A ministra Cármen Lúcia, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) preste informações, em até 48 horas, sobre a viabilidade da gratuidade para linhas de transporte que conectam municípios vizinhos situados em estados diferentes.
A decisão foi tomada em ação apresentada pela coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que pediu ao Supremo a extensão da gratuidade para todo o transporte coletivo interestadual no próximo domingo (25). Cármen negou a liminar, mas determinou que o TSE esclareça como trata os casos de linhas que cruzam divisas estaduais entre cidades vizinhas.
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Segundo a ministra, não há elementos suficientes para ampliar a medida a todo o transporte interestadual a poucos dias da votação. Ela afirmou que a mudança seria de “difícil equacionamento e execução” no prazo disponível, sem dados mínimos e sem tempo suficiente para a atuação do TSE e dos 27 tribunais regionais eleitorais.
Cármen, porém, considerou que há “plausibilidade jurídica” no pedido alternativo para garantir a gratuidade em linhas que ligam municípios vizinhos de estados diferentes. Por isso, requisitou informações ao TSE antes de voltar a analisar o caso.
Esse quadro demonstra a necessidade de se requisitar, com urgência, informações ao Tribunal Superior Eleitoral, para que seja especificado o entendimento e os dados havidos naquele órgão quanto à gratuidade do transporte público coletivo que habitualmente liga municípios vizinhos situados em Estados distintos, na data do segundo turno das eleições de 2026.
Cármen Lúcia
A ação foi protocolada em 16 de outubro e busca ampliar os efeitos de uma decisão tomada pelo STF em 2023. Na ocasião, a Corte determinou que, enquanto não houver lei sobre o tema, o transporte coletivo urbano municipal e intermunicipal, inclusive o metropolitano, seja gratuito nos dias de votação e funcione com frequência compatível à dos dias úteis.
A coligação do petista sustenta que nem a decisão do Supremo nem a regulamentação do TSE mencionam expressamente o transporte interestadual. Com isso, argumentam, eleitores que dependem de linhas que atravessam divisas estaduais para chegar a municípios vizinhos podem ficar fora da regra de gratuidade.
O experiente goleiro Thibaut Courtois afirmou que foi excluído do grupo de WhatsApp do elenco da seleção da Bélgica. O arqueiro anunciou em setembro que não disputaria a Liga das Nações pela equipe nacional.
O goleiro conversou com o técnico Van Bommel e disse que se afastaria por um tempo da seleção. No entanto, deixou em aberto a possibilidade de voltar a ser convocado no futuro, se colocando à disposição para as Eliminatórias da Eurocopa de 2028.
“Fui expulso do grupo de WhatsApp dos jogadores. Esse grupo é usado para comunicar informações, como horários de treino. Há algumas mensagens de vez em quando, mas não muitas”, afirmou o belga em entrevista à “Dazn”.
“Nunca fui para a seleção esperando jogar automaticamente. Conheço minhas qualidades e sei que posso ser importante para a equipe. Ninguém precisa me garantir uma vaga no time titular”, disparou.
“Nós estamos muito orgulhosos de tudo o que fizemos até agora. Eu sei que muitas vezes você recebe críticas como ‘a geração de ouro nunca ganhou nada’, mas nós somos a Bélgica, não somos a Inglaterra, não somos a Espanha, não somos a França. Nós somos um pequeno país de quase 12 milhões de pessoas que, em grandes torneios, fez coisas incríveis”, discursou na ocasião.
Montar uma carteira diversificada é uma das estratégias utilizadas por investidores para reduzir a dependência do desempenho de uma única aplicação. Ao distribuir o patrimônio entre diferentes classes de ativos, setores e mercados, é possível combinar diferentes fontes de risco e retorno e construir uma estratégia mais adequada aos objetivos financeiros.
Diversificação, porém, não significa simplesmente acumular produtos. Uma carteira com muitos investimentos pode continuar concentrada se todos estiverem sujeitos aos mesmos fatores de risco. O ponto central é combinar ativos com características e comportamentos diferentes.
A definição dessa composição deve levar em conta fatores como perfil de risco, prazo e objetivos financeiros. Também é importante entender que uma carteira bem estruturada não precisa ser modificada sempre que a Bolsa, o câmbio ou os juros oscilarem.
O que é uma carteira de investimentos diversificada?
Para a gerente de Estratégia de Investimentos do Inter, Daniela Barreto, uma carteira diversificada é aquela que distribui o patrimônio entre diferentes investimentos de acordo com uma estratégia previamente definida. A ideia é evitar que o resultado financeiro dependa excessivamente de um único ativo, setor ou cenário econômico. A gerente pontua que a diversificação pode envolver diferentes classes de ativos:
Renda fixa: pode contribuir para previsibilidade, preservação de capital e objetivos de diferentes prazos
Renda variável: oferece maior potencial de valorização, mas também está sujeita a oscilações mais intensas
Fundos de investimento: permitem acesso a estratégias e mercados variados por meio de uma mesma estrutura
Investimentos internacionais: ampliam a diversificação geográfica e reduzem a dependência exclusiva da economia brasileira
Alternativas: podem ser consideradas conforme o perfil, o horizonte e os objetivos do investidor
O benefício da diversificação está na combinação de investimentos que não necessariamente reagem da mesma maneira aos movimentos do mercado. Quando um ativo tem desempenho negativo, outro pode sofrer impacto menor ou até apresentar resultado positivo. Nesse contexto, o investidor precisa observar quais riscos estão por trás de cada aplicação e como eles se relacionam.
Como definir a composição de uma carteira diversificada
Daniela Barreto observa que a alocação precisa ser compatível com a capacidade e a disposição do investidor de assumir riscos, além do prazo e da finalidade de cada recurso.
Um dos primeiros passos é separar os objetivos financeiros. Dinheiro destinado à reserva de emergência, por exemplo, possui necessidades diferentes daqueles recursos que serão utilizados para aposentadoria ou para um projeto de longo prazo. Também é importante considerar:
Perfil de risco: investidores conservadores, moderados e arrojados podem ter diferentes níveis de exposição a ativos voláteis
Horizonte de investimento: quanto mais distante estiver o objetivo, maior pode ser a capacidade de suportar oscilações, desde que isso seja compatível com o perfil
Objetivo financeiro: comprar um imóvel, formar uma reserva ou buscar crescimento patrimonial exige estratégias diferentes
Necessidade de liquidez: recursos que podem ser necessários no curto prazo não devem ser submetidos aos mesmos riscos de um investimento de longo prazo
Diversificação geográfica e setorial: distribuir os investimentos entre diferentes mercados pode diminuir a dependência de uma única economia ou segmento
A idade também pode influenciar a estratégia, mas não deve ser analisada isoladamente. Uma pessoa mais jovem pode ter um horizonte maior para determinados objetivos, enquanto alguém próximo de utilizar o patrimônio pode priorizar maior estabilidade. Em ambos os casos, perfil de risco, renda, patrimônio e metas precisam ser considerados em conjunto.
Quando é preciso mudar ou rebalancear a carteira?
Revisar uma carteira não significa trocar constantemente os investimentos. Uma estratégia pode permanecer praticamente igual durante longos períodos quando os objetivos e as condições que justificaram a alocação continuam válidos.
Uma revisão formal pode ser realizada semestralmente ou anualmente, além de ser antecipada quando ocorrer algum evento relevante. Entre os principais gatilhos estão:
Mudança no cenário econômico: alterações significativas em juros, inflação ou câmbio podem modificar as perspectivas de determinadas classes de ativos
Mudança de objetivo: a proximidade da compra de um imóvel ou da aposentadoria, por exemplo, pode exigir uma nova distribuição dos recursos
Alteração do horizonte: quanto mais próximo estiver o momento de utilizar o dinheiro, menor tende a ser a capacidade de suportar grandes oscilações
Desvio na participação dos ativos: uma forte valorização pode fazer determinado investimento ocupar uma parcela muito maior da carteira do que a planejada
Mudança no perfil de risco: circunstâncias financeiras e pessoais podem alterar a capacidade ou a disposição de assumir riscos
Nessas situações, uma das alternativas é o rebalanceamento. O processo consiste em ajustar os pesos dos investimentos para que a carteira volte, total ou parcialmente, à distribuição definida na estratégia.
Por exemplo, se a renda variável deveria representar 30% da carteira, mas uma forte valorização fez essa participação chegar a 40%, o investidor pode avaliar a necessidade de reduzir essa exposição e direcionar recursos para outras classes.
É preciso mudar os investimentos sempre que o mercado oscila?
Não. Oscilações de curto prazo, por si só, não são necessariamente motivo para modificar uma carteira. Um dos riscos para o investidor é tomar decisões impulsivas diante de quedas ou altas do mercado. Vender um ativo depois de uma desvalorização e recomprá-lo quando os preços já subiram pode transformar uma oscilação temporária em uma perda efetiva. Uma rotina de acompanhamento pode ser mais eficiente quando segue alguns princípios:
Definir previamente a alocação de acordo com objetivos e perfil
Acompanhar a participação de cada classe de ativo
Estabelecer critérios para o rebalanceamento
Revisar a estratégia diante de mudanças estruturais
Evitar alterações motivadas exclusivamente por notícias ou movimentos de curto prazo
Considerar o prazo de cada objetivo antes de aumentar ou reduzir a exposição ao risco
Plataformas digitais também podem facilitar o acompanhamento. O Super App Inter reúne alternativas de investimento para diferentes perfis e permite acompanhar os recursos em um mesmo ambiente. A ferramenta pode ajudar na visualização da carteira, mas a decisão sobre a alocação deve continuar baseada nos objetivos e no perfil de cada investidor.
FAQ – Perguntas frequentes sobre carteira diversificada de investimentos
O que significa ter uma carteira diversificada?
Significa distribuir o patrimônio entre diferentes classes de ativos, setores, estratégias ou regiões, buscando reduzir a dependência de uma única fonte de risco ou retorno.
Quantos investimentos são necessários para uma carteira ser diversificada?
Não existe um número ideal. O mais importante é analisar a exposição aos diferentes riscos. Muitos produtos semelhantes podem continuar formando uma carteira concentrada.
Como escolher a proporção entre renda fixa e renda variável?
A divisão deve considerar perfil de risco, objetivos, prazo, necessidade de liquidez e capacidade financeira. Não existe uma proporção única adequada para todos os investidores.
Com que frequência devo revisar minha carteira?
Uma revisão formal pode ser feita semestralmente ou anualmente. Também é recomendável reavaliar a estratégia diante de mudanças importantes nos objetivos, no perfil, no horizonte financeiro ou no cenário econômico.
Preciso mudar minha carteira quando a Selic muda?
Não necessariamente. A mudança dos juros altera as condições de diferentes investimentos, mas não significa que seja necessário fazer alterações bruscas. A decisão deve considerar a estratégia como um todo.
O que é rebalanceamento de carteira?
É o ajuste da participação dos investimentos para aproximar a carteira das proporções estabelecidas originalmente. Ele permite corrigir concentrações sem necessariamente abandonar a estratégia de longo prazo.
Investimentos internacionais ajudam a diversificar?
Sim. Ativos de outros países podem ampliar a diversificação geográfica e reduzir a dependência do desempenho da economia brasileira. A proporção adequada depende dos objetivos e do perfil do investidor.
Qual é um erro comum ao diversificar investimentos?
Um dos principais é confundir quantidade de produtos com diversificação. Outro é concentrar recursos em um ativo que teve bom desempenho recentemente ou alterar a carteira frequentemente por causa das oscilações de curto prazo.
A Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro divulgou, nesta quarta-feira (21), que o Centro Estadual de Diagnóstico para o Transtorno do Espectro Autista (CedTEA), voltado para maiores de 18 anos, é a primeira unidade do estado a oferecer atendimento especializado para adultos que buscam avaliação sobre o TEA.
O CedTEA 18+ é uma nova unidade administrada pela Fundação Saúde, que realiza a avaliação para o diagnóstico em oito encontros com profissionais de diversas especialidades para que se chegue a um diagnóstico preciso.
O atendimento começa com o acolhimento pela assistência social para entender o contexto da vida do paciente, e conta com consultas de psiquiatria e de neuropsicologia.
Só nestes três primeiros meses de funcionamento, 78 adultos foram encaminhados ao local para a investigação da suspeita diagnóstica. Entre as principais queixas entre os pacientes, estão as dificuldades de interação social.
A investigação feita pela unidade também pode identificar características semelhantes a outras condições do neurodesenvolvimento que não o TEA.
O Departamento de Estado dos Estados Unidos ordenou que alguns diplomatas e seus familiares deixem suas missões na Arábia Saudita, informaram autoridades norte-americanas à Reuters.
Além disso, o governo de Donald Trump planeja retirar familiares de várias outras missões norte-americanas no Golfo Pérsico, ainda de acordo com as fontes.
O porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott, afirmou em uma postagem no X que o departamento ordenou a saída de “funcionários não essenciais do governo dos EUA e seus familiares apenas na Arábia Saudita”, em meio aos ataques dos Houthis, um grupo apoiado pelo Irã, do Iêmen contra alvos civis no país.
O governo Trump havia enviado de volta alguns integrantes do corpo diplomático à região nos últimos meses, depois que muitos haviam sido retirados quando o Irã lançou ataques de retaliação contra instalações norte-americanas após o início da guerra dos EUA e de Israel contra o Irã, no final de fevereiro.
“Os Houthis, apoiados pelo Irã, têm se envolvido cada vez mais em hostilidades contra a Arábia Saudita, incluindo ataques a aeroportos civis e outras infraestruturas críticas, resultando em vítimas civis e graves interrupções nas viagens”, justificou Pigott.
Quatro autoridades norte-americanas disseram à Reuters que as missões dos EUA em outros países do Golfo Pérsico também estariam ordenando que familiares deixassem o local.
Pigott não se pronunciou sobre mudanças em outras missões fora da Arábia Saudita.
A embaixada dos EUA em Riade emitiu um alerta de segurança nesta quarta-feira (21) sobre possíveis novos ataques dos houthis à Arábia Saudita, após recentes ataques mortais, incluindo um ao aeroporto de Riade.
Capitão do Manchester United, Bruno Fernandes disse que seu time não pressionou o suficiente e adotou um “clima de derrota” depois de sofrer um gol cedo na derrota por 4 a 1 para o Como, nesta quarta-feira (21), pela Champions League.
“Começamos com o pé errado, e eles marcaram muito cedo”, disse Bruno Fernandes à TNT Sports. “Não houve pressão suficiente sobre a bola, nem muitos bons movimentos sem a bola. Muitas coisas não saíram como queríamos.”
“É uma decisão da comissão técnica não pressionar homem a homem e, às vezes, deixar espaço nas costas e tentar pegar a bola, esperá-los, mas, às vezes, quando você dá espaço a essas equipes, elas ganham confiança”, afirmou.
Fernandes evita criticar Carrick, mas pede mais coragem
Questionado se seus comentários significavam uma crítica à tática de Carrick, Fernandes respondeu: “Isso cabe ao técnico e à comissão avaliarem, não a mim.”
“Às vezes você precisa ser mais corajoso sob pressão, assumir o risco de pressionar alto e deixá-los desconfortáveis.”
“Foi mais do que decepcionante”, disse à TNT Sports o técnico de 45 anos. “Acho que todos precisam assumir a responsabilidade. Eu assumo a responsabilidade pelo time e pelo desempenho como um todo, isso para em mim, e estou bem com isso.”
Carrick pede desculpas pela atuação do United
“Mas, como torcedor deste clube, ver uma atuação como essa é inaceitável, preciso dizer.”
Carrick disse que o time não mostrou a intensidade necessária.
“É a motivação, o propósito e a intensidade que você precisa levar para um jogo de futebol. Hoje não levamos isso”, afirmou. “Preciso pedir desculpas pela atuação.”
Fernandes também questionou a mentalidade do United após o revés inicial. “Sofrer cedo faz com que a gente entre no jogo com um clima de derrota”, disse.
O United soma três pontos nas três primeiras partidas da Champions League e recebe a Roma em seu próximo jogo na competição.
O mercado online de artigos em segunda mão, Vinted, removeu anúncios de produtos franceses saqueados e intensificou a verificação de anúncios “suspeitos”, numa tentativa das autoridades do país de impedir que bens roubados durante os protestos sejam vendidos online.
A Vinted afirma que as equipes tomaram “medidas imediatas para identificar e remover anúncios ligados aos saques”.
“A venda de produtos roubados, ou a solicitação dos mesmos, é estritamente proibida no Vinted, e temos tolerância zero para isso”, afirmou a empresa em comunicado, observando que “intensificou o monitoramento de anúncios suspeitos”.
Contas que violarem as regras poderão ser banidas permanentemente, afirmou a Vinted, acrescentando que está trabalhando com as autoridades policiais e francesas para “detectar e combater riscos emergentes e comportamentos maliciosos”.
A resposta surge num momento em que o governo francês intensifica a fiscalização dos mercados online, após relatos de que bens roubados durante os protestos no fim de semana apareceram a venda na internet.
Serge Papin, ministro francês para as Pequenas Empresas, disse no X que as autoridades convocaram uma reunião com operadores de mercados online e representantes dos ministérios do Interior e da Justiça.
Na terça-feira (20), ele afirmou que o governo obteve o compromisso das plataformas de detectar e remover anúncios de itens saqueados, e que também estava monitorando as vendas, alertando que qualquer pessoa que vender produtos roubados será rastreada e processada.
Grandes varejistas, incluindo grupos de luxo como Louis Vuitton e Rolex, e a varejista de cosméticos Sephora, foram atingidos pelaviolência, informou a Reuters.
Para a maioria dos brasileiros, as medidas anunciadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a poucos dias do segundo turno são eleitoreiras. É o que mostra pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (21).
Segundo o levantamento, 60% dos entrevistados veem objetivo eleitoral nas medidas de Lula. Para 32%, os anúncios feitos são necessários, independentemente de terem sido anunciadas durante a eleição. Outros 5% acreditam que os dois cenários são plausíveis.
Para 1%, nenhuma das opções são verdadeiras, enquanto 2% não souberam ou não responderam.
A pergunta foi feita somente para os eleitores que afirmaram ter ouvido falar sobre alguma medida anunciada pelo governo no último mês, o que representa cerca de metade dos entrevistados.
Os eleitores que não ficaram sabendo de nenhum anúncio representam 42%, enquanto 8% não souberam ou não responderam.
Entre os eleitores que ouviram falar nas medidas, o aumento do Bolsa Família foi a mais lembrada, mencionada por 25% dos participantes.
Em seguida, aparecem o fim da escala de trabalho 6×1, com 16%, e a proibição das bets — as apostas online —, e o pacote de medidas para microempreendedores individuais (MEIs), ambos com 11%.
Metodologia
Foram ouvidas 2.154 pessoas de 16 anos ou mais, entre os dias 17 e 20 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
O levantamento foi contratado pela Globo e pelo jornal OGlobo e está registrado no TSE(Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-08535/2026.
A CNN Brasil utiliza ferramentas de inteligência artificial para extrair dados e gerar textos a partir dos relatórios dos institutos de pesquisas eleitorais. Todas as informações são checadas por jornalistas, e o texto final também passa por revisão da redação da CNN antes de ser publicado. Clique aqui para saber mais
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou a guerra contra o Irã como “uma das melhores coisas que já fizemos”, apesar de o conflito continuar sendo profundamente impopular internamente e de muitos candidatos do Partido Republicano defenderem o seu fim.
Questionado nesta quarta-feira (21) se lamenta ter iniciado a guerra, Trump disse aos repórteres: “Não, acho que é uma das melhores coisas — acho que é uma das melhores coisas que já fizemos”.
“Impedimos o Irã de ter uma arma nuclear. É uma das melhores coisas que já fizemos”, continuou ele, acrescentando que sua decisão de atacar o país do Oriente Médio em fevereiro “exigiu muita coragem”.
No entanto, quase oito meses após o início da guerra, o presidente não conta com grande apoio da população dos EUA: uma nova pesquisa da CNN, divulgada nesta quarta-feira, mostrou que apenas 30% dos americanos aprovam a sua condução da política externa.
A CNN conversou com muitos eleitores, inclusive em comícios do presidente, que apontaram o impacto do conflito nos preços dos combustíveis e no custo de vida como uma questão central para as próximas eleições.
Enquanto isso, alguns republicanos que enfrentam disputas eleitorais difíceis neste outono têm se distanciado do presidente no que diz respeito à guerra.
Segundo levantamento Vox Radar divulgado nesta quarta-feira (21), a semana após o primeiro turno das eleições teve como principais assuntos no Instagram: a crise no STF(Supremo Tribunal Federal), o fim da escala 6×1, caso Master, urnas e o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e a soberania nacional.
Somados, os cinco temas favorecem o candidato Flávio Bolsonaro (PL) em 54% dos comentários, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 24%. Para 22% não beneficia nenhum lado. Com isso, há uma vantagem 30 pontos percentuais para Flávio.
A balança mudou da primeira semana após o pleito até esta semana. Com base na análise sobre os tópicos até esta quarta-feira, o mandatário concentra 59% dos temas favoráveis a ele, enquanto o candidato do PL tem 37% do montante.
Nos temas seguintes ao primeiro turno, a vantagem de Flávio é ilustrada na crise no STF, que compôs 28,2% das discussões relacionadas à eleição. Deste montante, 83% dos comentários favoreceu Flávio, enquanto 12%, Lula.
A crise na Superma Corte teve como principais tópicos o impeachment dos ministros, a atuação de Alexandre de Moraes e a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Em seguida, o fim da escala 6×1 pautou 17,1% das publicações e comentários na janela coletada pela Vox Radar. Foram 48% dos comentários que favoreciam o presidente, enquanto 33% favoreciam Flávio. Uma vantagem de 15 pontos percentuais.
A tramitação do projeto no Senado Federal e as discussões sobre jornada de trabalho e CLT movimentaram a discussão na internet.
O caso do liquidado Banco Master figura como terceiro assunto mais comentado, com 13,9% da discussão. Neste tópico, apesar da vantagem de 12 p.p. nos comentários a favor de Lula, 65% deles não beneficiavam nenhum dos dois.
As ações do ex-dono do banco Daniel Vorcaro junto com os políticos citados nas investigações da PF (Polícia Federal) pautaram o debate.
A confiança das urnas e na Justiça Eleitoral movimentaram 13,1% das discussões, com 64% delas favorecendo Flávio Bolsonaro. A discussão girou em torno da apuração dos votos, a confiança sobre as urnas e a possibilidade de fraude, descartada pelo TSE.
Por último, a soberania nacional e a suposta interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras. Neste tópico, que foi responsável por 12,6% das discussões, teve 52% dos comentários favorecendo Flávio Bolsonaro, uma vantagem de 21 p.p. sobre Lula.
Pesquisa Vox Radar divulgada nesta quarta-feira (21) mostra que houve movimento nos temas mais discutidos nas redes sociais na semana após o primeiro turno das eleições e agora, na semana decisiva do pleito.
Nesta semana, a conversa girou em torno do desafio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) de abrir os sigilos bancários, da entrevista de Roberta Luchsinger à CNN e da repercussão do debate da Band do último domingo (18).
Agora, quatro dias antes do segundo turno, os temas mais discutidos são fatos da própria campanha: a quebra de sigilos; as declarações de Luchsinger sobre Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha; o debate da Band; as decisões do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sobre o canal “Exército do Lula”, coordenado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG); e o futuro do Bolsa Família.
Segundo a pesquisa, a concentração dos assuntos também mudou. Na semana após o primeiro turno, o tema de maior repercussão tinha 28% das menções. A quebra de sigilos, que agora ocupa a primeira posição, tem 30%, mais que o segundo e terceiro colocados juntos.
De acordo com o instituto, somados, os cinco temas da semana após o primeiro turno favoreciam Flávio em 54% dos comentários, e Lula, em 24%. O cenário se inverteu nesta semana: os assuntos favorecem Lula em 59%, e Flávio, em 37%.
O que se diz em cada pauta decisiva
Quebra de sigilos
Em relação à quebra de sigilos, 75% dizem que “Flávio esconde algo”, enquanto 19% que “o desafio é teatro, ou Lula é quem esconde”. Já 4% acreditam que “Lula é transparente”.
“Eu tomei a atitude de desafiar ele a abrir o sigilo do telefone, o sigilo bancário, para saber quem é corrupto nesse país. Todo mundo acusa todo mundo e não apura nada. Então, vamos apurar. Eu me disponho e vou ficar fazendo o desafio para ele até o próximo debate, para que a gente faça a abertura do nosso sigilo bancário e telefônico, para se apurar quem é que faz corrupção nesse país, quem é que enriqueceu ilicitamente nesse país. Porque não é possível ficar nessa acusação barata de um com o outro”, declarou ao final do encontro.
Flávio rebateu dizendo que achou a proposta “engraçada” porque, segundo ele, Lula “não tem celular”.
“Eu fiquei feliz com o desempenho, pude falar de propostas e, finalmente, pude rebater várias mentiras aqui. Inclusive, uma foi engraçada: ele propõe a quebra de sigilo telefônico quando ele não tem celular. Minhas contas estão sempre abertas, tudo o que é meu está declarado à Receita”, explicou.
Posteriormente, Flávio propôs novas condicionantes e Lula aceitou.
Luchsinger, Lulinha e INSS
Sobre o segundo tema, 73% acreditam que “Lula protege o filho, ou a culpa é de Lulinha”, 11% dizem que “não há provas, é perseguição”, e 5% “cobram investigação”.
A Polícia Federal investiga Luchsinger e Lulinha desde julho, por suposto favorecimento de empresas em órgãos do governo federal.
Nos últimos meses, Luchsinger foi alvo de mandados de busca e apreensão, teve bens e valores bloqueados e foi submetida à determinação de uso de tornozeleira eletrônica no âmbito da Operação Sem Desconto.
Debate na Band
Em relação ao debate da Band, também promovido pelo jornal Estadão e pelas emissoras de rádio e televisão Cultura, Gazeta e Jovem Pan, 28% disseram que “Lula venceu o debate”, 9% opinaram que “ninguém venceu, foi baixaria”, e 7% que “Flávio venceu o debate”.
O senador e o presidente apresentaram propostas, como mudanças no SUS (Sistema Único de Saúde) e na segurança pública, mas também trocaram acusações relembrando os nomes de Roberta Luchsinger e de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, no primeiro confronto direto entre eles na televisão neste pleito.
Sobre o assunto, 20% fazem “críticas a Janones”, 19% dizem que “é censura contra Lula”, e 7% alegam que “o TSE favorece Flávio”.
O canal “Exército do Lula” foi criado por André Janones como uma das frentes de mobilização da campanha petista após o resultado do primeiro turno das eleições no dia 4 de outubro, em que Flávio recebeu 47,03% dos votos, enquanto o atual presidente recebeu 45,16%.
Sobre o benefício social, 34% comentaram que “Flávio vai cortar ou acabar com o programa”, 16% “defendem o programa”, e 12% que a “antecipação é compra de voto”.
Nesta semana, o governo federal decidiu pagar o auxílio com reajuste antes da eleição, após antecipar as datas de pagamento. Os repasses de outubro começaram a ser depositados nas contas dos beneficiários a partir de segunda-feira (19), seguindo os reajustes realizados pelo governo federal em meados de setembro.
A fala teve grande repercussão nas redes e a campanha do petista usou a declaração para dizer que Flávio, caso eleito, acabaria com o programa social — informação já desmentida pelo senador.
Para realizar o levantamento, a Vox analisou 7.682.845 comentários em publicações do Instagram entre 14 e 20 de outubro.
As obras do novo estádio do Red Bull Bragantino estão tomando forma.
Novas atualizações aconteceram ao longo da última semana e animam os torcedores para a entrega da Arena Red Bull, que substituirá o antigo Nabi Abi Chedid. A previsão é de que o estádio esteja pronto em 2029.
A Massa Bruta TV traz as últimas atualizações, e imagens, sobre a obra da futura Arena Red Bull Nabi Abi Chedid, em parceria com o canal @BPDrones! A escavação do terreno está 70% concluída e 40% da parede de contenção já está pronta. Até o momento, foram retirados 90.000 metros cúbicos de terra – grande parte na área onde ficarão os futuros estacionamentos da nova Arena. Todo o concreto da demolição do antigo Nabi Abi Chedid foi triturado e está sendo utilizado como base na obra do novo estádio do Red Bull Bragantino.
Depois da fase de terraplanagem e escavações para viabilizar a nova fundação, os envolvidos iniciaram a instalação da estrutura que vai ficar ao redor do estádio. A elevação dos muros estabiliza o solo rebaixado onde vai ficar o gramado da Arena Red Bull.
Essas paredes, posicionadas desta maneira, também abrem brecha para um projeto de estacionamento subterrâneo para o estádio. Como a capacidade é considerada pequena para os padrões do futebol brasileiro, será possível abrigar boa parte dos veículos de torcedores no subsolo.
Enquanto o novo estádio não fica pronto, o Bragantino usa o Cícero de Souza Marques, também em Bragança Paulista, para mandar suas partidas. Porém, o próximo compromisso da temporada será como visitante.
Não é tão longe de Bragança, já que o Massa Bruta visitará o Palmeiras no sábado (24), às 18h30, em jogo válido pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro. O Bragantino é o décimo colocado, com 41 pontos.
O guitarrista Noodles, 63, do The Offspring, anunciou um afastamento dos shows da banda para cuidar de sua saúde. O comunicado foi publicado nesta quarta-feira (21).
O músico fez uma publicação conjunta com as redes sociais da banda, afirmando que está lidando com um problema repentino e grave, mas não deu detalhes do diagnóstico. “É com uma profunda tristeza que tenho de anunciar que preciso me afastar das atuações ao vivo durante algum tempo para lidar com um problema de saúde súbito e bastante grave.”
Noodles acrescentou que tem recebido apoio integral dos integrantes da banda, sendo “super compreensivos” com sua ausência, e afirmou que a banda manterá sua agenda de shows durante sua pausa. “Espero estar de volta aos palcos o quanto antes. Até lá, sentirei a falta de todos vocês de todo o meu coração”, escreveu o guitarrista.
“Obrigado por me manterem em seus pensamentos. Eu realmente me importo e agradeço por isso”, concluiu.
Até o momento, o The Offspring tem shows marcados em 24 de outubro em Los Angeles, 6 de novembro em Las Vegas, 21 de novembro em Cidade do México, no México, e um em 16 de janeiro em Los Angeles. Não está certo ainda quando Noodles voltará a tocar com a banda e não foram anunciadas alterações nas datas da turnê.
Noodles é membro do The Offspring desde 1985, quando entrou na banda por ser mais velho que os outros membros e conseguir bebidas alcoólicas para os que eram menores de idade. Ao lado de Dexter Holland, o guitarrista é um dos membros mais antigos do grupo.
O panda-gigante Ai Lian, cujo nome significa “amor pelo lótus”, celebrou seu sétimo aniversário na terça-feira (20) no parque temático Locajoy, no distrito de Yongchuan, em Chongqing, no sudoeste da China.
Os cuidadores prepararam um banquete de aniversário composto por brotos de bambu, melancia, melão de inverno, abóbora e uvas, com itens esculpidos em formato de flores de lótus — uma referência ao nome do panda.
Um bolo de aniversário compartilhado e distintivos comemorativos também foram preparados para os visitantes.
Ai Lian nasceu em 2019 no Centro de Conservação e Pesquisa de Pandas-Gigantes da China, na província de Sichuan. Ele foi transferido para o parque temático Locajoy em dezembro de 2023.
Ex-defensive end do Kansas City Chiefs, da NFL, Allen Bailey morreu aos 37 anos.
“Nossos corações estão com a família dele”, disse o técnico do Chiefs, Andy Reid, ao iniciar sua entrevista coletiva na quarta-feira (21). “As orações estão com eles. Jovem demais, obviamente. Um dos meus jogadores favoritos. Ótimo garoto. Só lamento muito que isso tenha acontecido com ele.”
Bailey foi encontrado morto na terça-feira (20), em sua casa na Flórida, e a família disse ao “TMZ” acreditar que ele morreu de causas naturais. Nenhuma causa oficial da morte havia sido divulgada até a tarde de quarta-feira.
“Allen Bailey foi um excelente companheiro de equipe, um homem generoso e uma alma gentil”, publicou o Chiefs nas redes sociais na quarta-feira. “Estamos profundamente tristes ao saber de sua morte, e nossos pensamentos e orações estão com sua família e amigos.”
Bailey foi escolhido na terceira rodada do Draft de 2011
O Kansas City escolheu Bailey na terceira rodada do Draft da NFL de 2011, vindo da Universidade de Miami.
Em 133 jogos de temporada regular (70 como titular) pelo Chiefs (2011 a 2018) e pelo Atlanta Falcons (2019 e 2020), ele somou 248 tackles, 22 sacks, 40 tackles para perda, 40 hits no quarterback, quatro fumbles forçados e sete fumbles recuperados, um deles devolvido para touchdown.
Também disputou seis jogos de playoffs (cinco como titular), com dez tackles, dois sacks e dois fumbles forçados.
“Descanse em paz, Allen Bailey”, publicou o Falcons nas redes sociais, acompanhado do emoji de mãos em oração. “Enviamos nossas mais profundas condolências à família e aos amigos.”
Mahomes diz que companheiros vão ajudar a família
O quarterback do Chiefs, Patrick Mahomes, disse na quarta-feira que Bailey foi a primeira pessoa que viu ao entrar no vestiário, depois de ser escolhido no Draft de 2017.
Ao ver o robusto e atlético Bailey, com 1,91 m e 131 kg, Mahomes percebeu que já não estava mais na faculdade e classificou o momento como “surreal”.
“Obviamente, é terrível ouvir a notícia”, disse Mahomes, que foi companheiro de Bailey por duas temporadas. “Um ótimo companheiro de equipe, daqueles jogadores que mantêm o grupo unido. Ele faz jogadas. Não é necessariamente um superastro, mas é aquele cara que faz tudo funcionar.”
“Estamos rezando pela família dele. Como companheiros de equipe, conversamos e sabemos que vamos fazer o que pudermos para apoiar essas pessoas.”
Ex-jogador brilhou em Miami e foi duas vezes All-ACC
Natural de Sapelo Island, na Geórgia, Bailey disputou 50 jogos pelo Miami Hurricanes entre 2007 e 2010, com 107 tackles, 19 sacks, 31 tackles para perda e dois fumbles forçados. Foi duas vezes selecionado para o All-Atlantic Coast Conference.
“É terrível, especialmente com todo o bem que ele fez”, disse Reid sobre a morte de Bailey. “Ele tem uma família, e isso é muito triste. Sei que o pai dele também morreu jovem. Faz a gente passar mal quando isso acontece com alguém tão jovem.”
A Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) revisou para cima a safra de algodão do Brasil colhida neste ano e também elevou a projeção para a temporada 2026/27, citando uma possível janela favorável ao plantio no maior exportador global da pluma, conforme comunicado divulgado nesta quarta-feira.
Grande parte do algodão cultivado no Brasil é plantado na segunda safra, notadamente em Mato Grosso, após a colheita da soja. Uma semeadura acelerada da oleaginosa no principal Estado produtor do país traz um cenário favorável.
A estimativa de produção em 2026/27 foi ampliada em 5,9% em relação à previsão de agosto, para 4,267 milhões de toneladas. O volume ficaria próximo das 4,271 milhões de toneladas do ciclo anterior, cuja estimativa da Anea subiu 2,2% ante o volume previsto em agosto.
“A revisão (de 2026/27) considera a janela favorável de plantio da soja e as indicações dos produtores sobre as projeções para o próximo ciclo”, disse o presidente da Anea, Dawid Wajs, ponderando em nota que a entidade acompanha os riscos climáticos, especialmente aqueles relacionados ao El Niño.
Com duas safras consecutivas em patamares recordes acima de 4,2 milhões de toneladas, o Brasil deverá manter volumes expressivos na exportação, já que a demanda está firme, disse Wajs.
“A gente acredita que ainda o Brasil deve bater recorde de exportação no combinado de segundo semestre do ano 2026 com o primeiro semestre do ano 2027, porque temos safra consideravelmente grande e esse algodão tem que sair”, disse.
Os embarques no segundo semestre deste ano são estimados em cerca de 1,6 milhão de toneladas, enquanto no primeiro semestre do ano que vem são vistos em 1,8 milhão de toneladas, segundo a Anea, que debateu os números em reunião do Comitê de Oferta e Demanda da entidade na terça-feira.
O presidente da Anea disse que o setor tem visto “crescimento muito relevante” no terceiro trimestre nas exportações de países como Índia, Bangladesh, Turquia e Vietnã.
Com a produção elevada, a Anea também revisou os estoques de passagem em dezembro de 2026 para 3,038 milhões de toneladas, ante 2,914 milhões na previsão anterior.
Nesta quarta-feira (21), um artista na movimentada Praça Tajrish, no norte de Teerã, capital do Irã, fez uma performance imitando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atrás das grades em uma instalação artística montada acima do tráfego.
Usando uma máscara que lembra Trump, além de um terno escuro e gravata vermelha, o ator movimentava-se dentro de uma cela cenográfica enquanto pedestres observavam a cena, gravando a performance com seus celulares.
A exibição fazia parte de uma instalação em um painel publicitário na capital, que leva o slogan: “É um crime não ver esta cena”.
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Atousa, uma cidadã iraniana que estava no local nesta quarta-feira e viu a instalação, descreveu a exibição como algo “muito animador”.
Youngrak-ri, uma pequena vila costeira no extremo oeste da ilha de Jeju, na Coreia do Sul, costumava ser famosa por duas coisas: solo fértil e o aparecimento ocasional de golfinhos. Mas, nos últimos anos, ficou conhecida por abrigar uma verdadeira raridade no país: uma haenyeo americana.
Haenyeo (“hae” significa mar e “nyeo” significa mulher) são mergulhadoras, historicamente originárias da Ilha de Jeju, que mergulham no oceano sem equipamento de respiração para pescar frutos do mar e sobreviver.
E, até este ano, Kylie Genter é a única estrangeira a possuir uma licença de haenyeo, de acordo com autoridades locais — obrigatória para quem deseja exercer o mergulho livre tradicional comercialmente no país.
“Não imaginava que estivesse abrindo caminho… Como estrangeira fazendo isso, especialmente por não ser cidadã coreana, é uma grande responsabilidade”, disse ela à CNN. Os mergulhos são uma façanha que a transformaram numa espécie de celebridade local.
“Nossa aldeia tem a primeira haenyeo americana, então muita gente tem vindo nos visitar para entrevistá-la!”, diz Kim Chang-sik, chefe da pesca da aldeia, entusiasmado.
Tendo vivido toda a sua vida em Youngrak-ri, uma pequena vila costeira na ilha, ele afirma que a dura realidade do presente, um povo composto em sua maioria por idosos, é uma tendência que se estende às haenyeo.
Mas a chegada de Genter, de 36 anos, despertou a esperança de que a Coreia do Sul também possa abrir o setor para mais estrangeiros e preservar seu patrimônio.
Kylie Genter é a única americana na Coreia do Sul a possuir uma licença de haenyeo. • Jenna Lee Kim
De Nova York à Coreia do Sul
Tornar-se uma haenyeo não estava nos planos de Genter, quando ela se formou na faculdade. Apaixonada por viagens, ela estudou na Europa e decidiu que seu próximo destino seria a Ásia. Inicialmente, seu objetivo era o Japão, já que havia estudado o idioma na faculdade, mas uma vaga na Coreia do Sul, que oferecia moradia gratuita, chamou sua atenção.
Naquele mesmo ano, ela se tornou professora de inglês em Jinju, uma cidade histórica na província de Gyeongsang do Sul.
Ela percebeu enormes diferenças culturais entre sua casa nos EUA e a Coreia do Sul, mas disse que também havia semelhanças.
“Acho que os nova-iorquinos e os coreanos são parecidos no sentido de que não há muita conversa fiada, as pessoas trabalham muito e se divertem muito, e são muito gentis, mas podem ter uma aparência um tanto dura. Foi um ótimo lugar para começar na Coreia, porque meio que me obrigou a aprender coreano”, contou Genter.
Após quatro anos, ela sentiu vontade de se mudar para outra cidade.
“Eu estava pensando em morar em Seul porque ia a shows de K-pop o tempo todo, então achei que poderia economizar dinheiro morando lá. Mas aí surgiu uma oportunidade em Jeju que era mais interessante e pagava melhor, então pensei: ‘Ok, vou tentar, Jeju parece legal, posso morar lá por um tempo’, e isso foi há 10 anos”, afirmou ela.
Vinda do interior de Nova York, que ela descreve como “bastante rural”, Genter diz que se sentiu imediatamente conectada à ilha.
Preenchimento das vagas
As haenyeo não têm uma idade de aposentadoria definida e, muitas vezes, continuam mergulhando até os 80 e até mesmo 90 anos, conforme sua resistência física permitir.
E, enquanto as haenyeo existentes envelhecem, menos mulheres jovens estão se juntando a elas.
No ano passado, 63% das 2.371 haenyeo em atividade tinham 70 anos ou mais, e pouco mais de 1%, ou apenas 30 do total, tinham 39 anos ou menos, de acordo com o Museu Haenyeo, o que aumenta a preocupação de que essa profissão tradicional possa desaparecer.
Consequentemente, em 2024, a aldeia divulgou uma mensagem por meio de grupos informais e no “boca a boca”, dizendo que estavam à procura de jovens candidatas para se juntarem à comunidade de haenyeo.
Genter, na extrema direita, demonstrou seu comprometimento com suas colegas mergulhadoras ao comparecer todos os dias • Jenna Lee Kim
“Comecei a mergulhar em Youngrak-ri e eles precisam de outras jovens haenyeo. Alguém está interessado?”, escreveu uma mergulhadora livre em um grupo de bate-papo cujos integrantes incluíam o marido coreano de Genter, um mergulhador autônomo.
Ele se ofereceu como voluntário em nome de sua esposa, mas ela foi prontamente impedida de participar por ser estrangeira.
“Ele não pediu minha permissão primeiro; simplesmente me ofereceu como voluntária… Eu pensei: ‘Ok, não há nenhuma haenyeo americana, então posso muito bem tentar, nem que seja só para ter essa experiência’”, ela relembra.
Um mês depois, Kim cedeu na proibição de entrada de estrangeiros e pediu a Genter que comparecesse para uma entrevista.
“Ele disse: ‘Você pode começar, mas saiba que ser uma haenyeo é muito difícil. Se não for algo que você queira fazer, não se sinta mal, apenas nos diga'”, conta Genter.
“Comecei em janeiro de 2024 e mergulho aqui desde então.”
Genter tinha alguma experiência. Depois de se mudar para a ilha, ela se matriculou em uma escola de haenyeo — não com a intenção de se tornar uma, mas para aprender mais sobre as famosas mergulhadoras para um programa de inglês que ela coordenava.
A garota nova na cidade
A maioria das aldeias tem seus próprios grupos de haenyeo. E o vínculo entre elas é tão forte que se consideram família, e não colegas de trabalho. Comem, mergulham, tomam banho e relaxam juntas — e, o mais importante, zelam pela segurança umas das outras.
“Deve ser uma comunidade onde você cuida uns dos outros e liga para an polícia em caso de acidente”, diz o chefe da pesca, Kim. “Se você sair da água antes de todo mundo, não saberá se algo acontecer com os outros enquanto eles ainda estão mergulhando. É uma vida comunitária de mergulho em conjunto, não um trabalho isolado.”
“Você não pode simplesmente sair sozinho porque tem outros compromissos. Se três entraram na água, então os três precisam sair juntos.”
Quando a americana de cabelos castanhos chegou à aldeia, a presidente das haenyeo, Hong, duvidou que ela fosse ficar por lá. Inicialmente, as oito haenyeo veteranas tiveram dificuldade em pronunciar o nome estrangeiro desconhecido: Kylie. Mas ela provou seu comprometimento comparecendo todos os dias, e a presidente passou a chamá-la de “Kyla”.
Com o tempo, Genter conquistou a confiança das mergulhadoras, e elas finalmente aprenderam a pronunciar seu nome corretamente — depois de muita prática.
“Ela é ainda melhor do que nós, coreanos, e do que nós, nativos de Jeju, no mergulho – eu gosto muito dela”, diz Hong.
A presidente chega a chamar Genter de “minha filha”, um título exclusivo reservado a poucos.
“Como alguém que mora muito longe dos meus pais, é realmente ótimo ter essa experiência”, diz Genter sobre o apoio recebido.
Um mundo em transformação
A cidadania americana de Genter não era a única coisa incomum nela quando chegou à aldeia. Como graduada universitária, ela conta que algumas das haenyeo mais velhas se perguntavam por que ela seguiria essa carreira.
“Eles ficaram meio que perguntando: ‘O que ela está fazendo aqui?’”, lembra Genter.
Historicamente, as mulheres na Ilha de Jeju desempenhavam um importante papel econômico em seus lares, diferentemente do continente, onde os homens trabalhavam e a maioria das mulheres ficava em casa como donas de casa, de acordo com o Museu Haenyeo local.
A maioria das mulheres de Jeju mergulhava e também cultivava tangerinas e vegetais — a maioria delas ainda faz as duas coisas — enquanto cuidava da família. Com rotinas tão agitadas, a educação era vista como um luxo, enquanto o mergulho era simplesmente o trabalho para o qual estavam destinados.
Quando não está mergulhando, ou durante a baixa temporada entre agosto e setembro, Genter passeia com cachorros e cuida de gatos e coelhos em um hotel para animais de estimação que administra com o marido.
“Eu queria corrigir alguns equívocos que as pessoas têm sobre as haenyeo. As pessoas dizem coisas como: ‘A última geração de haenyeo, as haenyeo vão desaparecer em breve!’, e eu respondo: ‘Não, as jovens haenyeo ainda estão aqui!’”, diz ela.
Uma nova pesquisa da CNN indica que o Partido Democrata tem uma vantagem de mais de 10 pontos percentuais sobre os republicanos a menos de duas semanas das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos.
A analista de Internacional Fernanda Magnotta avalia que os dados refletem um descontentamento claro do eleitorado americano. Segundo ela, trata-se de uma eleição que referenda ou não as ações do presidente.
“É muito comum que se tratem as eleições legislativas de meio de mandato como uma espécie de termômetro, que funciona justamente para que o presidente passe por um crivo, por uma avaliação”, afirmou Magnotta durante o CNN 360º desta quarta-feira (21).
Magnotta destacou que Trump está diante de críticas contundentes, especialmente nas agendas que o elegeram em 2024.
“Ele fez campanha em basicamente três grandes temas. Ele falava em melhoria das condições econômicas, sobretudo no combate à inflação, em políticas mais duras de imigração e na garantia dos interesses dos Estados Unidos no campo internacional, sem envolver o país em ‘guerras intermináveis'”, lembrou a analista.
Segundo o levantamento, 41% dos eleitores afirmam que votarão para se opor ao presidente Donald Trump, enquanto apenas 20% pretendem votar para apoiá-lo. Outros 39% dizem que o voto não terá relação com o governo republicano.
A pesquisa também revela índices baixos de aprovação de Trump em áreas específicas. Em relação às eleições, 41% dos eleitores avaliam positivamente sua condução. Já em políticas de imigração, a aprovação é de 38%; em saúde, 34%; em política externa, 30%; em economia, 27%; e em inflação, apenas 23%.
Segundo ela, os números da pesquisa da CNN demonstram um descontentamento claro do norte-americano justamente nessas três frentes. “Presidente Trump já não é mais pedra, agora é janela”, ilustrou a analista.
Custo de vida e imigração pesam contra Trump
De acordo com Magnotta, o americano médio está muito incomodado com o custo de vida, incluindo o preço dos combustíveis, dos alimentos e da moradia. Ela ressaltou que a inflação geral nos Estados Unidos não é exatamente alta, mas ponderou:
“Quando a gente vai segmentando por grupos ou áreas em particular, em alguns casos é uma inflação bem severa. No caso da moradia, em algumas cidades chega a passar de 25%, não é algo desprezível.”
Na agenda imigratória, a analista reconheceu que houve o cumprimento de uma série de promessas, mas ponderou que boa parte da sociedade norte-americana, inclusive aqueles que apoiam medidas mais duras contra a imigração, tem visto as ações do ICE como abusivas e excessivas.
Em política externa, Magnotta apontou ainda a controvérsia em torno dos efeitos do tarifaço e o envolvimento de Trump em um conflito com o Irã, o que contraria sua postura de campanha.
Cenário favorável à oposição
Com base nos dados de popularidade, Magnotta avaliou que o cenário atual indica que Trump deve perder a maioria na Câmara dos Representantes e que há chances crescentes de perda também no Senado. No entanto, a analista foi cautelosa ao fazer previsões definitivas.
“Dá para cravar? Não dá para cravar, porque eleição é sempre assim, só acaba quando termina”, disse.
Ela destacou ainda que o elemento do comparecimento às urnas pode ser decisivo para o resultado final: “Hoje o cenário é mais favorável à oposição do que ao incumbente”, concluiu.
Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.
O Experimento da Prisão de Stanford durou menos de uma semana em 1971, mas suas conclusões sobre a natureza humana perduraram por décadas. Agora, uma nova série da Netflix traz de volta aos holofotes um dos estudos mais controversos da psicologia e algumas das maiores preocupações que o cercam.
Organizado pelo psicólogo americano Philip Zimbardo, o experimento consistia em uma prisão simulada instalada no porão de um prédio da Universidade Stanford. Ele selecionou 24 estudantes universitários do sexo masculino dentre mais de 70 pessoas que responderam a um anúncio de jornal para um “estudo psicológico sobre a vida na prisão” e os dividiu aleatoriamente em prisioneiros e guardas. No cerne desse trabalho estava uma questão fundamental sobre o bem e o mal.
“Basicamente, Zimbardo estava tentando descobrir se pessoas comuns estariam dispostas a dar e a seguir ordens em um ambiente específico, e qual era o papel da situação na formação do comportamento das pessoas”, disse Catherine Sanderson, professora de psicologia da família Poler no Amherst College e ex-aluna de Zimbardo. Ela não participou do experimento. “O que ele queria mostrar é que pessoas normais podem fazer coisas horríveis.”
Os 24 participantes do estudo foram divididos aleatoriamente em dois grupos: guardas e detentos. • PrisonExp.org
O experimento, que deveria durar até duas semanas, rapidamente saiu do controle pelo menos de acordo com a versão oficial. Em 36 horas, um dos prisioneiros teve um aparente colapso mental e, no segundo dia, os detentos se rebelaram. Os guardas reprimiram a rebelião com vigor, borrifando os rebeldes com extintores de incêndio, despindo-os e trancando-os em um armário escuro apelidado de “o buraco”.
Tudo isso se desenrolava em um contexto de agitação real no mundo real em relação às condições prisionais e ao tratamento dado aos encarcerados. Poucas semanas após o término do experimento, uma rebelião na Penitenciária de Attica, em Nova York, foi sufocada com força letal, resultando em 43 mortes . O evento trouxe a atenção da mídia para o trabalho de Zimbardo, levando-o para além do âmbito acadêmico e para o discurso social, onde permanece desde então.
Mas, ao longo dos anos, o perfil do Experimento da Prisão de Stanford mudou drasticamente, passando de uma visão sem precedentes da psique humana para um estudo amplamente criticado, cujos métodos e conclusões foram questionados.
Philip Zimbardo (primeiro à direita) assumiu o cargo de superintendente da prisão. • PrisonExp.org
“Nossa compreensão do que aconteceu evoluiu muito ao longo do tempo”, disse Sanderson. “Não só surgiram questionamentos éticos sobre o estudo, mas também sobre se os comportamentos ocorreram espontaneamente ou se foram, de certa forma, instruídos por Zimbardo.”
Com a estreia da versão repaginada do experimento pela Netflix, uma questão fundamental permanece: o estudo revelou algo essencial sobre autoridade ou a forma como foi conduzido contribuiu para os comportamentos que o tornaram famoso?
A nova série da Netflix, “The New Stanford Prison Experiment”, tem uma estrutura bastante diferente do notório estudo de 1971 que a inspirou. • Netflix
‘Um grande problema’
Zimbardo concebeu o estudo em parte como uma continuação dos famosos experimentos de obediência conduzidos pelo psicólogo americano Stanley Milgram no início da década de 1960. No primeiro desses estudos, os participantes foram instruídos a aplicar o que acreditavam serem choques elétricos cada vez mais dolorosos em uma pessoa invisível, por terem dado respostas incorretas em um teste de memória, e 65% dos participantes continuaram até o nível máximo, apesar de ouvirem o aparente sofrimento da pessoa.Na realidade, o sofrimento foi simulado por um ator e, se fossem planejados hoje, tanto o experimento de Milgram quanto o de Zimbardo enfrentariam sérios obstáculos sob as normas éticas modernas de pesquisa, devido a problemas com engano, danos psicológicos, conflito de interesses e falta de consentimento informado sobre a intensidade da experiência.
O professor Philip Zimbardo, da Universidade Stanford, discute o Experimento da Prisão de Stanford em 20 de agosto de 1971. • Duke Downey/San Francisco Chronicle/Getty Images
Para começar, os prisioneiros do experimento de Stanford não faziam ideia de que o estudo começaria com uma prisão realista realizada pela polícia local em suas casas. Ao entrarem na prisão simulada, os detentos foram submetidos a uma revista íntima e, em seguida, tiveram que vestir batas largas sem roupa íntima. Eles usavam meias de náilon sobre a cabeça, simulando cabelos raspados.
Os guardas usavam uniformes e óculos de sol espelhados para evitar contato visual. A equipe de pesquisa forneceu-lhes cassetetes de madeira e instruções para não agredirem fisicamente os prisioneiros, mas sim para manter a lei e a ordem. Zimbardo atuou como superintendente da prisão, observando e registrando o experimento.
Como os presos começaram a apresentar sinais evidentes de sofrimento logo no início, alguns familiares que tinham permissão para visitá-los manifestaram a intenção de contatar advogados para interromper o estudo. Nos primeiros quatro dias, três detentos foram liberados após apresentarem sinais de sofrimento.
No quinto dia, Christina Maslach, então recém-formada em psicologia social por Stanford e que mais tarde se casaria com Zimbardo, visitou a prisão e ficou horrorizada com o que viu. Zimbardo encerrou o experimento no dia seguinte.
As evidências de áudio e vídeo do experimento, bem como entrevistas posteriores com os participantes, revelaram que Zimbardo, que faleceu em 2024, influenciou diretamente o resultado do estudo ao interagir com os participantes e orientar os guardas, além de impedir que alguns detentos deixassem a prisão simulada quando solicitaram inicialmente.
“Uma das características de um bom projeto experimental é que o pesquisador responsável pelo estudo não interaja com os participantes”, disse Sanderson. “O fato de Zimbardo ter se envolvido tanto é um grande problema, porque ele tinha crenças e expectativas específicas — poderíamos até dizer objetivos — na condução do estudo.”Mas, na época, os resultados foram bem vistos e Zimbardo aproveitou a fama recém-adquirida: “Aos olhos do público, assim como ao dar uma palestra para uma turma grande, você é um artista e, portanto, deve fazer uma boa apresentação e aprender com os erros para ser mais eficaz da próxima vez”, disse ele em uma entrevista de 2009.
O estresse psicológico fez com que alguns dos alunos que interpretavam o papel de detentos abandonassem o estudo mais cedo. • PrisonExp.org
Segundo Sanderson, Zimbardo era um orador muito poderoso e convincente. “O estudo da prisão de Stanford lhe trouxe muita fama, e ele era muito carismático”, disse ela. “Esse tipo de carisma fez com que as pessoas não prestassem muita atenção a alguns detalhes sobre o que realmente aconteceu.”
Ainda assim, as revelações sobre seu envolvimento serviram para minar as descobertas sobre autoridade e natureza humana que Zimbardo defendia.
“Acho que certamente existe uma visão geral de que pessoas boas podem fazer coisas ruins sob certas circunstâncias, como no anonimato ou quando recebem ordens para fazê-las”, disse Sanderson. “No entanto, o estudo da prisão de Stanford não é um bom exemplo que comprove isso.”
Esse ceticismo reflete uma reflexão mais ampla dentro da psicologia sobre a confiabilidade dos resultados dos estudos. Em 2015, uma tentativa de replicar 100 estudos publicados em importantes periódicos de psicologia resultou em apenas 36% das replicações alcançando resultados estatisticamente significativos, em comparação com 97% nos estudos originais. Essa “crise de replicabilidade” expôs falhas na forma como a pesquisa psicológica é conduzida e publicada, incluindo tamanhos de amostra pequenos e pressão para produzir resultados impactantes em vez de descobertas robustas e reproduzíveis.
A primeira grande tentativa de revisitar o experimento de Stanford, de fato, produziu um resultado completamente diferente. Mas essa reformulação inicial, encomendada pela BBC , também começou reformulando a abordagem.
Resultado alternativo
Em 2002, a BBC transmitiu sua versão da obra de Zimbardo em uma série de televisão chamada “The Experiment”.
O estudo envolveu 15 voluntários do sexo masculino seis guardas e nove prisioneiros em uma prisão construída nos terrenos de um estúdio de cinema. Mas os guardas não se tornaram tiranos, como no experimento de Stanford. Em vez disso, os prisioneiros desafiaram os guardas e levaram a melhor. Ainda mais surpreendente, eles construíram posteriormente uma comunidade unida.
Segundo Stephen Reicher, professor de psicologia da Cátedra Bishop Wardlaw na Universidade de St. Andrews, na Inglaterra, que conduziu a pesquisa juntamente com Alex Haslam, então psicólogo da Universidade de Exeter, a diferença marcante nos resultados se deveu em parte ao fato de os guardas não terem sido previamente treinados por uma figura de autoridade como Zimbardo.
“Normalmente, em um experimento, você é neutro”, disse Reicher. “Zimbardo, na verdade, se posicionou como chefe da guarda. Em termos gerais, ele diz a eles o que fazer. Ele diz para eles imporem poder. Ele diz para eles fazerem as pessoas se sentirem impotentes.”
Na versão da BBC, não há essa liderança: “Levamos a sério a ideia de simplesmente colocar pessoas em seus respectivos papéis e ver o que aconteceria. Sem uma liderança clara, descobrimos que os guardas não queriam impor poder, não queriam ser brutais e, portanto, tornaram-se impotentes. Eles não se uniram como grupo. Não sabiam o que fazer”, observou Reicher. “Por outro lado, os prisioneiros se uniram como grupo, tinham uma noção clara de como agir e, na verdade, isso inverteu as relações de poder em nosso estudo.”
O experimento revisitado, embora feito para a TV, foi concebido como um estudo científico, disse Reicher.
“Submetemos o estudo a um comitê de ética científica”, acrescentou. “O planejamento foi feito como o de qualquer outro estudo. Não nos limitamos a filmar as atividades dos participantes; realizamos pesquisas diárias. Inclusive, coletamos dados hormonais.”
No entanto, embora os prisioneiros se unissem para criar um sistema mais igualitário, eles não conseguiam controlar verdadeiramente o que estava acontecendo: “Então, eles se sentiam cada vez mais impotentes e se tornavam cada vez mais atraídos por um homem forte, pelo autoritarismo”, disse Reicher. “O que descobrimos foi que a incapacidade dos grupos de controlar seu próprio ambiente os torna atraídos por regimes autoritários, o que eu acho que é uma mensagem bastante importante, considerando o que está acontecendo no mundo hoje.”
A construção de Zimbardo de que uma situação ruim pode levar uma pessoa boa a cometer atos malignos, disse Reicher, é perigosa: “Quando se observam exemplos de brutalidade na história, os responsáveis quase sempre tentam se eximir da responsabilidade posteriormente. A desculpa é que estavam apenas cumprindo ordens, que não tinham escolha”, afirmou. “A explicação dada por Zimbardo não é apenas cientificamente incorreta; é social e moralmente perigosa porque oferece uma desculpa aos perpetradores.”
Teatro versus ciência
As questões sobre abuso de prisioneiros e responsabilização ganharam renovada urgência em 2004, quando fotografias de soldados americanos e detentos iraquianos em Abu Ghraib, uma prisão nos arredores de Bagdá, chocaram o mundo. As imagens suscitaram comparações com o experimento de Stanford e Zimbardo tornou-se um comentarista proeminente sobre o escândalo de Abu Ghraib, argumentando que os abusos não podiam ser compreendidos unicamente como ações de alguns indivíduos.
Zimbardo chegou a testemunhar em defesa de um guarda de Abu Ghraib, e suas observações foram compiladas em um livro de 2007 intitulado “O Efeito Lúcifer: Entendendo como pessoas boas se tornam más”, no qual escreveu: “Qualquer ato que qualquer ser humano já tenha cometido, por mais horrível que seja, é possível para qualquer um de nós, sob as circunstâncias certas ou erradas”.
A renovada popularidade do experimento levou, em 2015, a um filme de Hollywood estrelado por Billy Crudup, intitulado “The Stanford Prison Experiment” (O Experimento da Prisão de Stanford), que contou com Zimbardo como consultor e segue em grande parte sua própria versão dos acontecimentos.
Uma cena do filme “The Stanford Prison Experiment”, de Hollywood, lançado em 2015, com o ator Billy Crudup (primeiro à esquerda) interpretando Philip Zimbardo. • Steve Dietls/Golpe de Estado/Banco de Areia/Abandon/Ifc/Kobal/Shutterstock
A crítica mais contundente ao trabalho de Zimbardo surgiu pouco depois, em 2018, quando Thibault Le Texier, historiador francês e pesquisador associado do Centro de Sociologia e Ciência Política Europeias em Paris, publicou primeiro um livro em francês sobre o experimento e, em seguida, o resumiu em um estudo de 2019 intitulado “Desmascarando o Experimento da Prisão de Stanford”.
Le Texier reconstruiu toda a cronologia do experimento após passar semanas analisando material de arquivo, como gravações e transcrições, na Universidade de Stanford.
“Desde o início, o Experimento da Prisão de Stanford foi organizado e planejado como um espetáculo”, disse Le Texier à CNN. “Era mais teatro do que ciência.”
Le Texier também afirmou que, embora Zimbardo tenha admitido ter dado instruções gerais aos guardas, na realidade, Zimbardo ou seus associados os instruíram de forma muito específica sobre como se comportar durante o experimento a ponto de os guardas terem recebido um “plano” de como agir.
“Eles não terão nenhuma privacidade, haverá vigilância constante nada do que fizerem passará despercebido”, disse Zimbardo durante uma sessão de orientação para guardas, gravada em vídeo . “Eles não terão liberdade de ação. Não poderão fazer nem dizer nada que não permitamos. Tiraremos a individualidade deles de várias maneiras.”
A aparente influência de Zimbardo frustra qualquer esperança que os cientistas possam ter de obter conclusões definitivas a partir do experimento da prisão de Stanford, acrescentou Le Texier. “A única conclusão científica que se pode tirar é a de que os cientistas podem fazer ciência muito ruim”, disse ele.
Um detento na prisão de Abu Ghraib, posteriormente identificado corretamente como Abdou Hussain Saad Faleh, em pé sobre uma caixa com fios conectados. • Comando de Investigação Criminal do Exército dos EUA
Segundo Le Texier, Zimbardo dificultou intencionalmente a saída dos prisioneiros do experimento, mesmo que eles pedissem, e criou condições de vida desconfortáveis para eles: “Eles não podiam ler, não podiam assistir à TV, não podiam ir ao banheiro à noite, não tinham absolutamente nada para fazer durante o dia, as condições eram piores até do que em uma prisão de verdade, simplesmente porque Zimbardo temia que, se os prisioneiros se divertissem, nada aconteceria e o experimento seria um fracasso”, disse Le Texier.
Em 2018, Zimbardo publicou uma longa resposta às críticas ao experimento, incluindo a de Le Texier, na qual defendeu os métodos utilizados, argumentando que os participantes podiam sair e que o comportamento dos guardas não era roteirizado. Le Texier rejeita a resposta como “besteira”, afirmando que, embora tenha servido para “elogiar o experimento”, não abordou especificamente suas críticas.
Feito para a TV
Os frequentes paralelos entre a experiência e as produções teatrais acabaram por chamar a atenção de Stephen Scott-Bottom, professor de teatro contemporâneo, drama e cinema na Universidade de Manchester.
“Meu interesse inicial foi pensar nisso como uma situação construída onde as pessoas são solicitadas a desempenhar papéis”, disse ele. “Se você pedir às pessoas que representem um cenário e, em seguida, pedir a um grupo diferente de pessoas que representem esse cenário novamente, você obterá resultados completamente diferentes, dependendo da combinação específica de personalidades.”
Zimbardo e seus colegas, argumentou Scott-Bottoms, queriam enfatizar a importância da situação, minimizando assim a importância das personalidades individuais.
Para um estudo sobre o experimento que publicou em 2020, Scott-Bottoms localizou e entrevistou vários guardas e prisioneiros, incluindo o detento cujo aparente colapso, cerca de 36 horas após o início do estudo, tornou-se um de seus episódios mais famosos: “O primeiro colapso emocional que você ouve falar em toda a documentação foi fingido por um cara que só estava tentando sair”, disse Scott-Bottoms.
O prisioneiro em questão, Doug Korpi, também admitiu ao jornalista Ben Blum que sua agonia era uma farsa, e Blum incluiu a revelação em uma reportagem mais ampla criticando o experimento, publicada em 2018. Korpi queria abandonar o experimento porque não tinha permissão para estudar para uma prova de admissão à pós-graduação e estava preocupado em não estar preparado.
O papel de Zimbardo na prisão, disse Scott-Bottoms, era focado em impedir que o experimento estagnasse: “Eu o considero tanto um artista da mídia quanto um cientista”, disse Scott-Bottoms. “Ele era muito bom em encontrar um ângulo ou um gancho para chamar a sua atenção, para que você ouvisse aquilo sobre o que ele realmente queria falar, certo ou errado.”
Philip Zimbardo posa para um retrato em sua casa em São Francisco, em 2015. Lea Suzuki/The San Francisco • Chronicle/Getty Images
Apenas um mês após a morte de Zimbardo, em outubro de 2024, estreou no canal National Geographic um documentário em três partes intitulado “O Experimento da Prisão de Stanford: Revelando a Verdade” . O documentário incluía uma das últimas entrevistas de Zimbardo.
No documentário, vários guardas e prisioneiros do estudo original contestam a versão de Zimbardo sobre o ocorrido e se referem a ele como “um vendedor”, “uma espécie de palhaço”, “um charlatão”, além de usarem repetidamente a palavra “fraude” em associação com o experimento.
Dave Eshleman, que se destacou na prisão simulada como o guarda mais mal-humorado, ganhando o apelido de “John Wayne”, chega a chamar seu papel no experimento de “um trabalho de atuação” e fala sobre “entrar no personagem” antes de entrar na prisão. Ele afirma que Zimbardo deu a entender que os guardas não eram considerados sujeitos do experimento: “Se tivesse ficado claro para nós que estávamos lá para sermos estudados, e não para ajudar a estudar os prisioneiros, teríamos agido de forma completamente diferente”, disse ele.
Em sua entrevista, Zimbardo responde a essas acusações dizendo que Eshleman e os outros tiveram que justificar o que fizeram, e a maneira mais fácil de fazer isso é dizer que estavam atuando. Eles também não conseguiam mais distinguir “a improvisação de impulsos sádicos reais”, acrescentou o psicólogo. O fato de todos terem se encaixado em seus papéis, disse Zimbardo, demonstra “a validade do experimento”.
Ele também não fez segredo da natureza teatral do experimento: “Pensei no experimento como um drama improvisado, o pátio do porão era o palco, os atores eram prisioneiros e guardas com uniformes diferentes e a câmera de vídeo era a plateia.”
Os 30 participantes do programa da Netflix aguardam a designação de suas funções na prisão após sua chegada. • NetflixO programa foi filmado em uma seção desativada do Centro de Detenção de Adultos do Condado de Cherokee, em Canton, Geórgia. • Netflix
A nova série da Netflix, “The New Stanford Prison Experiment”, que foi filmada em uma prisão real e consiste em seis episódios de 45 minutos, não tem a mesma estrutura da original, e seus criadores não estão tentando realizar um experimento científico.
“Se estivéssemos simplesmente recriando o experimento original, isso seria inconcebível”, disse Jane Lipsitz, produtora executiva do programa, em um comunicado . “Mas este é um momento diferente, com participantes diferentes, medidas de segurança diferentes e, em última análise, uma jornada muito diferente.”
“Pareceu-nos o momento certo para revisitar essa questão com uma nova geração e perguntar se o poder inevitavelmente nos transforma, ou se somos capazes de resistir aos papéis, às regras e aos sistemas em que somos colocados. O que descobrimos durante esse processo foi algo que jamais imaginávamos”, acrescentou ela.
Os produtores do programa da Netflix afirmaram ter implementado “diversas medidas de segurança” para proteger os participantes, incluindo avaliações psicológicas e a possibilidade de sair a qualquer momento apenas pronunciando uma palavra de segurança. As 30 pessoas envolvidas, incluindo três mulheres, também formam um grupo muito mais diverso do que o estudo original ou o trabalho da BBC.
Os guardas são divididos em dois grupos e recebem um treinamento inicial, durante o qual são instruídos a “assumir o controle”. Mas, em nítido contraste com a versão da BBC e as exigências de um experimento científico, a série da Netflix é altamente estruturada e introduz mudanças radicais em sua configuração à medida que avança com resultados divertidos, ainda que irreais.
Mesmo meio século depois, ainda existem aspectos interessantes do experimento original de Stanford, apesar de suas falhas, observou Reicher. A nova série talvez seja uma prova disso.
“O estudo ainda consta nos livros didáticos. Há também quem o rejeite completamente. E há outros que dizem que há lições a serem aprendidas com ele, especificamente sobre o papel da liderança”, disse Reicher. “No fim das contas, em qualquer estudo, você não descreve tudo. Você descreve o que considera importante.”