Prisão preventiva para suspeito de 29 crimes em São Miguel

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O Governo norte-americano propôs novas restrições ao investimento de empresas dos Estados Unidos em setores tecnológicos sensíveis na China, incluindo inteligência artificial, armamento hipersónico e biotecnologia.
O departamento do Tesouro norte-americano divulgou na quinta-feira um conjunto de propostas regulamentares para aplicar a Lei de Segurança Nacional sobre Investimentos no Exterior, aprovada pelo parlamento em 2025.
A legislação pretende reforçar o controlo dos investimentos norte-americanos na China e noutros países considerados adversários, incluindo a Rússia e o Irão, com o objetivo de proteger a segurança nacional dos Estados Unidos.
As novas regras abrangem investimentos em semicondutores avançados, inteligência artificial e tecnologias de utilização militar, bem como determinados compostos e materiais biotecnológicos e interfaces cérebro – computador.
As propostas serão sujeitas a consulta pública antes da aprovação definitiva e constituem mais uma tentativa de Washington de limitar o acesso da China a tecnologias com aplicações civis e militares. “As regras propostas reforçariam o atual programa de segurança dos investimentos no exterior, para impedir que os nossos adversários utilizem investimentos norte-americanos no desenvolvimento de tecnologias críticas que ameaçam a segurança nacional dos Estados Unidos”, afirmou o secretário do Tesouro, Scott Bessent. O responsável acrescentou que as medidas pretendem também promover um “ambiente de investimento aberto”, ao proporcionar maior clareza aos investidores norte-americanos e estrangeiros.
A iniciativa surge um mês depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter recebido em Washington o homólogo chinês, Xi Jinping, numa cimeira em que ambos acordaram prolongar por dois meses, até janeiro, a trégua na guerra comercial entre as duas maiores economias mundiais.
Segundo Craig Singleton, investigador da Fundação para a Defesa das Democracias, um centro de estudos norte-americano, as restrições à biotecnologia constituem o elemento mais significativo das novas propostas. “A biotecnologia é importante tanto para Wall Street como para a população em geral”, afirmou, citado pelo jornal britânico Financial Times.
“Determina o futuro dos medicamentos e das terapias, mas algumas das mesmas tecnologias também podem reforçar as capacidades militares da China ou aprofundar a dependência dos Estados Unidos das cadeias de abastecimento chinesas”, acrescentou. Segundo Singleton, o Tesouro está a alertar os investidores para as consequências dos fluxos de capital destinados a determinados segmentos da indústria biotecnológica chinesa.
O projeto regulamentar considera que algumas biotecnologias avançadas ou sensíveis representam um “risco elevado” de proliferação de armas biológicas e de desenvolvimento de interfaces cérebro — computador.
As autoridades norte-americanas manifestaram também preocupações com tecnologias que possam ser utilizadas em operações militares, atividades de informações e vigilância em massa. Entre as atividades abrangidas pelas restrições propostas encontram-se determinados tratamentos que modificam células ou genes dos pacientes, bem como imunoterapias.
As medidas deverão desencadear uma disputa entre a administração Trump e a indústria biotecnológica norte-americana, que tem recorrido cada vez mais à China nas fases iniciais do desenvolvimento de novos medicamentos.
A Biotechnology Innovation Organization, principal associação representativa do setor nos Estados Unidos, manifestou reservas quanto ao alcance das propostas. “Precisamos de garantir que não adotamos uma abordagem excessivamente abrangente, que crie incerteza para os inovadores e investidores e que possa, involuntariamente, enfraquecer a competitividade da biotecnologia norte-americana”, afirmou a organização.
No entanto, as regras propostas excluem determinados acordos comerciais já utilizados pelas grandes farmacêuticas norte-americanas na China. Empresas como a Eli Lilly, Pfizer e Bristol Myers Squibb investiram milhares de milhões de euros em acordos de licenciamento de medicamentos desenvolvidos por empresas chinesas.
Segundo Will Humphrey, vice-presidente da consultora Capstone, estes contratos não serão abrangidos pelas novas restrições quando os pagamentos forem efetuados em dinheiro, sem aquisição de participações no capital das empresas chinesas.
As apreensões ocorreram em operações contra o narcotráfico marítimo ao longo da costa, de Esposende ao Algarve. Foram apreendidos uma embarcação, dois motores marítimos, 420 jerricãs com combustível e material relacionado com a navegação e montagem de estruturas de apoio ao narcotráfico

As apreensões ocorreram em operações contra o narcotráfico marítimo ao longo da costa, de Esposende ao Algarve. Foram apreendidos uma embarcação, dois motores marítimos, 420 jerricãs com combustível e material relacionado com a navegação e montagem de estruturas de apoio ao narcotráfico

O Instituto Federal de Ciências e Tecnologia foi esvaziado nesta quinta-feira, 22, após receber uma suposta ameaça. Em comunicado interno, ao qual o Estadão teve acesso, os funcionários e alunos foram orientados a esvaziar o prédio e a direção afirma que a medida foi tomada por segurança.
"Por motivo de força maior e para garantir a segurança da comunidade escolar, a Direção-Geral do campus comunica a necessidade de suspender, por prevenção, todas as atividades presenciais no campus São Paulo no dia de hoje (22/10/2026) e solicita que todas as pessoas deixem as instalações do campus até às 15h, utilizando as portarias A e D."
No texto, Wellington Pereira das Virgens, diretor do campus, diz que prestará esclarecimentos posteriormente. "Queremos tranquilizar a todos e informar que todas as medidas cabíveis estão sendo adotadas."
Em nota, a Polícia Militar afirmou que foi acionada para atender a uma ocorrência de ameaça em uma instituição de ensino localizada na Rua Pedro Vicente, no bairro do Pari, região central de São Paulo.
Segundo as informações preliminares, a ameaça teria sido feita por meio de um bilhete deixado no banheiro da escola. A ocorrência permanece em atendimento, e até o momento não há informações adicionais sobre o caso.
O Instituto Federal ocupa uma área de mais de 57 mil m². Possui auditórios, quase 60 salas de aula e dezenas de laboratórios de Informática, Física, Química, Biologia e outras disciplinas.


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Empresas que utilizam o Windows Server 2016 têm um prazo crucial para atualizar suas estruturas tecnológicas. Em 12 de janeiro de 2027, a Microsoft encerrará o suporte oficial ao sistema operacional. A partir desta data, a plataforma deixará de receber correções de segurança e assistência técnica, elevando os riscos de vazamento de informações, paralisações operacionais e prejuízos financeiros — um cenário que afeta desde grandes corporações até pequenas e médias empresas.
Embora o sistema continue operacional após a data-limite, a ausência de atualizações contínuas expõe os servidores a invasões automatizadas e a ataques de ransomware, nos quais criminosos criptografam dados e exigem resgate. A vulnerabilidade do ambiente também atrai a atenção para o cumprimento da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), já que manter infraestruturas desprotegidas pode evidenciar falhas na segurança de dados pessoais.
Segundo Wagner Medeiros Melo, cientista da computação e diretor de Tecnologia e Inovação da Surfix Cloud & Data Center, o impacto é direto na continuidade do negócio. “O servidor não deixa de funcionar no dia 12 de janeiro, mas passa a operar sem a proteção das atualizações regulares da Microsoft. Isso significa que novas vulnerabilidades poderão permanecer sem correção, ampliando as possibilidades de ataques. Muitas empresas concentram nesses servidores informações financeiras, dados de clientes, sistemas de gestão e documentos estratégicos. Uma falha pode comprometer toda a operação”, explica.
Além do risco de brechas no sistema principal, os criminosos costumam visar as cópias de segurança. Para conter essa ameaça, a adoção de estratégias como o backup imutável — que impede a alteração ou exclusão dos dados por um período determinado — surge como medida indispensável. “Hoje, não basta apenas fazer backup. É necessário garantir que as cópias estejam protegidas contra alterações e exclusões indevidas. O backup imutável permite preservar os dados durante um período determinado, mesmo diante de tentativas de comprometimento das credenciais administrativas. Essa proteção, associada ao monitoramento contínuo de vulnerabilidades, é fundamental para reduzir os impactos de um ataque”, destaca Wagner.
Para mitigar os riscos, os especialistas recomendam que o primeiro passo seja a realização de um inventário tecnológico para mapear sistemas legados e máquinas esquecidas em ampliações passadas. A partir daí, as empresas podem avaliar alternativas de modernização, que variam entre a atualização dos servidores locais, a adoção de ambientes híbridos e a migração para a nuvem.
Wagner ressalta que o momento exige visão estratégica. “Muitas empresas acabam investindo continuamente na manutenção de equipamentos antigos, que já apresentam limitações de desempenho e segurança. A migração para a nuvem pode ser uma alternativa para reduzir a dependência dessa estrutura, mas a decisão precisa considerar os sistemas utilizados, os custos e as necessidades de cada negócio. O importante é aproveitar esse momento para modernizar a operação com planejamento".
A orientação é iniciar o diagnóstico imediatamente, testar a compatibilidade de softwares e realizar a transição de maneira gradual para evitar interrupções nos serviços. “Uma migração bem planejada começa pelo diagnóstico. É preciso conhecer as dependências entre os sistemas, testar a compatibilidade das aplicações e estabelecer um plano de retorno caso alguma etapa apresente problemas. O ideal é realizar a transição de forma gradual, começando pelos serviços menos críticos, para reduzir os riscos de paralisação”, orienta o executivo.
Para quem não concluir a transição a tempo, a Microsoft oferece Atualizações de Segurança Estendidas (ESU) sob contratação específica, mas a alternativa é temporária. “O maior erro é esperar o sistema apresentar uma falha ou sofrer um ataque para tomar uma decisão. A empresa precisa avaliar quanto tempo consegue permanecer sem acesso aos próprios dados e quanto isso representa em prejuízo financeiro. Investir preventivamente em segurança e atualização tecnológica é também uma forma de proteger a continuidade do negócio”, diz Wagner Medeiros Melo.


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A tecnológica norte-americana Palantir garante que nem a empresa nem o Governo dos Estados Unidos podem desligar remotamente o sistema de inteligência artificial (IA) militar utilizado pela NATO, numa altura em que as recentes restrições ao serviço de satélites Starlink na Ucrânia reavivaram as preocupações europeias sobre a dependência de tecnologia norte-americana para a Defesa.
“Não existem botões de emergência. Não há capacidade de a Palantir ou do Governo dos EUA aceder ao sistema e desligá-lo”, vincou Louis Mosley, vice-presidente executivo da empresa para o Reino Unido e a Europa, citado pela Reuters.
O responsável procurou assim tranquilizar os aliados europeus sobre o Maven Smart System, uma plataforma de IA que processa grandes volumes de dados provenientes de satélites, radares e outros sensores, permitindo aos responsáveis militares obter uma visão integrada do campo de batalha e acelerar a tomada de decisões.
“Aquilo que vimos nas notícias dos últimos dias sobre o Starlink é extremamente preocupante”, reconheceu Mosley. No entanto, garantiu que os clientes que adquirem o software da Palantir mantêm “controlo operacional total” sobre o sistema.
A NATO adquiriu a plataforma em 2025 para o Quartel-General Supremo das Potências Aliadas na Europa (SHAPE), tendo o sistema alcançado a plena capacidade técnica operacional em junho deste ano.
As garantias da Palantir surgem depois de a Ucrânia ter reportado restrições ao serviço militar de satélites Starshield, que utiliza a constelação Starlink, de Elon Musk. Os terminais deixaram de funcionar em plataformas de movimento rápido, prejudicando operações militares, incluindo a utilização de drones intercetores contra ataques russos.
As explicações apresentadas por responsáveis norte-americanos, ucranianos e pelo presidente executivo da SpaceX foram contraditórias. O magnata norte-americano atribuiu ao Governo norte-americano a responsabilidade pelas restrições de velocidade impostas ao sistema de comunicações por satélite utilizado pelas forças ucranianas.
No entanto, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump afirmou que não sabia quem tinha ordenado a redução do serviço, mas que “gostaria de descobrir”.
Responsáveis ucranianos e europeus suspeitaram de motivações políticas, uma vez que as restrições surgiram depois do líder dos EUA ter exigido a Kiev que deixasse de atacar refinarias de petróleo russas e vincado que “é hora da Ucrânia ter um novo presidente” para terminar a guerra com a Rússia.

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Administrar uma conta digital segura não depende apenas da tecnologia oferecida pelo banco. Parte importante da proteção está nas configurações escolhidas pelo próprio cliente e nos hábitos adotados no dia a dia.
Recursos como biometria, autenticação adicional, notificações em tempo real e limites transacionais podem funcionar como diferentes camadas de proteção. Quando estão corretamente configurados, ajudam a reduzir o risco de acessos indevidos e permitem identificar rapidamente movimentações suspeitas.
No Inter, essas ferramentas estão reunidas em diferentes mecanismos de segurança do Super App. Segundo head de Prevenção a Fraudes da instituição, Newton Marques Junior, a instituição utiliza múltiplas camadas de autenticação, monitoramento e modelos de Machine Learning para avaliar o risco das transações em tempo real.
A primeira medida é acessar a Central de Segurança do Super App e habilitar as camadas de proteção disponíveis, além de ativar a biometria, revisar os limites de transação e manter os dados de contato atualizados. Logo após abrir uma conta, algumas configurações merecem atenção especial:
O serviço reúne mecanismos que permitem ao cliente configurar diferentes níveis de proteção da conta. Entre eles estão recursos relacionados à biometria, geolocalização, Modo Vigilante e definição de áreas ou redes consideradas seguras.
Dependendo da configuração, o cliente pode reduzir limites de transação fora de determinados locais ou restringir o acesso a áreas sensíveis do aplicativo, como Cartão, Empréstimos e Investimentos.
O Inter utiliza autenticação em múltiplas camadas. As transações são monitoradas por modelos de Machine Learning que avaliam o comportamento da conta e podem solicitar fatores adicionais de autenticação quando identificam uma situação de risco. Entre os principais mecanismos estão:
Essa combinação cria um modelo de defesa em camadas. Em vez de depender de uma única senha, diferentes sinais podem ser analisados para determinar se uma operação apresenta comportamento compatível com o histórico da conta.
De acordo com Newton Marques Júnior, o Inter utiliza modelos de Machine Learning para avaliar o risco de transações em tempo real. A análise comportamental considera padrões da conta e pode identificar desvios em relação ao comportamento esperado. Quando uma operação apresenta características de risco, os sistemas podem aumentar o nível de autenticação, reduzir limites ou bloquear determinadas ações.
O objetivo é equilibrar segurança e experiência do cliente, fazendo com que verificações adicionais sejam concentradas principalmente em situações que apresentam maior risco.
Manter os limites de transação compatíveis com a rotina e acompanhar movimentações em tempo real são duas das medidas mais simples para reduzir riscos financeiros. O cliente pode utilizar diferentes recursos para acompanhar o que acontece na conta:
Em determinadas situações, os limites podem ser zerados automaticamente quando o sistema identifica uma tentativa de transação associada a um destinatário de risco. Segundo as orientações fornecidas pelo Inter, esses limites podem ser restabelecidos automaticamente após 24 horas ou mediante um fluxo de atualização de segurança disponível no aplicativo.
Um limite elevado que raramente é utilizado amplia desnecessariamente a exposição da conta. Por isso, uma estratégia recomendada é manter limites compatíveis com os gastos habituais e realizar ajustes temporários quando uma transação maior for realmente necessária. A ideia não é impedir o uso da conta, mas criar uma barreira adicional caso um terceiro consiga acessar o dispositivo ou as credenciais.
Em caso de perda ou roubo do aparelho, a orientação é agir imediatamente: comunicar o Inter, bloquear o acesso e registrar a ocorrência. Medidas preventivas, como cadastrar o aparelho no Celular Seguro e ativar os mecanismos de proteção nativos do smartphone, também são recomendadas. Antes de qualquer incidente, o cliente pode tomar algumas medidas:
Se o aparelho for perdido ou roubado, a recomendação do Inter é comunicar imediatamente o ocorrido pelo canal de atendimento da instituição. O registro permite bloquear o acesso à conta e iniciar a avaliação de segurança.
Sim. Nesse caso, é necessário realizar uma atualização de segurança que envolve:
Mesmo com sistemas avançados de proteção, comportamentos inadequados podem aumentar a exposição do usuário. Entre os principais erros estão:
Uma revisão periódica dessas configurações ajuda a transformar a segurança em um processo contínuo, e não em uma medida tomada apenas depois que ocorre um problema.
O procedimento envolve as seguintes ações:
Verifique e habilite as camadas de proteção disponíveis, como biometria, geolocalização e Modo Vigilante.
Confirme se o acesso por biometria está ativado no aplicativo e no próprio celular.
Apague senhas armazenadas no aparelho e utilize um método seguro para gerenciá-las.
Revise os limites de Pix, transferências e demais operações e reduza aqueles que estiverem acima da necessidade cotidiana.
Entre em “Minhas Chaves” e confira se todas as chaves cadastradas continuam sendo necessárias.
Mantenha telefone e e-mail atualizados para receber mecanismos de autenticação.
Ative as ferramentas de segurança oferecidas pelo sistema operacional do celular.
Faça o cadastro preventivo do aparelho.
Acompanhe notificações, extrato e histórico de acessos regularmente.
A segurança digital funciona melhor quando tecnologia e comportamento caminham juntos. Não existe uma configuração única capaz de eliminar todos os riscos, mas combinar autenticação, limites adequados, monitoramento e atenção aos sinais de fraude pode criar uma proteção significativamente mais robusta.
Não existe uma única configuração. A recomendação é combinar biometria, recursos da Central de Segurança, limites adequados, dados de contato atualizados e monitoramento das movimentações.
O ideal é manter o limite compatível com a rotina. Quando houver necessidade de uma transferência maior, o limite pode ser ajustado conforme os procedimentos de segurança aplicáveis.
É uma das camadas de proteção disponibilizadas na Central de Segurança para reforçar a proteção da conta.
Quando autorizada pelo cliente, a localização pode ser utilizada na avaliação de risco das transações e, em determinadas situações, como fator adicional de autenticação.
É um mecanismo de geração de códigos de autenticação dentro do aplicativo, utilizado em situações como acesso ao Internet Banking, validação por QR Code e determinadas transações de maior valor.
Comunique imediatamente o Inter pelos canais oficiais de atendimento, para que o acesso à conta seja bloqueado e o dispositivo seja submetido aos procedimentos de segurança. Também é recomendável registrar um Boletim de Ocorrência e utilizar o Celular Seguro.
Não é recomendável deixar a senha anotada em bloco de notas, mensagens, fotos ou outros locais sem proteção adequada. O ideal é utilizar um método seguro de gerenciamento de credenciais.
Extrato em tempo real, notificações e histórico de acessos ajudam a identificar rapidamente operações ou acessos que não reconhece.
Sim. Segundo Newton Marques Junior, o Inter utiliza dezenas de modelos de Machine Learning para avaliar o risco das transações em tempo real e identificar comportamentos fora do padrão.
A revisão pode ser feita agora e repetida periodicamente, especialmente depois de trocar de celular, alterar dados cadastrais, perceber uma movimentação incomum ou mudar significativamente o padrão de uso da conta.
Há mais de uma década que há uma falha tecnológica no sistema que suporta uma grande parte da internet, que só agora foi deixada a descoberto pela Inteligência Artificial (IA). As vulnerabilidades estão, segundo uma reportagem da BBC, dentro de uma linguagem de programação chamada PHP, que tem sido usada internacionalmente desde os anos 2000 para construir sites.
Governos e agências de cibersegurança em todo o mundo estão a esforçar-se para conter as consequências da descoberta, esta quarta-feira 21 de outubro, e têm incentivado os operadores de sites a instalarem uma nova solução de emergência ou a considerarem retirar as suas plataformas da net.
A empresa de cibersegurança Wiz – uma das empresas cujos analistas descobriram as vulnerabilidades – descreveu as falhas como “as mais graves” já detetadas pela IA. A OpenAI, cuja tecnologia foi usada para identificar as falhas, chamou a descoberta de “uma das questões de segurança mais impactantes na memória recente”.
A maioria dos utilizadores talvez nunca tenha ouvido falar da PHP, mas provavelmente interagem com ele diariamente. “É a vulnerabilidade mais séria que já encontrei”, diz Ryan Austin, analista da empresa de cibersegurança Calif, que ajudou a descobrir a falha. Estudando a PHP há cerca de 20 anos, o analista descreve a vulnerabilidade “como um erro gramatical na estrutura da frase”, mas “em vez de soar disparatada, na verdade invade a sua casa”. E especifica que o tipo de informação a que hackers poderiam ter acesso: “qualquer coisa que tivesse sido armazenada”. A PHP está “dentro de muitos lugares que não se esperaria”. “Basicamente, é muito central para o funcionamento da internet”.
Em 2024, analistas da PHP Foundation – uma organização sem fins lucrativos que mantém e desenvolve uma linguagem de programação popular – encontraram uma falha teórica no PHP, mas não conseguiram perceber como um hacker poderia usá-la num ataque informático.
Em julho de 2026, a fundação foi aceite na iniciativa Patch the Planet da OpenAI, que visa usar IA de vanguarda para identificar falhas em softwares e corrigi-las. Em agosto, uma empresa de cibersegurança, a Calif – que fazia parte do projeto – encontrou a falha no PHP. Desde então, a fundação vinha trabalhando com as empresas num patch de software que poderia ser importado por utilizadores da PHP para corrigir as falhas. Mas o processo foi repentinamente dado a conhecer, forçando a PHP Foundation a antecipar o processo – e aguçando a curiosidade dos hakers. Por isso o patch foi lançado à pressa e os sites tiveram que ser removidos caso fossem alvo de ataques cibernéticos.
O caso é tão grave que uma das maiores agências de inteligência do mundo alerta para que as organizações afetadas devem desligar os seus sistemas até que haja uma solução definitiva. A divisão cibernética da Agência de Segurança Nacional dos EUA diz que aqueles que usam PHP devem preparar-se imediatamente “para uma atualização que aborde duas vulnerabilidades críticas”. “A PHP é amplamente usado para aplicações web. Essas vulnerabilidades fornecem frequentemente um caminho direto para o sistema de arquivos ou banco de dados do servidor. Se uma atualização imediata não for viável, recomenda-se que as organizações retirem o sistema do ar até que ele possa ser totalmente mitigado.”





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