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Força Policial de Elite foi chamada a Paris

By: ECO
17 October 2026 at 17:27

A Companhia nº8 da unidade de elite da polícia CRS (Compagnie Républicaine de Sécurité), foi mobilizada esta tarde de sábado na capital francesa num dia de forte tensão social, com confrontos em Paris, Lyon, Marselha e outras cidades.

A operação que inclui a CRS 8 decorre no âmbito de uma mobilização nacional contra o custo de vida e a degradação dos serviços públicos, que juntou estudantes, sindicatos e apoiantes do movimento dos Coletes Amarelos e grupos anarquistas denominados black blocs.

A CRS 8 é uma unidade especializada da Polícia Nacional francesa, criada para intervir rapidamente em situações de violência urbana, confrontos de maior intensidade e distúrbios que ultrapassem a capacidade de resposta dos meios policiais locais. Faz parte de uma estratégia mais ampla de reforço da capacidade policial para responder a crises locais que podem adquirir rapidamente uma dimensão nacional.

A sua mobilização em Paris, este sábado, 17 de outubro, ocorre no contexto de uma jornada de protestos em várias cidades francesas, marcada por confrontos entre manifestantes e forças de segurança, registando-se incêndios e danos em edifícios e estabelecimentos comerciais.

Ao princípio da tarde o Ministério do Interior francês contabilizava 272 detenções a meio da tarde, após incidentes que incluíram confrontos com a polícia, pilhagem, incêndios e ataques a edifícios públicos, especialmente em Paris. Na capital, a estação televisiva CNews foi atacada de manhã por um grupo de indivíduos encapuzados, que partiu vários vidros, relata a Reuters, em Marselha foi vandalizada a Câmara Municipal e um posto de turismo, que ocupa um quarteirão, foi incendiado durante os confrontos.

Protestos em França fazem regressar os “coletes amarelos”

By: ECO
17 October 2026 at 14:33

Manifestantes voltaram este sábado a enfrentar a polícia em Paris e noutras cidades francesas, numa mobilização que reúne estudantes, sindicatos e trabalhadores. O contexto no país é crescimento económico fraco, energia mais cara e pressão sobre as contas públicas.

As manifestações contra o aumento do custo de vida e a perda de poder de compra foram acompanhadas por confrontos entre manifestantes e forças policiais. O movimento popular recuperou os símbolos dos “coletes amarelos”, que marcaram os protestos de 2018, e junta estudantes, sindicatos, agricultores e outros grupos descontentes com a situação económica e a qualidade dos serviços públicos.

Em Paris, a polícia utilizou gás lacrimogéneo para dispersar grupos de manifestantes na zona da Place de la République. Também foram registados incidentes noutras cidades, incluindo Rennes, Lyon e Marselha. As autoridades tinham antecipado centenas de ações de protesto em todo o país, num ambiente de elevada tensão após várias semanas de mobilizações estudantis contra as condições nas escolas. O Presidente francês, Emmanuel Macron, apelou à calma e ao respeito pelas pessoas e pelos bens, enquanto o Governo reforçou as medidas de segurança.

A Reuters refere que, até ao meio-dia deste sábado, as autoridades tinham contabilizado 140 ações de protesto fora de Paris, com 32.800 participantes. Os confrontos e os danos materiais registados em várias cidades levaram a um reforço policial.

Do lado dos sindicatos as exigência são aumentos salariais e das pensões, redução do custo de vida e proteção dos serviços públicos. Os estudantes denunciam a falta de recursos nas escolas e a degradação das condições de ensino. A convergência destas reivindicações aumenta a pressão sobre o Executivo, numa altura em que a discussão do Orçamento para 2027 obriga a conciliar o controlo das contas públicas com as exigências sociais.

O regresso dos coletes amarelos

A imprensa francesa identifica os grupos que estão a e confrontar a polícia. A extrema-esquerda é a principal apontada, com o Governo francês a acusar o partido França Insubmissa (LFI), liderado por Jean-Luc Mélenchon, de contribuir para inflamar os protestos. O partido rejeita essa acusação. A estes juntam-se manifestantes encapuzados ou mascarados, denominados black blocs, caracterizados por se vestirem de preto e cobrirem o rosto para dificultar a identificação policial. O termo não designa uma organização única, mas uma tática de manifestação utilizada por grupos, geralmente associados à extrema-esquerda autónoma e anarquista que habitualmente se envolvem em confrontos com a polícia, vandalismo e ataques a edifícios públicos, segundo a Associated Press e a Reuters.

Por último, estão estudantes, sindicatos e apoiantes dos «coletes amarelos» que constituem uma parte mais ampla da mobilização, motivada por reivindicações sobre salários, pensões, preços dos combustíveis, falta de professores e condições nas escolas. A participação deste grupo nestes protestos não está a significar envolvimento nos distúrbios.

O contexto económico agrava as dificuldades do Governo. Segundo os dados divulgados pelo El País, o Banco de França reviu em baixa a previsão de crescimento económico para 2026, para um intervalo entre 0,4% e 0,5%, e elevou a estimativa de inflação para 2,5%. A instituição antecipa ainda um défice público de 5,2% do produto interno bruto (PIB). Em agosto, a inflação homóloga tinha acelerado para 2,4%, enquanto os preços da energia registavam uma subida próxima de 17% em termos anuais.

 

ECO Quiz. A Lufthansa foi a escolhida para adquirir a participação minoritária na TAP?

By: ECO
17 October 2026 at 13:12

O Conselho de Ministros aprovou na quarta-feira a privatização de 49,9% da TAP. O grupo alemão ofereceu 1.025 milhões por 44,9% da TAP, a que acrescerão 118 milhões de euros referentes à oferta de 5% aos trabalhadores, que será feita ao mesmo preço.

O ECO publica todas as semanas um quiz que desafia a sua atenção. Tem a certeza que está a par de tudo o que se passou durante a semana? Teste o seu conhecimento.

Presidente da TAP prevê três a cinco anos difíceis no setor

By: ECO IA
17 October 2026 at 08:56

O presidente executivo da TAP, Luís Rodrigues, antecipa “três a cinco anos difíceis” para a aviação, perante a pressão dos combustíveis sobre os custos e os limites a novos aumentos dos bilhetes, segundo o Financial Times (acesso pago, em inglês). No World Aviation Festival, em Lisboa, o gestor reconheceu que a procura continua a sustentar o setor, mas alertou para a dificuldade de continuar a transferir os custos para os passageiros.

Já Roberto Alvo, presidente executivo da Latam, afirmou ao mesmo jornal que o problema atual do setor está nos custos, mas advertiu que a energia mais cara poderá prejudicar a economia e abrandar a procura. Para já, os dados mostram resistência dos passageiros aos aumentos. Segundo a OAG, citada pelo FT, foram feitas 2,3 mil milhões de reservas no primeiro semestre, mais 1% do que no período homólogo, apesar das subidas de dois dígitos das tarifas em quase todos os meses de 2026.

A pressão poderá agravar-se com o fim dos contratos de cobertura que protegeram várias companhias de parte do encarecimento dos combustíveis após o início da guerra no Irão. As transportadoras preparam novas subidas das tarifas e admitem reduzir os planos de crescimento, utilizando as entregas de aviões novos para substituir aparelhos antigos, com maior consumo, em vez de aumentar as frotas.

O alerta surge na semana em que o Governo escolheu a Lufthansa para adquirir até 49,9% da TAP. Segundo o comunicado do Executivo de 14 de outubro, esta fase da privatização prevê um encaixe total de 1.201 milhões de euros, incluindo os 5% reservados aos trabalhadores, e contempla também a compra da totalidade do capital numa segunda fase, num valor total de cerca de 2.5 mil milhões. A proposta do grupo alemão contempla o crescimento da frota da TAP para 117 aeronaves até 2035 e 130 depois dessa data.

Esta é a chave do Euromilhões. Jackpot é de 49 milhões de euros

By: ECO
16 October 2026 at 20:39

Com um primeiro prémio no valor de 49 milhões de euros, decorreu esta sexta-feira mais um sorteio do Euromilhões. O valor do jackpot subiu depois de não ter havido vencedores do primeiro prémio no sorteio anterior.

Veja a chave vencedora do sorteio desta sexta-feira, dia 16 de outubro.

Números: 7, 15, 16, 22 e 35

Estrelas: 8 e 11

App, homebanking e MB Way do Banco CTT indisponíveis no fim de semana

By: ECO
16 October 2026 at 19:50

Vários serviços online do Banco CTT vão estar indisponíveis no fim de semana por conta de uma atualização tecnológica dos sistemas do banco. Clientes vão assim ficar impossibilitados de realizarem operações na aplicação, homebanking e também MB Way.

Segundo o banco, o processo de atualização, que visa melhorar a qualidade dos serviços, estará concluída no dia 18, domingo, sendo que os serviços afetados vão ser repostos no dia seguinte, a 19, segunda-feira. “Concluída a atualização, não será necessário atualizar dados pessoais, alterar palavras-passe, fornecer credenciais de acesso ou reativar a sua conta”, esclarece na informação enviada aos clientes e que também se encontra publicada no seu site.

O banco, com mais de 700 mil clientes, avisa que durante este período vários serviços estarão indisponíveis ou a funcionar com limitações.

Além das operações online, também a consulta de saldos e movimentos nas caixas multibanco estarão indisponíveis.

Os restantes serviços continuarão a funcionar, nomeadamente os levantamentos no Multibanco, incluindo fora do país, com um limite diário de 400 euros, e também compras com cartões em lojas físicas e online, tanto em Portugal como noutro país, através de contactless, MB Way e wallets digitais, e ainda pagamentos de serviços através da caixa multibanco.

O Banco CTT alerta que se tiver uma transferência a receber nestas datas, deverá solicitar ao ordenante o envio de uma transferência normal (não imediata).

Mais de metade da publicidade de influencers não estará identificada

By: ECO IA
16 October 2026 at 17:35

Diogo Abrantes da Silva, fundador da #Pub – Hashtag Pub e embaixador do Pacto Climático Europeu

Mais de metade das publicações publicitárias analisadas pela #Pub nas redes sociais não estava corretamente identificada. Para combater a falta de transparência no marketing de influência, o projeto sem fins lucrativos lançou uma plataforma que recorre à inteligência artificial (IA) para detetar potenciais infrações no Instagram e no TikTok, alertar influenciadores e facilitar denúncias por parte dos consumidores.

A ferramenta monitoriza diariamente uma amostra aleatória de mais de mil perfis de influenciadores portugueses e classifica as publicações como potencialmente publicitárias, devidamente identificadas ou de natureza orgânica, avança a plataforma. Os primeiros resultados, relativos a 2.113 publicações de 780 influenciadores, apontam para uma taxa de 52,7% de publicidade não corretamente identificada, segundo os dados da #Pub, sustentados por 484 votações de utilizadores.

Nesta fase inicial, foram alertados 147 perfis para possíveis incumprimentos e terão sido apresentadas 40 denúncias à Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE).

A plataforma permite consultar os conteúdos analisados, contestar as classificações, contactar diretamente os influenciadores e denunciar situações potencialmente irregulares. Mantém também um histórico dos perfis monitorizados, que poderá ajudar as marcas a avaliar as práticas de identificação publicitária dos criadores de conteúdos com quem colaboram.

“O objetivo da plataforma é diminuir o número de publicações publicitárias não identificadas nas redes sociais através do awareness criado pelos avisos aos perfis de influencers e pela facilidade de denúncia para os consumidores”, explica citado em comunicado Diogo Abrantes da Silva, fundador da #Pub – Hashtag Pub e embaixador do Pacto Climático Europeu.

O responsável considera que, apesar da maturação do mercado português de marketing de influência, persistem problemas na identificação dos conteúdos comerciais. “A publicidade não identificada é imoral para os consumidores”, afirma, defendendo que as relações de proximidade estabelecidas entre influenciadores e seguidores podem dificultar a distinção entre recomendações genuínas e mensagens publicitárias.

A monitorização abrange influenciadores que trabalham em Portugal e têm mais de 30 mil seguidores, sendo possível sugerir novos perfis para análise. Além da plataforma, a #Pub publica diariamente na sua conta de Instagram alertas dirigidos a influenciadores e marcas sobre possíveis situações de incumprimento.

O projeto disponibiliza ainda o código-fonte em regime open source, permitindo a sua utilização e adaptação por terceiros.

IP avalia dividir terceiro troço da Alta Velocidade em duas PPP

By: ECO
16 October 2026 at 09:00

A Infraestruturas de Portugal (IP) está a avaliar a possibilidade de lançar o terceiro troço da linha de Alta Velocidade que ligará Lisboa e Porto, entre Soure e Carregado, em duas Parcerias Público-Privadas (PPP), escreve esta sexta-feira o Jornal de Negócios (acesso pago).

A decisão sobre a divisão dos 132 quilómetros em dois lotes diferentes, bem como os seus limites, não está ainda tomada pela IP, mas a hipótese foi referida aos principais operadores do setor e potenciais concorrentes a esta obra, segundo a informação obtida pelo matutino do grupo Medialivre.

Em causa está o facto de se a ligação for lançada numa única concessão, como está previsto, terá um total de cerca de 130 quilómetros, e um preço-base a concurso na ordem dos três mil milhões de euros, devido à redução de 11 quilómetros que foi feita no troço anterior, entre Oiã e Soure.

Os trabalhos de construção do primeiro troço da Linha de Alta Velocidade Porto-Lisboa, que ligará Campanhã a Oiã, arrancaram na segunda-feira. Nesse dia, o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, reforçou o compromisso das empresas portuguesas no projeto, destacando que é preciso cumprir prazos.

“A Vinci que não venha com desculpas” sobre novo aeroporto, avisa Pinto Luz

By: ECO
16 October 2026 at 08:09

O ministro das Infraestruturas afirma que o novo aeroporto de Lisboa foi “essencial” na negociação com o grupo alemão Lufthansa, com quem chegou a acordo para a aquisição de 49,9% da TAP por 1.201 milhões de euros, portanto deixou avisos à Vinci, dona da ANA – Aeroportos de Portugal, de que as obras para o futuro Luís de Camões são mesmo para avançar sem “desculpas” para demora.

Em entrevista ao semanário Expresso (acesso pago), Miguel Pinto Luz disse que o Governo está disponível para perceber se o prazo da construção pode terminar em 2035 ou 2036, com uma primeira uma pista e só depois uma segunda. “Não estamos aqui para encostar ninguém à parede. Queremos um novo aeroporto. Agora não estamos para perder tempo. A Vinci que não venha com desculpas que não vamos permitir. Queremos trabalhar com a Vinci, mas temos de cumprir prazos e vamos cumpri-los”, afirmou.

Questionado sobre os remédios que a Direção-Geral de Concorrência Europeia (DG Comp) possa impor neste negócio luso-germânico na aviação, Miguel Pinto Luz mostrou-se convencido de que “a DG Comp vive uma nova realidade depois do relatório Draghi”, que defende a consolidação para criar campeões europeus.

“Passos Coelho tem uma opinião que deve ser ouvida”

O ministro das Infraestruturas e Habitação assumiu também, nas declarações ao jornal do grupo Impresa, que o Governo tem responsabilidade na perceção pública de que não é reformista e acredita que as mudanças na habitação vão começar a dar resultados e ajudar o Governo a ganhar eleições. Sobre as críticas do ex-primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, Miguel Pinto Luz voltou a defender que a sua opinião deve ser ouvida.

“Com muito orgulho, fiz parte do Governo de Pedro Passos Coelho e, com muito orgulho, faço parte de um Governo de Luís Montenegro. Ambos têm em comum um enorme compromisso com o país. Agora, não se pode pedir a Luís Montenegro para trilhar um caminho que não é o dele, quando ele foi sufragado com base num caminho claro. Tenho um enorme respeito pelos dois. O Dr. Passos Coelho tem uma opinião que deve ser ouvida”, referiu o governante com a pasta das Infraestruturas e Habitação.

Nova lei obriga Tribunal de Contas a ilibar Luís Neves no caso de despesas ilegais na PJ

By: ECO
16 October 2026 at 07:45

O Parlamento aprovou esta semana uma lei que obriga o Tribunal de Contas (TdC) a ilibar o ministro da Administração Interna, Luís Neves, das infrações financeiras que lhe foram imputadas quando era diretor da Polícia Judiciária (PJ), avança esta sexta-feira o Público (acesso pago).

Por exemplo, as despesas com a compra de viagens ao Brasil 2023 para inspetores da Unidade Nacional de Combate ao Terrorismo desta polícia, no valor de 14.300 euros. O Ministério Público considera que esses gastos “não foram precedidos de inscrição orçamental, cabimento prévio e compromisso”, portanto violam a legislação, nomeadamente de transparência orçamental.

À data, as deslocações só podiam ter sido compradas online com o cartão de crédito atribuído a Luís Neves se a PJ tivesse criado um fundo de viagens e alojamento. Para a procuradora que os remeteu para julgamento, Luís Neves e a antiga dirigente da polícia, Luísa Proença, “agiram sem o cuidado devido e sem a diligência necessária para evitar a inobservância das disposições legais, o que lhes era exigível, em função da qualidade de dirigentes máximos” da PJ.

O caso podia ter sido sanado mediante o pagamento cada um de uma multa de 2.550 euros, mas ambos preferiram ser julgados. No entanto, a lei aprovada na especialidade na Assembleia da República põe fim à hipótese de os juízes punirem atuações meramente negligentes por parte dos dirigentes do Estado.

Em causa está o facto de a Comissão da Reforma do Estado e Poder Local do Parlamento ter dado ‘luz verde’, na terça-feira, à legislação do TdC, nomeadamente a uma alteração do Governo às regras de funcionamento do TdC que prevê o fim do visto prévio para contratos públicos até 7,5 milhões de euros. A proposta inicial desta reforma alargava a isenção aos contratos até dez milhões.

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