Chama-se cinetose, e é causada por “uma discrepância entre os sinais sensoriais”. Nos elétricos, o enjoo de movimento pode ser mais percetível. Lola pede ao namorado que encoste o carro. Quarenta minutos depois do início da viagem, sente náuseas e vomita, no chão, ao lado do veículo. Aos 24 anos, nunca tinha sofrido de enjoos de movimento até o namorado ter comprado um carro elétrico, há dois anos. Desde então, sente muitas náuseas quando ele a leva em viagens longas de carro, em Inglaterra. A situação tornou-se tão grave que Lola chegou a pedir ao namorado que trocasse de carro.
Com a aproximação da época de maior circulação de vírus respiratórios, começam as marcações para a vacinação anual contra a gripe. A vacina estimula o sistema imunitário a desenvolver proteção contra os vírus da gripe. Embora não impeça todos os casos de infeção, reduz o risco de contrair a doença e pode diminuir a gravidade dos sintomas e a probabilidade de complicações. A vacinação contribui também para proteger as pessoas com maior risco de doença grave, nomeadamente os adultos com 65 ou mais anos, as crianças pequenas e as pessoas com determinadas doenças crónicas. Segundo a Discover Magazine, alguns hábitos
As sociedades Jōmon em Kyushu nem colapsaram por completo nem simplesmente sobreviveram à erupção Kikai-Akahoya. Após a catástrofe, migraram para norte — e levaram os seus brincos de pedra com eles. Quando há 7.300 anos o vulcão submarino Kikai decidiu acordar, as comunidades pré-históricas da ilha japonesa de Kyushu passaram por uma das maiores erupções vulcânicas do Holocénico, Os arqueólogos assumiram que a catástrofe tinha dizimado as populações de caçadores-recoletores da região. Mas um novo estudo sugere agora que talvez não tenha sido bem assim. Situado a cerca de 30 quilómetros de Kyushu, sob as águas do Mar da China
O que acontece quando os cientistas começam a mexer no cérebro, o próprio sistema através do qual os estados mentais de um animal se traduzem em comportamento? Num estudo publicado na Nature, uma equipa de cientistas implantou organoides cerebrais humanos nos cérebros de ratinhos vivos. Com o tempo, estas pequenas estruturas simplificadas, desenvolvidas a partir de células estaminais humanas, desenvolveram-se e integraram-se no sistema nervoso dos ratinhos. Transplantar organoides feitos de células humanas para animais, incluindo para os seus cérebros, não é novidade, escreve Mackenzie Graham, investigador da Universidade de Oxford, num artigo no The Conversation. Mas as experiências anteriores
Uma nova descoberta revela como as plantas se protegem dos micróbios presentes na matéria em putrefação. As plantas parecem imóveis: não saltitam, não voam. E nunca as vimos a andar por aí. nem andam por aí — isto é, se não contarmos com Groot ou os Ents. Mas são personagens de ficção. Isso não quer dizer, porém, que as plantas não se mexam. Estes organismos dobram as raízes e os rebentos em resposta a estímulos como a água, a luz, o sal e a gravidade. Estes movimentos, chamados tropismos, são essenciais para a sobrevivência das plantas. Agora, os investigadores descobriram
Resíduos de plástico transformados conseguiram reter quase 60% do seu peso em água — até 20% num ambiente de deserto. Embalagens de plástico, CDs antigos e até peças de LEGO estão a ganhar uma segunda vida. Investigadores da Universidade de Viena desenvolveram um método para os transformar em materiais capazes de captar água da atmosfera, até mesmo em regiões muito secas. A esponja produzida a partir de poliestireno usado conseguiu reter quase 60% do seu peso em água, quando exposta a ar húmido. Mesmo em condições semelhantes às de um deserto, conseguiu captar cerca de 20%. A água recolhida, segundo um
As diferenças químicas no manto profundo são relíquias da cristalização do planeta a partir de uma bola de magma, ou prova de que o núcleo e o manto trocam substâncias desde tempos imemoriais? A Terra primitiva era uma capa de álbum de heavy metal: uma bola derretida coberta por um oceano global de lava, a cuspir gases letais enquanto era fustigada pelas rochas espaciais em chamas do nascimento violento e caótico do Sistema Solar. Ao longo dos 4,5 mil milhões de anos de agitado tempo cosmo-geológico que se seguiram, acalmou um pouco, o que permitiu o aparecimento dos humanos, dos
Edifício ficava na Etiópia, construído há cerca de 2.800 anos. Estudo recorreu a simulações informáticas para avaliar a resistência das suas paredes. Um palácio construído há cerca de 2.800 anos no norte da Etiópia poderá ter tido capacidade estrutural para suportar até 19 andares, segundo um estudo que recorreu a simulações informáticas para avaliar a resistência das suas paredes. O edifício, conhecido como Grat Be’al Gibri, fica na antiga cidade de Yeha, nas terras altas do norte da Etiópia. Com uma área aproximada de 60 por 60 metros, é considerado o maior complexo palaciano conhecido da sua época na África
Tem meio metro de altura e mais de dois quilos. A sua família terá nascido há 65 milhões de anos, logo a seguir ao impacto que extinguiu os dinossauros — quando as florestas ficaram cheias de madeira morta para decompor. Nas profundezas das florestas de Yunnan, na China, uma equipa de cientistas da China, da Tailândia e do México descobriu um “fungo gigante” que desafia aquilo que sabíamos sobre o tamanho que um fungo pode atingir. A nova espécie Dianjunus rex, que cresce até 50 cm de altura e pesa até 2,2 kg, forma por si só um novo género
Uma nova startup do setor dos biomateriais está a aproveitar as folhas caídas que as cidades recolhem todos os outonos para desenvolver novos materiais plásticos. A Perennial Polymers utiliza componentes naturais das folhas para desenvolver um material de base biológica concebido para se biodegradar. Esta abordagem poderá, no futuro, permitir produzir bioplásticos a um custo inferior ao de algumas alternativas existentes. “Passei cera de 12 anos no setor dos biomateriais e pude observar de perto os desafios que este enfrenta, sobretudo em termos económicos”, afirmou Nathan Noyes, fundador da Perennial Polymers. “Duas das principais razões pareciam ser a dependência de
Num punhado de animais, os tumores podem transmitir-se como doenças infecciosas ou parasitas, a contrariar as ideias arrumadas da ciência Os seres humanos, pelo menos para já, têm só um mundo. E o mesmo acontece com a maioria dos cancros, presos no corpo onde nasceram, a multiplicar-se até esgotarem os recursos. Depois, diz Joel Brown, ecólogo evolutivo no Moffitt Cancer Center, em Tampa, na Florida, “morrem com o seu planeta“. Mas há alguns cancros que deram o grande salto. Colonizaram novos hospedeiros e espalharam-se por populações de animais como parasitas contagiosos. Estes “cancros transmissíveis” foram encontrados em diabos-da-tasmânia, cães, amêijoas
Os polos da Terra deslocaram-se surpreendentemente depressa durante a era dos dinossauros. Por cá, ninguém notou. Mas as marcas ficaram. A posição dos polos geográficos da Terra mudou várias vezes nos últimos 320 milhões de anos, num processo chamado deriva polar verdadeira. Como é que o sabemos? Pelas marcas deixadas por antigas subidas e descidas do mar, elas próprias resultado do deslocamento da crosta em relação ao eixo de rotação do planeta. No episódio mais recente, há “apenas” 10 a 20 milhões de anos, os polos chegaram a mover-se até 0,6 graus por milhão de anos. Mais depressa do que
Supercolónias de formigas estão presas numa guerra sem fim, que mata milhões e milhões por mês. O conflito tem estranhas semelhanças com a guerra humana. Em San Diego, uma guerra violenta entre supercolónias de formigas rivais arrasta-se há décadas. O conflito decorre a uma escala muito mais minúscula, mas as semelhanças sombrias com a guerra humana têm surpreendido alguns cientistas. As formigas-combatentes em questão são as formigas-argentinas que, como o nome sugere, são originárias da América do Sul, não da Califórnia, conta o IFLScience. A espécie (Linepithema humile) é muito territorial e propensa a atacar outros insetos. Usa as antenas
Supercolónias de formigas estão presas numa guerra sem fim, que mata milhões e milhões por mês. O conflito tem estranhas semelhanças com a guerra humana. Em San Diego, uma guerra violenta entre supercolónias de formigas rivais arrasta-se há décadas. O conflito decorre a uma escala muito mais minúscu
Doentes operados têm menos incapacidade e mais qualidade de vida. Estudo da FMUP é pioneiro e aborda a cirurgia bariátrica. A cirurgia bariátrica, ou metabólica, é recomendada para pessoas com índice de massa corporal (IMC) igual ou superior a 40 kg/m² e pessoas com IMC superior a 35 kg/m² com doença associada – diabetes tipo 2, hipertensão ou apneia do sono; ou então quando as abordagens não cirúrgicas não permitiram obter uma perda de peso sustentada ou uma melhoria clínica. Para situações de excesso de peso sem obesidade, a cirurgia metabólica não é a opção habitual. Agora, um estudo pioneiro
O Evereste talvez seja hoje o rei do planeta, mas já alguma vez a Terra ergueu da sua superfície uma montanha maior? Às vezes, erguer picos altíssimos dá muita luta. E haverá acontecimento mais estrondoso do que o choque de placas continentais? Estes amontoados geológicos deram origem a algumas das maiores e mais altas montanhas do planeta, incluindo o Evereste e os seus vizinhos dos Himalaias. Mas terá existido alguma vez um pico mais alto do que o Evereste, que se ergue a 8.849 metros acima do nível do mar? A resposta continua a ser um mistério. Mas há pistas
Um dente incisivo inferior de um neandertal que viveu há cerca de 75 mil anos no atual Curdistão iraquiano apresentava uma fratura longitudinal que lhe tinha destruído aproximadamente metade da coroa. O indivíduo continuou a utilizar o dente depois da fratura. O tártaro dentário acumulou-se sobre a superfície fraturada e o desgaste foi arredondando a margem de corte do dente, indícios de que sobreviveu à lesão durante algum tempo. Os restos mortais deste neandertal, identificado como Shanidar A, fornecem pistas sobre as condições em que viveu e sobre a forma como poderá ter sido tratado pelos seus companheiros, tanto em
Uma nova análise canadiana conclui que a hora padrão permanente é a melhor opção para a saúde caso as mudanças sazonais de hora sejam abolidas, uma vez que preserva o acesso mais cedo à luz da manhã. A Colúmbia Britânica adotou o horário de verão permanente em março. Alberta e os territórios do noroeste também adotaram o horário de verão durante todo o ano e não irão alterar a hora em novembro. Nos EUA, a Câmara dos Representantes aprovou, a 14 de julho, um projeto de lei para tornar o horário de verão permanente, tendo este sido remetido a uma
A ordem por que comemos pode ajudar a travar os picos de açúcar no sangue. Num estudo em ratinhos, dar azeite antes dos hidratos reduziu de forma acentuada a subida da glicemia que costuma seguir-se a uma refeição, até em animais com diabetes tipo 2. E mostrou como hormonas e nervos se juntam para produzir esse efeito. Manter o açúcar sob controlo depois de comer é uma parte importante do tratamento da diabetes. Vários estudos clínicos já tinham mostrado que comer legumes, proteína ou gordura antes dos hidratos ajuda a limitar essas subidas. Mudar a ordem dos alimentos numa refeição
Estamos mais perto do que nunca da fusão nuclear. O Sol, no centro do nosso Sistema Solar, é uma grande demonstração do poder da fusão nuclear: temperaturas e pressões altíssimas que fundem núcleos de hidrogénio em núcleos de hélio, a libertar uma enorme quantidade de energia pelo caminho. Se conseguirmos pôr as mesmas reações a acontecer na Terra, a fusão nuclear pode desencadear uma revolução de energia abundante e sem carbono. Mas recriar uma estrela dentro de um laboratório está a revelar-se tão difícil como seria de esperar. Agora, investigadores da Universidade de Princeton publicaram um estudo na Physical Review
Não, não estamos a falar do Quarto Minguante. É verdade, a Lua está a encolher (e a rachar). E os astrónomos já sabem a que velocidade está a contrair-se. Estas variações só são detetáveis por observações de satélite ou pelos mais sensíveis instrumentos . Mas têm uma consequência: podem ocorrer sismos lunares em qualquer ponto da superfície da Lua e a qualquer momento. Num novo estudo, uma equipa de investigadores usou dados do Lunar Reconnaissance Orbiter (LROC) da NASA, que durante mais de 17 anos recolheu milhões de imagens da superfície lunar. A equipa, liderada por Thomas Watters, geólogo planetário