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Reuniões de Lecornu com partidos terminam sem avanços

22 October 2026 at 21:44
Os partidos acusam o Governo de evitar as responsabilidades e não apresentar soluções para a fase de crise que o país enfrenta. Todas as manifestações marcadas para sábado em Marselha foram proibidas.

© TERESA SUAREZ / POOL/EPA

O primeiro-ministro tinha-se reunido na quarta-feira com os sindicatos franceses e foi acusado também pelos mesmos de ignorar as suas reivindicações

Estudiantes de Portugal protestan contra el aumento de matrículas

22 October 2026 at 21:44
Cientos de estudiantes tomaron el centro de Lisboa este miércoles para rechazar el plan del gobierno de actualizar las tasas universitarias según la inflación a partir de 2027, una medida que acabaría con la congelación vigente desde 2020.

Putin está pronto para "acordo final" com Ucrânia e não "breve pausa"

22 October 2026 at 21:37

A Rússia está pronta para retomar negociações tripartidas com Ucrânia e Estados Unidos, mas para alcançar um acordo de paz definitivo, e não um cessar-fogo "curto", declarou hoje o Presidente Vladimir Putin, que reiterou a exigência de território ucraniano.

 

"O objetivo destas discussões será tratar a questão das garantias de segurança, tanto para a Ucrânia como para a Rússia (...) no âmbito de um acordo final, e não após uma espécie de breve pausa nos combates", disse Putin a um jornalista da televisão estatal.

As futuras conversações, após o conflito armado, deverão incluir também um debate sobre a "arquitetura de segurança europeia", adiantou Putin, que se reuniu com o emissário da Casa Branca, Steve Witkoff, quarta-feira em São Petersburgo.

Segundo Putin, Witkoff "destacou que, se forem abordadas questões relacionadas com a segurança futura tanto da Ucrânia como da Rússia, então, naturalmente, será também necessário falar sobre a arquitetura de segurança europeia".

"De um modo geral, concordo com isso", assegurou Putin.

O Presidente russo rejeitou categoricamente a última proposta apresentada pelo seu homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, para "congelar" a atual linha da frente no leste do país - o Donbass, que compreende as regiões de Donetsk e Lugansk - em troca do início de negociações diretas.

Putin refutou ainda a visão de Zelensky sobre a integridade territorial da Ucrânia, argumentando que toda a região oriental é "território russo", invocando referendos sobre a independência realizados nas partes das duas províncias ucranianas sob ocupação russa.

Os referendos não foram reconhecidos internacionalmente como legítimos, à exceção de alguns aliados de Moscovo. Depois dos não reconhecidos referendos, as duas províncias foram incorporadas na Federação Russa.

"A minha posição a este respeito é que este não é território deles; historicamente, é território russo", afirmou Putin, rejeitando tratarem-se de "perdas territoriais" da Ucrânia.

Putin insistiu ainda que qualquer ideia de uma vitória militar contra a Rússia é uma ilusão, e que Zelensky e os seus aliados devem abandonar esta estratégia, apesar de as forças russas não fazerem avanços significativos no terreno há vários anos e o conflito se aproximar do 5.º aniversário.

Putin desvalorizou ainda como "esquizofrenia política" a ideia de uma "ameaça russa" entre os países europeus, que têm vindo a lidar com crescente número de ataques híbridos atribuídos a Moscovo, incluindo contra infraestruturas críticas como aeroportos.

Zelensky, defendeu hoje que o país não pode abdicar das cidades de Sloviansk e Kramatorsk, em Donetsk, porque se o fizesse, abriria caminho à Rússia chegar à província de Dnipro.

"Podem apoderar-se de muitas das nossas cidades. O risco é real", advertiu.

"Se lhes entregarmos as nossas cidades, o risco é enorme (…). Ninguém nos garante nada (…). Se retirarmos, onde estão as garantias de segurança?", perguntou Zelensky, numa entrevista concedida ao 'podcast' britânico "The Diary of a CEO".

O chefe de Estado ucraniano salientou também "quão injusto" seria entregar essas duas zonas de Donetsk, que são os últimos bastiões que restam à Ucrânia, não só nessa província, mas em toda a região oriental do Donbass, onde Lugansk já está sob controlo russo desde julho de 2022, apenas meses depois do início da invasão russa da Ucrânia, a 24 de fevereiro do mesmo ano.

Atualmente, a Rússia controla entre 75% e 85% de Donetsk, mas não as cidades de Kramatorsk e Sloviansk — zonas de grande importância simbólica e estratégica, que albergam um extenso polo industrial, do qual depende a economia local, e uma rede ferroviária e rodoviária vital para a ligação às províncias de Kharkiv e Dnipro.

Se esses bastiões caíssem, a defesa ucraniana no resto do Donbass acabaria por colapsar.

Putin reafirmou há dias que o objetivo prioritário é "libertar" Donetsk do que resta do "regime de Kiev".

Zelensky estimou que a Rússia controla entre 18% e 19% do território ucraniano e alertou que Putin também tem como alvo cidades como Zaporijia e Mykolaiv, "embora não o diga diretamente".

O líder ucraniano voltou também a sublinhar que a Ucrânia já está a fazer "uma grande cedência" à Rússia só ao "manter a situação atual" e na quarta-feira, numa entrevista ao canal televisivo norte-americano Fox News, manifestou inclusive disponibilidade para "congelar" a atual linha da frente, caso isso permitisse avançar para um plano de paz.

A linha da frente estende-se por cerca de 1.000 quilómetros, e as forças russas controlam aproximadamente 20% do território ucraniano, incluindo a península da Crimeia, anexada pela Rússia em 2014, e as zonas do Donbass.

Ucrânia: Zelensky recusa ceder à Rússia últimos bastiões de Donetsk

Ucrânia: Zelensky recusa ceder à Rússia últimos bastiões de Donetsk

O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, defendeu que o país não pode abdicar de Sloviansk e Kramatorsk, em Donetsk, pois abriria caminho à Rússia chegar à província de Dnipro.

Lusa | 17:46 - 22/10/2026

Rechazo a centros de datos inquieta al mercado de la IA en EE. UU

22 October 2026 at 21:36
Una victoria demócrata el 3 de noviembre podría ralentizar una expansión de los centros de datos. Se calcula para 2027 los gastos vinculados con estos centros y la IA superará el billón de dólares.

EUA. Mulher condenada em 2002 por homicídio terá novo julgamento

22 October 2026 at 21:22

Uma mulher norte-americana que foi condenada pelo homicídio da ex-mulher do namorado há cerca de 24 anos terá um novo julgamento depois de um juiz ter considerado que ela estava mentalmente incapaz durante o primeiro julgamento. 

 

Linda Henning, hoje com 73 anos, foi condenada a uma pena de 73 anos e meio de prisão, em outubro de 2002, pelo homicídio da ex-mulher do então namorado, que ocorreu em 1999. O corpo da vítima nunca foi encontrado. 

O caso sofreu agora uma reviravolta depois de um juiz ter ordenado um novo julgamento após ter classificado o processo inicial como um "erro judiciário absolutamente flagrante", explicou o Albuquerque Journal. 

O juiz apontou que Linda Henning sofria de delírios graves, o que terá impossibilitado a reclusa de ajudar de forma racional a defesa. "Como é que ela pode ajudar racionalmente o advogado se nem sequer achava que estava envolvida num crime?", questionou. 

Durante a audiência que determinou o novo julgamento, o juiz citou dois laudos psiquiátricos que indicavam que Linda sofria de transtornos mentais que interferiram com a capacidade de a reclusa compreender as acusações que lhe eram imputadas. 

Linda Henning foi condenada por homicídio em primeiro grau, sequestro e outros crimes relacionados com o desaparecimento de  Girly Chew Hossencofft, ex-mulher do então namorado. O desaparecimento da vítima aconteceu no dia 9 de setembro de 1999. 

Na altura, os procuradores alegaram que Linda conspirou com o namorado, Dazian Hossencofft, para matar a ex-mulher. Apesar de os restos mortais de Girly nunca terem sido encontrados, os inspetores descobriram uma lona, roupas, fita adesiva, entre outros, com o ADN da vítima numa estrada perto de Magdalena, no Novo México. 

Foi marcada uma nova audiência para dia 22 de outubro que servirá para determinar se Linda poderá sair em liberdade enquanto aguardo o novo julgamento. 

Leia Também: Christa Pike "apresenta recuperação significativa", diz advogado

Líbano quer transporte de armas punido com "as penas mais severas"

22 October 2026 at 21:17

O primeiro-ministro libanês defendeu hoje que o transporte de armamento é ilegal e deve ser punido com "as penas mais severas", enquanto se decide o destino de dois membros do grupo xiita Hezbollah, detidos com um carregamento de explosivos.

 

"Transportar armas à margem dos organismos autorizados exclusivamente para tal fim, sob qualquer pretexto, não só constitui uma violação dos princípios estabelecidos, das leis aplicáveis e das resoluções do Gabinete, como também representa uma ameaça à segurança pública", destacou Nawaf Salam durante uma reunião do Conselho de Ministros.

"Isto exige vigilância de segurança e processamento judicial para aplicar aos responsáveis as penas mais severas estabelecidas na lei. Ninguém nos pode impor limites para além dos definidos pela lei, e nada se pode sobrepor à segurança do país e dos seus cidadãos", acrescentou o chefe do governo libanês.

O governante fez estas declarações perante o Conselho de Ministros, que devia votar hoje uma proposta para encaminhar para o Conselho de Justiça o caso de dois membros do Hezbollah detidos este mês quando transportavam um carregamento de explosivos numa viatura, no leste do país.

No entanto, o organismo decidiu adiar a decisão até à conclusão da investigação ao caso, como anunciou, no final da sessão, o ministro da Informação libanês, Paul Morcos.

"Considerando a gravidade do assunto, que ameaça a segurança do país e dos seus cidadãos, foi salientada a necessidade de dar continuidade à investigação, sem outras restrições ou limitações para além das impostas pela lei. Além disso, decidiu-se continuar a analisar o pedido do Ministério da Justiça para remeter o caso para o Conselho de Justiça", explicou Morcos.

O movimento político e armado xiita, que conta com ministros neste governo, alega que os explosivos seriam utilizados contra Israel e alertou contra represálias devido à posse deste material.

O Estado judaico ocupa a região sul do território libanês desde a guerra travada este ano contra o Hezbollah.

O governo libanês aprovou um plano para desarmar o grupo no ano passado, meses após o fim do conflito anterior, e reafirmou o seu compromisso com a medida em março, após o início de novas hostilidades, embora os avanços nesse sentido tenham sido muito limitados.

A apreensão do carregamento de explosivos elevou as tensões entre as autoridades e o Hezbollah, entre receios de surtos de violência interna.

Líbano: Emitidos mandados de detenção contra dois membros do Hezbollah

Líbano: Emitidos mandados de detenção contra dois membros do Hezbollah

A justiça libanesa emitiu mandados de detenção contra dois responsáveis do Hezbollah após apreensão de explosivos, segundo fonte judicial.

Lusa | 16:01 - 20/10/2026

Professora baleada no Oregon: "Fingi que estava morta"

22 October 2026 at 21:13
Becky Drury perdeu quase a mão esquerda no ataque à escola Silver Rail, há uma semana. Diz que foi atingida antes de poder proteger as crianças na sua sala de aula, ao contrário do que foi noticiado.

© SAJ SUNDARAM/EPA

Partidos marroquinos reivindicam Ceuta e Melilla no parlamento

22 October 2026 at 21:12

Os partidos marroquinos da coligação governamental e da oposição reclamaram hoje a soberania do seu país sobre as cidades espanholas de Ceuta e Melilla, localizadas no norte de África.

 

O nacionalista Istiqlal alertou que a parceria com Espanha não pode ser feita à custa da integridade territorial de Marrocos.

Estas posições foram expressas no Parlamento marroquino durante o debate sobre o programa do novo Governo, presidido por Fatima Ezzahra el Mansouri e formado após as eleições legislativas do mês passado em Marrocos.

O Partido Autenticidade e Modernidade (PAM, liberal), que lidera a coligação governamental, pediu que se continue o trabalho nacional e diplomático para "completar a unidade territorial" de Marrocos e defender o seu "direito legítimo de recuperar Ceuta, Melilla e as ilhas marroquinas ocupadas".

Aquela estrutura partidária especificou que esta ação deve realizar-se no quadro de "uma visão nacional responsável, baseada na legitimidade histórica e jurídica, bem como no diálogo e nos meios pacíficos".

Istiqlal (PI, que faz parte da coligação governamental) assegurou que por mais importante e profunda que seja esta parceria (entre Espanha e Marrocos), não pode ser construída à custa dos princípios irrenunciáveis de Marrocos, em particular da sua soberania e integridade territorial.

"Rejeitamos qualquer tentativa de instrumentalizar para fins partidários ou mediáticos as questões relacionadas com a nossa soberania nacional, ou de as utilizar para incitar ao ódio e à discriminação e alimentar as tensões entre os dois povos vizinhos", acrescentou o partido.

O PI elogiou a profundidade das relações bilaterais, mas avisou que não aceita que "sejam usadas como instrumento de pressão ou chantagem, nem que o respeito pela sua integridade territorial e soberania nacional seja objeto de negociação".

O partido sublinhou também que uma verdadeira parceria não se constrói "ignorando as questões pendentes", mas com base na "confiança mútua, no respeito explícito pelos princípios fundamentais de cada parte e na capacidade de gerir as diferenças através do diálogo, do bom senso e da responsabilidade".

O Partido da Justiça e do Desenvolvimento (PJD, islamista da oposição) condenou "energicamente" a visita do rei Filipe VI, no dia 13, à cidade espanhola de Ceuta, que designou como uma "cidade ocupada".

O PJD rejeitou também as "ações imprudentes e campanhas de provocação" empreendidas contra Marrocos e os seus símbolos nacionais e soberanos por certos setores políticos, partidários e mediáticos espanhóis e europeus.

E reafirmou que Ceuta e Melilla, as Ilhas Chafarinas e todos os enclaves "ocupados" são "territórios marroquinos que foram e continuarão a ser".

"Nenhuma visita, seja qual for o seu nível, de Espanha ou da Europa, poderá alterar estas realidades imutáveis", acrescentou.

A formação islamista evocou o discurso proferido por Maomé VI no início do mês, durante o início do ano legislativo, quando o monarca afirmou que "a parceria é uma opção soberana e um compromisso voluntário, e jamais será objeto de pressão, ameaça ou chantagem".

"Mantemo-nos firmes na recuperação de Ceuta, Melilha, das ilhas e enclaves ocupados, juntamente com um programa urgente para o desenvolvimento das regiões fronteiriças", precisou a Coligação de Esquerdas (CI, também oposição).

"A nossa unidade territorial é um princípio soberano inabalável que não admite negociação", acrescentou.

As declarações destas formações partidárias aprofundam as posições que já tinham sido expressas após a crise provocada pela entrada massiva de migrantes irregulares em Ceuta, no passado dia 30 de julho, vindos de Marrocos, e que resultou em mais de 140 mortos.

Mais de 70 migrantes, incluindo menores, localizados numa casa em Ceuta

Mais de 70 migrantes, incluindo menores, localizados numa casa em Ceuta

A Polícia Nacional espanhola resgatou 74 migrantes em situação irregular, entre os quais dez menores, que viviam em condições de sobrelotação num imóvel em Ceuta. Um homem foi detido por suspeita de liderar uma rede criminosa associada à exploração laboral e favorecimento da imigração ilegal.

Notícias ao Minuto | 17:21 - 22/10/2026

Estudantes austríacos protestam contra falta de verbas para universidades

22 October 2026 at 21:11

Dezenas de milhares de estudantes saíram hoje à rua em Viena para protestar contra os cortes em emprego e serviços universitários previstos para os próximos anos na Áustria, devido ao limitado orçamento estatal destinado ao setor.

 

"No cuts (Não aos cortes)", "A nossa educação, o nosso futuro", "O futuro precisa de educação" e "A arte é o sistema nervoso da sociedade" foram algumas das frases que se liam nos cartazes erguidos pelos cerca de 30.000 estudantes universitários que, ao som de tambores e sob forte presença policial, marcharam pelas avenidas do centro da capital austríaca.

Convocado pela União Nacional de Estudantes da Áustria (ÖH) sob o lema "Alerta Vermelho: Vamos salvar as Universidades", o protesto denuncia um buraco orçamental de 2.000 milhões de euros para o triénio 2028-2030.

O Governo austríaco — uma coligação de conservadores, sociais-democratas e liberais — aprovou um orçamento de 16 mil milhões de euros para financiar, durante esse período, as 23 universidades públicas do país de nove milhões de habitantes.

Como é praticamente o mesmo da atual dotação, esse montante não tem em conta a inflação geral nem contempla aumentos salariais até 2030, denunciou a Conferência das Universidades da Áustria (uniko).

Os reitores advertiram de que a falta de recursos obrigará à eliminação de um em cada dez postos de trabalho e preveem também cortes severos no ensino, na investigação e nos cuidados médicos nos hospitais universitários.

"Faltam 2.000 milhões de euros, o que trará consequências devastadoras para o ensino, o apoio aos estudantes e as condições de trabalho", salientou a ÖH na sua convocatória, acrescentando que "o Governo federal tem até 31 de outubro para melhorar o orçamento".

"Estamos a exercer pressão e a demonstrar, em conjunto, que o nosso futuro é inegociável", sublinhou.

O executivo, empenhado em reduzir o défice público, defende a redução do financiamento, argumentando que as instituições académicas têm margem suficiente para melhorar a eficiência sem que isso resulte numa quebra da qualidade do ensino.

Com um procedimento por défice excessivo aberto pela União Europeia (UE), a Áustria está a tentar reduzir o défice público dos 4,2% do Produto Interno Bruto (PIB) registados em 2025 para 3% nos próximos anos, através de um plano de ajustamento orçamental que inclui medidas impopulares de corte de despesa em quase todos os setores, exceto o da Defesa e Segurança.

Veja as imagens na galeria acima.

Leia Também: Suíça e Áustria confirmam libertação de cidadãs feitas reféns no Níger

Sismo de magnitude 7 provoca vítimas e derruba casas no Tibete

22 October 2026 at 21:01

O sismo de magnitude 7 na escala de Richter que atingiu hoje o Tibete provocou vítimas, segundo a agência de notícias chinesa Xinhua, que não divulgou números.

 

O epicentro do sismo, que ocorreu às 22:33 locais (14:33 em Lisboa), situa-se numa zona montanhosa a cerca de 190 quilómetros a leste de Nagchu e a 390 quilómetros a nordeste de Lhasa, capital da região autónoma do Tibete, na China.

Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o hipocentro foi estimado a 18 quilómetros de profundidade. O organismo também confirmou duas réplicas de magnitude 5,2 e 5.

A Administração Sismológica da China ativou o Nível II de resposta nacional de emergência para catástrofes sísmicas.

O Nível II representa um tipo de alerta e assistência inicial de gravidade numa escala de quatro níveis, sendo o IV o mais baixo e o I o mais elevado.

O cantão (categoria de divisão territorial) de Maru, no distrito de Baqen, foi onde se registou o epicentro do terramoto.

O vice-chefe do cantão, Lhawang Dagpo, precisou que o sismo foi claramente sentido nos escritórios onde trabalha e relatou que surgiram fissuras nas paredes, segundo a Xinhua.

Foram registados desabamentos de casas na região, precisou a agência chinesa.

O funcionamento dos serviços de eletricidade e de telecomunicações sofreu perturbações na sede do distrito.

Para o local foram enviados funcionários para coordenar a resposta ao sismo, e as autoridades locais realizaram verificações nas aldeias vizinhas, segundo a agência.

Os terramotos são frequentes na região.

Em janeiro de 2025, pelo menos 126 pessoas morreram num terramoto de magnitude 6,8 que atingiu o cantão de Tingri, no Tibete, não muito longe da fronteira sino-nepalesa.

Sismo de magnitude 7,0 atinge o Tibete

Sismo de magnitude 7,0 atinge o Tibete

O Tibete foi atingido esta quinta-feira por um sismo de magnitude 7,0 na escala de Richter, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). Para já, não há registo de feridos ou danos materiais. 

Notícias ao Minuto | 16:04 - 22/10/2026

AIMA pode gastar até 31,35 milhões em documentos oficiais

22 October 2026 at 21:00
Verba cobre produção, emissão e expedição de documentos para os cerca de 1,6 milhões de estrangeiros residentes em Portugal até ao primeiro semestre de 2027.

© AIMA / Facebook

De acordo com as últimas contas, a AIMA teve receitas de 101 milhões, arrecadados a partir de taxas cobradas a imigrantes

Renamo expulsa dirigente histórico que exigia saída do líder

22 October 2026 at 20:57

O presidente da Renamo considerou hoje "difícil e dolorosa" a decisão do Conselho Nacional de expulsar o histórico dirigente António Muchanga, defendendo que a medida foi necessária para proteger o partido numa altura de forte contestação interna.

 

"Esta sessão teve que tomar uma decisão difícil e dolorosa: a deliberação sobre o membro António Muchanga", afirmou Ossufo Momade, no encerramento da terceira sessão do Conselho Nacional da Renamo, em Maputo.

O Conselho Nacional, órgão deliberativo da Renamo entre congressos, decidiu hoje expulsar António Muchanga do partido, numa decisão aprovada pela maioria dos cerca de 200 membros com direito de voto presentes na reunião, no âmbito de um processo disciplinar relacionado com alegadas violações dos estatutos da organização.

"Não foi a decisão de um homem, foi a decisão deste Conselho Nacional, órgão soberano do partido entre congressos, tomada à luz dos nossos estatutos", declarou Ossufo Momade.

A decisão surge num contexto de críticas à atual direção da Renamo, protagonizadas nos últimos meses por antigos guerrilheiros e dirigentes históricos, entre os quais António Muchanga, que tem defendido publicamente a saída de Ossufo Momade da liderança do partido.

Segundo o líder da Renamo, a expulsão de um membro nunca constitui motivo de celebração para uma organização política, apelando à coesão interna.

"O conselho decidiu encerrar este capítulo, decidiu para proteger a instituição. Por isso, apelamos a todos, a partir deste momento, não transformemos esta decisão em campanha de ódio, em linchamento público ou em festival de insultos nas redes sociais", afirmou.

Para Ossufo Momade, a decisão tomada pelos órgãos internos deve encerrar o diferendo político em torno do caso.

"A justiça partidária já foi feita pelos órgãos competentes. O caso está encerrado. Que fique encerrado também do ponto de vista emocional. Viremos a página", declarou.

O líder da Renamo apelou ainda ao respeito pelos princípios e normas da organização, sobretudo pelas decisões tomadas naquele Conselho Nacional.

Na mesma sessão, Ossufo Momade anunciou que o próximo congresso da Renamo terá lugar no segundo semestre de 2027, afastando a possibilidade de eleição de uma nova liderança ainda este ano, como defendem alguns setores críticos da atual direção.

O presidente do partido admitiu, contudo, que a antecipação do congresso poderá ser equacionada caso existam recursos financeiros para a sua realização.

A realização de um congresso extraordinário para eleger uma nova liderança tem sido uma das principais reivindicações dos setores que contestam a atual direção da Renamo. No início deste mês, Ossufo Momade anunciou que não será candidato à sua própria sucessão no próximo congresso, sem indicar, na altura, a data da sua realização.

Há vários meses que antigos guerrilheiros exigem a demissão de Ossufo Momade, acusando-o de má gestão do partido, falta de pagamento de pensões e subsídios e incapacidade para responder à atual crise interna.

Candidato presidencial apoiado pela Renamo nas eleições gerais de 2024, Ossufo Momade obteve 6% dos votos, o pior resultado de sempre de um candidato apoiado pelo partido, que perdeu igualmente o estatuto de principal força da oposição moçambicana.

Renamo adia congresso para 2027 e rejeita pressões por eleições este ano

Renamo adia congresso para 2027 e rejeita pressões por eleições este ano

O presidente do partido moçambicano Renamo anunciou hoje que o próximo congresso do movimento se realizará no segundo semestre de 2027, afastando a possibilidade de escolha de uma nova liderança este ano, como defendem setores críticos da sua direção.

Lusa | 16:31 - 22/10/2026

Higino Carneiro afirma que não desiste após chumbo da candidatura ao MPLA

22 October 2026 at 20:45

O general angolano Higino Carneiro, que viu chumbada pelo partido a sua candidatura à liderança do MPLA, disse hoje que não vai tomar decisões precipitadas, mas vai continuar "a avaliar os caminhos que se apresentam".

 

"Não posso antecipar hoje todas as decisões que o futuro poderá exigir, posso, contudo, assegurar-vos que continuarei a ouvir, a refletir e a avaliar os caminhos que se apresentam, com serenidade, consciência e respeito pelas responsabilidades que me cabem", disse Francisco Higino Lopes Carneiro numa mensagem aos militantes, apoiantes e angolanos.

Na quarta-feira, o Comité Central do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), partido no poder, manteve a decisão, após recurso, que declara nula a candidatura de Higino Carneiro à liderança desta organização política e decidiu instaurar-lhe um processo disciplinar, por supostas irregularidades, nomeadamente assinaturas alegadamente falsificadas e a utilização indevida de documentos de identificação.

"Não vos prometerei decisões precipitadas, tomadas sob a pressão, a emoção ou as circunstâncias, seria injusto para convosco e contrário ao sentido de responsabilidade que sempre procurei observar, mas também não vos dirijo uma mensagem de despedida, ela não corresponde ao que penso nem ao que sinto neste momento", frisou.

E acrescentou: "A política não se resume aos cargos, às decisões dos órgãos ou às circunstâncias de uma candidatura. É também uma relação de confiança, de princípios e de responsabilidade perante as pessoas".

De acordo com Higino Carneiro, a confiança passada por quem acreditou em si, não lhe dá o direito de agir irrefletidamente, mas também não permite tratar como irrelevante aquilo em que acreditam e pelo qual se mobilizaram.

"Aos que me dizem não desista, respondo com sinceridade, eu também não desisto, não abandonei as minhas convicções, não renunciei à defesa da minha dignidade e a minha honra e não considero terminada a responsabilidade que sinto perante aqueles que em mim confiaram", acrescentou.

O antigo dirigente angolano considerou ainda que "uma candidatura pode ser anulada, uma iniciativa pode ser impedida por uma decisão, mas nenhuma dessas circunstâncias apaga uma vida de serviço nem dispensa responsabilidade de enfrentar o presente com dignidade e coragem".

"O meu compromisso com Angola e com os angolanos permanece. A minha história não termina aqui, continuarei a defender os meus princípios, a pluralidade de ideias, o reforço da democracia interna e os valores que conformam a origem da história do MPLA", realçou.

Higino Carneiro reafirmou aos militantes do MPLA uma convicção que disse ter sempre considerado essencial: "a divergência não deve ser confundida com inimizade e a fidelidade a um partido não exige a renúncia ao pensamento próprio".

"É também este um momento em que apelo à serenidade de todos", exortou, frisando que a democracia interna exige que a participação dos militantes seja assegurada por regras claras, procedimentos transparentes e condições de igualdade.

"O respeito pelos estatutos não se esgota na sua evocação, exige a sua aplicação coerente em todas as circunstâncias e perante todos os militantes. As divergências devem ser entendidas e discutidas no quadro das instituições partidárias, com respeito pela pluralidade de pensamento, pelo direito de participação e pela dignidade de cada camarada", salientou.

Higino Carneiro disse que tem recebido inúmeras mensagens de apoio, encorajamento e confiança, desde a decisão de anulação da sua candidatura à liderança do MPLA.

"Muitas delas resumem-se a duas palavras: não desista, outras dizem-me: continuamos firmes consigo, estamos consigo, não nos abandone. Li essas palavras com emoção, humildade e um profundo sentido de responsabilidade", referiu Higino Carneiro, agradecendo o apoio de todos quanto o apoiaram, bem como à sua equipa de trabalho neste processo.

O militante do MPLA, membro do Comité Central, referiu que, ao longo de mais de 50 anos, deu o seu melhor ao partido, ao país e aos angolanos, em diferentes momentos e circunstâncias.

"Nos momentos de esperança e nos momentos de dificuldade, movido pela convicção que a política deve ser acima de tudo um instrumento de serviço ao povo e de construção de um futuro melhor para o nosso país", referiu.

Leia Também: UNITA alerta sobre dificuldades no registo eleitoral e BI em Angola

Manifestações na Polónia por liberalização de direito ao aborto

22 October 2026 at 20:40

Manifestações decorreram hoje por toda a Polónia para exigir a liberalização do direito ao aborto, por ocasião do sexto aniversário da proibição quase total do aborto, imposta pelo Tribunal Constitucional.

 

"Em seis anos, nada mudou", declarou Mila Niemiec, uma das responsáveis por um centro de apoio ao aborto localizado mesmo em frente ao parlamento polaco, em Varsóvia, onde cerca de mil pessoas se concentraram debaixo de chuva.

Concentrações semelhantes realizaram-se em mais de 20 outras cidades do país, segundo imagens transmitidas pelas estações televisivas.

Os protestos ocorreram poucos dias depois da aprovação pelo parlamento de dois projetos-lei que visam flexibilizar a legislação sobre o aborto — uma das mais restritivas da Europa —, uma reforma à qual se espera, contudo, que o Presidente nacionalista, Karol Nawrocki, oponha o seu veto.

Os deputados do Sejm (câmara baixa do parlamento polaco) aprovaram os diplomas, apoiados pelo Governo centrista de Donald Tusk, que descriminalizam parcialmente a ajuda à interrupção voluntária da gravidez e restabelecem o acesso ao procedimento em casos de malformações fetais graves.

As organizações de defesa dos direitos das mulheres consideraram as alterações insuficientes.

"São apenas migalhas", comentou Kinga Jelinska, diretora da fundação Women Help Women e cofundadora do grupo Abortion Dream Team.

Atualmente, na Polónia — um país tradicionalmente católico —, o aborto só é legal quando a gravidez resulta de um ato criminoso, como violação ou incesto, ou quando põe em risco a vida ou a saúde da mãe.

Tusk tinha prometido liberalizar a legislação antes de vencer as eleições de 2023, mas as divisões dentro do seu Governo de coligação abrandaram o processo.

"Exigimos a despenalização e o acesso ao aborto pelo sistema público de saúde", escreveram os organizadores das manifestações nas redes sociais.

Em 2020, o Tribunal Constitucional, controlado pelos nacionalistas, que estavam no poder na altura, ilegalizou o aborto em casos de malformações fetais graves.

Antes da decisão, 98% dos abortos legais na Polónia eram realizados por esse motivo.

As novas restrições desencadearam uma onda de protestos por todo o país, as maiores manifestações de massas na Polónia desde o movimento anticomunista Solidariedade, de 1989.

Segundo dados do Fundo Nacional de Saúde da Polónia (NFZ), foram realizados 573 abortos em hospitais públicos durante o primeiro semestre de 2026, em comparação com 851 no ano anterior.

Qualquer tentativa de flexibilizar as leis sobre o aborto enfrentará o veto do Presidente conservador-nacionalista, apoiado pelo partido Lei e Justiça (PiS), o mesmo partido que, quando estava no poder, provocou e manteve a decisão proferida pelo tribunal em 2020.

Polónia declara persona non grata membro de governo regional ucraniano

Polónia declara persona non grata membro de governo regional ucraniano

A Polónia declarou hoje "persona non grata" um membro do governo regional ucraniano de Lviv, Sviatoslav Sheremeta, banindo-o do Espaço Schengen por cinco anos por participar em homenagens a uma figura histórica associada ao regime nazi.

Lusa | 22:15 - 21/10/2026

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