A associação académica convoca também concentração para quarta-feira e pede ao Chega que se retrate. André Ventura defendeu a ação das deputadas Rita Matias e Madalena Cordeiro.
Face à invasão ocorrida na segunda-feira, José Machado afirmou que a segurança do edifício será reforçada, nomeadamente à hora do programa de debate da Rádio Universidade de Coimbra
A deputada e líder da JS, Sofia Pereira, critica a atitude do Chega com a Académica de Coimbra e diz que não acha "normal que duas deputadas se prestem aquela triste figura" de invadir uma emissão.
Rita Matias foi identificada pela PSP após entrada no estúdio da Rádio Universidade de Coimbra. Sindicato dos Jornalistas espera inquérito do Ministério Público.
Desde a invasão do estúdio da RUC por membros do Chega, a rádio e a Académica recebem insultos e ameaças. Estudantes deveriam "ser espancados", dizem chamadores.
As chamadas começaram logo na segunda-feira, por volta das 13h00, com insultos grosseiros e ameaças indiretas, com uma pessoa a dar a entender que sabia onde ficava a RUC.
Sindicato dos Jornalistas quer "medidas exemplares", temendo que a atuação tenha sido "balão de ensaio e que o caso se repita sempre que elementos deste partido, ou de outro, se sintam injustiçados".
Para o Sindicato dos Jornalistas, a invasão, que decorreu na manhã de segunda-feira, "é um ato hostil, logo configura uma agressão, que é punível por lei"
O Presidente da Assembleia da República rejeitou esta terça-feira o entendimento do primeiro pedido de avaliação de potencial conflito de interesses do líder do Chega
Deputada foi o único membro da comitiva identificado pela PSP. O Movimento Associativo Estudantil endereçou uma carta dirigida ao presidente do Chega, a questionar a invasão.
Livre fez um pedido de apreciação formal para apurar se existia um conflito de interesses que impedisse André Ventura de presidir à comissão de inquérito parlamentar sobre Luís Neves.
José Pedro Aguiar-Branco declara que não foram "identificados elementos concretos que estabeleçam uma relação entre o interesse pessoal ou processual do deputado e os factos sujeitos ao inquérito parlamentar suscetível de comprometer a sua isenção"
Carta, dirigida a André Ventura, que condena invasão que ocorreu na segunda-feira e consequente interrupção da emissão da rádio, é subscrita por várias associações académicas de universidades no país.
MAE questiona André Ventura sobre se teve conhecimento prévio da ação promovida pela comitiva do Chega, liderada pelas deputadas Rita Matias e Madalena Cordeiro
André Ventura formalizou a sua recandidatura durante a tarde de segunda-feira. O prazo para a entrega de candidaturas terminou na segunda-feira à noite e o atual líder foi o único a apresentar-se.
De acordo com o próprio, a sua candidatura foi subscrita por todos os presidentes das estruturas distritais e regionais do partido, bem como todo o grupo parlamentar
O primeiro-ministro mostrou dentes e firmeza a Passos Coelho para travar a oposição interna. Já Ferro Rodrigues voltou sem réstia de autocrítica e desmarcou-se da responsabilidade no subir do Chega.
A PSP (que atuou de forma rápida), Luís Montenegro (que reagiu a Passos) e as juventudes partidárias de Coimbra (que se meteram numa confusão) são o Bom, o Mau e o Vilão.
Em entrevista à RTP, André Ventura apontou as polémicas com o ministro da Administração Interna como exemplo para ilustrá-lo. Ainda, MAI justificou a decisão de Luís Neves em comunicado.
PSD e Chega mudaram tanto que o comboio de Passos já passou. Demissões e suspeitas de pressões no SIRESP, o MAI não tem um dia de sossego. Costa preocupa-se com casas na UE e Chega invade Coimbra.
Ventura centra-se nos resultados das recentes sondagens para apostar num cenário em que o Chega vence. Ainda, Montenegro aconselha Passos a esperar sentado pelo insucesso político do Governo.
Importa perceber se os mais de 60% de deputados que se sentam à direita do PS correspondem mesmo a uma “maioria de direita”. E se um Chega liberto da “peçonha” pode ser parceiro numa agenda reformista
O Bloco Central, sendo um desastre real, será necessário para que, falhando em toda a linha, possa vir a ser o primeiro passo para a recuperação da normalidade do sistema.
Lisboa e o Porto não estão a arder, mas cozem lentamente. Dizer que Portugal não é a França é uma falsa sensação de segurança. Depende em grande medida do que se entende por risco de contágio.
Ventura considera que tempo de se entender com Montenegro ficou no passado. Agora, centra-se nas sondagens para apostar num cenário em que o Chega vence e lidera a maioria, mesmo que seja com Passos.