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Warum die US-Wirtschaft nicht zusammenbricht

31 August 2026 at 11:25
Wegen des vollkommen außer Kontrolle geratenen Wachstums der US-Staatsverschuldung gibt es immer wieder Diskussionen über einen möglichen Zusammenbruch der US-Wirtschaft und des US-dominierten Finanzsystems. Ich habe oft darauf hingewiesen, dass diese Gefahr sicherlich besteht, aber garantiert nicht kurzfristig, sondern bestenfalls mittel- oder sogar langfristig. Ein russische Wirtschaftsprofessorin hat für die TASS in einem Artikel erklärt, […]

Wozu der geheime Besuch des CIA-Direktors in Moskau?

26 August 2026 at 11:25
Der Dienstag war in Moskau ein interessanter Tag. Russische Medien meldeten am Morgen unter Berufung auf Flightradar, ein um 7.50 Uhr in Riga gestartetes US-Militärflugzeug vom Typ Boeing C-17 Globemaster III sei um 9.04 Uhr auf dem Moskauer Flughafen Vnukovo gelandet. Zwei Tage zuvor sei die Maschine von der Airbase Andrews, wo auch die Flugzeuge […]

Despiste mortal na A8 junto às portagens de Loures provoca uma vítima mortal

26 August 2026 at 09:01
📷 Bombeiros Loures

Um despiste de um automóvel ligeiro junto à zona das portagens da Autoestrada 8 (A8), no concelho de Loures, causou esta madrugada uma vítima mortal.

📷 Bombeiros loures

O alerta foi dado pouco depois das 02:30. Segundo o Comando Sub-regional da Grande Lisboa da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, o veículo ligeiro, onde seguia apenas o condutor, despistou-se no sentido Sul-Norte, tendo o homem vindo a falecer no local.

📷 Bombeiros Loures

Para o local foram mobilizados 12 operacionais, apoiados por cinco viaturas. Apesar dos trabalhos de socorro e da operação no local, não foi necessário restringir o trânsito na A8, segundo a Proteção Civil.

Por: Dino Frazão
26 de Agosto de 2026

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Um morto e um ferido ligeiro em despiste de viatura em Cuba

26 August 2026 at 07:59
📷 Direitos reservados

Uma pessoa morreu e outra sofreu ferimentos ligeiros na sequência do despiste de um veículo ligeiro na Estrada Nacional (EN) 387, junto a Faro do Alentejo, no concelho de Cuba, distrito de Beja.

📷 Direitos reservados

Segundo fonte do Comando Sub-Regional do Baixo Alentejo da Proteção Civil à agência Lusa, o acidente ocorreu ao quilómetro 10 da EN 387. Após o despiste, a viatura incendiou-se, sendo que um dos ocupantes conseguiu sair do veículo e o outro acabou por não resistir.

A circulação rodoviária na EN 387 encontra-se cortada em ambos os sentidos junto a Faro do Alentejo. No local estão 14 operacionais apoiados por cinco viaturas do socorro.

26/08/2026
Por: Dino Frazão

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Was die Korruption der Bidens und der US-Demokraten mit dem Ukraine-Krieg zu tun haben

24 August 2026 at 19:42
In der TASS ist ein Artikel erschienen, der daran erinnert, wie die korrupten Geschäfte des Biden-Clans und der US-Demokraten insgesamt mit dem Ukraine-Krieg nicht nur zusammenhängen, sondern ihn möglicherweise sogar ausgelöst haben. In meinem Buch „Das Ukraine-Kartell“ habe ich das Thema auf 300 Seiten ausführlich aufgearbeitet, aber da das vielen wahrscheinlich nicht bekannt ist, übersetze […]

Was wollte Wadephul in Kiew?

24 August 2026 at 08:14
Das beherrschende Thema dieser Ausgabe des Anti-Spiegel-Podcast war mal wieder die Ukraine, weil dort gerade sehr viel passiert, was die deutschen Medien verschweigen. So stellen sie die überraschende Kiew-Reise von Außenminister Wadephul als Akt der Solidarität mit der Ukraine dar, dabei hatte der Besuch offensichtlich ganz andere Gründe. Aber das war nur eines der vielen […]

Tacheles #218 ist online

21 August 2026 at 21:00
Da ich letzte Woche bereits beim Homeofffice von NuoViso über all die Themen gesprochen habe, die wir normalerweise bei Tacheles sprechen, haben wir Tacheles letzte Woche ausnahmsweise ausfallen lassen. Aber heute gibt es wieder eine aktuelle Folge von „Tacheles mit Röper und Stein“. Nächste Woche fällt Tacheles übrigens wieder aus, weil NuoViso sein jährliches Sommerfest […]

The Sultana Disaster: The Deadliest Maritime Tragedy America Forgot

19 August 2026 at 05:55

In the early hours of April 27, 1865, a steamboat packed with nearly two thousand exhausted Union soldiers drifted northward on the Mississippi River. The American Civil War had ended and these soldiers who had survived battlefields, diseases, and some of the Confederacy’s most notorious prison camps were finally going home.

Shortly after 2 a.m., the vessel's boilers exploded with tremendous force throwing men into the river and trapping hundreds beneath collapsing decks. Flames engulfed the wooden steamboat. By the time the disaster was over, more than a thousand people had perished, making the Sultana tragedy the deadliest maritime disaster in American history. Yet unlike the sinking of the Titanic, it remains largely unknown today.


Sultana at Helena, Arkansas, on April 26, 1865, the day before her destruction. Credit: Wikimedia Commons


© Amusing Planet, 2026

Was bedeutet die „Mekka-NATO“ für den Nahen Osten und die Welt?

19 August 2026 at 08:45
Die „Mekka-NATO“ wirft viele Fragen auf. Ist sie ein Bündnis sunnitischer Staaten gegen schiitische? Ist es ein Bündnis gegen Israel? Und was ist eigentlich der Sinn dieses Bündnisses? Auf all diese Fragen gibt es noch keine klaren Antworten, das werden wohl erst die weiteren Entwicklungen zeigen. Aber eines kann man festhalten: Das Bündnis ist die […]

Die ukrainische Raketenkrise und ihre Folgen

18 August 2026 at 11:06
Während deutsche Medien weiterhin behaupten, die Ukraine könne das Blatt im Krieg gegen Russland wenden, wird die Lage in der Ukraine immer verzweifelter, weil die Ukraine unter einem massiven Mangel an Abwehrraketen leidet und der Westen keinen Nachschub mehr liefert. Da man davon in deutschen Medien nur wenig erfährt, übersetze ich hier einen Artikel der […]

Quo vadis, Europa?

17 August 2026 at 08:04
Die aktuellen Meldungen wären lustig, wenn sie nicht so ernst wären. Die EU hat beschlossen, gegenüber russischen Schiffen zu offener Piraterie überzugehen und sie produziert und finanziert die Drohnen, die Ziele tief in Russland angreifen, behauptet aber, keine Kriegspartei zu sein. Außerdem leidet die EU unter einer Energiekrise, die durch die Dürre erschwert wird, und […]

Drohnenalarm in Leipzig und die Gründung der „Mekka-NATO“

10 August 2026 at 14:44
In deutschen Medien war der Drohnenvorfall am Flughafen Leipzig in dieser Woche eines der beherrschenden Themen, weshalb wir uns den Vorfall im Anti-Spiegel-Podcast näher angeschaut haben. Außerdem ging es natürlich wieder um die Ukraine, wo – unbeachtet von den deutschen Medien – der „Papp-Maidan“ stattfindet – und wir haben uns angeschaut, was die „Mekka-NATO“ ist. […]

Die Kriegsgefahr in Asien und die Rolle der USA dabei

9 August 2026 at 09:00
Aus geopolitischer Sicht ist die Genese des Ukraine-Krieges erstaunlich einfach und gradlinig: Die USA wollten ihren Konkurrenten Russland schwächen und haben dazu mit dem Maidan 2014 die Kontrolle über die Ukraine übernommen, indem sie dort ein radikal anti-russisches Regime installiert und aufgerüstet haben, wobei sie darauf geachtet haben, dass die Europäer den Löwenanteil der Kosten […]

Tacheles # 217 ist online

7 August 2026 at 22:34
Diese Woche war Tacheles mit Röper und Stein mal wieder sehr „Ukraine-lastig“, aber es gab auch noch einige andere spannende Themen. Sollte YouTube die Sendung löschen, finden Sie sie auch hier bei NuoViso.

O vício de virar costas

12 May 2026 at 16:04

Há gestos que dispensam discurso. Virar costas é um deles — curto, seco, quase elegante na forma, mas brutal no conteúdo. É o equivalente corporal de dizer “não me interessa”, “não respondo”,” não assumo”, “não existes”. E, quando se repete, deixa de ser reação para passar a ser identidade.
Na vida comum, ainda se tolera: há dias em que ninguém tem paciência para o mundo. Mas na política, onde cada gesto é escrutinado, virar costas não é cansaço — é escolha. E, mais do que isso, é mensagem.
Quando, na Assembleia da República, um deputado decide deliberada e literalmente dar as costas, não está apenas a rejeitar quem fala. Está a rejeitar o próprio jogo democrático. Porque a democracia vive do incómodo, do confronto, do contraditório. Quem foge disso não está apenas a evitar uma conversa — está a desrespeitar e a expor a sua incapacidade de a sustentar.
No caso de Pedro Delgado Alves, o problema já não é o gesto. É a recorrência da supremacia arrogante. É o padrão quase coreografado de quem, perante o que não agrada, opta sempre pela mesma saída: virar costas, sair de cena, apagar o momento como se ele nunca tivesse existido. Recordemo-nos do fatídico episódio do atropelamento da cantoneira, por distração e negligência, e não por falha mecânica como foi relatado. O Ministério Público e o tribunal consideraram que o mesmo se deveu a desatenção, não se comprovando avaria. Pedro Delgado Alves foi condenado por crime de ofensa à integridade por negligência, porque dias depois o carro foi enviado para abate, supostamente por se encontrar bastante danificado, mas segundo a juiza, esta decisão inviabilizou a verificação técnica da viatura e impediu que se apurasse a eventual falha no carro. Uma clara tentativa de apagar evidências, de virar as costas à verdade dos factos e de se esquivar às responsabilidades.
É aqui que entramos no território onde a política se cruza com o caráter.
Porque há uma diferença entre errar e fugir. Entre explicar e desaparecer. Entre assumir e virar costas.
Quando a memória pública evoca episódios passados — alguns incómodos, outros controversos — não o faz apenas pelos factos em si, mas pelo fio que os une: a perceção de uma constante evasão. A imagem que se desenha é a de alguém que, perante o embate, não resiste — contorna. Não responde — esquiva-se. Não enfrenta — vira costas.
E isso não é estilo. É sintoma e esteriotipia. .
Sintoma de uma política que prefere a encenação à substância. Onde o gesto substitui o argumento e a fuga se disfarça de dignidade. Mas não há dignidade nenhuma em virar costas ao debate e às responsabilidades. Há apenas silêncio — e o silêncio, em política e na vida comum, raramente é inocente.
No fundo, virar costas é confortável. Evita o risco, protege o ego, poupa trabalho. Mas tem um preço: revela, sem margem para dúvidas, a medida e a pequenez ética de quem o faz.
E essa medida, quando repetida vezes suficientes, deixa de ser circunstancial.
Passa a ser caráter, ou falta dele.

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A Pressa de Ser Outro

23 April 2026 at 19:39

Há temas que pedem delicadeza. E há momentos em que a delicadeza, se levada ao extremo, se transforma em silêncio cúmplice. A mudança de género tornou-se um desses territórios onde a prudência parece, muitas vezes, proibida, como se questionar fosse sinónimo automático de hostilidade.

Vivemos sob a exaltação da autodeterminação. “Sê quem és”, passou de princípio humanista a imperativo imediato. Mas quando esse “ser” implica intervenções médicas profundas, irreversíveis e com impacto vitalício, a questão deixa de ser apenas identitária: torna-se também clínica, psicológica e ética. E aqui, a pressa não é um detalhe — é o problema.

O que se observa, em muitos contextos, é uma validação quase instantânea de decisões que exigiriam tempo, maturidade e acompanhamento rigoroso. Em especial entre jovens, onde a identidade ainda está em construção, a ideia de que qualquer desconforto com o próprio corpo pode, ou deve, ser resolvido através de uma transição, levanta sérias reservas. Nem todo o sofrimento é sinal de disforia. Nem toda a dúvida é uma certeza à espera de ser confirmada.

Mas o espaço para esta nuance tem vindo a encolher. O debate tornou-se binário: ou se apoia sem reservas, ou se é colocado no campo da rejeição. Esta simplificação é perigosa. Porque apaga uma realidade incómoda — a de pessoas que se arrependem, que revisitam decisões tomadas cedo demais, que enfrentam consequências físicas e psicológicas que não lhes foram plenamente explicadas.

O arrependimento não é apenas uma nota de rodapé. É um sinal de alerta. E, no entanto, tende a ser desvalorizado, quase invisível, porque contraria a narrativa dominante. As consequências a médio e longo prazo : dependência de terapias hormonais, infertilidade, cirurgias complexas, são frequentemente tratadas como detalhes técnicos, quando na verdade redefinem vidas inteiras.

Importa também perguntar: o que está por detrás deste aumento de pedidos de transição? Será sempre uma questão identitária clara, ou haverá, em alguns casos, fatores mais difusos, como fragilidade emocional, necessidade de pertença, influência de ambientes digitais altamente polarizados? Quando uma resposta complexa se transforma numa solução rápida, é legítimo desconfiar da própria simplicidade da resposta.

Paralelamente, assistimos a um relevo crescente do ativismo LGBT… no espaço público. Muito do que foi conquistado nesse percurso é inegavelmente positivo em termos de direitos e dignidade, mas há uma diferença entre visibilidade e omnipresença. Quando determinadas causas se tornam quase imunes à crítica, o debate democrático empobrece.

É neste enquadramento, que decisões políticas como a recusa de hastear bandeiras ideológicas em edifícios públicos ganham significado. Não se trata, necessariamente, de rejeitar direitos ou identidades, mas de afirmar um princípio: o Estado não deve alinhar simbolicamente com uma causa específica, por mais legítima que seja, sob pena de perder a sua neutralidade. O espaço público não deve ser apropriado por nenhuma agenda, deve permanecer comum.

No fundo, a questão central não é a identidade de género em si, mas a forma como a sociedade a está a tratar: com urgência, com simplificação, com leviandade e, por vezes, com uma certa intolerância ao questionamento. E talvez o verdadeiro risco não esteja na liberdade de mudar — mas na ausência de espaço para pensar antes de o fazer.

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Concentrar para Salvar : A Nova Geografia da Neonatologia

16 April 2026 at 16:26

Há decisões que, à primeira vista, parecem duras, insensíveis e quase incompreensíveis. O encerramento de algumas unidades de neonatologia é uma delas. Num país onde cada nascimento carrega esperança, futuro e continuidade, falar em fechar portas onde a vida começa pode soar a contrassenso. Mas nem sempre mais significa melhor — e é precisamente aqui que a reflexão se impõe.
A neonatologia é uma das áreas mais exigentes da medicina. Não basta existir um espaço físico com incubadoras: é necessário um ecossistema altamente especializado, com equipas treinadas, tecnologia de ponta e capacidade de resposta imediata a situações críticas. Um recém-nascido prematuro ou em risco não pode esperar por recursos que não existem nem depender de estruturas subdimensionadas. Nestes casos, a diferença entre a vida e a morte mede-se em minutos — e em qualidade de cuidados.
Manter muitas unidades abertas, mas sem condições adequadas, pode criar uma falsa sensação de segurança. A dispersão de recursos humanos — médicos neonatologistas, enfermeiros especializados — fragiliza o sistema. Equipas reduzidas, horários sobrecarregados e falta de experiência acumulada diminuem a capacidade de resposta. Pelo contrário, a concentração em unidades de excelência permite equipas mais robustas, com maior prática clínica, melhor articulação e acesso a equipamentos modernos.
Em Portugal, algumas reestruturações recentes ilustram esta lógica. O reforço de unidades em hospitais como o Hospital de Santa Maria ou o Hospital de São João demonstra a aposta em centros altamente diferenciados, capazes de responder aos casos mais complexos. Ao mesmo tempo, o encerramento ou suspensão de unidades com menor capacidade tem sido alvo de debate público, mas também de uma tentativa de reorganização mais racional dos cuidados.
Não se trata apenas de uma questão clínica — há também uma dimensão económica inevitável. Os recursos do sistema de saúde são finitos. Investir em múltiplas unidades subequipadas pode significar desperdiçar verbas que poderiam garantir excelência em menos locais. A gestão eficiente implica escolhas difíceis: concentrar investimento onde ele produz melhores resultados, evitando redundâncias e estruturas que não conseguem cumprir plenamente a sua missão, ou que não justificam permanecerem em funcionamento pelo número reduzido de serviços específicos que prestam.
Naturalmente, esta reorganização deve ser acompanhada de uma rede eficaz de transporte neonatal e de apoio às famílias, para que a distância não se transforme em obstáculo. A centralização só faz sentido se for acompanhada de acessibilidade e humanização.
No fundo, a questão não é quantas unidades existem, mas que qualidade oferecem. Porque quando falamos de recém-nascidos — especialmente os mais frágeis — não há margem para compromissos. As parturientes e os bebés não precisam de proximidade ilusória; precisam de segurança real, de competência e de excelência.
E isso, por vezes, exige coragem para fechar portas, para garantir que outras, mais preparadas, permaneçam abertas e altamente funcionais.

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Política Migratória: Do Facilitismo à Correção

10 April 2026 at 18:39

Durante oito anos, construiu-se em Portugal uma narrativa confortável: a de que abrir portas sem critério era sinónimo de humanidade, progresso e modernidade. Soava bem. Ficava bem nas conferências, nos discursos e nas redes sociais. Mas, como tantas vezes acontece, a realidade,essa entidade teimosa, acabou por pedir contas.

A chamada “manifestação de interesse” transformou-se, na prática, num iman e num convite implícito à entrada sem planeamento. Um sistema que, sob o pretexto de regularizar, passou a incentivar fluxos desordenados, criando uma espécie de fila invisível onde tudo era permitido… desde que se esperasse o suficiente. O resultado? Serviços públicos pressionados, respostas lentas, e um Estado a correr atrás do prejuízo que ele próprio ajudou a criar.

Entretanto, nas ruas, começou a emergir um desconforto que durante demasiado tempo foi varrido para debaixo do tapete e ocultado pela Comunicação Social. Não, não se trata de generalizações fáceis ou de demonizar quem chega, há de tudo, e isso seria intelectualmente desonesto. Mas também não se pode ignorar o aumento de episódios de criminalidade associados a contextos de exclusão, ausência de integração eficaz e falta de controlo. Fingir que não existe é tão irresponsável quanto explorá-lo de forma populista.

E depois há a questão da subsídio-dependência, esse elefante na sala que poucos quiseram nomear e admitir. Um sistema que, em vez de integrar rapidamente no mercado de trabalho, foi permitindo que muitos ficassem presos a apoios sociais, não por escolha individual apenas, mas por um modelo que falhou em criar pontes reais para a autonomia. A boa intenção, quando mal executada, transforma-se numa armadilha, quer para quem chega, e perigosamente para quem já cá está.

Durante anos, qualquer tentativa de questionar este modelo era imediatamente catalogada: ou se estava “do lado certo” ou se era rotulado com todos os epítetos possíveis. O debate foi pobre, emocional e, muitas vezes, intelectualmente preguiçoso e desonesto. E assim se prolongou um problema que exigia, desde o início, seriedade, equilíbrio, bom senso e, sobretudo, responsabilidade.

Mas a política, apesar de tudo, ainda tem momentos de correção. A recente alteração à lei, aprovada por uma maioria qualificada de dois terços na Assembleia da República, não é apenas um detalhe legislativo — é um sinal. Um sinal de que, finalmente, se reconheceu que a gestão da imigração não pode ser feita ao sabor de slogans ou boas intenções, mas sim com regras claras, capacidade de integração e respeito por quem chega… e, especialmente por quem já cá vive.

Por isso, no meio de tanta hesitação passada, resta reconhecer o momento presente: uma vénia à lucidez tardia e um aplauso, firme e sem ironia, à coragem de, finalmente, pôr ordem onde durante demasiado tempo reinou a ilusão.
Se hoje há dois terços a corrigir o rumo, é porque durante demasiado tempo houve um governo incapaz de reconhecer que o tinha perdido.

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A coreografia do medo e a engenharia da obediência

1 April 2026 at 19:12

Durante anos, venderam-nos certeza com a arrogância de quem não admite réplica. O governo de António Costa não governou apenas uma crise sanitária, encenou uma narrativa onde o Estado nunca duvida, nunca hesita, nunca erra. E quem ousasse levantar a sobrancelha era imediatamente promovido a herege cívico.
A Direção Geral de Saúde transformou-se num púlpito. Não de ciência, mas de autoridade. E há uma diferença abissal entre as duas. A ciência questiona, ajusta, corrige-se. A autoridade impõe. E foi isso que se viu: um discurso fechado, impermeável, blindado contra qualquer interrogação que não viesse com selo de aprovação oficial.
O país foi conduzido, não informado. Empurrado, coagido, não convencido. Entre campanhas emocionalmente carregadas e medidas sucessivas, instalou-se um ambiente onde a liberdade era formal, mas a escolha já vinha pré-formatada. Não foi uma ordem direta. Foi mais eficaz do que isso: foi uma pressão difusa, constante, socialmente validada. Uma pedagogia do medo, uma engenharia da obediência.
E agora? Agora surgem notícias incómodas, perguntas tardias, investigações que deveriam ter começado quando ainda havia tempo para respostas claras. Durante meses, anos até, garantiu-se ao país que não havia nada a questionar. Nada. Zero. A dúvida era tratada como desinformação antes sequer de ser analisada. Os questionistas foram perseguidos, ameaçados, cancelados e alvos de perseguição discriminatória, sem apelo nem agravo, só porque duvidaram da solução milagrosa, que surgiu, inacreditavelmente em tempo record, quando se sabe que um processo de desenvolvimento e aprovação de uma vacina, para estar formalmente disponível para a população, em segurança, demora na totalidade, dez a quinze anos, ou até mais, depois de passar formalmente por todas as fases.
Hoje, já não é possível sustentar essa pose autoritária, sem fissuras.
Hoje em dia apercebemo-nos de que, o mais grave não é apenas o que pode ou não vir a confirmar-se. O mais grave é o ambiente que foi criado: um espaço público onde a crítica foi desencorajada, onde o debate foi empobrecido e onde a prudência — essa mesma prudência que a ciência exige — foi substituída por uma certeza quase dogmática.
Governar em crise não dá carta branca para moldar a realidade à conveniência política nacional ou europeia. E muito menos para transformar cidadãos em figurantes de uma narrativa oficial, ditatorial e punitiva, que não admite contraditório.
A fatura não é apenas sanitária. É institucional. É moral. É democrática.
Porque quando um governo decide que a verdade pode ser simplificada até à obediência, arrisca-se a algo muito mais perigoso do que a contestação: arrisca-se a perder, de forma duradoura, a confiança de quem governa.
E essa, ao contrário de qualquer campanha, não se recupera com slogans.

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The US Navy's Failed Formosa Expedition

5 August 2026 at 05:06

Nearly a century before the Vietnam War, the United States undertook one of its first military interventions in East Asia. It was not a full-scale campaign, and it lasted only a single day. Its opponent was not a modern army but the indigenous Paiwan people of southern Taiwan. Yet the expedition exposed a problem that would become familiar in later conflicts: the limits of military power against an elusive enemy fighting on its own terrain. Known as the Formosa Expedition of 1867, this little-remembered operation ended in an embarrassing defeat for the United States Navy.


United States Marines and sailors attacking the Paiwan natives of southern Taiwan. Credit: Wikimedia Commons


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