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Primeiro turno contou com 43% mais eleitores de ao menos 70 anos

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O número absoluto de eleitores com 70 anos ou mais que foi às urnas no primeiro turno de 2026 aumentou 43% em relação a 2022. A variação foi calculada em uma análise de microdados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), realizada pelo Movimento Voto 70+ em conjunto com o centro de pesquisa Data8.

Os pesquisadores apontam que esse crescimento foi responsável pelo aumento do número de eleitores que compareceram no primeiro turno de 2026, que chegou a 125,2 milhões, contra 123,7 milhões em 2022.

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O voto é facultativo para cidadãos com 70 anos ou mais, assim como para analfabetos e jovens maiores de 16 e menores de 18 anos.

 

Rio de Janeiro (RJ), 10/07/2026 - Antonieta da Silva Campos, 96 anos, bancária aposentada, exibe seu título de eleitor em sua casa. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil Rio de Janeiro (RJ), 10/07/2026 - Antonieta da Silva Campos, 96 anos, bancária aposentada, exibe seu título de eleitor em sua casa. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Antonieta da Silva Campos, 96 anos, bancária aposentada, exibe seu título de eleitor em sua casa. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Mais da metade compareceu

Nas últimas eleições gerais, havia 14,89 milhões de eleitores com 70 anos ou mais e 6,13 milhões foram votar. Já em 4 de outubro de 2026, 8,77 milhões compareceram, entre os 17,25 milhões de 70+ que estavam aptos.

“É a primeira vez, desde 2014, que mais da metade desse eleitorado vota”, destaca a idealizadora do Movimento Voto 70+ e cofundadora do Data8, Cléa Klouri.

Em números absolutos, os idosos com mais de 70 anos contribuíram com 2,64 milhões de votos a mais em 2026, o que representa mais que os 2,2 milhões de eleitores de Brasília, por exemplo.

Por outro lado, entre os menores de 70 anos, o número de votantes caiu de 117,59 milhões em 2022 para 116,51 milhões neste ano ─ um recuo de 1,07 milhão.

Isso aconteceu mesmo que o universo de eleitores aptos tenha se mantido praticamente estável: 141,56 milhões em 2022 e 141,49 milhões em 2026.

Eleitorado decisivo

Cléa Klouri destaca, em entrevista à Agência Brasil, que esse eleitorado ganha ainda mais importância em um pleito tão acirrado e pode decidir a eleição.

“É importante dizer o poder que eles têm de mudar o ponteiro da eleição. É uma quantidade grande de pessoas e são votos que devem contribuir para que essa eleição seja democrática”.

O Movimento Voto 70+ destaca ainda que a abstenção dos eleitores com 70 anos ou mais caiu 9,7 pontos percentuais nessa eleição, de 58,8% em 2022 para 49,1% no primeiro turno de 2026. Para os menores de 70 anos, o percentual subiu de 16,9% para 17,7% na comparação entre os mesmos anos.

 

Brasília (DF) 16/08/2024 – Uso de internet avança no país entre idosos
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil Brasília (DF) 16/08/2024 – Uso de internet avança no país entre idosos
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
Idoso utiliza telefone celular Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Dados regionais

O Norte e o Nordeste tiveram as maiores mudanças de comportamento do eleitorado 70+ entre 2022 e 2026, segundo o levantamento.

No Nordeste, a abstenção baixou de 56,7% para 45,3%, enquanto, no Norte, caiu de 59,1% para 45,5%.

No Sudeste, o percentual caiu menos, de 62,9% para 53%. Mesmo assim, a região concentrou 1,15 milhão de novos eleitores 70+.

Centro-Oeste e Sul tiveram reduções menores, de 6,6 pontos percentuais e 5,9 pontos percentuais, respectivamente. 

Mesmo assim, o Centro-Oeste continuou a ser a região com menor abstenção do eleitorado 70+, com 43,8% em 2026. 

Destaques estaduais

De acordo com o levantamento, o Pará teve a maior queda de abstenção entre os estados, de 62,3% para 46,7%, o que representa 52% a mais de votantes.

A segunda maior foi no Ceará, de 56,4% para 41,0%. Naquele estado, a alta de 46% dos que compareceram representou um acréscimo de 125 mil votantes 70+.

No Sudeste, São Paulo teve 565 mil votantes nessa faixa etária a mais que em 2022, com uma alta de 42,8%. Isso equivale a quase um em cada cinco novos eleitores 70+ no Brasil.

Para os avaliadores, o desafio de ampliar a participação política dos idosos continua sendo o Rio de Janeiro, que registrou a maior abstenção 70+ entre os estados.

Neste ano, o não comparecimento foi de 58%, ante 66,6% em 2022. Entre as capitais, a fluminense é a que tem a maior abstenção (62,3%).

No Rio Grande do Sul, a abstenção teve queda de 54,3% para 49,1%. O estado tem a maior proporção de eleitores com 70 anos ou mais do país, representando 14,5% do eleitorado.

Datafolha: Flávio e Lula empatam em 50% de votos válidos no 2º turno

22 October 2026 at 23:07

Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (22), mostra o candidato Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) empatados com 50% dos votos válidos.

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Em relação à rodada anterior da sondagem, divulgada na última quinta-feira (15), Flávio oscilou um ponto percentual para baixo; Lula, um para cima.

O que são votos válidos?

Votos válidos são aqueles dados diretamente a um candidato ou, nas eleições proporcionais, a uma legenda partidária. Votos em branco e nulos não entram no cálculo que define os vencedores de uma eleição.

Isso significa que a porcentagem apresentada na apuração não considera necessariamente todas as pessoas que compareceram às urnas. Ela é calculada apenas sobre os votos válidos.

Metodologia

O Datafolha ouviu 2.520 pessoas, entre os dias 20 e 22 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou menos. O nível de confiança é de 95%.

Contratada pela Folha de S.Paulo e pela Globo, a pesquisa foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-09709/2026.

Eleições 2026: veja as principais datas do ano eleitoral

 

G5 ao Capital Insights: Há dúvida sobre como governo eleito tratará fiscal

22 October 2026 at 23:01

Na reta final da campanha eleitoral para presidente da República, as propostas econômicas apresentadas até aqui ainda não oferecem garantias concretas de ajuste fiscal, avalia o sócio e economista-chefe da G5 Partners, Luis Otavio Leal. Segundo ele, falta um plano detalhado capaz de responder ao aumento do desequilíbrio nas contas públicas projetado para o início de 2027.

“Há um rombo maior do que havia antes e muitas dúvidas sobre como qualquer um dos candidatos vai lidar com esse rombo maior no início de 2027”, afirma, em entrevista ao Capital Insights – parceria entre a Broadcast e o CNN Money – desta quinta-feira (22).

Ele lembra que o presidente Lula (PT), candidato à reeleição, aumentou despesas, o que deve pressionar o Orçamento do ano que vem, enquanto promessas do adversário, Flávio Bolsonaro, como a de cortar R$ 200 bilhões em gastos, foram recebidas com desconfiança.

Para Leal, o ponto central do debate macroeconômico segue sendo o fiscal. Ele afirma que as expectativas de inflação futura carregam um “prêmio de risco fiscal”, isto é, parte relevante do que se projeta para os preços adiante não deriva da demanda aquecida, mas da desconfiança com a trajetória das contas públicas.

Na avaliação do economista, sem esse risco fiscal, a inflação tenderia a convergir para a meta, porque o mercado confia no Banco Central. “Hoje há confiança na política monetária, e não na fiscal”, resume.

A economia brasileira também é um desafio para o próximo presidente da República, acrescenta Leal. Na entrevista, ele afirma que o PIB (Produto Interno Bruto) do terceiro trimestre “deve ser negativo” e não descarta um desempenho ruim também no quarto trimestre, num ambiente em que crédito mais seletivo, endividamento elevado e incertezas fiscais restringem consumo e investimento.

Ao discutir o ambiente político, Leal argumenta que a campanha do presidente Lula não conseguiu transformar a inflação mais controlada em tração eleitoral. Segundo ele, o motivo central é que a melhora de índices agregados não se converteu em sensação de alívio no bolso.

O endividamento das famílias, na leitura do economista, segue como o principal limitador: a renda não acompanhou o crescimento das dívidas, o que mantém a percepção de aperto, mesmo quando a inflação corrente desacelera.

Esse quadro, diz Leal, ajuda a explicar por que o Banco Central começou a reduzir juros levando em conta não apenas o comportamento dos preços, mas também o peso do endividamento sobre a atividade.

A queda dos juros, porém, não resolve automaticamente o problema do crédito. Para o economista, os bancos tendem a ser mais seletivos na concessão, depois de um período em que modalidades caras, como o cartão de crédito, ganharam protagonismo e contribuíram para o aumento do risco e da inadimplência.

No exterior, Leal vê um cenário ainda dominado por inflação resiliente e juros em alta, o que reduz a disposição global por risco e aumenta a competição por capital com os títulos do Tesouro dos Estados Unidos.

Esse quadro, segundo ele, afeta diretamente emergentes como o Brasil, pressionando prêmios de risco e tornando mais difícil sustentar um ciclo doméstico de alívio monetário sem impacto no câmbio.

Ao olhar para os Estados Unidos, o economista projeta um cenário de turbulência política. Ele avalia que Donald Trump tenderia a judicializar o processo eleitoral e que, mesmo se vencer, enfrentará forte oposição, com possibilidade de novas crises institucionais, incluindo tentativas de impeachment.

No pano de fundo, Leal afirma que o Federal Reserve ainda pode elevar juros mais uma vez neste ano, possivelmente em dezembro – movimento que, se confirmado, apertaria as condições financeiras globais e aumentaria a pressão sobre câmbio e expectativas no Brasil, justamente num momento em que o país tenta equilibrar desaceleração econômica e fragilidade fiscal.

Juros altos são uma das principais causas de inadimplência no Brasil

Mendonça diz que Flávio e Lula podem divulgar sigilos

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O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), decidiu nesta quinta-feira (22) que as campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) podem divulgar seus sigilos bancários, fiscal e telefônico, conforme acordo assinado entre os candidatos. 

Na decisão, o ministro afirmou que não cabe interferência da Justiça Eleitoral no caso e que os próprios candidatos podem revelar seus dados ao público. 

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"Ainda assim, para que não reste dúvida, reafirma-se que os candidatos e pessoas físicas e jurídicas a que se referiram estão autorizadas a divulgar, por ato próprio, como e quando entenderem pertinentes, os dados de que são titulares", afirmou. 

O ministro ainda ressaltou que a divulgação espontânea dos dados dos candidatos não substitui as investigações formais.

"É de conhecimento público e assente na doutrina especializada que recursos de origem ilícita, procedentes de corrupção e lavagem de dinheiro, invariavelmente não transitam pelas contas de seus beneficiários, mas por interpostas pessoas: os chamados laranjas. Por isso, a divulgação espontânea e voluntária de extratos e declarações pessoais, embora legítima, não substitui as investigações conduzidas pelos órgãos competentes e sob controle judicial, que existem justamente para esclarecer esses fatos.

Mais cedo, as campanhas de Lula e Flávio assinaram um acordo para o levantamento de seus sigilos. 

Tarcísio articula 93 atos de campanha de Flávio em SP até sábado

22 October 2026 at 22:50

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), articula a realização de 93 eventos de mobilização em apoio ao candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) no estado até sábado (24), véspera do segundo turno das eleições. A programação inclui carreatas, motociatas, adesivaços e manifestações organizadas por aliados e apoiadores.

Segundo fontes próximas a Flávio e Tarcísio, estão previstos 15 eventos nesta quinta-feira (22), seis na sexta-feira (23) e outros 72 no sábado. As atividades devem ocorrer em municípios do interior paulista, da região metropolitana e do litoral, entre eles Campinas, Ribeirão Preto, Guarulhos, Piracicaba e São Bernardo do Campo.

Mirando divulgar a programação e ampliar a participação, foi criada uma plataforma online com os eventos previstos e possibilidade de cadastrar novas atividades até sábado. A expectativa é que o número de mobilizações aumente com a inclusão de novos cadastros.

A iniciativa ocorre na reta final da disputa presidencial, em que Flávio enfrenta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno. Durante o segundo turno presidencial, o governador tem participado de atos e encontros políticos em apoio a Flávio, inclusive fora de São Paulo.

Tarcísio também viajou a Brasília para auxiliar na preparação de Flávio para o último debate contra Lula na TV, marcado para a próxima sexta-feira (23).

Quaest: maioria acha que Flávio vai baixar imposto; Lula, manter benefícios

22 October 2026 at 22:47

Novos recorte da pesquisa Quaest divulgado nesta quinta-feira (22) mostra que, entre os candidatos à Presidência, 51% dos entrevistados acreditam que o senador Flávio Bolsonaro (PL) tem maior chance de conseguir reduzir os impostos, caso vença o segundo turno das eleições. Ao mesmo tempo, para 57% dos eleitores o presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), é o nome mais provável para dar continuidade aos programas sociais, como o Bolsa Família.

No âmbito econômico, a parcela que acredita que Lula tem mais chance de reduzir impostos representa 38% dos entrevistados. Os que disseram não acreditar em nenhum deles são 4%. Os que falaram “os dois” representam apenas 1%, e os que não souberam ou não responderam, 6%.

Por outro lado, Lula alcança 57% de confiança no quesito de manutenção dos benefícios sociais. O candidato do PL (Partido Liberal) foi citado por 35% como o principal mantenedor desta agenda governamental. A fatia que disse não acreditar em nenhum deles é de 4%. Os que falaram “os dois” representam 2%, mesma quantidade dos que não souberam ou não responderam.

Há empate técnico em outros dois cenários avaliados pela pesquisa, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

No potencial para reduzir o preço dos alimentos, Flávio Bolsonaro atinge 45% e Lula marca 44%.

Quanto à capacidade de resolver o endividamento das famílias, o petista soma 46% da preferência, contra 43% do adversário.

O instituto também mediu qual dos candidatos representa o maior risco à democracia na visão dos entrevistados. Os dados mostram que 48% citam Flávio Bolsonaro como a principal ameaça. Lula é apontado por 40% dos eleitores como um risco à democracia. O tema tem sido explorado de forma recorrente por ambas as campanhas na reta final do segundo turno.

Confira os dados completos no gráfico abaixo:

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Metodologia

A pesquisa Quaest entrevistou 2.154 eleitores, entre os dias 17 e 20 de outubro, por meio de entrevista presencial. A margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

A pesquisa contratada pelo GLOBO e pela TV Globo está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-08535/2026.

Eleições 2026: veja as principais datas do ano eleitoral

 

A CNN Brasil utiliza ferramentas de inteligência artificial para extrair dados e gerar textos a partir dos relatórios dos institutos de pesquisas eleitorais. Todas as informações são checadas por jornalistas, e o texto final também passa por revisão da redação da CNN antes de ser publicado. Clique aqui para saber mais

EUA: Deputados democratas questionam Meta sobre tratamento a Flávio e Lula

22 October 2026 at 22:31

Congressistas dos Estados Unidos enviaram uma carta direcionada a Mark Zuckerberg, CEO da Meta, com questionamentos sobre o tratamento dado a Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em meio à disputa presidencial brasileira. O documento foi assinado por 12 deputados democratas e pelo senador independente Bernie Sanders.

O texto pontua que os parlamentares estão preocupados com relatos de que plataformas da empresa estariam restringindo ou suprimindo conteúdo associado à campanha de Lula, enquanto amplificariam ou recomendariam conteúdo associado à campanha de Flávio. A Meta é dona do WhatsApp, do Instagram e do Facebook.

A campanha do petista alega ser alvo de restrição na entrega de anúncios e de desabilitação da conta de anúncios, além de apontar aprovação de anúncios pagos do exterior sem rótulo, conteúdo sintético em período vedado e perfis de inteligência artificial.

Especialistas independentes da ONU também questionaram a atuação da Meta nas eleições brasileiras de 2026, e o Ministério Público Eleitoral do Brasil apontou que a companhia americana não cumpriu todas as medidas de isonomia eleitoral definidas pelo Tribunal Superior Eleitoral.

A Meta, entretanto, tem negado qualquer interferência no processo eleitoral ou favorecimento político e atribuiu os problemas relatados a questões técnicas.

“Considerando o papel fundamental que as redes sociais desempenham na comunicação política, é inaceitável que qualquer plataforma de rede social favoreça um candidato ou partido político em detrimento de outro, seja de forma deliberada ou inadvertida”, destacaram os políticos dos EUA.

Os congressistas americanos pontuaram que têm responsabilidade de garantir que plataformas de redes sociais americanas não influenciem os resultados de eleições em outros países.

“Instamos vocês a tomarem medidas imediatas para assegurar que, daqui em diante, os candidatos e suas respectivas campanhas em eleições democráticas recebam tratamento e acesso equitativos em suas plataformas”, ressaltaram.

Pediram esclarecimentos adicionais sobre as medidas tomadas pela Meta, além da adoção de providências para garantir “condições de disputa equilibradas” nas redes sociais.

Por fim, os congressistas solicitaram uma reunião de esclarecimento com a Meta para esta sexta-feira (23) e que a empresa responda a seis questionamentos até o dia 4 de novembro.

As perguntas incluem como a empresa orientou seus funcionários para gerenciar a moderação de conteúdo em eleições estrangeiras, incluindo as eleições brasileiras de 2026, e quais iniciativas ela adotou para cumprir as determinações do Tribunal Superior Eleitoral.

Além disso, questionam se a Meta permitirá que um auditor independente tenha acesso aos dados internos sobre moderação e distribuição, “especificamente os dados relacionados a conteúdo político referente às eleições brasileiras” para confirmar se há tratamento igualitário aos candidatos em suas plataformas.

Questionamento é feito em meio a período eleitoral nos EUA

Os questionamentos dos congressistas americanos relacionados à eleição no Brasil são feitos em meio ao próprio período eleitoral: democratas e republicanos se preparam para a disputa das Midterms, as Eleições de Meio de Mandato, que renovarão a Câmara e o Senado em 3 de novembro.

Uma fonte ligada ao Congresso dos Estados Unidos afirmou à CNN Brasil que esse fator, assim como a agilidade com que os políticos se mobilizaram, demonstra preocupação genuína com o cenário no Brasil e a atuação da Meta.

“O que torna esta carta particularmente significativa é a rapidez com que os membros do Congresso se mobilizaram para elaborá-la e divulgá-la, especialmente na reta final das eleições de meio de mandato, momento em que, compreensivelmente, sua atenção está voltada para as campanhas eleitorais”, destacou a fonte.

“O fato de terem se disposto a agir com tamanha agilidade, apesar de suas agendas extremamente lotadas, demonstra o quanto levam a sério essas preocupações”, adicionou.

Posso votar em trânsito no 2º turno? Veja o que fazer

22 October 2026 at 22:20

O segundo turno das eleições presidenciais e estaduais em algumas regiões do Brasil acontece neste domingo (26). A votação em trânsito permite que eleitores votem em uma cidade diferente daquela em que têm domicílio eleitoral. Para isso, é necessário solicitar a transferência temporária da seção eleitoral para outro município.

Eleitores com título da Zona Eleitoral do Exterior que estiverem em trânsito no Brasil no dia da eleição podem votar em qualquer capital ou município com mais de 100 mil eleitores. Nesse caso, a votação será apenas para presidente da República. Essa modalidade, porém, não está disponível para brasileiros que estiverem no exterior.

O prazo para pedir voto em trânsito terminou em 20 de agosto, tanto para o primeiro quanto para o segundo turno. Desde então, não é possível alterar ou cancelar a habilitação para o voto em trânsito.

Quem tem a habilitação poderá votar para presidente e governador se a transferência temporária tiver ocorrido dentro do mesmo estado do domicílio eleitoral. Já quem solicitou a transferência para outro estado poderá votar apenas para presidente da República.

Se o eleitor habilitado para votar em trânsito não puder comparecer ao local escolhido no dia da eleição, deverá justificar a ausência, inclusive se estiver na cidade de sua seção eleitoral de origem. Quem está habilitado para votar em trânsito fica impedido de votar na seção de origem, exceto se tiver solicitado o cancelamento da habilitação dentro do prazo estabelecido.

Após o período eleitoral, não será necessário solicitar o retorno do título à seção eleitoral de origem. A vinculação à seção original é restabelecida automaticamente.

Comícios e campanha na TV: veja prazos para encerramento de atividades eleitorais no 2º turno

22 October 2026 at 22:16

Na reta final do segundo turno das eleições, que será realizado neste domingo, 25, os candidatos precisam realizar os últimos atos de campanha e exibir as últimas propagandas eleitorais. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), terminam nesta quinta-feira, 22, as atividades de comício e na sexta-feira, 23, encerram-se as propagandas nas redes sociais e o horário eleitoral gratuito.

Ainda de acordo com a Justiça Eleitoral, as restrições têm como objetivo coibir crimes eleitorais, como boca de urna. Os prazos de encerramento variam de acordo com o tipo de atividade. Confira a seguir mais detalhes:

Quinta-feira: encerramento de comícios, aparelhagem de som fixa e propaganda com IA

Essas modalidades de atos de campanha são permitidas até o fim do dia da quinta-feira anterior ao pleito. Em casos de comícios de encerramento, a legislação eleitoral permite que o evento seja prorrogado por mais duas horas, ou seja, até 2h da manhã de sexta-feira.

Ficam vedados, também, a partir das 17h desta quinta-feira, a publicação e o impulsionamento de propaganda eleitoral que utiliza inteligência artificial.

Sexta-feira: Propaganda na internet, redes sociais e inteligência artificial

Na sexta-feira, passa a ser proibido o impulsionamento pago de todos os tipos de propaganda eleitoral nas redes sociais e na internet. A restrição vale até as 17 horas da segunda-feira seguinte ao pleito.

A proibição vale para contratos firmados anteriormente, e os provedores de internet são responsáveis por interromper a circulação.

Na sexta, se encerram também o horário eleitoral gratuito e os debates no rádio e na televisão. As proibições para propaganda política nos meios de comunicação valem até a segunda-feira após o segundo turno.

Propaganda eleitoral em mídia impressa, como folders, panfletos, folhetos, volantes e adesivos, tem veiculação permitida até esta sexta-feira, mas a entrega dos materiais é permitida até as 22 horas do sábado anterior ao pleito.

Sábado: bandeiras móveis, carreatas e passeatas

Encerra-se a permissão para a divulgação de demais formas de propaganda na internet. Além disso, a circulação e a exposição nas ruas de bandeiras móveis e wind banners também passam a ser proibidas a partir das 22 horas.

Sábado também é a data limite permitida para a realização de carreatas, passeatas, caminhadas e utilização de carros de som, alto-falantes, amplificadores de som e minitrios.

Domingo: dia da eleição

O pleito ocorre entre 8h e 17h, horário de Brasília. No segundo turno da eleição presidencial, disputam o candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Além disso, cinco Estados e o Distrito Federal definem seus governadores.

Assim como os demais eleitores, os candidatos podem fazer manifestação silenciosa, como usar adesivos, camisetas ou broches da campanha.

© FERNANDO FRAZÃO/AGÊNCIA BRASIL

Imagem de uma urna eletrônica

PDT pede ao STF suspensão de regras de distribuição das sobras eleitorais

22 October 2026 at 22:04

O PDT (Partido Democrático Trabalhista) acionou o STF (Supremo Tribunal Federal) para contestar as regras de distribuição das sobras eleitorais, cadeiras que permanecem disponíveis após a divisão inicial das vagas nas eleições proporcionais.

Em ação nesta quarta-feira (21), o partido pede a suspensão do método e argumenta que o cálculo pode provocar desequilíbrios entre a votação recebida pelas legendas e a representação conquistada no Legislativo. A ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade) 8036 será relatada pelo ministro Gilmar Mendes.

A ação direta de inconstitucionalidade questiona três incisos do artigo 109 do Código Eleitoral e dispositivos da resolução do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que regulamenta o preenchimento das cadeiras. O pedido inclui uma liminar para suspender as normas até o julgamento definitivo.

Segundo a legenda, a aplicação sucessiva do método das maiores médias pode concentrar mandatos nas agremiações mais votadas, prejudicando a participação de outras correntes políticas.

O que está em discussão

Nas eleições para deputado federal, estadual e distrital, os votos dos candidatos e os votos de legenda são somados para definir quantas cadeiras cada partido ou federação poderá ocupar. Assim, uma votação individual superior à de um concorrente de outra sigla não assegura, necessariamente, a eleição.

As vagas que não forem preenchidas na distribuição inicial passam pelo cálculo das sobras. Pelo sistema atual, a votação total de cada partido ou federação é dividida pelo número de cadeiras já conquistadas, acrescido de um. A vaga remanescente é atribuída à legenda que obtiver a maior média, e o cálculo é repetido, com a atualização do número de cadeiras conquistadas, até que todas as vagas sejam preenchidas.

O partido defende que o Supremo examine se a fórmula respeita a igualdade de voto, a proporcionalidade da representação e o pluralismo político. Após a possível suspensão, o PDT defende que a fórmula seja considerada inconstitucional, mas sem expressar a adoção de outra fórmula.

“A questão não consiste em substituir a votação partidária pela votação nominal, tampouco em conferir mandato parlamentar aos candidatos simplesmente mais votados”, registra a petição.

No último ano, as sobras já haviam passado por mudanças no STF, com perda de mandatos.

Lula e Flávio realizam último debate do segundo turno nesta sexta-feira (23)

22 October 2026 at 21:57

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) voltam a ficar frente a frente nesta sexta-feira (23), no último debate do segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Promovido pela TV Globo, o encontro está marcado para as 21h20, nos estúdios da emissora, no Rio de Janeiro, a dois dias da votação que definirá o próximo presidente da República.

O confronto será o segundo entre os candidatos nesta eleição e acontece após uma semana marcada por trocas de acusações, uma disputa envolvendo a abertura dos sigilos dos presidenciáveis e a divulgação de pesquisas que apontam um cenário de empate técnico na corrida pelo Palácio do Planalto.

Primeiro debate foi marcado por ataques

Lula e Flávio se enfrentaram pela primeira vez no segundo turno no último domingo (18), durante debate promovido pela Band, em São Paulo. O encontro foi marcado por acusações mútuas de corrupção, ataques envolvendo familiares dos candidatos e discussões sobre investigações relacionadas ao Banco Master e a fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Um dos principais desdobramentos do debate foi o desafio feito por Lula para que os dois candidatos autorizassem a abertura de seus sigilos bancários, fiscais e telefônicos. A discussão se prolongou durante a semana, com Flávio aceitando a proposta, mas apresentando condições para a divulgação das informações.

Nesta quinta-feira (22), as duas campanhas assinaram, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), um acordo para a abertura mútua dos sigilos, incluindo dados de familiares dos presidenciáveis. Apesar da assinatura, representantes dos candidatos ainda divergiam sobre as condições de apresentação dos documentos.

Quaest aponta empate técnico

O último debate também acontece em meio a uma disputa apertada nas pesquisas de intenção de voto. Levantamento da Quaest divulgado nesta quarta-feira (21) mostrou Flávio Bolsonaro com 45% das intenções de voto, contra 44% de Lula.

Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, os candidatos estão tecnicamente empatados. Na pesquisa anterior, divulgada em 14 de outubro, o senador aparecia com 46%, enquanto o presidente registrava os mesmos 44%.

O levantamento também mostrou uma redução na rejeição aos dois candidatos. O percentual de entrevistados que afirmaram não votar em Lula passou de 53% para 47%, enquanto a rejeição a Flávio caiu de 54% para 52%.

Encomendada pela TV Globo e pelo jornal O Globo, a pesquisa ouviu 2.154 eleitores entre os dias 17 e 20 de outubro. O levantamento tem nível de confiança de 95% e foi registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-08535/2026.

Como será o debate da Globo?

Para o debate desta sexta-feira, as regras foram acertadas previamente pelas campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro, que confirmaram participação no encontro.

O programa terá quatro blocos, além das considerações finais. Na primeira etapa, os candidatos deverão responder a perguntas relacionadas às cinco regiões do Brasil e a um tema de abrangência nacional. Nos blocos seguintes, serão discutidos assuntos escolhidos a partir de opções apresentadas pela emissora, incluindo questões como saúde e educação.

Na última etapa de perguntas, Lula e Flávio poderão escolher livremente os temas que desejam abordar. A emissora também estabeleceu restrições à circulação dos candidatos pelo cenário enquanto o adversário estiver com a palavra.


© Divulgação/Leo Dias

Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) se enfrentam em debate nesta sexta-feira (22) na TV Globo

Após negativa, TRE-AM viabiliza transporte para eleitores indígenas

22 October 2026 at 21:50

Uma parceria entre órgãos públicos e organizações viabilizou combustível e apoio logístico para o transporte de eleitores indígenas do Vale do Javari, no Amazonas, no segundo turno das eleições, que acontece neste domingo (25).

A solução foi comunicada à Presidência do TRE-AM (Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas) pela juíza Dálethe Borges Messias, após a magistrada negar o pedido para organizar o deslocamento de eleitores de 44 aldeias.

Na terça-feira (20), a Justiça Eleitoral indeferiu a solicitação da Univaja (União dos Povos Indígenas do Vale do Javari) de para que a Justiça Eleitoral disponibilizasse transporte fluvial gratuito, água potável e alimentação no segundo turno das eleições.

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Ao negar, a juíza indicava falta de previsão orçamentária, prazo insuficiente e dificuldades logísticas para executar a operação. A decisão provocou críticas de organizações indígenas, que cobraram condições de acesso às urnas para os indígenas da região.

Após a pressão, uma solução foi apresentada na quarta-feira (21), durante reunião na Câmara Municipal de Atalaia do Norte, com representantes da Justiça Eleitoral, do Ministério Público Eleitoral, da prefeitura, da Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas) e de organizações indígenas.

Segundo o TRE-AM, foram disponibilizados 8.600 litros de combustível: 4.640 do DSEI (Distrito Sanitário Especial Indígena), 3.260 da Funai e 700 da prefeitura. O combustível será destinado ao deslocamento de comunidades de diferentes rios da região, entre eles Curuçá, Jaquirana, Javari, Itacoaí e Ituí.

Na reunião, o presidente da Univaja, Jaime da Silva Mayuruna, afirmou que as entidades se mobilizaram para obter o combustível necessário. Segundo a ata, o dirigente informou que “foram atendidas todas as aldeias, em todas as calhas de rio”.

Para acompanhar e fiscalizar a operação, a magistrada solicitou a identificação das embarcações e dos responsáveis, além do detalhamento das contribuições de cada instituição.

 

Globo limita espaço de Flávio e Lula no estúdio em último debate; entenda

22 October 2026 at 21:48

A TV Globo decidiu limitar a circulação dos candidatos à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), durante o debate desta sexta-feira (23) nos estúdios da emissora, no Rio de Janeiro. O encontro será o último televisionado entre os postulantes ao Palácio do Planalto antes do segundo turno das eleições.

Ao contrário do debate da Band realizado no último domingo (18), na Globo, o candidato que tiver a palavra poderá se movimentar pelo cenário livremente nos três primeiros blocos, mas o adversário deverá se manter em seu púlpito até chegar a sua vez de falar.

Além disso, no quarto bloco, que será de tema livre, cada candidato poderá se movimentar livremente, mas apenas pelo seu lado do cenário.

Como mostrou a CNN, no debate do último domingo, a campanha do presidente Lula chegou a criticar a postura de Flávio e acusou o candidato do PL (Partido Liberal) de “ironizar” e fazer gestos ao fundo da imagem durante respostas do petista no debate.

Fontes afirmaram à CNN que quando os assessores entraram no palco durante o intervalo para orientar os candidatos, o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Sidônio Palmeira, teria feito uma reclamação aos diretores da Band. Assim que o debate voltou ao vivo, um dos moderadores pediu que “os candidatos não atrapalhem as respostas um do outro, sem expressar reações e movimentos físicos bruscos que atrapalhem a compreensão do telespectador”.

Outro ponto que se difere do debate da Band é que a Globo fará uma checagem das declarações dos candidatos.

Segundo a emissora, essa verificação vai ser feita pelo site g1 e deve começar ainda durante o encontro, com publicações das verificações na página do “Fato ou Fake”. O processo vai contar com uma equipe de mais de 30 jornalistas do grupo para dar agilidade ao processo.

“O trabalho seguirá pela madrugada, em conjunto com os sites dos jornais O Globo, Extra e Valor Econômico e da Rádio CBN”, informou.

Como também mostrou a CNN, a campanha de Lula defendeu internamente que o último debate presidencial contasse com checagem de fatos em tempo real e cogitou sugerir a proposta à TV Globo.

Último debate antes do 2° turno

O debate de sexta vai começar a partir das 21h20, ao vivo, após o Jornal Nacional. O encontro será mediado pelo jornalista César Tralli.

O embate será baseado em perguntas entre os candidatos para buscar um aprofundamento de suas propostas para o governo federal. Segundo a emissora, a dinâmica do encontro, assim como a configuração do cenário e a disposição dos candidatos, foi concebida para reforçar esse propósito.

O debate vai ser composto por quatro blocos de perguntas e respostas, além das considerações finais. Três serão de temas determinados e um, de tema livre. A ordem das perguntas será definida por sorteio feito ao vivo pelo apresentador.

O primeiro bloco vai contar com seis rodadas de perguntas com assuntos relacionados às regiões do país e um tema de âmbito nacional. Cada candidato terá três minutos por rodada — dividido entre pergunta e réplica ou resposta e tréplica.

No segundo e terceiro blocos, Flávio e Lula deverão escolher entre os temas apresentados no telão para elaborar suas perguntas, com a mesma dinâmica de tempo.

No quarto, o tema será livre e cada um deles terá oito minutos de fala, sem limite de intervenções.

Eleições 2026: veja as principais datas do ano eleitoral

 

Eleição está acirrada e reflete país dividido, afirma governador da Paraíba

22 October 2026 at 21:44

Em entrevista ao CNN 360°, Lucas Ribeiro (PP), governador reeleito da Paraíba, avaliou o cenário político nacional às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Para ele, o país atravessa um momento de profunda divisão, e a disputa deve entrar para a história como uma das mais acirradas já registradas.

“Estamos vivendo um ambiente cada vez mais dividido. Essa vai ser uma eleição que vai ficar marcada na nossa história, uma eleição acirrada, uma eleição dura, que ninguém está conseguindo prever o resultado”, afirmou Lucas Ribeiro, destacando que as pesquisas apontam para um cenário de empate técnico entre os candidatos.

Apoio a Lula e parceria com o governo federal

Apesar de o PP ter declarado apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no segundo turno, Lucas Ribeiro manteve seu posicionamento em favor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O governador ressaltou que essa posição não é recente e reflete uma parceria construída ao longo de seu primeiro mandato.

“Nosso governo anterior à eleição já tinha essa parceria com o presidente Lula, com o governo federal, que se transforma em obras importantes e em políticas públicas importantes aqui no nosso estado”, declarou.

Ele também mencionou um aporte de mais de R$ 2 bilhões enviados pelo governo federal à Paraíba nos últimos anos, além do programa que zerou a fila de cirurgias eletivas no estado, e obras relacionadas à transposição do Rio São Francisco.

Expectativa de maior participação no segundo turno

Lucas Ribeiro demonstrou confiança em um aumento do comparecimento às urnas no segundo turno.

Segundo ele, a votação mais simplificada — com apenas um cargo em disputa na Paraíba, o de presidente da República — deve reduzir as filas e facilitar a participação do eleitorado.

“No primeiro turno, você tem um eleitorado que teve dificuldade para votar porque são cinco votos, demora muito, as filas demoraram bastante. E nesse segundo turno, além de ser um voto mais rápido, também há o engajamento das pessoas”, explicou.

O governador também observou que o acirramento da disputa tem mobilizado eleitores que se abstiveram no primeiro turno.

“Muitas pessoas que não foram votar no primeiro turno, por algum desânimo, estão mais engajadas a decidir nessa eleição, a votar pelo acirramento que as pessoas estão vendo”, disse, acrescentando que os movimentos de apoio a Lula nas ruas da Paraíba têm sido constantes.

Postura independente do resultado

Questionado sobre como conduziria seu segundo mandato caso Lula não seja reeleito, Lucas Ribeiro adotou um tom pragmático.

Ele afirmou que, assim como governa para todos os 223 municípios da Paraíba independentemente da orientação política de seus prefeitos, espera que qualquer presidente eleito tenha o mesmo compromisso com a população.

“Qualquer presidente, governador que esteja sentado ali na cadeira, deve ter esse compromisso, acima de tudo, com a população brasileira”, declarou.

Renovação política com responsabilidade

Com 37 anos, Lucas Ribeiro é apontado como o mais jovem governador eleito do país.

Ao ser questionado sobre a ascensão de gestores jovens em diferentes espectros políticos, ele ponderou que a juventude, por si só, não é suficiente. “Não adianta juventude sem você ter o compromisso de fazer gestão, de servir as pessoas”, afirmou.

Para ele, o eleitorado paraibano reconheceu não apenas a renovação, mas também o histórico de entregas de seu governo.

“As pessoas confiaram no nosso trabalho por ter a esperança de renovação, da gente poder renovar a política, mas uma renovação com responsabilidade”, concluiu.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.

Datafolha: Celina tem 54% no 2º turno ao governo do DF; Grass, 37%

22 October 2026 at 21:24

Segundo a pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (22), a governadora Celina Leão (PP) lidera a corrida no segundo turno ao governo do Distrito Federal.

O levantamento apontou que Celina tem 54% das intenções de voto, enquanto Leandro Grass (PT), 37%.

Aqueles que votariam em branco, nulo ou nenhum são 7%, enquanto os indecisos, 2%.

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Metodologia

A pesquisa Datafolha, contratada pela TV Globo e pela Folha de S. Paulo, entrevistou 910 eleitores do Distrito Federal entre os dias 20 e 22 de outubro. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou menos.

O levantamento está cadastrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o código DF-01738/2026.

Indígenas do Vale do Javari terão transporte gratuito no 2º turno

22 October 2026 at 21:14

Logo Agência Brasil

O Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) informou nesta quinta-feira (22) que os representantes da Terra Indígena Vale do Javari confirmaram a regularização do transporte gratuito dos eleitores, bem como o necessário apoio logístico à operação, no próximo domingo (25), no segundo turno das eleições gerais.

O acerto entre as lideranças indígenas e autoridades públicas foi selado em reunião conduzida pela juíza da 42ª Zona Eleitoral, Dálethe Borges Messias, na quarta-feira (21). 

Notícias relacionadas:

A juíza lembrou que durante o primeiro turno acompanhou pessoalmente a entrega de urnas eletrônicas nas comunidades de Paraíso e Remancinho, de forma a “assegurar o direito ao voto”.

A juíza eleitoral solicitou que os representantes indígenas apresentem a relação das embarcações que serão utilizadas no 2º turno, com a identificação dos responsáveis e das contribuições prestadas pelas entidades ou órgãos envolvidos na operação de transporte dos eleitores. 

De acordo com a Justiça Eleitoral, a medida permitirá o acompanhamento e a fiscalização do transporte, assegurando transparência e cumprimento da legislação eleitoral.

Para os próximos pleitos, ficou estabelecida a necessidade de apresentação antecipada de informações sobre locais de votação, comunidades atendidas, rotas fluviais, distâncias, condições de navegabilidade, estimativa de eleitores e disponibilidade de embarcações e tripulações.

Vale do Javari

A Terra Indígena do Vale do Javari é a segunda maior do Brasil, com 8,5 milhões de hectares, uma área maior que o estado da Paraíba. A terra indígena, homologada em 2001, fica no estado do Amazonas, em uma região de tríplice fronteira entre Brasil, Peru e Colômbia, e abriga 74 aldeias, sete povos e mais de 6 mil indígenas. Também tem a maior concentração de povos indígenas isolados do mundo.

Por causa de sua riqueza natural e localização estratégica, o Vale do Javari é alvo constante de redes de narcotráfico, garimpo ilegal, biopirataria e extração ilícita de madeira.

Foi na região que o indigenista Bruno Pereira e o jornalista Dom Philips foram assassinados em 2022, vítimas de uma emboscada no Rio Itaquaí.

* Com informações do TRE-AM

Justiça Eleitoral manda polícia ouvir Zema por celular na cabine de votação

22 October 2026 at 21:05

A Justiça Eleitoral determinou nesta quinta-feira (22) que a Polícia Civil de Minas Gerais ouça Romeu Zema (Novo) e os mesários que trabalharam na seção em que ele votou no primeiro turno das Eleições 2026. A apuração envolve a entrada do então candidato à Presidência com celular na cabine de votação, em 4 de outubro.

Segundo o TRE-MG (Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais), a ordem foi expedida pela 17ª Zona Eleitoral. Serão ouvidos os mesários que atuaram na seção eleitoral da Escola Delfim Moreira, em Araxá, onde o ex-candidato votou.

Em nota, a Polícia Civil afirmou que cumprirá “as diligências determinadas no processo”. A data ainda não foi confirmada.

Zema nega ter registrado voto

Após votar, Zema admitiu que estava com o aparelho, mas afirmou que não havia sido alertado para deixá-lo antes de entrar na cabine. Também negou ter utilizado o celular para registrar sua escolha.

“Não fotografei nada, não fiz nada com o celular ali, só votar mesmo“, declarou a jornalistas. O ex-governador disse ainda que entregaria o telefone se tivesse sido orientado a fazê-lo.

O Ministério Público Eleitoral apresentou uma denúncia por suposta violação do sigilo do voto no mesmo dia. Segundo a acusação, imagens da imprensa mostravam Zema olhando para a tela do aparelho e um segundo celular apoiado sobre a mesa da cabine.

A legislação eleitoral proíbe levar celulares, câmeras e outros equipamentos eletrônicos para a cabine, mesmo desligados, para preservar o sigilo do voto. nes

Meta derruba vídeo de MC Cabelinho sobre Flávio Bolsonaro

22 October 2026 at 20:45

A Meta, dona do Instagram, removeu nesta quinta-feira (22) um vídeo postado na plataforma pelo cantor MC Cabelinho em parceria com o portal Revelando sobre o senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

O vídeo com o músico fala da acusação de o senador ter sido funcionário fantasma no gabinete do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), aos 19 anos. O conteúdo postado convidava os seguidores também a assistirem a um vídeo de cerca de 23 minutos postado no YouTube do portal Revelando, que ainda continua no ar.

Nos últimos dias, o portal tem postado uma sequência de vídeos no mesmo estilo, com diversos artistas abordando tópicos no tom de denúncia contra o senador fluminense e pessoas próximas. Dentre os famosos, estão a cantora Juliette e os atores e atrizes Camila Pitanga, Wagner Moura, Luana Piovanni e Fábio Porchat.

Após a derrubada do conteúdo, MC Cabelinho fez uma postagem em que questionava a decisão: “Tropa, derrubaram meu reels (revelando) mas o episódio continua no youtube…. no link do story vocês consegue ver! ql foi @meta?”.

Segundo a empresa responsável pela rede social, a remoção ocorreu após uma sinalização de que o conteúdo teria sido feito por inteligência artificial, o que, conforme o comunicado, fere as diretrizes de uso da tecnologia 72 horas antes das eleições, no dia da eleição e no dia seguinte, determinadas pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

O texto continua mencionando que a identificação com o selo de IA poderia ter ocorrido pelo aplicativo utilizado para a edição do vídeo, que poderia conter recursos da tecnologia no processo.

Com isso, as ferramentas de checagem automática da Meta poderiam identificar traços da IA e remover o conteúdo, que voltaria a ficar disponível após as datas da Justiça Eleitoral.

Print da publicação original mostra selo de que vídeo teria conteúdo de IA
Print da publicação original mostra selo de que vídeo teria conteúdo de IA • Reprodução/Instagram @mccabelinho

“Vale reforçar que muitos aplicativos de edição de imagem, vídeo e áudio usam recursos de IA e incorporam ao arquivo um sinal padrão da indústria indicando esse uso. A Meta lê esses sinais automaticamente e, para cumprir a determinação, indisponibiliza esses conteúdos no Brasil. Essas publicações voltam a ficar visíveis no país após o período definido pelo TSE”, diz a nota.

Após a remoção do conteúdo, tanto o artista, quanto o Portal Revelando e outros veículos que apoiam a iniciativa voltaram a publicar o vídeo, que não aparece com o selo de IA. “Jornalismo não é propaganda! Esse é o vídeo que Meta não quer que você veja!”, começa a legenda da postagem com o resto do texto que continha na publicação original.

A CNN Brasil procurou o Calma Urgente, responsável pelo portal Revelando, para questionar a decisão da Meta, mas ainda não obteve resposta. O espaço segue aberto para manifestações.

Comitê da Meta vê “falhas recorrentes” no controle de conteúdo eleitoral

O Comitê de Supervisão da Meta avaliou nesta terça-feira (20) haver “falhas recorrentes” no controle de conteúdo eleitoral nas redes administradas pela empresa.

No comunicado, os integrantes do Comitê apontam falhas na aplicação das regras da Meta durante períodos eleitorais e citam casos semelhantes para além da eleição brasileira. O texto menciona a remoção de contas de ativistas políticos durante protestos nos Estados Unidos, antes das eleições de meio de mandato.

“Está claro que a Meta precisa fazer mais para garantir que suas práticas de aplicação de regras durante as eleições sejam transparentes e consistentes e que a expressão política seja protegida, em vez de sufocada”, afirmaram.

No mesmo dia, o ministro Marco Aurélio Bellizze, do TSE, reuniu-se com a Meta e com as campanhas dos candidatos à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A reunião foi solicitada pela Meta após a empresa prestar informações no âmbito da decisão da Corte eleitoral, que exigiu tratamento igualitário entre as candidaturas nas plataformas digitais.

Após questionamentos sobre possível favorecimento, a empresa que controla plataformas digitais foi intimada a apresentar, em 24 horas, informações sobre as medidas adotadas para garantir igualdade na distribuição e veiculação de conteúdos. A Meta negou qualquer interferência no processo eleitoral ou favorecimento político e atribuiu os problemas relatados a questões técnicas.

 

*Sob supervisão de Renata Souza

Presidente do TSE pede à Meta relatório sobre canal Exército do Lula

Logo Agência Brasil

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, concedeu nesta quinta-feira (22) prazo de 24 horas para Meta apresentar um relatório técnico sobre o funcionamento do canal Exército do Lula, criado no WhatsApp para postagens de apoios ao candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O ministro atendeu ao pedido protocolado pela campanha do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). 

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A campanha de Flávio alega que há indícios de que as redes operadas pela Meta não estariam cumprindo o plano de conformidade entregue ao TSE para garantir a integridade do processo eleitoral.

Após a plataforma informar à campanha que não encontrou irregularidades, os advogados de Flávio citaram na ação enviada ao Tribunal que a empresa não indicou os critérios adotados para concluir pela ausência de indícios e informações sobre o período temporal que teria sido examinado.

Com a decisão, a Meta deverá realizar uma pente-fino no canal Exército do Lula e prestar informações sobre o suposto comportamento coordenado entre contas e canais, padrões de engajamento, rastreabilidade de conteúdos, análise de atividades publicitárias, entre outros dados.

O Google e o X também deverão informar se identificaram ações coordenadas de hashtags.

Registro

Mais cedo, Kassio determinou o arquivamento do processo que tratou do registro do canal Exército do Lula.

A medida foi tomada após o canal ser registrado no tribunal pela campanha petista, e o TSE aprovar uma resolução para estabelecer que o registro de canais ligados às campanhas deve ser efetivado, assim como sites na internet e perfis nas redes sociais dos candidatos.

 

Matéria atualizada às 16h56 para acréscimo de informações

Campanha de Flávio quer “mais Tarcísio e menos Marçal” em debate

22 October 2026 at 20:09

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) decidiu mudar a postura do candidato para o debate da TV Globo, marcado para a sexta-feira (23). O novo lema nos bastidores é “mais Tarcísio e menos Marçal”, segundo apuração da âncora Tainá Falcão para o Bastidores CNN desta quinta-feira (22).

A mudança de estratégia ocorre após uma avaliação crítica interna sobre o desempenho de Flávio Bolsonaro no debate da Band, no último domingo (18).

A campanha entendeu que o candidato ficou excessivamente agressivo e pouco propositivo naquela ocasião, o que teria sido explorado pela campanha adversária para construir uma imagem negativa do senador.

Segundo Tainá, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) está presente no QG de Flávio Bolsonaro e participará pessoalmente dos treinamentos, conduzidos pelo marqueteiro Duda Lima.

A campanha busca, agora, diminuir a influência de Pablo Marçal (PRTB-SP) sobre o estilo do candidato.

Segundo Tainá, Tarcísio já havia manifestado, nos bastidores, preocupação com essa influência e com o quanto ela começou a ser usada contra Flávio pela campanha adversária, que passou a descrevê-lo como “agressivo” e “raivoso”.

Propostas e temas prioritários para o debate

Aliados de Flávio Bolsonaro consideram que ele precisa apresentar mais propostas e demonstrar domínio e profundidade sobre os temas que abordará, além de evitar respostas repetitivas.

A orientação é priorizar críticas ao custo de vida da população e ao endividamento das famílias, além de falar sobre segurança pública e economia, temas que aparecem no topo das preocupações dos brasileiros, segundo as pesquisas.

Na área econômica, Flávio deve abordar programas de renegociação de dívidas de famílias, redução de impostos e corte de gastos, incluindo a promessa de diminuir o número de ministérios em pelo menos dez.

Na segurança pública, o candidato deve falar sobre endurecimento de penas, redução da maioridade penal, combate às facções criminosas e monitoramento por câmeras.

Defesa sobre benefícios sociais e ataques ao adversário

Flávio também deve responder às acusações sobre possíveis cortes em benefícios sociais, que ganharam força após declarações de Daniella Marques sobre um período de transição para o Bolsa Família. A estratégia é continuar negando que o Bolsa Família ou qualquer outro benefício social será extinto.

Outra frente de ataque prevista é a investigação dos desvios do INSS e as suspeitas envolvendo Lulinha.

A preparação também contempla respostas sobre possíveis provocações relacionadas à relação de Flávio com o advogado Willer Tomaz, investigado na Operação Sem Desconto, e sobre áudios trocados com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, nos quais Flávio pediu dinheiro para o filme “Dark Horse”.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.
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