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BCP anuncia reembolso antecipado de 300 milhões de euros em obrigações subordinadas

20 October 2026 at 21:38

O Banco Comercial Português (Millennium BCP) anunciou nesta terça-feira que decidiu exercer a opção de reembolso antecipado da totalidade das suas obrigações subordinadas de 300 milhões de euros com vencimento em 17 de maio de 2032.

Em comunicado ao mercado, o banco liderado por Miguel Maya diz que “as 300.000.000 euros Subordinated Fixed Rate Reset Notes due 17 May 2032”, emitidas em 17 de novembro de 2021 no âmbito do programa de notas de 25 mil milhões de euros, serão reembolsadas a 17 de novembro de 2026 pelo montante de capital em dívida acrescido dos juros vencidos, “de acordo com a condição 6(d) dos termos e condições das notas”.

 

Jefferies eleva preço-alvo do BCP para 1,30 euros e mantém recomendação de compra

20 October 2026 at 21:07

O Jefferies manteve a recomendação de “comprar” (‘Buy’) para o Banco Comercial Português (BCP) e aumentou o preço-alvo da ação em 5%, de 1,24 para 1,30 euros, num research em antecipação dos resultados do terceiro trimestre, previstos para 28 de outubro. Com as ações do banco a cotar perto de 1,11 euros, a nova meta implica uma valorização potencial de cerca de 18%.

Na nota, os analistas projetam um lucro de 293 milhões de euros no terceiro trimestre, 2% abaixo do consenso de mercado, de 301 milhões de euros. Ainda assim, o Jefferies considera que o foco dos investidores estará na evolução da margem de juros, sobretudo em Portugal, onde antecipa desempenho acima das estimativas no trimestre e maior potencial de subida nos anos seguintes.

A casa de investimento prevê que a margem financeira do BCP em Portugal cresça 14% em 2026, 12% em 2027 e 8% em 2028, em termos homólogos, num cenário que assume uma taxa de depósito do Banco Central Europeu de 2,75% no final de 2026. Estas projeções colocam o banco de investimento norte americano em 1%, 3% e 5% acima do consenso para a margem em Portugal em cada um desses anos e 1%, 2% e 3% acima ao nível do grupo (nas contas consolidadas).

Quanto ao capital, o banco de investimento estima um rácio CET1 de 14,8% no terceiro trimestre, uma descida de 30 pontos-base face ao trimestre anterior, excluindo eventuais benefícios de operações de transferência de risco significativo (SRT), ou seja, titularização de crédito.

A Transferência Significativa de Risco (Significant Risk Transfer ou SRT) é um conceito regulatório bancário estabelecido nos acordos de Basileia III (e refletido na União Europeia através do Regulamento de Requisitos de Capital – CRR) que permite a um banco reduzir os seus requisitos de capital regulatório ao transferir uma parte substancial do risco de crédito de uma carteira de ativos para investidores terceiros, sem a necessidade de vender os empréstimos originais ou retirar os ativos do seu balanço.

O Jefferies estima cerca de 40 pontos-base de alívio de capital com esta atividade no quarto trimestre, o que permitiria uma recuperação de 30 pontos-base até ao final do ano.

No terceiro trimestre, antecipa ainda um impacto de cerca de 10 pontos-base associado ao mark-to-market da carteira ALCO.

O Jefferies vê ainda espaço para o BCP atualizar as metas estratégicas para 2028, apresentadas no quarto trimestre de 2024. Os analistas esperam lucros acumulados entre 2025 e 2028 20% acima da orientação da empresa e um retorno sobre capital próprio de cerca de 19% em 2028, face a uma meta superior a 13,5%, apoiado numa melhor margem financeira, maior eficiência e menor custo do risco.

Segundo a análise, a recente correção das ações do BCP — cerca de 10% nas últimas três semanas, em linha com a desvalorização do setor bancário europeu — constitui uma oportunidade de compra.

O Jefferies destaca que o banco negocia a 9,6 vezes o lucro estimado para 2028 e a 1,8 vezes o valor contabilístico ajustado, com um prémio de 10% face ao setor que considera justificado pelo crescimento mais forte dos lucros, pela maior rentabilidade e pela exposição a Portugal, um dos mercados com menor custo de capital próprio na Europa.

Ordens de bolsa recebidas pelos intermediários financeiros sobem 55,4% em setembro para 45,7 mil milhões

19 October 2026 at 22:22

O valor das ordens sobre instrumentos financeiros recebidas pelos intermediários financeiros registados na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) totalizou 45.725,7 milhões de euros em setembro, o que representa uma subida de 55,4% face a agosto e de 24,5% em termos acumulados desde o início do ano, em comparação com o mesmo período de 2025.

Segundo dados divulgados pela CMVM, a evolução mensal foi impulsionada sobretudo pelas ordens sobre instrumentos de dívida pública, cujo valor aumentou 70% para 28.988,4 milhões de euros. Já as ordens sobre dívida privada cresceram 15,7%, para 3.210,4 milhões de euros.

Nas ações, o valor das ordens recebidas avançou 39,5% face ao mês anterior, atingindo 4.117,8 milhões de euros.

No segmento acionista, o BCP liderou a quota de mercado das transações sobre ações, com 31,2%, seguido da Caixa – Banco de Investimento, com 13%, e do BPI, com 12%.

Já nas transações sobre dívida pública e privada, a maior quota de mercado pertenceu ao BNP Paribas – Sucursal em Portugal, com 84%, seguindo-se o Banco L.J. Carregosa, com 13,3%, e o ABANCA Portugal, com 0,5%.

Por seu lado, o valor das ordens sobre instrumentos financeiros derivados aumentou 14,8% em setembro, para 205.594,3 milhões de euros. Os contratos forward continuaram a ser o instrumento mais negociado neste mercado, representando 70,4% do total, após um crescimento mensal de 6,8%.

As transações sobre contratos de futuros registaram, por sua vez, um aumento de 91% face a agosto.

De acordo com a CMVM, o valor das ordens emitidas por residentes cresceu 30,5% em setembro, enquanto as provenientes de não residentes aumentaram 60,1%.

Quanto ao local de execução, 60,3% das ordens recebidas foram executadas em mercados regulamentados internacionais, 5,2% em mercados nacionais, 2,1% fora de mercado, enquanto 32,3% foram internalizadas pelos próprios intermediários financeiros.

Os Estados Unidos, a Alemanha e a França foram os principais destinos das ordens executadas durante o mês de setembro.

Miranda Sarmento afasta de novo IVA zero nos bens essenciais

10 October 2026 at 21:51
O Governo volta a contestar o IVA zero nos bens essenciais, dizendo que a transmissão não chega na totalidade aos consumidores. Mas se a inflação galopar o Governo ajustará a sua ação.

© JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

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