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Preço global do diesel deve permanecer alto, apesar do acordo EUA-Rússia

21 October 2026 at 16:54

O acordo do presidente dos EUA, Donald Trump, com a Rússia para fornecimento de diesel aos mercados americano e global não deverá reduzir significativamente os preços do combustível, afirmaram analistas ​e agentes do mercado, ressaltando que os volumes prometidos são muito pequenos para aliviar a escassez mundial de oferta.

Os ​preços do diesel dispararam para níveis recordes durante a guerra dos EUA e de Israel contra o Irã, criando um problema político para Trump e seu Partido Republicano, que estão em campanha para manter suas estreitas maiorias no Congresso dos EUA nas eleições de meio de mandato de 3 de novembro.

Críticos da medida de Trump afirmaram que o levantamento das sanções

ao diesel russo poderia ajudar Moscou a financiar novos ataques à Ucrânia, minando anos de esforços para conter as receitas energéticas russas e aumentando o risco de que o Kremlin lucre, enquanto os consumidores obtêm pouco alívio dos preços altos dos combustíveis.

Trump afirmou que a Rússia exportaria imediatamente 300 mil toneladas, ou 2,25 milhões de barris, seguidas por 500 mil toneladas em novembro e 1 milhão de toneladas “imediatamente depois”.

Analistas afirmaram que talvez não seja possível para a Rússia produzir diesel excedente suficiente no curto prazo ⁠para atingir essas metas ambiciosas, enquanto um mercado global de petroleiros sobrecarregado também pode dificultar ​os embarques em tempo hábil.

Analistas também afirmaram que é improvável que os volumes anunciados reduzam significativamente os preços do diesel. Os preços de varejo do diesel nos EUA ultrapassaram US$6 ​por galão em setembro pela primeira vez na história e permanecem acima desse nível desde então.

Grandes promessas, impacto limitado

Michelle Brouhard, chefe de política e risco geopolítico da Kpler, afirmou que seriam necessários 400 mil barris ⁠por dia adicionais de oferta de diesel para aliviar significativamente os preços no mercado atual.

No entanto, ⁠o embarque inicial de aproximadamente 2,2 milhões de barris equivaleria a apenas cerca de 73 mil bpd se distribuído ao longo de um mês.

Ela disse que, por ​si ‌só, esse volume provavelmente não afetaria significativamente os preços globais do diesel.

Caspian Conran, economista-chefe da consultoria Baringa, estimou que o mercado precisaria de um volume adicional de 850.000 bpd para produzir uma queda imediata nos preços.

Trump afirmou ⁠inicialmente que a Rússia forneceria diesel imediatamente aos mercados dos EUA e global para ajudar a reduzir os preços dos combustíveis, mas posteriormente disse que as cargas russas seriam liberadas para os mercados globais, em vez de serem enviadas aos EUA. Isso levantou dúvidas sobre se o acordo proporcionará o alívio no abastecimento interno prometido pelo presidente.

“O diesel que Putin iria vender, de uma forma ou de outra, seria disponibilizado ao mercado global”, afirmou o secretário de ‌Estado dos EUA, ⁠Marco Rubio, no fim de semana. “A ‌única diferença é a quantidade que os EUA iriam receber.”

A porta-voz da Casa Branca, Taylor Rogers, disse que Trump anunciou que “quantidades enormes” de diesel russo abastecerão os mercados globais e reduzirão os preços no país e no exterior.

“O presidente Trump continua a garantir bons acordos, não apenas para os Estados Unidos, mas para o mundo”, afirmou Rogers.

Sistema de refino sob pressão, altas taxas de frete

Não ficou claro se a Rússia poderá aumentar substancialmente as exportações de ⁠diesel no curto prazo, devido à disponibilidade limitada para exportação e aos elevados custos de frete.

Dados de transporte marítimo divulgados na ⁠terça-feira mostraram que algumas cargas de diesel russo estavam retornando aos seus destinos tradicionais após os EUA suspenderem as sanções e garantirem o fim da proibição de exportação. Pelo menos dois navios-tanque sinalizavam viagens para a Turquia e o Brasil.

Os dados também mostraram que ‌a Rússia retomou os carregamentos de diesel para exportação a partir do porto báltico de Primorsk, após um acordo entre Washington e Moscou para fornecer combustível aos mercados globais.

As interrupções nas exportações de diesel da Rússia — o segundo maior exportador mundial de diesel, atrás apenas dos EUA — e do Oriente Médio atingiram 1,3 milhão de barris por dia em setembro, cerca de 4,5% da demanda global por diesel e gasóleo.

A Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) alertou que a escassez pode persistir até 2027.

“Questionamos se as refinarias da Rússia seriam capazes de suportar um aumento nas exportações, considerando que, segundo algumas estimativas, até ‌45% da capacidade de refino do país está atualmente fora de operação”, disse Mary Melton, analista da empresa de petroleiros Braemar.

Para entregar os volumes anunciados além das exportações existentes, a Rússia precisaria produzir cerca de 384 mil a 509 mil barris por dia de diesel, afirmou a Fundação de Pesquisa em Política Energética em uma nota.

Atualmente, a Rússia produz cerca de 1,4 milhão de barris por dia e consome ⁠aproximadamente 1,2 milhão de barris por dia no mercado interno, deixando pouco excedente disponível para exportação.

Traders observaram que o país está importando destilados no momento e carece de produção e volumes excedentes suficientes.

Embora o fim dos ataques possa permitir que as instalações danificadas comecem os reparos e, eventualmente, retornem aos mercados internacionais, fontes afirmaram que é improvável que isso ocorra antes do final do ano — uma visão amplamente compartilhada pelo mercado.

A Ucrânia retomou seus ataques ​a refinarias russas na semana passada com um ataque a uma unidade na região de Ryazan.

Além disso, as taxas de frete para as exportações russas de petróleo e combustível também subiram acentuadamente em meio a riscos de segurança ​intensificados no Mar Negro.

Um mercado global de petroleiros restrito também elevou o custo do transporte de cargas.

Muitos proprietários e operadores de petroleiros estão provavelmente relutantes em transportar diesel russo em seus navios, temendo que futuros clientes possam evitar esses navios devido à preocupação de que tenham transportado cargas sujeitas a sanções, disse uma fonte de uma empresa dona de petroleiros.

Embora Trump tenha suspendido temporariamente as sanções dos EUA, outros países ocidentais ainda mantêm sanções em vigor, observou a fonte.

Rússia diz que enviará primeira carga de diesel aos EUA nesta semana

21 October 2026 at 15:12

A Rússia enviará seu primeiro navio-tanque com diesel para os Estados Unidos na quinta-feira (22), informou o vice-primeiro-ministro Alexander Novak — segundo o veículo de notícias Vedomosti —, após um acordo firmado com o presidente dos EUA, Donald Trump.

Pequim suspendeu, em 9 de outubro, a proibição que ela mesma havia imposto às exportações de diesel — medida adotada para enfrentar a escassez interna provocada por ataques de drones ucranianos a refinarias — após chegar a um acordo com Trump para fornecer diesel aos mercados globais.

Novak afirmou nesta quarta-feira (21) que a embarcação transportará 40 mil toneladas métricas do combustível, acrescentando que os trâmites burocráticos para o fornecimento estão quase concluídos, segundo relatos da imprensa.

Ele não especificou de qual porto a carga partirá.

“Outros carregamentos virão, naturalmente. Foram firmados acordos entre os dois líderes. Atenderemos às necessidades dos Estados Unidos, na medida de nossas possibilidades”, disse Novak, conforme citado pela agência de notícias RIA.

Trump declarou que a Rússia exportaria, de imediato, 300 mil toneladas métricas — o equivalente a 2,25 milhões de barris —, seguidas por 500 mil toneladas em novembro e 1 milhão de toneladas “logo na sequência”.

Os Estados Unidos exportam cerca de 1,5 milhão de barris de diesel por dia.

O presidente russo, Vladimir Putin, recebeu nesta quarta-feira o enviado especial dos EUA, Steve Witkoff.

O acordo de exportação de diesel entre a Rússia e os EUA provocou uma deterioração acentuada nas relações entre os Estados Unidos e a Ucrânia.

Durante as conversas em São Petersburgo, Witkoff agradeceu a Putin pela suspensão das restrições à exportação.

Putin também mencionou o acordo, observando que os preços globais do diesel caíram entre 5% e 6% após a sua formalização.

“Este é um exemplo de nossa cooperação; quero agradecer por isso”, disse Witkoff em declarações transmitidas pela televisão.

Putin afirmou ainda que os primeiros navios-tanque russos carregados com diesel partirão dentro de dois a três dias.

“Estamos preparando o envio de várias embarcações — navios-tanque — neste momento. Eles partirão um após o outro. A questão financeira deve ser devidamente encaminhada”, disse ele, acrescentando que a Rússia também teria condições de fornecer fertilizantes em “grandes quantidades” ao mercado norte-americano.

Preço do diesel dispara 6,67% em outubro e chega a R$ 7,20, aponta pesquisa

21 October 2026 at 14:25

O preço do diesel está entre as principais preocupações do mercado de combustíveis em diferentes países.

No Brasil, pressionado pela volatilidade dos mercados internacionais e pela necessidade de complementar a oferta nacional com importações, o combustível ficou 6,67% mais caro nos primeiros 15 dias de outubro.

Os dados são do IPTL (Índice de Preços Edenred Ticket Log) e mostram que o preço médio do litro do diesel comum chegou a R$ 7,20 no período. O diesel S-10, por sua vez, teve alta de 5,07%, para R$ 7,46 por litro.

Já a gasolina registrou avanço mais moderado, de 0,15%, e foi comercializada a R$ 6,73 por litro.

Na análise por regiões, o Sul registrou as maiores altas na primeira quinzena do mês. O diesel comum subiu 11,70%, para R$ 6,97 por litro, enquanto o S-10 avançou 7,50%, chegando a R$ 7,17.

Apesar das altas, o Sul manteve o menor preço médio do diesel comum entre as regiões, ao lado do Sudeste. A região Sul também registrou a gasolina mais barata do país, com média de R$ 6,43 por litro.

Na outra ponta, o Norte concentrou os maiores preços médios regionais para todos os combustíveis analisados: R$ 7,75 por litro para o diesel comum, R$ 7,80 para o S-10, R$ 5,19 para o etanol e R$ 7,25 para a gasolina.

Entre os estados, Roraima apresentou o maior preço médio do diesel comum, de R$ 8,19 por litro. Minas Gerais, por sua vez, teve o menor valor, de R$ 6,91.

A alta dos preços em boa parte do país ocorre em meio à volatilidade do mercado internacional e à necessidade de importação de diesel. O movimento persiste mesmo após o Ministério da Fazenda anunciar um aumento de R$ 1,40 por litro no subsídio concedido aos importadores de diesel rodoviário.

Com o reajuste, o benefício total passou de R$ 2,12 para R$ 3,52 por litro.

De acordo com a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), o Brasil depende de fornecedores externos para abastecer o mercado doméstico de diesel, uma vez que a capacidade nacional de refino não é suficiente para atender integralmente ao consumo.

“A necessidade de recorrer ao mercado externo para garantir o abastecimento deixa os preços internos mais expostos às oscilações internacionais do combustível e dos custos de frete”, explica Vinicius Fernandes, diretor de Unidades de Negócios da Edenred Mobilidade.

“Por sua relevância para o transporte rodoviário, o diesel é um importante termômetro da atividade logística brasileira, e variações em seu preço podem ter reflexos em diferentes setores da economia.”

Etanol e gasolina

Com a disparada do diesel, outros combustíveis tiveram variações mais moderadas no período. O etanol, embora tenha registrado alta próxima de 4% em alguns recortes, continuou com preços médios inferiores aos do diesel.

O maior preço médio do etanol foi registrado em Sergipe, a R$ 5,54 por litro, enquanto São Paulo apresentou o menor, de R$ 4,03. Mato Grosso teve a maior alta estadual, de 3,96%, com preço médio de R$ 4,20. Já o Rio Grande do Norte registrou a maior queda, de 5,07%, para R$ 5,06 por litro.

No caso da gasolina, os preços médios variaram de R$ 7,64 por litro, em Roraima, a R$ 6,28, no Rio Grande do Sul. Pernambuco teve a maior alta, de 2,46%, para R$ 7,08, enquanto o Rio Grande do Norte registrou a maior queda, de 3,02%, chegando a R$ 6,74 por litro.

Entenda se mais etanol na gasolina pode reduzir preço do combustível

 

Russia Sees First Diesel Cargo Sailing for US on Thursday

21 October 2026 at 13:05
A tanker loaded with Russian diesel will sail for the US on Thursday as Moscow starts to implement a fuel supply deal struck by Vladimir Putin and Donald Trump, according to Deputy Prime Minister Alexander Novak.

Cyprus fuel prices jump 24.6 per cent in September as Keravnos urges caution

21 October 2026 at 11:04

Fuel prices in Cyprus rose by 24.6 per cent year-on-year in September, accelerating from 19.1 per cent in August, according to Eurostat figures published on Wednesday, as Finance Minister Makis Keravnos warned that the government was focused on containing costs rather than achieving major price reductions.

The increase in the prices of fuels and lubricants for personal transport in Cyprus was below the European Union average of 31.4 per cent, but still reflected the continuing pressure on motorists as energy costs climbed across the bloc.

On a monthly basis, petrol prices in Cyprus rose by 3.8 per cent between August and September, the smallest increase recorded among EU member states.

The rise compared with an EU-wide increase of 6.7 per cent over the same period, while diesel prices across the bloc increased by 5.9 per cent.

The latest figures come as the government faces questions over whether its cost-of-living measures are sufficient to offset rising energy prices.

“Containing fuel prices rather than achieving major decreases is the government’s current policy,” Keravnos said on Tuesday.

Speaking on the sidelines of an event marking European Statistics Day, the finance minister said the authorities were monitoring the impact of recently announced support measures.

An initial assessment by the Consumer Protection Service had found that prices of some essential goods had fallen by 5 per cent, he said.

However, when asked whether rising energy prices had already offset the relief provided by those measures, Keravnos cautioned against expecting substantial reductions.

“Under the circumstances, one should not expect significant decreases,” he said.

Fuel prices rise across Europe

Eurostat reported that EU prices for fuels and lubricants used in personal transport increased by 31.4 per cent in September compared with the same month in 2025.

This followed annual increases of 16.9 per cent in July and 23.8 per cent in August, marking a further acceleration in fuel-related inflation.

Annual increases in September were higher than those recorded in both July and August in 26 of the bloc’s 27 member states.

Bulgaria recorded the largest annual increase, at 42.2 per cent, followed by Estonia at 40.6 per cent and Lithuania at 40.2 per cent.

A further 12 countries registered increases exceeding 30 per cent, with rises ranging from 37.5 per cent in the Czech Republic to 30.3 per cent in Portugal.

Hungary recorded the smallest annual increase, at 6.9 per cent, followed by Ireland at 17.7 per cent and Sweden at 19.9 per cent.

Diesel and petrol costs climb

On a monthly basis, diesel prices across the EU increased by 5.9 per cent in September, slowing from the 8.3 per cent rise recorded in August.

Petrol prices, meanwhile, accelerated, rising by 6.7 per cent in September compared with a 3.3 per cent increase in August.

Diesel prices increased in 26 EU countries between August and September, with the largest rises recorded in Sweden at 12.8 per cent, Latvia at 10.3 per cent and Poland at 9.7 per cent.

The smallest increases were recorded in Spain at 2.4 per cent, Croatia at 2.5 per cent and Romania at 3 per cent.

Petrol prices also rose in 26 member states over the month.

Sweden recorded the largest increase, at 13.8 per cent, followed by Poland at 9.7 per cent and Estonia at 9.5 per cent.

Cyprus registered the smallest monthly increase in petrol prices, at 3.8 per cent, followed by Romania at 4.2 per cent and Slovenia at 4.6 per cent.

The figures underline the continuing pressure on household transport costs, even as the pace of monthly increases differs considerably between member states.

For Cyprus, the latest data provide a mixed picture, with annual fuel-related inflation remaining substantial but the monthly rise in petrol prices among the lowest in the EU.

Russia resumes diesel exports to Türkiye, Brazil, after Trump lifts sanctions on fuel supplies, boosting Moscow’s war revenue – Reuters

20 October 2026 at 22:04

A Russian oil tanker, illustrative image. Photo via Wikimedia.

Russian diesel shipments are returning to Türkiye and Brazil after Moscow lifted its export ban and the US temporarily suspended sanctions on Russian fuel supplies, Reuters reported on 20 October, citing shipping data from Kpler and LSEG.

The resumption of exports gives Russia another source of revenue to support its war against Ukraine, allowing Moscow to profit from fuel sales despite the domestic shortages that prompted its export ban. The US sanctions relief is helping Russia restore access to international buyers while its full-scale invasion continues.

According to Reuters, at least two tankers carrying Russian diesel have departed the Baltic port of Primorsk for Türkiye and Brazil in recent days. Each vessel is carrying around 300,000 barrels, according to Kpler data cited by Reuters. Morocco has also resumed importing Russian diesel since the export ban was lifted.

Russia ended its self-imposed diesel export ban on 9 October after reaching a deal with US President Donald Trump to resume fuel supplies to global markets. Moscow had introduced the ban to address domestic shortages triggered by Ukrainian drone attacks on Russian oil refineries.

Those supply problems have not been resolved, but the US temporarily lifted sanctions on Russian fuel supplies as part of the deal, allowing Moscow to prioritize export opportunities despite domestic shortages. EU and UK embargoes on Russian fuel imports remain in force.

Russian diesel exports remain below last year's levels

Russian diesel exports averaged around 345,000 barrels per day in 2026 so far, down 41% from the previous year, according to shipping data cited by Reuters. Exports had already fallen during the summer before Moscow imposed its ban.

Türkiye accounted for around 34% of Russian diesel loadings this year, followed by Brazil at 24% and Morocco at 10%, Kpler data showed.

Trump said Russia would initially export 300,000 metric tons of diesel, followed by 500,000 tons in November and 1 million tons afterward. Russian Deputy Prime Minister Alexander Novak said Moscow could raise exports to as much as 3.5 million metric tons per month by the end of the year.

US seeks to ease diesel prices

The deal comes as Trump seeks to present a picture of bringing down diesel prices ahead of the US midterm elections on 3 November. Fuel prices have risen amid disruptions to global energy supplies caused by Trump's war with Iran, which has shaken oil markets and raised concerns about supply routes.

Trump has blamed Ukraine's attacks on Russian oil infrastructure for driving up energy prices, despite the broader market disruption caused by his war with Iran. The Russian diesel deal offers a way to increase global fuel supplies, but also allows Moscow to earn revenue from exports while its war against Ukraine continues.

However, the volumes from Russia initially outlined by Trump would cover only a small share of the global supply shortfall. 

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Trump says Russia agreed to supply millions of tons of diesel to US and global markets as he blames Ukraine for fuel price hikes driven by Iran war

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