Pesquisa PoderData/AYA, divulgada nesta quinta-feira (22), aponta que 47% dos eleitores rejeitam o presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da disputa presidencial. Neste índice, o senador Flávio Bolsonaro (PL) registra 45%.
Quando questionados sobre o petista, 46% responderam que o candidato é o único em quem votariam, enquanto 5% disseram que poderiam votar nele e 2% disseram não saber. Já quanto ao postulante do PL, foram 47% os que disseram que somente votariam nele, enquanto 5% afirmaram poder votar e 3% responderam não saber.
Metodologia
A pesquisa PoderData/AYA entrevistou 4.000 eleitores, entre os dias 19 e 20 de outubro, por meio de entrevista por telefone. A margem de erro do levantamento é de 1,6 ponto percentual, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.
O levantamento foi realizada com recursos do próprio instituto e está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-07926/2026.
Pesquisa PoderData/AYA, divulgada nesta quinta-feira (22), mostra que o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) tem 51% das intenções de voto para o segundo turno, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registra 49%.
O cenário considera somente os votos válidos, ou seja, descartados brancos e nulos. O resultado configura um empate técnico na margem de erro, que é de 1,6 ponto percentual, para mais ou para menos.
Esta é a quinta rodada testada pelo instituto desde a definição do primeiro turno. Na pesquisa divulgada na última segunda-feira (19), Flávio tinha 52% ante 48% de Lula, portanto, o candidato do PL oscilou um ponto para baixo enquanto o petista um para cima, variações que ocorrem dentro da margem de erro.
Metodologia
A pesquisa PoderData/AYA entrevistou 4.000 eleitores, entre os dias 19 e 20 de outubro, por meio de entrevista por telefone. A margem de erro do levantamento é de 1,6 ponto percentual, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.
O levantamento foi realizada com recursos do próprio instituto e está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-07926/2026.
O comentarista da CNN José Eduardo Cardozo e o empresário Leonardo Bortoletto debateram, na quarta-feira (21), em O Grande Debate (de segunda a sexta-feira, às 23h), sobre “Abstenção ou indeciso: quem decide o 2º turno?”
O percentual de eleitores indecisos na pesquisa espontânea da Quaest dobrou em uma semana, passando de 7% para 14%, segundo levantamento divulgado na última quarta-feira (21). O cenário revela uma disputa extremamente acirrada, com Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) numericamente empatados, cada um com 40% das intenções de voto.
Diante desse quadro de absoluta indefinição, o debate sobre o que pode determinar o resultado do segundo turno das eleições presidenciais de 2026 ganhou força. Entre os fatores em análise estão a abstenção e o comportamento dos eleitores indecisos.
Abstenção tende a crescer no segundo turno
Leonardo Bortoletto avalia que os votos dos dois candidatos já estão, em grande medida, consolidados, e que a margem de mobilização adicional é muito pequena nas horas que antecedem a eleição.
Para ele, a abstenção deve seguir o padrão histórico das eleições presidenciais brasileiras após a redemocratização, quando o índice de eleitores que não comparecem às urnas tende a ser maior no segundo turno do que no primeiro. “A abstenção, eu acredito que vai seguir a regra histórica das últimas eleições, com exceção da última”, afirmou Bortoletto.
O analista lembrou ainda que, no segundo turno, estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais não têm eleições para governador, o que reduz a mobilização dos palanques estaduais.
Além disso, a campanha de deputados federais, estaduais e senadores também não está mais em curso, fatores que tendem a diminuir o engajamento do eleitorado. “Eu acredito que ainda a definição está no indeciso”, concluiu.
Qualquer fator pode ser decisivo na disputa
José Eduardo Cardozo concordou com a análise sobre o enfraquecimento dos palanques estaduais, mas destacou que o clima de acirramento político pode, por outro lado, motivar eleitores que não votaram no primeiro turno a comparecerem no segundo.
“O calor político pode motivar pessoas a votarem”, disse Cardozo, citando o exemplo de eleitores que afirmaram ter deixado de votar no primeiro turno e que pretendem fazê-lo no segundo.
Para Cardozo, dada a margem técnica de erro de 2% nas pesquisas, qualquer variável — seja maior ou menor abstenção, seja a decisão dos indecisos — pode ser suficiente para alterar o resultado final.
“Realmente, a abstenção e indecisos podem determinar a pequena margem de diferença do resultado final”, afirmou. Ele classificou a eleição como uma das mais disputadas da história recente do país, prevendo uma apuração que pode se estender “até os instantes finais sem saber, possivelmente, quem será o vencedor”.
Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.
Os candidatos à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) dedicarão, esta quinta-feira (21), para agendas internas com as respectivas campanhas, em Brasília.
A ideia é que ambos alinhem as últimas estratégias de atos, discursos e redes sociais nesta reta final de segundo turno, além de se prepararem para o debate presidencial da TV Globo, marcado para sexta (23), no Rio de Janeiro.
Leia Mais:
Agenda de Flávio
Do lado do candidato do PL, Flávio contará com as orientações dos responsáveis pela sua comunicação e de aliados, como o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que também estará na capital federal.
O candidato à Presidência, portanto, não terá agendas públicas ao longo do dia. No entanto, às 19h, Flávio promoverá uma transmissão ao vivo no próprio canal no YouTube, como costuma fazer toda quinta à noite.
A perspectiva é que Flávio também não tenha agendas públicas na sexta, ficando já no Rio, dando continuidade à preparação para o último confronto pessoal com o presidente e concorrente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), à noite.
Em princípio, Flávio já encerrou os atos de rua no estado de São Paulo e no Nordeste, por onde passou na quarta (20) – Guarulhos e Fortaleza. Fora Brasília para reuniões com a equipe de campanha, as próximas cidades a serem visitadas deverão ser Rio de Janeiro e Belo Horizonte até sábado (24), véspera da votação final.
Agenda de Lula
Enquanto o presidente Lula ficará no Palácio da Alvorada, sua equipe de campanha irá, às 11h, ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), renovar o desafio a Flávio Bolsonaro sobre a derrubada de sigilos(entenda mais abaixo).
Após Flávio impor vinte condições para aceitar o desafio de Lula, de ambos colocarem seus sigilos e de familiares à disposição do TSE, o petista concordou com os termos.
As condições estabelecidas por Flávio e aceitas pelo petista incluem a derrubada de sigilo de cartão corporativo, em especial da primeira-dama Janja Lula da Silva, da lista de visitantes do Palácio do Planalto e do ex-chefe de gabinete do presidente Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola.
Camilo Santana, porta-voz da campanha de Lula, afirmou que o momento da entrega do novo documento ao TSE, será o prazo limite para que Flávio aceite o desafio. O senador frisou que o PT (Partido dos Trabalhadores) quer levar à frente a iniciativa antes das eleições.
Lula estará sem compromissos públicos a três dias da eleição enquanto a campanha petista se preocupa com a voz do mandatário. A equipe do presidente decidiu desmarcar agendas e preservá-lo para o debate da TV Globo, na sexta (23).
Lula concederia entrevista à TV Record na quarta-feira (21) antes de viajar a Belo Horizonte (MG), mas o compromisso acabou desmarcado. Gravações previstas para esta quinta-feira também foram suspensas, segundo fontes no QG petista.
O presidente apareceu em seus compromissos da quarta, uma cerimônia para medidas econômicas no Palácio do Planalto e uma caminhada na capital mineira, com a voz mais rouca que o habitual.
Segundo apuração da CNN Brasil, Lula vem sendo acompanhado por uma fonoaudióloga durante a campanha, a fim de garantir que sua voz resista ao acelerado ritmo de compromissos presidenciais, caminhadas e comícios.
“Duelo” de sigilos
A três dias do segundo turno, o “desafio dos sigilos” ocupa o centro da campanha presidencial e mobiliza os comitês de Flávio e Lula.
Lula lançou o desafio no debate da Band, no domingo (18). Na terça (20), apresentou ao TSE e ao STF (Supremo Tribunal Federal) uma autorização para abrir os sigilos bancário, fiscal e telefônico dele e de seus familiares dos últimos oito anos, desde que o adversário fizesse o mesmo.
Em petição ao TSE na quarta, dirigida ao ministro André Mendonça, Flávio chamou a oferta de “gaveta vazia” e afirmou que o patrimônio do rival não está em seu nome, mas no de terceiros. O senador autorizou o levantamento de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos 20 anos e dos de empresas das quais é sócio ou administrador. Disse também não se opor à abertura das mensagens que trocou com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Em contrapartida, apresentou uma lista de exigências. Pediu a abertura dos sigilos telefônico, telemático, bancário e fiscal do ex-chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, e documentos sobre as relações do governo com Vorcaro e com a lobista Roberta Luchsinger, investigada no caso INSS.
Cobrou ainda os gastos do cartão corporativo da Presidência desde 2023, a agenda de Janja anterior a fevereiro de 2025, quando a primeira-dama passou a divulgá-la, e informações sobre as visitas dos filhos do presidente ao Palácio da Alvorada, o uso de helicóptero e as despesas do palácio.
Leia abaixo as principais exigências de Flávio, segundo a petição enviada ao TSE:
Marcola: sigilos telefônico, telemático, bancário e fiscal dos últimos oito anos do ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, que, segundo a petição, atendia o telefone de Lula e recebeu R$ 249 mil de Roberta Luchsinger.
Janja: agenda da primeira-dama anterior a fevereiro de 2025, visitas dos filhos de Lula ao Alvorada, uso de helicóptero e gastos do palácio.
Cartão corporativo: todos os gastos da Presidência desde janeiro de 2023.
Vorcaro: registros da reunião de Lula com o banqueiro em 4 de dezembro de 2024, da qual a Presidência diz não ter produzido ata, e todas as entradas dele e de intermediários no Planalto e no Alvorada desde 2023.
Roberta Luchsinger: entradas nos palácios, voos da FAB e reuniões em órgãos do governo, além dos sigilos dela e de sua empresa.
Filhos de Lula: abertura das empresas de Fábio Luís, o Lulinha, e dos demais filhos, incluindo uma offshore na Espanha ligada a Lulinha.
Frei Chico: dados bancários, fiscais e telefônicos do irmão de Lula e do Sindnapi, sindicato de aposentados de que ele é vice-presidente.
Flávio pediu também que o TSE intime Lula a aderir às condições e que, em caso de recusa, os autos registrem que ela partiu do candidato que lançou o desafio.
O senador Camilo Santana (PT-CE), da campanha do petista, disse que o presidente aceitará todas as condições, “contanto” que Flávio também cumpra a sua parte.
À noite, em nota, a coordenação da campanha petista informou que estará no TSE nesta quinta (22) para protocolar a resposta de Lula e “aguardar” que a equipe do senador compareça para cumprir a sua parte e colocar à disposição os sigilos solicitados, incluindo os de pessoas e empresas indicadas.
O acesso a alimentos a preços compatíveis com a renda da população e o fortalecimento da agricultura familiar estão entre os desafios da política agrícola brasileira. Além de produzir, o país precisa garantir que os alimentos cheguem ao consumidor, criar condições para que pequenos produtores permaneçam na atividade e ampliar a oferta de comida saudável.
Os programas de governo de Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentam abordagens diferentes para esses temas.
Flávio associa a redução dos preços dos alimentos à melhoria da logística e ao aumento da capacidade de armazenagem das safras.
Lula prevê ampliar as compras públicas da agricultura familiar, fortalecer linhas específicas de crédito e manter a aquisição de alimentos desses produtores para a alimentação escolar.
A diferença também aparece no tratamento da segurança alimentar. O programa de Lula inclui medidas voltadas à produção de alimentos, à agricultura familiar e ao acesso da população à alimentação. No documento de Flávio, não há propostas específicas para a agricultura familiar nem referências diretas à fome ou ao Bolsa Família. Veja maias detalhes abaixo:
FLÁVIO BOLSONARO
Logística e armazenagem para reduzir preços dos alimentos
O programa de Flávio Bolsonaro propõe reduzir o preço dos alimentos ao consumidor por meio de melhorias na logística e da ampliação da capacidade de armazenagem das safras.
A proposta parte do diagnóstico de que uma parcela dos custos é formada entre a produção no campo e a chegada dos produtos ao varejo. O documento menciona a criação de corredores logísticos inteligentes e a ampliação da armazenagem como instrumentos para melhorar o escoamento da produção e reduzir custos.
O plano também associa a segurança alimentar à produção agropecuária nacional e à redução da dependência externa de fertilizantes. A proposta é apoiar a produção nacional desses insumos, com aproveitamento de recursos minerais disponíveis no país.
O programa, porém, não apresenta medidas específicas para fortalecer a agricultura familiar. Não há previsão de ampliação do Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), de assistência técnica direcionada aos pequenos produtores ou de programas de compras públicas de alimentos produzidos por esse segmento.
Programas sociais e combate à pobreza
O documento apresentado ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) também não estabelece metas específicas para a ampliação do PAA (Programa de Aquisição de Alimentos) , alimentação escolar ou Bolsa Família.
Flávio, porém, propõe manter os programas sociais existentes, com aperfeiçoamento da gestão, correção de distorções e combate a fraudes. O plano afirma que as famílias que dependem desses benefícios para garantir a alimentação continuarão recebendo assistência, desde que cumpram os critérios estabelecidos.
Ao mesmo tempo, o candidato defende que os programas sociais sejam associados a iniciativas de qualificação profissional e acesso ao mercado de trabalho.
Regularização de pequenas propriedades rurais
Uma das medidas diretamente relacionadas aos pequenos produtores no programa do PL é a ampliação da regularização fundiária e da titulação de propriedades rurais. A proposta busca garantir que pequenos proprietários tenham documentos que comprovem a posse legal de seus imóveis, permitindo maior segurança jurídica para investir na produção e acessar financiamentos.
O candidato defende o fortalecimento da proteção ao direito de propriedade no campo e a regularização fundiária como uma condição para ampliar a capacidade de investimento dos produtores e estimular o desenvolvimento das atividades agrícolas
“Vamos promover ampla regularização e titulação do pequeno proprietário rural, para que quem trabalha a terra tenha o documento que prova que ela é sua, possa acessar crédito e investir com segurança. E traremos segurança jurídica sólida, irreversível e sem margem para relativizações do direito de propriedade, porque ninguém planta e investe no que teme perder
Seguro rural e proteção da produção
Flávio Bolsonaro propõe ampliar o seguro rural para oferecer maior previsibilidade aos produtores diante dos riscos da atividade agrícola.
O documento também prevê a adoção de instrumentos de securitização e reorganização das dívidas do setor, com o objetivo de melhorar as condições de planejamento financeiro das atividades no campo.
Produção nacional de fertilizantes
Flávio Bolsonaro também propõe ampliar a produção brasileira de fertilizantes, com o objetivo de reduzir a dependência das importações.
Na avaliação apresentada pelo candidato, a dependência de fertilizantes estrangeiros aumenta a exposição dos produtores às variações de preços internacionais, o que pode pressionar o custo da produção agrícola e dos alimentos.
LULA
Compras públicas e fortalecimento da agricultura familiar
O programa de Lula prevê ampliar o PAA (Programa de Aquisição de Alimentos) e as compras públicas de produtos da agricultura familiar. A política conecta o apoio aos pequenos produtores à oferta de alimentos para a população, utilizando compras governamentais como instrumento de comercialização.
O documento também prevê manter percentuais mínimos de aquisição de alimentos da agricultura familiar e de alimentos in natura para a alimentação escolar. Entre as metas apresentadas no programa estão a participação de 45% da agricultura familiar e de 80% de alimentos in natura na alimentação escolar.
A proposta busca criar demanda para os produtos dos pequenos agricultores e ampliar a presença de alimentos frescos nas refeições oferecidas nas escolas públicas. O resultado depende da implementação das metas, da capacidade de compra dos municípios e dos estados e das condições de produção e entrega dos fornecedores.
Crédito e apoio à produção de alimentos
Na agricultura familiar, o programa também prevê expandir o Plano Safra específico para o segmento, com juros compatíveis com o perfil do produtor e o tipo de produto financiado. A produção de alimentos da cesta básica aparece entre as prioridades.
O texto prevê reforçar linhas para agroecologia, produção orgânica, sociobiodiversidade, inovação e aquisição de máquinas adaptadas às propriedades familiares. Também estabelece condições diferenciadas para jovens agricultores, mulheres, cooperativas e associações.
Outra frente é simplificar o acesso ao crédito por meio de soluções digitais. O programa ainda prevê fortalecer o Garantia-Safra e ampliar o acesso ao seguro rural da agricultura familiar.
Apesar da variedade de medidas, o documento não apresenta metas quantitativas para o número de novos agricultores familiares atendidos nem define valores específicos para cada linha de apoio no próximo mandato.
Assistência técnica, mecanização e proteção contra perdas
O candidato também prevê ampliar a oferta de Assistência Técnica e Extensão Rural, com o objetivo de apoiar a produção agrícola.
O plano estabelece ainda o fortalecimento do programa Mais Alimentos, voltado ao acesso à mecanização adaptada às pequenas propriedades e ao aumento da produtividade.
Diante dos eventos climáticos extremos, a proposta prevê o fortalecimento do Programa Garantia-Safra e a ampliação do acesso ao seguro rural para os agricultores familiares.
Também está previsto o aperfeiçoamento das regras de segurança agropecuária aplicadas às agroindústrias familiares, para facilitar a comercialização de produtos entre os estados.
O plano também estabelece medidas de regularização fundiária e de titulação de territórios quilombolas e de comunidades tradicionais.
Infraestrutura e permanência no campo
Outra prioridade apresentada é ampliar o Programa Cisternas em regiões com estresse hídrico, garantindo água para consumo humano e produção agrícola.
Lula também propõe aumentar os investimentos em saneamento rural, ampliar o acesso à energia elétrica no campo, com prioridade para fontes renováveis, e fortalecer o Pronera, Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária.
Combate à fome e garantia de renda
O plano de governo associa o combate à fome às políticas de transferência de renda, ao aumento do poder de compra da população e ao fortalecimento da produção de alimentos.
Para o próximo governo, Lula propõe dar continuidade ao fortalecimento das instâncias de participação e governança em segurança alimentar, além de manter a atuação brasileira na Aliança Global contra a Fome e a Pobreza.
O QUE É AGRICULTURA FAMILIAR
É considerada Agricultura Familiaro agricultor que dirige diretamente sua produção; utiliza predominantemente a mão de obra familiar; tem a maior parte da renda proveniente das atividades exercidas em seu próprio estabelecimento, um imóvel rural com até quatro módulos fiscais. Para não deixar dúvidas essas definições estão descrita em lei(nº 11.326/2006.).
O último Censo Agropecuário de 2017 mostrou que 67% das pessoas que atuam no campo, ou 10,1 milhões de pessoas, trabalham com esse modelo de produção.
São 3,9 milhões de propriedades, equivalentes a 77% das unidades agropecuárias do país. Elas ocupam quase 81 milhões de hectares, ou 23% das áreas produtivas e agricultáveis do país.
Dessas propriedades saem alimentos frescos, básicos mas essenciais. Como banana, leite, mandioca…
Segundo o programa “Pacto para Fome”, criado em 2023 por coalizão multissetorial e suprapartidária da sociedade civil, entre as contribuições da agricultura familiar está a garantia da segurança alimentar com produção diversificada de alimentos frescos, saudáveis e nutritivos para as comunidades locais.
A Organização das Nações Unidas estima que mais de 80% dos alimentos no mundo são produzidos em pequenas propriedades, consolidando a participação desse modelo de produção nas metas de segurança alimentar e combate a fome.
Aviso ao leitor: Esta reportagem faz parte de uma série da CNN Brasil sobre as propostas dos candidatos à Presidência da República para o agronegócio. Os textos abordam diferentes temas relacionados ao setor; por isso, esta análise se concentra na agricultura familiar, no fomento para os pequenos produtores e na produção destinada a segurança alimentar e ao combate à fome.
Os candidatos à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) dedicarão, esta quinta-feira (21), para agendas internas com as respectivas campanhas, em Brasília.
A ideia é que ambos alinhem as últimas estratégias de atos, discursos e redes sociais nesta reta final de segundo turno, além de se prepararem para o debate presidencial da TV Globo, marcado para sexta (23), no Rio de Janeiro.
Leia Mais:
Agenda de Flávio
Do lado do candidato do PL, Flávio contará com as orientações dos responsáveis pela sua comunicação e de aliados, como o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que também estará na capital federal.
O candidato à Presidência, portanto, não terá agendas públicas ao longo do dia. No entanto, às 19h, Flávio promoverá uma transmissão ao vivo no próprio canal no YouTube, como costuma fazer toda quinta à noite.
A perspectiva é que Flávio também não tenha agendas públicas na sexta, ficando já no Rio, dando continuidade à preparação para o último confronto pessoal com o presidente e concorrente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), à noite.
Em princípio, Flávio já encerrou os atos de rua no estado de São Paulo e no Nordeste, por onde passou na quarta (20) – Guarulhos e Fortaleza. Fora Brasília para reuniões com a equipe de campanha, as próximas cidades a serem visitadas deverão ser Rio de Janeiro e Belo Horizonte até sábado (24), véspera da votação final.
Agenda de Lula
Enquanto o presidente Lula ficará no Palácio da Alvorada, sua equipe de campanha irá, às 11h, ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), renovar o desafio a Flávio Bolsonaro sobre a derrubada de sigilos(entenda mais abaixo).
Após Flávio impor vinte condições para aceitar o desafio de Lula, de ambos colocarem seus sigilos e de familiares à disposição do TSE, o petista concordou com os termos.
As condições estabelecidas por Flávio e aceitas pelo petista incluem a derrubada de sigilo de cartão corporativo, em especial da primeira-dama Janja Lula da Silva, da lista de visitantes do Palácio do Planalto e do ex-chefe de gabinete do presidente Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola.
Camilo Santana, porta-voz da campanha de Lula, afirmou que o momento da entrega do novo documento ao TSE, será o prazo limite para que Flávio aceite o desafio. O senador frisou que o PT (Partido dos Trabalhadores) quer levar à frente a iniciativa antes das eleições.
Lula estará sem compromissos públicos a três dias da eleição enquanto a campanha petista se preocupa com a voz do mandatário. A equipe do presidente decidiu desmarcar agendas e preservá-lo para o debate da TV Globo, na sexta (23).
Lula concederia entrevista à TV Record na quarta-feira (21) antes de viajar a Belo Horizonte (MG), mas o compromisso acabou desmarcado. Gravações previstas para esta quinta-feira também foram suspensas, segundo fontes no QG petista.
O presidente apareceu em seus compromissos da quarta, uma cerimônia para medidas econômicas no Palácio do Planalto e uma caminhada na capital mineira, com a voz mais rouca que o habitual.
Segundo apuração da CNN Brasil, Lula vem sendo acompanhado por uma fonoaudióloga durante a campanha, a fim de garantir que sua voz resista ao acelerado ritmo de compromissos presidenciais, caminhadas e comícios.
“Duelo” de sigilos
A três dias do segundo turno, o “desafio dos sigilos” ocupa o centro da campanha presidencial e mobiliza os comitês de Flávio e Lula.
Lula lançou o desafio no debate da Band, no domingo (18). Na terça (20), apresentou ao TSE e ao STF (Supremo Tribunal Federal) uma autorização para abrir os sigilos bancário, fiscal e telefônico dele e de seus familiares dos últimos oito anos, desde que o adversário fizesse o mesmo.
Em petição ao TSE na quarta, dirigida ao ministro André Mendonça, Flávio chamou a oferta de “gaveta vazia” e afirmou que o patrimônio do rival não está em seu nome, mas no de terceiros. O senador autorizou o levantamento de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos 20 anos e dos de empresas das quais é sócio ou administrador. Disse também não se opor à abertura das mensagens que trocou com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Em contrapartida, apresentou uma lista de exigências. Pediu a abertura dos sigilos telefônico, telemático, bancário e fiscal do ex-chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, e documentos sobre as relações do governo com Vorcaro e com a lobista Roberta Luchsinger, investigada no caso INSS.
Cobrou ainda os gastos do cartão corporativo da Presidência desde 2023, a agenda de Janja anterior a fevereiro de 2025, quando a primeira-dama passou a divulgá-la, e informações sobre as visitas dos filhos do presidente ao Palácio da Alvorada, o uso de helicóptero e as despesas do palácio.
Leia abaixo as principais exigências de Flávio, segundo a petição enviada ao TSE:
Marcola: sigilos telefônico, telemático, bancário e fiscal dos últimos oito anos do ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, que, segundo a petição, atendia o telefone de Lula e recebeu R$ 249 mil de Roberta Luchsinger.
Janja: agenda da primeira-dama anterior a fevereiro de 2025, visitas dos filhos de Lula ao Alvorada, uso de helicóptero e gastos do palácio.
Cartão corporativo: todos os gastos da Presidência desde janeiro de 2023.
Vorcaro: registros da reunião de Lula com o banqueiro em 4 de dezembro de 2024, da qual a Presidência diz não ter produzido ata, e todas as entradas dele e de intermediários no Planalto e no Alvorada desde 2023.
Roberta Luchsinger: entradas nos palácios, voos da FAB e reuniões em órgãos do governo, além dos sigilos dela e de sua empresa.
Filhos de Lula: abertura das empresas de Fábio Luís, o Lulinha, e dos demais filhos, incluindo uma offshore na Espanha ligada a Lulinha.
Frei Chico: dados bancários, fiscais e telefônicos do irmão de Lula e do Sindnapi, sindicato de aposentados de que ele é vice-presidente.
Flávio pediu também que o TSE intime Lula a aderir às condições e que, em caso de recusa, os autos registrem que ela partiu do candidato que lançou o desafio.
O senador Camilo Santana (PT-CE), da campanha do petista, disse que o presidente aceitará todas as condições, “contanto” que Flávio também cumpra a sua parte.
À noite, em nota, a coordenação da campanha petista informou que estará no TSE nesta quinta (22) para protocolar a resposta de Lula e “aguardar” que a equipe do senador compareça para cumprir a sua parte e colocar à disposição os sigilos solicitados, incluindo os de pessoas e empresas indicadas.
A três dias do segundo turno, o “desafio dos sigilos” ocupa o centro da campanha presidencial e mobiliza os comitês de Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A equipe do presidente informou que irá ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) às 11h desta quinta-feira (22) para protocolar sua resposta às condições impostas pelo senador, que aceitou o desafio, mas disse que só apresentará seus dados depois que o petista entregar os dele.
Lula lançou o desafio no debate da Band, no domingo (18). Na terça (20), apresentou ao TSE e ao STF (Supremo Tribunal Federal) uma autorização para abrir os sigilos bancário, fiscal e telefônico dele e de seus familiares dos últimos oito anos, desde que o adversário fizesse o mesmo.
Em petição ao TSE na quarta, dirigida ao ministro André Mendonça, Flávio chamou a oferta de “gaveta vazia” e afirmou que o patrimônio do rival não está em seu nome, mas no de terceiros. O senador autorizou o levantamento de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos 20 anos e dos de empresas das quais é sócio ou administrador. Disse também não se opor à abertura das mensagens que trocou com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
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Em contrapartida, apresentou uma lista de exigências. Pediu a abertura dos sigilos telefônico, telemático, bancário e fiscal do ex-chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, e documentos sobre as relações do governo com Vorcaro e com a lobista Roberta Luchsinger, investigada no caso INSS.
Cobrou ainda os gastos do cartão corporativo da Presidência desde 2023, a agenda de Janja anterior a fevereiro de 2025, quando a primeira-dama passou a divulgá-la, e informações sobre as visitas dos filhos do presidente ao Palácio da Alvorada, o uso de helicóptero e as despesas do palácio.
Leia abaixo as principais exigências de Flávio, segundo a petição enviada ao TSE:
Marcola: sigilos telefônico, telemático, bancário e fiscal dos últimos oito anos do ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, que, segundo a petição, atendia o telefone de Lula e recebeu R$ 249 mil de Roberta Luchsinger.
Janja: agenda da primeira-dama anterior a fevereiro de 2025, visitas dos filhos de Lula ao Alvorada, uso de helicóptero e gastos do palácio.
Cartão corporativo: todos os gastos da Presidência desde janeiro de 2023.
Vorcaro: registros da reunião de Lula com o banqueiro em 4 de dezembro de 2024, da qual a Presidência diz não ter produzido ata, e todas as entradas dele e de intermediários no Planalto e no Alvorada desde 2023.
Roberta Luchsinger: entradas nos palácios, voos da FAB e reuniões em órgãos do governo, além dos sigilos dela e de sua empresa.
Filhos de Lula: abertura das empresas de Fábio Luís, o Lulinha, e dos demais filhos, incluindo uma offshore na Espanha ligada a Lulinha.
Frei Chico: dados bancários, fiscais e telefônicos do irmão de Lula e do Sindnapi, sindicato de aposentados de que ele é vice-presidente.
Flávio pediu também que o TSE intime Lula a aderir às condições e que, em caso de recusa, os autos registrem que ela partiu do candidato que lançou o desafio.
O senador Camilo Santana (PT-CE), da campanha do petista, disse que o presidente aceitará todas as condições, “contanto” que Flávio também cumpra a sua parte.
À noite, em nota, a coordenação da campanha petista informou que estará no TSE às 11h desta quinta (22) para protocolar a resposta de Lula e “aguardar” que a equipe do senador compareça para cumprir a sua parte e colocar à disposição os sigilos solicitados, incluindo os de pessoas e empresas indicadas.
Camilo Santana, coordinador de la campaña del PT, explicó que el jefe de Estado aspirante a la reelección no tiene inconvenientes con las condiciones impuestas por la contraparte.
No início da noite, ele esteve em um ato público em Fortaleza (CE), na Avenida do Contorno.
Lula
O candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve agenda de campanha em Belo Horizonte. Lá, Lula defendeu a ampliação do programa Pé-de-Meia aos universitários e a tarifa zero no transporte público nos fins de semana.
Lula também reiterou sua disposição em abrir seu sigilo bancário, e de sua família, desde que seu adversário fizesse o mesmo. Para o petista, Flávio Bolsonaro está “trucando”, em alusão ao jogo de cartas.
“Eu, nesta semana, pedi para o Flávio abrir o sigilo. Hoje, ele inventou um monte de mentira e trucou seis. Eu vou meter um nove na cara dele amanhã. Ele não tem nenhuma carta boa, só tem mentira. Ele vai saber o que é um campeão de truco que aprendeu a jogar com o povo mineiro”, disse o candidato à reeleição.
21.10.2026 - Caminhada de Lula em Belo Horizonte. Foto: Ricardo Stuckert
Após Flávio afirmar que aceitaria a proposta desde que Lula ampliasse o alcance do levantamento de seus sigilos, que deveria incluir na quebra de sigilo os dados de Marco Aurélio Santana Ribeiro, ex-chefe de gabinete do presidente, a coordenação da campanha de Lula afirmou que o presidente aceitaria as condições do candidato do PL e marcou para amanhã (22), às 11h, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a entrega formal do compromisso à Justiça.
Em Brasília, o grupo Cristãos pela Democracia fez um ato em apoio ao candidato Lula, que reuniu evangélicos, católicos e espíritas para falarem sobre política. O pastor e deputado Henrique Vieira (PSOL-RJ) disse que o grupo surgiu pela percepção de que a democracia está em risco e que o objetivo é defender os ensinamentos cristãos, mas sem usar as igrejas para atividades partidárias. Outros participantes defenderam que a proposta do candidato é da “vida em abundância”, “com direito à saúde, à moradia, à educação e à dignidade humana”.
A campanha do candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) protocolou nesta quarta-feira (21) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma ação de investigação eleitoral para cassar o registro da candidatura da chapa formada pelo candidato Flávio Bolsonaro (PL) e o candidato a vice-presidente Alfredo Gaspar (PL).
Os advogados da campanha acusam a chapa adversária de cometer abuso de poder econômico e uso indevidos dos meios de comunicação.
A campanha alega que a candidatura de Flávio foi beneficiada por direcionamento de postagens nas redes sociais, enquanto os conteúdos referentes a Lula foram restringidos pelas plataformas da Meta.
Na ação, os advogados também alegam que, durante a campanha, a geração de imagens de inteligência artificial não permitiu a criação de conteúdos sobre Lula. Contudo, a criação de imagens relacionadas ao candidato Flávio Bolsonaro estava liberada.
A Meta nega qualquer tipo benefício a candidaturas.
O processo foi distribuído para o ministro Ricardo Villas Bôas Curva. Não há prazo para decisão do relator.
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) impôs uma condição para divulgar seus dados pessoais e financeiros: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também deverá autorizar o acesso às informações de Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, ex-assessor petista. A exigência foi apresentada nesta quarta-feira (21/10), e a campanha de Lula anunciou que aceitará a proposta.
O senador Camilo Santana (PT-CE), porta-voz do presidente, afirmou que Lula não apresenta resistência às exigências do adversário, desde que Flávio cumpra o compromisso de abrir seus próprios registros. A manifestação será protocolada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quinta-feira (22/10), às 11h. Camilo desafiou o candidato do PL a apresentar a autorização no mesmo horário.
Durante compromisso em Belo Horizonte, o presidente reagiu às condições impostas pelo adversário e utilizou uma comparação com o jogo de cartas. “Eu pedi para o Flávio abrir o sigilo. Hoje ele inventou um monte de mentira e trucou 6. Eu vou meter o 9 na cara dele amanhã”, declarou.
Segundo a Polícia Federal (PF), Marcola recebeu recursos da lobista Roberta Luchsinger, amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, durante tentativas de negociação de contratos com o governo federal que não se concretizaram. Os envolvidos afirmam que os valores corresponderam a empréstimos pessoais.
Na petição encaminhada ao TSE, a defesa de Flávio afirmou que o candidato aceita disponibilizar informações dos últimos 20 anos, inclusive de familiares e empresas vinculadas a seu nome. Também declarou não se opor à divulgação de mensagens trocadas com o banqueiro Daniel Vorcaro.
Em troca, o senador exigiu acesso a registros de auxiliares que utilizaram aparelhos à disposição do presidente, empresas relacionadas aos filhos de Lula, dados do Instituto Lula e despesas do cartão corporativo. A lista também inclui entradas de Roberta Luchsinger nos palácios presidenciais e compromissos da primeira-dama, Janja.
Camilo Santana questionou a ausência da Alcazar Holding entre os dados oferecidos por Flávio. Segundo a PF, o parlamentar possuía acesso operacional relevante, na condição de usuário master, a uma conta bancária da empresa, da qual o advogado Willer Tomaz é sócio. A exclusão desse acesso foi solicitada em maio de 2025. Os envolvidos negam o compartilhamento de conta.
Lula apresentou a proposta inicial durante o debate da Band, no domingo (18/10), e a formalizou na Justiça Eleitoral na terça-feira (20/10). O presidente ofereceu acesso aos próprios dados e aos de familiares e empresas, desde que o adversário adotasse medida equivalente. O processo ficou sob relatoria do ministro André Mendonça.
O candidato do PL participou de um evento de campanha em Guarulhos, na Grande São Paulo, ao lado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Diante de apoiadores, imitou a voz do presidente, questionou a existência de seu telefone celular e fez acusações contra Lulinha, sem apresentar provas no trecho do discurso relatado.
Flávio e aliados também atacaram o Supremo Tribunal Federal (STF) e o ministro Alexandre de Moraes. Parlamentares do PL defenderam a possibilidade de impeachment de integrantes da Corte na próxima legislatura. O presidenciável acusou Lula de depender de Moraes para vencer a eleição e prometeu indicar ministros contrários às drogas e ao aborto.
O senador afirmou que ministros do Supremo desejam autorizar o aborto, em referência à ação apresentada pelo PSOL em 2017, que discute a descriminalização da interrupção voluntária da gravidez até a 12ª semana de gestação. A declaração expressa a interpretação política do candidato sobre um processo ainda sem conclusão.
A campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) divulgou, na noite da quarta-feira (21), uma nota oficial em resposta à proposta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de expandir a quebra de sigilos telemáticos e bancários. A apuração é do analista de Política da CNN Caio Junqueira ao CNN Prime Time.
No comunicado, a campanha afirma receber “com entusiasmo” a declaração do adversário, mas impõe uma série de condicionantes para que Flávio abra seus próprios sigilos e os de seus familiares.
Em comentário sobre a proposta, Flávio declarou: “Espero que não seja outra promessa não cumprida.” A frase resume o tom cauteloso adotado pela campanha diante do anúncio feito pela equipe de Lula, que havia informado que protocolaria os documentos no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) na manhã seguinte, às 11 horas.
Condicionantes registradas no TSE
A lista de exigências apresentada pela campanha de Flávio, e já protocolada no TSE, inclui diversas demandas relacionadas ao entorno de Lula.
Entre os pontos elencados estão: todas as movimentações financeiras do Instituto Lula desde a sua fundação; o sigilo telefônico, mensagens de WhatsApp, ligações e registros bancários de Paulo Okamotto, descrito como amigo pessoal de Lula; além de contas de cartões de crédito do ex-chefe de gabinete identificado como Marcola, apontado pela campanha como beneficiário de repasses de uma sócia de Lulinha, identificada como Roberta Luchsinger.
A nota também exige todos os extratos dos cartões corporativos, incluindo os gastos de Janja da Silva, que estariam sob sigilo de 100 anos imposto por Lula.
Além disso, a campanha pede o registro de visitantes do Palácio do Planalto, detalhes da reunião de Lula com Daniel Vercaro, todas as entradas no Palácio do Alvorada — igualmente colocadas sob sigilo — e informações sobre as relações do governo com Roberta Luchsinger, incluindo registros de suas entradas em palácios presidenciais e voos da FAB.
A quebra do sigilo de Frei Chico, irmão de Lula e sindicalista, também integra a lista.
Abertura condicionada à resposta de Lula
Segundo a campanha de Flávio, a abertura dos sigilos dele e de seus familiares — o que inclui o pai e os irmãos — está condicionada ao atendimento das exigências listadas.
A expectativa era de que Lula protocolasse sua resposta no TSE na manhã seguinte. O duelo entre as campanhas em torno da questão dos sigilos permanece, portanto, sem desfecho definido, à espera dos próximos desdobramentos.
Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.
Factoide é um acontecimento criado para chamar a atenção, muito usado no marketing político. Criam sensações efêmeras. Em geral, tenta-se factoides faltando pouco para uma votação.
É nisso que se encaixa o desafio de quebrar sigilos fiscais, bancários e telefônicos que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) iniciou e ao qual Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aderiu.
O leilão de promessas na atual campanha em parte é composto de factóides, por serem apenas promessas de difícil execução, ou coisas para daqui muito tempo – quando ninguém mais se lembra do que era.
É diferente quando são criados fatos em campanha eleitoral. Lula criou vários, que terão consequências sérias não importa quem seja o vencedor domingo (25). Por óbvio, Flávio Bolsonaro não tem como criar os mesmos fatos que Lula.
Eles são uma série de benesses eleitorais que romperam os limites, tênues, que balizavam a distribuição de dinheiro público para comprar votos. No mais recente deles, Lula quer tomar do Congresso o dinheiro para implantar passe livre em fins de semana.
Tirando dos parlamentares 25% das preciosas emendas deles, para Lula capitalizar em cima eleitoralmente.
Alguém acha que isso vai acontecer? Em outras palavras, é um factoide.
Tudo bem quando factoide vira apenas jogo de truco entre os candidatos. O problema é jogo de truco com o dinheiro do contribuinte.
Com o segundo turno se aproximando, o cenário eleitoral permanece acirrado. O cientista político Lucas de Aragão, da consultoria Arko Advice, avaliou as estratégias dos dois candidatos para o último debate antes da eleição, marcado para sexta-feira (23).
Aragão prevê posturas distintas dos dois candidatos no encontro na TV Globo. De acordo com ele, a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) deve adotar um tom mais moderado.
“Pelo que eu falei com a campanha, não vai ser aquele tom tão agressivo, debochado”, declarou Aragão durante o Hora H desta quarta-feira (21).
Já em relação a Lula, o analista apontou uma dificuldade recorrente: o candidato tende a improvisar durante os debates, contrariando o que é orientado por seus assessores. “O Lula treina de um jeito e vai para o debate de outro”, observou Aragão.
O analista também mencionou que a campanha de Flávio deve explorar as declarações de Roberta Luchsinger, assunto que, segundo trackings internos, teria repercutido negativamente para Lula.
Ele observou que, no debate anterior, promovido pela Band, Flávio conseguiu ditar a pauta e tirar Lula do equilíbrio em vários momentos.
Apesar do clima de tensão previsto, Aragão demonstrou certo otimismo em relação ao conteúdo do debate final. Para ele, o baixo nível dos embates anteriores, marcados por ataques e a falta de impacto sobre os indecisos, pode levar os candidatos a adotarem uma postura mais propositiva.
“Talvez a gente veja dois candidatos um pouquinho mais comportados, propositivos para tentar falar com o indeciso”, afirmou.
Reta final da campanha
Aragão apontou que Flávio mantém uma ligeira vantagem, mas que a campanha de Lula conseguiu movimentar o pleito nas últimas semanas, apesar de ter largado em desvantagem. “Saiu atrás com 2,2 milhões de votos no primeiro turno”, lembrou.
O analista destacou que o estoque de votos disponíveis para o segundo turno não é favorável ao candidato do PT, uma vez que a maioria dos candidatos eliminados no primeiro turno possui um eleitorado mais alinhado ao antipetismo do que ao antibolsonarismo.
Ainda assim, Aragão reconheceu que a campanha de Lula conseguiu gerar fatos novos e movimentar a disputa. “Ele tem que reduzir a abstenção, principalmente no Nordeste, onde é uma votação mais desequilibrada”, disse.
A estratégia inclui ainda tentar converter votos da chamada terceira via, estimando uma divisão de 60% para Flávio e 40% para Lula entre esses eleitores.
Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.
O presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), disse no início da noite desta quarta-feira (21) ter ganhado um celular do governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT). A declaração ocorre após o adversário, Flávio Bolsonaro (PL), rebater que o petista “não tem celular” depois que Lula propôs o “desafio” de quebrar os sigilos dos dois candidatos ao senador.
Durante ato de campanha em Belo Horizonte, Lula disse que, agora, começaria a fazer parte do canal “Exército do Lula”, criado e administrado pelo deputado federal reeleito André Janones (Rede-MG).
“Queira dar recado para o general [André] Janones. Qual é a novidade, Janones? Eu nunca tive um celular, agora ganhei um celular do governador do Piauí. A partir de amanhã, vou ter um celular e vou fazer parte do ‘Exército do Lula’, e quero convidar todos vocês para entrar no nosso exército para a gente chegar a 10 milhões até sexta”, disse Lula aos apoiadores mineiros.
Nas redes sociais, o petista ainda publicou um vídeo recebendo o aparelho ao lado de Fonteles e Janones, e pedindo que os apoiadores entrem no canal de WhatsApp. “Está aqui a arma da nossa guerra”, diz Lula na gravação.
Ao final do encontro, porém, Flávio rebateu que achou a proposta “engraçada” porque, segundo ele, Lula “não tem celular”.
“Eu fiquei feliz com o desempenho, pude falar de propostas e, finalmente, pude rebater várias mentiras aqui. Inclusive, uma foi engraçada: ele propõe a quebra de sigilo telefônico quando ele não tem celular. Minhas contas estão sempre abertas, tudo o que é meu está declarado à Receita”, pontuou.
“Agora segura aí marginal. Você não tem celular. Sabe quem recebe as ligações por você? O Marcola. O Lula tem o Marcola do lado dele. É esse Marcola que abria as portas pro Lulinha, o filho dele, fazer negócios em todos os ministérios. Então eu abro meu sigilo do telefone sim, mas o Marcola tem que abrir o dele, concorda?”, disse Flávio durante agenda em Guarulhos, região Metropolitana de São Paulo.
“Pra eu abrir meu sigilo, você [Lula] vai abrir o sigilo do Instituto Lula. E tem mais uma condição: você vai abrir o sigilo do seu cartão corporativo e da Janja”, afirmou.
Segundo Camilo, como mostrou a CNN, representantes da campanha de Lula irão ao TSE na quinta-feira (22), às 11h, para protocolar a resposta às exigências do senador, com uma autorização para a quebra dos sigilos.
“De todas as condicionantes que ele colocou o presidente só tem a dizer que não se opõe absolutamente nada. Contanto que ele [Flávio] também cumpra e abra tudo que está sendo pedido”, afirmou.
A coordenação da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição afirmou que o candidato do PT aceitou as condições de seu adversário, Flávio Bolsonaro (PL), para quebra do sigilo bancário e telefônico dele e de seus parentes. A informação foi dada pelo coordenador da campanha do petista, Camilo Santana.
“Todas as condicionantes que ele [Flávio] colocou, a resposta do presidente é que ele não se opõe a absolutamente nada do que ele está propondo. Contanto que ele também cumpra e abra tudo que está no pedido protocolado junto ao TSE.”
Camilo afirmou que estará no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quinta-feira (22), às 11h, para protocolar a resposta de Lula. E deu esse mesmo dia e horário como prazo para Flávio abrir seu sigilo bancário e telefônico e de seus parentes.
“É o prazo que ele vai ter para estar lá e abrir todo seu sigilo bancário e telefônico. Não pode deixar pra depois da eleição. O prazo é amanhã”, disse Camilo. O segundo turno está marcado para o próximo domingo (25).
Desafio
Lula fez o desafio a Flávio durante o debate entre os dois no último domingo (18), e se comprometeu a abrir seu sigilo bancário e telefônico, bem como de sua esposa e filhos, desde que o adversário fizesse o mesmo. A ideia de Lula é revelar “quem é honesto e quem é ladrão”.
Ontem (20), o candidato do PT foi ao TSE, apresentou um requerimento autorizando a divulgação dos dados e aguardou o posicionamento do adversário.
Hoje, Flávio afirmou que aceitaria a proposta desde que Lula ampliasse o alcance do levantamento de seus sigilos. Segundo ele, Lula deveria incluir na quebra de sigilo os dados de Marco Aurélio Santana Ribeiro, ex-chefe de gabinete do presidente.
O candidato do PL também exigiu que Lula tornasse público os registros de entrada da empresária Roberta Luchsinger no Palácio do Planalto, e quebrasse os sigilos de José Ferreira da Silva, o Frei Chico, irmão de Lula, entre outras condições. Segundo Camilo, todas as condições foram aceitas por Lula.
“Se ele não deve nada, ele deveria ter aceito o desafio do presidente Lula naquele domingo”, disse o coordenador da campanha petista.
Digital models modified Flávio Bolsonaro’s event photography to artificially expand audiences and simulate support from female voters.
The Brazilian presidential election has become an arena for modern, dirty digital tactics. Senator Flávio Bolsonaro, representing the Liberal Party (PL), has centered his campaign strategy around coordinated digital reach and automated content production.
Rather than working as a traditional political campaign of physical rallies, the operation relies heavily on digital distribution infrastructure across social media platforms.
Flávio’s strategy operates through two main mechanisms. First, the campaign uses synthetic consensus tools, automated social media accounts, AI image generation, and digital avatars to simulate organic public backing.
Second, the campaign benefits from algorithmic distribution asymmetries on digital platforms, which amplify far-right material while placing system restrictions on competing political content.
Collected evidence by independent researchers, journalism networks, and electoral authorities indicates that systemic digital manipulation and platform-level infrastructure played a decisive role in shaping voter perception and electoral engagement in Brazil.
Industrial Bot Networks
A core component of Flávio Bolsonaro’s digital strategy involves the commercial purchase of automated networks designed to manufacture artificial public support.
An investigation by The Intercept Brazil revealed that Flávio Bolsonaro paid Elytron, a cybersecurity firm, to carry out data collection and voter identification to spread rumors and create fake accounts.
These automated tools operate primarily across WhatsApp, Instagram, and X, generating synchronized posts and artificial engagement to bypass standard organic distribution patterns.
This infrastructure uses astroturfing techniques to alter online public discourse. By deploying thousands of automated accounts programmed to post identical messaging scripts, the campaign artificially inflates engagement metrics, pushes specific political hashtags into regional trending lists, and floods comment sections on public news pages.
This creates a false impression of widespread popular momentum, designed to sway undecided voters through perceived consensus.
Technical evaluations submitted during electoral court proceedings reveal the scope of these automated operations. Data presented to electoral monitors shows coordinated account clusters posting at frequencies humanly impossible without software automation.
🚨 BREAKING: Flávio Bolsonaro paid R$600,000 to a company that offered AI to manipulate elections, according to Intercept Brasil. pic.twitter.com/eFcRp74vNw
Various social organizations and media outlets have denounced the deployment of AI image and video generation tools as another facet of Flávio Bolsonaro’s digital strategy.
A prominent example occurred during campaign launch events, where the campaign broadcast an AI-generated digital avatar of former president Jair Bolsonaro endorsing his son’s candidacy. This technique allowed the campaign to maintain the political presence of the former president Bolsonaro in public events despite judicial rulings restricting his direct participation in political activities.
In addition, the campaign used AI tools to manipulate visual documentation of campaign gatherings. Documented instances show event photography processed through image generation models to alter crowd compositions.
These AI modifications included scaling up crowd sizes to exaggerate physical attendance and digitally swapping male attendees with female faces. The primary objective of this demographic engineering was to simulate broader support among female voters, a demographic group where polling data consistently showed lower support for the candidate.
An investigation by a Brazilian media outlet identified more than 50 TikTok videos altered using AI, specifically on-the-street interviews in which subjects claimed they would vote for Flávio Bolsonaro. These videos garnered over 7 million views, yet in only 18% of them did the platform indicate that the individuals featured were AI-generated.
While Brazilian law prohibits the use of AI-generated videos in political campaigns, it is difficult to determine when such content is created by third parties with no direct affiliation to the campaigns.
Due to a lack of female supporters, Brazilian presidential candidate Flávio Bolsonaro has resorted to using AI to transform middle-aged men into attractive young women.
Flávio Bolsonaro’s public communications strategy relies heavily on coordinated attack campaigns directed against President Luiz Inácio Lula da Silva and the Workers’ Party (PT).
The Flávio campaign’s public messaging routinely utilizes sensationalist allegations and targeted attacks. Online networks affiliated with the campaign circulate manufactured claims regarding public safety, economic stability, and social values, framing the current administration in terms of moral crisis.
On Sunday the 18th, the public debate between the two candidates took place, and Flávio Bolsonaro spent most of his time attacking Lula during his turns to speak.
Throughout the debate, Flávio was sarcastic and mocking toward President Lula; he attempted to intimidate him physically, to which Lula responded by moving away, stating that he did not want to be near either Flávio or the Bolsonaro family.
Furthermore, when the discussion turned to public safety, Flávio claimed that Lula is the preferred candidate of organized crime, pointing out that Lula received a large number of votes from within the country’s prisons. Lula replied, “I want 100% of them to vote for me -even your father,” a reference to the fact that Jair Bolsonaro is currently incarcerated.
This aggressive messaging strategy directly impacts the broader political environment. By flooding public discourse with inflammatory claims, the campaign creates heightened polarization, distracts from substantive legislative evaluations, and systematically delegitimizes established democratic processes and electoral monitoring bodies.
Hundreds of Brazilians protested outside Meta’s São Paulo offices, accusing the technology giant of limiting President Luiz Inácio Lula da Silva’s campaign reach while boosting far-right candidate Flávio Bolsonaro, just six days before the presidential runoff. The demonstration… pic.twitter.com/KRAxExFjMO
The Brazilian presidential race was shaped by asymmetries within Meta’s platforms, including Instagram, WhatsApp, and Facebook.
Filings submitted to the Superior Electoral Court (TSE, in Spanish) by President Luiz Inácio Lula da Silva’s legal team documented clear disparities in how content from both campaigns was handled by the different platforms.
A primary issue involved Meta’s generative AI features. When users requested campaign materials incorporating Lula’s official ballot number, 13, the system repeatedly rejected the prompts, citing political content restrictions. Conversely, identical requests containing Flávio Bolsonaro’s candidate number, 22, were routinely processed, generating promotional material for the far-right campaign.
In other instances, the AI tool inserted Bolsonaro’s electoral number into completely unrelated image requests. Following formal complaints, the Superior Electoral Court ordered Meta to ensure equal treatment. Meta attributed these outcomes to technical errors and implemented broad restrictions on political image generation.
Internal Meta communications revealed that technical errors caused Lula’s official Instagram profile to be excluded from platform search results and recommendation engines, while Flávio Bolsonaro’s profile remained fully discoverable and actively recommended to users. Furthermore, internal technical escalations confirmed that temporary account restrictions had hindered the reach of Lula’s messaging assets.
WHO'S THE REAL THIEF? LULA CHALLENGES BOLSONARO TO SHOW RECORDS
Ahead of Brazil’s presidential election, Brazilian President Lula da Silva publicly challenged rival Flávio Bolsonaro to open his bank accounts, release his phone records, and let the Brazilian people decide who… pic.twitter.com/U6Ge0yOV6A
The execution of Flávio Bolsonaro’s digital presidential campaign illustrates the evolving mechanics of far-right electoral operations.
By combining commercial bot procurement, generative AI deepfakes, coordinated public attacks, and platform-level algorithmic advantages, the campaign constructed a heavily synthetic media environment designed to influence voter perception.
These developments underscore the limitations of existing legal and regulatory frameworks in addressing digital campaign manipulation. While judicial interventions by the Superior Electoral Court forced technical corrections, reactive oversight remains insufficient to counteract real-time automated suppression and algorithmic imbalance.
Protecting democratic processes requires structural regulatory reform, including mandatory algorithmic transparency, strict auditing of generative AI systems, and clear accountability standards for global technology corporations operating within national borders.
Exposing the mechanics of digital manipulation through independent research and data-driven journalism remains essential to safeguarding electoral integrity against automated distortion and platform bias.
Sources: Brasil de Fato – Agência Brasil – Gov.br – O Globo – Folha de S.Paulo – O Estado de S.Paulo – El País – CNN Brasil – EFE – Instituto Tricontinental – La Base América Latina – Diario Red – The Intercept – El Salto
Segundo levantamento Vox Radar divulgado nesta quarta-feira (21), a semana após o primeiro turno das eleições teve como principais assuntos no Instagram: a crise no STF(Supremo Tribunal Federal), o fim da escala 6×1, caso Master, urnas e o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e a soberania nacional.
Somados, os cinco temas favorecem o candidato Flávio Bolsonaro (PL) em 54% dos comentários, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 24%. Para 22% não beneficia nenhum lado. Com isso, há uma vantagem 30 pontos percentuais para Flávio.
A balança mudou da primeira semana após o pleito até esta semana. Com base na análise sobre os tópicos até esta quarta-feira, o mandatário concentra 59% dos temas favoráveis a ele, enquanto o candidato do PL tem 37% do montante.
Nos temas seguintes ao primeiro turno, a vantagem de Flávio é ilustrada na crise no STF, que compôs 28,2% das discussões relacionadas à eleição. Deste montante, 83% dos comentários favoreceu Flávio, enquanto 12%, Lula.
A crise na Superma Corte teve como principais tópicos o impeachment dos ministros, a atuação de Alexandre de Moraes e a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Em seguida, o fim da escala 6×1 pautou 17,1% das publicações e comentários na janela coletada pela Vox Radar. Foram 48% dos comentários que favoreciam o presidente, enquanto 33% favoreciam Flávio. Uma vantagem de 15 pontos percentuais.
A tramitação do projeto no Senado Federal e as discussões sobre jornada de trabalho e CLT movimentaram a discussão na internet.
O caso do liquidado Banco Master figura como terceiro assunto mais comentado, com 13,9% da discussão. Neste tópico, apesar da vantagem de 12 p.p. nos comentários a favor de Lula, 65% deles não beneficiavam nenhum dos dois.
As ações do ex-dono do banco Daniel Vorcaro junto com os políticos citados nas investigações da PF (Polícia Federal) pautaram o debate.
A confiança das urnas e na Justiça Eleitoral movimentaram 13,1% das discussões, com 64% delas favorecendo Flávio Bolsonaro. A discussão girou em torno da apuração dos votos, a confiança sobre as urnas e a possibilidade de fraude, descartada pelo TSE.
Por último, a soberania nacional e a suposta interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras. Neste tópico, que foi responsável por 12,6% das discussões, teve 52% dos comentários favorecendo Flávio Bolsonaro, uma vantagem de 21 p.p. sobre Lula.
Pesquisa Vox Radar divulgada nesta quarta-feira (21) mostra que houve movimento nos temas mais discutidos nas redes sociais na semana após o primeiro turno das eleições e agora, na semana decisiva do pleito.
Nesta semana, a conversa girou em torno do desafio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) de abrir os sigilos bancários, da entrevista de Roberta Luchsinger à CNN e da repercussão do debate da Band do último domingo (18).
Agora, quatro dias antes do segundo turno, os temas mais discutidos são fatos da própria campanha: a quebra de sigilos; as declarações de Luchsinger sobre Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha; o debate da Band; as decisões do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sobre o canal “Exército do Lula”, coordenado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG); e o futuro do Bolsa Família.
Segundo a pesquisa, a concentração dos assuntos também mudou. Na semana após o primeiro turno, o tema de maior repercussão tinha 28% das menções. A quebra de sigilos, que agora ocupa a primeira posição, tem 30%, mais que o segundo e terceiro colocados juntos.
De acordo com o instituto, somados, os cinco temas da semana após o primeiro turno favoreciam Flávio em 54% dos comentários, e Lula, em 24%. O cenário se inverteu nesta semana: os assuntos favorecem Lula em 59%, e Flávio, em 37%.
O que se diz em cada pauta decisiva
Quebra de sigilos
Em relação à quebra de sigilos, 75% dizem que “Flávio esconde algo”, enquanto 19% que “o desafio é teatro, ou Lula é quem esconde”. Já 4% acreditam que “Lula é transparente”.
“Eu tomei a atitude de desafiar ele a abrir o sigilo do telefone, o sigilo bancário, para saber quem é corrupto nesse país. Todo mundo acusa todo mundo e não apura nada. Então, vamos apurar. Eu me disponho e vou ficar fazendo o desafio para ele até o próximo debate, para que a gente faça a abertura do nosso sigilo bancário e telefônico, para se apurar quem é que faz corrupção nesse país, quem é que enriqueceu ilicitamente nesse país. Porque não é possível ficar nessa acusação barata de um com o outro”, declarou ao final do encontro.
Flávio rebateu dizendo que achou a proposta “engraçada” porque, segundo ele, Lula “não tem celular”.
“Eu fiquei feliz com o desempenho, pude falar de propostas e, finalmente, pude rebater várias mentiras aqui. Inclusive, uma foi engraçada: ele propõe a quebra de sigilo telefônico quando ele não tem celular. Minhas contas estão sempre abertas, tudo o que é meu está declarado à Receita”, explicou.
Posteriormente, Flávio propôs novas condicionantes e Lula aceitou.
Luchsinger, Lulinha e INSS
Sobre o segundo tema, 73% acreditam que “Lula protege o filho, ou a culpa é de Lulinha”, 11% dizem que “não há provas, é perseguição”, e 5% “cobram investigação”.
A Polícia Federal investiga Luchsinger e Lulinha desde julho, por suposto favorecimento de empresas em órgãos do governo federal.
Nos últimos meses, Luchsinger foi alvo de mandados de busca e apreensão, teve bens e valores bloqueados e foi submetida à determinação de uso de tornozeleira eletrônica no âmbito da Operação Sem Desconto.
Debate na Band
Em relação ao debate da Band, também promovido pelo jornal Estadão e pelas emissoras de rádio e televisão Cultura, Gazeta e Jovem Pan, 28% disseram que “Lula venceu o debate”, 9% opinaram que “ninguém venceu, foi baixaria”, e 7% que “Flávio venceu o debate”.
O senador e o presidente apresentaram propostas, como mudanças no SUS (Sistema Único de Saúde) e na segurança pública, mas também trocaram acusações relembrando os nomes de Roberta Luchsinger e de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, no primeiro confronto direto entre eles na televisão neste pleito.
Sobre o assunto, 20% fazem “críticas a Janones”, 19% dizem que “é censura contra Lula”, e 7% alegam que “o TSE favorece Flávio”.
O canal “Exército do Lula” foi criado por André Janones como uma das frentes de mobilização da campanha petista após o resultado do primeiro turno das eleições no dia 4 de outubro, em que Flávio recebeu 47,03% dos votos, enquanto o atual presidente recebeu 45,16%.
Sobre o benefício social, 34% comentaram que “Flávio vai cortar ou acabar com o programa”, 16% “defendem o programa”, e 12% que a “antecipação é compra de voto”.
Nesta semana, o governo federal decidiu pagar o auxílio com reajuste antes da eleição, após antecipar as datas de pagamento. Os repasses de outubro começaram a ser depositados nas contas dos beneficiários a partir de segunda-feira (19), seguindo os reajustes realizados pelo governo federal em meados de setembro.
A fala teve grande repercussão nas redes e a campanha do petista usou a declaração para dizer que Flávio, caso eleito, acabaria com o programa social — informação já desmentida pelo senador.
Para realizar o levantamento, a Vox analisou 7.682.845 comentários em publicações do Instagram entre 14 e 20 de outubro.
O ministro André Mendonça, vice-presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), negou nesta quarta-feira (21) duas ações movidas pelo PL (Partido Liberal) e pelo senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), que solicitavam a remoção de dois vídeos que classificavam o parlamentar como “bajulador do Trump” e “mentiroso master“.
O primeiro conteúdo questionado pelo PL foi postado pelo PT (Partido dos Trabalhadores), a partir do perfil “PT na Câmara”, e fazia referências ao senador com os Estados Unidos e, especialmente, com o presidente Donald Trump.
Nesse caso, Mendonça afirmou que: “Embora severas, tais expressões, consideradas isoladamente, podem traduzir juízos de valor e críticas à atuação pública do então pré-candidato, não sendo suficientes, por si sós, para justificar a intervenção judicial”.
Já a segunda postagem, no perfil do presidenteLuiz Inácio Lula da Silva (PT) de setembro de 2026, o vídeo chama Flávio de “mentiroso master”, “mentiroso contumaz” e alega que o parlamentar “nunca trabalhou na vida”.
De acordo com a ação movida por Flávio, “tais expressões configuram divulgação de informação sabidamente inverídica e ofensa à honra e à imagem do candidato”. Desta forma, o candidato solicitava a remoção em caráter liminar, a remoção integral da publicação, assim como a possibilidade de ser repostado.
“Não se identifica, em exame preliminar, imputação de conduta ilícita concreta e individualizada, tampouco manipulação do conteúdo audiovisual capaz de alterar substancialmente o sentido da manifestação reproduzida”, disse Mendonça na decisão, que mencionou que a urgência se dava no primeiro turno, que já ocorreu.
Apesar de negar os pedidos de liminar de urgência para a retirada dos conteúdos, o caso não é considerado como encerrado, com o juiz demonstrando a possibilidade de análise posterior dos conteúdos sem prejuízos.
“Nesse cenário, ausente demonstração inequívoca da ilicitude do conteúdo, deve prevalecer, neste momento processual, a liberdade de expressão, sem prejuízo de reavaliação da matéria após o contraditório”, cita Mendonça em trecho da ação contra o vídeo de Lula.