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Miranda Sarmento afasta de novo IVA zero nos bens essenciais

10 October 2026 at 21:51
O Governo volta a contestar o IVA zero nos bens essenciais, dizendo que a transmissão não chega na totalidade aos consumidores. Mas se a inflação galopar o Governo ajustará a sua ação.

© JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

Empreendimento de milhões de euros está a ser construído em Ferragudo (com fotos)

10 October 2026 at 18:26

Continuam a decorrer a bom ritmo as obras que vão levar à construção do Pestana Ferragudo Village Golf & Residences, um grande empreendimento turístico e residencial de luxo do Algarve.

O conteúdo Empreendimento de milhões de euros está a ser construído em Ferragudo (com fotos) aparece primeiro em Algarve Marafado.

IL vai insistir no aprofundamento da autonomia da Madeira

10 October 2026 at 17:38
Através da lei das finanças regionais e da Constituição, a IL quer reforçar a autonomia da Madeira, garantiu Mariana Leitão, no arquipélago.

© LUSA

"Muito mais difícil" ser da UGT, diz Santana Lopes

10 October 2026 at 16:17
No arranque do 15.º Congresso da UGT, na Figueira da Foz, o presidente da câmara Santana Lopes elogiou quem tem "coragem" de apoiar medidas do Governo e ainda assim combater quando necessário.

© JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

16h. UGT desafia PM a rever acordo de valorização salarial

10 October 2026 at 16:14
Desafio lançado pelo secretário-geral na abertura do 15.º Congresso da UGT. Ainda, presidente dos socialistas garante que PS está em concordância com José Luís Carneiro quanto à viabilização do OE.

15h. OE 2027. José Luís Carneiro defende abstenção do PS

10 October 2026 at 15:12
O PS está reunido na Comissão Nacional para analisar a proposta do Governo. Ainda, Cristiano Ronaldo está suspenso e com um processo disciplinar instaurado por parte da Federação Portuguesa de Futebol

14h. CR7 alvo de processo disciplinar por parte da FPF

10 October 2026 at 14:17
O processo, que visa apurar a eventual relevância disciplinar dos acontecimentos, foi declarado urgente. E ainda, José Luís Carneiro reforça que PS vai aprovar Orçamento do Estado do próximo ano.

PS abstém-se no OE para não ser confundido com "outros"

10 October 2026 at 13:42
Carneiro na Comissão Nacional ao estilo Passos Coelho 2012 e o "que se lixem as eleições": "Não fui eleito para pensar no partido." Mas está a medir forças com Chega e vai à luta da especialidade.

© MANUEL FERNANDO ARAUJO/LUSA

13h. Conselho de Disciplina da FPF instaurou processo a CR7

10 October 2026 at 13:13
Em causa está o abandono do estágio da Seleção a 30 de setembro antes do jogo com a Dinamarca. E ainda, a Ministra do Trabalho mostra-se disponível para voltar a negociar a Reforma Laboral 

INCC pode encarecer imóvel na planta e gerar cobrança irregular

Comprar um imóvel na planta costuma ser uma forma de diluir o pagamento ao longo da obra. Mas um detalhe que passa despercebido para muitos consumidores pode fazer o saldo devedor crescer muito além da inflação e acrescentar dezenas de milhares de reais ao preço final do apartamento.

O ponto de atenção está no contrato com a incorporadora. Quando está prevista a incidência do INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) indicador que acompanha a variação dos custos da construção durante a fase de construção, o índice é aplicado sobre o saldo devedor e pode elevar progressivamente o valor que o comprador ainda tem a pagar. A conta fica mais pesada quando a correção é mensal e incide sobre um saldo elevado por um período prolongado.

Além disso, uma cláusula aparentemente secundária pode fazer diferença relevante no valor pago ao longo do contrato e tem sido alvo de processos na Justiça: a periodicidade de aplicação do índice de correção.

Justiça considera irregular parcela residual em contrato

Uma decisão da Justiça de São Paulo de maio deste ano considerou ilegal a inserção de uma parcela de R$ 1.000 de um imóvel de R$ 1,28 milhão. O contrato previa correção mensal pelo INCC, com o fluxo principal de pagamentos terminando em 17 meses. A parcela residual de R$ 1.000, no entanto, foi colocada para quase dois anos depois da última parcela relevante.

Para o juiz Rafael Campedelli Andrade, da 5ª Vara Cível de Santo Amaro, a parcela não tinha função econômica compatível com o contrato e serviu para estender artificialmente o prazo de 36 meses exigido para a correção monetária mensal.

Na sentença, o magistrado afirmou que houve tentativa de burlar o prazo mínimo exigido pela lei e declarou nula a cláusula que previa a correção mensal. A incorporadora, neste caso, foi condenada a devolver em dobro a diferença entre os valores corrigidos mensal e anualmente.

O advogado Roberto Amaral, que representou o comprador na ação, afirma que a parcela residual era o principal indício da irregularidade.

“Essa parcelinha de R$ 1.000 destacada é um forte indício que está ali havendo uma cobrança irregular e deve ser encarada como um alerta”, diz.

Lei estabelece prazo mínimo para correção mensal

A legislação estabelece que a cobrança da correção monetária de forma mensal só é permitida em contratos imobiliários com prazo superior a 36 meses. Se o prazo real do contrato for inferior, o reajuste deve obrigatoriamente respeitar a periodicidade anual.

Porém, tribunais estaduais têm analisado ações de compradores que questionam contratos considerados artificialmente alongados.

Em dois julgamentos de setembro de 2025, a 34ª Câmara de Direito Privado analisou contratos com prazo inferior a 36 meses nos quais havia uma parcela residual de R$ 1.000 colocada depois de uma parcela muito maior. Em um dos casos, o contrato tinha valor de cerca de R$ 1,71 milhão, e a última parcela relevante era de R$ 400 mil. Em outro, o imóvel custava aproximadamente R$ 428 mil e a parcela anterior à residual era de quase R$ 320 mil.

Segundo o advogado Luiz Busta, especialista em direito imobiliário, essa irregularidade muitas vezes só é percebida após a entrega das chaves ou até mesmo depois da quitação total do imóvel, quando o comprador olha o histórico financeiro da transação, o que tem motivado diversas ações de revisão contratual e pedidos de restituição de valores pagos indevidamente no Judiciário.

Parcela de R$ 1.000 pode ser sinal de alerta

Amaral afirma que, no caso de Américo, a parcela residual de R$ 1.000 nem sequer permanecia efetivamente em aberto no momento do financiamento. O valor era incorporado ao saldo devedor informado pela construtora ao banco, embora continuasse previsto no contrato como uma parcela futura. Para o advogado, essa dinâmica reforçou a tese de que o alongamento do prazo tinha função apenas formal.

Segundo ele, o consumidor deve olhar principalmente o quadro de pagamento do contrato e identificar quando termina o fluxo relevante de parcelas e se existe algum valor residual muito pequeno colocado posteriormente.

Segundo o comprador que ganhou a causa em maio, que pediu para não ser identificado, a informação sobre a parcela residual estava na cláusula que trata das datas de pagamento das parcelas.

“No meu caso teve uma entrada, uma segunda parcela, o valor a ser pago por meio de financiamento em 2023 e então essa quarta parcela, de R$ 1.000, para ser paga dois anos depois”, contou.

O advogado especialista em direito imobiliário, Daniel Vicentini, diz que o consumidor costuma falhar em monitorar a evolução do saldo que fica sob a incidência do INCC durante as obras. Segundo ele, “o comprador concentra sua atenção apenas no valor inicial das parcelas e no preço total anunciado para o imóvel”.

“Embora o INCC seja previsto contratualmente, sua cobrança deve observar os limites estabelecidos na legislação e no próprio contrato. Em determinadas situações, especialmente quando há atraso na entrega do empreendimento ou cobranças realizadas de forma inadequada, o consumidor pode ter direito à revisão dos valores ou até mesmo à restituição de quantias pagas indevidamente”, diz Vicentini.

A avaliação depende das características de cada contrato. Uma parcela pós-chaves ou um prazo superior a três anos não significa sempre que há irregularidade. O comprador pode ter negociado um fluxo mais longo, por exemplo, para reduzir o valor das prestações durante a obra. A questão é saber se o prazo mais longo corresponde a uma negociação efetiva ou se foi criado apenas formalmente.

O que observar antes de fechar negócio

  • Qual é o prazo efetivo do contrato.
  • Quando ocorre a entrega das chaves.
  • Se existem parcelas muito pequenas concentradas no fim do cronograma.
  • Como será corrigido o saldo devedor.
  • Qual o impacto estimado do INCC sobre o valor final do imóvel. (Ana Paula Branco/FOLHAPRESS)

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12h. OE. Chega e PS acusam Governo de ser pouco claro

10 October 2026 at 12:28
A oposição acusa o Executivo de ser pouco transparente e claro nos objetivos E ainda, José Luís Carneiro reitera que o PS se vai abster na votação do documento.

OE. Falta transparência nas medidas para a Habitação?

10 October 2026 at 12:18
Francisco Gomes (CH) fala em falta de informação na proposta do Governo. Frederico Francisco (PS) aponta ausência de metas. Gonçalo Lage (PSD) mostra disponibilidade para alcançar consensos.

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