Com um primeiro prémio no valor de 49 milhões de euros, decorreu esta sexta-feira mais um sorteio do Euromilhões. O valor do jackpot subiu depois de não ter havido vencedores do primeiro prémio no sorteio anterior.
Veja a chave vencedora do sorteio desta sexta-feira, dia 16 de outubro.
Vários serviços online do Banco CTT vão estar indisponíveis no fim de semana por conta de uma atualização tecnológica dos sistemas do banco. Clientes vão assim ficar impossibilitados de realizarem operações na aplicação, homebanking e também MB Way.
Segundo o banco, o processo de atualização, que visa melhorar a qualidade dos serviços, estará concluída no dia 18, domingo, sendo que os serviços afetados vão ser repostos no dia seguinte, a 19, segunda-feira. “Concluída a atualização, não será necessário atualizar dados pessoais, alterar palavras-passe, fornecer credenciais de acesso ou reativar a sua conta”, esclarece na informação enviada aos clientes e que também se encontra publicada no seu site.
O banco, com mais de 700 mil clientes, avisa que durante este período vários serviços estarão indisponíveis ou a funcionar com limitações.
Além das operações online, também a consulta de saldos e movimentos nas caixas multibanco estarão indisponíveis.
Os restantes serviços continuarão a funcionar, nomeadamente os levantamentos no Multibanco, incluindo fora do país, com um limite diário de 400 euros, e também compras com cartões em lojas físicas e online, tanto em Portugal como noutro país, através de contactless, MB Way e wallets digitais, e ainda pagamentos de serviços através da caixa multibanco.
O Banco CTT alerta que se tiver uma transferência a receber nestas datas, deverá solicitar ao ordenante o envio de uma transferência normal (não imediata).
Diogo Abrantes da Silva, fundador da #Pub – Hashtag Pub e embaixador do Pacto Climático Europeu
Mais de metade das publicações publicitárias analisadas pela #Pub nas redes sociais não estava corretamente identificada. Para combater a falta de transparência no marketing de influência, o projeto sem fins lucrativos lançou uma plataforma que recorre à inteligência artificial (IA) para detetar potenciais infrações no Instagram e no TikTok, alertar influenciadores e facilitar denúncias por parte dos consumidores.
A ferramenta monitoriza diariamente uma amostra aleatória de mais de mil perfis de influenciadores portugueses e classifica as publicações como potencialmente publicitárias, devidamente identificadas ou de natureza orgânica, avança a plataforma. Os primeiros resultados, relativos a 2.113 publicações de 780 influenciadores, apontam para uma taxa de 52,7% de publicidade não corretamente identificada, segundo os dados da #Pub, sustentados por 484 votações de utilizadores.
Nesta fase inicial, foram alertados 147 perfis para possíveis incumprimentos e terão sido apresentadas 40 denúncias à Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE).
A plataforma permite consultar os conteúdos analisados, contestar as classificações, contactar diretamente os influenciadores e denunciar situações potencialmente irregulares. Mantém também um histórico dos perfis monitorizados, que poderá ajudar as marcas a avaliar as práticas de identificação publicitária dos criadores de conteúdos com quem colaboram.
“O objetivo da plataforma é diminuir o número de publicações publicitárias não identificadas nas redes sociais através do awareness criado pelos avisos aos perfis de influencers e pela facilidade de denúncia para os consumidores”, explica citado em comunicado Diogo Abrantes da Silva, fundador da #Pub – Hashtag Pub e embaixador do Pacto Climático Europeu.
O responsável considera que, apesar da maturação do mercado português de marketing de influência, persistem problemas na identificação dos conteúdos comerciais. “A publicidade não identificada é imoral para os consumidores”, afirma, defendendo que as relações de proximidade estabelecidas entre influenciadores e seguidores podem dificultar a distinção entre recomendações genuínas e mensagens publicitárias.
A monitorização abrange influenciadores que trabalham em Portugal e têm mais de 30 mil seguidores, sendo possível sugerir novos perfis para análise. Além da plataforma, a #Pub publica diariamente na sua conta de Instagram alertas dirigidos a influenciadores e marcas sobre possíveis situações de incumprimento.
O projeto disponibiliza ainda o código-fonte em regime open source, permitindo a sua utilização e adaptação por terceiros.
A Infraestruturas de Portugal (IP) está a avaliar a possibilidade de lançar o terceiro troço da linha de Alta Velocidade que ligará Lisboa e Porto, entre Soure e Carregado, em duas Parcerias Público-Privadas (PPP), escreve esta sexta-feira o Jornal de Negócios (acesso pago).
A decisão sobre a divisão dos 132 quilómetros em dois lotes diferentes, bem como os seus limites, não está ainda tomada pela IP, mas a hipótese foi referida aos principais operadores do setor e potenciais concorrentes a esta obra, segundo a informação obtida pelo matutino do grupo Medialivre.
Em causa está o facto de se a ligação for lançada numa única concessão, como está previsto, terá um total de cerca de 130 quilómetros, e um preço-base a concurso na ordem dos três mil milhões de euros, devido à redução de 11 quilómetros que foi feita no troço anterior, entre Oiã e Soure.
Em entrevista ao semanário Expresso (acesso pago), Miguel Pinto Luz disse que o Governo está disponível para perceber se o prazo da construção pode terminar em 2035 ou 2036, com uma primeira uma pista e só depois uma segunda. “Não estamos aqui para encostar ninguém à parede. Queremos um novo aeroporto. Agora não estamos para perder tempo. A Vinci que não venha com desculpas que não vamos permitir. Queremos trabalhar com a Vinci, mas temos de cumprir prazos e vamos cumpri-los”, afirmou.
Questionado sobre os remédios que a Direção-Geral de Concorrência Europeia (DG Comp) possa impor neste negócio luso-germânico na aviação, Miguel Pinto Luz mostrou-se convencido de que “a DG Comp vive uma nova realidade depois do relatório Draghi”, que defende a consolidação para criar campeões europeus.
“Passos Coelho tem uma opinião que deve ser ouvida”
O ministro das Infraestruturas e Habitação assumiu também, nas declarações ao jornal do grupo Impresa, que o Governo tem responsabilidade na perceção pública de que não é reformista e acredita que as mudanças na habitação vão começar a dar resultados e ajudar o Governo a ganhar eleições. Sobre as críticas do ex-primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, Miguel Pinto Luz voltou a defender que a sua opinião deve ser ouvida.
“Com muito orgulho, fiz parte do Governo de Pedro Passos Coelho e, com muito orgulho, faço parte de um Governo de Luís Montenegro. Ambos têm em comum um enorme compromisso com o país. Agora, não se pode pedir a Luís Montenegro para trilhar um caminho que não é o dele, quando ele foi sufragado com base num caminho claro. Tenho um enorme respeito pelos dois. O Dr. Passos Coelho tem uma opinião que deve ser ouvida”, referiu o governante com a pasta das Infraestruturas e Habitação.
O Parlamento aprovou esta semana uma lei que obriga o Tribunal de Contas (TdC) a ilibar o ministro da Administração Interna, Luís Neves, das infrações financeiras que lhe foram imputadas quando era diretor da Polícia Judiciária (PJ), avança esta sexta-feira o Público (acesso pago).
Por exemplo, as despesas com a compra de viagens ao Brasil 2023 para inspetores da Unidade Nacional de Combate ao Terrorismo desta polícia, no valor de 14.300 euros. O Ministério Público considera que esses gastos “não foram precedidos de inscrição orçamental, cabimento prévio e compromisso”, portanto violam a legislação, nomeadamente de transparência orçamental.
À data, as deslocações só podiam ter sido compradas online com o cartão de crédito atribuído a Luís Neves se a PJ tivesse criado um fundo de viagens e alojamento. Para a procuradora que os remeteu para julgamento, Luís Neves e a antiga dirigente da polícia, Luísa Proença, “agiram sem o cuidado devido e sem a diligência necessária para evitar a inobservância das disposições legais, o que lhes era exigível, em função da qualidade de dirigentes máximos” da PJ.
O caso podia ter sido sanado mediante o pagamento cada um de uma multa de 2.550 euros, mas ambos preferiram ser julgados. No entanto, a lei aprovada na especialidade na Assembleia da República põe fim à hipótese de os juízes punirem atuações meramente negligentes por parte dos dirigentes do Estado.
Em causa está o facto de a Comissão da Reforma do Estado e Poder Local do Parlamento ter dado ‘luz verde’, na terça-feira, à legislação do TdC, nomeadamente a uma alteração do Governo às regras de funcionamento do TdC que prevê o fim do visto prévio para contratos públicos até 7,5 milhões de euros. A proposta inicial desta reforma alargava a isenção aos contratos até dez milhões.