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Queda de desmatamento no Brasil gera R$ 1,16 trilhão à economia global

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A redução do desmatamento na Amazônia brasileira e no Cerrado desde 2023 pode ter rendido ganhos de cerca de R$ 1,16 trilhão para a economia mundial. Desse total, até R$ 192 bilhões corresponderiam a danos climáticos evitados para a própria economia brasileira.

A constatação faz parte de um estudo do economista Bráulio Borges, publicado esta semana pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), um think tank (centro de estudos) da Fundação Getulio Vargas (FGV).

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Para chegar à conclusão, o especialista comparou o desmatamento dos dois biomas no período de 2019 a 2022 e os comparou com os de 2023 a 2026.

A análise já leva em conta os dados divulgados na última sexta-feira (16) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), órgão vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

De acordo com o Inpe, de agosto de 2025 a julho de 2026, o desmatamento caiu 41,8% na Amazônia e 23,8% no Cerrado. A área desmatada na Amazônia ficou em 3.335 km², a menor desde 1998. No Cerrado, os 5.516,69 km² representam a menor extensão desde 2001.

O estudo revela que, de 2019 a 2022, a área desmatada nos dois biomas chegou a 78,9 mil km². Já de 2023 a 2026, 56,7 mil km². O dado representa que cerca de 22,3 mil km² (21 mil km² na Amazônia e 1,4 mil km² no Cerrado) deixaram de ser desmatados, uma área um pouco maior que Sergipe (21,9 mil km²).

O pesquisador explica que a comparação é feita como se o nível de desmatamento dos quatro anos anteriores fosse mantido no mesmo ritmo.

Ele ainda esclarece que os dados do Inpe consideram os períodos de 12 meses terminados sempre em julho.

Há cerca de quatro anos, um levantamento semelhante de autoria dele revelou que o “forte aumento” dos desmatamentos e das emissões de GEE em 2019-22, comparativamente à extrapolação do nível observado em 2018, havia gerado um prejuízo para a economia mundial da ordem de R$ 1,22 trilhão (a preços daquele momento).

Emissão de gases

Bráulio Borges utilizou modelos para estimar a emissão de gases do efeito estufa (GEE) no período e o valor monetário dos danos causados.

Os cálculos apontaram que a redução do desmatamento evitou 1,49 bilhão de toneladas de emissões de GEE no período de 2023 a 2026.

Os GEE, entre eles o dióxido de carbono (CO₂), conhecido como gás carbônico, são liberados durante queimadas, contribuindo para o aquecimento global e as mudanças climáticas. Florestas em pé funcionam como reservatórios de carbono, armazenado na vegetação e nos solos.

O levantamento utiliza uma estimativa chamada Custo Social do Carbono (CSC), uma forma de calcular em valores monetários o impacto negativo das emissões.

Com base em estudos de outros autores, o pesquisador do Ibre chegou à média ponderada de um CSC de US$ 145 por tonelada de CO₂, no chamado cenário central.

Valor dos danos evitados

Bráulio Borges utilizou os dados de área que deixou de ser desmatada e CSC para estimar que a floresta em pé gerou R$ 1,16 trilhão em valor econômico dos danos climáticos globais que teriam sido evitados.

Uma estimativa mais conservadora aponta que esse benefício seria de R$ 621 bilhão, enquanto o cenário mais otimista leva a cifra a R$ 9,8 trilhões.

Trazendo os números para o Brasil, o estudo projeta benefícios de R$ 67 bilhões a R$ 192 bilhões.

“Em ambos os casos, trata-se de um benefício que se materializa majoritariamente sob a forma de danos evitados, menos perdas de safras, menor estresse térmico sobre a produtividade do trabalho, menos eventos extremos, entre outros”, descreve o economista.

Rios voadores

O pesquisador acrescenta que a estimativa não incorpora os efeitos diretos e regionais que o desmatamento da Amazônia exerce sobre o regime de chuvas, a temperatura e a disponibilidade de água no território brasileiro.

O analista contextualiza que a economia brasileira tem “enorme dependência” do insumo água/chuvas para geração hidrelétrica, agropecuária, abastecimento urbano etc.

Ele se utiliza de diversos estudos para assinalar valores aos chamados “rios voadores”, as correntes de umidade que, alimentadas pela evapotranspiração da floresta, transportam vapor d’água para o Centro-Oeste, o Sudeste e o Sul do país”.

Há pesquisas, cita o estudo, que fazem relação entre aumento de desmatamento e diminuição de chuvas proporcionadas pelos rios voadores.

“Valorando essa água pelo preço da água utilizada para irrigação na agricultura, os autores estimam que a chuva gerada pela Amazônia brasileira vale cerca de US$ 20 bilhões por ano, ou aproximadamente US$ 60 por hectare de floresta ao ano”, conclui Borges.

“A redução dos desmatamentos não é incompatível com a expansão da produção agropecuária, até porque, o próprio agronegócio é um dos principais beneficiários da chuva gerada pela floresta”, observa.

Borges ressalta que, diferentemente das emissões de GEE evitadas, o ganho capturado pelos rios voadores é constante, se repete indefinidamente enquanto a floresta permanecer em pé.

O economista pondera que os benefícios são ainda maiores, uma vez que não entram no cálculo os ganhos para a geração hidrelétrica, a navegação fluvial, a redução dos incêndios, a biodiversidade e o abastecimento urbano.

“O Sistema Cantareira, em São Paulo, está na rota dos rios voadores”, lembra. 

Sem remuneração

Bráulio Borges conclui que os benefícios globais gerados pelo fato de as florestas permanecerem em pé no Brasil são maiores que a remuneração que o país recebe de entidades internacionais e outros países.

Segundo ele, mecanismos como o Fundo Amazônia (que recebe doações de dentro e de fora do país), o mercado de crédito de carbono (compensação financeira para quem não emite ou captura GEE) e o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), lançado pelo Brasil na COP30, em Belém, no ano passado, vão na direção correta de monetizar a floresta em pé.

“Mas os valores envolvidos ainda são uma fração muito pequena dos ganhos estimados aqui”, pondera.

Sugestão

O economista sugere que formuladores de políticas públicas passem a incorporar explicitamente o conceito de Custo Social do Carbono nas análises de custo-benefício de políticas.

“Isso vale para obras de infraestrutura na Amazônia, para o planejamento da expansão do setor elétrico e para a calibração de tributos e subsídios. Sem isso, continuaremos tomando decisões com base em uma contabilidade que enxerga apenas metade do balanço”, diz. 

Captação de água Mina Cortiças sujeita a medidas de proteção

20 October 2026 at 17:38
Ministério do Ambiente determinou que a captação de águas Mina Cortiças, que abastece 200 habitantes, será sujeita a medidas de proteção salvaguardando o abastecimento público para consumo humano.

O terreno abrangido pelas zonas de proteção imediata será vedado e mantido limpo de quaisquer resíduos, produtos ou líquidos que possam provocar infiltração de substâncias indesejáveis para a qualidade da água

Madeira investe em recarga de areia para travar erosão

20 October 2026 at 17:37
O projeto começou a 18 de outubro com a chegada ao Porto Santo de uma draga, vai ser faseado até novembro e tem acompanhamento técnico e ambiental, além de monitorização dos resultados até 2028.

© HOMEM DE GOUVEIA/LUSA

Na primeira etapa da empreitada está prevista a dragagem de 75 mil metros cúbicos de sedimentos do porto que vão ser depositados na zona submersa da praia, entre a Central Dessalinizadora e o cais do Porto Santo

Açores aprovam reforço da proteção animal

20 October 2026 at 17:37
Pacote de medidas apresentado pelo PAN para reforçar a proteção e o bem-estar dos animais de companhia, foi publicado esta terça-feira em Diário da República, por unanimidade no Parlamento açoriano.

© AFP via Getty Images

Uma das iniciativas previstas é a criação de uma rede colaborativa com associações de proteção animal, municípios, médicos veterinários e centro de recolha oficial de animais, para gestão dos animais errantes

Projeto prevê que drones chegam a fogos em 10 minutos

20 October 2026 at 15:22
Ministro da Agricultura diz que os meios de combate a incêndio e as autoridades demoram em média 30 minutos a chegar e que o projeto-piloto visa uma intervenção "quase imediata".

© PAULO NOVAIS/LUSA

Os primeiros testes devem ser realizados daqui a um ano, sendo que o projeto prevê a utilização de enxames de drones com capacidade para transportar até 50 quilogramas de líquido retardante e intervir na fase inicial de um potencial incêndio

Los indígenas semai luchan contra la fiebre de las tierras raras en Malasia

20 October 2026 at 15:00

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© Fabio Polese

Pos Lanai, un asentamiento indígena en el Estado malasio de Pahang, parece ajeno al mundo moderno. La única forma de llegar es en barco, remontando el río Telom entre paredes de selva tropical y aguas turbias. Durante casi una hora, el ruido del motor acompaña el trayecto. Luego, la embarcación reduce la velocidad frente a unas casas de madera construidas justo sobre la orilla del río. La aldea es el hogar de los semai, uno de los principales grupos de los Orang Asli, los pueblos indígenas de Malasia peninsular. Pero este es, también, un territorio en disputa. Bajo el suelo del Estado de Pahang se encuentra una de las mayores reservas de tierras raras de este país del Sudeste Asiático. Desde 2021, los semai luchan porque el Estado les reconozca la posesión de estas tierras y les consulte cuando se presenten proyectos mineros. Ahora, una nueva amenaza se cierne sobre el territorio: el Gobierno de Malasia ha firmado acuerdos de cooperación en materia de minerales críticos con países como Estados Unidos y Japón.

© Fabio Polese

Pos Lanai se encuentra dentro de la Reserva Forestal de Ulu Jelai, conectada a la Espina Dorsal Forestal Central, el vasto corredor ecológico que se extiende a lo largo de Malasia peninsular. Se trata de uno de los ecosistemas más importantes del país, hogar de numerosas especies animales, entre ellas los elefantes asiáticos y el tigre malayo, en peligro crítico de extinción. Yunus bin Sebel, de 57 años, el jefe de la aldea, habla despacio, sin apartar nunca la mirada del Telom. “No estamos acostumbrados a vivir en ningún otro sitio”, dice el hombre que aparece en esta fotografía. “Nuestro sustento proviene del río, la agricultura y el bosque. Si perdiéramos esta tierra, también perderíamos los cimientos de nuestras vidas”. Para los semai, esta tierra es donde vivieron sus antepasados. Aquí aprenden a cazar, pescar, cultivar y recolectar productos del bosque.

© Fabio Polese

Bajo este bosque hay yacimientos de tierras raras. Se calcula que Malasia alberga hasta 16 millones de toneladas de estos elementos esenciales para la fabricación de imanes para vehículos eléctricos, aerogeneradores, semiconductores y numerosas tecnologías militares. En 2021, los habitantes del pueblo descubrieron que más de 660 hectáreas de bosque situadas aguas arriba del Telom habían sido destinadas a un proyecto de extracción de tierras raras. Según la comunidad, el emplazamiento propuesto se superpone a parte de su territorio ancestral e incluye las cabeceras de las que depende el río. Por este motivo, llevaron el caso ante el Tribunal Superior de Temerloh, solicitando el reconocimiento oficial de sus tierras y que no se autorizaran nuevas concesiones sin consultarles previamente. El caso está a la espera de sentencia.

© Fabio Polese

“Si este proyecto sigue adelante, el impacto será enorme”, afirma Jeffrey bin Hassan, de 39 años, presidente del Grupo de Trabajo de Pos Lanai para la Protección de las Tierras Consuetudinarias. “Puede que presenten estudios en los que se afirme que la calidad del agua seguirá siendo buena, pero las consecuencias a largo plazo para el río y el medio ambiente serían inevitables”, agrega el hombre, que aparece en esta fotografía. En 2021, el Departamento de Medio Ambiente de Malasia rechazó los términos de referencia para la evaluación de impacto ambiental. Esto impidió que el proyecto siguiera adelante, pero no revocó la autorización concedida por el Gobierno del estado de Pahang en 2019. El proyecto, en la práctica, ha quedado en suspenso.

© Fabio Polese

Bin Hassan abre una carpeta gastada llena de mapas. Uno a uno, los extiende por el suelo de una pequeña cabaña del pueblo, trazando las líneas con el dedo. Algunos muestran coordenadas GPS, mientras que otros están cubiertos de notas escritas a mano. Son el resultado de semanas de caminatas por el bosque junto a otros miembros de la comunidad. “Para documentar nuestro territorio, nos dividimos en dos grupos”, explica. “Cada uno de nosotros llevaba un dispositivo GPS. Cruzamos arroyos, subimos colinas y seguimos los límites que nos habían mostrado los ancianos”. “Mi bisabuela señalaba una colina y decía que pertenecía a nuestra aldea. La siguiente, decía, pertenecía a otra comunidad. Seguimos esas historias y las convertimos en un mapa para presentarlo ante los jueces. Así es como demostramos que llevamos siglos viviendo aquí”. Esos mapas se encuentran ahora entre las principales pruebas presentadas ante el Tribunal Superior de Temerloh.

© Fabio Polese

Para la comunidad es urgente obtener el reconocimiento de sus tierras. Desde hace años, Estados Unidos ha intentado reducir su dependencia de China, que controla gran parte de la cadena de suministro mundial, y ahora busca en Malasia nuevas fuentes de tierras raras. Según la Agencia Internacional de la Energía, en 2024 China representaba el 60% de la producción mundial extraída de tierras raras magnéticas, el 91% de la producción refinada. En octubre de 2025, Washington y Kuala Lumpur firmaron el Acuerdo de Comercio Recíproco (ART), que también incluye la cooperación en materia de minerales críticos y elementos de tierras raras, con el objetivo de desarrollar nuevas cadenas de suministro como alternativa a las controladas por Pekín. Este agosto, además, el viceministro de Recursos Naturales y Sostenibilidad Ambiental, Syed Ibrahim Syed Noh, ha reconocido que que el Gobierno estaba considerando permitir determinadas exportaciones de tierras raras sin procesar, levantando una prohibición vigente desde 2024.

© Fabio Polese

“Nuestro temor”, afirma Sivarajan Arumugam, miembro del Parti Sosialis Malaysia y activista del movimiento Save Pos Lanai, “es que la creciente demanda internacional acelere la concesión de licencias mineras. Las comunidades indígenas nunca han participado en el proceso de toma de decisiones. Solo se enteraron de ello a través de los periódicos”. “El proyecto implica el uso de una técnica conocida como lixiviación in situ, que consiste en inyectar soluciones químicas en el suelo para separar los elementos de tierras raras de los minerales circundantes”, añade Sivarajan. La contaminación, asegura, llegaría al sistema hídrico del que depende toda la comunidad. “El río, los peces, las tierras de cultivo y el bosque se verían afectados. Todo su modo de vida quedaría destruido”.

© Fabio Polese

No es la primera vez que Pos Lanai ha tenido que defender su territorio. Tras años de protestas y acciones legales, en octubre de 2018 el Gobierno malasio canceló el proyecto de la presa de Telom, que habría inundado el pueblo y unas 7.600 hectáreas de bosque. “Pensábamos que esa sería la batalla más dura. Pero luego llegó la noticia sobre esta mina”, afirma Arumugam.

© Fabio Polese

Mustafar bin Atok, de 57 años, está sentado a la sombra de su porche mientras el Telom fluye a solo unos metros más abajo. De vez en cuando interrumpe su relato para señalar hacia el río. “Cuando era joven, bastaba con lanzar una red para pescar un montón de peces”, dice. “Ahora, muchas especies se han vuelto difíciles de encontrar”. Atribuye parte de estos cambios a las numerosas presas construidas a lo largo de los años en las Tierras Altas de Cameron, aguas arriba de la cuenca del río.

El atardecer cae lentamente sobre el Telom. Los niños siguen zambulléndose en el agua, ajenos a las vistas judiciales, a las licencias mineras y a los acuerdos comerciales firmados lejos de allí. Para los habitantes de Pos Lanai, el tiempo parece medirse ahora por la espera de una decisión del Tribunal Superior de Temerloh, una decisión que podría determinar el futuro de su modo de vida.

Dal flop-capolavoro di Tom Cruise al nuovo Ragione e Sentimento: i film da vedere ora

20 October 2026 at 14:04

Si può misurare il valore di un film esclusivamente dal suo incasso? Commercialmente è di sicuro un indicatore fondamentale, ma guai, in ogni caso, considerarlo l’unico. Ci sono film altamente preziosi per contributo artistico e pregnanza dei messaggi, che però vengono snobbati dal pubblico, quindi esclusi da grandi incassi. Prendiamo Digger, che purtroppo è entrato a far parte di questo controverso pantheon. Flopparono, in ordine sparso, anche cult e capolavori storici come Fight Club, Il Mago di Oz, Le Ali della Libertà, La Cosa, Blade Runner e Citizen Kane. Il flop del momento diretto dal Premio Oscar Alejandro González Iñárritu, prodotto con 125 milioni di dollari, finora ne ha incassati solo 41 mln, risultato matematicamente tragico, sì, ma c’è di più.

Con la vicenda del petroliere miliardario artefice del disastro ambientale definitivo a coronamento dei cambiamenti climatici, Tom Cruise offre la sua performance più ricca e sublime, e insieme al Presidente Usa fittizio e gravemente ammalato di John Goodman sarà probabilmente in lizza agli Oscar 2027. A parte cast luminoso su carta e perfetto in scena, il regista utilizza uno schema da metateatro che parte dal suo Birdman e va su lungo un’iperbole narrativa che fino al culmine non smette di puntarci il dito. Digger ci dice in maniera sobria e spietata che il disastro è una nostra responsabilità. Colpa di certe élite di potere economico e politico, ma anche nostra perché negli anni abbiamo sorseggiato qualsiasi frottola. Film urticante anche per le coscienze di tanti critici. Non a caso l’ascesa di Digger, audace vecchietto gattaro più egoista di uno Scrooge, cavalca la sua “bomba” come uno Stranamore di Kubrik, e ascende come un Kane di Welles. Ma questo nuovo riccone sventola l’antica pala del nonno per fare la morale sullo scavare per il petrolio, con l’ipocrisia del suo nomignolo Digger (scavatore in inglese). Paradossale l’insuccesso economico del film rientra in un periodo storico oggettivamente preoccupante dove anche il popolo si spaventa, e il pubblico latita perché forse di moniti da aggiungere alla propria paura non ne vuol sentire. Audacemente controversa e tragicamente autorionica la realtà di fatto: il film è di un messicano, mentre lo interpreta da mattatore assoluto un illustre statunitense che fa parte di una setta. Viva il Maestro Iñárritu, viva Digger e viva pure l’Arte di Cruise!

Tornando in Italia c’è un’altra opera controversa e importante, anche per l’ottimo cast. L’estranea di Paolo Strippoli ha un ritmo e una struttura narrativa decisamente horror. Ma non è esattamente questo. Chiamamola un non-horror questa crescente tragedia famigliare che vede una ricca madre di famiglia ricattata da una donna luciferina in vari momenti difficilissimi. Ricorda per tensione e temperatura il primo Omen e Rosemary’s Baby. Grazie a una sapiente opera di comunicazione è stato spinto come drammatico, perché l’horror in Italia è sempre considerato di serie B, ma in fondo è servito a renderlo rappresentante italiano per la corsa alla nomination Oscar per il Miglior film straniero. Strada ancora lunghissima che forse sarebbe stata più adatta a Gioia mia di Margherita Spampinato. Ma conta poco. Il nuovo lavoro dell’autore barese ci distende su un’ascesa nel Male attraverso tentazioni di vita o di morte. Ha il bell’ardire di soppesare continuamente la nostra anima con quella della madre ricattata – una matura Jasmine Trinca – da una Valeria Bruni Tedeschi inedita, sottilmente diabolica, come l’insospettabile Bene ricercato nel danno minore. L’estranea, come Digger, è uno di quei film che fanno parlare e discutere a fine visione.

Con Primetime invece scendiamo negli inferi morali di una tivù americana sfacciata e a caccia di spettacolarità senza freno. Dietro alla morale dello smascherare predatori sessuali pedofili in diretta televisiva, il giornalista senza scrupoli di Robert Pattinson divora odiens e tappe in carriera, ma il prezzo da pagare per l’ambizione sarà sorprendente e altissimo. Qui in reference potrebbe aiutarvi Nightcrawler, ma il viaggio tra i riflettori più oscuri del successo televisivo ordito da Lance Oppenheim e prodotto da A24 graffia subdolo quanto i suoi personaggi, mostrandoci nuovi nessi perversi tra predatori e giustizieri. Istant movie feroce e sfidante.

Prima dell’ultimo titolo alleggeriamo in ironia il nostro cammino, stavolta, con il film bonus Street Fighter, di Kitao Sakurai. Ennesima messa in scena cineamatografica del celebre videogioco del 1987, ma forse stavolta si è imbroccata la strada giusta. Siam sempre sul livello di un “film di menare”, si dice in gergo nerd, quindi non aspettatevi illuminazioni particolari. I personaggi delle primissime versioni dei videogame originali prendono vita in una storia organica e sensata, seppur sviluppata con troppi dialoghi deliranti e anabolizzati di testosterone da far sorridere, ma fa parte di questo gioco. Soprattutto può essere nostalgico amarcord per gli ex-ragazzi oggi quarantenni e cinquantenni del pubblico, che quel gioco lo conobbero bene fuori casa tra sale giochi in lire e gettoni, e al computer di fronte alla televisione catodica, caricandolo su cassetta. Forse suonerà come arabo per i lettori millenial, ma googolate pure. Intrattenimento scacciapensieri, coloratissimo e allegramente pacchiano e muscolare. Tra i protagonisti anche il rapper 50 Cent, nei panni di Mike, il simil-Tyson elettronico dei suoi anni più gloriosi.

Chiudiamo con uno sguardo a Ragione e Sentimento, altra ennesima versione da grande schermo, davvero pregiata e moderna nella sua rappresentazione del romanzo originale di Jane Austen. Riuscendo in un miracolo simile a quello del Piccole Donne di Greta Gerwig, l’opera seconda di Georgia Oakley aggiunge un pizzico di vibrazioni emotive tra le due donne complici e sorelle interpetate da Daisy Edgar-Jones e Esmé Creed-Miles. Di entrambe sentiremo parlare molto, perchè sono attrici prodigiose. Ma pure il resto del cast è monumentale nel lavoro fatto, insieme a una magnifica messa in scena che potremmo sentire nominata divere volte ai prossimi Oscar. Consigliatissimo anche agli uomini per capire meglio le signore. Esce in sala il 25 ottobre. #PEACE

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Estiagem: governo federal reconhece emergência em municípios do Amapá

20 October 2026 at 12:34

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O governo federal reconheceu nesta terça-feira (20) situação de emergência em 14 municípios do Amapá em decorrência da estiagem. O estado tem 16 cidades, ao todo.

A Portaria nº 3.595, da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, considera decreto do governo do Amapá, que trata da situação provocada pela falta de chuva.

O texto cita os seguintes municípios:

  1. Amapá;
  2. Calçoene;
  3. Ferreira Gomes;
  4. Itaubal;
  5. Laranjal do Jari;
  6. Macapá;
  7. Mazagão;
  8. Oiapoque;
  9. Pedra Branca do Amapari;
  10. Porto Grande;
  11. Pracuúba;
  12. Santana;
  13. Serra do Navio;
  14. Vitória do Jari.

Recursos 

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Em outras duas portarias, publicadas nessa segunda-feira (19), o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional autorizou a transferência de R$ 4,1 milhões para ações de Proteção e Defesa Civil no estado.

O governo do Amapá receberá R$ 3,18 milhões, enquanto o município de Tartarugalzinho terá R$ 945,8 mil. 

Os recursos serão destinados, em parcela única, a ações de resposta à estiagem e outros desastres. O prazo estabelecido para uso dos recursos é de 180 dias.

Chuvas permanecem intensas nas regiões Norte e Nordeste

20 October 2026 at 12:00

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A Zona de Convergência do Atlântico Sul permanece atuando sobre as regiões Norte, Nordeste e parte do Centro-Oeste, nesta terça-feira (20), informa o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

As chuvas se concentram principalmente no Amazonas, Acre, Roraima, Rondônia, centro-sul do Pará, norte e noroeste de Mato Grosso, Tocantins, centro-sul do Maranhão, oeste do Piauí e oeste e sul da Bahia.

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Na Região Norte, um aviso amarelo de perigo potencial alerta para chuvas intensas no Acre, no centro e norte de Rondônia, no Amazonas, no oeste e sul de Roraima, no centro e sul do Pará e no Tocantins. Também pode chover de forma isolada no Amapá.

Nas capitais, a temperatura permanece elevada, com mínima de 23°C em Rio Branco e máxima que pode chegar a 37°C em Boa Vista.

No Nordeste brasileiro, há aviso laranja de perigo para grandes acumulados de chuva no sul da Bahia, incluindo a região de Porto Seguro.  Outro aviso amarelo de perigo potencial alerta para chuvas intensas no centro e sul do Maranhão, no centro e sul do Piauí, no sudoeste de Pernambuco e em grande parte da Bahia.

Pode chover de forma isolada no noroeste do Maranhão, no centro do Piauí, no sudoeste e sul do Ceará e no oeste de Pernambuco, de Alagoas e de Sergipe. Entre as capitais, a temperatura mínima será de 23°C, em Maceió, e a máxima pode chegar a 39°C, em Teresina.

Para o Centro-Oeste do país, há aviso amarelo de perigo potencial que alerta para pancadas de chuva e trovoadas isoladas no norte de Mato Grosso e de Goiás. Também podem ocorrer chuvas isoladas no Distrito Federal e nas regiões central de Goiás e de Mato Grosso.

Os termômetros marcam, nas capitais, mínima de 16°C em Campo Grande e máxima de 36°C em Cuiabá.

Na Região Sudeste, o aviso amarelo de perigo potencial vigora para chuvas intensas na divisa de Minas Gerais com a Bahia e no norte do Espírito Santo. Há ainda a possibilidade de chuvas isoladas no norte e nordeste de Minas Gerais e no Espírito Santo.

As capitais registram a temperatura mínima de 13°C, em São Paulo, e máxima de 30°C, em Belo Horizonte.

No Sul brasileiro o tempo permanece ensolarado e frio, com possibilidade de geada no leste do Rio Grande do Sul e nas serras de Santa Catarina. A temperatura mínima, entre as capitais, será de 10°C em Porto Alegre e a máxima chega a 20°C nas três capitais.

Voluntários unem-se para limpar dunas e areal de praia algarvia

20 October 2026 at 11:53

Em Altura, concelho de Castro Marim, um grupo de voluntários recolheu lixo nas dunas e areal, no passado domingo, dia 18 de outubro.Esta foi uma ação de limpeza que teve como objetivo proteger o mar e o ambiente.

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Piano nazionale energia e clima: fra ritardi e sprechi, l’Italia ha raggiunto appena il 15% degli obiettivi al 2030

20 October 2026 at 11:01

Le emissioni tornano a crescere e, per rispettare gli impegni europei, l’Italia deve ora tagliare – in appena cinque anni – circa un quarto di quelle nazionali. Mancare gli obiettivi potrebbe costare tra 3,8 e 5,7 miliardi di euro. Le risorse pubbliche per la transizione restano inutilizzate o vengono disperse, mentre trasporti ed edifici sono i settori più in ritardo. Già, perché circolano 445mila auto elettriche, contro un obiettivo di 4,3 milioni al 2030 e perché negli edifici la quota di rinnovabili termiche è ferma da cinque anni, mentre del Fondo nazionale per l’efficienza energetica sono stati utilizzati solo 18 milioni di euro su quasi trecento. Nel frattempo, in vista della neutralità climatica al 2050, l’Italia non ha neppure una strategia di uscita dal gas. Sono alcuni degli elementi principali del progress report annuale presentato dal think tank Ecco sul Piano Nazionale Integrato per l’Energia e il Clima (Pniec) dell’Italia. Il risultato? “Nonostante l’avvicinarsi del 2030, la transizione energetica in Italia rallenta e l’Italia è al 15 per cento nel raggiungimento degli obiettivi”. “Il ritardo nella transizione lo paghiamo due volte: in bolletta e nei conti pubblici, fino a 5,7 miliardi di euro per compensare le emissioni in eccesso” spiega Chiara Di Mambro, direttrice Strategia Italia e Europa di Ecco, secondo cui “la Legge di bilancio può cambiare rotta” a patto che su usi la flessibilità concessa da Bruxelles “per elettrificare i consumi e iniziando a riequilibrare tasse e oneri che oggi rendono l’elettricità più cara del gas”.

Quanto ci costerà la crescita delle emissioni

Nel 2025, le emissioni di gas serra sono tornate a crescere, di circa 9 milioni di tonnellate di Co2 equivalente (MtCO2eq) rispetto al 2024. Per rispettare gli impegni europei al 2030, l’Italia deve ancora ridurre le proprie emissioni di circa 95 milioni di tonnellate di CO2 equivalente rispetto ai livelli del 2025. Gli obiettivi europei di riduzione per trasporti, edifici, agricoltura, rifiuti e piccola industria (tutti settori sottoposti al Regolamento Effort Sharing perché esclusi dall’Ets, il mercato europeo del carbonio) sono vincolanti per il Paese. Con l’attuale ritmo di riduzione delle emissioni, però, l’Italia rischia di mancare tali obiettivi. Secondo le proiezioni Ispra, infatti, tra il 2021 e il 2025 il Paese ha già accumulato un eccesso per circa 30 milioni di tonnellate di CO2 equivalente, destinato a salire a 39 entro il 2030. Questo può comportare un rischio di spesa stimato tra 3,8 e 5,7 miliardi di euro per l’acquisto di diritti di emissione. Nel frattempo, le risorse pubbliche impiegate nella transizione vengono disperse a causa di quello che Ecco definisce “un incoerente meccanismo di governance delle politiche energia e clima” e per la mancanza di una chiara strategia di finanziamento. Il Piano nazionale di Ripresa e resilienza si chiude con il 45% dei fondi per la transizione effettivamente spesi. Dei 18,2 miliardi di euro incassati dalle aste Ets tra il 2012 e il 2024, solo il 9% dei proventi è andato a misure per il clima, secondo le rendicontazioni pubbliche. “Bisogna poi anticipare il finanziamento del Piano Sociale per il Clima, che vale oltre 9 miliardi di euro ma non sarà operativo prima del 2027 – spiega Chiara Di Mambro – sono risorse che servono subito alle famiglie più esposte al caro energia”.

Trasporti ed edifici sono i settori più in ritardo

I trasporti sono il primo settore per emissioni, con oltre il 30% del totale. Circolano 445mila auto elettriche, contro un obiettivo di 4,3 milioni al 2030. Gli incentivi dedicati all’elettrico hanno portato le immatricolazioni al 9% tra la fine del 2025 e il 2026, contro il 22% della media europea. Finiti a giugno, il mercato è tornato ai livelli precedenti. Le risorse oggi disponibili sono poche e disperse tra più tecnologie. Per quanto riguarda gli edifici, invece, la quota di rinnovabili termiche è ferma da cinque anni e la direttiva Case Green tanto osteggiata dal Governo Meloni non è ancora stata recepita. Inoltre, gli strumenti che sembrano funzionare meglio sono sottofinanziati: il Conto Termico, ad esempio, ha esaurito i fondi annuali in un solo mese (Leggi l’approfondimento). Quelli che funzionano meno restano fermi: del Fondo nazionale per l’efficienza energetica sono stati utilizzati solo 18 milioni di euro su 284 disponibili.

Gas e rinnovabili: ecco perché le bollette restano alte

La domanda italiana di gas rimane inferiore di 11,2 miliardi di metri cubi rispetto al livello del 2019. Nonostante il lieve aumento del 2025, in cui i consumi sono tornati a salire (+2,1%), trainati dalla produzione termoelettrica (+7,2%), il settore mostra una tendenza strutturale alla riduzione della domanda. “Manca, tuttavia, una vera strategia di abbandono del gas, passo necessario per l’obiettivo di neutralità climatica al 2050” scrive Ecco. Al contrario, scelte di investimento mostrano il protrarsi della dipendenza oltre il 2030, con la prospettiva di metanizzazione della Sardegna che si concluderà non prima del 2033. Un segnale positivo “ma insufficiente” arriva dalle rinnovabili, con circa 7 gigawatt (GW) installati nel 2025, a fronte dei 10 GW annui necessari al raggiungimento del target al 2030. A frenarne lo sviluppo restano però i tempi ancora troppo lunghi delle autorizzazioni e la saturazione virtuale della rete. Nel 2025 l’energia rinnovabile prodotta ma persa per curtailment, cioè per i distacchi sulle reti di alta e altissima tensione, è salita a circa 802 gigawattora (Gwh), più del doppio del 2024. L’aspetto più problematico è che la crescita delle rinnovabili non si traduce ancora in benefici per le famiglie e le imprese: “Il prezzo dell’elettricità continua a essere determinato in larga parte dal gas e tasse e oneri pesano sulla bolletta elettrica molto più che su quella del gas”. Decisioni come il rinvio dell’uscita dal carbone al 2038 mandano inoltre un segnale incerto agli investitori.

L’elettrificazione inesplorata e il futuro incerto dell’industria

Il tasso di elettrificazione dei consumi finali è sostanzialmente stabile ed è al 23%. Nel 2024, l’elettricità copriva il 49% dei consumi nei servizi e il 40% nell’industria, ma solo il 21% nel settore civile e solo il 2% nei trasporti. Uno dei fattori che ostacola l’elettrificazione dei consumi in Italia è lo squilibrio tra i prezzi dell’elettricità e quelli delle fonti fossili, come il gas. L’Italia, infatti, è tra i Paesi europei con il più alto rapporto tra il costo dell’elettricità e del gas. Allo stesso tempo “gli incentivi alla decarbonizzazione dell’industria sono frammentati e di breve periodo – spiega il think tank – senza una strategia che sostenga investimenti e costi operativi in un contesto di forti pressioni internazionali sui prezzi dell’energia e sulla competitività”. Il caso ex Ilva (nella foto) ne è il simbolo. Sulle tecnologie della transizione, idrogeno rinnovabile, biometano e Cattura e stoccaggio (Carbon Capture and Storage), l’Italia resta molto lontana dagli obiettivi 2030 nonostante i nuovi strumenti di sostegno. “La decarbonizzazione dell’industria italiana rimane uno degli aspetti più critici della transizione energetica nazionale. L’assenza di una strategia unitaria che affronti sia le spese in conto capitale (per l’acquisto di immobili, macchinari, veicoli per esempio) – conclude Chiara Di Mambro – sia le spese operative per garantire il funzionamento delle aziende continua a frenare una trasformazione strutturale del comparto manifatturiero”.

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Mina de água em Cerveira passa a estar protegida

20 October 2026 at 10:34

A captação de águas subterrâneas para consumo humano designada por Mina Cortiças, em Covas, Vila Nova de Cerveira, está a partir de quarta-feira delimitada e sujeita a medidas de proteção determinadas pelo ministério do Ambiente.

Publicada hoje no Diário da República, a portaria assinada pelo secretário de Estado do Ambiente aprova a “delimitação do perímetro de proteção e respetivos condicionamentos” da Mina Cortiças, tendo por base as propostas e os estudos do município de Vila Nova de Cerveira, “entidade gestora da referida captação de águas subterrâneas destinadas ao abastecimento público para consumo humano”.

A massa de água onde se insere a captação foi classificada “com bom estado químico, bom estado quantitativo e objetivo ambiental de manutenção do bom estado”, abastecendo “200 habitantes com um volume médio de 227,4 metros cúbicos por dia”.

Na “zona de proteção imediata” à captação é, a partir de quarta-feira, “interdita qualquer instalação ou atividade com exceção das que tenham por objetivo a conservação, manutenção e melhor exploração das captações”.

Para além disso, o terreno abrangido pelas zonas de proteção imediata “deve ser vedado e mantido limpo de quaisquer resíduos, produtos ou líquidos que possam provocar infiltração de substâncias indesejáveis para a qualidade da água da captação”.

Na zona de proteção intermédia ficam interditas atividades como “infraestruturas aeronáuticas; oficinas e estações de serviço de automóveis; depósitos de materiais radioativos, de hidrocarbonetos e de resíduos perigosos; ou postos de abastecimento e áreas de serviço de combustíveis”.

São ainda proibidas “lixeiras, aterros sanitários e aterros de resíduos perigosos, não perigosos ou inertes; fossas séticas com órgão de infiltração no solo, ou descarga na linha de água”, ou “lagos e quaisquer obras ou escavações não impermeabilizados, destinados à recolha e armazenamento de água ou quaisquer substâncias suscetíveis de se infiltrarem”, entre outras medidas.

Fica ainda vedada a instalação de cemitérios, “pedreiras e explorações mineiras, bem como quaisquer indústrias extrativas” ou depósitos de sucata.

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Loulé lança website dedicado às suas cinco áreas protegidas

20 October 2026 at 08:20

O Município de Loulé lançou o website areasprotegidas.cm-loule.pt dedicado à promoção e divulgação das cinco áreas protegidas locais do concelho: a Paisagem

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CIAC inaugura o INTERFACE: Novo laboratório que une Arte, Comunicação e Ciência na UAlg

20 October 2026 at 08:55

 O CIAC – Centro de Investigação em Artes e Comunicação assinalou oficialmente a abertura do INTERFACE – Laboratório de Tradução Digital, uma nova infraestrutura tecnológica e científica criada para aproximar a ciência, a criação artística e a sociedade.

Saliente-se que o INTERFACE é um laboratório pioneiro focado na tradução e visualização de conhecimento científico complexo para o grande público e para as indústrias criativas. Foi financiado em 473.800 euros pelo programa EQUIPAR+2 da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR),

Dotado de equipamento de ponta para produção imersiva e interatividade, o laboratório servirá investigadores, docentes e estudantes da Universidade do Algarve. De acordo com o coordenador do CIAC, Bruno Mendes da Silva, “o INTERFACE atuará como um laboratório especializado, capaz de transformar dados científicos complexos, por exemplo, da área das ciências da saúde, em narrativas visuais acessíveis e envolventes”.

Importa salientar que o projeto contempla ainda uma extensão regional, o AI Studio, localizado no polo do CIAC no Instituto Politécnico de Santarém, focado em Inteligência Artificial e literacia digital, equipado com periféricos inclusivos (tecnologia Braille e comandos por voz) para garantir total acessibilidade.

Com a entrada em funcionamento do INTERFACE, o CIAC reforça a sua capacidade de investigação transdisciplinar, promovendo a inovação tecnológica e a difusão da ciência na região e no país.

Flávio Bolsonaro promete acabar com entraves ambientais

20 October 2026 at 00:17
O candidato presidencial esteve em Marabá, cidade onde venceu a primeira volta com 54%, e garantiu aos produtores que poderão "fazer o que quiserem" nas suas terras.

© SEBASTIAO MOREIRA/EPA

"Você vai poder plantar, criar gado, vai fazer o que quiser na sua terra e o que você explorar da terra é seu", declarou Flávio Bolsonaro

Sismos travam economia e afetam portugueses na Venezuela

20 October 2026 at 00:15
Diretor-regional da Cooperação Externa da Madeira diz que existem famílias residentes na Venezuela que sempre precisaram de apoios. Governo da Madeira enviou apoio de 180.000 euros.

© MIGUEL GUTIERREZ/EPA

Sancho Gomes diz que contactou milhares de madeirenses e que "absolutamente ninguém", nem uma pessoa lhe manifestou "que queria regressar à região [Madeira]"

Ceuta. Retiradas 300 toneladas de resíduos em acampamentos

19 October 2026 at 23:37
Cerca de 200 trabalhadores mobilizados para limpar zonas onde viviam 500 migrantes desde finais de julho, após entrada massiva de mais de 80.000 pessoas.

© RAFAEL PENA/EPA

A Polícia Nacional retirou cerca de 500 migrantes que viviam nestes acampamentos finais de julho

ONU alerta para atraso na proteção da natureza

19 October 2026 at 21:42
Em Erevan, a secretária executiva da ONU avisou que as decisões das próximas duas semanas afetarão milhares de milhões de pessoas. Meta: 200 mil milhões por ano até 2030.

© Universal Images Group via Getty

"Para atingir as metas estabelecidas para 2030, devemos acelerar o nosso trabalho e transformar os compromissos em mudanças reais", afirmou o ministro do ambiente da Arménia

Confira o que muda no licenciamento ambiental da aquicultura

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Os aquicultores que cultivam peixe, crustáceos, moluscos, algas e outros seres vivos em ambientes controlados – como tanques e áreas delimitadas em rios e no mar –, terão novas regras de licenciamento ambiental a partir de abril de 2027.

Uma resolução aprovada pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) e publicada na última sexta-feira (16) modifica a forma como os empreendimentos são classificados e as regras para o licenciamento ambiental por porte de empreendimento e potencial poluidor.

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Atualmente, os empreendimentos são classificados por área que ocupam e se produzem espécies nativas ou exóticas. Com as mudanças, o volume de produção vai determinar se o empreendimento é de pequeno, médio ou grande porte, variando conforme a espécie cultivada.

A forma como será o processo de licenciamento vai depender do porte associado ao potencial poluidor do sistema de cultivo adotado pelo empreendimento.

Modalidades

Na prática, poderão realizar o processo de Licença por Adesão e Compromisso (LAC) autodeclaratório, os pequenos empreendimentos. Caracterizados como baixo potencial poluidor, englobam tanto os que produzem em sistema aberto – que lança a água utilizada em rios e no mar – quanto os sistemas fechados.

Já os empreendimentos de médio porte poderão emitir a licença por LAC apenas se fizerem uso de sistema fechado de cultivo, com baixo potencial poluidor. Os empreendimentos de médio porte com médio potencial poluidor, que fazem uso de sistema aberto de cultivo, terão que emitir o Licenciamento Ambiental Único (LAU).

Para esse grupo, os documentos exigidos são semelhantes aos do processo completo de licenciamento, mas a decisão sobre a análise se dá em uma única etapa.

Empreendimentos de grande porte com uso de sistema fechado com médio potencial poluidor, também poderão emitir o LAU.

Já os empreendimentos de grande porte com sistema aberto, e grande potencial poluidor, terão que passar pelo processo ordinário de licenciamento em três fases: licença prévia, de instalação e de operação.

Duas etapas do licenciamento podem ser aglutinadas em um processo bifásico, conforme o potencial poluidor da espécie cultivada. Por exemplo, o cultivo de algas em sistemas abertos tem menor risco de poluição do que de outras espécies como peixes, crustáceos e moluscos.

Casos específicos

O cultivo de espécies exóticas, alóctones (de outro habitat) ou híbridas não será considerado mais um fator que condiciona o procedimento do licenciamento, considerando que continuam obrigatórias as medidas específicas de prevenção e mitigação de potenciais impactos ambientais por escapes dessas espécies ao meio ambiente natural em que são cultivadas.

As novas regras não valerão para empreendimentos relativos à cultura de camarão em zona costeira, que são normatizados por instrumentos legais específicos.

 

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