Uma manhã fria espera várias regiões de Portugal continental na quinta-feira, 22 de outubro. A influência de uma massa de ar de origem polar mantém as temperaturas baixas, com especial expressão durante a madrugada e nas primeiras horas do dia.
A previsão por localidade do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) aponta para temperaturas mínimas inferiores a 8 ºC em dez capitais de distrito. Bragança e Leiria destacam-se entre as cidades com os valores mais baixos, ambas abaixo dos 5 ºC.
Estas são as cidades com mínimas abaixo dos 8 ºC
Os dados disponíveis apontam para a seguinte distribuição na quinta-feira:
Capital de distrito
Temperatura mínima prevista
Bragança
4,4 ºC
Leiria
4,6 ºC
Guarda
5,9 ºC
Braga
6,3 ºC
Évora
6,4 ºC
Viseu
6,5 ºC
Vila Real
6,6 ºC
Beja
7,5 ºC
Coimbra
7,6 ºC
Viana do Castelo
7,9 ºC
Estes valores correspondem às mínimas diárias previstas para cada cidade. Coimbra e Viana do Castelo ficam próximas do limiar dos 8 ºC, enquanto Bragança e Leiria deverão registar um arrefecimento mais acentuado.
Porque se sente mais frio no interior?
Na análise publicada pela Meteored, a meteorologista Joana Campos explica que “o interior Norte e Centro tem tendência a arrefecer mais face ao litoral devido à influência continental”.
A proximidade do mar ajuda a moderar as temperaturas nas zonas costeiras. A altitude e as características de cada local também contribuem para diferenças entre cidades, pelo que o arrefecimento não se faz sentir com a mesma intensidade em todo o território.
E no Algarve, quanto vão marcar os termómetros?
Faro deverá manter valores mais amenos, com uma mínima de 11 ºC e uma máxima próxima dos 23 ºC. A previsão aponta, assim, para uma diferença considerável entre o início do dia e a tarde.
Em Sagres, o IPMA prevê aproximadamente 11 ºC de mínima e 19 ºC de máxima. Estes valores dizem respeito às duas localidades e não representam, por si só, toda a região algarvia.
As temperaturas recuperam durante o dia e na sexta-feira
As mínimas baixas não significam que os termómetros se mantenham nesses valores ao longo de quinta-feira. Évora e Beja, por exemplo, poderão atingir máximas próximas dos 22 ºC.
Na sexta-feira, 23 de outubro, prevê-se uma subida das mínimas em várias cidades: Beja poderá chegar aos 10,4 ºC, Évora aos 10,5 ºC e Faro aos 13 ºC. O frio matinal deverá, contudo, continuar a marcar o interior nos dias seguintes: para sábado, o IPMA aponta mínimas próximas dos 4 ºC em Bragança e na Guarda.
Já é conhecida a chave do Euromilhões desta terça-feira, 20 de outubro, num sorteio que colocou em jogo um jackpot de 59 milhões de euros. O valor milionário voltou a alimentar a esperança dos apostadores portugueses, que aguardavam pelos números para saber se tinham acertado na combinação vencedora.
Com um primeiro prémio desta dimensão, o vencedor poderá garantir uma fortuna capaz de mudar completamente a sua vida. No entanto, para conquistar o jackpot, é necessário acertar nos cinco números e nas duas estrelas sorteadas.
Estes são os números e as estrelas do Euromilhões
De acordo com os Jogos Santa Casa, a chave vencedora do sorteio desta terça-feira, 20 de outubro, é composta pelos seguintes números:
Números: 9 – 15 – 16 – 37 – 43
Estrelas: 7 e 10
Esta é a combinação que permite disputar o primeiro prémio de 59 milhões de euros. Ainda assim, os apostadores que não tenham acertado em todos os números e estrelas poderão ter direito a prémios de categorias inferiores.
Não acertou nos cinco números? Pode ter direito a prémio
O Euromilhões contempla 13 categorias de prémios, pelo que não é necessário acertar na totalidade da chave para receber dinheiro.
As diferentes categorias dependem da quantidade de números e estrelas acertados, sendo possível obter prémios com apenas dois números certos ou com um número e duas estrelas.
O valor atribuído a cada categoria varia consoante o número de apostas premiadas e a distribuição do montante destinado aos prémios.
Quanto recebe quem ganhar os 59 milhões de euros?
Em Portugal, os prémios dos jogos sociais superiores a 5.000 euros estão sujeitos a Imposto do Selo de 20% sobre a parte que excede esse montante.
Assim, caso um único apostador residente em Portugal conquiste o jackpot de 59 milhões de euros, o valor líquido será de aproximadamente 47,2 milhões de euros, depois da aplicação do imposto.
Os resultados apresentados são informativos e não dispensam a consulta da chave oficial disponibilizada pelos Jogos Santa Casa, entidade responsável pela exploração do Euromilhões em Portugal.
O desaparecimento de um telemóvel pode colocar em risco mais do que fotografias, mensagens ou contactos. Para quem utiliza aplicações bancárias ou faz pagamentos através do aparelho, uma perda ou um roubo exige uma reação rápida: avisar o banco e impedir que terceiros consigam utilizar os acessos associados.
O alerta é do Banco de Portugal, que recorda que o telemóvel também recebe códigos de autorização de operações bancárias. A informação guardada no equipamento pode, assim, ser utilizada indevidamente e permitir pagamentos não autorizados.
Contacte o banco e peça o cancelamento dos acessos
A primeira medida é contactar imediatamente o banco, ou outro prestador de serviços de pagamento, através dos contactos oficiais disponibilizados pela instituição. Se tiver contas em vários bancos acessíveis através do aparelho, deve comunicar a situação a todos.
“Peça o cancelamento das credenciais de acesso à sua conta”, recomenda o supervisor. Quando estiver em causa um cartão bancário, pode também consultar a lista de contactos dos respetivos emissores disponibilizada pelo Banco de Portugal.
Não deve esperar pelo aparecimento de um movimento suspeito para agir. O objetivo é impedir que os acessos comprometidos sejam utilizados.
Bloqueie o cartão SIM e os serviços de pagamento
Deve ainda contactar a operadora de telecomunicações e pedir o bloqueio do cartão SIM. Sempre que possível, utilize as ferramentas de localização e proteção do equipamento para o bloquear à distância ou eliminar os dados guardados. As opções disponíveis dependem do aparelho e das configurações existentes.
Importa igualmente verificar como suspender as aplicações de pagamento instaladas, como o MB WAY ou as carteiras digitais. O Banco de Portugal recomenda cancelar a aplicação ou desativar e remover do dispositivo perdido os cartões e contas associados, seguindo os procedimentos do respetivo serviço.
Pode ter de suportar perdas até 50 euros
A rapidez da comunicação também pode fazer diferença na responsabilidade por operações não autorizadas.
Antes de avisar o banco, o cliente poderá ter de suportar, em regra, perdas até um máximo de 50 euros. Contudo, este limite não constitui uma proteção absoluta: pode deixar de se aplicar em situações de atuação fraudulenta, incumprimento deliberado das obrigações de segurança ou negligência grosseira.
Depois de comunicar a perda, o roubo ou a apropriação indevida do instrumento de pagamento, o cliente não suporta, em regra, as perdas decorrentes da sua utilização posterior, salvo se tiver atuado fraudulentamente.
Altere palavras-passe e acompanhe os movimentos
Através de outro equipamento, altere as palavras-passe das contas que possam estar expostas, incluindo o correio eletrónico e as redes sociais. Reveja também as sessões iniciadas e os acessos guardados no telemóvel.
Nos dias seguintes, acompanhe os movimentos bancários e comunique imediatamente qualquer operação que não reconheça. Se suspeitar de fraude, depois de contactar a instituição financeira, participe a situação às autoridades policiais ou ao Ministério Público.
Para reduzir o risco, o supervisor aconselha palavras-passe difíceis de adivinhar, bloqueio do ecrã e credenciais diferentes para os serviços bancários e outros acessos. Recomenda também a definição de limites para as operações e para a movimentação diária da conta.
Encontrar um sinal de proibição completamente coberto de autocolantes pode deixar um condutor sem perceber que comportamento lhe é exigido. Foi precisamente essa situação, fotografada na avenida do Cristo Rei, em Almada, que motivou uma dúvida sobre a obrigação de respeitar a sinalização.
O Regulamento de Sinalização do Trânsito estabelece que não podem ser colocados objetos sobre os sinais ou nas suas proximidades que prejudiquem a sua visibilidade ou reconhecimento. A regra abrange também elementos que possam confundir os utilizadores da via ou perturbar a atenção dos condutores.
O que acontece quando o sinal está totalmente tapado?
Em resposta ao Polígrafo, a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) confirmou que, perante o exemplo apresentado, deixava de ser obrigatório respeitar a proibição que não era possível identificar.
A entidade explicou que os papéis, autocolantes ou pinturas impediam o condutor de «saber qual o comportamento a adotar».
O esclarecimento refere-se, portanto, a um sinal totalmente tapado, cuja mensagem não pode ser reconhecida. Não estabelece uma dispensa automática de cumprimento sempre que exista um autocolante na sua superfície.
Quem tapa os sinais pode pagar até 1.250 euros
O artigo 1.º do regulamento proíbe que os sinais sejam acompanhados de motivos decorativos ou publicidade comercial. Impede igualmente a colocação de quadros, painéis, cartazes e outros objetos que comprometam a sua função.
A infração destas disposições é sancionada com coima entre 250 e 1.250 euros. Este intervalo respeita à colocação dos elementos proibidos, não a uma penalização aplicada ao condutor por encontrar o sinal nessas condições.
A quem deve ser comunicada a situação?
Segundo a ANSR, cabe à entidade gestora da via «repor a sinalização e garantir a segurança da circulação rodoviária». Os condutores devem comunicar-lhe o problema.
A responsabilidade pode pertencer a um município, à Infraestruturas de Portugal ou a uma concessionária, conforme a estrada. No caso apresentado ao Polígrafo, a situação deveria ser reportada à Câmara Municipal de Almada.
As restantes regras de circulação continuam a aplicar-se
A impossibilidade de reconhecer aquele sinal não elimina as restantes obrigações do condutor. Continuam a contar as regras do Código da Estrada e a sinalização aplicável no local.
O artigo 7.º do Código da Estrada estabelece ainda que as ordens dos agentes reguladores do trânsito prevalecem sobre os sinais e sobre as regras de trânsito. Assim, um sinal tapado não permite desobedecer às indicações de um agente que esteja a regular a circulação.
Bater com o carro num portão, noutro veículo ou numa pessoa dentro de uma propriedade privada não significa que o seguro obrigatório deixe de responder. Em 2026, as condições gerais da apólice foram atualizadas para explicitar que a cobertura não depende de o acidente acontecer numa estrada aberta ao trânsito. Esta proteção, porém, não começou com a nova norma.
De acordo com a Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF), considera-se que o veículo está em circulação quando é utilizado de forma compatível com a sua função habitual de transportar pessoas ou coisas, independentemente do terreno onde se encontra e de estar estacionado ou em movimento.
Garagem privada também pode estar abrangida
A Norma Regulamentar n.º 2/2026-R, de 16 de abril, introduziu esta definição nas condições gerais da apólice. Na informação divulgada sobre a alteração, a ASF salienta que a formulação explicita a abrangência de vias privadas e de zonas de acesso restrito. A localização do acidente, isoladamente, não basta para afastar a cobertura.
Imagine, por exemplo, que um condutor faz marcha-atrás no pátio de um condomínio ou numa propriedade privada e embate no automóvel de outra pessoa. Se estiver a utilizar o carro como meio de transporte, o facto de o acidente não ter ocorrido na via pública não exclui automaticamente a intervenção do seguro, sem prejuízo da responsabilidade apurada e das exclusões legais.
Até um veículo estacionado pode estar em “circulação”
A formulação pode parecer contraditória, mas o conceito jurídico de circulação é mais amplo do que um automóvel estar simplesmente a deslocar-se. A cláusula 2.ª das condições gerais refere expressamente que o veículo pode encontrar-se “estacionado ou em movimento”, desde que a utilização seja compatível com a sua função habitual de transporte.
Também não se deve confundir estacionamento com dispensa de seguro. O portal gov.pt recorda que um veículo matriculado e em condições de circular deve, em regra, manter o seguro mesmo quando está guardado num terreno particular ou numa garagem. A lei prevê exceções, nomeadamente para veículos formalmente retirados e proibidos de utilização, o que não equivale apenas a deixá-los estacionados.
Seguro obrigatório protege terceiros
Há, contudo, uma diferença importante entre o seguro responder pelo acidente e pagar todos os estragos. Segundo a ASF, o seguro obrigatório de responsabilidade civil automóvel garante a indemnização pelos danos corporais e materiais causados a terceiros, dentro das condições e dos limites legais.
Assim, se o condutor danificar o carro de outra pessoa dentro de uma propriedade privada, a cobertura obrigatória poderá ser acionada. Já os estragos no próprio automóvel responsável não estão cobertos por essa garantia, podendo ser abrangidos por uma cobertura facultativa de danos próprios, quando contratada e aplicável.
O mesmo cuidado é necessário quando está em causa um portão. Se pertencer ao próprio condutor responsável ou ao tomador do seguro, os danos materiais estão excluídos da cobertura obrigatória, conforme o artigo 14.º do Decreto-Lei n.º 291/2007, de 21 de agosto. O diploma também exclui os danos corporais sofridos pelo condutor responsável pelo acidente.
Há utilizações que ficam fora desta lógica
Não basta existir um veículo para que qualquer acidente ocorrido numa propriedade privada fique automaticamente abrangido pelo seguro automóvel. É necessário perceber para que estava a ser utilizado no momento do sinistro.
O artigo 4.º do Decreto-Lei n.º 291/2007, na redação dada pelo Decreto-Lei n.º 26/2025, de 20 de março, afasta a obrigação deste seguro nas situações em que os veículos desempenham funções meramente agrícolas ou industriais. A distinção depende da utilização concreta: estar numa quinta ou numa instalação industrial não basta, por si só, para aplicar essa exceção.
Alteração entrou em vigor em junho de 2026
A Norma Regulamentar n.º 2/2026-R entrou em vigor em 16 de junho de 2026. Para os contratos que já estavam em vigor, o artigo 5.º prevê a aplicação das alterações a partir da primeira renovação que ocorra depois de decorridos 60 dias sobre aquela data. A seguradora deve comunicar as mudanças e os respetivos motivos com, pelo menos, 30 dias de antecedência relativamente a essa renovação.
Importa distinguir esta atualização contratual da existência da proteção. O conceito de circulação já constava do artigo 1.º-A do Decreto-Lei n.º 291/2007, introduzido pela alteração de 2025. A norma de 2026 adaptou a apólice a esse enquadramento, não criou de raiz a possibilidade de cobertura em propriedade privada.
Por isso, num acidente dentro de uma garagem, quinta ou pátio, a pergunta não deve limitar-se a “aconteceu na estrada?”. Importa saber como estava a ser utilizado o veículo, quem responde pelos danos e quais as exclusões aplicáveis. O seguro obrigatório pode responder longe da via pública, mas isso não significa que pague todos os prejuízos de qualquer acidente ocorrido nesse local.
As manifestações pelo direito à habitação, que têm levado milhares de portugueses às ruas, voltaram a colocar o património imobiliário de Luís Montenegro no centro das atenções. Nas redes sociais, multiplicam-se as publicações que afirmam que o primeiro-ministro possui 55 casas, mas a informação não corresponde à realidade.
De acordo com uma verificação realizada pela SIC Notícias, através da rubrica SIC Verifica, o chefe do Governo declarou efetivamente 55 imóveis à Entidade para a Transparência (EpT). Contudo, existe uma diferença importante entre o número de imóveis declarados e a quantidade de habitações que possui.
Afinal, quantas casas tem Luís Montenegro?
Dos 55 imóveis declarados pelo primeiro-ministro, 49 são classificados como prédios rústicos, enquanto apenas seis correspondem a imóveis urbanos.
Os prédios rústicos são, geralmente, terrenos destinados a atividades agrícolas ou florestais, podendo não ter autorização para construção. Por esse motivo, não podem ser automaticamente considerados casas.
Já os imóveis urbanos incluem diferentes tipos de propriedades, como habitações, apartamentos, lojas, escritórios e garagens.
Segundo a SIC Verifica, entre os seis imóveis urbanos declarados por Luís Montenegro encontram-se uma casa em Espinho, um duplex em Lisboa, uma casa em Bragança e uma propriedade em Resende.
Neste último caso, a habitação possui duas garagens que são contabilizadas separadamente. Assim, a casa e as duas garagens representam três imóveis distintos na declaração patrimonial.
Maioria dos imóveis foi herdada da família
Os restantes 49 imóveis são prédios rústicos, localizados maioritariamente no distrito de Bragança.
O primeiro-ministro já esclareceu publicamente que estes terrenos foram herdados da família, uma circunstância que ajuda a explicar o elevado número de propriedades registadas em seu nome.
A distinção é particularmente relevante porque a existência de dezenas de terrenos não significa que o seu proprietário disponha de dezenas de habitações.
Porque deixou o património de Montenegro de estar acessível ao público?
A polémica em torno do património imobiliário do primeiro-ministro não é recente. Em 2025, foi noticiado que Luís Montenegro tinha restringido o acesso público a informações relativas aos imóveis declarados à Entidade para a Transparência.
Na altura, o chefe do Executivo justificou a decisão com a necessidade de proteger dados pessoais sensíveis, a privacidade e a segurança dos seus familiares.
Segundo esclarecimentos da Entidade para a Transparência, citados pelo Correio da Manhã, Montenegro tinha solicitado apenas a ocultação dos números das matrizes dos prédios urbanos.
No entanto, devido ao funcionamento da plataforma informática, a restrição acabou por abranger todo o campo relativo à identificação matricial do património imobiliário, impedindo a consulta pública desses dados.
É falso que Luís Montenegro tenha 55 casas
A conclusão da SIC Verifica é que as publicações que atribuem 55 casas ao primeiro-ministro apresentam uma interpretação incorreta da sua declaração patrimonial.
Embora Luís Montenegro tenha declarado 55 imóveis, apenas seis são classificados como urbanos, incluindo duas garagens. Os outros 49 correspondem a propriedades rústicas, maioritariamente herdadas da família.
Assim, os dados conhecidos não sustentam a afirmação de que o primeiro-ministro português seja proprietário de 55 casas.
Os beneficiários do Programa Regional Algarve 2030 terão de submeter, até dezembro de 2026, despesas correspondentes a mais 58 milhões de euros de financiamento europeu, de modo a cumprir as metas financeiras estabelecidas e salvaguardar os recursos atribuídos à região. O desafio esteve no centro de uma reunião de trabalho que juntou autarcas e responsáveis de várias entidades públicas, com o objetivo de identificar dificuldades e acelerar a concretização dos investimentos ainda durante este ano.
A reunião, promovida no âmbito do acompanhamento da execução do Programa Regional Algarve 2030, permitiu avaliar o estado dos projetos financiados e os procedimentos necessários para transformar as candidaturas aprovadas em investimentos efetivamente realizados.
O encontro reuniu presidentes de câmara, outros autarcas e representantes de municípios e empresas municipais, bem como responsáveis da Águas do Algarve, da Universidade do Algarve, da Unidade Local de Saúde, da Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL), do Instituto Português do Mar e da Atmosfera e da Proteção Civil.
Execução de 58 milhões de euros é decisiva para assegurar financiamento
A necessidade de acelerar a execução financeira dos projetos constituiu um dos principais temas da reunião, tendo em conta os compromissos assumidos para 2026.
De acordo com a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve (CCDR Algarve), os beneficiários públicos terão de apresentar, até ao final do ano, despesas correspondentes a mais 58 milhões de euros de financiamento comunitário, garantindo o cumprimento da chamada regra N+3.
Esta regra estabelece prazos para a utilização dos fundos europeus, tornando essencial que os investimentos aprovados avancem dentro dos períodos definidos.
O cumprimento da meta é considerado determinante para salvaguardar os recursos financeiros destinados ao Algarve e assegurar a continuidade dos projetos apoiados pelo programa.
Entre as intervenções que exigem acompanhamento encontram-se as obras relacionadas com o ciclo urbano da água, cuja execução envolve procedimentos administrativos e trabalhos no terreno.
A reunião serviu igualmente para identificar obstáculos que possam comprometer o cumprimento dos prazos e avaliar as medidas necessárias para ultrapassar essas dificuldades.
Governo, autarquias e entidades regionais procuram acelerar projetos
O encontro contou com a participação do secretário de Estado do Planeamento e Desenvolvimento Regional, Hélder Reis, e de responsáveis pela gestão e acompanhamento dos fundos europeus.
Estiveram presentes José Apolinário, presidente da Autoridade de Gestão do Algarve 2030, e Aquiles Marreiros, vogal executivo da mesma entidade.
Participaram também Cláudia Joaquim, presidente da Agência para o Desenvolvimento e Coesão (AD&C), e Elisabete Quintas, vice-presidente daquele organismo.
Durante a sessão, os participantes analisaram os compromissos de cada entidade beneficiária e os passos necessários para converter os projetos aprovados em despesas efetivamente executadas.
A discussão centrou-se também na identificação de dificuldades e na definição de condições que permitam acelerar os investimentos, numa fase considerada decisiva para o cumprimento das metas financeiras do programa.
Cooperação entre entidades é considerada essencial para cumprir prazos
A CCDR Algarve destaca a importância de manter um acompanhamento próximo dos projetos e de reforçar a articulação entre a Autoridade de Gestão do Algarve 2030, a AMAL e as restantes entidades públicas beneficiárias.
O objetivo é assegurar que os investimentos avancem em tempo útil, evitando atrasos que possam comprometer a utilização dos fundos comunitários disponíveis.
A entidade regional considera ainda fundamental que o financiamento europeu se traduza em intervenções concretas, capazes de responder às necessidades da população e contribuir para o desenvolvimento sustentável do Algarve.
Com o final de 2026 a aproximar-se, a execução dos projetos financiados pelo Algarve 2030 assume particular relevância, numa altura em que os beneficiários públicos enfrentam o desafio de cumprir os compromissos financeiros e assegurar a continuidade dos investimentos previstos para a região.
O mau tempo começa a dar sinais de aproximação a Portugal, com duas frentes frias previstas para os próximos dias. Apesar de um anticiclone continuar a proteger grande parte do território continental, a chuva deverá regressar a algumas regiões entre esta terça-feira, 20 de outubro, e sexta-feira, dia 23.
De acordo com a Meteored, o Atlântico está a apresentar uma atividade cada vez mais característica do outono, com sucessivas depressões a circularem a norte de Portugal. No entanto, a presença de um anticiclone robusto impede, para já, que os sistemas mais intensos atinjam diretamente o país.
Ainda assim, duas frentes frias conseguirão ultrapassar parcialmente esta barreira atmosférica, trazendo períodos de precipitação, sobretudo às regiões Norte e Centro.
Primeira frente fria chega esta noite a Portugal
A primeira frente deverá atingir o Noroeste do território continental durante a noite desta terça-feira e a madrugada de quarta-feira, 21 de outubro.
Segundo a meteorologista Marta Godinho, da Meteored, esta frente está associada a uma depressão cujo centro deverá deslocar-se em direção às Ilhas Britânicas e ao norte da Europa.
Como o anticiclone permanece instalado a oeste da Península Ibérica, apenas a extremidade do sistema frontal deverá alcançar Portugal, transportando quantidades reduzidas de humidade.
A precipitação deverá concentrar-se principalmente nos distritos de Viana do Castelo e Braga, podendo também atingir algumas zonas de Vila Real.
Os acumulados previstos são pouco expressivos, devendo ficar, em geral, abaixo dos três milímetros nas regiões mais afetadas. Por isso, não se espera um episódio de chuva intensa nesta primeira passagem.
Quinta-feira chega uma segunda frente com mais chuva
A situação meteorológica deverá voltar a alterar-se na quinta-feira, 22 de outubro, com a aproximação de uma nova depressão atlântica.
Desta vez, o sistema deverá passar mais perto da Península Ibérica, permitindo que a frente associada transporte mais humidade e provoque precipitação em áreas mais extensas do território.
Segundo as previsões divulgadas pela Meteored, a chuva poderá começar a atingir o Noroeste de Portugal ao final da tarde ou início da noite de quinta-feira, aproximadamente a partir das 20 horas.
Ao contrário da primeira frente, esta segunda perturbação atmosférica terá condições para avançar gradualmente para sul, embora continue condicionada pela presença do anticiclone.
Chuva poderá chegar à região de Lisboa na sexta-feira
Durante a noite de quinta-feira e a madrugada de sexta-feira, 23 de outubro, a faixa de precipitação deverá deslocar-se de noroeste para sudeste, atravessando parte das regiões Norte e Centro.
A chuva poderá atingir diferentes zonas do interior e do litoral, embora a sua intensidade deva diminuir à medida que a frente avança pelo território.
Já durante a manhã de sexta-feira, existe a possibilidade de alguma precipitação residual chegar à região de Lisboa, mas de forma fraca e dispersa.
No Algarve e em grande parte do Alentejo, a influência destas duas frentes deverá ser bastante reduzida, não estando prevista precipitação significativa neste episódio.
Anticiclone continua a impedir a chegada de chuva mais intensa
Apesar do aumento da atividade no Atlântico, Portugal continua parcialmente protegido por uma área de altas pressões situada a oeste da Península Ibérica, com o seu núcleo nas proximidades dos Açores.
Esta configuração atmosférica funciona como uma barreira que desvia as depressões mais intensas para latitudes superiores, impedindo que avancem diretamente sobre o território continental.
Ainda assim, a chegada destas duas frentes mostra que a circulação atmosférica está a tornar-se mais dinâmica, numa altura em que o outono começa a ganhar força no Atlântico.
Para já, os meteorologistas não antecipam episódios de precipitação generalizada e abundante até sexta-feira, embora a evolução das depressões e do anticiclone possa trazer alterações às previsões nos próximos dias.
A politóloga Aida dos Santos, nascida em Faro em 1992, foi distinguida com o Prémio Nacional de Ensaio de Espanha de 2026, graças à obra “Hijas del hormigón: historias de clasismo, sexismo y violencia en las periferias españolas”, dedicada às desigualdades sociais e às experiências das mulheres que vivem nas periferias espanholas.
O galardão, no valor de 30 mil euros, reconhece um trabalho que, segundo o júri, se distingue pela “a abordagem original, corajosa e enriquecedora da obra, que dá visibilidade às experiências das mulheres que vivem e trabalham nas periferias espanholas e que asseguram o funcionamento de setores essenciais da sociedade e da economia”.
A avaliação consta de um comunicado do Ministério espanhol da Cultura, datado de 6 de outubro, divulgado na segunda-feira pela Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas.
A publicação analisa as desigualdades que afetam estas comunidades, recorrendo a relatos pessoais e a investigação histórica para contextualizar as dificuldades enfrentadas pelas mulheres. “Através de testemunhos individuais, contextualizados numa trajetória histórica documentada de forma rigorosa, Aida dos Santos analisa as condições de precariedade e de desigualdade que marcam a vida destas mulheres”, acrescenta o mesmo comunicado.
Obra aborda desigualdades sociais e discriminação nas periferias espanholas
Editado pela espanhola Debate, o ensaio “propõe uma reflexão sobre a intersecção entre o racismo, o classismo, a violência e o sexismo nos mecanismos contemporâneos de exclusão social”.
“O júri salientou ainda a forma como o ensaio contraria as representações redutoras da pobreza e a visão tradicionalmente masculina da classe trabalhadora, transformando experiências individuais numa reflexão coletiva sobre questões sociais frequentemente ignoradas”, realçou o comunicado.
Autora nasceu em Faro e cresceu em Espanha
De acordo com a biografia disponibilizada pela organização do prémio, Aida dos Santos é licenciada em Ciência Política pela Universidade Complutense de Madrid, sendo também técnica de investigação social aplicada e analista de dados.
Numa nota de congratulação, a Embaixada de Portugal em Madrid destacou as origens algarvias da autora, nascida em Faro, filha de pai português e mãe espanhola, e criada no país vizinho.
Ter casa ao nível da rua pode fazer parecer desnecessário contribuir para as despesas do elevador. Contudo, a localização da habitação e o uso que o proprietário faz do equipamento não chegam, por si só, para determinar se existe obrigação de pagamento.
A regra encontra-se no artigo 1424.º do Código Civil: “Nas despesas dos ascensores só participam os condóminos cujas fracções por eles possam ser servidas”. O que importa é perceber se o elevador pode servir aquela fração, tendo em conta os acessos existentes.
Não usar o elevador não garante isenção
Um proprietário pode preferir sempre as escadas e continuar obrigado a contribuir para o elevador. A lei atende à possibilidade de utilização para servir a fração, independentemente da frequência com que o equipamento é usado.
O Tribunal da Relação de Guimarães explicou, num acórdão de 19 de dezembro de 2023, que é necessário verificar se o elevador permite aceder à fração a partir da via pública ou chegar a uma extensão dessa fração, como uma garagem ou arrecadação.
Assim, quem vive no rés do chão pode ter de pagar se o elevador permitir chegar à garagem ou à arrecadação que integra a sua propriedade, mesmo que habitualmente utilize outro acesso.
Quando pode haver dispensa de pagamento
A situação será diferente quando o elevador não possa servir a fração nem os espaços que a integram.
Pode acontecer, por exemplo, numa habitação com entrada ao nível da rua, num prédio cujo elevador apenas dá acesso aos andares superiores, sem garagem ou arrecadação associada àquela fração nos pisos servidos pelo equipamento.
A conclusão depende das características concretas do edifício. A existência de uma entrada independente é um elemento relevante, mas deve ser analisada juntamente com os restantes acessos.
A dispensa não abrange todas as despesas do condomínio
Ficar dispensado dos encargos do elevador não significa deixar de pagar a quota de condomínio. O proprietário continua responsável pelas restantes despesas comuns que lhe sejam legalmente imputáveis.
Quando existe obrigação de contribuir para o ascensor, podem estar em causa despesas de manutenção e reparação. A repartição dos encargos segue, em regra, o valor relativo das frações, habitualmente expresso em permilagem, sem prejuízo das disposições aplicáveis ao condomínio.
O que verificar antes de contestar uma cobrança
Para esclarecer a situação, o proprietário deve pedir ao administrador a discriminação das despesas e o critério utilizado para as repartir.
Importa também consultar o título constitutivo da propriedade horizontal, o regulamento do condomínio e a documentação da fração, confirmando os acessos à habitação, à garagem e às arrecadações.
Se persistir uma divergência, a análise deve considerar a deliberação da assembleia e os meios disponíveis para a contestar. Uma eventual impugnação está sujeita a regras e prazos, pelo que deixar simplesmente de pagar não substitui esse procedimento.
As viagens de avião poderão ficar consideravelmente mais caras em 2027, segundo as previsões do presidente executivo da Ryanair, Michael O’Leary. O responsável pela companhia aérea de baixo custo alertou esta terça-feira, 20 de outubro, para um aumento significativo dos preços dos bilhetes, numa altura em que as transportadoras enfrentam custos mais elevados com combustíveis e impostos.
De acordo com o Observador, Michael O’Leary considera que o próximo ano poderá trazer um agravamento expressivo dos custos suportados pelas companhias aéreas, com consequências diretas para os passageiros.
O responsável explicou que a Ryanair conseguiu proteger-se temporariamente das oscilações dos preços do petróleo através de contratos que lhe permitem comprar parte do combustível a valores previamente definidos.
No entanto, essa proteção está prestes a terminar, o que poderá obrigar a companhia a suportar custos substancialmente superiores.
Preços dos bilhetes de avião podem disparar em 2027
Segundo Michael O’Leary, a Ryanair garantiu a compra de parte do combustível a cerca de 67 dólares por barril. Contudo, quando esses contratos terminarem, o preço suportado pela transportadora poderá duplicar.
O presidente executivo assegurou que a companhia não pretende introduzir sobretaxas específicas de combustível, mas reconheceu que o aumento dos custos terá consequências nos preços das viagens.
“Não há dúvida de que as passagens aéreas irão aumentar significativamente em 2027”, afirmou o responsável, citado pelo Observador.
Apesar do alerta, O’Leary não apresentou uma percentagem concreta para o aumento dos bilhetes, pelo que ainda não é possível determinar quanto poderão pagar a mais os passageiros.
Impostos europeus também estão a encarecer as viagens
Além dos combustíveis, o presidente executivo da Ryanair apontou as políticas fiscais e ambientais europeias como outro dos fatores que poderão contribuir para o aumento dos preços.
Michael O’Leary criticou a Comissão Europeia e o Parlamento Europeu, considerando que determinadas regras prejudicam a competitividade das companhias aéreas sediadas na União Europeia.
O responsável defendeu que as transportadoras norte-americanas, asiáticas e chinesas deveriam estar sujeitas a encargos ambientais equivalentes aos aplicados às companhias europeias.
Na sua opinião, as diferenças de tratamento criam condições de concorrência desiguais e acabam por penalizar as transportadoras que operam dentro da União Europeia.
O líder da Ryanair defendeu ainda a aplicação de taxas ambientais a voos com partida ou chegada em território europeu, independentemente da nacionalidade da companhia aérea.
Ryanair anuncia cancelamento de 20 rotas na Bélgica
As declarações foram feitas em Bruxelas, onde a Ryanair anunciou uma redução significativa da sua operação na Bélgica durante o inverno.
A companhia pretende eliminar cerca de um milhão de lugares e cancelar 20 rotas, numa decisão que surge após o aumento da taxa belga sobre viagens aéreas.
O imposto passou de cinco para sete euros por bilhete, uma alteração que levou Michael O’Leary a considerar que o mercado belga perdeu competitividade.
O responsável dirigiu críticas semelhantes a França e à Alemanha, países onde considera que os encargos fiscais também dificultam a atividade das companhias aéreas.
Perante este cenário, a Ryanair admite transferir parte da sua capacidade para outros mercados, incluindo destinos fora da União Europeia, onde considera existirem condições mais favoráveis.
Quem pretende viajar no próximo ano deve estar atento
Embora as previsões apontem para uma subida dos preços, o impacto concreto dependerá de fatores como o destino, a época do ano, a procura e a evolução dos custos das transportadoras.
Os passageiros que pretendem viajar em 2027 poderão, por isso, encontrar diferenças significativas entre rotas e períodos de reserva.
A Ryanair não anunciou ainda um aumento generalizado com valores definidos, mas o aviso do seu presidente executivo indica que os preços praticados atualmente poderão não se manter no próximo ano.
Para quem costuma aproveitar os voos de baixo custo para viajar pela Europa, acompanhar a evolução das tarifas e comparar diferentes datas poderá tornar-se ainda mais importante.
A presença de câmaras de videovigilância nos locais de trabalho é cada vez mais comum, sobretudo em fábricas, lojas e estabelecimentos comerciais. No entanto, há uma questão que continua a levantar dúvidas entre os trabalhadores: pode o patrão utilizar estas imagens para controlar aquilo que os funcionários fazem durante o horário de trabalho?
De acordo com a SIC Verifica, a resposta está prevista no Código do Trabalho, que estabelece regras específicas para a utilização de sistemas de vigilância à distância. Embora a instalação de câmaras não seja necessariamente ilegal, existem limites que as entidades empregadoras são obrigadas a respeitar.
A questão surgiu depois de um trabalhador de uma fábrica ter denunciado a existência de um monitor no gabinete do responsável, onde podiam ser visualizadas as imagens captadas pelas câmaras instaladas nas diferentes zonas da empresa.
Segundo o trabalhador, a justificação apresentada pela entidade patronal era a necessidade de controlar a entrada de clientes nas instalações. Contudo, levantou dúvidas sobre a possibilidade de o sistema estar também a ser utilizado para acompanhar permanentemente a atividade dos funcionários.
O patrão pode utilizar câmaras para vigiar os trabalhadores?
A legislação portuguesa é clara quanto a esta matéria. O artigo 20.º do Código do Trabalho, aprovado pela Lei n.º 7/2009, proíbe expressamente a utilização de meios de vigilância à distância com a finalidade de controlar o desempenho profissional dos trabalhadores.
Isto significa que uma empresa não pode instalar câmaras para verificar se os funcionários estão a trabalhar, avaliar a sua produtividade ou acompanhar constantemente a forma como desempenham as suas funções.
A advogada Patrícia Santos Ferreira explicou à SIC que os sistemas de videovigilância não podem ser utilizados para observar o desempenho profissional dos trabalhadores.
No entanto, existem situações em que a instalação destes equipamentos é permitida, nomeadamente quando está em causa a proteção e segurança de pessoas e bens ou quando a natureza da atividade desenvolvida apresenta exigências particulares.
As câmaras podem estar apontadas para zonas onde os funcionários trabalham?
A resposta depende da finalidade da instalação e das características do sistema. Uma câmara colocada para proteger equipamentos, mercadorias ou determinadas áreas de uma empresa pode acabar por captar imagens dos trabalhadores.
Contudo, essa captação deve ser necessária e proporcional à finalidade que justificou a instalação do equipamento.
Por exemplo, uma empresa pode recorrer à videovigilância para proteger uma zona de armazenamento de mercadorias, desde que respeite as regras legais aplicáveis. O que não pode fazer é utilizar esse sistema como instrumento de fiscalização permanente da atividade dos funcionários.
A localização das câmaras, os respetivos ângulos de captação e a utilização dada às imagens são fatores importantes para determinar se a vigilância respeita a legislação.
E se o patrão estiver a ver as imagens em direto?
A existência de um monitor no gabinete do responsável da empresa, com acesso às imagens das câmaras, não constitui automaticamente uma ilegalidade.
Segundo a advogada ouvida pela SIC Verifica, é necessário perceber se a visualização em tempo real corresponde a uma finalidade legítima e se respeita os princípios da necessidade e da proporcionalidade.
Se o objetivo for controlar a entrada de visitantes ou garantir a segurança das instalações, a visualização poderá ser admissível, dependendo das circunstâncias concretas.
Por outro lado, se as imagens forem utilizadas para acompanhar constantemente os funcionários e verificar o seu desempenho, a utilização do sistema poderá violar o Código do Trabalho.
Trabalhadores têm direito a pedir esclarecimentos
Os funcionários podem solicitar à entidade empregadora informações sobre a existência e o funcionamento do sistema de videovigilância.
Entre os esclarecimentos que podem pedir encontram-se a finalidade das câmaras, os locais abrangidos, a existência de gravações, o período de conservação das imagens e a identificação das pessoas autorizadas a consultá-las.
O artigo 21.º do Código do Trabalho estabelece ainda obrigações relacionadas com a utilização destes meios, incluindo o dever de informar os trabalhadores sobre a existência e a finalidade dos sistemas de vigilância.
Caso existam suspeitas de utilização indevida das imagens, os trabalhadores podem apresentar uma queixa à Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD) ou à Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT).
Assim, embora as empresas possam instalar câmaras para garantir a segurança das instalações, a lei não permite que estes equipamentos sejam utilizados para controlar permanentemente o trabalho dos funcionários.
A Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP) lançou, esta terça-feira, 20 de outubro, Dia Mundial de Combate ao Bullying, uma campanha de sensibilização que desafia os pais a refletirem sobre uma questão muitas vezes difícil de admitir: “O meu filho pode fazer bullying?”.
A iniciativa, acompanhada por um vídeo, pretende alertar as famílias para a necessidade de identificar precocemente comportamentos agressivos, responsabilizar quem os pratica e impedir que situações de violência se repitam.
A campanha parte da constatação de que, perante situações de bullying, a principal preocupação dos pais e cuidadores é, habitualmente, proteger os filhos de possíveis agressões. No entanto, a OPP considera igualmente importante reconhecer que uma criança ou jovem pode estar a praticar estes comportamentos.
Para a Ordem dos Psicólogos, ignorar ou desvalorizar os sinais de que um filho possa estar envolvido em situações de bullying pode dificultar a identificação do problema e impedir uma intervenção atempada.
Bullying não tem um perfil único e pode afetar quem o pratica
A OPP alerta que não existe um perfil específico de criança ou jovem que pratica bullying. Estes comportamentos podem manifestar-se em rapazes e raparigas, independentemente da idade ou das características individuais.
Entre os fatores que podem estar associados a estas situações encontram-se dificuldades na gestão das emoções, a procura de popularidade ou aceitação pelo grupo, preconceitos, exposição a conflitos e violência ou a reprodução de comportamentos agressivos anteriormente vividos.
A Ordem esclarece, contudo, que identificar possíveis causas não significa desculpabilizar os comportamentos. O objetivo é compreender a sua origem, responsabilizar quem os pratica e encontrar formas de evitar que voltem a acontecer.
As consequências do bullying podem ser graves para as vítimas, afetando o bem-estar, a saúde psicológica e o sentimento de segurança. No entanto, a OPP adverte que estes comportamentos também podem comprometer o desenvolvimento das crianças e jovens que os praticam.
Entre os riscos associados encontram-se dificuldades escolares, maior probabilidade de consumo problemático de substâncias e envolvimento em comportamentos violentos.
Psicólogos alertam pais para a importância de reconhecer os sinais
Perante estas situações, a Ordem dos Psicólogos Portugueses recomenda às famílias que não ignorem, neguem ou desvalorizem os indícios de que os filhos possam estar envolvidos em episódios de bullying.
A instituição defende que a prevenção exige uma abordagem que combine a proteção das vítimas com a responsabilização de quem agride, procurando compreender as circunstâncias que estão na origem dos comportamentos.
Os psicólogos podem desempenhar um papel importante neste processo, apoiando crianças, jovens, famílias e escolas na identificação de situações de violência, na compreensão das suas causas e na construção de relações mais saudáveis e seguras.
A OPP sublinha ainda que o bullying não deve ser encarado como uma fase normal ou inevitável do crescimento, defendendo que reconhecer o problema e procurar apoio especializado são passos fundamentais para interromper os comportamentos agressivos.
Com esta campanha, lançada no Dia Mundial de Combate ao Bullying, a Ordem pretende incentivar uma reflexão junto das famílias, lembrando que a prevenção da violência começa também pela capacidade de reconhecer comportamentos inadequados nos próprios filhos.
Há um ponto da costa algarvia onde a descida da maré transforma a paisagem e permite percorrer, a pé, três praias diferentes sem sair praticamente do areal. Acontece na Praia da Cordoama, no concelho de Vila do Bispo, onde a extensão de areia fica ligada às vizinhas praias do Castelejo e da Barriga quando o nível do mar recua.
Segundo o portal Visit Algarve, a Cordoama integra um troço costeiro do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina e distingue-se pelo areal comprido, enquadrado por arribas que ultrapassam, em alguns pontos, os 100 metros de altura. Apesar da frequência de surfistas e praticantes de bodyboard, a dimensão da praia permite encontrar zonas mais afastadas e tranquilas.
Maré baixa cria uma ligação entre três praias
É precisamente nessa altura do dia que surge uma das características mais curiosas do local. Com a maré suficientemente baixa, o areal da Cordoama passa a comunicar com os da Praia do Castelejo e da Praia da Barriga, formando uma faixa contínua junto ao oceano.
A situação muda quando a água começa a subir. A mesma fonte alerta que, durante a maré cheia, a faixa de areia disponível se torna bastante mais estreita, pelo que quem pretenda percorrer esta zona deve ter em atenção as condições do mar e evitar ficar encurralado junto às arribas.
Arribas chegam a ultrapassar os 100 metros
A paisagem não é marcada apenas pelo oceano. As falésias elevam-se de forma acentuada sobre a praia e criam uma sucessão de recortes ao longo da costa, que vão perdendo nitidez à distância e ajudam a explicar o aspeto mais selvagem deste setor do litoral.
Existe ainda um morro utilizado como miradouro natural, a partir do qual é frequente realizarem-se saltos de parapente. A altura do relevo permite observar uma larga extensão da costa e perceber a dimensão do areal que une as diferentes praias durante a maré baixa.
Há líquenes, dunas e uma linha de água
Nas paredes rochosas viradas a norte podem observar-se áreas esbranquiçadas que, à primeira vista, podem parecer diferentes tipos de rocha. Na realidade, tratam-se de extensas coberturas de líquenes que se desenvolveram sobre as arribas.
Mais abaixo, uma pequena linha de água percorre um barranco até chegar à praia. Nas dunas encontram-se espécies adaptadas às condições costeiras, entre as quais o estorno, o cardo-marítimo e o narciso-das-praias, enquanto o aroma da esteva se mistura com a maresia.
Ondulação atrai praticantes de surf
A Cordoama está exposta ao Atlântico e recebe uma ondulação forte e relativamente regular. Estas características tornam a praia procurada para a prática de surf e bodyboard, existindo inclusive apoio ligado a uma escola de surf durante a época balnear.
Apesar das boas condições para estes desportos, quem visita a praia deve igualmente respeitar as características naturais do local. O Visit Algarve recomenda manter uma distância de segurança das arribas devido ao risco de derrocadas e queda de pedras, além de utilizar os caminhos existentes para não degradar as pequenas formações dunares.
Fica a cerca de cinco quilómetros de Vila do Bispo
O acesso faz-se a partir de Vila do Bispo, junto ao Mercado Municipal, seguindo depois por uma estrada alcatroada durante aproximadamente cinco quilómetros. No local existe estacionamento amplo e organizado, além de restaurante, instalações sanitárias e apoio balnear.
A praia dispõe também de vigilância durante a época balnear. Contudo, é na maré baixa que revela uma das suas particularidades mais marcantes: o recuo da água permite que Cordoama, Castelejo e Barriga fiquem unidos pelo areal, oferecendo a possibilidade de caminhar entre três praias diferentes ao longo da mesma faixa costeira.
Estará a civilização, tal como a conhecemos, a dar os últimos estertores ? Estará o Estado Social à beira de um esgotamento que tantos insistem em ignorar?
A democracia, conquistada com sacrifício e consolidada ao longo de gerações, está a caminhar perigosamente para um ponto de ruptura?
Não são perguntas retóricas para alimentar pessimismos de circunstância. São interrogações legítimas, de quem observa o mundo e se recusa a confundir a normalidade aparente com a saúde das sociedades.
Enquanto cidadão deste planeta, com setenta anos de vida, confesso que olho para o desenrolar dos acontecimentos com uma apreensão crescente.
Não por ter perdido a esperança na Humanidade, mas porque começo a duvidar da capacidade de muitos dos seus dirigentes para compreenderem a gravidade do tempo em que vivemos.
As guerras que semeiam a morte e a fome, os conflitos alimentados pelo fanatismo religioso, os nacionalismos exacerbados, a intolerância, a brutalidade de uns e a complacência de tantos outros constituem sinais de uma regressão que julgávamos impossível depois das tragédias do século XX. A História ensinou-nos, a um preço terrível, o que acontece quando a razão se submete ao ódio, quando a dignidade humana se torna negociável e quando a indiferença passa a ser confundida com prudência.
Afinal, parece que aprendemos pouco.
Ou, pior ainda, que há quem tenha aprendido, mas prefira esquecer quando os seus interesses estão em causa.
Perante este cenário, impõe-se uma pergunta incómoda, a quem deve ser atribuída a culpa ?
A resposta talvez desagrade a muitos, sobretudo aos que gostam de distribuir culpas sem nunca examinarem a sua própria responsabilidade. TODOS. Sim, todos nós!
Naturalmente, não somos todos igualmente responsáveis.
Há quem decida, quem governe, quem legisle e quem instrumentos do poder.
disponha dos
Mas também há quem escolha, quem aplauda, quem se cale e quem, perante o evidente, prefira olhar para o lado.
A responsabilidade não é igual, mas ninguém pode reclamar inocência absoluta numa sociedade que ajudou, de uma forma ou de outra, a construir. Enquanto continuarmos a eleger políticos poucos ou nada honestos, impreparados ou incapazes de ultrapassar os interesses dos respetivos aparelhos partidários, dificilmente poderemos esperar resultados diferentes. Enquanto confundirmos fidelidade partidária com competência, propaganda com governação e lealdade ao líder com sentido de Estado, continuaremos a alimentar o problema de que depois nos queixamos.
A política, que eu pessoalmente adoro, que deveria ser uma das mais nobres formas de serviço à comunidade, transformou-se demasiadas vezes num exercício de sobrevivência pessoal, de gestão de interesses e de preservação de lugares.
Em certos casos, parece importar menos a qualidade das ideias do que a obediência de quem as repete, menos a competência de quem serve do que a utilidade de quem se submete.
E assim vamos assistindo à progressiva substituição do mérito pela conveniência, da reflexão pela frase feita e da responsabilidade pela arte de encontrar um culpado.
Há sempre uma justificação, um adversário a quem atribuir as falhas ou uma promessa renovada para adiar aquilo que deveria ter sido feito ontem.
Depois, admiram-se com o afastamento dos Cidadãos, com a descrença nas instituições e com o crescimento dos extremismos.
Como se tudo isto tivesse surgido por geração espontânea!
Não tenhamos ilusões, a democracia não se esgota apenas quando alguém fecha as portas de um parlamento ou proíbe eleições. Também se fragiliza quando as instituições perdem credibilidade, quando os eleitos deixam de prestar contas, quando a verdade é sacrificada no altar da conveniência e quando os Cidadãos começam a acreditar que votar é inútil.
A democracia não exige Cidadãos permanentemente satisfeitos.
Exige, isso sim, Cidadãos informados, exigentes e capazes de distinguir a divergência legítima da mentira, a autoridade do autoritarismo e a crítica construtiva da mera destruição.
Exige, sobretudo, representantes que compreendam que o mandato recebido nas urnas não é um cheque em branco, mas uma responsabilidade temporária perante a comunidade.
Haverá, então, esperança para um mundo melhor?
Sim.
Mas a esperança, por si só, não muda coisa alguma.
É preciso mudar mentalidades, reformar práticas, exigir competência e recuperar o sentido ético da vida pública.
É preciso que os partidos deixem de ser, em demasiadas circunstâncias, máquinas de promoção dos seus próprios quadros e voltem a ser espaços de pensamento, de debate e de recrutamento dos melhores.
É preciso que a lealdade não seja confundida com servilismo e que a discordância fundamentada deixe de ser tratada como uma ameaça.
E é preciso, também, que cada um de nós deixe de exigir aos outros aquilo que não está disposto a praticar.
Não podemos reclamar transparência e tolerar a opacidade quando nos convém, exigir seriedade e desculpar a falta dela quando vem do nosso lado, defender princípios universais e relativizá-los perante os interesses da nossa própria família política.
Como tantas vezes se recorda, numa frase popular atribuída a Eça de Queiroz, os políticos e as fraldas devem ser mudados frequentemente, pela mesma razão.
Não sei se a autoria é rigorosa, mas a ideia permanece extraordinariamente atual.
Acrescentaria apenas que alguns estão há tanto tempo instalados que já confundem o lugar que ocupam com o direito de nunca o abandonar. Mas isto sou eu a cismar.
Afinal, destas coisas da política, da sociedade e do comportamento humano, pouco percebo, pelo menos, segundo a bitola daqueles que confundem o exercício de um cargo com o monopólio da razão.
E talvez seja precisamente aí que reside o problema, há quem, por ter um lugar, julgue possuir também o pensamento, quem, por ter poder, considere dispensável a humildade, e quem, por nunca ser contrariado, acabe, também, por confundir o silêncio dos outros com a confirmação da sua própria inteligência.
Às vezes, tenho a sensação de que estou a oferecer pérolas a porcos.
Não por me julgar dono da verdade, privilégio que deixo de bom grado aos iluminados de serviço, mas porque há ambientes em que pensar pela própria cabeça, questionar o estabelecido e dizer o que se pensa são exercícios de uma inconveniência quase intolerável.
Pois bem.
Continuarei a questionar, a discordar e a escrever enquanto tiver vontade e entender que vale a pena fazê-lo.
Não por ter a pretensão de mudar o mundo com meia dúzia de palavras, mas por me recusar a aceitar que o conformismo seja uma virtude e o silêncio uma obrigação.
A idade ensinou-me, pelo menos, uma coisa, não é a ausência de discordância que demonstra a inteligência de uma sociedade, mas a sua capacidade de conviver com ela sem a tentar silenciar.
Continuarei, por isso, politicamente (in) correto.
Até quando me apetecer.
Porque a liberdade de pensamento não carece de autorização dos aparelhos partidários, nem a consciência se submete a disciplina de voto.
A Junta de Freguesia de Armação de Pêra assinou um protocolo de cooperação com a Associação Portuguesa Contra a Obesidade Infantil (APCOI), tornando-se parceira oficial dos Heróis da Fruta, um projeto educativo que incentiva as crianças a consumir mais fruta e vegetais e a desenvolver hábitos alimentares saudáveis.
A iniciativa destina-se às escolas da freguesia, que podem inscrever gratuitamente as suas turmas até 31 de outubro, para participar na edição do ano letivo 2026/2027.
Crédito: APCOI (fotografia captada com autorização dos encarregados de educação)
A parceria pretende reforçar a prevenção da obesidade infantil e aproximar as escolas, as famílias e a comunidade local de iniciativas de educação alimentar, através de uma colaboração direta entre a autarquia e a APCOI.
O protocolo assenta em três áreas de intervenção: o contacto direto com as escolas para incentivar a participação no projeto, a divulgação da iniciativa junto das famílias e da população e o acompanhamento dos resultados, através da monitorização do envolvimento das turmas e dos estabelecimentos de ensino inscritos.
Autarquia aposta na prevenção da obesidade infantil
Para o presidente da Junta de Freguesia de Armação de Pêra, Bruno Alves, a adesão ao projeto enquadra-se numa estratégia de promoção da saúde e de melhoria da qualidade de vida da população.
“Liderar o poder local exige antecipar desafios e agir onde mais importa: na qualidade de vida dos armacenenses. A promoção da saúde infantil e o combate à obesidade são prioridades centrais para o bem-estar e para o futuro da freguesia de Armação de Pêra. Ao associarmo-nos à APCOI, assumimos o compromisso ativo de dotar as nossas escolas e famílias de ferramentas concretas, como é o projeto ‘Heróis da Fruta’, que incentiva hábitos de vida mais saudáveis e garante um impacto positivo, duradouro e visível na saúde de toda a comunidade”, afirma o autarca.
A iniciativa pretende incentivar mudanças nos hábitos alimentares das crianças, promovendo o consumo diário de fruta e vegetais e envolvendo a comunidade escolar na adoção de comportamentos mais saudáveis.
O projeto Heróis da Fruta é desenvolvido pela APCOI enquanto programa educativo de motivação escolar, procurando sensibilizar os alunos para a importância da alimentação equilibrada desde a infância.
Projeto-piloto em Lisboa registou elevada participação das escolas
A decisão da Junta de Freguesia de Armação de Pêra tem como referência os resultados de uma experiência anterior, desenvolvida no ano letivo passado em parceria com uma junta de freguesia de Lisboa.
O projeto-piloto “Heróis da Fruta 2.0” decorreu no âmbito do programa Cities for Better Health, da Novo Nordisk, tendo os resultados sido avaliados pelo Instituto de Saúde Ambiental da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa (ISAMB-FMUL).
De acordo com os dados divulgados pela APCOI, a experiência registou uma taxa de adesão de 90% das escolas abrangidas, enquanto a média nacional de participação no projeto foi de 7%.
Também na conclusão das atividades se verificaram diferenças significativas: 100% das turmas participantes no projeto-piloto terminaram o programa com sucesso, em comparação com uma média nacional de 28%.
No que respeita à introdução de novos alimentos, 87% das crianças abrangidas pela experiência passaram a provar frutas ou vegetais que anteriormente não consumiam, valor superior aos 54% registados a nível nacional.
Estes resultados são apresentados pela associação como um exemplo do contributo que o envolvimento das autarquias pode ter na mobilização das escolas e das famílias para iniciativas de promoção da saúde infantil.
Escolas podem inscrever-se gratuitamente até 31 de outubro
O presidente da APCOI, Mário Silva, considera que a participação das autarquias é fundamental para reforçar a eficácia das ações de sensibilização e envolver diretamente as comunidades locais.
“Ser autarquia parceira é um processo acessível a qualquer freguesia ou município de Portugal. É com grande entusiasmo que acolhemos a Junta de Freguesia de Armação de Pêra como parceira oficial do projeto ‘Heróis da Fruta’. A obesidade infantil combate-se no terreno, com o envolvimento de toda a comunidade, e a proatividade do poder local é fundamental para fazermos a mensagem chegar às crianças e famílias. Ter autarquias empenhadas como Armação de Pêra permite-nos transformar hábitos diários em conquistas reais para a saúde das futuras gerações. Todas as autarquias interessadas em abraçar esta causa podem juntar-se à rede de parceiros oficiais basta registarem-se em desafio.heroisdafruta.com/autarquias”, afirma o responsável.
Crédito: APCOI (fotografia captada com autorização dos encarregados de educação)
Fundada em 2010, a Associação Portuguesa Contra a Obesidade Infantil é uma organização não governamental sem fins lucrativos que desenvolve iniciativas de prevenção da obesidade infantil, promoção da literacia em saúde e combate ao estigma associado à doença.
Com a assinatura do protocolo, Armação de Pêra passa a integrar a rede de autarquias parceiras do projeto, procurando incentivar uma maior participação das escolas e das famílias nas atividades de educação alimentar.
Os agrupamentos e estabelecimentos de ensino da freguesia interessados em participar na edição 2026/2027 dos Heróis da Fruta podem inscrever gratuitamente as suas turmas até 31 de outubro aqui.
No passado dia 16 de outubro, a LUZiGÁS, empresa de comercialização de eletricidade e gás natural com sede operacional em São Bartolomeu de Messines, no concelho de Silves, assinalou o seu 10.º aniversário com uma conferência internacional na Universidade Lusíada, em Lisboa.
A iniciativa reuniu responsáveis empresariais e especialistas do setor energético para debater os desafios da próxima década, numa altura em que a empresa pretende mais do que duplicar a carteira de clientes e alcançar um volume de negócios de 50 milhões de euros até 2036.
Fundada em 2016, a empresa algarvia conta atualmente com cerca de 15 mil clientes em todo o território nacional e transaciona anualmente mais de 100 GWh de energia.
A conferência, subordinada ao tema “Energia, Conhecimento e Inovação – Uma Década de Energia”, analisou as principais transformações do mercado energético, com especial atenção à transição energética, à eletrificação, ao armazenamento de energia e ao desenvolvimento dos gases renováveis.
Os desafios tecnológicos e regulatórios associados à comercialização de eletricidade e gás natural integraram igualmente o programa do encontro.
Empresa algarvia quer duplicar clientes e reforçar aposta nas energias renováveis
Ao longo da última década, a LUZiGÁS consolidou a sua presença no mercado nacional, tendo atingido uma carteira de aproximadamente 15 mil clientes e um volume anual de energia transacionada superior a 100 GWh.
Para os próximos dez anos, a empresa estabeleceu como objetivos mais do que duplicar o número de clientes e aumentar o volume de negócios para 50 milhões de euros até 2036.
A estratégia de crescimento passa pelo reforço da presença no mercado nacional e pela diversificação das áreas de atividade, nomeadamente a comercialização de energia, as soluções solares fotovoltaicas, o armazenamento energético e a mobilidade elétrica.
José Carlos Faria, CEO da LUZiGÁS, considera que o percurso da empresa reflete a capacidade de adaptação às mudanças que têm marcado o setor.
“Estes dez anos representam muito mais do que um percurso de crescimento: representam a capacidade de acompanhar a transformação do setor energético e de antecipar desafios. Acreditamos que a energia do futuro se constrói através da integração de diferentes soluções, da inovação e da partilha de conhecimento”, afirmou o responsável.
O empresário destacou ainda a importância de aproximar o setor empresarial das instituições de ensino superior e investigação.
“Queremos continuar a evoluir, a investir na inovação e também reforçar a ligação da empresa à comunidade académica. É desse encontro entre experiência, conhecimento e novas ideias que poderão nascer soluções capazes de fazer a diferença no setor energético em Portugal”, acrescentou José Carlos Faria.
Conferência reúne especialistas para debater futuro do setor energético
A primeira Conferência Internacional da LUZiGÁS reuniu na Universidade Lusíada, em Lisboa, representantes de diferentes organizações ligadas à energia, à inovação e à mobilidade elétrica.
Entre os oradores estiveram João Nuno Serra, presidente da Associação de Comercializadores de Energia no Mercado Liberalizado (ACEMEL), e Ricardo Nunes, Chief Strategy Officer do Operador do Mercado Ibérico de Energia – Polo Português (OMIP).
Participaram igualmente Sílvia Amaral, vogal do Conselho de Administração da MOBI.E, Paulo Preto Santos, Head of Energy Commission da Ordem dos Engenheiros, e Josep Graell, Chief Operating Officer do Grupo Trebol Energia.
O encontro pretendeu promover a troca de conhecimentos e experiências entre profissionais do setor, abordando as mudanças tecnológicas e os novos modelos de produção, armazenamento e comercialização de energia.
LUZiGÁS nasceu em São Bartolomeu de Messines e integra grupo português
A LUZiGÁS é a marca comercial da Lusíadaenergia, S.A., uma empresa fundada em 2016, detida integralmente por sócios portugueses e que mantém a sua base operacional em São Bartolomeu de Messines, no Algarve.
A empresa integra o Grupo Gestmaja, grupo empresarial português criado em 2006, com atividade em diferentes setores, incluindo a construção, o imobiliário e a energia.
Com uma presença significativa na região algarvia, o grupo tem vindo a diversificar as suas áreas de negócio, incluindo investimentos associados à inovação e ao desenvolvimento sustentável.
A celebração dos dez anos da LUZiGÁS constitui, assim, um momento de balanço da atividade desenvolvida desde a sua fundação e de apresentação dos objetivos de crescimento para a próxima década, num contexto de transformação do setor energético português.
As apreensões de cocaína em Portugal atingiram um novo recorde em 2026, com as autoridades policiais a confiscarem 42 toneladas desde o início do ano. O valor representa um aumento de 17 toneladas face a todo o ano de 2025, numa altura em que o combate ao tráfico internacional de droga continua a mobilizar diferentes forças de segurança.
De acordo com a agência Lusa, os números foram divulgados esta terça-feira, 20 de outubro, pelo diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ), Carlos Cabreiro, durante a cerimónia comemorativa do 81.º aniversário da instituição, realizada em Lisboa.
O responsável destacou os resultados alcançados pelas autoridades portuguesas nos últimos anos, sublinhando a importância da cooperação entre as diferentes forças policiais e os serviços de segurança.
Apreensões de cocaína quase duplicaram face a 2024
Os dados apresentados pelo diretor nacional da PJ mostram um crescimento significativo das quantidades de cocaína apreendidas em Portugal.
Em 2024, as autoridades confiscaram 23 toneladas desta droga, valor que aumentou para 25 toneladas em 2025. Já em 2026, quando ainda faltam mais de dois meses para terminar o ano, o total atingiu as 42 toneladas.
Isto significa que as apreensões registadas desde janeiro já ultrapassaram em cerca de 68% o total do ano passado e representam um aumento de aproximadamente 83% relativamente a 2024.
Carlos Cabreiro considerou que estes resultados demonstram a eficácia da colaboração entre os diferentes órgãos de polícia criminal, forças e serviços de segurança.
O responsável destacou ainda o contributo das Forças Armadas, frequentemente mobilizadas para apoiar operações de combate ao tráfico de droga realizadas em alto mar.
Algarve também tem sido palco de grandes apreensões
O combate ao tráfico internacional de cocaína tem passado igualmente pela costa algarvia, onde as autoridades têm realizado operações de grande dimensão.
Um dos casos mais recentes ocorreu a 12 de outubro, quando foram apreendidas cerca de três toneladas de cocaína ao largo de Faro, numa operação que terminou com a morte de um alegado traficante.
A operação voltou a colocar em destaque a utilização das rotas marítimas no transporte de grandes quantidades de droga e a importância da vigilância das águas portuguesas.
Poucos dias depois, a 16 de outubro, a Polícia Judiciária anunciou também a apreensão de 556 quilogramas de cocaína no Porto, tendo sido detido um suspeito.
Apesar do aumento das apreensões, estes números não permitem, por si só, concluir que a quantidade de droga traficada em Portugal tenha aumentado na mesma proporção.
Polícia Judiciária identificou 108 milhões de euros em ativos
Durante a cerimónia, Carlos Cabreiro apresentou também resultados relacionados com o combate ao crime económico-financeiro organizado e transnacional.
Segundo o diretor nacional da PJ, o Gabinete de Recuperação de Ativos identificou, durante o primeiro semestre de 2026, cerca de 108 milhões de euros em ativos.
No mesmo período, foram apreendidos ou arrestados bens avaliados em 11 milhões de euros e identificados 60 milhões de euros de património incongruente.
O organismo respondeu ainda a 313 pedidos de cooperação internacional provenientes de 40 países, números que, segundo o responsável, refletem a dimensão transnacional das investigações.
Diretor da PJ destaca cooperação com o Ministério Público
Carlos Cabreiro aproveitou igualmente a intervenção para reafirmar a importância da colaboração institucional com o Ministério Público.
As declarações surgiram quase um mês depois de terem sido realizadas buscas na sede e na escola de formação da Polícia Judiciária, no âmbito de um inquérito por suspeitas de falsidade de testemunho e abuso de poder em que o diretor nacional é suspeito.
O responsável garantiu que a lealdade da PJ ao Ministério Público continua a ser um princípio fundamental da instituição.
Por fim, deixou também um alerta sobre os desafios colocados pela Inteligência Artificial à investigação criminal e ao sistema de justiça, defendendo que a tecnologia não pode substituir a dimensão humana da atividade policial.
O PSD Faro considera que a inclusão do projeto da rotunda das Pontes de Marchil na proposta de financiamento aprovada esta segunda-feira, 19 de outubro, pela Câmara Municipal representa uma mudança de posição do executivo. Apesar de reconhecer a importância da decisão, a estrutura social-democrata critica o atraso na concretização da intervenção e exige esclarecimentos sobre as razões que levaram à sua exclusão inicial.
Em comunicado, o PSD Faro sustenta que a alteração da proposta resulta da posição assumida pelos seus vereadores, que se opuseram à exclusão de investimentos iniciados pelo anterior executivo municipal, entre os quais a rotunda das Pontes de Marchil, considerada essencial para melhorar a mobilidade urbana e permitir a concretização da 3.ª Circular de Faro.
Segundo os sociais-democratas, a primeira proposta de financiamento não contemplava esta intervenção, circunstância que motivou o voto contra dos eleitos do partido. Após a apresentação de uma nova versão, já com a inclusão do projeto, os vereadores do PSD optaram pela abstenção, permitindo a sua viabilização.
O partido considera que esta evolução confirma a pertinência das posições que tem defendido e reclama uma explicação política para a alteração de entendimento do executivo camarário.
PSD acusa executivo de ter perdido um ano na concretização do projeto
A estrutura concelhia social-democrata recorda que, há cerca de um mês, o presidente da Câmara Municipal de Faro justificava a exclusão da rotunda das Pontes de Marchil do financiamento com a alegada falta de condições do projeto. Perante a decisão agora tomada, o partido entende que o executivo deve esclarecer o que mudou entretanto.
Para o PSD Faro, a recuperação do investimento evidencia também o atraso acumulado durante o primeiro ano de mandato, uma vez que, no seu entendimento, a intervenção deveria ter beneficiado de continuidade desde a entrada em funções do atual executivo.
Na posição divulgada, os sociais-democratas defendem que eventuais dificuldades técnicas ou procedimentos administrativos pendentes não justificavam a ausência de avanços, cabendo à Câmara Municipal encontrar soluções que permitissem dar seguimento ao projeto.
“Faro perdeu um ano que poderia ter sido utilizado para colocar este projecto numa fase muito mais avançada da sua concretização. A decisão agora tomada é positiva, mas não apaga o atraso nem dispensa o executivo de assumir a responsabilidade pelas suas opções”, afirma o PSD Faro.
O partido considera, por isso, que a reposição do investimento na proposta de financiamento constitui um desenvolvimento favorável para a cidade, mas não elimina a necessidade de apurar responsabilidades políticas pelo tempo que, na sua perspetiva, foi desperdiçado.
Sociais-democratas recordam voto contra do PS na Assembleia Municipal
O PSD Faro destaca igualmente a posição assumida pela bancada socialista na Assembleia Municipal de 30 de setembro, quando, de acordo com o comunicado, o PS foi a única força política a votar contra uma recomendação apresentada pelos sociais-democratas.
A iniciativa defendia a retoma da discussão sobre o financiamento municipal e a preservação de projetos considerados estruturantes, designadamente a rotunda das Pontes de Marchil e a sua ligação à futura 3.ª Circular.
Os sociais-democratas entendem que existe uma contradição entre esse posicionamento e a decisão agora tomada pelo executivo camarário, que voltou a incluir a intervenção na proposta de financiamento.
“A coerência do PSD produziu resultados. Na Câmara Municipal e na Assembleia Municipal, os seus eleitos mantiveram a defesa deste investimento e contribuíram para que o bom senso chegasse, finalmente, à decisão do executivo”, sustenta a estrutura concelhia.
Apesar das críticas, o PSD Faro reconhece que foi dado um passo importante para recuperar um investimento que considera indispensável ao desenvolvimento da cidade. Contudo, defende que a decisão política deve ser acompanhada por medidas concretas que assegurem a execução da obra.
Nesse sentido, os sociais-democratas reclamam a apresentação de um calendário de execução, a conclusão dos procedimentos administrativos necessários e o avanço da intervenção, em articulação com o projeto da 3.ª Circular.
“Depois de um ano perdido, Faro precisa de execução, de prazos e de resultados”, conclui o PSD Faro, reiterando que continuará a acompanhar e a exigir a concretização dos dois investimentos.
Quem estava no Algarve a 22 de agosto de 1999 poderá recordar a tarde em que uma alegada onda gigante colocou banhistas e autoridades em alerta. Praias foram evacuadas, formaram-se filas de trânsito e espalhou-se a informação de que uma onda com vários metros de altura se aproximava da costa. O episódio é recordado numa reportagem de Nuno Couto, publicada pelo Jornal do Algarve em agosto de 2019.
O tsunami nunca chegou. Também não é possível determinar que zonas teriam sido inundadas por uma onda que não existiu. Num fenómeno real, os efeitos dependem da origem do tsunami, das características das ondas, da maré e da configuração do terreno e dos fundos marinhos.
Praia de Faro encontra-se na frente costeira
O Estudo do Risco Sísmico e de Tsunamis do Algarve, publicado pela então Autoridade Nacional de Proteção Civil em 2010, reúne relatos sobre o impacto de 1755 nas formações arenosas que separam Faro do oceano.
No capítulo de Fantina Tedim e João Gonçalves, as descrições históricas referem ondas que ultrapassaram as ilhas e provocaram danos nas barreiras litorais. É nesta frente costeira que se encontra a atual Praia de Faro, diretamente exposta ao oceano.
Aeroporto também surge entre as zonas vulneráveis
Um estudo de Henrique Vicêncio, publicado no volume de 2022 da revista científica Territorium, analisou diferentes cenários para o Aeroporto de Faro. A inundação até cotas de quatro a cinco metros poderia impedir voos comerciais, embora o autor admitisse operações de emergência.
No cenário de seis metros, uma parte considerável da pista ficaria inundada. As instalações dos bombeiros aeroportuários surgem expostas já à cota de três metros.
São, contudo, hipóteses simplificadas: o trabalho utiliza a altitude do terreno, sem simular a propagação das ondas e a sua interação com a costa. As cotas indicadas não correspondem à altura da onda no mar nem à profundidade da água em todo o aeroporto.
Ria Formosa pode atenuar o impacto, mas também sofrer danos
A geografia de Faro cria uma situação particular. Entre o núcleo urbano e o oceano encontram-se as ilhas-barreira e a laguna da Ria Formosa. Segundo a análise histórica publicada pela Proteção Civil, essa configuração contribuiu para reduzir o impacto de 1755 na cidade.
Um dos relatos citados refere que a maré estava baixa e que a água, depois de ultrapassar as ilhas e encontrar os bancos de sedimentos, não excedeu na cidade os limites de uma maré grande. As barreiras naturais sofreram, porém, danos importantes.
Faro não está livre do risco por estar atrás das ilhas
O comportamento descrito em 1755 não garante uma proteção idêntica num próximo tsunami. As condições de maré e as características do fenómeno podem ser diferentes, pelo que os relatos históricos não devem ser usados para classificar o núcleo urbano como uma zona automaticamente segura.
O planeamento municipal reconhece a necessidade de preparação. A versão do Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil de Faro aprovada pela comissão municipal em 2011 inclui expressamente os tsunamis entre as situações consideradas. O documento regista ainda um exercício realizado em novembro de 2010, articulado com o plano regional para o risco sísmico e de tsunamis.
Já a revisão do Plano Diretor Municipal, publicada pelo Aviso n.º 20948/2024/2, de 20 de setembro, contempla zonas inundáveis e condicionantes associadas à sismicidade. Essas disposições não devem, contudo, ser confundidas com um mapa que indique até onde chegaria um tsunami.
Em 1999, tentar fugir também provocou dificuldades
O falso alarme revelou problemas que não dependem diretamente da altura da água. Segundo a reportagem do Jornal do Algarve, a informação sobre uma suposta onda entre 12 e 25 metros provocou congestionamentos no litoral. Ao mesmo tempo, houve pessoas que permaneceram perto do mar para tentar observar o fenómeno anunciado.
As alturas divulgadas naquele dia pertencem ao relato do falso alarme, não a medições de um tsunami. Não podem, por isso, ser usadas para calcular os danos que teria provocado em Faro.
Os estudos e os relatos históricos permitem reconhecer vulnerabilidades na frente costeira e no aeroporto, mas não estabelecer uma lista definitiva das zonas que seriam mais afetadas em qualquer cenário. A experiência de 1755 ajuda a compreender o papel das ilhas-barreira, sem permitir garantir que um novo tsunami teria o mesmo comportamento ou produziria os mesmos efeitos.