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Vinte euros

VTM

Vinte euros.

Vinte euros por mês, num setor onde o salário base médio é de 924 euros.

A remuneração média bruta no setor é de 1.145 euros, enquanto a média nacional é de 1.686 euros.

O turismo gerou 20,1 mil milhões de euros em 2024, mais de 8% de toda a riqueza produzida no país. Só em julho deste ano registaram-se 9,6 milhões de dormidas.

No alojamento e restauração, 36,1% dos trabalhadores recebem o salário mínimo nacional.

A FESAHT, federação afiliada na CGTP, que representa os trabalhadores do setor, entregou a sua proposta em novembro de 2025. A APHORT não respondeu. Os 20 euros só apareceram em processo de conciliação no Ministério do Trabalho, requerido pelos sindicatos.

Entretanto, a APHORT assinou com o SITESE, afiliado na UGT, uma revisão do Contrato Coletivo de Trabalho para 2026. O que lá está retira direitos conquistados ao longo de décadas: permite jornadas de trabalho de 12 horas diárias sem o pagamento de trabalho suplementar; permite às empresas deixarem de pagar os feriados e, deste modo, deixar de pagar mais de 900€/ano a cada trabalhador; reduz para metade o pagamento do trabalho em dia de descanso semanal, acaba com as diuturnidades e com o direito centenário à alimentação em espécie.

O SITESE não tem praticamente associados no setor. Na prática, este contrato não se aplica a ninguém.

Mas pode vir a aplicar-se a muita gente, através de uma Portaria de Extensão, publicada pelo Governo, um contrato assinado por um sindicato sem trabalhadores no setor passa a abranger todos os que não estejam afiliados nos sindicatos da FESAHT.

Em Vila Real, há dez hotéis onde os trabalhadores, com o seu sindicato, apresentaram cadernos reivindicativos. São dez de 133 em todo o Norte.

Nesses 133 hotéis, a luta organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Norte, da CGTP, deu aumentos de 50 a 100 euros, em muitos casos com efeitos retroativos a 1 de janeiro de 2026.

A diferença entre 20 euros e 100 não é o resultado de uma lei. Foram os trabalhadores, organizados no seu sindicato de classe, que os conquistaram.

No dia 17 de outubro, às 10h30, na Praça da Batalha, no Porto, a CGTP promove uma Manifestação Nacional por mais salário, melhores pensões e serviços públicos, e pelo Salário Mínimo Nacional de 1.100 euros. Há pré-aviso de greve para o setor da hotelaria para justificar a falta e há transportes organizados pela União dos Sindicatos de Vila Real.

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O Cancro do Pulmão Não Tira Férias: O peso invisível da doença

15 October 2026 at 19:43

Artigo de opinião da Dr.ª Filipa Macedo, oncologista. Ter um cancro do pulmão, já é por si só, um fardo. Mas este fardo aumenta exponencialmente quando a cabeça começa a funcionar: será que tenho cura?; Não quero ter dores; não quero morrer com falta de ar; será que vou ver o meu neto casar?. É […]

Manuel Cordeiro – Valeu a Pena (3)

15 October 2026 at 19:16

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Que grande oportunidade! Sempre tive uma predileção especial por Timor. Porquê? Porque o Senhor Padre Alberto Gonçalves e o Senhor Padre Francisco Afonso, ambos nascidos em Remondes e de famílias bem conhecidas, eram missionários em Timor. Isso para mim era fascinante. Dada a amizade que ambos tinham com os meus pais, com especial relevo para a minha mãe, permitia-me ter sempre notícias sobre Timor pois sempre que vinham cá de férias, passavam-nas em Remondes, terra que me viu nascer e a eles também.

Recordo muito bem os selos das cartas que eles mandavam à família e que passavam todas por minha casa pois a minha mãe foi responsável pelo correio durante bastantes anos. Assim eu tinha a possibilidade de me deleitar com os lindos e diferentes selos das cartas que vinham de Timor.

Quando a minha profissão de Professor Universitário me facilitou contactos com Timor, eu aproveitei-os de imediato e com todo o empenho.

A primeira vez que eu falei em público sobre Timor foi no dia 10 de outubro de 2002. Fi-lo na qualidade de membro do Rotary Club de Vila Real e no papel de responsável pela Subcomissão de Serviços à Comunidade Mundial, pertencente à Comissão Distrital de Serviços Internacionais do Distrito Rotário 1970, presidida pelo companheiro Manuel Cardona, também membro do Rotary Club de Vila Real.

Após esta conferência e atendendo a que as minhas idas a Timor, para lecionar no curso de Engenharia Eletrotécnica ministrado na Universidade de Timor-leste, em parceria com a FUP – Fundação das Universidades Portuguesas, começou uma colaboração forte e profunda de mim com Timor.

Dado que estava em Timor num ano, durante dois períodos de cerca de 2 meses cada um, fui escrevendo e dando a conhecer aos leitores do Jornal A Voz de Trás-os-Montes, o que era o meu pensamento sobre Timor, em todos os aspetos. Na minha escrita tive sempre em consideração que Timor estava em formação e em crescimento e era importante realçar o que tinha de melhor. Este meu procedimento teve sempre como objetivo melhorar a imagem e o convívio entre os timorenses, pois só assim é que eu podia ajudar Timor a tornar-se um país independente e onde qualquer pessoa se pudesse sentir bem.

Desloquei-me lá 11 vezes, com estadias de 2 meses cada uma. Fui o Coordenado do Curso e escrevi muito sobre Timor. O livro “Um Olhar (atento) sobre Timor” é o meu legado a Timor e aos timorenses. Nele pus tudo o que de bom eu considero que Timor tem. E é muito.

Aos timorenses digo que o meu coração também é vosso.

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Hoje passei por aqui

15 October 2026 at 18:32

VTM

Trago-o ao meu Visto do Marão por dois motivos: o ato em si, aquele momento da apresentação, vivido por detrás do Alvão e, claro, pela obra literária, perfeitamente integrada na Literatura de Viagens.

A sensibilidade para as coisas da cultura, de uns e a capacidade criativa de outros fazem acontecer atividades deveras interessantes por estas nossas terras. A apresentação do livro “A Minha Volta A Portugal – Hoje passei por aqui”, de Luís Filipe Silva, natural de uma das aldeias daquela freguesia e que se dispôs a percorrer os 308 concelhos do seu país – “se Deus quiser, o tempo permitir e a polícia deixar” – constituiu um belíssimo momento cultural que também incluiu música e um sketch alusivo à terra – solo – à nossa terra – o local, a comunidade, o país. A dar razão, mesmo que antecipada, ao Presidente da República, no seu discurso em Chaves: «a cultura é uma forma de afirmar a nossa identidade, de abrir horizontes e de aproximar Portugal do mundo».

O livro, que tive a incumbência de apresentar, é uma obra que se enquadra claramente na literatura de viagens. Ali se encontram marcas claras que os nossos escritores cultivaram. É o tom “oralizante” do narrador, tal como marcas de bom humor, de Garret; a descoberta humanista de “Pequenos Mundos, ou a reflexão sobre a humanidade, sobre as comunidades, denunciando desigualdades e isolamento, ou o pendor “realista e documental”, tal como Ferreira de Castro; ou “alguém que se deixa afetar pelo que vê, que observa com vagar e que interage com as gentes locais”, que se foca “nos detalhes subtis, na paisagem moldada pelo trabalho e na memória coletiva”, consciente de que a viagem “opera no espaço físico – estradas, caminhos, aldeias – e no espaço interior a busca pelas origens e a consciência crítica”, tal como acontece em Saramago, autor que inspirou este outro Viajante.

Em Ribeira de Pena, com muito a propósito, fala da “história, não a lenda, da construção da ponte de arame para quebrar o isolamento da terra do Padre Álvaro Pimenta” e agarra o tema de Camilo Castelo Branco, que explora também em Vila Real, com especial realce na visita a Vilarinho da Samardã, onde encontrou um sobrinho trineto do escritor. Não deixa passar em claro, na visita à Vila Velha, a cantilena dos sinos na Festa de S. Brás. Numa sequência que, nesta 1.ª parte, o leva pelo interior Norte e Centro até à ilha das Flores.

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A Pena de Morte

15 October 2026 at 18:11

VTM

A segunda tentativa falhada para executar esta mulher do Estado americano do Tennessee deu novo fôlego ao debate sobre a pena de morte. Este caso começa por colocar muitas dúvidas até sobre a metodologia usada, que alguns asseguram que é eficaz e indolor, mas na verdade não resultou assim. Não foi eficaz e poderá ter causado sofrimento extremo à vítima. E depois de uma primeira tentativa falhada, voltou-se a sujeitar a condenada ao mesmo suplício com o mesmo resultado. É altamente questionável tudo o que se passou.

Os bispos católicos do Estado do Tennessee, juntamente com os bispos da Comunhão Anglicana, apressaram-se a pedir uma comutação da pena e que não se procedesse a uma nova tentativa de execução, não desvalorizando a gravidade do crime que foi cometido e o sofrimento da família da vítima, que ela foi acusada de matar. Os bispos sublinham, sobretudo, que a necessária atribuição de responsabilidade por um crime muito grave não deveria exigir outra morte. Na base deste entendimento está a dignidade que pertence a cada pessoa, criada à imagem de Deus. A vida humana é sagrada. Nem mesmo os crimes mais graves podem anular essa dignidade ou excluir definitivamente a possibilidade de arrependimento e redenção. A justiça não é vingança. Como é que se compreende que uma sociedade condene alguém por ter tirado a vida a uma pessoa e depois essa mesma sociedade pratica o que condena?

Para a Igreja Católica a pena de morte é inadmissível e defende a sua abolição em todo o mundo, porque é um ataque à dignidade da pessoa humana e não é protetora da sociedade. A dignidade da pessoa não se perde após a prática de crimes muito graves. Além do mais, os Estados atuais já têm formas de detenção eficazes, sem necessidade de tirar a vida e que não anulam a possibilidade de redenção aos culpados. O Estado deve defender a vida sempre e em todos os casos. Os países que a defendem e praticam alegam que a pena de morte é dissuasora, mas, na verdade, não há provas claras de que assim seja e apesar de praticarem a pena de morte, continuam a registar altos índices de criminalidade.

O Papa Francisco apelou a “todos os cristãos e homens de boa vontade” que lutem, “não só pela abolição da pena de morte, legal ou ilegal, em todas as suas formas, mas também para melhorar as condições carcerárias, no respeito pela dignidade humana das pessoas privadas da liberdade”.

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O Cancro do Pulmão Não Tira Férias: O peso invisível da doença

15 October 2026 at 19:02

Ter um cancro do pulmão, já é por si só, um fardo. Mas este fardo aumenta exponencialmente quando a cabeça começa a funcionar: será que tenho cura?; Não quero ter dores; não quero morrer com falta de ar; será que vou ver o meu neto casar?. É incontornável.

Tentamo-nos distrair, mas em pouco tempo já estamos a pensar em todas estas questões outra vez. Eu quero que a minha vida avance, mas…

Queremos cuidar do cancro e, de repente, deixamos de cuidar da pessoa

61% dos doentes com cancro do pulmão reportam sintomas psicológicos negativos após o diagnóstico. Admira-me não ser 100%. Ninguém recebe uma notícia de cancro e fica igual. Tudo muda naquele momento.

Já sabemos quais são os 4 sintomas mais experienciados: tristeza (58.5%), medo (56.5%), ansiedade (56.3%) e incerteza (55.2%). Medo de sofrer, medo que os tratamentos não resultem, medo dos efeitos secundários.

A família sofre em silêncio para que o doente não perceba. O doente sofre porque sabe do impacto na família: 9 em cada 10 doentes tem a sua vida afetada após o diagnostico (vida social, trabalho, rotinas).

E continuamos a tratar do cancro, sem cuidar da pessoa

Depois do primeiro impacto do diagnóstico, vem o estigma. Primeiro o estigma internalizado – sentimentos de culpa, de vergonha, arrependimento e auto-culpabilização. Em seguida vem o estigma externalizado (vindo dos outros) – traduz-se em atitudes de julgamento, discriminação e falta de empatia por parte de familiares, colegas e até profissionais de saúde, que frequentemente associam a doença a um comportamento de risco autoimputável. Importa ressalvar que 15 a 20% dos tumores do pulmão ocorrem em não fumadores.

A evidência científica demonstra que o estigma está associado a maior sofrimento psicológico, depressão, ansiedade e pior qualidade de vida. Os doentes estigmatizados tendem a atrasar a procura de cuidados médicos, a ocultar o diagnóstico e a apresentar menor adesão terapêutica — fatores que comprometem diretamente os resultados clínicos e a sobrevivência.

Paradoxalmente, as campanhas de saúde pública antitabágicas, embora essenciais na prevenção, podem reforçar inadvertidamente a perceção de culpabilidade nos doentes.

E continuamos a tratar do cancro, sem cuidar da pessoa

Os doentes com cancro do pulmão acarretam assim 2 pesos: a doença em si e o julgamento silencioso dos outros. Todos temos um papel para reduzir este fardo. Nós pessoas, nós profissionais de saúde.

A saúde mental deve caminhar de braço dado com o tratamento oncológico. Uma mente forte traduz-se num corpo são. O caminho não precisa ser feito sozinho e não se faz do dia para a noite, faz-se caminhando. O diagnóstico atinge o corpo, mas é a saúde mental que determina como é que o doente enfrenta cada dia da sua jornada.

Para ler o artigo angerior publicado pela autora, clique aqui.

* Oncologista

Reflexões I

15 October 2026 at 16:06

VTM

1 – Partidos Políticos

Os partidos políticos democráticos, regra geral são combativos, plurais e fundam a sua ação política em princípios, valores e orientações pragmáticas, que os aproximam do cidadão e das suas várias dimensões sociais. São pilares fundamentais da democracia representativa.

Apesar de tudo isto, têm desafios e limitações, alguns tornaram-se estruturas fechadas e distantes das dinâmicas sociais, sendo inimigos da pluralidade interna.

Existe uma palavra que todos aqueles que lideram usam para classificar aqueles que perderam e que não concordam com a estratégia, ou falta dela, com a linha de pensamento ou a sua inexistência, criticam ou apontam falhas … são os ressabiados, e assim se tenta afastar, classificar e rotular aqueles que não concordam, evitando o debate de ideias, resumindo tudo nesta palavra.

É estranho, sendo os partidos plurais democráticos, admitindo dentro do mesmo o saudável não “unanimismo”, elogiando o aparecimento de várias tendências, dizendo ser demonstrativo da vivacidade do mesmo, mas as lutas internas são mais violentas do que a oposição externa, e os que ganham ressabiados, classificam os que perdem de ressabiados.

Enfim, contradições dos defensores do pluralismo.

Sem respeito pela oposição, não há confiança, sem confiança não há participação, sem participação não há democracia.

2 – Vereadores da Oposição

Ser vereador da oposição deve ser das funções políticas mais difíceis de exercer, falo com experiência própria.

O papel da oposição autárquica não é apenas resistir, mas também propor, colaborar e contribuir para o progresso do concelho, garantindo que todos sejam ouvidos e representados. Questionar, desafiar e oferecer alternativas construtivas são componentes essenciais. Tudo isto é difícil, dado que estes não têm equipas de assessores, técnicos ou juristas. O esforço de comunicação tem de ser enorme e com falta de meios torna-se talvez o mais difícil. Tenho para mim que o leitor se lembrará da 1.ª reunião de câmara, badalada nas redes sociais com fotografias a preceito, depois disso… muito pouco.

Claro que a página oficial do município se foca nas inaugurações, eventos e conquistas do executivo, sendo o registo fotográfico muitas vezes míope dado que os vereadores da oposição raramente aparecem e quando aparecem é meios de esguelha.

Outro grande problema é o acesso à informação, e a propósito disso o vereador Alberto Moura afirmou, num programa de rádio, que a informação sobre inaugurações, nomeadamente nas juntas de freguesia e outros convites, não chegam às mãos dos vereadores da oposição, e disse mais, que tem a certeza que no passado não era assim, que o anterior presidente não permitiria e se porventura este não soubesse, teria no seu chefe de gabinete toda a atenção, de maneira os convites chegarem ao destino, tecendo elogios ao mesmo. Ao ouvir estas palavras, quase dei uma gargalhada… mas esbocei um sorriso, o vereador Alberto Moura falava por convicção e não com conhecimento de causa. Falar sem prova e chegar a uma conclusão é fabricar desinformação.

Os tempos mudaram, mas há coisas que não mudam.

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À Mesa Também se Educa 

15 October 2026 at 00:01
Neste Dia Mundial da Alimentação, vale a pena olhar para a alimentação  infantil como aquilo que ela realmente é: uma responsabilidade coletiva.

“O Triunfo dos ERC's”

15 October 2026 at 00:08
Num debate que se julgava encerrado do ponto de vista da liberdade de expressão, vem a entidade reguladora sugerir que uma das partes do debate representa um perigo especial para população mais jovem.

Um mês de nova lei TVDE: mudou a lei, ficou tudo igual

15 October 2026 at 00:04
A Lei n.º 59/2026 entrou em vigor a 1 de setembro. Mais de um mês depois, várias medidas continuam dependentes de regulamentação ou de soluções técnicas.

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