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Governo lança apoios para controlo de javalis

14 October 2026 at 20:07
Apoios destinam-se às entidades titulares ou gestoras de zonas de caça, até ao limite de 2.000 euros por zona de caça, afim de reduzir os prejuízos agrícolas e florestais, os acidentes rodoviários.

© PAULO NOVAIS/LUSA

O programa "Controlo de Densidades Excessivas de Javali em Áreas Críticas" pode terminar antecipadamente se as verbas forem esgotadas

Governo vai pagar pelo abate de javalis em Barcelos, Amares e Vila Verde

14 October 2026 at 19:20

O Governo lançou hoje um projeto-piloto de 500 mil euros para incentivar o abate adicional de javalis em mais de 1.300 zonas de caça, distribuídas por 65 concelhos de 15 distritos de Portugal continental.

Segundo um aviso hoje publicado pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), os apoios destinam-se às entidades titulares ou gestoras de zonas de caça, com incentivos de 50 euros por macho e 70 euros por fêmea abatidos acima da média histórica, até ao limite de 2.000 euros por zona de caça.

No distrito de Braga, o projeto abrange os concelhos de Barcelos, Amares e Vila Verde.

Governo vai pagar pelo abate de javalis em Barcelos, Amares e Vila Verde
Fonte: ICNF
Governo vai pagar pelo abate de javalis em Barcelos, Amares e Vila Verde
Fonte: ICNF

Denominado “Controlo de Densidades Excessivas de Javali em Áreas Críticas”, o projeto abriu hoje as pré-inscrições e decorrerá até 31 de maio de 2027, procurando reduzir os prejuízos agrícolas e florestais, os acidentes rodoviários e os riscos sanitários associados à espécie.

O programa prevê ainda um incentivo adicional de 10 euros por exemplar encaminhado para um estabelecimento aprovado de manuseamento de caça, promovendo o aproveitamento da carne em condições de segurança alimentar, valor igualmente sujeito ao limite máximo de apoio.

Podem beneficiar destes incentivos as entidades titulares de zonas de caça associativas ou turísticas e as gestoras de zonas de caça municipais ou nacionais, desde que cumpram os requisitos legais e administrativos estabelecidos pelo ICNF.

Os apoios serão calculados com base nos abates adicionais comprovados relativamente à média das épocas venatórias de 2022/2023, 2023/2024 e 2024/2025, sendo estabelecido um limiar mínimo de 10 animais por zona de caça, mesmo quando não exista histórico validado.

A seleção dos 65 concelhos assentou em sete critérios técnicos, científicos e territoriais, incluindo os danos agrícolas e florestais, a pressão populacional da espécie, as características dos habitats, a proximidade de áreas urbanas, a sinistralidade rodoviária, o risco sanitário e a expansão territorial do javali.

O ICNF considerou igualmente um estudo da Universidade de Aveiro sobre a evolução da presença e expansão de javalis no território nacional.

Os exemplares abatidos terão de ser identificados com selos específicos, registados individualmente na plataforma RUBUS e acompanhados de fotografias georreferenciadas e amostras de pelo, para permitir a verificação dos resultados e prevenir irregularidades.

As montarias abrangidas pelo projeto devem ser comunicadas ao ICNF com uma antecedência mínima de oito dias, estando previstas ações de acompanhamento, verificação e fiscalização.

O aviso estabelece ainda que, caso os pedidos de pagamento ultrapassem a dotação global de 500 mil euros, os montantes elegíveis serão reduzidos proporcionalmente, podendo o programa terminar antecipadamente se as verbas forem esgotadas.

A adesão é efetuada através da plataforma eletrónica https://javalicontrol.icnf.pt/, podendo as entidades interessadas consultar as condições de participação, os critérios de elegibilidade e a lista dos 65 concelhos abrangidos no aviso publicado pelo ICNF, disponível aqui.

Após a conclusão do projeto-piloto, será avaliada a eficácia deste modelo de incentivos enquanto instrumento de gestão sustentável das populações de javali.

No Médio Tejo, os municípios de Mação e Sardoal promoveram recentemente reuniões com associações de caçadores para discutir medidas de controlo da espécie, perante os prejuízos na agricultura e os riscos para a segurança rodoviária.

A Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo tinha manifestado disponibilidade para os seus 11 municípios integrarem este projeto-piloto, mas apenas Abrantes, Mação e Sardoal constam da lista agora publicada.

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Águas do Algarve estima cerca de 305 milhões para dessalinizadora e captação no Pomarão

By: Lusa
14 October 2026 at 18:33

A entrada em funcionamento da dessalinizadora de Albufeira está prevista para o primeiro trimestre de 2029. A empreitada do Pomarão tem sete propostas por avaliar.

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Certificação florestal pode favorecer a biodiversidade

14 October 2026 at 18:24
Investigadores do CESAM analisaram florestas em todo o mundo e em Portugal. Mais diversidade vegetal e presença de água são fatores-chave para a vida selvagem.

© PAULO NOVAIS/LUSA

Investigadores alertam que medidas de conservação devem ser adaptadas às características de cada espécie e de cada território

Almargem considera Barragem da Foupana uma falsa solução para a seca

14 October 2026 at 17:52

A associação submeteu um parecer negativo e exige uma decisão ambiental desfavorável. Aponta riscos para espécies, património e praias do Sotavento.

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Simarsul investe 472 mil euros em saneamento no Montijo

14 October 2026 at 17:55
Obra adjudicada à Obragoito II tem prazo de 330 dias e vai reforçar o encaminhamento das águas residuais da Lançada para a ETAR do Afonsoeiro.

© site do Município de Mortágua

O investimento no novo sistema de drenagem e elevação de águas residuais contribui para a proteção dos recursos hídricos, dos ecossistemas e da saúde pública

Sistema climático da Terra está a tornar-se mais instável

14 October 2026 at 17:15
Publicado na "BioScience", o sétimo relatório anual de uma coligação internacional de cientistas aponta sinais de esperança na energia renovável, mas exige transformação muito mais rápida.

© Universal Images Group via Getty

O nível de dióxido de carbono na atmosfera é mais elevado agora do que em qualquer outro momento nos últimos dois milhões de anos

Correios disponibilizam coleta para descarte de eletroeletrônicos

Logo Agência Brasil

Todas as 6.868 agências dos Correios no Brasil que têm o serviço Balcão Cidadão disponibilizaram, a partir desta quarta-feira (14), Dia Internacional do Lixo Eletrônico, o serviço de coleta de eletroeletrônicos pós-consumo. O serviço é gratuito e recebe equipamentos de até 30 quilos.

Os pontos de coleta dos Correios agora integram o Sistema de Logística Reversa Circulare, por meio de parceria com a empresa Circular Brain, que já realizava a coleta gratuita de grandes eletrodomésticos e eletroeletrônicos em todo o país. 

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“Milhões de brasileiros já utilizam as agências dos Correios em seu dia a dia. Agora, essa capilaridade também contribui para que a população tenha mais facilidade para dar a destinação correta a equipamentos eletrônicos sem uso”, destaca o presidente dos Correios, Emmanoel Rondon.

Serão recebidos itens como celulares, notebooks, tablets, fones de ouvido, cabos e outros eletroeletrônicos de pequeno porte, que devem ser acondicionados em uma caixa aberta de até 1 metro cúbico. Pilhas, baterias e lâmpadas não poderão ser descartadas no local.

Na agência dos Correios, o cliente faz a entrega do volume para checagem do conteúdo pelo atendente e informa nome, CPF, endereço, e-mail e telefone, para a emissão de um comprovante de envio. O fechamento da embalagem é feito no local.

Cada equipamento é destinado ao parceiro do sistema de logística reversa que seja homologado junto à rede e todo o processo é rastreado até a destinação final de cada equipamento.

Segundo Marcus Oliveira, diretor executivo da Circular Brain, muitas pessoas guardam esses pequenos eletrônicos em casa por não saberem como dar a destinação adequada e também por não haver ponto de entrega voluntária em suas cidades.

“Agora, é só juntar os aparelhos numa caixa e passar no Correio mais próximo quando for resolver outra questão”, acrescenta.

Brasil

De acordo com o último Monitor Global de Resíduos Eletrônicos, elaborado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2024, o Brasil é o terceiro maior gerador de resíduos eletrônicos na América do Sul e gera 2,4 milhões de toneladas ao ano.

Desse volume, apenas 3% são coletados, apesar da Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/2010) e o decreto 10.240/2020 obrigarem fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes a estruturar a logística reversa de eletroeletrônicos de uso doméstico, com metas de coleta e pontos de entrega distribuídos pelos municípios.

Marcus Oliveira lembra que além de contaminar o solo, a água e trazer riscos à saúde, o descare inadequado também é um desperdício de matéria-prima para a indústria, assim como o não descarte.

“Quando ficam parados em casa, sem utilidade, esses eletrônicos deixam de ser reciclados. Com isso, a indústria perde muitas matérias-primas que poderiam voltar à cadeia produtiva sem a necessidade de explorar novamente o meio ambiente”, conclui.

Quatro terras algarvias registam temperaturas na casa dos 30 ºC

14 October 2026 at 13:35

Nesta terça-feira, dia 13 de outubro, foram registadas temperaturas na casa dos 30 graus Celsius em quatro localidades algarvias. Uma delas foi mesmo a segunda mais quente a nível nacional.

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CARE assistiu mais de 200 mil moçambicanos

14 October 2026 at 13:07
Projeto previa ajuda a 152 mil pessoas, mas acabou por superar a meta inicial. Cerca de 25% dos beneficiários correspondem a famílias afetadas pelas cheias.

© KAREL PRINSLOO / HANDOUT/EPA

O diretor nacional-adjunto da CARE Moçambique afirmou que, mesmo assim, a capacidade de cobertura do país está abaixo de 40%

Chuvas se intensificam no Centro-Oeste e Sudeste do país

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O tempo instável causado pela presença de áreas de baixa pressão favorece, nesta quarta-feira (14), a ocorrência de chuvas no oeste da Região Norte, em parte do Centro-Oeste e do Sudeste, e em grande parte da Região Sul, informa o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Na Região Centro-Oeste, um aviso laranja de perigo alerta para tempestades no centro e sul de Mato Grosso do Sul. Nas demais áreas do Mato Grosso do Sul, no noroeste, oeste, sudoeste, centro e sudeste de Mato Grosso e no centro e sul de Goiás o aviso é amarelo de perigo potencial.

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A previsão é de chuva para toda a região, começando o dia com pancadas de chuva e trovoadas no Mato Grosso do Sul, no sudoeste de Goiás e no sul de Mato Grosso. Até a noite, as chuvas mais intensas chegam também ao centro e sul de Goiás, leste de Mato Grosso e no Distrito Federal.

Nas capitais, a temperatura mínima será de 19°C em Campo Grande e a máxima chega a 36°C em Goiânia.

No Sudeste do país, há aviso laranja de perigo para tempestades em São Paulo, no sul de Minas Gerais e no Rio de Janeiro. Também há aviso amarelo de perigo potencial para tempestades no Triângulo Mineiro e na região central de Minas Gerais.

Chove com trovoadas desde cedo no oeste de São Paulo e no Triângulo Mineiro. Até o fim do dia a chuva com trovoadas chega a todo o estado de São Paulo, no oeste, centro, sul e sudeste de Minas Gerais e no centro, sul e oeste do Rio de Janeiro. 

Nas áreas de divisa de Minas Gerais com a Bahia, o aviso laranja de perigo é para baixa umidade do ar, que se estende com menos potência para as demais áreas do norte de Minas Gerais, onde o aviso é amarelo de perigo potencial.

A temperatura entre as capitais varia da mínima de 16°C, em São Paulo, até a máxima de 33°C em Belo Horizonte.

No Norte brasileiro há aviso amarelo de perigo potencial para tempestades em Rondônia, no Acre, no sul, oeste e norte do Amazonas e no oeste e noroeste de Roraima. Também há possibilidade de chuvas isoladas nas demais áreas do Amazonas, no sul, oeste e noroeste do Pará e na faixa litorânea do Amapá e do Pará.

Nas capitais, as temperaturas variam entre a mínima de 24°C, em Porto Velho, e a máxima de 38°C, em Rio Branco.

Na Região Nordeste, há aviso laranja de perigo para baixa umidade do ar no sudoeste da Bahia, e aviso amarelo de perigo potencial para baixa umidade do ar no leste do Maranhão, no Piauí, em grande parte do Ceará, exceto na faixa litorânea, no sudoeste do Rio Grande do Norte, no oeste da Paraíba, de Pernambuco e de Alagoas e no norte, centro e oeste da Bahia.

A variabilidade da temperatura será grande entre as capitais sendo a mínima de 22°C, em Maceió, e a máxima de 39°C, em Teresina.

Na Região Sul, um aviso laranja de perigo alerta para tempestades no oeste, noroeste, norte e nordeste do Paraná. Também há aviso amarelo de perigo potencial para tempestades nas demais áreas do estado, em Santa Catarina e nas áreas de divisa do Rio Grande do Sul com Santa Catarina. 

As temperaturas permanecem amenas na região com mínima será de 15°C em Porto Alegre e máxima de 23°C em Florianópolis.

 

Agropecuária ocupa territórios próximos aos preservados na Amazônia

Logo Agência Brasil

O avanço da agropecuária sobre o bioma Amazônia foi intenso nos territórios próximos às áreas protegidas como Unidades de Conservação, Terras Indígenas e Quilombolas. Em 2025, a atividade já ocupava 30,5% do total dessas áreas.

Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (14) e são de um recorte sobre a Amazônia, da Coleção 11 do MapBiomas, que reúne informações sobre cobertura e uso da terra do Brasil entre 1985 e 2025.

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Em 2025, a agropecuária ocupava 65,2 milhões de hectares na Amazônia, sendo que desse total, 13,6 milhões de hectares estão em áreas no entorno dos locais onde a legislação protege a vegetação nativa.

A proximidade das estradas às áreas protegidas também representa uma pressão aos locais onde a vegetação nativa responde por 98%. O estudo mostrou que as áreas mais próximas às vias também são as mais ocupadas pela agropecuária.

Dos 157 milhões de hectares existentes a até 5 km dos 618 mil km de vias mapeados, 40,2% são ocupados por atividades da agropecuária. O equivalente a 63 milhões de hectares, ou mais de 96% da área ocupada pela atividade no bioma.

Conforme aumenta a distância das vias, a participação da agropecuária no território diminui, com a presença dessas atividades em 26,7% das áreas.

Na avaliação do pesquisador do Imazon Bruno Ferreira, que integra a equipe do MapBiomas Amazônia, essa forma de ocupação é uma ameaça à conservação do bioma.

“As estradas facilitam o acesso a áreas de vegetação nativa, favorecendo processos de ocupação e conversão da terra. No entorno e no interior das áreas protegidas, essa pressão pode se refletir na expansão da agropecuária, da mineração e de outras atividades que modificam a cobertura e o uso da terra”, alerta.

De acordo com o estudo, em 41 anos a agropecuária cresceu 561% no entorno das áreas protegidas da Amazônia.

Metodologia

O estudo cruzou os dados da coleção 11 do MapBiomas com as vias mapeadas a partir das bases de estradas do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e as informações adquiridas pelo OpenStreetMap. 

O total de 618 mil km de vias considera também as que não fazem parte da malha rodoviária oficial.

Desmatamento

O estudo também atualiza os dados sobre o desmatamento na Amazônia em 2025, quando foram registrados 693 mil hectares de desmatamento, o menor valor da série histórica.

A maior parte do desmatamento, 639 mil hectares, ocorreu em vegetação primária, ou seja, em locais onde a vegetação nativa continuava intocada. Outros 54 mil hectares desmatados foram de vegetação secundária, onde os ecossistemas já haviam sofrido intervenção, mas ainda mantinham capacidade de regeneração natural.

Entre os anos de 1985 e 2025, a Amazônia perdeu 54,7 milhões de hectares de vegetação nativa, que somados ao território transformado pelo homem anteriormente levou a 74,6 milhões de hectares antropizados na Amazônia.

Em 41 anos, o tipo de vegetação mais afetado pelo desmatamento foi a formação florestal, que perdeu 49,7 milhões de hectares, o equivalente a menos 14,8%.

Agropecuária

De forma geral, a agropecuária fechou 2025 ocupando 15,5% do território da Amazônia, em uma área de 65,3 milhões de hectares. Desse total, 50,8 milhões de hectares, 12% do bioma, são de pastagem da pecuária. Outros 8,6 milhões de hectares são de agricultura, que corresponde a 2% do território da Amazônia.

A mineração ocupa, em 2025, 440 mil hectares no bioma. No início da série histórica eram 32 mil hectares, resultando na ocupação de uma área 14 vezes maior em 41 anos.

Um em cada seis já deitou resíduos elétricos no lixo comum

14 October 2026 at 11:06
Estudo analisou comportamento de consumidores de "fast tech" de 12 países. Associação Zero diz que "comemorações [do Dia Internacional dos Resíduos Elétricos] não podiam ser mais tristes".

© ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

Associação Electrão apela a que os consumidores verifiquem quais os equipamentos que ainda podem utilizar, reparar ou doar, e que entreguem os que chegaram ao fim de vida nos pontos de recolha adequados

Gasolio, il prezzo della geopolitica

14 October 2026 at 09:21

Il costo del gasolio in Italia dipende oggi da vicende geograficamente lontane e da un decreto annunciato e non ancora arrivato. Finché l’Europa resta dipendente dalle importazioni, ogni crisi internazionale si traduce prima o poi in un rincaro alla pompa.

L'articolo Gasolio, il prezzo della geopolitica proviene da Lavoce.info.

Argentina e Brasil restringem acesso a Cataratas do Iguaçu

14 October 2026 at 07:51
Decisão em ambos os países surge depois de as autoridades terem ativado um protocolo preventivo face a uma forte subida do nível do rio Iguaçu, com o caudal a ultrapassar os 12 mil metros cúbicos.

© LUSA

As Cataratas do Iguaçu, declaradas Património Natural da Humanidade pela UNESCO, constituem uma das principais atrações turísticas do Brasil e partilham o sistema de quedas de água com a Argentina

Turismo de Portugal financia três refúgios climáticos

13 October 2026 at 23:03
Arroios, Valdujo e Praia da Mira recebem os primeiros apoios para criar zonas verdes e de descanso gratuitas nos períodos de maior calor do verão.

"Os refúgios climáticos são uma resposta concreta aos desafios que as alterações climáticas colocam aos territórios e à forma como vivemos" afirma presidente do Turismo de Portugal

Barragem da Foupana é uma falsa solução para a seca, que destrói o património natural do Algarve – Almargem

13 October 2026 at 19:16

A Almargem – Associação de Defesa do Património Cultural e Ambiental do Algarve, em comunicado enviado às redações, que se transcreve a seguir, diz que submeteu um parecer negativo ao projeto da Barragem da Foupana. A Almargem considera um atentado ambiental, e um potencial desastre financeiro, o investimento de 90 milhões de euros que ameaça transformar-se num “elefante branco” sem água.

A ribeira da Foupana é um dos últimos cursos de água livres do Algarve. Enquanto que a maioria dos rios do Sul foi profundamente alterada por barragens e espécies exóticas, na Foupana, cerca de dois terços dos peixes existentes são espécies autóctones que ali encontram o seu último refúgio. Erguer uma parede de betão significa destruir este ecossistema único.

O “fim da linha” para a vida na ribeira

A alteração do curso da ribeira e a criação de uma albufeira terão um impacto devastador sobre a fauna aquática:  

  • Risco de extinção local do Saramugo: Este pequeno peixe, um dos mais ameaçados da Península Ibérica, é incapaz de sobreviver em águas paradas. A albufeira significará o seu desaparecimento definitivo naquele troço.  
  • Bloqueio de peixes migradores: A parede da barragem impedirá a subida e descida de espécies emblemáticas como o Sável, a Savelha, a Enguia-europeia e a Lampreia-marinha. Sem o sinal dos peixes jovens a descer o rio, os adultos do mar deixarão de entrar na bacia do Guadiana.  
  • Isolamento e Invasão: Espécies nativas como a Boga-do-Guadiana e o Barbo-de-cabeça-pequena ficam encurraladas, tornando-se presa fácil para peixes exóticos invasores predadores (como o Achigã) que proliferam em albufeiras.  
  • Colapso dos mexilhões de água doce: Os mexilhões-de-rio (náiades em perigo de extinção) precisam das guelras dos peixes nativos para se reproduzirem. Sem estes peixes, as náiades desaparecerão também do vale.  

Da serra à praia, os impactes são múltiplos

  • Ameaça ao Lince-Ibérico: A albufeira vai inundar e cortar o corredor natural desta espécie, empurrando-os para as estradas e aumentando o risco de atropelamento.  
  • Perda de floresta e património: Ficarão submersos mais de 500 hectares de vegetação protegida, 70 hectares de azinhais, plantas raras e dezenas de moinhos tradicionais de rodízio e sítios arqueológicos romanos e medievais.  
  • Agravamento da erosão nas praias: Ao reter cerca de 10 milhões de m³ de areias e sedimentos, a barragem vai privar as praias e dunas do Sotavento do material necessário para combater o recuo da linha de costa.  

Aposta em alternativas sustentáveis

A Almargem sublinha que a verdadeira resiliência hídrica não passa por reter mais rios expostos à evaporação, mas sim por gerir a água de forma integrada:  

  • Resolver as fugas nas tubagens: Em vários concelhos do Algarve, grandes volumes de água potável perdem-se em roturas na rede. Reparar as tubagens gera mais água útil do que toda a barragem da Foupana.  
  • Guardar água no subsolo: Infiltrar a água das chuvas nos aquíferos subterrâneos (como Querença-Silves), protegendo-a do sol, da evaporação e da contaminação a um custo muito inferior.  
  • Reutilizar a água das ETAR: Usar água reciclada para a rega, poupando a água potável das barragens existentes para o consumo das populações.  

Participe na Consulta Pública até 16 de outubro

A Almargem exige à Agência Portuguesa do Ambiente a emissão de uma Declaração de Impacte Ambiental Desfavorável e apela a todos os cidadãos para que submetam a sua oposição ao projeto no portal Participa.pt (Processo de AIA n.º 3837) até ao dia 16 de outubro.

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