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Lampreia, sável e enguia estão a fugir para norte — e podem desaparecer da Península Ibérica

By: ZAP
22 October 2026 at 12:00
As alterações climáticas poderão alterar a distribuição geográfica de espécies como a lampreia-marinha, o sável, a enguia-europeia e o salmão no Atlântico, favorecendo a sua expansão para norte e reduzindo a sua presença nas regiões mais a sul. Os modelos desenvolvidos no âmbito do projeto europeu DiadSea preveem que estas espécies possam expandir a sua distribuição para norte, ao mesmo tempo que perdem presença potencial nas regiões meridionais. A reorganização das comunidades será mais acentuada no cenário de alterações climáticas mais severas analisado, com perdas a sul e ganhos de adequabilidade dos habitats, bem como substituição de espécies, nas regiões

Governo aprova novo plano para consolidar e expandir presença do lince-ibérico

21 October 2026 at 15:36

O Governo aprovou um novo plano para a conservação do lince-ibérico, de cinco milhões de euros, que reforça as medidas de proteção e a recuperação de habitats e propicia a expansão pelo território.

O Plano de Ação para a Conservação do Lince-Ibérico (PACLIP 2026-2030) foi aprovado através de um despacho hoje publicado no Diário da República.

Num comunicado, o Ministério do Ambiente explica que o plano estabelece uma nova fase de conservação centrada na consolidação das populações existentes.

Apoia também a expansão dos habitats favoráveis e a criação de condições para que a espécie continue a recuperar em território nacional.

No documento prevê-se o reforço da monitorização, a redução dos fatores de mortalidade, nomeadamente os atropelamentos, a recuperação das populações de coelho-bravo, principal presa do lince-ibérico, e a melhoria da conectividade ecológica entre territórios, “permitindo a circulação e a expansão natural da espécie”, diz o Governo.

O Ministério especifica que o plano abrange todo o território continental, especialmente as áreas de ocorrência da população nacional, Baixo Alentejo e no Algarve, e nas regiões com potencial para a expansão da espécie, incluindo áreas de ocorrência histórica como a serra da Malcata.

No despacho é determinado que o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) apresente até 31 de dezembro uma proposta de regime de apoio e compensação por danos associados à presença do lince-ibérico, para prevenir conflitos com proprietários, agricultores e criadores de gado.

O plano tem um financiamento global de cinco milhões de euros até 2030.

Inclui uma dotação anual de 650 mil euros do Fundo Ambiental, destinada à execução das medidas de conservação previstas no plano, e 350 mil euros anuais para a componente de conservação ex situ, no âmbito do protocolo de cooperação celebrado entre o ICNF e a Águas do Algarve.

E prevê mecanismos de acompanhamento e avaliação dos resultados, com a apresentação de relatórios semestrais à tutela e uma avaliação intercalar em 2028.

O Ministério do Ambiente e Energia recorda no comunicado que o lince-ibérico é um dos mais importantes casos de sucesso da conservação da natureza em Portugal.

Depois de ter desaparecido do estado selvagem no território nacional, tem agora 394 indivíduos (em 2025).

“A recuperação do lince-ibérico é um dos melhores exemplos de que é possível inverter a perda de biodiversidade. Uma espécie que desapareceu do nosso território está hoje a recuperar graças ao conhecimento científico, à cooperação e à continuidade do investimento”, disse, citada no comunicado, a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho.

O conteúdo Governo aprova novo plano para consolidar e expandir presença do lince-ibérico aparece primeiro em O MINHO.

Primata venenoso, tido como extinto há 100 anos, foi encontrado na Indonésia

By: ZAP
21 October 2026 at 13:40
“Negligenciado, mas ainda vivo”, a uma hora de avião de Jacarta, uma das maiores cidades do mundo. Conheça o lóris-lento-de-Bangka. O lóris-lento-de-Bangka (Nycticebus bancanus) é um pequeno primata que se julgava poder estar extinto, mas que foi redescoberto recentemente, na Indonésia, quase um século depois dos últimos registos científicos conhecidos. Uma organização de conservação identificou mais de 90 exemplares na ilha de Bangka, ao largo de Samatra. O animal tinha sido documentado pela última vez entre 1930 e 1932. Durante décadas, os cientistas não tiveram informações fiáveis sobre a sua sobrevivência na ilha. Tudo mudou em 2020, quando a União

Igualdade: o segredo para liderar melhor

19 October 2026 at 15:14
Da igualdade de oportunidades à liderança no feminino, o equilíbrio de género permite perspetivas diversas e melhores decisões. O resultado são organizações mais representativas.

© Getty Images/iStockphoto

Liderança no feminino: espelhar a sociedade

19 October 2026 at 15:05
Autenticidade, inconformidade, curiosidade e presença. Rachel Muller, CEO da Nestlé Portugal, revela os ingredientes invisíveis que a guiaram ao cargo que ocupa e o que define a liderança do futuro.

Liderança no feminino: espelhar a sociedade

19 October 2026 at 14:56
Autenticidade, inconformidade, curiosidade e presença. Rachel Muller, CEO da Nestlé Portugal, revela os ingredientes invisíveis que a guiaram ao cargo que ocupa e o que define a liderança do futuro.

Pernambuco seleciona 11 entidades para compor Conselho Estadual LGBTQIAPN+

19 October 2026 at 13:32

A Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Prevenção à Violência de Pernambuco (SJDH) abriu processo seletivo para a escolha de 11 organizações da sociedade civil que integrarão o Conselho Estadual dos Direitos da População LGBTQIAPN+ (CEDPLGBTQIAPN+/PE) no biênio 2027-2028. As inscrições são gratuitas e seguem abertas até o dia 8 de novembro.

O colegiado é composto por 22 assentos no total, divididos igualmente entre representantes do Governo do Estado e entidades civis (com titulares e suplentes). Cabe ao órgão permanente propor, fiscalizar e avaliar as políticas públicas estaduais voltadas ao combate à discriminação e à garantia de direitos da população LGBTQIAPN+.

Requisitos para participação

Para concorrer a uma das vagas, as organizações sem fins lucrativos devem atender aos seguintes critérios:

  • Ter atuação comprovada no estado de Pernambuco;
  • Desenvolver ações de promoção, proteção ou defesa dos direitos da população LGBTQIAPN+ há pelo menos 12 meses;
  • Indicar representantes com idade mínima de 18 anos.

“O Conselho precisa ser o reflexo da nossa pluralidade. Convocamos as instituições, fóruns e movimentos de todas as regiões a se inscreverem e somarem forças nessa reconstrução contínua da equidade social”, afirmou Suellen Nogueira, presidente do conselho e superintendente de Promoção da Equidade Social da SJDH.

Inscrições e calendário do pleito

O envio da documentação pode ser feito por meio de duas modalidades:

  • Virtual: pelo e-mail eleicoescedplgbtqiape2026@gmail.com, até as 23h59 do dia 8 de novembro de 2026;
  • Presencial: com entrega de envelope lacrado na Casa dos Conselhos (Av. Conde da Boa Vista, nº 1.410, Empresarial Palmira, 1º andar, Boa Vista, Recife), dentro do mesmo prazo.

A divulgação das entidades habilitadas ocorrerá em 13 de novembro, e a votação presencial está agendada para o dia 4 de dezembro. O edital com a relação completa de documentos está disponível no site oficial da SJDH.

© Laiz Calado/SJDH

Conselho Estadual LGBTQIAPN+

COP17 – Biodiversidade : ZERO exige que balanço a meio caminho seja em aceleração real, no mundo e em Portugal

19 October 2026 at 13:28

Inicia-se hoje, 19 de outubro e prolonga-se até 30 de outubro, em Erevan, na Arménia, a 17.ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica, denominada de forma mais simples como COP17 Biodiversidade, sob o lema “Taking action for nature” – “Agir pela natureza”. Em paralelo reúnem-se as Partes dos Protocolos de […]

COP17 da Biodiversidade começa segunda-feira na Armênia

Logo Agência Brasil

Representantes de mais de 200 países se reunirão a partir desta segunda-feira (16), na Armênia, na 17ª Conferência das Partes das Nações Unidas (COP17) da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB).

O encontro sobre ações de proteção e restauração da natureza ocorre na capital do país, Yerevan, até o próximo dia 30.

Notícias relacionadas:

Neste ano, será realizada a primeira revisão do Marco Global de Kunming-Montreal (GBF, na sigla em inglês), assinado por 196 países. O documento reúne 23 metas a serem alcançadas pelas nações até 2030.

A conferência é realizada a cada dois anos e tem como objetivo debater estratégias e firmar acordos para enfrentar a crise global da perda de biodiversidade.

Nesta sexta-feira (16), o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, fez um discurso sobre o relatório que avalia o progresso coletivo na implementação do GBF e que servirá como base para a revisão na COP17.

Guterres alertou que os compromissos assumidos para travar a perda de biodiversidade continuam longe de ser cumpridos. Ele também destacou avanços, como a definição de metas nacionais por quase todos os países signatários da convenção e a proteção legal de mais 1,3 milhão de quilômetros quadrados (km²) de território terrestre e de 6 milhões km² de áreas marinhas.

Por outro lado, no ritmo atual, em 2030, apenas 26% dos ecossistemas terrestres e 12% dos ecossistemas marinhos estarão protegidos, afirma Guterres. Por isso, o secretário-geral lembrou que é preciso acelerar e fazer o suficiente para que as promessas assumidas sejam cumpridas.

“Yerevan é o nosso momento de prestação de contas”, destacou Guterres.

Biodiversidade em risco

Uma análise realizada Global Cooperation Institute (GCI), a pedido do WWF, mostrou que a implementação está atrasada em relação a metas importantes. Além disso, o nível de ambição continua insuficiente em muitos países.

Os ambientalistas concluem que os modelos econômicos atuais contribuem não só para a perda de biodiversidade, mas também para as mudanças climáticas, a escassez de água, a insegurança alimentar e riscos à saúde.

O estudo mostrou ainda que países com alta biodiversidade frequentemente assumem custos significativos para conservar ecossistemas que geram benefícios globais. Por isso, é necessário um maior esforço das nações para tornar acessíveis o financiamento, a capacitação e a cooperação internacional.

De acordo com o relatório do GCI, os custos não contabilizados desses impactos são estimados em pelo menos US$ 10 trilhões a US$ 25 trilhões ao ano.

“A COP17 precisa levar os países a agir e implementar seus compromissos. Os benefícios da ação coletiva em favor da natureza são claros: maior resiliência ecológica, sistemas alimentares e hídricos mais seguros e menor vulnerabilidade econômica”, afirma a diretora-geral do WWF Internacional, Kirsten Schuijt.

 

São Paulo (SP), 12/11/2024 - zoológico de SP criou um inovador centro de conservação das ararinhas-azuis (espécie em risco de extinção) onde o visitante verá a reprodução do ambiente natural da ave. Diretor de cinema Carlos Saldanha participou do evento ( Animação RIO). Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil São Paulo (SP), 12/11/2024 - zoológico de SP criou um inovador centro de conservação das ararinhas-azuis (espécie em risco de extinção) onde o visitante verá a reprodução do ambiente natural da ave. Diretor de cinema Carlos Saldanha participou do evento ( Animação RIO). Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
Zoológico de SP criou um inovador centro de conservação das ararinhas-azuis, espécie em risco de extinção. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Brasil

Representantes da delegação brasileira na COP17 consideram que o Brasil tem papel estratégico na implementação do Marco Global da Biodiversidade, seja pela vasta biodiversidade, seja pela contribuição com modelos exitosos de conservação da natureza, que podem ser adotados em escala global.

Um exemplo é o avanço da conectividade de áreas de conservação terrestres, de água doce e marinha, por meio de corredores verdes e azuis. O WWF-Brasil destacará esse tema nos debates da conferência, em busca do reconhecimento dessa ferramenta como elemento fundamental para manter a integridade dos ecossistemas, fortalecer sistemas de áreas protegidas e conservadas e garantir a sobrevivência das espécies.

“A conservação da biodiversidade exige olhar para além dos limites de áreas protegidas individuais e considerar os ecossistemas como sistemas interligados”, diz o diretor técnico de Biodiversidade do WWF-Brasil, Marcelo Oliveira.

A organização social pretende reforçar a proposta brasileira de incorporar a conectividade ecológica ao Programa de Trabalho sobre Áreas Protegidas, adotado desde 2004, na COP7, com o objetivo de criar e acompanhar redes globais de áreas protegidas.

“Proteger e reconectar paisagens terrestres, rios e ambientes marinhos e costeiros é fundamental para ampliar a efetividade da conservação e alcançar as metas de biodiversidade até 2030”, conclui Marcelo Oliveira.

Militares da GNR de Ponte de Lima libertam cobra que estava presa numa rede

17 October 2026 at 20:18

Militares do Posto Territorial de Ponte de Lima resgataram uma cobra que se encontrava presa numa rede de proteção, divulgou este sábado o Comando Territorial de Viana do Castelo.

Segundo informa a mesma fonte, o “animal foi libertado em segurança, regressando ao seu meio natural”.

Militares da GNR de Ponte de Lima libertam cobra que estava presa numa rede
Foto: GNR
Militares da GNR de Ponte de Lima libertam cobra que estava presa numa rede
Foto: GNR
Militares da GNR de Ponte de Lima libertam cobra que estava presa numa rede
Foto: GNR

“Proteger a fauna selvagem é contribuir para o equilíbrio da natureza”, realçou o comando, partilhando fotos do sucedido e da ação dos militares.

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Florestas afundadas renasceram como “recifes de turfa” em Moçambique

By: ZAP
17 October 2026 at 10:00
Cresceram na costa de Moçambique há milhares de anos. Acabaram submersas pelo mar. Mas estas florestas são indomáveis:  em vez de desaparecer, transformaram-se em recifes de turfa que fervilham de vida. Investigadores do Observatório Oceânico do Bazaruto Center for Scientific Studies (BCSS) documentaram florestas antigas que cresceram na costa moçambicana há milhares de anos e foram encontradas debaixo do mar. Aí funcionam agora como focos cheios de vida marinha, com uma biodiversidade semelhante à dos recifes de coral. A descoberta levanta uma questão: quantos mais destes recifes de turfa escondidos existirão ao longo das costas do mundo? O estudo, apresentado

Mais de 300 crias de baleia morreram na Patagónia. Ainda não se sabe porquê

By: ZAP
15 October 2026 at 08:00
Os cientistas correm para explicar porque é que centenas de crias de baleia-franca-austral morreram este ano na Patagónia argentina. Começam a surgir as primeiras pistas. Desde junho, morreram mais de 300 crias de baleia-franca-austral (Eubalaena australis) na Patagónia argentina. Foi uma mortandade “excecional”, dizem os cientistas. O número preliminar já ultrapassa de longe o recorde anual anterior, de 2012, quando morreram 113 crias de baleia-franca-austral, o maior valor alguma vez documentado para a espécie, tanto a nível local como global. Agora, os cientistas correm para perceber ao certo o que está a causar esta mortandade sem precedentes. As análises laboratoriais

Encontro promoveu ciência e saúde mais próximas da comunidade

14 October 2026 at 15:34

VTM

Numa parceria entre o município de Chaves e a Universidade do Minho, Nuno Vaz, presidente da câmara municipal, destacou a importância deste encontro como espaço de aproximação entre ciência, comunidade e território.

“O objetivo passa por valorizar os nossos recursos humanos e qualificar os nossos ativos, sejam empresas, sejam pessoas ou instituições, através do conhecimento”, num evento que de uma forma próxima e informal “permite colocar em diálogo investigadores, professores, jornalistas e outros profissionais”.

O autarca sublinhou que esta partilha é importante para criar novas formas de pensar e encontrar soluções para os desafios atuais. “Conhecimento é errar, mas errar é acrescentar e evoluir naquilo que possam ser novas soluções e novas formas”, sustentou, adiantando que a presença de personalidades reconhecidas do mundo científico e académico representa “qualidade, valor e diversidade” para transmitir conhecimento à comunidade.

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‘Influencer’ filma cobra venenosa no Parque Nacional da Peneda-Gerês: “Está aqui na boa”

14 October 2026 at 15:18

João Amorim, o ‘influencer’ que comprou meia aldeia em Castro Laboreiro, no concelho de Melgaço, onde está a erguer um projeto de turismo rural, encontrou uma cobra venenosa, no caso uma víbora-de-seoane, e filmou a interação com o réptil, salientando que, apesar de perigosa, a probabilidade de atacar é muito baixa.

“Existem quatro tipos de cobras venenosas em Portugal, mas só duas são perigosas. A víbora cornuda e a víbora de víbora-de-seoane. Normalmente, as víboras-de-seoane têm um padrão, só que aqui nesta zona do Parque Nacional [da Peneda-Gerês], na zona de Castro Laboreiro, quase todas têm uma mutação melânica que faz com que elas sejam completamente pretas, como esta aqui”, começa por explicar João Amorim.

O influenciador digital salienta que, apesar de ser uma cobra perigosa, “o mais normal é não querer saber” da presença de interações com humanos.

“Ela está aqui na boa, eu estou ao lado dela, e ela, na na primeira oportunidade que tiver, o que vai fazer é bazar. A probabilidade de que nos ataque é super baixa. Portanto, quando virem uma cobra destas, se conseguirem fazer uns vídeos, umas fotografias, tudo fixe, mas depois deixem-na ir, porque elas só querem estar descansadinhas na vida delas”, aconselha.

Recorde-se que em Portugal há10 espécies de serpentes e só duas são perigosas, mas não mortíferas. No caso da víbora-de-seoane, há “população confirmada” na área do Parque Nacional da Peneda-Gerês, podendo, no entanto, estar noutros locais do Minho. Já a víbora cornuda está dispersa por todo o país mas “vê-se com mais facilidade na zona Norte e Centro”, explicou, a O MINHO, em 2024, a bióloga Joana Soto, do projeto BiodiverCidade, da associação Amigos da Montanha.

“Têm veneno tóxico para o ser humano, mas são muito raros os casos que acabaram em morte”, explica Joana Soto, salientando que esses casos mortais estão relacionados com situações em que as vítimas tinham um sistema imunitário mais frágil e que em todos os hospitais há “um antídoto universal para todas as mordeduras”.

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Criadores de gado manifestam-se em Arcos de Valdevez por medidas contra ataques do lobo

12 October 2026 at 12:34

Cerca de uma dezena de criadores de gado da região Norte estão hoje concentrados em Arcos de Valdevez para exigir ao Governo medidas que travem os ataques do lobo e indemnizações “justas” pelos animais mortos por aquela espécie protegida.

“Estamos fartos de canções, queremos ações. O senhor ministro da Agricultura tem-se esforçado na conversa, mas nós não queremos conversa, nós queremos ações”, afirmou à Lusa o porta-voz da União de Produtores de Gado Lesados pelos Lobos (UPGALL).

O responsável falava à porta da Casa das Arcos, em Arcos de Valdevez, onde decorre um fórum sobre pastorícia extensiva com presença de mais de 200 pessoas. A iniciativa, organizada pelo Ministério da Agricultura, vai ser encerrada, cerca das 13:30, por José Manuel Fernandes.

O protesto dos criadores de gado começou cedo com a montagem de cartazes com palavras de ordem como “senhor ministro, não queremos canção. Exigimos ação”, “Não estamos disponíveis para viver de indemnizações”, “O lobo é um parasita psicopata, sanguinário que não tem lugar no nosso território”, “Combater a selvajaria é preservar a soberania” e “Se o lobo prevalecer, o que vamos comer? Deixem de perseguir quem está a produzir”.

Orlando Gonçalves sublinhou que “o gado autóctone é um património genético importantíssimo que está a ser pura e simplesmente devorado”.

“A alimentação humana está a ser desviada para um parasita que não tem qualquer utilidade, é um desestabilizador do ambiente, não é um equilibrador como os tontinhos que o defendem dizem que é. O lobo é o autor do desequilíbrio em que vivemos. Existe um desequilíbrio, um autêntico terrorismo na pecuária aqui na região”, sustentou.

“Lobo é espécie protegida, o que não significa que os criadores sejam abandonados”

À chegada ao fórum sobre pastorícia extensiva, o secretário de Estado do Ambiente lembrou que “o lobo é uma espécie protegida, o que não significa que os criadores sejam abandonados”.

“Temos tomado variadíssimas medidas no sentido de criar condições para a conservação do lobo e, ao mesmo tempo, compatibilizar com o pastoreio, quer ele seja de modo extensivo ou não”, referiu João Manuel Esteves.

O governante adiantou que “há cerca de um ano foi lançado o programa Alcateia, dedicado exatamente às questões da conservação do lobo e às questões da compatibilização e da mitigação dos prejuízos causados pelo lobo, que é para 10 anos com um valor anual de cerca de um milhão de euros”.

João Manuel Esteves frisou que o “programa contempla um conjunto de medidas, medidas extras que têm a ver com as indemnizações”, e que “este Governo atualizou os valores a pagar pelo quilo de carne, assim como também diversas tipologias dos animais”.

“As indemnizações no mínimo duplicaram e outros até triplicaram. Compreendemos [que] é possível que ainda não seja aquilo que as pessoas todas querem, mas foi dado este salto num espaço de menos de um ano, isso é o facto”, referiu o governante.

Relativamente às vedações, acrescentou, “elas já existem agora, [mas] também temos de arranjar a maneira para serem mais eficazes”.

Adiantou ainda que, em agosto, o Ministério do Ambiente “decidiu agilizar os procedimentos de verificação, da competência do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF)”.

“Havia uma redução sistemática do valor a pagar se fosse mais do que um ataque à mesma pessoa, portanto, isso foi eliminado, os ataques são o que são. Também foi eliminada uma outra questão relacionada com desaparecimento do cadáver. Desde que haja a verificação que foi um ataque do lobo, que aconteceu naquelas imediações, então também se paga, agora de forma reduzida”, disse.

O secretário de Estado recordou que “na semana passada foi publicado um despacho que tem a ver com a reabilitação do ecossistema do lobo, com aquilo que é o aumento das presas selvagens e, portanto, são tudo medidas para mitigar estes efeitos”.

“É um passo gigante relativamente àquilo que se passava”, garantiu.

O Programa Alcateia 2025-2035 tem este ano um orçamento de 3,3 milhões de euros para proteger o lobo e indemnizar produtores. Identificou no país quatro núcleos populacionais: Peneda/Gerês, Alvão/Padrela, Bragança e Sul do Douro, num total de 58 alcateias (56 confirmadas, 2 prováveis) e cerca de 300 animais.

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Sapadores de Braga são ‘campeões’ a destruir ninhos de vespas asiáticas: já foram mil em 2026

9 October 2026 at 23:43

O Batalhão de Sapadores Bombeiros de Braga já eliminou mil ninhos de vespas asiáticas, em todo o concelho de Braga, são uns autênticos ‘campeões’ na destruição desses perigosos abrigos.

Mais de 20 ninhos de vespas velutinas foram destruídos durante esta sexta-feira, conforme foi reportado diretamente por O MINHO, levando a tranquilidade a centenas de famílias de Braga.

Uma equipa daquela corporação camarária diariamente vai para o terreno e de acordo com uma série de informações recebidas nas horas anteriores, vai eliminando ninhos de vespas velutinas.

Uma das “armas secretas” dos Sapadores Bombeiros de Braga é, curiosamente, um dos seus operacionais, Tiago Freitas, ser apicultor, o que facilita o trabalho.

Esta sexta-feira, logo de manhã cedo, Tiago Freitas, acompanhado de outro sapador bombeiro, Carlos Alves, estiveram na Rua de Camões, no centro da cidade de Braga, desativando já mais um, só poucas horas depois da situação ter sido conhecida indiretamente e só pelas redes sociais.

Sapadores de Braga são 'campeões' a destruir ninhos de vespas asiáticas: já foram mil em 2026
Foto: Paulo Seabrete

É que uma das dificuldades sentidas nos últimos anos, desde 2019, é que a grande maioria dos bracarenses, em vez de contactarem o Batalhão de Sapadores Bombeiros de Braga (há um email que o grande público conhece há anos (vespa.velutina@cm-braga.pt), preferem fazer do flagelo um espetáculo, divulgar imagens nas redes sociais.

Vídeo: Paulo Seabrete

Aquilo que a Câmara Municipal de Braga e o seu Batalhão de Sapadores Bombeiros de Braga pedem, encarecidamente, é que tais situações sejam comunicadas a quem de direito, porque se trata de um serviço gratuito e que pode salvar vidas, em vez de ir a correr para as redes sociais.

Há poucos dias, o troço da Rua 25 de Abril, a montante da Avenida da Liberdade foi uma área em que se dizimaram ninhos de vespas velutinas, popularmente conhecidas também como vespas asiáticas, em edifícios adjacentes ao Tribunal Administrativo e Fiscal (TAF) de Braga.

Vídeo: Paulo Seabrete
Vídeo: Paulo Seabrete

Mas para o êxito desta luta sem quartel é considerada decisiva a colaboração dos cidadãos, para a referida conta de email (vespa.velutina@cm-braga.pt), eventualmente já com imagens (fotos e/ou vídeos, mas para a Câmara Municipal de Braga e não para as redes sociais).

O trabalho é contínuo, também neste aspeto, pelo Batalhão de Sapadores Bombeiros, partindo do comandante, Nuno Osório, a par do adjunto técnico, Carlos Silva, passando ainda por todas as suas chefias intermédias, até ao setor operacional, em comunicação permanente, para acorrer aos alertas, numa média diária de casos denunciados pelo mesmo número de ninhos eliminados.

Sapadores fazem mais e melhor

O Município de Braga alcançou, em 2025, a sua mais elevada taxa de eficácia de sempre na eliminação de ninhos de vespa velutina, fixada em 98,39%, “consolidando-se uma resposta municipal robusta e tecnicamente eficaz face a uma espécie invasora cuja presença continua a aumentar no território”, seguindo uma política de proatividade da Câmara Municipal de Braga.

Ao longo do ano de 2025 foram registados 1.364 ninhos, mais 104 do que em 2024, números representam um crescimento de 8,25%, sendo que apesar do aumento significativo, os serviços municipais conseguiram eliminar 1.342 ninhos, um acréscimo de 110 eliminações face ao ano de 2024, correspondente a uma subida de 8,93%, segundo refere a Câmara Municipal de Braga.

“Particularmente relevante é a redução do número de ninhos por resolver, que passou de 28 em 2024 para 22 em 2025, uma diminuição de 21,43% e este facto demonstra um reforço claro da capacidade de resposta, mesmo num contexto de maior pressão da espécie”, afirma a autarquia.

“A análise da evolução dos registos desde 2019 evidencia crescimento estrutural do fenómeno, com 673 ninhos registados em 2019 para 1.364 em 2025, mais do dobro em seis anos e este cenário reforça a importância de políticas públicas consistentes, sempre, mas sempre, baseadas na monitorização contínua, na rapidez de intervenção e na articulação entre serviços”, salienta.

Segundo o vice-presidente da Câmara Municipal de Braga, Altino Bessa, os resultados de 2025 “traduzem uma estratégia sustentada e uma aposta assente na eficácia operacional”, afirmando que “o aumento do número de ninhos registados confirma que estamos perante um problema persistente, mas os dados evidenciam também que Braga responde mais e melhor a cada ano”.

“Atingir uma eficácia de 98,39% é um resultado histórico e uma prova que o investimento, o planeamento e o trabalho no terreno estão a surtir efeito”, refere o responsável, salientando que a redução dos ninhos por resolver, mesmo com maior número de ocorrências, “demonstra rigor, organização e sentido de responsabilidade pública em Braga”, ainda segundo diz Altino Bessa.

O também vereador do Ambiente e da Proteção Civil recorda ainda que “este combate tem impactos diretos na segurança das populações, na proteção da biodiversidade e no apoio ao sector apícola”, afirmando que “também tem os custos, cerca de 100 mil euros todos os anos”.

Sapadores de Braga são 'campeões' a destruir ninhos de vespas asiáticas: já foram mil em 2026
Foto: CM Braga

 “Continuaremos a reforçar a vigilância, a sensibilização da população e toda a capacidade de intervenção na medida em que consideramos que a defesa do território exige respostas concretas e eficazes”, salientou o vice-presidente da Câmara Municipal de Braga.

“Os dados de 2025 e agora os de 2026 confirmam e reforçam ainda mais Braga como sendo um município de referência no combate à vespa velutina, aliando ao crescimento na deteção, eficiência na resposta e resultados mensuráveis com base numa política ambiental alicerçada no conhecimento técnico e no compromisso público permanente”, ainda segundo Altino Bessa.

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Antigo quartel florestal do Fojo vai transforma-se num espaço de investigação

8 October 2026 at 19:02

VTM

Durante a cerimónia de lançamento da primeira pedra do Parque da Biodiversidade do Alvão — Living Lab, o presidente da Câmara de Mondim de Basto, Bruno Ferreira, salientou a importância da transformação do antigo quartel florestal do Fojo num espaço dedicado ao conhecimento, à investigação e ao desenvolvimento territorial, que aproxime a natureza, a ciência e a investigação da realidade local. “Um território do interior não tem de ser apenas um objeto de estudo, pode ser um local onde se pode produzir conhecimento”.

O projeto, com um investimento de cerca de um milhão de euros financiado pelo programa Norte 2030, é uma iniciativa conjunta da Câmara de Mondim de Basto, da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-Norte) e do ICNF.

Bruno Ferreira explicou que o projeto nasceu da vontade de atrair instituições como a UTAD e o ICNF para o território, criando condições para a investigação em áreas como “a água, o clima, os solos, a floresta e a agricultura”. Referiu ainda que “o Parque Natural do Alvão, sendo o mais pequeno do país, é aquele onde se encontra a maior concentração de biodiversidade”, acrescentando que “a investigação também pode ser feita em territórios como este”.

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