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"A Caça ao Estripador de Lisboa" chega ao teatro imersivo

22 October 2026 at 09:49
A jornalista Tânia Pereirinha e o encenador Simão Biernat revelam os bastidores da transformação do podcast plus do Observador numa peça de teatro que convida o público a entrar na história.

Pianista Joana Gama apresenta "A mind in the heart" no CCB

20 October 2026 at 11:25
Álbum gravado à distância com o compositor sérvio Ivan Vukosavljevic será apresentado ao vivo esta sexta-feira. Digressão prolonga-se até maio de 2027 com espetáculos em Portugal e no estrangeiro.

© ANTÓNIO COTRIM/LUSA

O concerto de Joana Gama no Centro Cultural de Belém será antecedido por uma conversa com Ivan Vukosavljevic

Marcelino Sambé estreia-se como coreógrafo na CNB e sonha renovar dança clássica

20 October 2026 at 10:38

O bailarino Marcelino Sambé, estreia-se na quinta-feira como coreógrafo, na Companhia Nacional de Bailado (CNB), em Lisboa, com uma peça inspirada em Fernando Pessoa, e quer contribuir para renovar o bailado clássico, aproximando-o de novos públicos, sem perder a tradição.

Em “Eles, Invertidos”, uma das duas novas coreografias do espetáculo “Desassossego”, da CNB, o artista parte do universo introspetivo do “Livro do Desassossego”, de Bernardo Soares/Fernando Pessoa, para explorar o pensamento interior e as perguntas que atravessam a existência humana.

“Há uma beleza em tentar traduzir palavras em movimento”, disse Marcelino Sambé em entrevista à agência Lusa, entre ensaios, por telefone, a partir de Londres, onde é bailarino principal no Royal Ballet.

Com 13 bailarinos em palco, a peça – que marcará a primeira colaboração coreográfica de Sambé com a CNB – procura traduzir em movimento a dimensão interior através de uma espécie de inversão do ser humano, “como se fosse possível virar o corpo do avesso e observar cada um dos seus órgãos”, explicou.

No processo de criação, Sambé concluiu que a obra de Fernando Pessoa exigia ser profundamente sentida e refletida, por colocar questões como “quem somos, o que queremos fazer, de onde viemos, como vemos o mundo”.

“Quando comecei a pensar na forma como esta peça me fazia sentir, foi quase como uma inversão do ser humano, como virar do avesso o corpo e fazer uma inspeção por completo”, descreveu sobre o resultado coreográfico a partir da obra literária.

Questionado sobre o que espera da reação do público, o coreógrafo afirmou que não procurou antecipá-la, preferindo partir da sua própria experiência, da relação com os bailarinos e da música, sem determinar o que os espetadores devem sentir.

“Eu quero fazer algo que talvez faça com que o público levante questões, e que fique um pouco mais curioso”, afirmou, comparando a experiência desta criação à leitura do livro, que considera aberta à interpretação individual.

Publicado pela primeira vez em 1982, quase meio século após a morte de Fernando Pessoa (1888-1935), o “Livro do Desassossego” reúne reflexões sobre a consciência, a existência e a vida quotidiana em Lisboa, atribuídas em grande parte ao semi-heterónimo Bernardo Soares, ajudante de guarda-livros na Rua dos Douradores.

A estreia na CNB representa um novo passo no percurso artístico de Marcelino Sambé, bailarino principal do Royal Ballet, em Londres, onde ingressou em 2012 e foi promovido à categoria mais elevada da companhia em 2019.

Embora já tenha coreografado em Londres, sobretudo em projetos de menor dimensão, e trabalhado em direção de movimento para a moda, esta é a primeira vez que cria uma peça para a CNB e que desenvolve um trabalho desta natureza com uma companhia profissional de bailado, apontou à Lusa.

“É uma grande honra [coreografar para a CNB], e é mais um passo para o meu futuro numa área mais multidisciplinar”, afirmou, acrescentando que, apesar de o bailado clássico continuar a ser uma das suas prioridades, sempre se interessou pelo teatro, pela televisão, o cinema e as artes visuais.

A experiência como coreógrafo surge também num momento em que sente maior confiança para explorar outras linguagens, depois de interpretar recentemente um dos protagonistas de “Manon”, numa coreografia de Kenneth MacMillan, no Royal Ballet.

O contacto com artistas de diferentes áreas tem contribuído para o desenvolvimento da maturidade profissional e para a forma como pensa o futuro da dança, sublinhou o bailarino de 32 anos, nascido em Lisboa, de origem luso-guineense.

“Há um estigma muito grande em relação ao que um bailarino pode ou não pode fazer, porque nós passamos a vida no estúdio e somos sempre estudantes”, observou, defendendo que a formação e a dedicação exigidas pelo bailado clássico não devem impedir a experimentação artística.

Para Marcelino Sambé, a dança precisa de dialogar com as formas contemporâneas de pensar e com questões sociais atuais, de modo a encontrar novas linguagens e atrair públicos mais jovens.

“A dança não pode ser só condenada aos parâmetros que já foram feitos nos anos 1800. Nós temos de fazer ‘updates’ e encontrar novas formas de encontrar outros públicos e de cativar os jovens a dançar e virem ver dança”, sustentou o artista que passou pela Escola Artística de Dança do Conservatório Nacional e a Royal Ballet School.

O objetivo não passa, contudo, por abandonar a tradição, mas por descobrir novas possibilidades dentro de uma linguagem com séculos de desenvolvimento técnico e artístico, ressalvou na entrevista à Lusa.

“Eu não quero tentar replicar o ‘Lago dos Cisnes’ e outros clássicos outra vez. Quero mostrar onde é que estão as novas histórias”, disse, defendendo a exploração de novas situações e contextos para o bailado, sem deixar de lado a dança clássica em pontas.

O coreógrafo considera que ainda há muito por descobrir nas técnicas e formas existentes, através da desconstrução e da sua utilização em novos contextos, sem que a procura de uma linguagem inovadora conduza ao abandono do conhecimento acumulado dos clássicos.

“É tentar pôr o ballet em novas situações, em novos momentos”, resumiu Marcelino Sambé.

Portugal assume, neste percurso, um lugar particular, que o artista descreve como um espaço de segurança e liberdade criativa, onde sente que pode experimentar caminhos que talvez não fossem possíveis noutros países.

“Eu vejo Portugal como um porto seguro onde sei que os braços estarão sempre abertos”, afirmou, destacando a coexistência entre um forte vínculo ao passado e um olhar dirigido ao futuro.

Depois de ter conquistado vários prémios em concursos internacionais de dança, Marcelino Sambé foi galardoado com o Critics’ Circle National Dance Award (2017), o Prémio Personalidade do Ano / Martha de la Cal (2022), atribuído pela imprensa estrangeira em Portugal, a Medalha de Mérito da Câmara Municipal de Oeiras (2020), e a condecoração oficial como Cavaleiro da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada (2022).

“Desassossego”, que abre a temporada 2026/2027 da CNB, reúne duas criações inspiradas no “Livro do Desassossego”, de Fernando Pessoa: além de Marcelino Sambé, também o bailarino e coreógrafo Daniel Cardoso, cria igualmente pela primeira vez um bailado para a companhia, com a peça “Elsewhere within stillness”.

O espetáculo estreia-se na quinta-feira, no Teatro Camões, e terá apresentações até 01 de novembro, no âmbito da programação de celebração dos 50 anos da CNB, fundada em dezembro de 1977.

Humorista britânico Ricky Gervais de volta a Lisboa em março

19 October 2026 at 11:28
Espetáculo decorre a 19 de março na MEO Arena, em Lisboa. A pré-venda de bilhetes, ainda sem valores conhecidos, começa na quarta-feira, com a venda geral a arrancar na sexta-feira.

© HFPA / HANDOUT/EPA

Ricky Gervais esteve em Portugal em 2023 e 2025, também na MEO Arena

"A Caça ao Estripador de Lisboa": o que é o teatro imersivo?

18 October 2026 at 14:55
O espectáculo estreia-se a 28 de outubro, a partir de um podcast do Observador. Mas como é que a "imersão" é um dos protagonistas? Quais os maiores desafios? E até que ponto se pode tornar tendência?

O “fator imersão” assume um papel preponderante para as cerca de 100 pessoas previstas como lotação máxima a cada sessão da "Caça ao Estripador de Lisboa"

You’re fired upon!

13 October 2026 at 00:20
Ainda há dias escangalharam a execução de uma condenada à morte. Se o carrasco consegue falhar a veia com a agulha a centímetros de distância, ninguém garante que não errem o tiro a vários metros.

Quarteto de Sopros da Orquestra do Algarve leva música clássica à Igreja Matriz de Pechão

18 September 2026 at 06:59

No próximo dia 19 de setembro, às 19:00, a Igreja Matriz de Pechão recebe o Quarteto de Sopros da Orquestra do Algarve, num concerto integrado no programa comemorativo do Bicentenário da Câmara Municipal de Olhão.


O espetáculo corresponde ao terceiro concerto do ciclo “APOS: Música Clássica no Território”, promovido no âmbito da parceria entre o Município de Olhão e a Associação de Valorização do Património Cultural e Ambiental de Olhão (APOS), contando ainda com o apoio da Junta de Freguesia de Pechão.
Com o título “Clássicos ma non troppo”, o concerto propõe uma formação pouco habitual na música de câmara: o quarteto de sopros. Íntimo e simultaneamente versátil, este formato conheceu particular popularidade nas primeiras décadas do século XIX, período em que compositores como Gioacchino Rossini e Vincenzo Gambaro escreveram obras especificamente para esta formação.
O programa percorre diferentes épocas e universos musicais, reunindo obras de Rossini, Schubert, Gambaro e Daniel Dorff. Entre os momentos do concerto estará o andamento lento do célebre quarteto de cordas “A Morte e a Donzela”, de Franz Schubert, numa adaptação para esta formação de sopros.
A proposta musical chega ainda aos nossos dias através de Daniel Dorff, compositor norte-americano que, em 1990, escreveu um tango originalmente para quarteto de clarinetes. O sucesso da obra levou o compositor a criar mais de uma dúzia de versões para diferentes formações instrumentais, sendo apresentada nesta ocasião a sua 14.ª versão.
O Quarteto de Sopros da Orquestra do Algarve é composto por Joaquim Moita (fagote), Luís Miguel Garcia (flauta), Emídio Costa (clarinete) e Todd Sheldrick (trompa).
O concerto tem entrada livre, constituindo mais uma oportunidade para aproximar a música clássica de diferentes espaços e públicos do concelho de Olhão, levando a programação cultural para além dos espaços convencionais e valorizando, simultaneamente, o património local.

Mais uma edição do Alameda Viva hoje em Faro

1 August 2026 at 07:00

 Jardim da Alameda ganha nova vida com mais uma edição do “Alameda Viva”, um evento gratuito e pensado para toda a família.

Quinzenalmente, aos sábados, das 17h00 às 20h00, até 26 de setembro, haverá animação, contos, jogos, ateliers criativos, espetáculos de música, dança, teatro, atividades desportivas, insufláveis e muito mais.

Um espaço ao ar livre cheio de cor, movimento e alegria, ideal para celebrar a cultura, o convívio e a diversão entre gerações. 

Datas e temas• 1 de agosto – Jardim dos Exploradores

• 15 de agosto – Jardim, Sol e Água

• 29 de agosto – Jardim dos Sentidos

• 12 de setembro – Jardim da Multiculturalidade

• 26 de setembro – Jardim Radical

terças-feiras (quinzenalmente) – das 10h00 às 11h00 – atividades para seniores

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