Daily Briefing Oct. 22: Arab states weigh in on post-election potential for regional ties



Os conflitos no Oriente Médio são parte central da campanha eleitoral em Israel para o Parlamento, conhecido como Knesset. A votação acontecerá no dia 27 de outubro e definirá o futuro do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.
Tanto o governo quanto a oposição tentam ter controle das narrativas sobre os conflitos. De um lado, o governo de Netanyahu afirma que as ações eram necessárias e garantiram a segurança de Israel; do outro, a oposição critica e diz que os objetivos não foram concluídos e causaram danos ao país.
Uma das guerras que ainda não chegou ao fim é a batalha no Líbano, contra o Hezbollah. Além dos ataques aéreos, que deixaram milhares de mortos, Israel avançou pelo território libanês e capturou uma área que avançava cerca de 10 km pelo país vizinho.
Um cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos fez com que a fase mais intensa desse conflito ficasse para trás. Ainda assim, não houve um acordo para o fim definitivo das hostilidades.
Israel quer o desarmamento completo do Hezbollah, enquanto o grupo libanês se nega a baixar as armas e exige que as forças israelenses deixem o Líbano completamente.
Desta maneira, a comunidade internacional acompanha de perto as eleições israelenses para avaliar o futuro das negociações.
Samuel Feldberg, doutor em Ciências Políticas pela USP e pesquisador da Universidade de Tel Aviv, avalia que não haverá grandes mudanças na política externa israelense após a votação, mesmo se a oposição a Benjamin Netanyahu vencer.
O especialista explica que os candidatos de maior relevância são ligados aos militares e têm experiência na área de segurança, como, por exemplo, Gadi Eisenkot. Ele foi ex-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas de Israel e é o principal cotado para assumir o cargo de primeiro-ministro, caso vença Netanyahu.
Outros postulantes também ocuparam cargos importantes, como Avigdor Lieberman, ex-ministro da Defesa.
“As negociações com o governo do Líbano provavelmente vão continuar, mesmo se houver uma alternância de governo. E as demandas em relação à pressão sobre o Hezbollah com certeza vão continuar, mesmo que o governo não seja esse de Netanyahu”, pontua Feldberg.

Karina Calandrin, professora de Relações Internacionais do Ibmec-SP, concorda que ainda haverá pressão da sociedade israelense para que o grupo libanês se desarme e não represente mais uma ameaça para o país.
“A eleição pode mudar os instrumentos e o grau de disposição para negociar, mas provavelmente não eliminará o consenso israelense de que o Hezbollah não pode reconstruir no sul do Líbano a capacidade militar que possuía antes dessas guerras”, analisa.
Uma pesquisa de junho da Universidade Hebraica de Jerusalém, em colaboração com o Instituto Agam, revelou que apenas 12,2% dos entrevistados acreditavam que Israel alcançou a maioria dos objetivos abrangidos pela ideia de “vitória total”, que incluía, segundo a pesquisa, eliminar a ameaça do Hezbollah no Líbano, entre outros pontos.
Outros 61,3% disseram que Israel não alcançou esses objetivos “de forma alguma”, enquanto 26,5% avaliaram que Israel alcançou “alguns” de seus objetivos.
João Miragaya, assessor do Instituto Brasil-Israel e mestre em História pela Universidade de Tel Aviv, diz que é possível que um novo governo israelense tente chegar a um acordo com o governo libanês para o desarmamento do Hezbollah, que poderia terminar em um acordo de paz.
De toda forma, o especialista destaca que o processo seria complicado, ponderando que o “Hezbollah faria de tudo para atrapalhar” as negociações.

Washington and Israel have devised new plans to strike Iran again after the U.S. midterm elections, The New York Times reports, citing senior U.S. officials and other sources. The planning comes as the armed forces of both countries have stepped up military maneuvers in the region to rehearse bombing missions, and as the State Department has ordered nonessential embassy staff and their families to evacuate Saudi Arabia amid the prospect of possible new attacks by Houthi rebels in Yemen. It also comes as Israel prepares for an election in which Prime Minister Benjamin Netanyahu is fighting for re-election.

© Vahid Salemi (AP Photo/Vahid Salemi)

Pese a que era el líder de Israel cuando unas 1.200 personas murieron en los ataques encabezados por Hamás el 7 de octubre de 2023, Benjamin Netanyahu tiene opciones sorprendentemente buenas de obtener un buen resultado en las elecciones generales de la próxima semana. En parte se debe a las campañas militares del primer ministro israelí, que le han devuelto el prestigio a ojos de algunos de sus compatriotas. También a que preside una economía que en 2025 logró crecer más de un punto porcentual por encima de la media del 1,8% de los países de la OCDE, el club de economías desarrolladas. Aun así, otro Gobierno podría obtener un dividendo económico.

© Amir Cohen (REUTERS)
Las elecciones del 27 de octubre en Israel estarán dominadas por una única pregunta: mantener a Benjamin Netanyahu o deshacerse de él. Pero hay una lucha más profunda sobre la identidad del país, y las fuerzas antiliberales de Israel están ganando.

© Oded Balilty (AP Photo)