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Going Home with Wendell Berry

3 September 2026 at 16:44

Wendell Berry, who died this week at the age of 92, published dozens of books of poetry, fiction, and essays, any of which might make for meaningful connection with Berry’s ideas about place and how we engage with it. But this conversation with Amanda Petrusich, which bloomed from a personal correspondence between the two writers, feels like an especially vital tribute to Berry. Here, his decades of thought on sustainability and its human limits find gloriously vivid expression; after all, place shapes our voices, too. Throughout, Berry is luminous and pithy and discerning: “We’re alive only in some place in particular.” “Every generation is a bridge between something that’s past and something that’s coming.” “Our conversation is worth more right now than either one of us thinking separately.” The last is a perfect sentiment for any dialogue, including those on the page.

Part of manners used to be to say to somebody you just met, “Where you from?” And I quit asking it, because so many people say they’re from everywhere or nowhere. I’ll tell you a little bit of my history that may be pertinent. My mother was born and grew up in Port Royal, my father about four miles south. Both of their families had lived here since about the beginning of the nineteenth century. When I came to teach at the University of Kentucky, Tanya and I thought we would live in Lexington, and we would have “a country place.” And we hardly had laid our hands to this house, which needed some preservation work, when we realized, we’re not going to have a country place; we’re going to live here. And so we have. We bought this home and twelve acres in the fall of 1964, and moved in, in the midst of renovations, in the summer of 1965. That put our children here, and now we’ve got grandchildren who are at home here. That comes from a decision that we made to be here, and to be here permanently.

Una pensione alla svedese per la Germania

3 September 2026 at 09:01

In Germania, una riforma organica del sistema pensionistico prevede l’introduzione di una componente obbligatoria a capitalizzazione, ispirata al modello svedese. Il suo successo dipende da costi contenuti e indipendenza dalle ingerenze politiche.

L'articolo Una pensione alla svedese per la Germania proviene da Lavoce.info.

As 24h de revelações sobre o Master e Vorcaro e a granada sem pino no STF

2 September 2026 at 23:00

ATO 1 – André Mendonça x Alexandre de Moraes

Em 24 de agosto, o ministro André Mendonça, relator dos inquéritos do Banco Master, teria mandado a Polícia Federal (PF) identificar, em 72 horas, “as pessoas que participaram e foram mencionadas” em certas páginas de dois relatórios de fevereiro, incluindo “eventuais detentoras de foro por prerrogativa de função, inclusive aquelas eventualmente sujeitas à incidência do art. 5º, I, do Regimento Interno” do Supremo. Mendonça, no entanto, não teria citado Alexandre de Moraes, seu colega de Corte.

Demandada, a PF entregou a Mendonça 218 páginas na quinta-feira, 27 de agosto. No relatório, 181 dessas páginas tratam de um contato que o banqueiro registrou na agenda do celular como “Alexandre de Moraes BRASILIA”; outras dezoito dessas páginas tratam do procurador-geral Paulo Gonet e do próprio diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. Na página 5, os investigadores registraram que se limitaram aos “dados brutos” e não realizaram “quaisquer atos de aprofundamento investigativo direcionados a magistrados”.

O conteúdo publicado primeiramente por Metrópoles e Estadão e depois esmiuçado por praticamente toda a imprensa, após o sigilo ter sido levantado nesta terça-feira, 1 de setembro, mostra que o escritório de Viviane Barci de Moraes fechou com o Master um contrato de R$ 131 milhões — R$ 3,6 milhões por mês, por três anos — assinado em 23 de janeiro de 2024, doze dias depois de um suposto almoço do ministro Moraes numa propriedade de Vorcaro em Campos do Jordão. Os metadados da versão final do arquivo do contrato indicam um usuário com nome de “Ministro Alexandre de Moraes” como o último a editar o documento. Vorcaro instruiu uma funcionária: “esse Barci de Moraes por favor não deixe atrasar um dia (…) É o pgto mais importante que temos”. E completou: “Pode pagar sempre, sem nota.”

Depois vêm as séries de mensagens que ninguém consegue desler. Em 30 de outubro de 2025, sabendo por “turma do banco central” que o Bacen estava sob pressão, Vorcaro escreveu ao contato identificado como sendo de Alexandre de Moraes: “É importante reforçar com Andrei e Paulo pra não deixar ninguém de baixo fazer uma sacanagem.” Em 15 de novembro, às vésperas da prisão, uma nova mensagem: “Acha que segunda já tenho que estar fora?” E no dia da prisão, em 18 de novembro: “Conseguiu ter notícia ou bloquear?”.

Aqui entram as ressalvas, e são igualmente complexas. A PF, ao que se sabe publicamente, não recuperou uma única resposta de Moraes — os dois trocavam prints de bloco de notas com visualização única, e sobrou o lado de quem escrevia, não o de quem lia. Não há indício de que o ministro tenha falado com Andrei, com Gonet ou com Galípolo, por exemplo.

O escritório Barci de Moraes, que celebrou o contrato com Vorcaro em condições, no mínimo, extraordinárias, divulgou uma nota bastante confusa dizendo que consultou o ministro apenas para checar impedimentos e que ele “jamais julgou qualquer causa envolvendo o Banco Master” — o que é verdade, mas não resolve a questão: a suspeita é sobre a compra de influência de Vorcaro que está preso desde março deste ano.

Entre fevereiro e março passados, quando vazou o contrato do escritório da esposa de Moraes com o Master, o próprio ministro publicou ao menos cinco notas para negar qualquer relação com Vorcaro. Em uma delas, sua assessoria disse: “O Ministro Alexandre de Moraes não recebeu essas mensagens referidas na matéria. Trata-se de ilação mentirosa no sentido, novamente, de atacar o Supremo Tribunal Federal”. A nota se referia às revelações da jornalista Malu Gaspar, que foi quem primeiro trouxe o nome de Moraes ao tabuleiro do Caso Master em sua coluna no Globo.

Agora, com as novas revelações, o problema pode estar na forma como o material veio à luz, pois criou, por si só, a possibilidade de ser anulado. Em 28 de agosto, Mendonça desentranhou o relatório e só em 31 de agosto abriu vista à PGR, com prazo de 5 dias. E no primeiro dia de setembro, com o prazo correndo, levantou o sigilo de tudo, escrevendo que “independentemente” da PGR, o caminho do caso deveria ser debatido no Plenário da Corte. Gonet respondeu em menos de doze horas – poderia responder, lembremos, em até cinco dias – e pediu nulidade dupla: o juiz não investiga, e o ministro não manda investigar colega sem o Plenário. Andrei Rodrigues teria dito que houve abuso de autoridade, segundo a coluna de Natália Portinari, no UOL. E na PF a reunião de 24 de agosto virou “cilada”: os delegados foram convocados para outro assunto e saíram com um mandado de 72 horas na mão, contou Fábio Serapião, também no UOL.

A dúvida que se pode levantar – e é legítima – é sobre o timing dos acontecimentos a um mês da eleição. Para muita gente soa estranho que André Mendonça, indicado ao Supremo por Bolsonaro, concentre suas intervenções nos assuntos de uma investigação que serviria à narrativa da direita. A pergunta que se pode fazer é porque Mendonça pediu, especificamente, esse relatório agora quando já sabia do possível envolvimento de Moraes desde março, quando vazaram as primeiras mensagens.

Por outro lado, se o Plenário anular tudo, como se aventa e pede o PGR, o país terá lido 218 páginas que juridicamente não existem, por vício de forma, diante de uma opinião pública que não tem obrigação de entender por que isso importa. Dois dos principais jornais do país, Folha de S. Paulo e Estadão, já pediram a cabeça do ministro em seus editoriais. Moraes segue em silêncio, e ninguém sabe qual será sua linha de defesa até o momento.

Ato 2 — Flávio, Dark Horse e mais uma mentira?

Enquanto o Supremo era implodido com as revelações, a piauí, em reportagem de Breno Pires, revelou, na manhã da mesma terça-feira, um relatório inédito do Coaf. Em 16 de setembro de 2025, Vorcaro mandou mais 1,6 milhão de dólares ao Havengate Development Fund, o fundo texano que administrava o dinheiro de Dark Horse, a cinebiografia de Jair Bolsonaro. O dinheiro saiu oito dias depois de uma cobrança de Flávio por parcelas em atraso — e menos de duas semanas depois do Banco Central negar a venda do Master ao BRB. O total, portanto, passa de 10,6 milhões de dólares para 12,3 milhões de dólares, o que equivale a cerca de R$ 65 milhões, em relação a uma promessa de 24 milhões de dólares. Há indício de mais uma parcela em outubro: “Consegue liberar as parcelas do filme?”, pergunta o publicitário Thiago Miranda no dia 22; “Sim. Liberei mais uma hoje”, responde Vorcaro — horas depois de Flávio cobrar.

O detalhe que importa não é só o valor. É a data. Em maio, à GloboNews, Flávio disse que “o último pagamento que ele fez foi em maio de 2025” e que, desde a primeira informação pública sobre Vorcaro, “esse fundo foi fechado, isolado”. O Coaf diz outra coisa. Procurado no Senado nesta terça-feira, o candidato do PL não corrigiu a versão nem a defendeu: terceirizou. “Essas informações eu não tenho como saber porque eu não trato disso. Tem que perguntar para a produtora”, disse diante de vários jornalistas. É uma não-resposta que reforça que o candidato continua a se esquivar do tema, já que ele próprio negociou as parcelas com o financiador Vorcaro — e que, na véspera da prisão dele, escreveu: “Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente.”

A tática de repetir que o dinheiro é privado é frágil pois sua origem é objeto do inquérito que Mendonça abriu em julho por evasão de divisas, lavagem e corrupção e que apura se emendas de Flávio favoreceram o Master. Dos R$ 47,3 bilhões do rombo, R$ 41 bilhões saíram do FGC.

E, no mesmo dia, no mesmo corredor do Senado, o mesmo Flávio exigiu a renúncia de Alexandre de Moraes: “Não tem mais condição dele continuar sendo ministro.” A simetria é quase literária. Flávio pede que o ministro explique o dinheiro do Master; questionado sobre o dinheiro do Master que financiou o filme sobre o próprio pai, manda perguntar à produtora. A PF apura se parte dos recursos bancou a estadia de Eduardo Bolsonaro nos EUA — o “agente legal” do Havengate, destino de parte dos recursos recebidos pelo Master, é um escritório com vínculos com o próprio ex-deputado, que nega a suspeita, mas mantém, como mostrou a Agência Pública, uma vida de luxo nos EUA junto de seu parceiro, o influenciador Paulo Figueiredo — tudo isso sem explicar a origem do dinheiro. Sobre o filme, a Europa Filmes já avisou que Dark Horse só estreia depois das eleições. O filme que era para ser uma peça de campanha virou o telhado de vidro de Flávio com a revelação do The Intercept Brasil meses atrás.

Ato 3 — Mendonça também esteve com Vorcaro: “Uma única vez”

Como a cronologia importa, na manhã desta quarta-feira, 2 de setembro, o jornalista Paulo Motoryn publicou, na newsletter Noites Húngaras, áudios extraídos do mesmo celular de Vorcaro. Em 14 de março de 2025, Mendonça recebeu Vorcaro por duas horas, em São Paulo, num instituto fundado pelo próprio ministro, o Iter. Ciro Soares, então advogado do Master, e o deputado Cezinha de Madureira levaram semanas para articular o encontro. Em fevereiro, Ciro mandou um áudio ao cliente: “Fala, Vorcarinho, trabalhando por você! Levei o André lá no Vasco agora, pra fazer um terno.” Em outro: “O André Mendonça disse que quer te receber junto comigo. (…) Ele sabe, soube da situação do Banco Central toda.”

Mendonça confirmou em nota: encontrou Vorcaro “uma única vez”, segundo o ministro, a pedido do banqueiro, para tratar de uma tutela provisória sobre precatórios que estava com vista de outro ministro — e diz ter atuado contra a posição de Vorcaro. Acrescenta que o empresário buscou “interlocução semelhante com outros integrantes do STF”. Sobre os áudios do advogado, Mendonça não comentou.

É verdade que um ministro pode receber uma parte e decidir contra ela; se isso virar crime, o Supremo deveria fechar. É praxe que ministros recebam as partes de um processo, principalmente os advogados. Mas veja o que o terceiro ato faz com o primeiro. O relator que mandou a PF vasculhar o celular de Vorcaro estava, ele próprio, na agenda de Vorcaro. É o mesmo Ciro Soares que o levou ao alfaiate que aparece nas 18 páginas sobre Gonet, intermediando fotos, telefonemas e o convite do filho do procurador-geral para uma viagem a Londres paga pelo Master. Gonet, que pediu a nulidade, deveria se declarar impedido? Fábio Faria, ex-ministro de Bolsonaro, aparece como quem aproximou Vorcaro de Moraes, como mostrou a excelente reportagem da piauí. Toffoli, por sua vez, deixara a relatoria em fevereiro, depois que a imprensa revelou repasses de ao menos R$ 35 milhões de fundos ligados a Vorcaro ao resort paranaense de que era sócio; Fachin reuniu os ministros a portas fechadas, aceitou a renúncia e recusou declará-lo suspeito. Toffoli negou irregularidades e a relatoria do caso Master foi parar nas mãos de Mendonça.

Vorcaro expôs a República; STF é parte dela

O que Daniel Vorcaro tem causado na República é inédito. Para além da quebra do banco e de suas extensões que gerou um rombo estimado em cerca de R$ 47,3 bilhões, resultando no maior ressarcimento da história do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), seus tentáculos parecem atingir cada vez mais gente, em maior ou menor grau de comprometimento, como mostra um levantamento do Estadão chamado de Vorcarosfera, ferramenta que detalha a rede de contatos do dono do Banco Master com os Três Poderes em Brasília, e que está distribuído entre direita e esquerda — mais entre a direita, é importante registrar.

O saldo institucional, a depender do desfecho, já será pior do que o saldo moral. Fachin prometeu anunciar as “medidas cabíveis e necessárias” e “sem precipitação” — a frase mais desanimadora da semana, porque aparentemente não há rito para o Plenário julgar um dos onze, e há pelo menos três outros ministros roçados pelo Master: além de Toffoli, Nunes Marques, cujo filho advogado recebeu R$ 281,6 mil de uma consultoria paga pelo banco, e Fux, cujo filho recebeu convites do banqueiro e diz não ter fechado negócio. São pesos distintos, é verdade, mas todos resvalam na instituição STF.

A impressão geral é que a credibilidade da corte, que já vinha claudicante, está indo pelo ralo com essas novas revelações, e a consequência para a eleição de outubro ainda parece nebulosa – pleito, vale lembrar, em que a pauta anti-STF já era bandeira da extrema direita. Agora, as ações acertadas do Supremo que mantiveram nossa democracia de pé, como no caso da prisão de Bolsonaro e dos generais, fruto da tentativa de golpe de 8 de janeiro, serão novamente questionadas pela mesma turma que fomentou o golpe. De todo modo, é importante, para tudo o que vem sendo divulgado, não confundir indício, suspeita e prova.

Crise no STF após divulgação de conversas entre Moraes e Vorcaro: como chegamos até aqui?

2 September 2026 at 20:15

Ao tirar o sigilo das conversas entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do caso Master e Alexandre de Moraes, o ministro André Mendonça colocou o colega de toga em situação delicadíssima e levou à praça pública a divisão entre os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). E a briga ferve no meio das eleições. Seria por acaso?

Com a medida, Mendonça implode o STF sem cerimônias e leva a Corte mais uma vez para o centro de um debate político polarizado. O “terrivelmente evangélico” Mendonça foi indicado por Jair Bolsonaro e aprovado pelo Senado Federal para o STF em 2021, após ocupar os cargos de Advogado-Geral da União e de Ministério da Justiça e Segurança Pública no governo do ex-presidente. O mesmo que está, atualmente, preso em casa após ter sido condenado por golpe de Estado em processo relatado por Alexandre de Moraes.

As dúvidas que cercam a ação de Mendonça

Daniel Vorcaro era investigado na Justiça Federal de Brasília por um esquema bilionário de fraudes financeiras, lavagem de dinheiro e corrupção. Por ter chegado a nomes de pessoas com foro privilegiado, o caso foi encaminhado ao STF e distribuído primeiramente ao ministro Dias Toffoli.

Em fevereiro deste ano, após vazarem informações de que Vorcaro havia comprado participações no resort Tayayá, de propriedade da família do ministro, no Paraná, Dias Toffoli passou a ser considerado suspeito para seguir com o caso e é pressionado a deixar a relatoria. Na mesma reunião em que foi decidida a saída de Toffoli, o presidente do STF, Edson Fachin, indicou Mendonça para assumir o caso Master no Supremo.

Àquela altura já existiam informações de que outras autoridades com prerrogativa de foro no STF poderiam ter relações com o banqueiro, uma vez que já se sabia, por exemplo, que a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes, tinha um contrato de prestação de serviços com o banco.

Agora, com as mensagens de Vorcaro enviadas a Moraes reveladas, os membros do STF terão que decidir entre duas teses. A primeira já foi apresentada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, que também é citado nas mensagens do ex-banqueiro. Gonet sustenta que a investigação da PF seria nula, pois Mendonça teria agido como um juiz de instrução e investigado ilegalmente um colega de corte.

Isso porque o relator determinou à PF, em agosto, que fossem detalhadas as conversas de Vorcaro, “inclusive aquelas eventualmente sujeitas à incidência do art. 5º, I, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal”. O artigo citado refere-se à competência do plenário do STF em julgar autoridades como o presidente, o vice-presidente, deputados federais e senadores, ministros de Estado, ministros do próprio STF e o procurador-geral da República. Portanto, Mendonça sabia o que estava procurando.

O ministro André Mendonça, homem branco de terno e toga, apontado como um dos ministros envolvidos na mais recente crise no STF
Ministro André Mendonça solicitou que descobertas da investigação da PF fossem analisadas pelo plenário do STF

A outra tese à disposição dos ministros é entender que as medidas de André Mendonça só foram tomadas agora justamente para preservar as regras de investigação a ministros do Supremo. Tanto que Mendonça, por isso, teria levado o caso ao plenário.

A quem interessa?

O momento escolhido pelo ministro André Mendonça de soltar a bomba não poderia ser mais propício ao candidato à presidência da República pelo Partido Liberal (PL), Flávio Bolsonaro, o filho 01 de Jair. Com base em relatórios de inteligência do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), a revista Piauí mostrou, em reportagem publicada na mesma segunda-feira, 1.º de setembro, que o candidato a presidente havia mentido nas entrevistas, ao dizer que o último repasse do banqueiro ao filme “Dark Horse” — a edulcorada cinebiografia de Jair Bolsonaro — teria sido em maio de 2025, seis meses antes da prisão do doador geral do Brasil, Daniel Vorcaro.

Os relatórios do COAF mostraram que Vorcaro transferiu 1,6 milhão de dólares (R$ 8 milhões) ao fundo Havengate, que administra o orçamento do filme, em setembro de 2025. A última doação ocorreu dois meses antes de o banqueiro ser preso na Operação Compliance Zero, em 17 de novembro de 2025, na pista do aeroporto de Guarulhos, quando preparava-se para deixar o país.

No mesmo dia da revelação da revista, Mendonça quebrou o sigilo das conversas de Moraes e o ex-banqueiro, com direito a prints de tela e muitas dúvidas. Segundo as investigações, o banqueiro desenvolveu uma forma para conversar com o ministro. Anotava o que queria no bloco de notas do celular, tirava uma foto da tela e enviava para o ministro, que respondia em imagens de visualização única no celular do destinatário e que, por esse motivo, não teriam sido localizadas, segundo a Polícia Federal (PF).

Por que isso importa?

  • A liquidação do Banco Master pelo Banco Central por suspeita de fraudes, gerou um rombo financeiro estimado em R$ 52 bilhões e um impacto até então inédito no Fundo Garantidor de Crédito (FGC) do BC;
  • O escândalo do Master acabou envolvendo a classe política de vários espectros ideológicos. Em maio deste ano, o Intercept Brasil revelou que Flávio Bolsonaro negociou com Daniel Vorcaro, o patrocínio de Dark Horse, uma cinebiografia do pai, Jair Bolsonaro.

Nas últimas mensagens de Vorcaro ao ministro, no dia 15 de novembro de 2025, dois dias antes de sua prisão, o banqueiro perguntava se Galípolo havia respondido a Moraes e perguntava: “Acha que segunda já tenho que estar fora?”. Se Moraes respondeu, não se sabe, mas na segunda, 17 de novembro, lá estava Vorcaro na pista de Guarulhos, sonhando em dar uma banana para o país pela janela do seu jatinho, como um certo personagem de novela, mas não deu tempo.

Falando em novela, o relatório da PF liberado por Mendonça inclui personagens importantes de Brasília. Mensagens de Vorcaro para Moraes supostamente mencionam o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, desafeto de Mendonça, e o Procurador-Geral da República, Paulo Gonet.

“É importante reforçar com Andrei e Paulo pra nao deixar ninguem de baixo fazer uma sacanagem que ai vai tudo pro saco. Estou disponivel pra tratar e explicar qq coisa, so nao pode ter sacanagem. Vou te mandar os nomes que tem ido ao Bacen alegando que farao algo em breve”, afirma Vorcaro em uma das mensagens que teriam sido enviadas a Moraes. A grafia transcrita é a original.

O relatório mostra ainda que Gonet teria conversado com Vorcaro por intermédio do advogado Ciro Soares, que tentou negociar a ida dele e de Pedro Gonet, filho do PGR, para um evento em Londres, em 2025, que Vorcaro financiaria, mas acabou não ocorrendo.

Gonet, que tem a prerrogativa de investigar e, eventualmente, denunciar ministros do STF, já se manifestou ontem mesmo sobre o despacho de Mendonça e disse que é nula uma investigação ordenada por um ministro do STF contra outro. Segundo ele, a nulidade ocorreu porque a decisão de processar e julgar ministros da Corte cabe ao plenário do STF e não a um ministro isoladamente.

Procurador-geral da República, Paulo Gonet, também está entre os citados nas mensagens de Daniel Vorcaro

“Se a autoridade policial deve interromper as suas investigações para que sobre elas delibere o órgão do Judiciário encarregado do julgamento, com maioria de razão não deve o relator admitir e nem determinar que um Colega da Corte seja escrutinado. Na realidade, o relator nem sequer detém competência para dirigir as ações policiais”, afirma Gonet, que acrescentou: “ao juiz não cabe acusar, menos ainda ao juiz cabe realizar investigações pré-processuais”.

Reações do Congresso, na imprensa e no próprio STF

No centro da praça dos Três Poderes, a temperatura subiu terrivelmente e já chega a 54 o número de pedidos de impeachment do ministro Alexandre de Moraes no Senado. A atitude do senador Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Congresso, a quem cabe abrir processos políticos contra ministros do STF, deve ser a mesma dos demais 53 pedidos e negar a abertura de processo.

Paralelamente, duas outras correntes de comentários jurídicos e políticos se formam: uma defende a renúncia de Moraes, outra que ele deve se afastar para se defender. Na segunda-feira, dois grandes jornais de São Paulo soltaram editoriais defendendo a renúncia de Alexandre de Moraes, a Folha de S.Paulo e O Estado de S. Paulo.

Além do PGR, que já se manifestou, Mendonça dirigiu sua manifestação ao plenário do STF, “instância soberana para analisar, de modo técnico e estritamente jurídico, os novos elementos trazidos pela autoridade policial”. Segundo o relator do caso Master, o debate sobre o novo relatório da PF deve ocorrer “em sessão presencial do Colegiado, a partir de data a ser definida pelo eminente Presidente deste Supremo Tribunal Federal, de acordo com o pleno exercício das suas atribuições regimentais”, o que não tem prazo para acontecer.

Mendonça se manifesta para que o debate sobre o novo relatório ocorra em sessão plenária do Colegiado

Os ministros estariam agora divididos sobre os próximos passos. Ao lado de Moraes, em tese, estariam Flávio Dino, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin. De Mendonça, Kassio Nunes, Luiz Fux e Edson Fachin. Carmen Lúcia, mais independente, seria a dúvida. Toffoli, que se afastou do caso Master, não poderia participar da discussão.

Hoje Brasília acordou com a revelação do jornalista Paulo Motoryn, do ICL, de que Mendonça também esteve com Vorcaro, em 14 de março de 2025, numa reunião em São Paulo no instituto do ministro. Vazaram áudios e mensagens do celular do banqueiro. O ministro admitiu e disse que o assunto da conversa, de duas horas, foram precatórios.

E as eleições?

A pauta de impeachment de ministros do STF sempre foi da oposição ao governo Lula, especialmente após as investigações que culminaram na condenação de Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado. O assunto virá com força. A discussão vai afetar as pautas de interesse do governo negociadas entre Lula e Alcolumbre?

De outra parte, a relatoria da investigação que apura o financiamento do filme “Dark Horse” está a cargo do ministro Flávio Dino, que requisitou recentemente informações ao Ministério Público e à Polícia Civil de São Paulo para apurar eventuais crimes federais no caso, em especial o uso de um fundo no exterior, o Havengate, e o financiamento da película por Vorcaro. A investigação apura se o dinheiro do fundo e do Master estariam amparando a vida de luxo de Eduardo Bolsonaro nos EUA, como mostrou a Agência Pública, e a campanha pró-sanções ao Brasil, que alimenta os interesses por trás da interferência dos Estados Unidos na eleição brasileira.

Ou seja, o caso Master continuará sendo um dos principais motores dos embates da campanha presidencial entre Lula e Flávio Bolsonaro. E, pelo menos no período eleitoral, é possível que o debate sobre a moralidade da mais alta corte do país fique para depois.

Pakistan floats fresh LNG tender after rejecting costly single bid

2 September 2026 at 11:38

KARACHI: Pakistan LNG Limited has issued a fresh tender on Wednesday to procure a spot LNG cargo for delivery between September 8 and 12, after rejecting the sole bid received for an earlier delivery window as too expensive. The state-owned buyer turned down an offer from BP Singapore at $26.969 per million British thermal units ... Read more

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What happens to your body when you eat only fruit?

2 September 2026 at 11:31

A fruitarian diet can provide fiber and antioxidants but may leave the body short of protein and essential nutrients.

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An Experiment Records an Anomalous Signal That Could Be the First Detection of the Elusive Dark Matter of the Universe

2 September 2026 at 09:39
The world’s most sensitive dark matter observatory, the LUX-ZEPLIN (LZ) experiment, has detected a particle interaction that cannot be explained by conventional background radiation models, a finding that, although still far from being confirmed as a definitive discovery, has sparked cautious optimism in the international scientific community. The event, recorded nearly a mile underground at […]

Tokayev links Kazakhstan-China partnership to wider vision for a more connected and cooperative Eurasia

2 September 2026 at 09:02

Kazakhstan President Kassym-Jomart Tokayev has used the Shanghai Cooperation Organisation summit in Bishkek and a wide-ranging interview with China’s Xinhua news agency to set out a closely connected vision of Kazakhstan’s foreign policy — combining deeper economic and technological cooperation with China with a broader commitment to multilateralism, Eurasian connectivity and reform of global institutions.

Speaking as leaders gathered in Bishkek for the 26th meeting of the Shanghai Cooperation Organisation (SCO) and its SCO Plus format, Tokayev presented Kazakhstan as both a committed regional partner and an increasingly active “middle power” seeking to bridge geopolitical divisions.

His summit remarks were reinforced by an exclusive written interview with Xinhua, published on 1 September, in which the Kazakh leader described relations with China as being at an “unprecedentedly high level” and said Astana intended to continue strengthening what the two countries describe as an “eternal comprehensive strategic partnership”.

Taken together, the two interventions offer a clear picture of Kazakhstan’s current diplomatic strategy: maintain close relations with its major neighbours, promote trade routes linking Asia with Europe, embrace technological cooperation and at the same time argue for international relations based on dialogue rather than confrontation.

China partnership moves beyond traditional trade

In his Xinhua interview, Tokayev stressed that Kazakhstan-China relations now extend well beyond traditional energy and commodity ties.

Cooperation encompasses trade, investment, transport, industrial production, agriculture, digitalisation, healthcare, science, education and culture, he said. China is now Kazakhstan’s largest foreign trading partner, while transport and logistics have assumed an increasingly strategic role.

That emphasis is particularly significant for Europe.

Kazakhstan occupies a central geographical position between China and European markets, and Tokayev argued that the country was working with China to transform that location into a modern Eurasian transport and logistics network.

He specifically highlighted the Belt and Road Initiative, new railway construction, dry ports, logistics terminals and modernisation of border infrastructure.

Central to this strategy is the Trans-Caspian International Transport Route, commonly known as the Middle Corridor, which links China with Europe through Kazakhstan, the Caspian Sea, the South Caucasus and onward towards European markets.

Tokayev described making the route more competitive as a shared priority, pointing to “smart customs”, digital documentation, interconnected information systems and automated border procedures as necessary elements in reducing transit times.

That message closely reflected his position at the SCO summit, where Kazakhstan again offered to help develop transport initiatives throughout the organisation and called attention to the potential integration of the Belt and Road Initiative, Middle Corridor, North-South Corridor and routes connecting Central and South Asia.

For the European Union, which has increasingly sought alternative and resilient connections with Central Asia and China, the development of the Middle Corridor gives Kazakhstan an importance that extends considerably beyond the size of its domestic economy.

Artificial intelligence becomes a new pillar

Tokayev also placed technology and artificial intelligence near the centre of the emerging Kazakhstan-China relationship.

China's position in AI, robotics, digital technology, new energy and advanced manufacturing complements Kazakhstan's own ambition to accelerate its digital transformation, he argued.

Kazakhstan has declared 2026 its Year of Digitalisation and Artificial Intelligence, and Tokayev referred to meetings with leading Chinese technology companies during his recent participation in the World Artificial Intelligence Conference in Shanghai.

He said there was mutual interest in projects involving the digital economy, intelligent manufacturing, e-commerce, research and skills development.

The subject moved seamlessly from the bilateral interview into Tokayev's multilateral message in Bishkek.

Addressing the SCO Plus meeting, he warned that global stability increasingly depends upon the responsible development of artificial intelligence and called for universal rules capable of encouraging innovation while preventing uncontrolled use and narrowing the digital divide.

Kazakhstan is also establishing an Asia-Pacific digital solutions centre in Almaty under the auspices of the UN Economic and Social Commission for Asia and the Pacific, which Tokayev said should help developing countries gain access to technological expertise.

In his Xinhua interview he went further, arguing that AI should ultimately serve humanity as a whole and that countries should have equitable access to technology, knowledge and computing resources. Kazakhstan was among the founding participants this year in a new international AI cooperation initiative launched in Shanghai.

The ‘Shanghai spirit’ as an alternative to bloc politics

Underlying both the interview and Tokayev's summit speech was a wider political argument.

The Kazakh president portrayed the SCO not simply as an economic or security grouping but as a potential model for cooperation between states with different political systems and interests.

In Bishkek, he said the organisation's principles of equality and consensus had become a “gold standard” for multilateral cooperation. He proposed that core SCO principles should ultimately be reflected in a UN General Assembly resolution linked to the International Day of Multilateralism and Diplomacy for Peace.

The formulation is consistent with Kazakhstan's long-standing attempt to avoid being drawn exclusively into competing geopolitical camps.

Tokayev reiterated that Kazakhstan would maintain what he described as a balanced, constructive and peaceful foreign policy, while arguing that the international order should move away from the “cult of force and confrontation” towards collective responsibility and long-term cooperation.

In his interview with Xinhua, he similarly said Kazakhstan and China shared support for the central role of the United Nations, international law, mediation, multilateralism and the peaceful resolution of conflicts.

A stronger voice for middle powers

One of the more significant elements of Tokayev's Bishkek intervention was his argument that responsible middle powers should have greater influence within global governance.

With tensions between major powers putting pressure on existing international institutions, Tokayev suggested countries such as Kazakhstan could facilitate dialogue between competing centres of power and help develop collective solutions.

“Kazakhstan is ready to actively contribute to this process,” he told the summit.

At the same time, he resisted suggestions that shortcomings within the United Nations justified weakening the organisation.

Despite criticism of the UN, Tokayev said there was no viable alternative to it. Kazakhstan's position, he argued, was that the UN should remain at the centre of the international system and that its Charter should continue to provide the universal foundation of international law.

The President called for closer interaction between the UN and regional organisations such as the SCO, stronger preventive diplomacy and greater emphasis on peaceful settlement of disputes.

Water security joins the global agenda

Tokayev also used the summit to promote another issue of growing importance to Central Asia: water.

Climate pressures, population growth and competing demands on shared water resources make the issue increasingly important to Kazakhstan and neighbouring states.

Tokayev proposed creating an International Water Organisation under UN auspices, arguing that although numerous UN bodies deal with water, no universal intergovernmental organisation currently has a comprehensive mandate.

He also proposed an SCO Water Problems Analysis Centre as a regional complement to such a global organisation.

The proposal fits into Kazakhstan's broader effort to move environmental and resource-security questions higher up the international agenda.

A Eurasian crossroads

Perhaps the strongest thread connecting Tokayev's interview with his SCO appearance is Kazakhstan's determination to turn geography into diplomatic and economic influence.

Astana is simultaneously strengthening its relationship with Beijing, maintaining important relationships with Russia and other neighbours, developing transport corridors towards Europe, expanding cooperation with Western partners and presenting itself as an advocate of multilateral diplomacy.

Tokayev's description of relations with China therefore carries a wider meaning.

He quoted a Kazakh proverb in the Xinhua interview: “Those travelling the same road share a common destiny.”

Yet the message emerging from Bishkek suggests Kazakhstan sees that road not as one running exclusively eastwards towards China, but as part of a much larger network connecting East and West.

As competition between the world's major powers becomes more pronounced, Kazakhstan is attempting to position itself at the centre of those connections — geographically through trade and transport corridors, technologically through digital cooperation, and diplomatically through its advocacy of multilateralism.

For Europe, that makes developments in Kazakhstan-China relations increasingly relevant. The more successfully Kazakhstan develops the Middle Corridor and other east-west transport links, the more the country becomes not simply a Central Asian partner but a strategic gateway connecting European and Asian economies.

And that, ultimately, appears to be the common theme running through Tokayev's words both to Xinhua and to the leaders assembled at the SCO summit: Kazakhstan believes its future influence will come not from choosing between competing blocs, but from connecting them.

The Santa Cristina Well-Temple, a Nuragic Work of the Bronze Age That Is 30 Centuries Old and Looks Like It Was Built Yesterday

2 September 2026 at 08:41
There are ancient monuments that impress with their size and others that impress with their precision. The Sacred Well of Santa Cristina, in the municipality of Paulilatino, province of Oristano in Sardinia, belongs to the second group. Its basalt stones are carved and assembled with such geometric precision that, according to the site management center […]

Zendaya enters her 30s with Hollywood in her hands

2 September 2026 at 07:27

The actor celebrates the milestone with a childhood throwback as major film projects and a growing fashion legacy shape her next chapter.

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Drones, cameras and AI to help manage traffic across Athens

1 September 2026 at 17:36

Greek Police is set to mobilize all possible modern means in order to solve the one problem that torments not only commuters twice per day but anyone trying to move within the 4-million-people capital Athens: the endless traffic jams. The new “integrated operational system for traffic management”, developed by the Hellenic Police and termed “Traffic […]

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Greece’s National Intelligence officer files criminal complaint following Predator spyware surveillance

1 September 2026 at 16:34

A senior official within Greece’s National Intelligence Service (EYP), Yiannis Papadopoulos, on Tuesday filed a criminal complaint with the Athens First Instance Court Prosecutor’s Office over the targeting of his phone using Predator spyware. In this, he accuses the four business executives convicted at first instance over the phone surveillance case with a series of […]

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EEA chief warns climate change could make parts of Europe unsuitable for farming 

1 September 2026 at 10:16

Heat, drought and water scarcity could fundamentally change agriculture in parts of Europe, with some crops no longer viable in the driest areas of the Mediterranean, European Environment Agency (EEA) Executive Director Leena Ylä-Mononen said. 

“Some crops will not grow anymore, especially in the most arid Mediterranean, southern European area,” Ylä-Mononen said in an interview with correspondents of the European Newsroom (enr) published Tuesday. More intensive irrigation would not necessarily provide a solution because of water possible water scarcity. Some land currently used for farming might therefore no longer be suitable for agriculture in some regions in Europe, she said.  

This summer gave the “clearest possible illustration” of what Europe is facing, she told the enr. “Severe droughts have disrupted agriculture, our transport, and even energy infrastructure. And we have seen intense heatwaves across many parts of Europe that have had huge impacts on the infrastructure, health and well-being of people.” Harvests were coming in late and smaller, “so we may have even food security issues this winter,” Ylä-Mononen warned. 

The effects are spreading beyond Europe’s traditional dry zones, according to Ylä-Mononen. She pointed to drought in Ukraine and Hungary, as well as unusually dry conditions in the United Kingdom and her home country, Finland. Although northern Europe could become suitable for some additional crops, it was unlikely to compensate for recurring losses caused by drought, floods and extreme weather elsewhere, she added.  

Leena Ylä-Mononen, Executive Director of the European Environment Agency (EEA) based in Copenhagen. Photo: © European Environment Agency (EEA)

Future-proof solutions 

Ylä-Mononen urged European politicians to look beyond the next election and plan for the climate risks already foreseeable over the next decade. “This kind of short-termism is not going to help us,” she said, arguing that infrastructure and agricultural investment decisions needed to take account of ten-, 20- and 50-year time horizons.  

The warning comes as the EU’s Joint Research Centre reports drought conditions across half of the EU and the United Kingdom, with low river flows and deteriorating conditions for some crops in several parts of Europe. 

In an assessment released in March – ahead of this year’s summer heatwaves – the EEA said “at present, drought (54%), heavy rain (21%), frost (16%), and hail (9%) together account for 80% of agricultural losses in the EU.”  

Ylä-Mononen said Europe could no longer treat climate adaptation as an optional policy to be addressed when budgets allow. Heat and drought are already affecting agriculture, water resources, transport and energy systems, and some damage could have been avoided through earlier investment, she said.  

The EEA chief stressed that adaptation must complement, not replace, mitigation: Europe needs both to reduce emissions and to prepare for climate impacts that will continue even under ambitious emissions cuts. But the costs of both action and inaction are rising.  

Estimates of adaptation costs in the sectors transport, energy and agriculture cited by the EEA range from 53 billion Euro to 137 billion Euro per year until 2050, depending on the scenario of temperature rise above pre-industrial levels. 

The European Environment Agency (EEA) is the EU agency that provides independent environmental data, assessments and analysis to support policymaking in Europe. 

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