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20h. Pedro Duarte: "manifestação não é espaço" para reunião

18 October 2026 at 20:14
Em declarações, o autarca do Porto garante que as portas da Câmara estarão "sempre abertas" para o diálogo. Ainda, no Brasil, realiza-se hoje o primeiro debate entre Lula da Silva e Flávio Bolsonaro.

19h. Ventura propõe pacote de emergência para habitação

18 October 2026 at 19:10
Em reação às manifestações, André Ventura propõe medidas para a habitação, incluindo deduções fiscais e revisão do IMI. Ainda, José Luís Carneiro pede ao Governo que recupere propostas do PS de 2023.

Tensões voltam a crescer; França contabiliza custos de protestos

Logo Agência Brasil

Novos confrontos eclodiram em Paris neste domingo (18), um dia depois de a França ter vivido um dos piores dias de agitação dos últimos anos, com protestos contra os preços altos que deixaram um manifestante morto, milhares de pessoas presas e lojas saqueadas ou danificadas em todo o país.

Manifestações em todo o país se transformaram em tumultos no sábado, com uma prefeitura incendiada, lojas saqueadas e prédios cobertos de pichações, enquanto grupos violentos entraram em confronto com a polícia em cidades por todo o país.

Notícias relacionadas:

Um manifestante morreu após sofrer uma parada cardíaca durante os protestos em Paris. A polícia realizou mais de 2 mil prisões em toda a França, enquanto mais de 600 policiais ficaram feridos, informou o ministro do Interior.
 
Flames and smoke rise, during civil unrest, the day after a national day of demonstrations against the cost of living and rising fuel prices, in Paris, France, October 18, 2026. REUTERS/Abdul Saboor Flames and smoke rise, during civil unrest, the day after a national day of demonstrations against the cost of living and rising fuel prices, in Paris, France, October 18, 2026. REUTERS/Abdul Saboor
Chamas e fumaça nas ruas de Paris, durante protestos da população contra os custos de vida e a alta dos preços dos combustíveis - REUTERS/Abdul Saboor/Proibida reprodução

“Aqui parece uma zona de guerra”, disse o empresário holandês Tije De Boer, que havia vindo a Paris com seus filhos para visitar um amigo e afirmou que os protestos o forçaram a deixar seu hotel na Place de la République, um dos pontos mais conturbados no sábado (17).

A polícia voltou a lançar gás lacrimogêneo contra os manifestantes na Place de la République e bicicletas foram incendiadas na tarde de domingo, um sinal de que as tensões ainda não haviam se acalmado totalmente na capital.

Mais de meio milhão de pessoas participaram de marchas em dezenas de cidades no sábado, marcando a convergência de um movimento estudantil que já dura um mês com um descontentamento social mais amplo contra o aumento do custo de vida e o declínio dos serviços públicos.
 

A destroyed car near the Marianne statue at the Place de la Republique, with a yellow vest put on it, the day after clashes during a national day of demonstrations against the cost of living and rising fuel prices, in Paris, France, October 18, 2026. The back of the vest reads: 'In 1961 the police drowns Algerian women'. REUTERS/Abdul Saboor     TPX IMAGES OF THE DAY A destroyed car near the Marianne statue at the Place de la Republique, with a yellow vest put on it, the day after clashes during a national day of demonstrations against the cost of living and rising fuel prices, in Paris, France, October 18, 2026. The back of the vest reads: 'In 1961 the police drowns Algerian women'. REUTERS/Abdul Saboor     TPX IMAGES OF THE DAY
Carro incendiado perto da estátua de Marianne, na Place de la Rèpublique - REUTERS/Abdul Saboor/Proibida reprodução

O presidente Emmanuel Macron fará um pronunciamento à nação às 20h, horário local, no domingo, informou seu gabinete.

Os distúrbios de sábado revelaram a profunda raiva contra Macron, que deixará o cargo em 2027 após uma década no poder cada vez mais marcada pelo descontentamento social, uma economia fraca e uma dívida galopante.

O governo atribuiu a violência a grupos de extrema esquerda e ultra-esquerda, bem como a criminosos que, segundo o governo, instigaram os saques.

O líder da extrema direita francesa, Jordan Bardella, afirmou que a França havia sido “humilhada” e pediu que Macron renunciasse.

“Estamos pagando por décadas de negligência, perda de autoridade e pelo desarmamento moral, psicológico e material de nossas forças de segurança interna”, disse ele durante visita a uma delegacia de polícia em Paris.

Lojas danificadas
 

A demonstrator wearing a costume stands in front of burning flames, in Paris, France, October 18, 2026. REUTERS/Abdul Saboor A demonstrator wearing a costume stands in front of burning flames, in Paris, France, October 18, 2026. REUTERS/Abdul Saboor
Ruas comerciais foram tomadas por incêndios provocados pelos manifestantes - REUTERS/Abdul Saboor/Proibida reprodução

Enquanto centenas de milhares protestavam pacificamente, grupos marginais violentos atacaram prédios públicos, saquearam butiques de luxo e supermercados e atacaram veículos e policiais.

Uma operação maciça de limpeza teve início em cidades que vão de Lille, no norte, a Marselha, no sul, e de Estrasburgo, no leste, a Bordeaux, no sudoeste, onde uma multidão mascarada invadiu a residência do prefeito local.

O ministro do Interior, Laurent Nunez, afirmou que várias centenas de lojas foram danificadas no sábado.

Em Limoges, no sudoeste da França, o prefeito Guillaume Guerin denunciou o caos após a prefeitura da cidade, de 143 anos, ter sido incendiada e amplamente destruída em um ataque criminoso no sábado, o que gerou comparações com o incêndio de 2019 que devastou a Catedral de Notre-Dame, em Paris.

“Houve uma intenção clara e premeditada de incendiar a prefeitura, e as pessoas que estavam lá dentro temeram por suas vidas”, disse Guerin à Reuters. Ele ameaçou renunciar caso a cidade não recebesse os recursos necessários para reparar a prefeitura.
 

A firefighting truck next to the burnt and destroyed Limoges town hall, which was set ablaze and largely destroyed in an arson attack amid demonstrations against the cost of living and rising fuel prices, in Limoges, France, October 18, 2026. Picture taken by mobile phone. REUTERS/Clotaire Achi A firefighting truck next to the burnt and destroyed Limoges town hall, which was set ablaze and largely destroyed in an arson attack amid demonstrations against the cost of living and rising fuel prices, in Limoges, France, October 18, 2026. Picture taken by mobile phone. REUTERS/Clotaire Achi
Caminhão dos Bombeiros trabalha no rescaldo do incêndio ocorrido na noite de Sábado, na prefeitura de Limoges, na França - Reuters/Clotaire Achi/proibida reprodução

Eleições

Os distúrbios aumentaram a pressão sobre o presidente Macron e seu governo antes da eleição presidencial prevista para o próximo ano. O primeiro-ministro Sébastien Lecornu atribuiu os distúrbios à “extrema esquerda” e aos criminosos.

O ministro da Economia, Roland Lescure, prometeu apoio no domingo aos empresários que sofreram prejuízos. “Quem destruir coisas vai pagar, reparar os danos e ser responsabilizado por sua intenção de semear o caos”, disse Lescure em comunicado.

O prefeito de Bordeaux, Thomas Cazenave, disse que até 100 lojas foram saqueadas em sua cidade, enquanto o prefeito de Marselha, Benoit Payan, anunciou ajuda financeira de emergência para apoiar as empresas afetadas pela violência.

O presidente-executivo da rede francesa de varejo Carrefour, Alexandre Bompard, disse à emissora francesa BFMTV que 50 lojas da empresa foram danificadas, incluindo 20 que foram saqueadas, com prejuízos decorrentes dos danos chegando a dezenas de milhões de euros.

Os protestos começaram no mês passado devido às condições das escolas e à escassez de professores nos subúrbios da classe trabalhadora, antes de se transformarem em um movimento contra a desigualdade, os cortes nos gastos públicos e o aumento do custo de vida.

*Reportagem adicional de Natasa Bansagi, Janis Laizans, Abdul Saboor e Clotaire Achi

18h. Ventura diz que problema na habitação já tem anos

18 October 2026 at 18:13
André Ventura admite que os manifestantes têm alguma razão nos protestos. Ainda, IL marcou uma convenção nacional para o final de janeiro, em Lisboa.

17h. Lisboa e Porto. Protestos continuam com tendas montadas

18 October 2026 at 17:13
Os protestos continuam desde ontem, com manifestantes a prometerem mais uma noite no local. Ainda, provedora de justiça pediu esclarecimentos urgentes à PSP sobre a carga policial.

13h. Número de detidos nas manifestações em França aumenta

18 October 2026 at 13:15
O Ministro do Interior divulgou que são mais de mil e oitocentos, e ainda é um número provisório. Ainda, um drone despenhou-se numa cidade no norte da Lituânia, junto da fronteira com a Letónia.

Um sábado feio em França: “Nunca vi nada assim”

18 October 2026 at 10:20
Destruição espalhou-se: proprietários com negócios arruinados, feridos em estado grave. “É um milagre que o balanço não seja mais grave”. “Nunca vi nada assim. Os portugueses que vivem aqui há anos também nunca viram um cenário destes”. Rosário Salgueiro foi repetindo esta expressão ao longo do dia, em diretos na RTP – porque, de facto, o cenário de destruição espalhou-se pela capital e por outras cidades de França, neste sábado. Foi dia de protestos contra o custo de vida e de apoio às reivindicações dos estudantes do ensino secundário. Logo desde a manhã registaram-se momentos de tensão, com confusão entre

11h. Tendas mantêm-se no Rossio e na Praça D. João I

18 October 2026 at 11:15
Os manifestantes pedem habitação digna e tecem críticas às políticas do Governo de Luís Montenegro. E ainda, a imprensa canadiana diz que pelo sete pessoas morreram num incêndio numa base militar.

A madrugada da "revolução" sem polícia na Praça D. João I

18 October 2026 at 10:06
Assembleia popular aprovou pernoitar e tendas. Depois, caixotes arderam e PSP exigiu desmobilização. Observador esteve nas negociações entre manifestantes e polícias: "Isto é a revolução, Sr. Agente".

© GUILHERME COSTA OLIVEIRA/OBSERVADOR

Minutos antes destas conversas intermitentes com a polícia, deflagrou um foco de incêndio junto a contentores do lixo nas imediações da praça

8h. Mais de mil pessoas detidas nos protestos em França

18 October 2026 at 08:12
O dia de ontem ficou marcado por muita violência, sobretudo nas cidades de Paris, Lyon e Marselha. Ainda, os manifestantes pela Habitação não arredaram pé, e pernoitaram nas ruas de Lisboa e do Porto.

7h. Manifestações. Centenas pernoitaram nas ruas

18 October 2026 at 07:13
Os manifestantes recusaram-se a abandonar e pernoitaram em tendas na Estação do Rossio, Lisboa, e na Praça Dom João I, Porto. Ainda, milhares de pessoas protestaram também em toda a Europa.

6h. Centenas continuam nas ruas pelo direito à habitação

18 October 2026 at 06:16
Manifestantes recusaram-se a abandonar as concentrações e pernoitam nas tendas instaladas nas duas cidades. Ainda, ministro da Habitação garante que Governo vê protestos "com enorme preocupação".

"É para aguentar." A primeira noite de acampada em Lisboa

18 October 2026 at 04:39
Quando as primeiras tendas foram montadas no Rossio ninguém arriscava dizer até quando ficava. No limite de hora legal formava-se um cordão para "aguentar" de forma "pacífica".

© DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

4h. Acampadas no Porto e em Lisboa prolongam-se madruga fora

18 October 2026 at 04:14
Os manifestantes recusaram-se a desmobilizar e vão pernoitar nas tendas instaladas nas duas cidades. Ainda, ministro da Habitação garante que o Governo vê os protestos "com enorme preocupação".

3h. "Acampada" no Rossio. PSP não tenciona intervir

18 October 2026 at 03:18
No local permanecem centenas de manifestantes, com tendas instaladas em pleno centro da capital. Ainda, Milhares em protesto em França, Itália, Bélgica e Albânia contra o aumento do custo de vida.

2h. PCP acusa Governo de agravar problema da habitação

18 October 2026 at 02:14
Paulo Raimundo considera que nova lei do arrendamento vai agravar problema e acusa PM de ser egoísta. Ainda, Pedro Duarte deslocar-se à Praça D. João I, mas garante diálogo.

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