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Mendonça mantém no ar vídeo de Flávio sobre Lula “esquecer” Bolsa Família

22 October 2026 at 22:06

O ministro André Mendonça, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), decidiu manter no ar um vídeo da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) que critica o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por ter dito que “não sabia” que o Bolsa Família estava havia quase quatro anos sem reajuste. Ele determinou, porém, a suspensão do impulsionamento pago da publicação.

Na peça, o candidato reproduz trecho de entrevista em que Lula diz desconhecer a falta de correção do benefício. Em seguida, afirma que o petista “esqueceu por quatro anos de quem recebia o Bolsa Família” e só se lembrou do reajuste a poucos dias da eleição. O vídeo também diz que o petista “engana pessoas para conseguir voto”.

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A declaração explorada pela campanha foi dada durante sabatina à TV Globo, no dia 15. Na ocasião, Lula chamou de “inexplicável” o fato de o programa ter ficado quase quatro anos sem reajuste e afirmou ter mandado corrigir o valor assim que soube da situação.

“Eu não sabia que o Bolsa Família não tinha sido reajustado. Isso é inexplicável, que no governo do Lula, alguém pense em não reajustar a inflação no salário das pessoas. É impensável, mas aconteceu”, declarou.

O governo anunciou a correção do Bolsa Família em 17 de setembro, em cerimônia no Palácio do Planalto, a 17 dias do primeiro turno.

O piso passou de R$ 600 para R$ 691, com previsão de pagamento do valor atualizado a partir de outubro. Já o benefício médio, que considera os adicionais recebidos pelas famílias, passou de R$ 675 para R$ 777. Como mostrou a CNN, o Ministério do Planejamento e Orçamento editou a minuta que embasou o reajuste do programa na véspera do anúncio da medida.

Para Mendonça, embora o vídeo também promova a candidatura de Flávio, sua narrativa é predominantemente voltada a desqualificar Lula. A legislação eleitoral permite que conteúdos negativos contra adversários permaneçam nas redes, mas proíbe que sejam impulsionados mediante pagamento.

O ministro ressaltou que, neste momento, não está considerando falsas, ofensivas ou difamatórias as afirmações do vídeo. Por isso, negou o pedido de remoção e mandou apenas que Flávio e a Meta interrompam o impulsionamento.

Mendonça também proibiu a contratação de novos anúncios para promover a mesma peça. A decisão é liminar e ainda será submetida ao plenário do TSE.

TSE manda PL apagar post que associa Lula ao PCC e ao Comando Vermelho

22 October 2026 at 19:52

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) determinou nesta quinta-feira (22) que o PL retire das redes sociais uma publicação que associa o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à proteção do PCC (Primeiro Comando da Capital) e do CV (Comando Vermelho). A decisão é da ministra Estela Aranha e atende a pedido da Coligação Brasil Pronto pra Mais contra o Diretório Nacional do PL.

A publicação foi veiculada nos perfis do partido no Instagram e no Facebook e questiona o sigilo de até 15 anos imposto pelo governo a três telegramas da Embaixada do Brasil em Washington. Em destaque, a peça trazia a pergunta: “Por que estão protegendo terroristas?”.

Os telegramas são de janeiro a maio deste ano, antes de o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, anunciar o enquadramento de facções brasileiras como organizações terroristas. O governo justificou o sigilo dizendo que os papéis são “imprescindíveis à segurança da sociedade” e que a divulgação poderia prejudicar negociações e relações internacionais.

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Para a ministra, a propaganda do PL ultrapassou a crítica ao sigilo dos documentos e sugere, “sem respaldo fático idôneo”, que Lula ou o governo atuariam para proteger ou favorecer organizações criminosas.

Estela afirmou que a associação entre os telegramas sigilosos, as duas facções e o termo “terroristas” leva o eleitor a concluir que a restrição de acesso aos documentos teria sido imposta com a finalidade de proteger esses grupos.

A decisão segue a linha do plenário do TSE, que, na semana passada, julgou ações envolvendo associações de Lula e de Flávio Bolsonaro (PL) ao crime organizado. Os ministros estabeleceram que campanhas podem criticar políticas de segurança pública e explorar episódios concretos envolvendo adversários, mas não podem usá-los para atribuir a candidatos vínculos, apoio ou proteção a facções sem comprovação..

Nesta quinta, Estela determinou a remoção imediata do conteúdo e proibiu o PL de publicar, impulsionar ou reproduzir material idêntico ou substancialmente equivalente que associe, sem provas, agentes políticos, candidatos, partidos ou coligações à proteção, ao favorecimento ou à defesa de organizações criminosas ou terroristas.

A liminar ainda será submetida ao plenário do TSE.

Equipe de Lula diz que presidente aceitou termos colocados por Flávio

22 October 2026 at 18:29

A equipe de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (22) ter concordado com as exigências do adversário Flávio Bolsonaro (PL) para a divulgação da quebra de sigilo dos dois candidatos.

Lula e a advogada de Flávio, a ex-ministra Maria Claudia Bucchianeri, assinaram, na sede do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), uma petição em que aceitam a quebra de seus respectivos sigilos, de familiares e empresas associadas.

A informação foi anunciada pelos coordenadores da campanha petista, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, e o senador Camilo Santana (PT-CE), após encontro entre as campanhas no TSE. Uma foto veiculada mostra a assinatura também de Bucchianeri.

“O presidente Lula não tem nenhuma restrição, não colocou nenhuma restrição”, afirmou Edinho em entrevista a jornalistas no TSE.

Camilo afirmou que, inicialmente, houve divergência entre as campanhas sobre a inclusão na autorização da Alcaraz Holding, uma empresa pertencente ao advogado Willer Tomaz, que supostamente teria ligação com Flávio. Segundo ele, ao final, a equipe do candidato do PL aceitou a condição para incluir as informações sobre a companhia na abertura do sigilo.

Lula assinou digitalmente o documento e Bucchianeri assinou com procuração de Flávio. O documento foi elaborado pela campanha do petista. A petição indica que o texto não significa reconhecimento de titularidade ou de propriedade direta ou indireta de contas ou empresas de terceiros.

O acordo também prevê que, após o envio das informações pelos órgãos e pelas empresas de telefonia, os dados sejam divulgados simultaneamente em um site de acesso público.

“É bom lembrar que é bom lembrar que o presidente Lula fez o desafio no domingo e o Flávio Bolsonaro só foi se posicionar na quarta-feira, ontem […] É importante que abra antes das eleições para que o povo brasileiro possa saber quem é quem e poder tomar sua decisão domingo”, declarou Camilo.

“Duelo de sigilos”

A três dias do segundo turno, o “desafio dos sigilos” ocupa o centro da campanha presidencial e mobiliza as campanhas. Lula lançou o desafio no debate da Band, no domingo (18). Na terça (20), apresentou ao TSE e ao STF (Supremo Tribunal Federal) uma autorização para abrir os sigilos bancário, fiscal e telefônico dele e de seus familiares dos últimos oito anos, desde que o adversário fizesse o mesmo.

Em petição ao TSE na quarta, dirigida ao ministro André Mendonça, Flávio chamou a oferta de “gaveta vazia” e afirmou que o patrimônio do rival não está em seu nome, mas no de terceiros. Ao impor uma série de condições, o senador autorizou o levantamento de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos 20 anos e dos de empresas das quais é sócio ou administrador. Disse também não se opor à abertura das mensagens que trocou com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Entre as exigências para a apresentação, o candidato do PL pediu a abertura dos sigilos telefônico, telemático, bancário e fiscal do ex-chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, e documentos sobre as relações do governo com Vorcaro e com a lobista Roberta Luchsinger, investigada no caso INSS.

Cobrou ainda os gastos do cartão corporativo da Presidência desde 2023, a agenda de Janja anterior a fevereiro de 2025, quando a primeira-dama passou a divulgá-la, e informações sobre as visitas dos filhos do presidente ao Palácio da Alvorada, o uso de helicóptero e as despesas do palácio.

 

Flávio acena às mulheres enquanto Lula prioriza microempreendedores

22 October 2026 at 17:08

Na reta final das eleições, as campanhas dos dois candidatos à Presidência intensificaram esforços para conquistar segmentos específicos do eleitorado. Segundo a analista de política Isabel Mega, Flávio Bolsonaro (PL) busca reduzir a rejeição entre as mulheres, e Lula (PT) aposta em medidas para os microempreendedores.

A estratégia da propaganda eleitoral de Flávio inclui a exaltação da influência feminina na vida do candidato, com destaque para a mãe dele e para a esposa, Fernanda Bolsonaro, que aparece em peças publicitárias afirmando ser ele “o Bolsonaro moderado”.

A campanha também apresentou o programa “Brasil por Elas”, com propostas voltadas especificamente ao público feminino.

“Isso é fruto de uma preocupação com a rejeição que Flávio Bolsonaro tem junto ao público feminino, o presidente Lula tem uma rejeição menor. Flávio é mais votado por homens e Lula por mulheres”, afirmou Mega durante o Live CNN desta quinta-feira (22).

A campanha petista tem explorado esse ponto, especialmente nas mídias sociais, associando a postura mais agressiva de Flávio no debate a gatilhos negativos para as mulheres. Segundo Mega, a campanha de Flávio trata os acenos ao eleitorado feminino como uma espécie de vacina contra essas críticas.

Lula e a disputa pelo voto dos empreendedores

Do outro lado, a campanha de Lula passou a disputar com mais afinco o público dos microempreendedores, segmento historicamente mais próximo do discurso de Flávio Bolsonaro, em grande parte pela influência do empresário e político Pablo Marçal (PRTB-SP).

Como resposta, a campanha petista conseguiu aprovar um pacote no Congresso Nacional, incluindo a elevação do teto do MEI, além de lançar outras medidas voltadas a esse público.

“A gente ainda não sabe bem ao certo como isso vai entrar em acordo com as contas públicas, como isso será bancado. O governo foi lançando medidas e mais medidas, e há uma preocupação com a responsabilidade fiscal por trás disso”, observou Mega.

Nos bastidores da campanha de Flávio, há ainda pressão para que o candidato adote uma postura menos influenciada pelo estilo beligerante de Marçal no próximo debate, marcado para sexta-feira (23), embora Marçal siga sendo considerado peça importante e seja cotado para um eventual “ministério da prosperidade”.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.

Campanhas de Flávio e Lula vão ao TSE para tratar de quebras de sigilo

22 October 2026 at 13:50

Representantes dos candidatos à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foram nesta quinta-feira (22) ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para tratar da apresentação das quebras de sigilo pessoais dos dois presidenciáveis e de aliados.

Integrantes da equipe de Lula chegaram ao TSE por volta de 11h. Compareceram o presidente nacional do PT, Edinho Silva; o senador Camilo Santana (PT-CE); o ministro Guilherme Boulos (Secretaria-Geral); o ministro Paulo Pereira (Empreendedorismo); e a deputada reeleita Camila Jara (PT-MS).

Pouco depois, também chegaram à sede da Corte Eleitoral a advogada Maria Claudia Bucchianeri e o senador eleito Deltan Dallagnol (Novo-PR), representando a campanha de Flávio.

O “desafio dos sigilos” foi pautado por Lula no último domingo (18), durante debate da Band. Na quarta-feira (21), Flávio impôs condições para aceitar o desafio e disse que só apresentará seus dados depois que o petista entregar os dele. A campanha de Lula marcou, então, para estar no TSE ao final da manhã desta quinta-feira.

Segundo apurou a CNN, o PT entregará a resposta de Lula e confirmará que aceita todas as condições. Sob reserva, fontes afirmam que é preciso que Flávio cumpra o lado dele e levantam dúvida se o senador entregará dados sobre a empresa em que supostamente seria sócio do advogado Willer Tomaz.

Na lista de exigências apresentadas pelo PL estão: abertura dos sigilos telefônico, telemático, bancário e fiscal do ex-chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, e documentos sobre as relações do governo com Daniel Vorcaro e com a lobista Roberta Luchsinger, investigada no caso INSS.

Flávio cobrou ainda os gastos do cartão corporativo da Presidência desde 2023, a agenda de Janja anterior a fevereiro de 2025, quando a primeira-dama passou a divulgá-la, e informações sobre as visitas dos filhos do presidente ao Palácio da Alvorada, o uso de helicóptero e as despesas do palácio.

“Desafio dos sigilos” mobiliza QGs de Flávio e Lula a três dias do 2º turno

22 October 2026 at 07:30

A três dias do segundo turno, o “desafio dos sigilos” ocupa o centro da campanha presidencial e mobiliza os comitês de Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A equipe do presidente informou que irá ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) às 11h desta quinta-feira (22) para protocolar sua resposta às condições impostas pelo senador, que aceitou o desafio, mas disse que só apresentará seus dados depois que o petista entregar os dele.

Lula lançou o desafio no debate da Band, no domingo (18). Na terça (20), apresentou ao TSE e ao STF (Supremo Tribunal Federal) uma autorização para abrir os sigilos bancário, fiscal e telefônico dele e de seus familiares dos últimos oito anos, desde que o adversário fizesse o mesmo.

Em petição ao TSE na quarta, dirigida ao ministro André Mendonça, Flávio chamou a oferta de “gaveta vazia” e afirmou que o patrimônio do rival não está em seu nome, mas no de terceiros. O senador autorizou o levantamento de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos 20 anos e dos de empresas das quais é sócio ou administrador. Disse também não se opor à abertura das mensagens que trocou com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

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Em contrapartida, apresentou uma lista de exigências. Pediu a abertura dos sigilos telefônico, telemático, bancário e fiscal do ex-chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, e documentos sobre as relações do governo com Vorcaro e com a lobista Roberta Luchsinger, investigada no caso INSS.

Cobrou ainda os gastos do cartão corporativo da Presidência desde 2023, a agenda de Janja anterior a fevereiro de 2025, quando a primeira-dama passou a divulgá-la, e informações sobre as visitas dos filhos do presidente ao Palácio da Alvorada, o uso de helicóptero e as despesas do palácio.

Leia abaixo as principais exigências de Flávio, segundo a petição enviada ao TSE:

  • Marcola: sigilos telefônico, telemático, bancário e fiscal dos últimos oito anos do ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, que, segundo a petição, atendia o telefone de Lula e recebeu R$ 249 mil de Roberta Luchsinger.
  • Janja: agenda da primeira-dama anterior a fevereiro de 2025, visitas dos filhos de Lula ao Alvorada, uso de helicóptero e gastos do palácio.
  • Cartão corporativo: todos os gastos da Presidência desde janeiro de 2023.
  • Vorcaro: registros da reunião de Lula com o banqueiro em 4 de dezembro de 2024, da qual a Presidência diz não ter produzido ata, e todas as entradas dele e de intermediários no Planalto e no Alvorada desde 2023.
  • Roberta Luchsinger: entradas nos palácios, voos da FAB e reuniões em órgãos do governo, além dos sigilos dela e de sua empresa.
  • Filhos de Lula: abertura das empresas de Fábio Luís, o Lulinha, e dos demais filhos, incluindo uma offshore na Espanha ligada a Lulinha.
  • Frei Chico: dados bancários, fiscais e telefônicos do irmão de Lula e do Sindnapi, sindicato de aposentados de que ele é vice-presidente.

Flávio pediu também que o TSE intime Lula a aderir às condições e que, em caso de recusa, os autos registrem que ela partiu do candidato que lançou o desafio.

O senador Camilo Santana (PT-CE), da campanha do petista, disse que o presidente aceitará todas as condições, “contanto” que Flávio também cumpra a sua parte.

À noite, em nota, a coordenação da campanha petista informou que estará no TSE às 11h desta quinta (22) para protocolar a resposta de Lula e “aguardar” que a equipe do senador compareça para cumprir a sua parte e colocar à disposição os sigilos solicitados, incluindo os de pessoas e empresas indicadas.

Flávio reagiu em nota. Disse receber “com entusiasmo” a declaração de que Lula abrirá a “caixa-preta do Planalto” e esperar que não seja “apenas mais uma promessa não cumprida”. O texto não diz se representantes do senador irão ao TSE nesta quinta para formalizar a abertura de seus sigilos.

Como será último debate presidencial? Cientista político avalia estratégias

22 October 2026 at 00:57

Com o segundo turno se aproximando, o cenário eleitoral permanece acirrado. O cientista político Lucas de Aragão, da consultoria Arko Advice, avaliou as estratégias dos dois candidatos para o último debate antes da eleição, marcado para sexta-feira (23).

Aragão prevê posturas distintas dos dois candidatos no encontro na TV Globo. De acordo com ele, a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) deve adotar um tom mais moderado.

“Pelo que eu falei com a campanha, não vai ser aquele tom tão agressivo, debochado”, declarou Aragão durante o Hora H desta quarta-feira (21).

Já em relação a Lula, o analista apontou uma dificuldade recorrente: o candidato tende a improvisar durante os debates, contrariando o que é orientado por seus assessores. “O Lula treina de um jeito e vai para o debate de outro”, observou Aragão.

O analista também mencionou que a campanha de Flávio deve explorar as declarações de Roberta Luchsinger, assunto que, segundo trackings internos, teria repercutido negativamente para Lula.

Ele observou que, no debate anterior, promovido pela Band, Flávio conseguiu ditar a pauta e tirar Lula do equilíbrio em vários momentos.

Apesar do clima de tensão previsto, Aragão demonstrou certo otimismo em relação ao conteúdo do debate final. Para ele, o baixo nível dos embates anteriores, marcados por ataques e a falta de impacto sobre os indecisos, pode levar os candidatos a adotarem uma postura mais propositiva.

“Talvez a gente veja dois candidatos um pouquinho mais comportados, propositivos para tentar falar com o indeciso”, afirmou.

Reta final da campanha

Aragão apontou que Flávio mantém uma ligeira vantagem, mas que a campanha de Lula conseguiu movimentar o pleito nas últimas semanas, apesar de ter largado em desvantagem. “Saiu atrás com 2,2 milhões de votos no primeiro turno”, lembrou.

O analista destacou que o estoque de votos disponíveis para o segundo turno não é favorável ao candidato do PT, uma vez que a maioria dos candidatos eliminados no primeiro turno possui um eleitorado mais alinhado ao antipetismo do que ao antibolsonarismo.

Ainda assim, Aragão reconheceu que a campanha de Lula conseguiu gerar fatos novos e movimentar a disputa. “Ele tem que reduzir a abstenção, principalmente no Nordeste, onde é uma votação mais desequilibrada”, disse.

A estratégia inclui ainda tentar converter votos da chamada terceira via, estimando uma divisão de 60% para Flávio e 40% para Lula entre esses eleitores.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.

TSE manda suspender propaganda que diz que Lula é a favor da “saidinha”

21 October 2026 at 19:37

O ministro Marco Aurélio Bellizze, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), mandou a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) suspender uma propaganda de rádio que diz que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “sempre foi a favor da saidinha dos presos”.

Na decisão, o ministro afirmou que a campanha tem o direito de criticar a posição do petista sobre as saídas temporárias, mas ponderou que a peça pode induzir o eleitor a associar Lula a um crime cometido por um detento beneficiado pelo mecanismo.

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A inserção traz uma fala de Lula sobre as “saidinhas” e, em seguida, uma notícia sobre um preso do semiaberto que, durante uma saída temporária, teria matado uma mulher e estuprado duas jovens. Na sequência, uma locutora diz: “Ninguém aguenta mais o Lula”.

Para Bellizze, a montagem pode sugerir que o presidente apoiaria a prática criminosa ou teria alguma responsabilidade pelo episódio. O ministro proibiu a retransmissão da peça e de versões que reproduzam, em essência, a mesma associação.

A questão, neste caso, é se a propaganda, ao relacionar a fala atribuída a ele com a notícia de um crime, sugere que ele apoiou ou teve responsabilidade pelo ocorrido. A associação construída pela peça, portanto, apresenta plausibilidade de extrapolar os limites da crítica política e de induzir a uma conclusão factual que, conforme os elementos trazidos com a inicial, não está demonstrada.

Marco Aurélio Bellizze

O tema das saídas temporárias tem sido explorado por Flávio Bolsonaro no segundo turno como uma das frentes de ataque a Lula. O candidato do PL acusa o presidente de privilegiar os direitos de criminosos em detrimento das vítimas.

Lula, porém, voltou a defender o benefício para presos de bom comportamento, sob o argumento de que a medida contribui para a ressocialização e para a manutenção dos vínculos familiares, mas afirma que condenados por crimes graves, como estupro e violência contra a mulher, não devem ter acesso à saída temporária.

Em 2024, o Congresso derrubou veto de Lula e proibiu as saídas temporárias para visita a familiares de presos do semiaberto, mantendo a possibilidade para atividades educacionais previstas em lei.

A decisão de Bellizze é liminar e ainda será submetida ao plenário do TSE. No mérito, a coligação de Lula também pede a perda de tempo de propaganda eleitoral gratuita e a aplicação de multa à campanha de Flávio.

Análise: Flávio Bolsonaro e Lula buscam vender “mudança” a eleitor

21 October 2026 at 16:01

A quatro dias do segundo turno das eleições presidenciais, as campanhas de Flávio Bolsonaro (PL) e de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) intensificam seus esforços para conquistar eleitores indecisos e reduzir abstenções. Segundo a analista de Política da CNN Isabel Mega, ao Live CNN, um elemento comum passou a dominar a comunicação de ambos os lados: o conceito de mudança.

Segundo análise de Isabel Mega, pesquisas qualitativas realizadas por partidos e institutos de pesquisa identificaram que o eleitorado está em busca de transformação. A partir dessa percepção, as duas campanhas reajustaram seus discursos para incorporar essa narrativa, cada uma à sua maneira.

Mudança como estratégia central

A campanha do PT passou a trabalhar com o conceito de “mudar para o rumo certo”, enquanto a do PL adota o slogan “mudar para melhor”. “Eles partem do mesmo conceito de que estão vendendo uma mudança ao eleitorado e, a partir daí, vão destrinchando o que seria essa mudança”, explicou Isabel Mega.

Para o PT, explorar esse conceito é especialmente relevante diante do discurso bolsonarista de que o modelo apresentado por Lula seria antigo e ultrapassado, e de que Flávio representaria o novo.

A resposta da campanha petista é argumentar que a mudança prometida pelo adversário envolve riscos para políticas sociais e para o posicionamento do país no cenário econômico e internacional.

Segurança pública versus saúde

Outro ponto de destaque na reta final da campanha é a disputa em torno dos temas de segurança pública e saúde. A campanha de Flávio Bolsonaro aposta fortemente na pauta da segurança, com o candidato prometendo “devolver territórios às pessoas” e intensificar o combate à criminalidade — mensagem que ecoa tanto no rádio quanto na televisão.

Em resposta, a campanha de Lula aciona o tema da saúde e evoca a memória da pandemia de Covid-19, lembrando o saldo de mais de 700 mil mortes registradas durante o governo de Jair Bolsonaro (PL). Como parte dessa estratégia, a campanha petista incluiu em sua propaganda a mãe do ator Paulo Gustavo, que morreu de Covid.

“Flávio tem mais dificuldade de entrar no tema da saúde, o Lula tem mais dificuldade de entrar no tema da segurança”, avaliou Isabel Mega.

Agendas em estados estratégicos

Flávio Bolsonaro concentra a maior parte de sua agenda em estados onde venceu no primeiro turno — Goiás, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais —, mas também visita Ceará e Pernambuco, onde obteve apenas 31% dos votos, numa tentativa de reverter resultados ou mobilizar eleitores que se abstiveram no dia 4 de outubro.

Já Lula visita estados em que venceu, como Maranhão, Bahia e Pernambuco, mas foca especialmente nos três maiores colégios eleitorais do país — São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro —, onde foi derrotado no primeiro turno.

A aposta é que o volume de eleitores nesses estados justifica o esforço de persuasão, mesmo diante de uma derrota anterior. “Esses três juntos são mais da metade dos votos de todo o país”, destacou o analista de Política da CNN Teo Cury.

Eleição decidida no detalhe

No primeiro turno, Flávio Bolsonaro obteve cerca de 56,1 milhões de votos, contra aproximadamente 53,8 milhões de Lula — uma diferença de menos de 3 milhões de votos. O cenário de polarização extrema faz com que cada detalhe, incluindo o nível de abstenção no próximo domingo (25), possa ser decisivo para o resultado final.

A expectativa em torno do debate previsto para a sexta-feira (23) também é elevada. Aliados de Flávio teriam aconselhado o candidato a adotar uma postura menos agressiva do que a observada no debate anterior. Ao mesmo tempo, a campanha de Lula estaria se preparando para responder com mais ênfase aos ataques do adversário.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.

A 4 dias da eleição, Lula envia proposta de tarifa zero nos fins de semana

21 October 2026 at 15:55

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou nesta quarta-feira (21) o envio ao Congresso Nacional da proposta da “tarifa zero” no transporte público. A PEC (Proposta de Emenda à Constituição) prevê a gratuidade no transporte coletivo aos finais de semana.

A medida havia sido anunciada na última quinta-feira (15), em suas redes sociais. Na ocasião, o petista afirmou que a proposta será paga a partir de uma parte dos recursos de emendas parlamentares.

A formalização da PEC se dá a quatro dias do segundo turno das eleições presidenciais. Lula terminou o primeiro turno atrás de Flávio Bolsonaro (PL) e tenta agora reverter a desvantagem.

O governo estima um impacto fiscal de cerca de R$ 10 bilhões com a tarifa zero, a ser coberto por meio da destinação de emendas parlamentares impositivas. A base governista, no entanto, admite que a discussão no Legislativo pode levar à combinação de outras receitas para o financiamento.

O envio da PEC foi assinado em evento no Palácio do Planalto em que também foi formalizada a sanção do projeto de lei que aumenta o limite do faturamento dos MEIs (Microempreendedores Individuais).

Na cerimônia, o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou que a PEC avança para uma “qualificação” de um percentual das emendas parlamentares.

A PEC prevê a destinação de, no mínimo, 26,8% do montante global anual das programações de execução obrigatória de emendas parlamentares individuais e de bancada.

Após o recebimento da PEC, caberá ao Congresso o avanço ou não da proposta. O trâmite de uma proposta do tipo exige análise em comissões e votações em dois turnos nos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado.

Como a CNN mostrou, a equipe de Lula chegou a avaliar a inclusão da medida no programa de um eventual quarto mandato de Lula. A ideia, porém, não foi para a frente, dada a avaliação de que seria necessário um remodelamento complexo no financiamento do transporte público para acomodar a isenção.

A coordenação da campanha petista chegou a discutir, mesmo antes do primeiro turno, incluir a tarifa zero no plano de governo do presidente. Também pesou para a decisão de não prometer a medida naquele momento uma determinação de Lula para que o programa de governo contasse apenas com propostas factíveis.

O Ministério da Fazenda chegou a pedir um estudo para testar possíveis caminhos para implementar a mudança de forma integral. Cálculos preliminares haviam mostrado que o custo fiscal poderia superar R$ 80 bilhões. Para driblar o alto custo da medida, optou-se por propor a gratuidade somente aos finais de semana e feriados.

Marco do transporte público

Lula já sancionou neste ano um projeto de lei que institui o chamado “marco do transporte público”, que propõe uma transformação no sistema e abre espaço para a tarifa zero. A proposta cria mecanismos para permitir que a União participe do custeio do transporte coletivo urbano, algo que atualmente está concentrado principalmente em estados, municípios e na tarifa paga pelos passageiros.

O marco também estabelece novas regras para concessões, subsídios, transparência e metas de universalização no transporte público.

O texto também cria diretrizes mais rígidas para contratos de concessão e prestação do serviço. Entre os pontos previstos estão regras de transparência de custos e fiscalização, metas de universalização do serviço, e objetivos de transição energética da frota.

O petista vetou uma parte importante do projeto sobre dispositivos que criavam obrigações financeiras mais concretas para União, estados e municípios.

O ponto mais relevante foi a retirada da regra que obrigava a aplicação de pelo menos 60% da arrecadação da Cide-Combustíveis em áreas urbanas. A lei sancionada ainda permite o uso da Cide para subsidiar tarifas do transporte público coletivo, mas sem vincular uma fatia fixa da receita. Na prática, o Executivo preservou margem para decidir se, quando e quanto poderá destinar ao setor.

Também foram vetados trechos que reforçavam a participação do poder público no custeio da operação.

Flávio se beneficia da rejeição ao governo Lula, diz fundador do Ideia

21 October 2026 at 13:23

Uma pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta quarta-feira (21) aponta empate técnico entre Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em simulação de segundo turno, com 51,1% e 48,9% dos votos válidos, respectivamente.

O fundador do Instituto Ideia, Mauricio Moura, analisou os dados ao CNN Novo Dia e destacou que a disputa reflete, sobretudo, o baixo índice de aprovação do governo atual. Segundo Moura, a diferença de dois pontos percentuais a favor de Flávio Bolsonaro, dentro da margem de erro, evidencia o grau de equilíbrio da corrida eleitoral.

Aprovação do governo como termômetro eleitoral

Mauricio Moura destacou que medidas recentes adotadas pelo governo — como acenos aos microempreendedores individuais e a aprovação da PEC que prevê o fim da escala 6×1 — não foram suficientes para alterar a aprovação governamental.

“A gente vê que essas medidas não surtiram efeito nessa principal variável que é a aprovação de governo”, explicou. Para ele, a aprovação do governo é diretamente correlacionada à intenção de voto, especialmente em eleições de reeleição.

“A aprovação de governo é basicamente o resultado da intenção de voto. Então a gente chega, o eleitor chega no segundo turno com o julgamento do governo”, completou.

O especialista também apontou que o governo mantém um teto de popularidade historicamente baixo, uma vez que todos os eleitores que votaram no adversário no segundo turno de 2022 nunca aprovaram a atual gestão.

“Esse governo sempre teve um teto de popularidade muito baixo”, afirmou Moura. Além disso, o governo teria perdido de três a quatro pontos entre eleitores que o apoiaram anteriormente e passaram a reprová-lo — margem que, segundo o especialista, corresponde exatamente ao crescimento de Flávio Bolsonaro em relação ao desempenho de seu pai, Jair Bolsonaro (PL), em 2022.

Terceira via e transferência de votos

A terceira via registrou o pior desempenho desde 1989 no primeiro turno, com nenhum candidato alcançando mais de 3% dos votos válidos. Moura atribuiu esse resultado a um movimento que chamou de “antipetismo de chegada”: eleitores que inicialmente cogitavam votar em candidatos alternativos acabaram migrando para Flávio Bolsonaro por considerá-lo a melhor opção para tirar o PT do poder.

A maioria dos candidatos derrotados no primeiro turno — com exceção de Renan Santos (Missão) — sinalizou apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno, com Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante).

Apesar do apoio declarado, Moura avaliou que a influência desses candidatos sobre seus eleitores é limitada. “Muito pouco. O eleitor, obviamente, se mostra cada vez mais independente em relação ao voto dele”, disse.

Dados de transferência mostraram que cerca de 90% dos eleitores de Renan Santos (Missão) migraram para Flávio Bolsonaro, mesmo diante de críticas do próprio candidato ao postulante do PL.

Abstenção e estratégias para o segundo turno

Com aproximadamente 33,4 milhões de brasileiros que poderiam ter votado no primeiro turno e não o fizeram, a disputa pela abstenção se tornou central para ambas as campanhas. Moura apontou que Lula lidera entre os eleitores que não votaram no primeiro turno e pretendem votar no segundo, o que seria uma boa notícia para sua campanha.

No entanto, o especialista alertou que mobilizar eleitores entre os dois turnos é historicamente raro. “A má notícia é que o histórico de mobilizar eleitores do primeiro para o segundo turno é muito raro”, ponderou.

Para uma eventual virada, Moura avaliou que a campanha de Lula precisaria não apenas captar a abstenção, mas também converter eleitores de Flávio Bolsonaro. “Para que tenha uma virada em relação ao resultado do primeiro turno, é fundamental para a campanha do Lula converter eleitores do Flávio e passarem a votar no Lula no segundo turno”, explicou.

Já a campanha de Flávio Bolsonaro teria potencial para ampliar sua vantagem, especialmente no estado de São Paulo.

Debate, redes sociais e o eleitor decisivo

Moura avaliou que o debate realizado entre os candidatos não contribuiu para reduzir a rejeição de nenhum deles, tendo inclusive desengajado eleitores indecisos. “Foi um debate que, na verdade, mais desengajou os indecisos do que ajudou a definir voto”, disse.

Para o especialista, o debate previsto para a sexta-feira (23) representa uma oportunidade importante, tanto para solidificar uma liderança quanto para trabalhar uma possível virada.

Sobre o papel das redes sociais, Moura reconheceu sua importância estrutural nas campanhas, mas ponderou que o eleitor mais decisivo — descrito por ele como mulheres empreendedoras das periferias das grandes cidades do Sudeste — é justamente o menos engajado nessas plataformas.

“Aquele eleitor e eleitora, principalmente, que vai decidir a eleição, é o menos engajado na rede social”, afirmou. Segundo ele, esse grupo tende a tomar sua decisão de voto na reta final e pode ser influenciado por um debate com ampla audiência.

O especialista também destacou que o governo perdeu espaço entre as mulheres por questões ligadas à economia e à segurança pública, dois temas que, na sua avaliação, precisam ser abordados de forma direta na campanha.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.

Flavio Bolsonaro’s ‘corrupto’ stunt sparks viral meme before Brazil election runoff

Far-right presidential candidate’s TV debate swipe at rival backfires as people take to social media to parody it

To Flávio Bolsonaro and his publicists, it must have seemed an ingenious idea that would expose his rival’s supposed crookedness on the eve of Brazil’s presidential election.

But the far-right politician’s decision to attend a primetime television debate against his leftwing opponent, Luiz Inácio Lula da Silva, with the word “corrupto” (corrupt) written on the palm of his hand has backfired.

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© Photograph: Allison Sales/NurPhoto/Shutterstock

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Lula condiciona la apertura de su secreto bancario a que Flávio Bolsonaro haga lo mismo

20 October 2026 at 08:54
"Presentaré esto mañana ante el TSE con la esperanza de que el candidato opositor presente una propuesta para levantar la confidencialidad de sus registros, así como los de sus empresas y su familia", afirmó Lula, detallando que incluyó a sus cinco hijos para evitar acusaciones infundadas durante la campaña.

Brazil Protesters Accuse Meta of Election Interference

20 October 2026 at 08:25
Brazilian protesters outside Meta headquarters in São Paulo denounce alleged Instagram restrictions on Lula’s campaign ahead of the presidential runoff.

Demonstrators demand algorithmic transparency as Brazil’s electoral court gives Meta 24 hours to prove equal treatment of presidential campaigns.


Hundreds of Brazilians protested outside Meta’s São Paulo offices on Monday, accusing the technology giant of restricting the reach of President Luiz Inácio Lula da Silva’s campaign while boosting far-right candidate Flávio Bolsonaro, six days before the presidential runoff. The demonstration coincided with a court order giving Meta 24 hours to prove it was treating both campaigns equally.

RELATED: Brazilian Court Gives Meta 24 Hours to Prove Equal Treatment of Presidential Campaigns

The protest on Faria Lima Avenue called for an end to what demonstrators described as the suppression of progressive political content. Organizers also demanded transparency in content moderation algorithms, protections for activists and journalists, and compensation for damage to public debate.

The Superior Electoral Court (TSE) imposed the 24-hour deadline amid mounting scrutiny of Meta’s handling of the campaigns. The dispute intensified after internal messages emerged in which company employees acknowledged that Lula’s account had faced restrictions compared with Bolsonaro’s. The messages indicated that Lula’s Instagram posts could not be promoted for nearly 24 hours between Oct. 9 and 10.

“META NO SE META!”

Movimientos brasileños ocupan la sede de la plataforma de redes sociales. pic.twitter.com/wetfUpEryA

— Nacho Lemus (@LemusteleSUR) October 19, 2026

Text Reads: “META DON’T GET INVOLVED!” Brazilian movements occupy the headquarters of the social media platform.

TSE Justice Marco Aurélio Bellizze warned that appeals would not suspend the court’s orders and doubled the daily fine for noncompliance from 500,000 reais to 1 million reais, or about $180,000.

The court also ordered Meta to submit individual reports in Portuguese, explain its recommendation algorithms, provide details on electoral advertising oversight, and identify potential networks of fake accounts and AI-generated images.

“Unilaterally replacing deadlines set by the court amounts to noncompliance, particularly in a process whose effectiveness depends on time,” Bellizze said.

Meta maintains that its content moderation policies apply equally to all political actors. Bolsonaro has also sought to join the proceedings, arguing that his own content has been harmed.

Concerns over digital sovereignty

Protesters argued that the dispute exposed the broader influence of social media platforms over Brazil’s electoral process. They noted that 70% of the Brazilian population uses Instagram to obtain information and accused Meta, owned by Mark Zuckerberg, of wielding opaque power over political visibility.

“We cannot say we have fair elections when a company uses its economic, technical and technological power to tilt public debate toward one side, which is what is happening,” said Dani Silva, executive director of Ctrl+Z, one of the organizations behind the demonstration.

The rally was organized by the Não se Meta coalition, which included the Landless Workers’ Movement (MST), Levantamento da Juventude Popular, Brasil Popular, Article 19, Ctrl+Z, Código No Binário, Diracom, the National Forum for the Democratization of Communication and Sleeping Giants Brazil.

Under the slogan “Meta, stay out of our election,” demonstrators displayed signs featuring Zuckerberg alongside U.S. President Donald Trump and chanted for digital sovereignty and Meta’s exclusion from the electoral process.

Activist Veronyka Gimenes, known as Trava Hacker, described the company’s actions as part of what she called “digital colonialism,” alleging that technology companies seek to influence domestic politics across the Global South.

“Digital sovereignty is no joke; it is something that must be taken very seriously,” she said.

Activist Tiana Cauton urged people to take to the streets to demand the democratization of communications. She also expressed hope that a new presidential term would advance “autonomy through our own open and clean social networks.”

Demonstrators said Meta’s influence over political communication had undermined Brazil’s national sovereignty since the 2018 elections, renewing calls for greater accountability for social media platforms during the electoral process.

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