve e há visitas gratuitas

20 October 2026 at 12:30

Dois mercados junto à Ria Formosa partilham a distinção com um castelo, uma catedral e uma adega contemporânea. A edição de 2026 das Novas 7 Maravilhas de Portugal reúne sete patrimónios que podem servir de ponto de partida para descobrir diferentes regiões do país.

Segundo a organização das 7 Maravilhas de Portugal, os vencedores foram escolhidos por votação pública entre 21 finalistas, distribuídos por sete categorias. A grande final decorreu a 12 de setembro, no Palácio Nacional de Sintra.

Mercados de Olhão representam o Algarve

Os Mercados de Olhão venceram na categoria Século XX. Os dois edifícios, destinados à venda de peixe e de produtos hortofrutícolas, continuam ligados ao quotidiano da cidade e têm entrada livre.

A construção começou em outubro de 1912 e a inauguração aconteceu a 1 de maio de 1916. Localizados em frente à Ria Formosa, foram projetados pelo farense José Lopes do Rosário, segundo o Arquivo Municipal de Olhão.

Um castelo, ruínas romanas e um aqueduto

Na categoria Castelos, a escolha recaiu sobre o Castelo de Leiria. No alto da cidade, conserva testemunhos das suas diferentes funções, da fortaleza militar ao palácio real. A recuperação do monumento está também associada ao trabalho do arquiteto Ernesto Korrodi.

As Ruínas de São Cucufate, em Vila de Frades, no concelho da Vidigueira, venceram na categoria História. O sítio permite conhecer uma propriedade romana com funções residenciais e agrícolas, construída no século I e remodelada nos séculos seguintes.

O Aqueduto da Usseira, em Óbidos, foi distinguido em Grandes Obras. A construção começou em 1573, por iniciativa de D. Catarina de Áustria, para abastecer de água a vila. Os seus troços exteriores podem ser observados sem bilhete.

Uma catedral, uma adega e um jardim barroco

A Sé de Lisboa venceu na categoria Religião. A visita turística inclui o Coro Alto, o varandim entre as torres sineiras, o Museu do Tesouro e o percurso pelas naves e pelo deambulatório. Existe também um espaço reservado à oração com acesso livre.

Em Estremoz, a Tiago Cabaço Winery conquistou a categoria Século XXI. A adega associa a produção de vinho ao enoturismo, com visitas e provas mediante marcação prévia.

O Jardim do Paço Episcopal, em Castelo Branco, foi o vencedor em Turismo. Encomendado no século XVIII pelo bispo D. João de Mendonça, destaca-se pelos lagos, canteiros de buxo e conjuntos de estátuas, incluindo as escadarias dos Reis e dos Apóstolos.

Quanto custa visitar as sete vencedoras

Os preços e as condições de acesso variam entre os espaços:

PatrimónioEntrada normal de adulto
Mercados de OlhãoGratuita.
Castelo de Leiria2,10 euros.
Ruínas de São CucufateGratuita enquanto decorrerem as obras de requalificação; tarifa normal de 3 euros.
Aqueduto da UsseiraObservação exterior gratuita.
Sé de Lisboa7 euros para a visita turística.
Tiago Cabaço WineryVisita e prova pagas; valor a confirmar no programa escolhido.
Jardim do Paço Episcopal3 euros.

Considerando a gratuitidade temporária de São Cucufate, os bilhetes para estes seis espaços, excluindo a adega, somam 12,10 euros por adulto. O cálculo não inclui deslocações, refeições, visitas guiadas ou suplementos.

Há ainda oportunidades para reduzir essa conta. No Jardim do Paço Episcopal, a entrada é gratuita na manhã do primeiro domingo de cada mês, até às 13 horas. As crianças até aos dez anos também estão isentas de pagamento.

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Cristiano Ronaldo teve 30 dias de castigo e Ricardo Carvalho um ano após abandonarem o estágio da Seleção: o que distingue os dois casos?

20 October 2026 at 10:45

O capitão Cristiano Ronaldo foi suspenso por 30 dias e multado em 255 euros por ter abandonado o estágio da Seleção Nacional. A decisão recupera a comparação com Ricardo Carvalho, que, em 2011, ficou um ano afastado da equipa portuguesa depois de também deixar uma concentração.

Contudo, os dois casos foram decididos por órgãos diferentes e ao abrigo de regulamentos distintos. A sanção aplicada a Ronaldo foi divulgada em 19 de outubro pelo Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), enquanto o afastamento de Carvalho foi determinado pela direção federativa.

Ronaldo foi punido pelo abandono do estágio na Dinamarca

O processo diz respeito à saída do capitão da concentração em Copenhaga, a 30 de setembro, antes do encontro com a Dinamarca para a Liga das Nações.

Segundo os factos do acórdão reproduzidos pelo jornal A Bola, Ronaldo deixou o estágio antes do treino oficial e não participou no jantar da equipa. A decisão refere que não comunicou nem justificou previamente a intenção de sair perante os responsáveis.

Depois de abandonar o estádio, falou por telefone com o presidente da FPF, Pedro Proença, a quem transmitiu que não se encontrava em condições anímicas para continuar integrado nos trabalhos.

Carreira e confissão influenciaram o castigo

O Conselho de Disciplina aplicou o artigo 160.º do regulamento disciplinar, que prevê, inicialmente, suspensão de um a seis meses para o abandono injustificado de atividades das seleções.

Na determinação da sanção foram consideradas atenuantes relacionadas com os serviços prestados ao futebol e o mérito desportivo. A carreira, os títulos e as distinções individuais do jogador integraram essa avaliação.

A «confissão integral e sem reservas» também teve consequências na redução dos limites aplicáveis. Depois das reduções, a suspensão podia ser fixada entre oito e 45 dias, tendo sido escolhidos 30 dias.

Ricardo Carvalho ficou um ano afastado em 2011

No caso de Ricardo Carvalho, a decisão foi anunciada em 13 de setembro de 2011, após o abandono do estágio de preparação para o jogo com Chipre, de qualificação para o Euro 2012.

A direção da FPF determinou o afastamento durante um ano e a perda dos prémios associados à eventual qualificação para a competição.

Na altura, foi aplicado o artigo 21.º do Regulamento das Seleções Nacionais, que admitia um afastamento até 24 meses. A Federação justificou a redução para um ano com o passado desportivo do defesa. Assim, também nesse processo o historial do jogador foi considerado na decisão.

Ronaldo pode estar disponível para os jogos de novembro

De acordo com a informação publicada sobre o acórdão, 19 dos 30 dias já estavam cumpridos quando a decisão foi anunciada, por ser contabilizado o período de suspensão preventiva.

O castigo permite, por isso, que Ronaldo esteja disponível para os encontros com a Dinamarca, a 14 de novembro, e com o País de Gales, a 17 de novembro. O eventual regresso dependerá da convocatória de Jorge Jesus.

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Frio ‘aperta’ em Portugal: temperaturas até 6 ºC abaixo da média e este poderá ser o dia mais frio da semana

20 October 2026 at 09:47

As manhãs frias deverão continuar em Portugal continental, com quinta-feira, 22 de outubro, a destacar-se na previsão. Segundo a análise de Afonso Lopes publicada na Meteored, baseada no modelo europeu ECMWF, algumas cidades poderão registar temperaturas até 6 ºC abaixo da média climatológica.

Quinta-feira concentra os maiores desvios face ao habitual

Pelas 08:00, Castelo Branco, Évora e Beja poderão apresentar valores cerca de 6 ºC abaixo da média. Em Braga, Porto e Lisboa, o desvio previsto ronda os 5 ºC.

Os termómetros poderão marcar 5 ºC na Guarda, 6 ºC em Braga, 7 ºC em Vila Real e Viseu, 8 ºC em Coimbra e Beja, 9 ºC no Porto e 13 ºC em Lisboa.

Estes desvios comparam a previsão com a referência climatológica. Não correspondem necessariamente a uma descida da mesma dimensão relativamente ao dia anterior.

Quarta-feira já começa fresca em várias cidades

Numa análise complementar, a Meteored aponta também para uma manhã fresca na quarta-feira, dia 21. Pelas 07:00, a Guarda poderá registar cerca de 9 ºC e Braga aproximadamente 10 ºC.

Vila Real, Viseu, Évora e Beja surgem com 11 ºC previstos. No Porto, são apontados 12 ºC, em Aveiro e Coimbra 13 ºC e, em Lisboa, 16 ºC. A altitude, o relevo e as condições atmosféricas locais ajudam a explicar as diferenças entre localidades.

Tardes trazem recuperação e contrastes acentuados

Apesar das manhãs frias, as temperaturas deverão recuperar durante o dia. Para quarta-feira, pelas 16:00, a análise complementar indica aproximadamente 14 ºC na Guarda, 18 ºC em Coimbra e Viseu, 21 ºC em Lisboa e Évora e 22 ºC em Beja.

Na quinta-feira, os contrastes poderão ser ainda mais expressivos. Em Évora, os valores apontados passam de 8 ºC às 06:00 para 21 ºC às 16:00. Em Beja, a diferença entre esses horários poderá igualmente atingir 13 ºC, passando de 9 ºC para 22 ºC.

Sexta-feira aproxima-se das temperaturas habituais

Para sexta-feira, dia 23, prevê-se uma recuperação mais abrangente. Durante a tarde, Lisboa poderá alcançar 22 ºC e Évora e Beja cerca de 23 ºC.

A intensidade e a distribuição do arrefecimento poderão ainda sofrer ajustes nas próximas atualizações.

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