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Algarve está em emergência habitacional e Telmo Pinto diz que “Precisamos de decidir agora”

16 October 2026 at 17:00

Concelho de Loulé passou de 70.266 residentes em 2011 para 94.447 em 2025. Mais 24 mil pessoas, mais de 13 mil só desde 2021

«O Algarve vive hoje uma emergência habitacional. E uma emergência habitacional é, sem eufemismos, uma emergência humana. Multiplicam-se as construções ilegais e as casas amovíveis instaladas à margem de qualquer enquadramento. Trabalhadores da construção civil, os mesmos que erguem as casas que nunca poderão habitar, vivem amontoados em contentores, em condições indignas de um país europeu do século XXI. Isto não é uma previsão nem um cenário. Está a acontecer agora, à vista de todos, e todos fingem não ver», começa assim um comunicado da Câmara Municipal de Loulé, que se transcreve a seguir, sobre a crise na habitação em Portugal e em particular no Algarve e no concelho de Loulé.

«Os números não deixam margem para dúvidas. O concelho de Loulé passou de 70 266 residentes em 2011 para 94 447 em 2025: mais 24 mil pessoas, mais de 13 mil só desde 2021. O Algarve ganhou mais de 70 mil residentes em apenas quatro anos e foi a região do país que mais cresceu. No mesmo período, o preço médio da habitação no concelho de Loulé subiu cerca de 75%. Os concursos públicos para construção de habitação ficam desertos, porque os valores de referência já não correspondem aos custos reais. Para quem vive do seu trabalho, ter uma casa no Algarve tornou-se uma impossibilidade.

A Câmara Municipal de Loulé não está parada: tem em curso operações que somam mais de uma centena de fogos e continua a adquirir habitações para resposta pública. Mas nenhum município consegue responder a uma pressão desta escala quando os instrumentos de que dispõe foram desenhados para outra realidade e quando cada passo depende de quem não está no terreno, não conhece as pessoas e não responde perante elas.

Vista aérea de Loulé

O Plano Regional de Ordenamento do Território do Algarve foi aprovado em 2007, para um Algarve que já não existe. Os instrumentos de gestão territorial continuam a responder a lógicas de contenção pensadas há quase duas décadas, enquanto a região mudou de escala, de população e de necessidades. O resultado é perverso: o que a lei não permite fazer de forma digna e planeada acaba por acontecer de forma precária e ilegal. Enquanto se espera pelos planos, as pessoas não esperam: instalam-se onde podem e como podem.

Digamo-lo sem rodeios: em matéria de território, não há democracia em Portugal. Os Planos Diretores Municipais, os instrumentos com que cada concelho decide o seu futuro, estão subordinados a pareceres de entidades regionais, conduzidos por técnicos que ninguém elegeu, que não prestam contas aos cidadãos e que não conhecem o rosto de quem espera por uma casa. Os autarcas são eleitos para resolver, mas não têm poder para decidir.

As respostas que as populações exigem ficam presas, durante meses e anos, em circuitos intermináveis de pareceres e prazos que ninguém cumpre. Cada parecer que se arrasta é uma família que continua sem casa. E no fim é o presidente de câmara que é julgado nas urnas por aquilo que não o deixaram fazer. Isto não é democracia. É uma ficção democrática.

Sucessivos governos, este e os anteriores, não têm sabido ler a realidade do Algarve. A região que sustenta uma parte decisiva da economia do país não consegue alojar quem nela trabalha: professores, enfermeiros, forças de segurança, trabalhadores da hotelaria e da construção. Uma região que não consegue fixar quem a faz funcionar está a hipotecar o seu próprio futuro.

Vista aérea de Loulé (Foto: Extraída de vídeo de Rodrigo Costa)

Quando é que vamos acordar? Já vimos as tendas nos jardins de Lisboa. Já vimos centenas de pessoas acampadas na Puerta del Sol, em Madrid, e tendas montadas em protesto no Porto, por quem já não consegue pagar uma renda. Vamos esperar que aconteça o mesmo em Faro, em Loulé, em Portimão? A paciência de quem trabalha e não tem onde viver esgotou-se. Quando o Estado não responde, responde a rua. O tempo da paciência acabou.

“Precisamos de decisões arrojadas. Precisamos de decidir agora. Precisamos de agir pelas pessoas, pela economia e pela segurança e futuro da nossa região. Temos de ter coragem, situações de emergência exigem líderes fortes e capazes de ter as pessoas na base da sua atuação. Em Loulé agimos, mas agimos apenas dentro de um quadro legal inadequado, de poderes desajustados às reais necessidades do território e das pessoas”, afirma convictamente o Presidente da Câmara Municipal de Loulé, Telmo Pinto.

A Câmara Municipal de Loulé exige, por isso, e exige agora:

  • 1. A conclusão urgente da revisão, já em curso, do PROT Algarve, ajustada à realidade demográfica atual.
  • 2. Um regime excecional e temporário que permita aos municípios libertar solo para habitação acessível, com prazos de decisão curtos e vinculativos para as entidades com competência de parecer e deferimento tácito sempre que esses prazos não sejam cumpridos.
  • 3. A fiscalização efetiva e a erradicação do alojamento em contentores, acompanhada de soluções dignas para os trabalhadores.
  • 4. Uma linha de financiamento específica para regiões sob pressão demográfica extraordinária, com valores de referência ajustados aos custos reais de construção.
  • 5. Uma reforma profunda da estrutura do Estado, que devolva aos eleitos locais o poder de decidir sobre o seu território e robusteça as autarquias com competências, meios e autonomia para dar às pessoas as respostas de que precisam, no tempo em que delas precisam.

A habitação não é um tema técnico. É a condição mínima para que uma comunidade exista. E decidir perto das pessoas é a condição mínima para que exista democracia.

Ou o Estado acorda agora, ou acordará tarde demais. O Algarve não pode esperar mais!» termina assim a missiva do Município de Loulé.

APCOI lança website e apela às autarquias do Algarve a aderirem ao projeto Heróis da Fruta

16 October 2026 at 15:28

Convocatória visa concretizar novas parceiras oficiais

Uma em cada três crianças em Portugal vive com excesso de peso e a Associação Portuguesa Contra a Obesidade Infantil (APCOI) abre uma nova área dedicada às autarquias e convida câmaras municipais e juntas de freguesia do Algarve a tornarem-se parceiras oficiais do Desafio Escolar Heróis da Fruta.

Os dados mais recentes revelam uma realidade alarmante: uma em cada três crianças em Portugal vive com excesso de peso ou obesidade, e cerca de 70% não consome fruta ou vegetais em quantidade suficiente todos os dias, pelo que para inverter este cenário, a APCOI inicia uma nova fase do programa “Heróis da Fruta”, a maior iniciativa em Portugal de literacia alimentar em ambiente escolar, que já alcançou 1 milhão de alunos da educação pré-escolar (jardim de infância) e do 1.º ciclo do ensino básico.

A APCOI lançou esta quinta-feira, 15 de outubro, um website dedicado às autarquias – desafio.heroisdafruta.com/autarquias -, e convida as câmaras municipais e as juntas de freguesia de todo o país, incluindo o Algarve, a tornarem-se parceiras oficiais do projeto.

Ser autarquia parceira é gratuito e assenta em três passos simples:

  1. Convidar as escolas do território, com convites prontos a enviar.
  2. Divulgar o desafio à comunidade, com materiais de divulgação preparados pela APCOI.
  3. Acompanhar os resultados, com dados em tempo real sobre as turmas inscritas em cada freguesia.

O registo dá acesso a uma área reservada, onde a parceria é formalizada com a assinatura digital de um protocolo de cooperação. Na mesma página, qualquer pessoa pode consultar, em tempo real, as escolas de cada concelho e freguesia do distrito já inscritas neste ano letivo. Os agrupamentos e as escolas podem inscrever as suas turmas, também gratuitamente, até 31 de outubro.

O exemplo da Freguesia da Ajuda: Como o poder local pode transformar as escolas

O modelo gratuito gera resultados; o modelo 2,0 cofinanciado multiplica o impacto. A versão nacional do desafio, gratuita, já muda hábitos nas escolas de todo o país. Com o cofinanciamento de parceiros locais, os resultados podem ser ainda maiores.

Fotografia captada com autorização dos encarregados de educação à APCOI

Foi o que mostrou o projeto-piloto “Heróis da Fruta 2.0”, testado em Lisboa, no passado ano letivo, em parceria com a Junta de Freguesia da Ajuda e no âmbito do programa Cities for Better Health da Novo Nordisk, com avaliação de resultados realizada pelo Instituto de Saúde Ambiental da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa (ISAMB-FMUL). Comparado com a edição nacional:

  • Escolas que aderiram: 90% na Ajuda, contra 7% a nível nacional. 
  • Turmas que concluíram o desafio: 100% na Ajuda, contra 28% a nível nacional.
  • Crianças que provaram durante o projeto novas frutas ou vegetais: 87% na Ajuda, contra 54% a nível nacional.

“Alimentação saudável nas escolas não é um gasto, é um dos melhores investimentos que uma autarquia pode fazer. Na Freguesia da Ajuda demonstrámos que, quando a autarquia e as escolas dão as mãos, conseguimos mudar efetivamente as lancheiras dos nossos alunos”, afirma Jorge Marques, Presidente da Junta de Freguesia da Ajuda, durante 1.ª Conferência Heróis da Fruta.

Sobre os ingredientes secretos do projeto-piloto da Ajuda, o presidente da APCOI explica que “talvez o mais simples de todos: cada criança sabia que, no final das 5 semanas, as mascotes do Heróis da Fruta iam visitar a sua escola para entregar os diplomas e os prémios de participação. Quem não se esforçaria por isso? É esta motivação que queremos levar a cada vez mais escolas do país”, diz Mário Silva.

Justiça social e apoio às famílias da região

A avaliação científica independente realizada pelo Instituto de Saúde Ambiental da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa provou que o programa “Heróis da Fruta” funciona como um promotor de equidade social.

As crianças de famílias com menores rendimentos (escalões A e B da Ação Social Escolar) foram as que demonstraram os maiores ganhos comportamentais, atingindo 64% de consumo regular de frutas e vegetais no final da intervenção.

Fotografia captada com autorização dos encarregados de educação à APCOI

Para os professores, o método de gamificação (jogos, canções e missões diárias) representa uma ferramenta simples e sem sobrecarga burocrática. “Inscrever os meus alunos nos ‘Heróis da Fruta’ já faz parte da preparação do meu ano letivo. São apenas 5 a 10 minutos diários de incentivo positivo. Se uma criança se esquece de levar fruta, os colegas partilham para que todos possam pintar a sua estrela no passaporte. Cria um espírito de entreajuda lindo na sala de aula”, afirmou Carla Teodoro, professora do 1.º ciclo, durante 1.ª Conferência Heróis da Fruta.

Apelo aos autarcas e diretores escolares do Algarve

“Não conseguimos chegar a todas as crianças sozinhos. Precisamos das autarquias e dos parceiros locais para escalar este modelo e garantir que nenhuma criança da região fica para trás na prevenção da obesidade”, argumenta Mário Silva, Presidente da APCOI.

A APCOI convoca os decisores políticos e escolares e as associações de pais do Algarve a unirem-se e a aderirem a esta iniciativa.

As autarquias interessadas podem registar-se, sem custos, clicando aqui, cujo registo dá acesso à área reservada, onde a parceria é formalizada com a assinatura digital de um protocolo de cooperação.

Sobre a APCOI

Fundada em 2010, a Associação Portuguesa Contra a Obesidade Infantil (APCOI) é uma ONG sem fins lucrativos dedicada a apoiar crianças e famílias no combate à obesidade infantil, a doença crónica mais prevalente em idade pediátrica. A atuação da APCOI foca-se na prevenção, no reforço da literacia em saúde e no combate ao estigma.

DECO apresentou estudo sobre comportamento dos consumidores no retalho

16 October 2026 at 15:04

A DECO INFORMA…

Estas são algumas das questões analisadas no estudo “O Novo Consumidor do Retalho”, realizado pela Behavioral Insights Unit da Católica Lisbon School of Business & Economics, que a DECO, com o apoio da Mercadona, apresentou no Dia Mundial da Alimentação, na Sala Fernando Pessoa do Centro Cultural de Belém, em Lisboa.

O estudo analisou os hábitos de compra dos consumidores em Portugal, os critérios que orientam as suas decisões e a influência das estratégias comerciais. O inquérito a 2.000 consumidores adultos revelou que 93% fazem mais de metade das suas compras alimentares nas grandes superfícies, embora recorram também a outros estabelecimentos, sobretudo para adquirir produtos frescos.

O planeamento é essencial: 82% planeiam regularmente as compras, recorrendo a promoções, comparação de preços, marcas próprias e redução de produtos não essenciais. Além disso, 69% consultam frequentemente o preço por unidade e 67% comparam várias opções antes de decidir.

A relação qualidade-preço é importante ou muito importante para 93,7% dos inquiridos. Na escolha da loja, destacam-se também a qualidade, a proximidade, os preços, as promoções e a variedade.

As estratégias comerciais influenciam as decisões: 83% utilizam frequentemente cartões ou aplicações de fidelização e 66% escolhem lojas devido aos descontos acumulados. Os descontos imediatos e as ofertas limitadas no tempo são os principais estímulos às compras por impulso.

Apesar de a loja física continuar a ser a opção preferida, o comércio online ganha espaço pela conveniência, embora suscite preocupações com os custos de envio e a correspondência entre os produtos esperados e recebidos.

A transparência também preocupa: 68% já detetaram reduções na quantidade ou no peso dos produtos sem uma diminuição proporcional do preço. Na consulta dos rótulos, procuram sobretudo informação sobre validade, composição e quantidade. Na sustentabilidade, revelam maior consciência, mas condicionada por orçamentos limitados. Os resultados mostram consumidores que procuram equilibrar qualidade, preço e conveniência, mas continuam expostos a estímulos promocionais e práticas comerciais que podem influenciar as suas escolhas.

A DECO Algarve, sugere que para ler o artigo anteriormente publicado clique aqui.

“Se é para crescer, acelera!” dá mote à 7ª edição do Programa de Aceleração da StartUp Portimão

16 October 2026 at 10:42

Inscrições abertas até 28 de outubro

Com candidaturas abertas até 28 de outubro, a 7ª edição do Programa de Aceleração da StartUp Portimão desafia os empreendedores a dar um passo em frente no desenvolvimento dos seus negócios e impulsionar ideias de sucesso.

“Se é para crescer, acelera!” é o estímulo dado aos participantes para que, com apoio desta iniciativa, aproveitem a oportunidade de transformar ideias e ambições em resultados.

Neste contexto, estão previstos quatro dias de formação intensiva, no mês de novembro, com diversas atividades em ambiente presencial e online, que têm como objetivo auxiliar os empreendedores no desenvolvimento dos seus negócios, apontando o melhor rumo, aprofundando conhecimentos e mostrando instrumentos e ferramentas essenciais para que possam aperfeiçoar os seus modelos de negócios e, simultaneamente, enfrentar os desafios do mercado com maior confiança. 

Com atividades práticas, partilha de experiências e mentoria, os participantes reforçam competências e são capacitados com recursos que permitem identificar novas oportunidades de crescimento.

Esta iniciativa, ao longo das seis edições já realizadas, tem vindo a distinguir-se por promover sessões de formação, mas também conversas inspiradoras, momentos de networking e um contacto direto entre participantes e mentores, especialistas em áreas fundamentais para o desenvolvimento empresarial. O programa decorrerá em formato híbrido, com uma primeira fase online, prevista para os dias 2 e 3 de novembro, e uma segunda fase presencial, em Portimão, nos dias 24 e 25 de novembro. As candidaturas podem ser efetuadas até dia 28 de outubro clicando AQUI.

A StartUp Portimão volta, mais uma vez, a apostar num programa que coloca os empreendedores no centro da ação, valorizando a aprendizagem, a colaboração e o contacto com profissionais experientes, num ambiente favorável à partilha de conhecimento e à criação de oportunidades.

O Programa de Aceleração é uma iniciativa do Município de Portimão, no âmbito da StartUp Portimão, e conta com a dinamização dos Territórios Criativos, reforçando um compromisso conjunto com vista à promoção do empreendedorismo, da inovação e da competitividade empresarial na região, que, num âmbito geral, pretende contribuir para reafirmar o Algarve, enquanto território empreendedor.

Breast surgery breakthrough in Portimão

16 October 2026 at 15:28
Breast surgery breakthrough in Portimão

Portimão Hospital has performed its first laparoscopic mastectomy combined with immediate breast reconstruction, marking another step in the introduction of minimally invasive breast surgery in the Algarve. The procedure was

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“Se é para crescer, acelera!” dá mote à 7ª edição do Programa de Aceleração da StartUp Portimão 

16 October 2026 at 13:36

Com candidaturas abertas até 28 de outubro, a 7ª edição do Programa de Aceleração da StartUp Portimão desafia os empreendedores a dar um passo em frente no desenvolvimento dos seus negócios e impulsionar ideias de sucesso. “Se é para crescer, acelera!” é o estímulo dado aos participantes para que, com apoio desta iniciativa, aproveitem a […]

StartUp Portimão desafia empreendedores a acelerar o crescimento dos negócios

16 October 2026 at 10:44

A StartUp Portimão tem candidaturas abertas, até 28 de outubro, para a 7.ª edição do Programa de Aceleração, que pretende apoiar empreendedores no desenvolvimento dos seus negócios, através de formação intensiva, mentoria e contacto com especialistas. Sob o mote “Se é para crescer, acelera!”, a iniciativa decorre em novembro, com duas fases, uma online e outra presencial.

O programa está dividido em quatro dias de atividades. A primeira fase realiza-se online, a 2 e 3 de novembro, seguindo-se duas jornadas presenciais, em Portimão, a 24 e 25 do mesmo mês.

Ao longo da formação, os participantes terão acesso a atividades práticas, sessões de partilha de experiências e mentoria, com o objetivo de aprofundar conhecimentos, aperfeiçoar modelos de negócio e adquirir ferramentas para enfrentar os desafios do mercado e identificar novas oportunidades de crescimento.

A iniciativa pretende também promover o contacto entre empreendedores, mentores e especialistas em áreas relevantes para o desenvolvimento empresarial, através de sessões de formação, conversas inspiradoras e momentos de networking.

Depois de seis edições, a StartUp Portimão volta a apostar neste programa, centrado na capacitação dos empreendedores, na colaboração e na criação de oportunidades para o desenvolvimento de projetos empresariais.

Promovido pelo Município de Portimão, no âmbito da StartUp Portimão, e dinamizado pelos Territórios Criativos, o Programa de Aceleração pretende contribuir para a promoção do empreendedorismo, da inovação e da competitividade empresarial na região, reforçando a afirmação do Algarve enquanto território empreendedor.

As candidaturas podem ser submetidas até 28 de outubro, através do endereço www.startupportimao.pt.

Quinta Pedagógica de Portimão reabre após obras de requalificação

16 October 2026 at 09:45

A Quinta Pedagógica de Portimão reabre ao público no próximo dia 24 de outubro, após cerca de um ano de obras de manutenção e requalificação. A reabertura será assinalada com várias atividades, entre as quais o momento artístico “As Cores da Igualdade” e o ateliê “Corre, Corre Cabacinha”, dirigido às famílias.

As intervenções tiveram como objetivo melhorar as condições de segurança, o funcionamento das infraestruturas e o bem-estar dos animais. Entre os trabalhos realizados estão a substituição das redes de canalização e a renovação da instalação elétrica, a melhoria da drenagem dos parques e a instalação de bebedouros automáticos nas boxes.

Foram também colocados alpendres para proteger os animais do sol e da chuva, ampliados alguns parques, nomeadamente o das cabras, e instaladas novas vedações. Os trabalhos incluíram ainda a substituição de portas e janelas, pinturas e a colocação de fechaduras de segurança.

A Quinta Pedagógica conta agora com novas estruturas de apoio, incluindo um espaço para armazenamento de palha, uma casa de madeira destinada aos coelhos e porquinhos-da-índia e uma arrecadação. Segundo o Município de Portimão, o atraso na conclusão da obra deveu-se à reestruturação administrativa da empresa responsável, que obrigou ao cumprimento de procedimentos legais no âmbito da contratação pública, e às condições meteorológicas adversas durante o inverno de 2025.

Apesar de ter estado encerrada ao público em geral, a Quinta manteve as atividades educativas destinadas aos estabelecimentos de ensino do concelho, com visitas acompanhadas e controladas, permitindo às crianças continuar a contactar com o meio rural e ambiental.

No dia 24 de outubro, o programa inclui o momento artístico “As Cores da Igualdade”, promovido pela Unidade de Saúde e Cidadania do Município de Portimão, no âmbito do Dia Municipal da Igualdade. Está também previsto o ateliê “Corre, Corre Cabacinha”, com Maria Cachucha, e a inauguração de mais uma Bioteca Municipal, estas duas últimas iniciativas em parceria com a Biblioteca Municipal de Portimão.

A participação no ateliê é gratuita, mas exige inscrição prévia, através do número 282 248 595 ou do endereço de correio eletrónico quinta.pedagogica@cm-portimao.pt. As inscrições podem ser efetuadas de segunda a sexta-feira, entre as 9h00 e as 17h00.

A reabertura não encerra o plano de melhorias do equipamento municipal. A autarquia prevê uma segunda fase de intervenções, que inclui a criação de um novo parque infantil, a requalificação do lago e a modernização dos galinheiros.

A Quinta Pedagógica de Portimão funcionará de segunda-feira a sábado, das 9h30 às 17h30, encerrando aos domingos e feriados.

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