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Received — 21 October 2026 ⏭ O Jornal Económico

Havi TechHUB em Lisboa cresce para 143 trabalhadores e amplia escritório no Cais do Sodré

20 October 2026 at 23:21

O Havi TechHUB, centro tecnológico da multinacional de gestão da cadeia de abastecimento HAVI, ampliou as suas instalações em Lisboa, passando a ocupar dois pisos no edifício Cais 5, no Cais do Sodré, após aumentar a equipa de sete para 143 profissionais em pouco mais de dois anos.

Em comunicado, a empresa indica que a expansão eleva a área total do escritório para 1.320 metros quadrados, reforçando a capacidade da operação tecnológica em Portugal.

O TechHUB de Lisboa iniciou atividade em março de 2024 com sete colaboradores, terminando esse ano com 34 trabalhadores. Em setembro de 2025, aquando da inauguração oficial do escritório, contava já com 87 profissionais, número que cresceu entretanto para 143.

As equipas instaladas em Lisboa trabalham em áreas como inteligência artificial, análise de dados, produtos digitais, ‘cloud’, cibersegurança e transformação de negócio, apoiando as operações globais do grupo.

O centro integra a rede internacional de TechHUBs da Havi, que inclui ainda unidades em Chicago, Cracóvia e Kuala Lumpur, funcionando segundo um modelo de colaboração entre diferentes fusos horários para garantir continuidade operacional e capacidade de resposta permanente.

Segundo a empresa, a expansão em Lisboa enquadra-se na estratégia de transformação do modelo operacional tecnológico da HAVI, assente numa organização global mais conectada, escalável e resiliente.

Citado no comunicado, o vice-presidente sénior e diretor digital e de informação da Havi, Reto Sahli, refere que o crescimento da operação portuguesa “demonstra a importância que Lisboa assumiu” na rede global de centros tecnológicos da empresa.

A Havi emprega cerca de 7.500 pessoas em mais de 30 mercados e presta serviços integrados de gestão da cadeia de abastecimento, incluindo transporte, distribuição, armazenagem, planeamento, análise de dados e gestão de resíduos.

DGS publica novas orientações para refeições escolares com reforço de leguminosas e opções vegetais

20 October 2026 at 22:36

As novas Orientações para Ementas e Refeitórios Escolares 2026, publicadas pela Direção-Geral da Saúde (DGS), reforçam os critérios de alimentação saudável e sustentável nas escolas, prevendo a presença diária de leguminosas nas refeições e recomendando a inclusão regular de pratos de base exclusivamente vegetal.

As orientações, elaboradas pelo Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável (PNPAS) em conjunto com o Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação (EduQA), atualizam as regras técnicas, nutricionais e pedagógicas aplicáveis às refeições servidas nos estabelecimentos públicos de ensino pré-escolar, básico e secundário de Portugal continental.

Segundo o documento, passa a ser obrigatório que as leguminosas integrem diariamente as refeições escolares, quer na sopa quer no prato principal. As novas regras determinam igualmente a utilização exclusiva de sal iodado na confeção e fixam um limite máximo de 0,2 gramas de sal por 100 gramas de alimento na sopa e nos pratos principais. As sobremesas doces ficam limitadas a uma vez por mês.

As orientações estabelecem ainda como obrigatório disponibilizar versões integrais de arroz e massa em pelo menos 25% das refeições mensais. A oferta diária de pelo menos três variedades de fruta fresca surge como um critério de valorização adicional.

O documento recomenda também a inclusão de uma refeição de base exclusivamente vegetal na ementa padrão de todos os alunos, com uma frequência entre duas e quatro vezes por mês, tendo as leguminosas como principal fonte de proteína.

Em reação às novas orientações, a associação ProVeg Portugal considerou que as medidas representam um avanço na promoção de padrões alimentares mais saudáveis e sustentáveis.

Citada em comunicado, a diretora da organização, Joana Oliveira, afirmou que as novas regras constituem “um passo importante para as escolas portuguesas”, defendendo a necessidade de apoiar municípios, escolas e empresas de restauração coletiva na sua implementação.

Também em comunicado, a coordenadora do programa Prato Sustentável da ProVeg Portugal, Carolina Mesquita, destacou a obrigatoriedade da presença diária de leguminosas nas refeições de todos os alunos, independentemente do prato escolhido.

A nutricionista Laila Sultan salientou, por seu lado, que as leguminosas constituem uma fonte relevante de proteína vegetal, fibra e micronutrientes, considerando que a recomendação para refeições vegetais regulares poderá contribuir para a diversificação das fontes proteicas nas escolas.

A ProVeg Portugal anunciou ainda que continuará a disponibilizar apoio técnico gratuito a municípios, escolas e empresas de restauração coletiva através do programa Prato Sustentável, incluindo consultoria para elaboração de ementas, formação de equipas de cozinha e ações de sensibilização dirigidas à comunidade escolar.

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