Dois DJs portugueses ligados ao Algarve, Bruno Zarra e Sylva Drums, vão atuar no próximo sábado, 24 de outubro, no Amsterdam Dance Event (ADE), um dos principais encontros internacionais de música eletrónica, realizado em Amesterdão, nos Países Baixos.
Os artistas integram o Xpressive Showcase, que decorrerá no 50:HERTZ House & Techno Cafe, entre as 22:00 e as 04:00, num programa que reúne diferentes sonoridades e participantes internacionais.
A presença dos dois artistas portugueses acontece numa edição particularmente simbólica do Amsterdam Dance Event, que assinala este ano três décadas de existência.
O evento reúne anualmente DJs, produtores, editoras, promotores e outros profissionais da indústria musical, constituindo um espaço de divulgação artística e de contacto entre diferentes intervenientes do setor.
Bruno Zarra e Sylva Drums representam diferentes sonoridades da música eletrónica
Bruno Zarra e Sylva Drums apresentam percursos distintos dentro da música eletrónica, embora ambos desenvolvam a sua atividade para além das fronteiras portuguesas.
DJ e produtor, Bruno Zarra tem construído uma identidade musical centrada na house e na tech house, dois géneros que fazem parte do seu trabalho enquanto artista.
Sylva Drums, por sua vez, está associado às sonoridades afro house, explorando uma abordagem musical marcada por influências rítmicas características deste estilo.
A participação de ambos no Xpressive Showcase integra um alinhamento internacional dedicado à diversidade da música eletrónica, proporcionando-lhes uma oportunidade de apresentar o seu trabalho num dos principais eventos do setor.
A presença dos dois DJs representa também uma forma de dar visibilidade à produção musical portuguesa associada ao Algarve e de reforçar as ligações dos artistas da região aos circuitos internacionais.
Amsterdam Dance Event celebra 30 anos de existência
O Amsterdam Dance Event assinala, em 2026, o seu 30.º aniversário, mantendo-se como um ponto de encontro para artistas, profissionais e organizações ligadas à música eletrónica.
Ao longo das últimas três décadas, o evento tem reunido participantes de diferentes países, promovendo o contacto entre criadores, editoras, agentes e promotores musicais.
É neste contexto que Bruno Zarra e Sylva Drums vão participar no Xpressive Showcase, marcado para sábado, 24 de outubro, no 50:HERTZ House & Techno Cafe, em Amesterdão.
Os alunos da Escola Secundária Tomás Cabreira, em Faro, vão realizar um protesto na próxima terça-feira, 27 de outubro, às 13:30, em frente ao portão do estabelecimento de ensino, para exigir mais investimento na escola pública, melhores condições de aprendizagem e o fim dos exames nacionais. A iniciativa, organizada no âmbito da semana de luta convocada pelo Movimento Voz aos Estudantes, contará com intervenções e testemunhos dos próprios estudantes.
A ação assume o formato de uma tribuna de estudantes e integra um conjunto de manifestações previstas entre 26 e 30 de outubro, em diferentes pontos do país.
De acordo com o Movimento Voz aos Estudantes, a mobilização surge num contexto de preocupação com as condições das escolas, o acesso ao ensino superior e as restrições que a organização considera existirem ao exercício dos direitos de participação e manifestação dos alunos.
Movimento contesta exames nacionais e denuncia falta de investimento na escola pública
Entre as principais reivindicações dos estudantes da Escola Secundária Tomás Cabreira está o reforço do investimento na educação, que o movimento considera insuficiente para responder às necessidades dos estabelecimentos de ensino.
A organização sustenta que ainda existem 600 escolas em Portugal a necessitar de obras, apontando este número como exemplo da degradação das condições de ensino.
O Movimento Voz aos Estudantes critica igualmente o modelo de acesso ao ensino superior, considerando que os exames nacionais contribuem para limitar as oportunidades dos alunos.
No comunicado, a organização denuncia o que classifica como um processo de “elitização do Ensino Superior a partir dos injustos Exames Nacionais”, defendendo a eliminação destas provas.
Outra das preocupações manifestadas prende-se com aquilo que o movimento descreve como a “limitação da democracia e direito à manifestação” em diversos estabelecimentos de ensino.
A organização critica ainda a “redução do investimento na educação na proposta do Orçamento de Estado de 2027”, considerando que as opções orçamentais não respondem às necessidades dos estudantes e das escolas.
Perante estas questões, os alunos vão reunir-se à entrada da Escola Secundária Tomás Cabreira para apresentar publicamente as suas reivindicações e partilhar experiências relacionadas com o quotidiano escolar.
Segundo o Movimento Voz aos Estudantes, estão previstos dezenas de protestos durante a semana de luta, entre 26 e 30 de outubro, procurando dar visibilidade às reivindicações dos alunos do ensino secundário.
A Câmara Municipal de Portimão vai manter e alargar em 2027 os apoios sociais destinados às famílias com dificuldades económicas, introduzindo a renovação automática dos subsídios e facilitando as condições de acesso às comparticipações para o pagamento da renda, da água e dos medicamentos.
As medidas abrangem atualmente mais de 1.700 agregados familiares, com destaque para o apoio ao arrendamento, que representa um investimento municipal anual superior a 2,2 milhões de euros.
Entre as principais alterações estão a redução do período mínimo de residência no concelho, de cinco para dois anos, e o aumento do limite de rendimento para acesso aos apoios, permitindo que mais famílias possam beneficiar destas medidas.
A autarquia pretende também evitar que os beneficiários percam os apoios por motivos administrativos ou por terem atingido o prazo máximo de atribuição, passando a assegurar a renovação automática dos subsídios em vigor.
Apoio ao arrendamento chega a 677 famílias e pode atingir 350 euros mensais
O Subsídio de Apoio ao Arrendamento é atualmente atribuído a 677 agregados familiares de Portimão, mais 132 do que no início de 2026.
Segundo a Câmara Municipal, esta medida representa um investimento anual de 2.257.671 euros, inteiramente suportado pelo orçamento municipal.
O valor da comparticipação mensal varia entre 275 e 350 euros, em função do rendimento de cada agregado familiar, mantendo-se os montantes de apoio atualmente praticados.
Uma das principais alterações previstas para 2027 diz respeito ao alargamento dos critérios de elegibilidade. O limite de rendimento per capita passa a corresponder a 1,5 vezes a Retribuição Mínima Mensal Garantida, permitindo o acesso de famílias que anteriormente poderiam ficar excluídas.
Também o período mínimo de residência exigido para beneficiar do subsídio será reduzido de cinco para dois anos.
A renovação do apoio passa a ser automática, incluindo nos casos em que os beneficiários atinjam o limite de três anos anteriormente previsto.
O pagamento da comparticipação continuará, no entanto, dependente da apresentação mensal do comprovativo de pagamento da renda.
Tarifa Social da Água abrange 992 agregados familiares
A Tarifa Social da Água é outra das medidas que a Câmara Municipal de Portimão decidiu prolongar e reforçar.
Atualmente, 992 agregados familiares beneficiam desta tarifa, destinada a aliviar os encargos associados ao consumo doméstico de água.
As condições de acesso serão harmonizadas com as previstas para o apoio ao arrendamento, nomeadamente através do alargamento do limite de rendimento e da redução para dois anos do período mínimo de residência no concelho.
A renovação das tarifas sociais em vigor passará igualmente a ser automática, procurando assegurar a continuidade do benefício sem necessidade de novos procedimentos administrativos de renovação.
Comparticipação para medicamentos pode chegar aos 350 euros por ano
No âmbito da Comparticipação Municipal na Aquisição de Medicamentos, a Câmara de Portimão apoia atualmente 107 agregados familiares.
O valor anual deste apoio varia entre 200 e 350 euros por agregado, consoante o respetivo escalão de rendimento.
A autarquia vai também alargar as condições de acesso a esta medida, mantendo os montantes atribuídos e introduzindo a renovação automática para os atuais beneficiários.
No conjunto, os três programas municipais abrangem mais de 1.700 famílias, procurando reduzir as despesas associadas à habitação, aos serviços essenciais e aos cuidados de saúde.
Segundo a Câmara Municipal, a decisão de prolongar estas medidas surge num contexto de dificuldades económicas, marcado pelo aumento dos custos da energia, dos transportes e dos bens essenciais, bem como pela pressão exercida pelo mercado habitacional sobre os rendimentos familiares.
A autarquia associa este cenário à instabilidade internacional, nomeadamente à guerra na Ucrânia e às tensões no Médio Oriente, considerando que estes fatores continuam a afetar os orçamentos das famílias.
Álvaro Bila defende continuidade dos apoios e abertura a novas famílias
O presidente da Câmara Municipal de Portimão, Álvaro Bila, considera que a manutenção dos programas municipais é necessária para responder às dificuldades económicas sentidas por muitos residentes.
“Sabemos o aperto que muitas famílias de Portimão estão a viver. A renda, a conta da água e os medicamentos não esperam, e o nosso apoio também não pode parar. Não vamos fechar a torneira a quem precisa. Por isso mantemos os apoios, garantimos a sua renovação automática e abrimos a porta a mais famílias”, afirma o autarca.
A Câmara Municipal esclarece que os três programas continuam abertos a novas candidaturas, permitindo que outros agregados familiares possam requerer os benefícios, desde que cumpram as condições estabelecidas.
Os interessados em obter informações sobre os requisitos de acesso e os prazos de candidatura podem dirigir-se ao Balcão de Atendimento da Divisão de Habitação, Desenvolvimento Social e Saúde da Câmara Municipal de Portimão ou consultar o site oficial do município.
Hassan Ait Rahou, amigo do cidadão marroquino que morreu em março de 2024, na sequência de uma intervenção policial em Olhão, afirmou esta sexta-feira, no Tribunal de Faro, não se recordar das alegadas agressões cometidas pelos dois agentes da PSP acusados de homicídio qualificado. O homem, de 27 anos, admitiu que estava sob o efeito de medicamentos no dia dos acontecimentos e que conserva apenas algumas memórias do sucedido.
A testemunha foi ouvida na ausência dos arguidos, Jorge Sousa e Pedro Barbosa, depois de o coletivo de juízes ter deferido parcialmente um requerimento apresentado pelo advogado dos pais da vítima, por considerar que a presença dos agentes poderia condicionar o depoimento.
Os dois polícias, atualmente suspensos de funções, estão acusados pelo Ministério Público de dois crimes de sequestro agravado e um de homicídio qualificado, relacionados com a morte de Aissa Ait Aissa, que esteve internado durante 20 dias na Unidade de Cuidados Intensivos do Hospital de Faro.
Durante a audição, com recurso a tradutor, Hassan Ait Rahou afirmou que, no dia dos factos, tanto ele como o amigo estavam “drogado”, depois de terem consumido comprimidos de Rivotril, um ansiolítico que lhes teria sido fornecido por outro conhecido, com o propósito de se “esquecer” do que se passava durante algumas horas.
Testemunha recorda detenção no supermercado, mas não as alegadas agressões
Hassan Ait Rahou relatou que os dois amigos saíram de casa e se deslocaram a um supermercado, onde Aissa Ait Aissa terá “escondeu” alguns produtos na roupa, levando as funcionárias a chamar a polícia, apesar de, segundo a testemunha, se ter mostrado disponível para pagar.
O homem recordou ter sido “levado com força” para o carro-patrulha, onde ambos foram algemados “por detrás das costas”, tendo os agentes indicado que seriam conduzidos à esquadra.
Durante o trajeto, afirmou ter estado “a dormir e acordado” e que “não estava com a cabeça no sítio”, devido ao efeito dos medicamentos que tinha consumido.
Segundo o seu depoimento, “a última memória” que conserva de Aissa Ait Aissa é a de o amigo ter “pedido para alargar as algemas que estavam apertadas”.
A testemunha afirmou que apenas voltou a recordar-se dos acontecimentos quando se encontrava numa ambulância, onde recebeu assistência antes de ser transportado para o hospital.
Questionado pelo advogado dos pais da vítima sobre eventuais agressões dos agentes da PSP, Hassan Ait Rahou declarou não ter memória de tais acontecimentos.
Durante o contraditório, a defesa confrontou-o com algumas “contradições” entre o depoimento prestado em tribunal e declarações anteriores.
O homem reconheceu que uma abordagem dos mesmos agentes policiais tinha ocorrido na tarde do dia dos factos, depois de inicialmente ter situado esse episódio no dia anterior.
A testemunha apresentou também uma versão diferente sobre qual dos agentes teria pedido calma aos dois amigos durante o transporte no veículo policial. Em tribunal, identificou o passageiro, embora, numa inquirição realizada em 2024, tivesse indicado o condutor.
Agentes negam responsabilidade na morte e julgamento prossegue em novembro
De acordo com a acusação do Ministério Público, os dois agentes transportaram Hassan Ait Rahou e Aissa Ait Aissa num carro-patrulha para fora da cidade de Olhão, onde terão agredido violentamente uma das vítimas.
Aissa Ait Aissa morreu em 28 de março de 2024, depois de permanecer internado durante 20 dias na Unidade de Cuidados Intensivos do Hospital de Faro.
O Ministério Público sustenta que os arguidos “abusaram gravemente” da autoridade policial, tendo consciência de que, ao desferirem “várias pancadas na cabeça e face” da vítima, poderiam provocar-lhe a morte.
Na primeira sessão do julgamento, Jorge Sousa e Pedro Barbosa negaram qualquer responsabilidade na morte do cidadão marroquino.
Os agentes alegaram que, depois de não ter sido apresentada uma queixa relacionada com os distúrbios no supermercado, decidiram afastar os dois homens daquela zona para os levar a casa.
Segundo a versão apresentada pelos arguidos, ambos foram transportados algemados no carro-patrulha com o seu consentimento e acabaram por ser deixados, conscientes, num caminho municipal em Pechão.
O julgamento prossegue no dia 10 de novembro, às 09:15, com a audição dos pais de Aissa Ait Aissa, constituídos assistentes no processo e que reclamam uma indemnização de cerca de 1,6 milhões de euros.
Na próxima sessão está igualmente prevista a audição das duas últimas testemunhas.
A Universidade do Algarve (UAlg) inaugurou, no dia 9 de outubro, um novo laboratório digital destinado a transformar informação científica complexa em conteúdos visuais acessíveis, interativos e imersivos. Denominada INTERFACE – Laboratório de Tradução Digital, a infraestrutura está instalada no Campus da Penha, em Faro, e representa um investimento de 473.800 euros, financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
O novo espaço integra o Centro de Investigação em Artes e Comunicação (CIAC) e pretende criar condições para o desenvolvimento de projetos de investigação e inovação que aproximem o conhecimento científico do público.
Equipado com tecnologia avançada de produção imersiva e interatividade, o INTERFACE permite a investigadores e estudantes explorar novas formas de apresentar resultados científicos, recorrendo a narrativas visuais que facilitem a compreensão de matérias complexas.
Tecnologia imersiva transforma dados científicos em conteúdos acessíveis
O INTERFACE foi concebido para funcionar como uma infraestrutura especializada na comunicação científica, utilizando recursos digitais para transformar informação técnica em experiências visuais e interativas.
Entre as áreas que poderão beneficiar desta abordagem encontram-se as ciências da saúde, cujos dados e resultados de investigação podem apresentar dificuldades de interpretação para públicos não especializados.
Segundo Bruno Mendes da Silva, coordenador do CIAC, “o INTERFACE atuará como um laboratório especializado, capaz de transformar dados científicos complexos, por exemplo, da área das ciências da saúde, em narrativas visuais acessíveis e envolventes”.
A infraestrutura pretende, assim, proporcionar novas ferramentas para a divulgação de conhecimento, permitindo que a investigação científica seja apresentada através de formatos que combinem imagem, tecnologia e interatividade.
O laboratório abre igualmente oportunidades de colaboração com as indústrias criativas, através do desenvolvimento de projetos que estabeleçam ligações entre a ciência, a comunicação e a arte digital.
O investimento de 473.800 euros foi assegurado pelo programa EQUIPAR+2 da Fundação para a Ciência e a Tecnologia, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência.
Inteligência artificial e acessibilidade integram projeto
O INTERFACE inclui também o AI Studio, uma extensão do projeto localizada no polo do CIAC no Instituto Politécnico de Santarém, dedicada à inteligência artificial e à literacia digital.
Este espaço dispõe de equipamentos concebidos para facilitar a utilização das tecnologias digitais por pessoas com diferentes necessidades, incluindo dispositivos Braille e sistemas de comandos por voz.
A utilização destas ferramentas pretende contribuir para o desenvolvimento de soluções tecnológicas mais acessíveis, integrando a inclusão digital nas atividades de investigação e inovação.
O AI Studio complementa o trabalho desenvolvido no Campus da Penha, alargando as possibilidades de investigação relacionadas com inteligência artificial, acessibilidade e comunicação digital.
Nova infraestrutura reforça ligação entre ciência e arte digital
Com a abertura do INTERFACE, o Centro de Investigação em Artes e Comunicação da Universidade do Algarve reforça a capacidade de desenvolver projetos que envolvam diferentes áreas do conhecimento.
A infraestrutura procura promover a investigação transdisciplinar, articulando competências científicas, artísticas e tecnológicas para criar novas formas de comunicação e divulgação da ciência.
Através da produção de conteúdos visuais, interativos e imersivos, o laboratório pretende contribuir para que resultados de investigação possam ser compreendidos por públicos mais alargados.
O projeto constitui, deste modo, uma aposta da Universidade do Algarve na utilização de tecnologias digitais para aproximar a investigação científica da sociedade, com particular atenção à acessibilidade, à inovação e à colaboração entre a ciência e as indústrias criativas.
Mais informações sobre o CIAC podem ser consultadas no website.
A conhecida apresentadora de televisão e escritora Fátima Lopes vai estar em Tavira, na próxima terça-feira, 27 de outubro, às 17:00, para uma conversa com o público na Biblioteca Municipal Álvaro de Campos. A iniciativa integra a rubrica “Encontro com Autores” e a programação do Mês Sénior, que decorre ao longo de outubro no concelho.
O encontro será dedicado ao percurso literário de Fátima Lopes, que, a par da carreira na televisão e na comunicação, tem desenvolvido uma atividade na escrita, com obras nas áreas do romance e do desenvolvimento pessoal.
A sessão dará particular destaque ao livro Entre o Medo de te Amar e a Dor de te Perder, uma narrativa que aborda os sentimentos, os desafios das relações humanas e a forma como os receios podem influenciar as escolhas ao longo da vida.
Romance sobre o amor e a perda em destaque na conversa
Reconhecida pelo seu trabalho como apresentadora de televisão, Fátima Lopes tem construído também um percurso literário marcado pela reflexão sobre temas relacionados com o amor, as relações humanas, a fé, o bem-estar e as diferentes etapas da vida.
Durante a sessão em Tavira, a autora irá abordar os livros que tem publicado e partilhar aspetos do seu percurso enquanto escritora.
Entre as obras em destaque estará Entre o Medo de te Amar e a Dor de te Perder, um romance que convida os leitores a refletir sobre a complexidade dos sentimentos e os desafios emocionais associados às relações.
A narrativa explora ainda a importância de enfrentar os receios, tomar decisões e reconhecer novas oportunidades nas diferentes fases da vida.
A Biblioteca Municipal Álvaro de Campos pretende proporcionar um momento de diálogo entre a escritora e os participantes, permitindo conhecer melhor os temas e as experiências que inspiram a sua produção literária.
Encontro integra programação do Mês Sénior em Tavira
A presença de Fátima Lopes está inserida na rubrica “Encontro com Autores”, promovida pela Biblioteca Municipal Álvaro de Campos, que procura aproximar os escritores do público e incentivar o interesse pela leitura.
A iniciativa integra também a programação do Mês Sénior, assinalado ao longo de outubro em Tavira, associando a promoção da literatura à participação da comunidade na vida cultural do concelho.
Segundo a Câmara Municipal de Tavira, estas sessões procuram criar oportunidades de contacto direto com autores, valorizando os livros como ponto de partida para a partilha de experiências, emoções e reflexões.
Todos os dias, ao ligarmos a televisão, entra-nos pela sala dentro uma torrente de violência. Cidades reduzidas a escombros, crianças a chorar entre ruínas, populações inteiras obrigadas a fugir, milhares de mortos apresentados em gráficos e estatísticas, como se os números, por serem muitos, deixassem de representar seres humanos.
Mas nem toda a violência parece merecer a mesma indignação. Dependendo da geografia, da bandeira ou das conveniências políticas dos comentadores, um bombardeamento pode ser apresentado como uma atrocidade ou como uma inevitabilidade estratégica. Certas vítimas choram-se comovidamente; outras são remetidas para notas de rodapé. Certos exércitos são condenados sem apelo; outros são compreendidos até ao limite da absolvição.
Reduzem-se, assim, conflitos complexos, cujas raízes por vezes mergulham em décadas ou séculos de antagonismos, a uma simplista narrativa de bons e maus, de preto e branco, como se a realidade tivesse a amabilidade de se adaptar às necessidades dos debates televisivos.
Entretanto, do plano internacional descemos ao doméstico e verificamos que a violência não se encontra apenas nos campos de batalha.
Ela manifesta-se crescentemente no discurso político. O adversário deixou de ser alguém que defende ideias diferentes para passar a ser alguém moralmente indigno, intelectualmente desprezível ou pessoalmente detestável. Multiplicam-se figuras públicas que parecem cultivar a agressividade como método de intervenção, confundindo firmeza com brutalidade, convicção com histeria e frontalidade com ofensa. Por vezes, mais do que políticos, assemelham-se a personagens permanentemente zangadas com o mundo, incapazes de existir sem um inimigo para apontar.
E se os exemplos vêm de cima, dificilmente deixarão de produzir efeitos cá em baixo.
Observe-se o que sucede em muitos parlamentos democráticos. Instituições que deveriam constituir escolas de cidadania transformam-se frequentemente em arenas de exibição. O insulto substitui o argumento. A interrupção vale mais do que a escuta. A gritaria sobrepõe-se ao raciocínio. O ataque pessoal torna-se mais eficaz do que a confrontação de ideias.
É então transmitida aos cidadãos uma curiosa lição cívica: prega-se o respeito, mas recompensa-se a agressividade; fala-se de democracia, mas valoriza-se o espetáculo; exalta-se o diálogo, mas pratica-se a hostilidade.
Perante este ambiente, será verdadeiramente surpreendente o aumento da violência nas ruas?
Sem procurar, naturalmente, justificar ou absolver quem agride, rouba ou destrói, importa perguntar se uma sociedade que convive diariamente com exemplos de violência simbólica, verbal e mediática pode esperar que os seus cidadãos permaneçam imunes a essa influência.
Mais inquietante ainda é o que parece ocorrer no espaço escolar. Durante muito tempo acreditou-se que a escola funcionaria como um refúgio civilizador, um local onde os impulsos seriam disciplinados e a convivência aprendida. Contudo, multiplicam-se relatos de agressões entre alunos, intimidação, desrespeito por professores e comportamentos que outrora seriam considerados impensáveis.
Talvez porque as escolas não existam fora da sociedade. São, afinal, um dos seus mais fiéis espelhos.
Se os jovens crescem a assistir a guerras transformadas em espetáculo permanente, a debates públicos transformados em combates de vale-tudo e a representantes eleitos que frequentemente trocam argumentos por insultos, não será difícil perceber a mensagem que recebem. A violência pode não ser apresentada como virtude, mas é-lhes mostrada, dia após dia, como um instrumento eficaz para obter atenção, impor vontades ou derrotar adversários.
A questão, por isso, não é apenas policial nem apenas disciplinar. É, antes de mais, cultural e moral.
Uma sociedade que normaliza a violência nas palavras acabará por se surpreender, injustamente, quando a encontra nas ações. E uma sociedade que se habitua a viver permanentemente exaltada não deveria admirar-se se vier a descobrir que os seus filhos aprenderam demasiado bem as lições que lhes deu.
A preservação das raças autóctones do Algarve e a valorização do património pecuário regional vão estar em debate no próximo dia 12 de novembro, a partir das 09:30, no Centro de Experimentação Agrária de Tavira (CEAT). O encontro, organizado pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve (CCDR Algarve), assinala o Dia Nacional das Raças Autóctones e marca o início das comemorações do centenário do antigo Posto Agrário de Tavira.
Sob o tema “Raças Autóctones: Património Vivo, Biodiversidade e Território”, a iniciativa reunirá associações de criadores, investigadores, representantes de autarquias e agentes do setor turístico, com o objetivo de discutir a preservação e valorização das raças bovina, ovina e caprina algarvias.
Promovido pela CCDR Algarve, através da área da Agricultura, em parceria com a Direção de Serviços de Alimentação e Veterinária da Região do Algarve (DSAVR Algarve), o fórum integra também as iniciativas associadas ao Ano Internacional das Pastagens e dos Pastores, assinalado em 2026.
Raças bovina, ovina e caprina algarvias em destaque
A sessão de abertura está marcada para as 09:30, seguindo-se, às 09:45, uma intervenção de Luísa Pereira, da CCDR Algarve, dedicada ao centenário do Centro de Experimentação Agrária de Tavira e ao papel desempenhado pelo antigo Posto Agrário no desenvolvimento da pecuária regional.
O programa prossegue com apresentações sobre três raças características do Algarve, procurando dar a conhecer a sua importância e os desafios associados à preservação deste património genético.
Às 10:00, Afonso Nascimento, da ASCAL – Associação de Criadores de Gado do Algarve, abordará a raça Bovina Algarvia, seguindo-se, às 10:15, uma intervenção do mesmo representante sobre a raça Ovina Churra Algarvia.
Pelas 10:30, Célia Marques, da ANCCRAL – Associação Nacional de Criadores de Caprinos da Raça Algarvia, apresentará uma comunicação dedicada à raça Caprina Algarvia.
O encontro pretende proporcionar uma reflexão sobre o contributo destas raças para a biodiversidade, a atividade pecuária e a identidade rural do território algarvio, reunindo diferentes entidades ligadas à sua conservação e valorização.
Universidade do Algarve apresenta investigação e projeto de valorização da carne
A componente científica do fórum estará representada por investigadores da Universidade do Algarve, que apresentarão trabalhos relacionados com a caracterização genética e a valorização económica das raças regionais.
Às 10:45, Adelino Canário, do Centro de Ciências do Mar (CCMAR) da Universidade do Algarve, abordará a caracterização genómica e a valorização das raças algarvias.
A intervenção será seguida, às 11:00, pela apresentação de um projeto-piloto dedicado à valorização da carne de ovinos da raça Churra Algarvia, a cargo de Jorge Pereira, também da Universidade do Algarve.
O programa inclui ainda, às 11:15, a apresentação do projeto “Alinhados pela mesma Lã”, desenvolvido pela Câmara Municipal de Loulé, através de uma intervenção de Joana Dias.
Pelas 11:30, João Fernandes, do Amendoeiras Resort, dará a conhecer a iniciativa “Pastores do Algarve 2027”, integrada na reflexão sobre a valorização das atividades ligadas à pastorícia e ao território.
As apresentações serão seguidas de um debate, previsto para as 11:45, permitindo a troca de experiências e perspetivas entre os participantes.
O encerramento do fórum está marcado para as 12:15, seguindo-se, às 12:30, uma prova de produtos regionais.
Exposições assinalam centenário do antigo Posto Agrário de Tavira
Para além das intervenções e do debate, o Centro de Experimentação Agrária de Tavira acolherá, ao longo do dia, três exposições temáticas relacionadas com a história da atividade agrícola e pecuária no Algarve.
Uma das mostras será dedicada aos 100 anos do antigo Posto Agrário de Tavira, assinalando o percurso desta estrutura e o seu papel na atividade agropecuária regional.
As restantes exposições darão destaque às raças autóctones algarvias e aos produtos regionais associados à sua criação e valorização.
A realização do fórum marca o início do ciclo de comemorações do centenário do antigo Posto Agrário de Tavira, associando a memória histórica da instituição aos desafios atuais da preservação da biodiversidade e da valorização dos recursos pecuários da região.
Com esta iniciativa, a CCDR Algarve e a Direção de Serviços de Alimentação e Veterinária da Região do Algarve pretendem promover o diálogo entre criadores, investigadores, autarquias e outros agentes do território, colocando em destaque a importância das raças tradicionais para o património rural algarvio.
O Mercado Municipal de Tavira acolhe, desde esta sexta-feira, 23 de outubro, a exposição fotográfica “Para Além das Barreiras”, dedicada à promoção da igualdade de oportunidades e à inclusão das pessoas com deficiência através do desporto. A iniciativa, promovida pela Fundação Irene Rolo, assinala o Dia Municipal da Igualdade, celebrado a 24 de outubro, e estará patente ao público até 3 de dezembro.
A mostra reúne imagens de diferentes modalidades desportivas praticadas ou dinamizadas no Centro de Atividades e Capacitação para a Inclusão (CACI), dando visibilidade às capacidades, ao empenho e ao espírito de equipa dos participantes.
Através da fotografia, a Fundação Irene Rolo pretende sensibilizar a comunidade para a importância do acesso à prática desportiva por parte das pessoas com deficiência, incentivando uma reflexão sobre os preconceitos e as barreiras que ainda condicionam a sua participação na sociedade.
Fotografias destacam capacidades e participação de pessoas com deficiência
A exposição apresenta trabalhos fotográficos de Ana Gouveia e Mário Rui Gouveia, com a colaboração de Cecília Sabino, centrados nas atividades desportivas desenvolvidas no âmbito do CACI.
As imagens procuram mostrar diferentes experiências de participação no desporto, valorizando não apenas as capacidades individuais dos atletas, mas também a dedicação, a cooperação e o espírito de equipa.
Segundo a Câmara Municipal de Tavira, a iniciativa pretende contribuir para uma maior consciencialização sobre a importância da igualdade de oportunidades, convidando os visitantes a reconhecer as capacidades das pessoas com deficiência e a questionar preconceitos.
A exposição utiliza, assim, o desporto como forma de sensibilização para a inclusão, colocando em destaque o direito de todas as pessoas à prática de atividade física.
Exposição pode ser visitada até ao Dia Internacional das Pessoas com Deficiência
A inauguração de “Para Além das Barreiras” realizou-se esta sexta-feira, 23 de outubro, no Mercado Municipal de Tavira, no âmbito das iniciativas associadas ao Dia Municipal da Igualdade.
Com esta iniciativa, a Fundação Irene Rolo procura dar visibilidade às atividades desenvolvidas no Centro de Atividades e Capacitação para a Inclusão e promover uma reflexão sobre a participação das pessoas com deficiência na vida desportiva e comunitária.
A exposição pretende igualmente sensibilizar a população para a importância de construir uma sociedade mais inclusiva, baseada no respeito pela diversidade, na valorização das capacidades individuais e na igualdade de oportunidades.
A mostra permanecerá aberta ao público até 3 de dezembro, data em que se assinala o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência.
“30 dias, 30 denúncias de publicidade não identificada por influencers”
A DECO INFORMA…
Como a DECO já havia denunciado há pouco mais de um ano , apesar do marketing de influência dominar o ambiente digital e estar cada vez mais profissionalizado, é reduzido o número de influencers que identifica corretamente a natureza comercial dos conteúdos que publica e rara a utilização das etiquetas de “parceria remunerada” disponibilizadas pelas plataformas digitais de forma a tornar claro que se trata de um anúncio.
O exercício realizado pela DECO demonstra como o scroll nas redes sociais está carregado de conteúdos comerciais de influencers que preferem apresentar os conteúdos como sugestões desinteressadas e experiências pessoais e que exploram, cada vez mais, setores e produtos que trazem outro tipo de complexidade e de potenciais danos.
Entre publicidade mais banal a hotéis, marcas de roupa e cosméticos, com códigos de desconto e sorteios à mistura, está cada vez mais presente também a publicidade não identificada a suplementos alimentares, sem a sua identificação enquanto tal e a procedimentos estéticos, incluindo aplicação de injetáveis como botox.
A grande maioria das denúncias está a ser encaminhada para a Direção Geral do Consumidor, Comércio e Serviços – DGC, mas também a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica – ASAE e a Entidade Reguladora da Saúde – ERS receberam denúncias no seu âmbito de competências.
A DECO vê com preocupação que a natureza comercial dos conteúdos continue de forma reiterada a não ser identificada e que as publicações de influenciadores cada vez mais explorem áreas como a saúde e alimentação e promovam a publicidade a produtos e serviços potencialmente mais problemáticos a diferentes níveis.
Defende, por isso, mais fiscalização e que produtos e serviços que trazem maiores riscos exigem regras mais apertadas, apelando à introdução de um conjunto de restrições que melhor proteja os consumidores nos canais digitais e não só.
Para mais informação ou denúncias, contacte a equipa da DECO através de deco@deco.pt, whatsapp 966 449 110 ou 21 371 02 00.
Uma experiência gastronómica realizada a cerca de 230 metros de profundidade, na Mina de Sal-Gema de Loulé, conquistou o prémio da categoria “Turismo & Recursos Geológicos” do concurso Inova Algarve + Diversificar. O projeto “Almoço Mineiro Subterrâneo”, desenvolvido pela Tech Salt, S.A. em parceria com a Associação das Terras e das Gentes da Dieta Mediterrânea, recebeu uma distinção monetária de 2.500 euros.
O prémio foi entregue no dia 20 de outubro, durante a conferência dedicada à Fileira dos Recursos Geológicos, realizada nas instalações do NERA – Associação Empresarial da Região do Algarve, em Loulé.
A iniciativa, apresentada por Renato Godinho, propõe uma experiência turística que combina uma visita guiada ao património geológico e mineiro com uma refeição inspirada na Dieta Mediterrânica, recriando os momentos de convívio dos antigos trabalhadores da mina.
O projeto pretende valorizar a história da exploração mineira de Loulé, associando-a à gastronomia e às tradições locais, numa proposta destinada a diversificar a oferta turística da região.
Experiência combina património mineiro e gastronomia mediterrânica
O “Almoço Mineiro Subterrâneo” distingue-se pela realização de uma refeição no interior da Mina de Sal-Gema de Loulé, a aproximadamente 230 metros de profundidade.
A proposta inclui uma visita guiada, durante a qual os participantes poderão conhecer o património geológico e mineiro, seguindo-se uma experiência gastronómica inspirada nos princípios da Dieta Mediterrânica.
A recriação dos momentos de convívio dos antigos mineiros constitui um dos elementos centrais do projeto, que procura estabelecer uma ligação entre a história do local e os hábitos alimentares tradicionais.
Desenvolvida pela Tech Salt, S.A. e pela Associação das Terras e das Gentes da Dieta Mediterrânea, a iniciativa aposta na combinação de recursos geológicos, património cultural e gastronomia para criar uma oferta turística diferenciada no Algarve.
O reconhecimento foi atribuído no âmbito do concurso promovido pelo NERA, dedicado à identificação e valorização de projetos e atividades inovadores associados aos recursos e às potencialidades económicas da região.
Conferência em Loulé debate inovação no setor dos recursos geológicos
A entrega do prémio decorreu durante uma conferência dedicada à Fileira dos Recursos Geológicos, que reuniu representantes de entidades públicas, instituições académicas e empresas ligadas ao setor.
O primeiro painel abordou o contexto económico desta atividade, com intervenções de representantes da Região de Turismo do Algarve, da Universidade do Algarve e da Assimagra – Associação Portuguesa da Indústria dos Recursos Minerais.
O programa incluiu ainda uma apresentação do designer Miguel Soeiro, dedicada à inovação na combinação da pedra natural com outros materiais.
O segundo painel centrou-se nas boas práticas de inovação empresarial, contando com a participação de representantes do Geoparque Algarvensis, da Tech Salt, da Geowalks and Talks, da Pedramoca e da EDM – Empresa de Desenvolvimento Mineiro.
A sessão permitiu apresentar experiências empresariais e diferentes abordagens à valorização dos recursos geológicos, evidenciando possibilidades de inovação e diversificação económica neste setor.
Ciclo de conferências prossegue com os citrinos e a economia do mar
O ciclo de conferências do projeto Inova Algarve + Diversificar prossegue no dia 5 de novembro, com uma sessão dedicada à fileira dos citrinos.
Ao longo do mesmo mês estão também previstas conferências centradas na Economia do Mar e nas Plantas e Flores, dando continuidade à reflexão sobre a valorização dos recursos e das atividades estratégicas para a economia algarvia.
A iniciativa é organizada pelo NERA, em parceria com a Algarve Evolution, a Associação KIPT, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve (CCDR Algarve), a Região de Turismo do Algarve, a Tertúlia Algarvia e a Universidade do Algarve.
As atividades integram o projeto Inova Algarve 3.0, cofinanciado pelo Programa Regional Algarve 2030, no âmbito do Portugal 2030.
As informações sobre os projetos finalistas e o calendário das próximas sessões estão disponíveis aqui.
O Centro Cultural de Lagos vai acolher, nos dias 2 e 3 de novembro, o 15.º Encontro Nacional do Grupo de Trabalho Brincar na Cidade Educadora, dedicado à importância de brincar no desenvolvimento infantil e à criação de cidades mais amigas das crianças.
Sob o tema “À Descoberta do Brincar”, a iniciativa reunirá representantes de municípios, profissionais da educação, especialistas e parceiros locais para debater o papel da família, da escola e dos espaços públicos na promoção deste direito.
Ao longo de dois dias, os participantes vão partilhar experiências e refletir sobre as condições necessárias para proporcionar às crianças mais oportunidades de exploração, criatividade, aprendizagem e relacionamento com os outros.
A iniciativa pretende igualmente contribuir para a integração do brincar nas políticas municipais, incentivando a criação de ambientes seguros, inclusivos e estimulantes, onde as crianças possam participar ativamente na vida das comunidades.
Família, escola e espaço público no centro do debate
O programa está organizado em torno de três grandes eixos temáticos: “Brincar em Casa”, “Brincar na Escola” e “Brincar no Espaço Público”, procurando analisar de que forma os diferentes contextos influenciam as oportunidades de desenvolvimento infantil.
A sessão de abertura realiza-se no dia 2 de novembro, às 10:30, com a participação do presidente da Câmara Municipal de Lagos, Hugo Pereira.
Durante o primeiro dia, os trabalhos estarão centrados no papel da família e da comunidade educativa, através de painéis de reflexão, momentos de partilha e uma dinâmica de grupo.
O programa inclui ainda a apresentação do projeto municipal (RE)Creio.
Entre os oradores convidados encontram-se Gabriela Trevisan, socióloga da infância, e Rita Alexandre, professora da Escola Superior de Educação de Lisboa e cofundadora do projeto Gera Kairos.
Participam igualmente Leonor Pêgo, arte-educadora e coordenadora de projetos pedagógicos, e Ariana Cosme, inspetora-geral da Educação e Ciência.
As intervenções procuram aprofundar a reflexão sobre a importância das experiências lúdicas na aprendizagem, na autonomia e na socialização das crianças.
Espaços públicos e cidades amigas da infância em discussão
No segundo dia, 3 de novembro, o encontro estará dedicado ao tema “Brincar no Espaço Público”, abordando a importância do planeamento urbano e da organização das cidades na criação de oportunidades para as crianças.
A reflexão contará com a participação de Margarida Marques, arquiteta e cofundadora do projeto Rés-do-Chão, e Maria João Macedo, cofundadora do Movimento Serpentina.
O debate pretende destacar o papel dos espaços públicos enquanto locais de encontro, aprendizagem e convivência, promovendo uma maior integração das necessidades das crianças na organização dos territórios.
O encerramento institucional está previsto para as 11:00, com uma intervenção de Sara Coelho, vereadora da Educação da Câmara Municipal de Lagos.
Pelas 12:00, terá lugar a reunião da Rede do Grupo de Trabalho Brincar na Cidade Educadora.
Brincar é fundamental para a aprendizagem e o bem-estar infantil
A Câmara Municipal de Lagos destaca que brincar constitui uma dimensão essencial do desenvolvimento das crianças, contribuindo para a criatividade, a autonomia, a socialização e o bem-estar.
Mais do que uma atividade recreativa, o brincar representa uma forma de descobrir o mundo, experimentar diferentes situações, desenvolver competências e estabelecer relações.
É neste contexto que o Grupo de Trabalho Brincar na Cidade Educadora promove a cooperação entre municípios e outros agentes, incentivando a inclusão das experiências lúdicas nas políticas e práticas locais.
Esta abordagem está alinhada com os princípios das Cidades Educadoras, que reconhecem o potencial educativo dos espaços e das experiências da vida quotidiana, defendendo a participação das comunidades na construção de territórios mais acessíveis e inclusivos.
A realização do encontro em Lagos pretende, assim, aprofundar o debate sobre a responsabilidade das cidades na criação de condições que permitam às crianças brincar livremente e participar na vida comunitária.
A participação no 15.º Encontro Nacional do Grupo de Trabalho Brincar na Cidade Educadora está sujeita a inscrição, até 23 de outubro de 2026, através do formulário disponibilizado aqui.
A celebração do São Martinho vai reunir militantes, simpatizantes e a comunidade em geral numa iniciativa promovida pelas Mulheres Social-Democratas (MSD) de Portimão, marcada para 11 de novembro, às 19:00, no Outro Bar, na Praia da Rocha. O encontro conta com o apoio da Distrital do PSD Algarve e pretende proporcionar um momento de convívio e aproximação entre participantes de diferentes gerações.
A iniciativa insere-se nas comemorações tradicionais de São Martinho e, segundo a organização, procura criar um espaço informal de encontro, partilha e diálogo entre os participantes.
O programa prevê momentos de animação e confraternização, numa iniciativa que pretende também incentivar a participação cívica e reforçar os laços de proximidade entre militantes, simpatizantes e cidadãos.
Iniciativa pretende promover convívio e participação cívica
De acordo com as Mulheres Social-Democratas de Portimão, a realização deste encontro procura conciliar a celebração de uma tradição popular com a promoção do diálogo e da participação da comunidade.
A estrutura partidária destaca a importância de proporcionar oportunidades de convívio entre pessoas de diferentes gerações, valorizando a proximidade e a partilha de experiências.
A organização considera ainda que iniciativas desta natureza permitem manter vivas as tradições e criar momentos de contacto entre militantes, simpatizantes e outros cidadãos, fora do contexto das atividades políticas habituais.
O encontro realiza-se no dia 11 de novembro, a partir das 19:00, no Outro Bar, na Praia da Rocha, em Portimão, e está aberto à participação da comunidade em geral.
A participação está sujeita a inscrição prévia, devendo os interessados contactar a organização para obter informações adicionais sobre o evento.
O histórico Palacete Belmarço, em Faro, vai abrir as portas ao público no sábado, 24 de outubro, para duas visitas ao seu interior, acompanhadas por momentos de música coral e teatro. A iniciativa, promovida pela Associação Cultural Música XXI, integra a terceira edição do projeto Noites da Lua Nova e terá sessões às 17:00 e às 18:00, mediante inscrição prévia.
O evento permitirá aos participantes conhecer o interior do edifício, projetado em 1912 pelo arquiteto Norte Júnior e recentemente restaurado, numa visita que contará com o acompanhamento do diretor do Museu Municipal de Faro, Marco Lopes.
A abertura do espaço é proporcionada pela empresa Suburbs, proprietária do imóvel, onde funciona atualmente a sede da empresa de vinhos Couteiro-Mor.
Diretor do Museu Municipal de Faro acompanha visita ao palacete
A visita será orientada por Marco Lopes, que apresentará a história e o enquadramento cultural do Palacete Belmarço, permitindo aos participantes conhecer melhor o percurso deste edifício da cidade de Faro.
Segundo a organização, o imóvel foi recentemente submetido a uma intervenção de restauro que procurou recuperar as características originais da construção, conciliando os elementos arquitetónicos históricos com soluções contemporâneas.
Projetado em 1912 pelo arquiteto Norte Júnior, o palacete constitui o elemento central desta iniciativa, que pretende aproximar o público do património arquitetónico e cultural da cidade.
O programa será complementado por atuações do coral feminino Outras Vozes, dirigido pelo maestro Paulo Cunha, e do Teatro DoisMaisUm, com encenação de António Gambóias e Ana Cristina Oliveira.
A combinação entre a visita histórica, a música e o teatro integra o conceito do projeto Noites da Lua Nova, promovido pela Associação Cultural Música XXI.
Duas sessões com inscrição obrigatória
A iniciativa terá lugar no sábado, 24 de outubro, com duas sessões, às 17:00 e às 18:00.
A participação está sujeita a inscrição obrigatória, através do endereço eletrónico musicaxxi@gmail.com, devendo os interessados indicar o horário da sua preferência.
O número de participantes será limitado à lotação do espaço.
O projeto Noites da Lua Nova encontra-se na sua terceira edição e conta com o apoio da Câmara Municipal de Faro e da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR), através da Unidade de Cultura.
Com esta iniciativa, a Associação Cultural Música XXI pretende proporcionar uma experiência que associa o conhecimento do património histórico de Faro a diferentes formas de expressão artística, através de um programa que reúne arquitetura, história, música e teatro.
O Pavilhão Desportivo de Albufeira vai receber, no dia 14 de novembro, o Grand Prix de jiu-jitsu Algarve 2026, uma competição que reúne 16 atletas de faixa preta, distribuídos por duas categorias de peso, com prémios monetários de mil euros para os vencedores. A iniciativa inclui ainda um festival de comida de rua, concertos e animação musical, prolongando-se até à 01:00.
Organizado pelo Clube Desportivo Areias S. João, o evento integra as celebrações de Albufeira como Cidade Europeia do Desporto e pretende combinar uma competição de artes marciais com um programa de entretenimento aberto ao público.
As portas do recinto abrem às 18:00, com a componente gastronómica e musical a decorrer no espaço exterior do pavilhão. A competição desportiva tem início marcado para as 20:00.
Competição reúne 16 atletas de faixa preta e atribui prémios de mil euros
O Grand Prix contará exclusivamente com atletas de faixa preta, selecionados pela organização com base no desempenho desportivo e na representatividade geográfica.
A competição estará dividida em duas categorias de peso, até 76 quilogramas (-76 kg) e acima de 76 quilogramas (+76 kg), cada uma com oito participantes.
Os combates serão disputados num formato eliminatório, com uma particularidade: a vitória terá de ser alcançada obrigatoriamente por finalização, não estando previsto outro critério para decidir os confrontos.
Os atletas vencedores avançarão sucessivamente até à final da respetiva categoria, estando em disputa um prémio monetário de 1.000 euros para cada um dos dois vencedores.
A organização pretende, através deste formato, proporcionar uma competição centrada na vertente técnica do jiu-jitsu, privilegiando combates decididos por submissão.
Comida de rua e música ao vivo completam programa
A componente gastronómica começa às 18:00, no recinto exterior do Pavilhão Desportivo de Albufeira, onde será instalada uma praça de alimentação com diferentes propostas de comida de rua.
Entre os participantes encontram-se o Zeca’s Street Food, com especialidades mexicanas, a Ki Pizza, a Casinha das Bifanas e o Wine and Sushi, com propostas de cozinha japonesa.
A oferta de sobremesas ficará a cargo do Brutus Açaí e de O Toque Divino de Franceli Salomé, enquanto o Ivo Alves Drinks será responsável pela preparação de cocktails.
A animação musical inicial será assegurada pela banda local Ben and the Pirates, antes do início dos combates no interior do pavilhão.
Depois da competição, a programação regressa ao espaço exterior para um momento de convívio entre o público e os atletas, acompanhado pela atuação do DJ Teaga.
O Grand Prix Jiu-Jitsu Algarve 2026 conta com o apoio institucional da Câmara Municipal de Albufeira e da Junta de Freguesia de Albufeira e Olhos de Água.
O evento realiza-se no sábado, 14 de novembro, com abertura de portas às 18:00, início da competição às 20:00 e encerramento previsto para a 01:00.
Os moradores e estabelecimentos da Rua Ataíde de Oliveira, em Silves, vão sofrer uma interrupção temporária do abastecimento de água na próxima terça-feira, 27 de outubro, devido à realização de trabalhos de ligação à rede pública. A suspensão está prevista entre as 09:00 e as 13:00, de acordo com a informação divulgada pela Câmara Municipal de Silves.
A intervenção destina-se à execução de um ramal de ligação à rede pública de abastecimento, tornando necessário interromper o fornecimento durante um período estimado de quatro horas.
Autarquia disponibiliza contacto para esclarecimentos
A Câmara Municipal de Silves assegura que serão desenvolvidas as diligências necessárias para que os trabalhos decorram com a maior rapidez possível, procurando minimizar os transtornos provocados pela suspensão do fornecimento.
A autarquia agradece a compreensão dos munícipes e dos restantes utilizadores da rede de abastecimento de água afetados pela intervenção.
Para esclarecimentos ou informações adicionais, os interessados podem contactar o Piquete de Águas da Câmara Municipal de Silves através do número 282 440 860.
O trabalho desenvolvido pela Câmara Municipal de Tavira na promoção da igualdade de oportunidades e no combate à discriminação foi reconhecido com uma menção honrosa na 8.ª edição do Prémio “Viver em Igualdade”, referente ao biénio 2026–2027. A distinção foi atribuída pelo júri de seleção da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG), após a avaliação de 71 candidaturas.
O reconhecimento destaca as políticas e iniciativas desenvolvidas pelo município em articulação com entidades e redes locais, nomeadamente nas áreas da prevenção da violência de género, da dignidade menstrual e da defesa dos direitos das mulheres.
O prémio distingue autarquias que integram os princípios da igualdade e da não discriminação nas suas políticas e práticas de governação, tendo em consideração as medidas implementadas no ano da candidatura e nos dois anos anteriores.
Plano Municipal para a Igualdade orienta políticas locais até 2030
Entre os instrumentos que sustentam a atuação da autarquia encontra-se o Plano Municipal para a Igualdade e Não Discriminação 2025–2030, que estabelece orientações para integrar estes princípios nas diferentes áreas de intervenção municipal.
Segundo a Câmara de Tavira, o plano procura assegurar que a igualdade de oportunidades e o combate à discriminação sejam considerados de forma transversal na definição e execução das políticas públicas locais.
Durante o período abrangido pela candidatura, o município promoveu diversas iniciativas de sensibilização e participação comunitária, procurando envolver a população em questões relacionadas com os direitos humanos e a igualdade de género.
Entre as ações destacadas encontra-se a participação na campanha internacional “Orange the World – 16 Dias de Ativismo Contra a Violência Baseada no Género”, dedicada à sensibilização para a prevenção e o combate à violência contra mulheres e raparigas.
A autarquia salienta igualmente a colaboração com a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV), bem como a realização de iniciativas no âmbito do Dia Internacional da Mulher.
O trabalho desenvolvido inclui ainda ações relacionadas com a dignidade menstrual e a valorização dos direitos das mulheres, integradas na estratégia municipal de promoção da igualdade e da inclusão social.
Prémio nacional reconhece boas práticas das autarquias
O Prémio “Viver em Igualdade” é uma iniciativa bienal promovida pela Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género, no âmbito da Estratégia Nacional para a Igualdade e a Não Discriminação 2018–2030.
A distinção pretende reconhecer municípios que desenvolvem práticas relevantes na integração da perspetiva da igualdade nas políticas públicas e na gestão dos respetivos territórios.
As menções honrosas podem ser atribuídas a candidaturas que se destaquem pela relevância ou qualidade das medidas apresentadas, mesmo não sendo distinguidas com o prémio principal.
Na edição correspondente ao biénio 2026–2027, o júri avaliou 71 candidaturas, tendo reconhecido o trabalho desenvolvido pelo Município de Tavira.
Para a autarquia, a menção honrosa constitui um reconhecimento do percurso realizado nesta área e um incentivo à continuidade das medidas destinadas a promover a igualdade de oportunidades, a dignidade e o respeito pelos direitos humanos.
Um homem de 43 anos foi detido pela Guarda Nacional Republicana (GNR), na quarta-feira, 21 de outubro, no concelho de Tavira, por suspeitas de tráfico de estupefacientes, depois de os militares terem encontrado droga na sua posse durante uma ação de patrulhamento. A intervenção resultou na apreensão de 208 doses de heroína, duas doses de cocaína e um spray de defesa pessoal.
A detenção foi efetuada pelo Núcleo de Investigação Criminal (NIC) de Tavira, pertencente ao Comando Territorial de Faro da GNR, na sequência de uma abordagem a um indivíduo que apresentava um comportamento considerado suspeito pelos militares.
De acordo com a GNR, durante a fiscalização foi encontrado produto estupefaciente na posse do homem, tendo sido desenvolvidas diligências policiais que culminaram na apreensão da droga e de outro material.
Operação contou com apoio de equipa cinotécnica de deteção de droga
No total, os militares apreenderam 208 doses de heroína, duas doses de cocaína e um spray de defesa pessoal.
A operação contou com o apoio do Posto Territorial de Vila Real de Santo António e de um binómio cinotécnico especializado na deteção de estupefacientes, pertencente ao Destacamento de Intervenção (DI) de Faro.
Segundo a GNR, os factos foram remetidos ao Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Olhão, para os procedimentos legais subsequentes.
A Câmara Municipal de Lagoa aprovou, a 20 de outubro, uma proposta de alteração simplificada do Plano Diretor Municipal (PDM) que poderá permitir a construção de 743 habitações na Unidade de Execução do Calvário, na freguesia de Estômbar e Parchal.
A intervenção abrange cerca de 12 hectares de terreno atualmente classificado como solo rústico e prevê que 520 fogos sejam destinados a habitação acessível, enquanto os restantes 223 poderão ser comercializados no mercado livre.
A decisão, tomada em reunião do executivo municipal, pretende criar condições para aumentar a oferta habitacional no concelho, através da reclassificação de solo rústico para urbano, permitindo a concretização de um projeto imobiliário financiado por investimento privado.
Segundo a autarquia, a proposta estabelece que pelo menos 70% da área total de construção acima do solo, correspondente a aproximadamente 71.374 metros quadrados, seja destinada a habitação pública, arrendamento acessível ou habitação a custos controlados.
A aprovação da proposta constitui uma etapa do procedimento urbanístico, ficando a concretização do empreendimento dependente do cumprimento das exigências legais e das condições de execução, urbanização e edificação previstas.
Mais de 500 habitações destinadas a soluções de acesso a preços comportáveis
Dos 743 fogos previstos para a Unidade de Execução do Calvário, 520 deverão integrar soluções de habitação acessível, enquanto 223 ficarão destinados ao mercado livre.
A autarquia considera que esta distribuição poderá contribuir para responder às dificuldades sentidas pelas famílias na compra ou arrendamento de casa, particularmente num contexto em que o acesso à habitação constitui uma das principais preocupações do município.
O presidente da Câmara Municipal de Lagoa, Luís António Alves Encarnação, destaca a importância da proposta para aumentar a oferta de casas a preços comportáveis e criar condições para a fixação de população.
“O acesso à habitação é um dos maiores desafios que enfrentamos enquanto sociedade e exige respostas concretas, capazes de produzir efeitos na vida das pessoas. Com esta decisão, estamos a criar condições para aumentar significativamente a oferta habitacional em Lagoa, dando uma importância muito particular à habitação a custos controlados e às soluções de acesso à habitação a preços comportáveis para as famílias”, afirma o autarca.
“Queremos um concelho onde os jovens possam construir o seu projeto de vida, onde as famílias encontrem condições para se fixar e onde viver em Lagoa não se torne um privilégio reservado a quem tem maior capacidade financeira. Este é um passo relevante nesse caminho, que deverá ser acompanhado pelo cumprimento das condições previstas e pela concretização das soluções habitacionais propostas”, acrescenta.
Projeto contempla espaços verdes, acessibilidades e melhorias na rede viária
A área abrangida pela proposta situa-se na Unidade de Execução do Calvário, atualmente classificada como solo rústico, mas contígua a uma zona urbana consolidada e servida pela Estrada Municipal n.º 125.
A alteração ao PDM pretende permitir uma ocupação urbanística articulada com a envolvente, integrando não apenas novas habitações, mas também espaços verdes, espaços públicos e percursos destinados à circulação pedonal e ciclável.
O projeto prevê igualmente a instalação das infraestruturas necessárias ao desenvolvimento da área e a criação de uma via estruturante, destinada a contribuir para a melhoria da rede viária urbana.
Está ainda previsto o alargamento do troço adjacente da Estrada Municipal n.º 125, tendo em consideração as necessidades de circulação que poderão resultar da futura operação urbanística.
Segundo a Câmara Municipal, estas intervenções deverão assegurar que o crescimento habitacional é acompanhado por condições adequadas de acessibilidade e utilização do espaço público.
Lagoa poderá ser o primeiro município algarvio a recorrer a este mecanismo legal
O procedimento de alteração simplificada do PDM é desenvolvido ao abrigo do artigo 72.º-B do Regime Jurídico dos Instrumentos de Gestão Territorial (RJIGT), no contexto das alterações legislativas que permitem a reclassificação de solos para fins habitacionais.
De acordo com os elementos apresentados pela autarquia, trata-se da primeira iniciativa desta natureza no Algarve, recorrendo a este mecanismo para disponibilizar terrenos destinados à construção de habitação.
O processo implica a atualização do regulamento e da planta de ordenamento do PDM de Lagoa, não correspondendo à elaboração de um plano de pormenor.
A proposta integra a Estratégia Local de Habitação do município e os objetivos de reforço da oferta habitacional, promoção da coesão social e qualificação urbana.
Apesar da aprovação pelo executivo municipal, a concretização das 743 habitações continuará sujeita aos procedimentos legais aplicáveis e ao cumprimento das condições urbanísticas estabelecidas.
A gastronomia do Algarve volta a marcar presença na Feira do Vinho e do Mar (VIMAR), que decorre nos dias 26 e 27 de outubro, no Espaço Santa Fe, em Huelva, Espanha. A Eurocidade do Guadiana, que reúne os municípios de Castro Marim, Vila Real de Santo António e Ayamonte, participa na quinta edição do certame através da marca de turismo gastronómico “Sabor Frontera”, com demonstrações culinárias que vão destacar o sal artesanal de Castro Marim e os vinhos algarvios.
A participação representa o quarto ano consecutivo de colaboração entre a Eurocidade do Guadiana e a VIMAR, iniciada na edição de 2023, realizada em Ayamonte.
A iniciativa pretende divulgar os produtos e as tradições culinárias partilhadas pelos territórios das duas margens do Guadiana, promovendo simultaneamente o contacto entre produtores, distribuidores, cozinheiros e operadores turísticos portugueses e espanhóis.
Sal artesanal de Castro Marim e vinhos de Silves em destaque
Entre os principais momentos da participação algarvia estão duas demonstrações culinárias protagonizadas pelos chefs Jossara Martins e Adrián Casado, que vão explorar a relação entre os produtos tradicionais do Algarve e da costa de Huelva.
Jossara Martins apresentará uma proposta que combina técnicas tradicionais da cozinha algarvia com abordagens contemporâneas, dando particular destaque ao sal artesanal de Castro Marim.
A demonstração pretende valorizar este produto tradicional, associado à atividade salineira do território, e evidenciar as suas características na preparação de diferentes pratos.
O Chef Adrián Casado. Crédito: Eurocidade do Guadiana
Por sua vez, Adrián Casado, do restaurante A3 – Casa Manolo, vai preparar ao vivo um tártaro picante de atum-rabilho, acompanhado por beringela glaceada e iogurte de hortelã e lima.
O prato será harmonizado com o vinho algarvio Sentidos Tato Branco, produzido pela Quinta dos Sentidos, em Silves, numa combinação que procura aproximar os sabores da cozinha da costa de Huelva e a produção vinícola do Algarve.
A programação dará ainda destaque a produtos característicos das duas margens do Guadiana, como o atum-rabilho, o marisco do Atlântico, o sal artesanal e os vinhos associados à influência marítima.
Eurocidade do Guadiana reforça ligação gastronómica entre Portugal e Espanha
A presença da Eurocidade do Guadiana na VIMAR integra uma estratégia de cooperação transfronteiriça que procura valorizar a proximidade histórica, cultural e gastronómica entre o sotavento algarvio e a província espanhola de Huelva.
Silvia Madeira, diretora da Eurocidade do Guadiana, considera que a feira constitui uma oportunidade para apresentar a identidade gastronómica comum aos dois territórios.
“A VIMAR é o cenário ideal para mostrar que o rio Guadiana não nos separa, mas que, ao longo do tempo, tem enriquecido a nossa gastronomia, através da fusão das nossas tradições e formas de cozinhar. Com o ‘Sabor Frontera’, não apresentamos apenas pratos e produtos, mas proporcionamos uma experiência cultural viva, que convida a viajar e a saborear dois países num único destino”, afirma a responsável, citada no comunicado da organização.
A diretora da VIMAR, Ana Martínez, destaca igualmente a importância da colaboração com a Eurocidade do Guadiana, que participa no evento desde 2023.
“A participação da Eurocidade do Guadiana é o verdadeiro coração do nosso espírito ibérico. Desde que se juntou à feira, na edição realizada em Ayamonte, em 2023, o seu apoio tem sido fundamental para consolidar a VIMAR como uma verdadeira plataforma de negócios, cultura e fraternidade gastronómica. Demonstra, ano após ano, que a cooperação transfronteiriça não é um conceito teórico, mas uma realidade concreta, que se saboreia em cada prato e em cada copo que partilhamos de ambos os lados da fronteira”, sublinha Ana Martínez.
A iniciativa “Sabor Frontera” procura, assim, promover o património gastronómico partilhado entre Portugal e Espanha, utilizando a culinária como instrumento de divulgação turística e de aproximação entre produtores e profissionais dos dois países.
Feira reúne produtores, cozinheiros e agentes turísticos
A Feira do Vinho e do Mar é um encontro profissional e gastronómico dedicado à ligação entre os setores vitivinícola, pesqueiro e turístico de Portugal e da Andaluzia.
O certame reúne produtores, adegas, cozinheiros, instituições e representantes do setor turístico, procurando promover oportunidades de colaboração empresarial, inovação agroalimentar e desenvolvimento da economia azul.
A quinta edição conta com o patrocínio de entidades do Governo regional da Andaluzia e do Município de Huelva, além do apoio da Diputación de Huelva, do Porto de Huelva e da Fundación Caja Rural del Sur, entre outras instituições.
A Eurocidade do Guadiana, formada pelos municípios de Castro Marim, Vila Real de Santo António e Ayamonte, desenvolve projetos conjuntos nas áreas do turismo, cultura, desporto e ambiente, procurando promover a cooperação entre os territórios fronteiriços.
A participação na VIMAR 2026 insere-se nessa estratégia, dando particular visibilidade à produção gastronómica do sotavento algarvio e às ligações culturais e económicas estabelecidas ao longo do rio Guadiana.