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Os leitores e suas estantes

29 August 2026 at 08:00

Os japoneses criaram uma palavra pra designar a prática de acumular livros: Tsundoku. Algo como tsun-empilhar e doku-leitura. Pra ter gerado um conceito específico, a prática não deve ser incomum por lá, o que maculou um pouco meu estereótipo de estimação sobre a moderação do mundo oriental.

Prática talvez não seja a melhor palavra, parece estar mais na esfera da mania, vício, falta de noção de realidade e tempo de vida. Os tsundokuers (o anglicismo é por minha conta) vão, ao longo do tempo, erguendo suas bibliotecas. Porém, a consequência de ser este tipo de empilhador é erguer, em paralelo, uma antibiblioteca: um conjunto de tudo o que ainda não leu, quem sabe jamais lerá. Não parece uma coisa muito boa, mas fazer parte da categoria dos que só criam antibiblioteca, é pior. Estes, sequer apelido japonês têm.

Também existem os bibliófilos, esses com raiz grega biblio = livro. Têm livros raros, edições únicas, várias traduções dos mesmos textos. Humberto Eco tinha uns 30.000 livros e, pelo que se sabe, era desprovido de antibiblioteca. Tenho pra mim que um tsundokuer gera muito mais empatia do que um bibliófilo.

Uma antibiblioteca é sempre motivo de angústia. Inclusive quanto à sua disposição nas estantes. Talvez alguns os organizem colocando todos os livros nunca lidos em prateleiras específicas, ou camuflem o acervo, misturando-os aos livros lidos, impressionando visitas e apaziguando um pouco sua mente devedora.

Pra você que lê isso e, em pânico, começa a caçar na sua estante tudo o que comprou e sequer tirou do plástico, calma. Lendo Irene Vallejo, autora de O infinito em um junco (que comprei e li!), minha porção livreira nipônica foi acolhida. Ter uma porção de livros não lidos é sinal de otimismo, esperança na vida. É a crença materializada de que há um futuro você e que esse você do futuro um dia lerá tudo aquilo. O livro que você comprou hoje é uma aposta no amanhã. Bom, né?

Mas e quando você descobre, como eu, que além da biblioteca e antibiblioteca, você tem biblioteca ectoplásmica, composta por todos os livros que leu, despossuída de si mesma? Funciona assim: encontro um determinado livro na estante e penso: caramba, eu tinha esse livro, nem sabia, vou ler! Abro e vejo rabiscos, comentários, trechos sublinhados. A primeira reação é a indignação: quem se atreveu a rabiscar meu livro? A segunda, mais lúcida, percebe os indícios: garranchos no estilo único da minha letra feia; sublinhados no estilo inconfundível de um eletroencefalograma. Sim, fui eu. Li fora do corpo, não restando sequer um traço de memória sobre aquilo.

Alguns me dizem: ah, teu cérebro não gravou porque você não se interessava pelo assunto? Elas não me compreendem. As reflexões, as anotações, os diálogos que travei com o autor, tudo mostra que sim, me interessava e muito. O que me faz concluir que alguns cérebros vêm com o software que junta interesse + armazenamento. A memória então fica lá, salva e resgatável. No entanto, há os que vieram com o software, porém jamais atualizaram sua versão. Estes quase se equiparam à minha categoria, a de muitas (muitas) leituras fantasmagóricas.

Talvez deva adotar a estratégia de um amigo, também praticante de leitura incorpórea. Ele foca no momento, lê e não se frustra, apenas desfruta. Tipo mindfulness. Já outra amiga, leitora desde que circulava pelo mundo só usando Pampers, tem a capacidade de citar de memória trechos inteiros. Nossa amizade sólida me salva das retaliações pela minha inveja explícita.

Tento aprender a conviver com isso, mas ainda tenho o péssimo costume de prometer a mim mesma as releituras. Assim, todos os que foram lidos — biblioteca, mais os que estão por ler — antibiblioteca, mais os livros ectoplásmicos, somam-se às releituras que nunca farei.

Me resta arrumar minha estante, colocando todos os livros misturados, dando volume, porque, sabe, isso sempre impressiona as visitas.

Passeio BTT Noturno em Quarteira – Uma noite sobre duas rodas para toda a comunidade

28 August 2026 at 07:00

Quarteira prepara-se para uma noite diferente, dedicada ao ciclismo e ao convívio, com a realização de um Passeio BTT Noturno, marcado para quarta-feira, 2 de setembro.

Com concentração no Centro Autárquico de Quarteira, o passeio tem início às 20h45 e apresenta um percurso de aproximadamente 23 quilómetros, acessível a todos os participantes.

A iniciativa pretende proporcionar uma experiência desportiva descontraída e divertida, convidando famílias, amigos e amantes da bicicleta a percorrer Quarteira à noite, num ambiente de convívio e boa disposição.

A participação é aberta a todos, sendo obrigatório o uso de capacete. No final do percurso, haverá ainda um lanche de convívio, proporcionando um momento de encontro entre todos os participantes.

Informações

  • Data: quarta-feira, 2 de setembro
  • Hora: 20h45
  • Local de concentração: Centro Autárquico de Quarteira
  • Percurso: aproximadamente 23 km
  • Nível: acessível a todos
  • Equipamento obrigatório: capacete
  • Final: lanche de convívio

O evento conta com a organização do BTT Quarteirense e do Clube BTT, com o apoio do Município de Loulé e de diversas entidades e empresas locais.

Uma oportunidade para juntar desporto, bicicleta e convívio numa noite especial em Quarteira. Prepare a bicicleta, coloque o capacete e venha pedalar connosco!

Open Ateliers Olhão: 68 artistas abrem portas à cidade em setembro

28 August 2026 at 06:13

De 18 a 20 de setembro, Olhão volta a abrir as portas à criação artística com a segunda edição dos Open Ateliers Olhão, uma iniciativa do Município de Olhão, em parceria com a FESNIMA, que este ano cresce significativamente e envolve 68 artistas residentes no concelho.

Depois dos 20 artistas que participaram na primeira edição, em 2025, os Open Ateliers Olhão afirmam-se agora como um evento de maior dimensão e diversidade, reunindo 47 artistas portugueses e 21 estrangeiros, todos residentes no concelho de Olhão.

A segunda edição traz também novas oportunidades de participação. Pela primeira vez, 21 jovens estudantes, dos ensinos secundário e universitário, integram o projeto, tendo a oportunidade de apresentar, promover e valorizar os seus trabalhos artísticos junto da comunidade.

Outra das novidades desta edição é a abertura do projeto a criadores que não dispõem de atelier própr. São 32 os artistas nesta situação e, através de parcerias estabelecidas pelo Município, terão à sua disposição espaços no centro da cidade para apresentar os seus trabalhos, reforçando a ligação entre a criação artística e o espaço urbano de Olhão.

A edição de 2026 apresenta, ainda, uma maior diversidade de áreas no universo das artes visuais, incluindo pintura, instalação, ilustração, fotografia, escultura, desenho, cerâmica, arte urbana e arquitetura.

O crescimento dos Open Ateliers Olhão traduz-se, igualmente, numa rede mais alargada de parceiros. Para além da FESNIMA, o evento conta com a colaboração dos Bairros Comerciais Digitais – Olhão com Alma, Agrupamento de Escolas Dr. Francisco Fernandes Lopes, República 14, A Fábrica de Olhão, Centro de Arte de Pintores Olhanense (CAPO), 4 Elements e 5.º Element, Associação BeTween, Sena Architects, 3VD, Atelier à do Caco, Almeida Morgan Real Estate, Real Marina Hotel & Spa, Guest Mar (Galeria pop-up Raminhos), Catita & Companhia, Estúdio Onze, Galeria pop-up Oscar & Sophie e Quinta do Coelho Azul.

A programação paralela ganha também maior expressão nesta segunda edição, com performances musicais, mentoria artística, workshops e visitas mediadas, proporcionando diferentes formas de contacto com os artistas, os seus processos criativos e os espaços onde a arte acontece.

Para facilitar o acesso à informação e acompanhar toda a programação, os Open Ateliers Olhão contam, pela primeira vez, com website próprio, disponível em www.openateliersolhao.pt, que reúne informação sobre os artistas, os espaços e as entidades participantes, bem como sobre todas as iniciativas que integram a programação.

Durante três dias, Olhão transforma-se, assim, num espaço aberto à criação contemporânea e ao encontro, aproximando artistas e comunidade e dando a conhecer a diversidade de talento que existe no concelho.

ll vescovo di Kharkiv sfida la diplomazia del Vaticano: «Non ci fidiamo di Putin» Ma chi vuole davvero la pace?

27 August 2026 at 23:47
C’è un passaggio dell‘intervista concessa dal vescovo di Kharkiv-Zaporizhzhia Pavlo Honcharuk a Tempi a margine di una conferenza al Meeting, che, a mio giudizio, merita molta più attenzione di quella ...

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Amostra de Artesanato Multicultural reúne criatividade e diversidade cultural em Lagos

27 August 2026 at 11:21

Lagos recebe, de 1 a 6 de setembro de 2026, a “Amostra de Artesanato Multicultural”, uma iniciativa dedicada à promoção e valorização do artesanato, da criatividade e da diversidade cultural.

O evento terá lugar no Armazém Regimental, onde, diariamente, entre as 10h00 e as 20h00, o público poderá conhecer e adquirir trabalhos artesanais de diferentes origens e tradições.

A iniciativa pretende proporcionar um espaço de encontro entre culturas, dando visibilidade ao trabalho de artesãos e permitindo aos visitantes descobrir diferentes técnicas, expressões artísticas e tradições artesanais.

Com esta mostra, pretende-se também contribuir para a dinamização cultural de Lagos e para a valorização do artesanato enquanto expressão de identidade, criatividade e património cultural.

A “Amostra de Artesanato Multicultural” convida, assim, a comunidade local e os visitantes a conhecerem esta diversidade de trabalhos e a apoiar os artesãos presentes no evento.

Amostra de Artesanato Multicultural
📍 Armazém Regimental, Lagos
📅 1 a 6 de setembro de 2026
🕙 Diariamente, das 10h00 às 20h00

Encuentran en la antigua ciudad griega de Side en Anatolia la Puerta de Heracles con relieves de sus 12 trabajos

Las excavaciones desarrolladas en la calle B del conjunto arqueológico de Side, en la costa mediterránea del sur de Turquía (fundada por colonos griegos de Cime, según Estrabón y Flavio Arriano), han concluido tras sacar a la luz un eje viario de aproximadamente 390 metros de longitud que conserva las huellas de su evolución arquitectónica […]

Festa do Livro no Calçadão de Quarteira

27 August 2026 at 07:02

A leitura e a literatura estão de volta ao Calçadão de Quarteira com mais uma edição da Festa do Livro, um encontro dedicado aos livros, à cultura e a todos os que gostam de descobrir novas histórias.

Até 6 de setembro, pode visitar a Festa do Livro todos os dias, entre as 10h e as 24h, junto ao jardim em frente ao posto da GNR de Quarteira.

E há ainda momentos especiais de leitura, sempre pelas 21h, no dia 27 de agosto — leitura com Sílvia Viegas e
31 de agosto — leitura com Rute Rodrigues

Para tornar a festa ainda mais divertida, a mascote Octávio estará de volta na noite de 28 de agosto, pronta para animar miúdos e graúdos.

Passe pelo Calçadão, descubra novos livros e aproveite esta celebração da leitura junto ao coração de Quarteira.

O samba do Tio Esperança

26 August 2026 at 21:00

Na manhã de 29 de julho, toda a comunidade do samba e do futebol de várzea se deparou com a Prefeitura de São Paulo demolindo a sede do Grêmio Esportivo Recreativo Cruz da Esperança, na Zona Norte da capital. A ação foi em cumprimento de uma ordem judicial de reintegração de posse na área, onde está prevista a construção do Parque Campo de Marte.

Criado em 1958 por um grupo de taxistas negros, o clube ocupava o terreno no Campo de Marte desde o fim da década de 1970. O espaço se tornou referência no futebol de várzea após receber diversos jogadores que foram destaque em times tradicionais: “Todo jogador de bola vinha jogar no Cruz: Basílio, Serginho Chulapa, Solito, Mauro, Casagrande, Viola, Ataliba. Vou até parar de citar nomes, porque corro o risco de esquecer alguém, mas muita gente passou no Cruz”, conta Antônio Marcos, presidente do Cruz da Esperança, conhecido como Tio Toninho.

Três dias após a demolição do espaço, Toninho concedeu entrevista à Agência Pública em sua casa. Visivelmente abatido, até aquele momento ele não havia saído de casa – ainda estava impactado pelo longo processo de negociação com a Prefeitura até a derrubada das paredes que havia ajudado a construir.

Com diversos álbuns de fotografias à mesa, Toninho se emocionou ao rememorar a sua relação com o futebol de várzea, a chegada ao clube na década de 1960, os bailes black que aconteceram entre os anos 1970 e 1980 e as rodas de samba que se mantêm desde os anos 1990. O espaço, também chamado de “Pequena África Paulista”, é apontado como patrimônio vivo da memória negra e da música popular na Zona Norte da cidade.

Apesar da perda do espaço físico, o samba continua acontecendo todos os finais de semana na região da Casa Verde, próximo à antiga sede. E a história ainda não terminou na Justiça: no dia 20 de agosto, o Tribunal Regional Federal da 3ª Região publicou uma decisão que proíbe a Prefeitura de São Paulo e a concessionária de fazer novas intervenções físicas no solo ou subsolo do terreno, incluindo escavações, terraplenagem, fundações, compactação do terreno e outras atividades de impacto equivalente, até que estudos técnicos sobre possíveis vestígios arqueológicos e bens culturais no local sejam realizados.

Para o Tio Toninho,  a decisão da Justiça é positiva para a comunidade, porém chegou tarde. “A notícia [da decisão] pra nós foi muito ótima, se bem que atrasada porque chegou depois da demolição. Se chegasse antes eles não poderiam mexer”, lamenta.

A decisão recente foi motivada, dentre outros elementos, por uma vistoria feita pelo o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no local em 18 de junho deste ano. O relatório de fiscalização constatou que a área “apresenta potencial arqueológico relevante”. O documento solicitou ao órgão o aprofundamento dos estudos técnicos antes da realização de novas intervenções por parte da concessionária. A vistoria aconteceu antes da demolição da sede do Cruz da Esperança.

17th-Century Woman’s Grave with “Anti-vampire” Practices Never Before Seen Together Discovered in Poland

26 August 2026 at 09:30
A multidisciplinary team of archaeologists, geneticists, anthropologists, and geologists has unearthed a 17th-century tomb in the Pień cemetery, in north-central Poland, that defies all funeral norms of the time. It is the grave of a woman between 17 and 19 years old, buried with two iron objects that, due to their placement and symbolism, reveal […]

Hallada en Karahantepe una excepcional escultura de 11000 años de antigüedad que representa a un hombre sobre un leopardo

El ministro de Cultura y Turismo de Turquía, Mehmet Nuri Ersoy, ha dado a conocer el descubrimiento de una pieza arqueológica de singular valor durante los trabajos de excavación que se llevan a cabo en el yacimiento de Karahantepe, correspondientes a la campaña de 2026. Se trata de una escultura compuesta, con una altura de […]

Vyntra marks 10 years of financial crime prevention in East Africa as platform expands into transaction intelligence

26 August 2026 at 07:30

Previously operating as NetGuardians, Vyntra has spent a decade helping East African banks fighting financial crime, screening more than two billion transactions annually across the region and expanding its capabilities into broader transaction intelligence.

Vyntra’s presence in East Africa began with its Nairobi operations as NetGuardians in 2016 and has since grown into a Service Excellence Center, supporting banks across the region. The company marked the milestone with a private reception at its Nairobi office, bringing together senior executives from banks across the region and members of the local team. The event also highlighted how the offering has evolved following the 2025 merger, bringing fraud detection, payments compliance, AML transaction monitoring and end-to-end transaction visibility together within one transaction intelligence platform. 

East Africa’s payments market has changed significantly over the past decade, driven by the early adoption of mobile-first payments such as M-Pesa. Vyntra’s work in the region has evolved with it, from IT log monitoring and behavioural fraud analytics to broader financial crime and payments capabilities. 

Fraud patterns have also changed. Earlier cases often involved internal fraud, while the Covid-19 time period saw a sharp rise in social media scams targeting bank customers. Today, banks across the region face threats including SMS impersonation, fraudulent investment schemes, SIM swaps and organised money mule networks. As fraud has become more organised and regulatory scrutiny has increased, real-time monitoring and stronger financial crime controls have become a greater priority for banks across the region. Kenya’s inclusion on the Financial Action Task Force grey list accelerated that shift, bringing financial crime further into board-level discussions.

In response to these shifts, Vyntra is expanding its capabilities across fraud prevention, AML monitoring and payment operations, including a new case manager, executive dashboard, fraud detection algorithms and frontline case view designed to give teams more context during investigations.

Wycliffe Muma, Director Service Delivery and Country Manager at Vyntra, said: “Ten years in East Africa is an important milestone for us because the business we have built here has grown alongside our customers and the market. The fraud landscape is very different from when we first arrived, and banks are now dealing with faster, more organised threats across more complex payment environments.”

“The merger with Intix was an important part of that evolution. It gave us a much broader view of the transaction journey, which matters when fraud moves across channels, systems and institutions. The anniversary was a chance to recognise the customers and colleagues who have been part of that journey, but also to show how we are continuing to develop the platform around the challenges banks are facing now.”

Joël Winteregg, CEO of Vyntra, added: “Transaction Intelligence in Africa is moving beyond financial crime detection and transaction visibility toward something more fundamental: understanding a bank’s customer identity. That will shape how banks detect risk and respond to increasingly complex financial crime.”

To find out more, please visit: www.vyntra.com

About Vyntra

Vyntra, created from the union of Intix and NetGuardians, is the new global force in AI-powered Transaction Intelligence, combining deep expertise in Financial Crime Prevention and end-to-end visibility, Vyntra equips over 130 financial institutions in 60+ countries with tools to detect fraud, ensure AML compliance, and gain real-time visibility into every transaction risk and respond accordingly.

Maya Settlement of K’oxol Ja’ II Discovered in Yucatán Reveals Everyday Life Among Non-Privileged Populations

25 August 2026 at 10:31
In the interior of the Yucatán Peninsula, where jungle vegetation intertwines with the characteristic limestone of the region, a team of archaeologists from the National Institute of Anthropology and History has brought to light a settlement that completes the complex mosaic of the Maya civilization. This is K’oxol Ja’ II, an archaeological site made up […]

Albufeira revela as cores e formas dos seus artístas

25 August 2026 at 19:04

A 14.ª edição de “Cores e Formas dos Nossos Artistas” dá a conhecer diferentes olhares e expressões de artistas naturais ou residentes no concelho de Albufeira. Guilherme Limão conquistou o primeiro prémio com “A Sombra da Memória”, seguido por Catarina Ramos e Susana Gonçalves. Promovida pela Câmara Municipal de Albufeira, a exposição permanece patente na Galeria Municipal João Bailote, até 19 de setembro.

De carácter bienal, o concurso procura valorizar o trabalho desenvolvido nas áreas da pintura, do desenho e da escultura. O tema livre deu aos participantes a possibilidade de explorarem diferentes técnicas, linguagens e formas de interpretar o mundo. Nesta edição o júri avaliou um total de 21 obras.

A entrega de prémios e certificados contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Albufeira, Rui Cristina, e da vereadora da Câmara Municipal, Maria Cristina Corado, que acompanharam este momento de reconhecimento dos artistas locais.

O primeiro prémio, no valor de 750 euros, distinguiu Guilherme Limão pela obra “A Sombra da Memória”, criada em acrílico sobre tela e rede. A sobreposição de materiais, o contraste entre tons escuros e os apontamentos dourados e a presença discreta de figuras humanas constroem uma composição marcada pela profundidade e pela fragmentação. A obra sugere a forma como as memórias persistem, se transforma e, por vezes, se confundem com o tempo.

Catarina Ramos conquistou o segundo lugar e um prémio de 500 euros com “Mãe”, uma pintura a óleo de forte componente figurativa. No centro da composição encontra-se uma figura feminina sentada, envolvida por uma paleta de tons quentes e elementos simbólicos. A postura, o olhar e a proximidade da representação conferem à obra uma dimensão íntima, associada à presença, à proteção e aos laços maternos.

O terceiro prémio, no valor de 250 euros, foi atribuído a Susana Gonçalves pela obra “Efemeridade”, em acrílico sobre tela. A composição apresenta uma figura de braços erguidos entre as formas transparentes que fazem lembrar bolhas, num ambiente marcado pelo movimento e por uma atmosfera suspensa. Os apontamentos de cor destacam-se entre os tons suaves e reforçam a sensação de fragilidade e transitoriedade sugerida pelo título.

O júri atribuiu ainda duas menções honrosas: a Isabel Lopes, pela pintura a óleo “Fantasia Branca”, e a Bruno Ceriz, pela escultura “Um Filho da Terra”.

A avaliação das 21 obras esteve a cargo de António Manuel Dias Costa Valente, docente da Licenciatura em Artes Visuais da Universidade do Algarve, Júlio Antão, artista plástico multidisciplinar e designer gráfico, e Vanessa Barragão, artista e designer têxtil.

Rui Cristina destacou que “esta exposição celebra a alma viva, criativa e plural de Albufeira e dá visibilidade ao talento dos artistas locais”. Por sua vez, Maria Cristina Corado salientou que “a diversidade das obras revela diferentes formas de interpretar o mundo e enriquece a vida cultural do concelho.”

“Cores e Formas dos Nossos Artistas” pode ser visitada até 19 de setembro, de segunda-feira a sábado, das 9h30 às 12h30 e das 13h30 às 17h30.

Noites no Cais regressam a Lagos com três noites de música, arte e encontros entre culturas

24 August 2026 at 18:41

De 4 a 6 de setembro, pelas 21h30, as Noites no Cais regressam ao Cais das Descobertas e Jardim da Constituição para três serões onde a música, a arte e diferentes geografias culturais se encontram num dos cenários mais emblemáticos do centro histórico de Lagos. La Barca, Afro Anatolian Tales e Bandua compõem o programa musical desta edição, acompanhado por uma instalação artística criada por Nuno Pimenta especialmente para o evento.

Criadas em 2020, as Noites no Cais voltam a transformar este espaço junto às muralhas num palco ao ar livre, com uma programação eclética e multicultural que cruza tradição e contemporaneidade, Oriente e Ocidente, natureza, eletrónica e novas linguagens artísticas.

Ao longo dos três dias, uma instalação de Nuno Pimenta, com curadoria da ETERNO, evocará a ondulação do mar e a relação histórica de Lagos com o oceano.

4 de setembro | La Barca

Verde mi Sangre, Rojo tus Hojas parte da biodiversidade para uma viagem musical pelo mundo natural e pela relação entre humanidade e natureza.

5 de setembro | Afro Anatolian Tales – Tarab Dance

Tradições da Anatólia, Irão, Índia e da Rota da Seda encontram-se com eletrónica e improvisação, numa ponte musical entre Oriente e Ocidente.

6 de setembro | Bandua

Bernardo D’Addario e Edgar Valente cruzam memória e cultura portuguesas com sonoridades globais, entre o eletrónico e o orgânico, o passado e o futuro.

Entrada gratuita, mediante levantamento de bilhete na receção do Centro Cultural de Lagos. Nos dias dos espetáculos, os bilhetes também poderão ser levantados no pórtico de entrada do recinto, a partir das 19h00.

Entre muralhas, mar e céu estrelado, Lagos volta a abrir o Cais das Descobertas ao mundo!

Cineteatro louletano volta a acolher e a espantar em setembro, com teatro, fado, dança e jazz

24 August 2026 at 18:31

Setembro é um convite para voltar ao Cineteatro Louletano e a tudo o que aqui se cruza: histórias que espantam, propostas que inquietam e experiências que aproximam públicos e artistas em torno do mundo que nos rodeia. O programa do mês cruza dança, teatro, música e criação multidisciplinar, valorizando a criação contemporânea, a coprodução artística e o diálogo entre diferentes linguagens e públicos. Setembro reforça ainda o compromisso com a acessibilidade, com sessões com Audiodescrição e interpretação em Língua Gestual Portuguesa.

O mês arranca de 3 a 6 de setembro com a 9.ª edição do Corpo de Hoje – Festival de Artes Performativas, no Cineteatro Louletano e noutros espaços do concelho. Mais do que um festival, o Corpo de Hoje propõe-se como um movimento artístico que questiona a forma como sentimos, olhamos e vivemos o corpo, através da dança e das artes performativas.

Entre os momentos desta edição está Steal You for a Moment, de Francisco Camacho e Meg Stuart, no dia 5 de setembro, às 21h00, uma coprodução do Cineteatro Louletano. O programa inclui ainda a oficina Uma Aula de Improvisação, orientada por Meg Stuart, no dia 3 de setembro, entre as 18h00 e as 21h00, no Estúdio Corpo de Hoje, e o encontro Mostra-me o teu quintal, dir-te-ei quem és, de Leonor Isidro, no dia 6 de setembro, das 10h30 às 12h30, no Moinho do Gentil, em Querença.

No dia 8 de setembro, às 21h00, o Auditório do Solar da Música Nova recebe Petit Pays, de Eric Barbier, no âmbito do ciclo Filme Francês do Mês, numa parceria com a Alliance Française. A sessão, de entrada gratuita, apresenta a adaptação cinematográfica do romance de Gaël Faye, numa obra centrada na infância, na amizade e nas profundas transformações provocadas pelo conflito no Burundi.

O teatro regressa ao Cineteatro Louletano nos dias 11 e 12 de setembro, às 21h00, com The Swimming Pool Party, do Teatro do Eléctrico, numa coprodução do Cineteatro Louletano. Com texto de Ricardo Neves-Neves, o espetáculo parte de um estranho caso de assassinato durante uma festa de fim de temporada para construir uma comédia negra sobre superficialidade, relações humanas e aparências. No dia 12 de setembro, às 17h00, a sessão conta com audiodescrição, reforçando a aposta do Cineteatro na acessibilidade para pessoas cegas e/ou com baixa visão.

Dia 13 de setembro, às 17h00, o Cineteatro Louletano recebe Os Poetas Convidados, encontro inédito entre Pedro Moutinho e Hélder Moutinho. Pela primeira vez a partilhar o palco, os dois músicos celebram o Fado e prestam tributo aos poetas que têm enriquecido este património musical, num concerto que cruza tradição e identidade artística.

A 18 de setembro, às 21h00, é a vez de Kitada, de Marga Alfeirão, pelo Projecto Casa, subir ao palco do Cineteatro Louletano. Em estreia e numa coprodução, o espetáculo multidisciplinar aborda o erotismo e o desejo feminino associados à memória e ao passado. Integra o projeto de apoio à criação que envolve o Cineteatro Louletano, o Centro Cultural Vila Flor e O Espaço do Tempo.

No dia 20 de setembro, às 17h00, o Cineteatro Louletano apresenta Cratera, de André Braga e Cláudia Figueiredo, da CRL – Central Elétrica, espetáculo multidisciplinar com interpretação em Língua Gestual Portuguesa. Partindo das propostas da Geopoética e da relação entre questões ecológicas e a experiência individual, a criação procura experiências intensas de ligação à terra, tendo parte da pesquisa e do processo criativo sido desenvolvida na ilha do Fogo, em Cabo Verde.

Ainda no dia 25 de setembro, às 21h00, o Cineteatro Louletano recebe Coro dos Amantes, de Tiago Rodrigues, Cláudia Gaiolas e Tónan Quito. Primeira peça de teatro de Tiago Rodrigues, estreada na Culturgest em 2007, a obra apresenta a duas vozes a história de um jovem casal confrontado com uma situação de vida ou morte, numa narrativa sobre amor, respiração e a força vital que persiste quando tudo parece estar em causa. Coro dos Amantes terá interpretação em Língua Gestual Portuguesa.

No dia 26 de setembro, sábado, há lugar para um laboratório de criação artística e participativa, na Casa da Cultura de Loulé. Chama-se CTRL + ALT + Liberdade Desprogramada, de Marlene Barreto. A ação convida os participantes a refletirem sobre a forma como os discursos moldam as nossas escolhas, as nossas convicções e a perceção da liberdade.

E no mesmo dia, das 11h00 às 12h00, a Orquestra de Jazz do Algarve propõe uma masterclass de jazz com a cantora Polly Gibbons, no âmbito do Algarve All Jazz, no Cineteatro Louletano.

Ainda em setembro, um projeto promovido pelo Teatro Nacional D. Maria II e da Fundação Calouste Gulbenkian, em colaboração com o Cineteatro Louletano, vai andar por Loulé. A residência de O que é o tacho? parte do encontro com famílias migrantes, utilizando a culinária como território de resistência e de afirmação cultural, uma forma de reclamar lugar e partilhar identidades. Em simultâneo cruzam-se histórias, memórias, afetos e, claro, receitas. O que é o tacho? terá uma sessão de partilha pública, em dezembro.

A programação encerra no dia 27 com música. Às 10h00 e às 11h30, o Auditório do Solar da Música Nova recebe As Árvores Não Têm Pernas para Andar, de Joana Gama, com duas sessões para famílias, às 10h00 e às 11h30, dirigidas a maiores de 3 anos. Mais tarde, às 17h00, o Cineteatro Louletano acolhe Algarve All Jazz ’26, com Polly Gibbons & Orquestra de Jazz do Algarve, numa coprodução que junta uma das vozes de referência do jazz britânico a uma das principais formações jazzísticas algarvias.

Com uma programação de referência (que pode ser consultada no site e nas redes sociais do Cineteatro), o Cineteatro Louletano está credenciado pela Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses, integrando ainda a Rede de Teatros com Programação Acessível e proporcionando espetáculos com interpretação em Língua Gestual Portuguesa, outros com Audiodescrição, para pessoas cegas e/ou com deficiência visual, e ainda Sessões Descontraídas, adaptadas a vários públicos, entre eles pessoas neuro divergentes.

O Cineteatro Louletano é uma estrutura cultural da Câmara Municipal de Loulé no domínio das artes performativas, e um dos promotores da Rede Azul – Rede de Teatros do Algarve e da Rede 5 Sentidos.

“Famílias Navegadoras”: Visita Orientada e Peddy Paper pela História de Quarteira

25 August 2026 at 11:00

O Museu Municipal de Loulé convida as famílias a embarcarem numa viagem pelo património marítimo com a atividade “Famílias Navegadoras”, no próximo dia 28 de agosto, às 18h30.

O evento decorre na Antiga Lota de Quarteira, no âmbito da exposição “Com os Pés na Terra e as Mãos no Mar. 6000 anos de História de Quarteira”.

A iniciativa propõe um fim de tarde dinâmico que cruza cultura, história e lazer. O programa arranca com uma visita orientada projetada para dar a conhecer a evolução do território e da comunidade que moldou a economia e a identidade local ao longo dos séculos. 

A jornada culmina com um peddy paper desafiante, no qual os participantes vestem a pele de verdadeiros exploradores e utilizam o “Diário de Bordo” como mapa para desvendar a exposição de forma envolvente. Trabalhando em equipa, as famílias serão convidadas a desvendar desafios didáticos e de observação enquanto percorrem os quatro núcleos da exposição: «Explorar a Terra», «Explorar o Mar», «Ocupar e Viver» e «Território». 

As vagas são limitadas. Os interessados devem realizar a sua inscrição através do e-mail servicos.educativos@cm-loule.pt ou pelo telefone 289 400 611.

The Battle of Navarino, the day the Ottoman fleet was wiped off the map and Greece gained its independence

25 August 2026 at 08:06
“I have sent him a ribbon when, in fact, what he deserved was a rope.” This phrase is attributed to King George IV of England, and the ribbon in question would be that of the Order of the Bath, which had just been awarded to Edward Codrington, the admiral who had achieved victory in the […]

Hace 7000 años los últimos cazadores-recolectores se encontraron con los primeros agricultores en un lago de Alemania: esto fue lo que sucedió

Las más de 50.000 piezas de cerámica halladas en el yacimiento de Hüde I, en el lago Dümmer (Baja Sajonia, Alemania), están proporcionando una visión sin precedentes sobre cómo se produjo la transición del estilo de vida cazador-recolector a la agricultura en el norte de Europa. Los investigadores han identificado cerámica procedente de al menos […]

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