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PL aposta em voto envergonhado; PT mira menos abstenção

23 October 2026 at 18:53

Na reta final do segundo turno das eleições, as campanhas do Partido Liberal e do Partido dos Trabalhadores adotam estratégias distintas para conquistar votos. Segundo a analista de política Isabel Mega, ambos os candidatos miram o eleitorado indeciso, mas com abordagens diferentes para ampliar sua base de apoio.

O PL aposta no chamado “voto envergonhado” ou “voto silencioso” como fator decisivo para Flávio Bolsonaro. “As campanhas usam mesmo essa expressão, eu ouvi isso de dentro do próprio PL”, afirmou Mega durante o Live CNN desta sexta-feira (23).

Mega descreveu o “voto envergonhado” como o eleitor que não se sente completamente confortável em declarar publicamente seu voto no candidato.

A estratégia de mirar nesse eleitorado ficou explícita durante o debate da TV Band, no último domingo (18), quando Flávio, em suas considerações finais, dirigiu-se diretamente a esse perfil.

“Pode votar com tranquilidade, porque o voto é secreto, ninguém vai ficar sabendo”, disse o candidato.

Mega destacou que, para o PL, esse eleitorado muitas vezes escapa do radar das pesquisas, já que parte dos entrevistados prefere não revelar sua intenção de voto ao ser abordada por pesquisadores.

PT foca em reduzir abstenção e votos nulos

Do outro lado, a campanha do PT concentra seus esforços em diminuir a abstenção e converter votos nulos e brancos em votos para Lula. A estratégia envolve convencer eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno a participar do segundo turno.

“Há diferentes análises políticas que dão conta de que a abstenção e a quantidade que a gente pode ter de votos nulos e brancos podem ser fatores bem decisivos para esse processo eleitoral tão acirrado”, afirmou Mega.

A analista chamou a atenção para a projeção do Datafolha, divulgada na quinta-feira (22), que aponta para um empate técnico nos votos válidos, com 50% para cada candidato.

“Isso causa uma animação na campanha do PT e, do outro lado, um pouco mais de alarme na campanha do PL, mas não tem jogo ganho nem para um lado nem para o outro. Agora é reta final, e joga mais importância para o debate de hoje“, destacou.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.

Durigan diz que é impossível resolver problema fiscal por completo em 2027

23 October 2026 at 17:43

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, avalia como “impossível” solucionar o problema fiscal do país por completo em 2027, primeiro ano de governo do próximo presidente eleito. Em entrevista ao UOL nesta sexta-feira (23), o porta-voz econômico da campanha petista defendeu um ajuste fiscal sem “cavalo de pau”.

“Não dá para querer vender para o mercado que no primeiro ano vai resolver esse problema porque não vai. É impossível que isso seja feito”, declarou.

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Durante a entrevista, Durigan sinalizou que um eventual quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve manter a estratégia adotada na gestão atual. Para este ano, o governo persegue a meta fiscal de um superávit de 0,25% do PIB (Produto Interno Bruto).

O ministro destacou que o governo Lula executou ações que possibilitaram um ajuste das contas públicas, com a redução de benefícios tributários e revisão de critérios da concessão de programas sociais, como o BPC (Benefício de Prestação Continuada).

“É isso que nós vamos fazer de novo. Vamos pegar o orçamento positivo de 2027 e aumentar o resultado positivo nos próximos anos, sem dar cavalo de pau e sem fazer loucuras”, disse ao UOL.

A meta fiscal proposta para 2027 é de um superávit de 0,5% do PIB. O governo avalia ser possível ter um superávit efetivo de R$ 18,6 bilhões.

Ele defendeu que o ajuste fiscal siga uma cadência, na qual o governo vá cortando gastos obrigatórios ao mesmo tempo que novas regras fiscais sejam incorporadas.

O ministro também criticou o “tesouraço” proposto pelo candidato Flávio Bolsonaro (PL). Segundo ele, é impossível cortar R$ 200 bilhões sem afetar o funcionamento das universidades públicas e a continuidade de benefícios sociais.

Após Flávio prometer retomar Perse, Lula acena perdão ao setor de eventos

23 October 2026 at 15:30

O governo Lula (PT) deve enviar à Câmara dos Deputados um projeto de lei para perdoar dívidas de empresas do setor de eventos optantes pelo Simples Nacional. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (23) pelo ministro do Empreendedorismo, Paulo Pereira, após reunião com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Ainda não há uma data para o envio. A sinalização vem três dias depois de o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, prometer que, se eleito, retomará o Perse (Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos), encerrado em 2025 pela atual gestão.

Segundo o ministro, o texto seguirá o modelo adotado para o perdão de débitos dos MEIs (Microempreendedores Individuais). Ele afirmou que o presidente Lula “já decidiu” enviar a proposta e que o setor de eventos é um dos mais penalizados nos últimos anos.

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“O modelo é muito eficiente do ponto de vista fiscal, porque você perdoa dívidas de difícil recuperação”, afirmou. Pereira disse que, no caso dos MEIs, foram perdoados cerca de R$ 15 bilhões, com custo fiscal em torno de R$ 1 bilhão por ano. Para ele, a medida também permite que as empresas voltem à formalidade e passem a recolher tributos.

O ministro reconheceu que o setor recebeu ajuda durante a pandemia, mas avaliou que ainda está “muito ferido” e carregou dívidas ao longo dos últimos anos. A iniciativa anunciada se soma a uma série de medidas anunciadas por Lula na reta final das eleições.

Linha do BNDES

Pereira também anunciou que o governo vai divulgar, nos próximos dias, uma linha de financiamento do BNDES voltada a empresas de pequeno porte, com juros reduzidos e subsidiados. Segundo ele, o pacote inclui o socorro às dívidas de empresas do Simples dos setores de eventos, bares e restaurantes.

Fim da escala 6×1

O ministro afirmou que as empresas menores são a maior preocupação do governo na transição para o fim da escala 6×1. Segundo ele, foi aberto um grupo de trabalho com representantes do setor para entender o que essas empresas precisam para se adaptar.

“O fim da escala 6×1 é uma vitória do governo, mas vamos cuidar para que as empresas pequenas e médias façam essa transição de forma eficiente”, declarou.

O governo ainda pretende intensificar, na Câmara, a discussão sobre a atualização do Simples. A ideia é rever as faixas de faturamento, que hoje chegam a R$ 360 mil para microempresas e R$ 4,8 milhões para empresas de pequeno porte, e criar “rampas” para que o crescimento seja mais bem aproveitado.

Perse

Criado em 2021, durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), o Perse concedia benefícios tributários a empresas do setor de eventos afetadas pela pandemia. O programa foi encerrado em 2025 pela gestão Lula, que alegou que empresas de fora do setor estavam usando o benefício.

Na terça-feira (20), Flávio Bolsonaro prometeu em vídeo nas redes sociais retomar o programa e disse que vai “salvar o setor de shows”. A promessa e o anúncio do governo ocorrem às vésperas do segundo turno da eleição presidencial.

 

Flávio e Lula formalizam aval para quebra de sigilos sem divulgar dados

23 October 2026 at 12:59

As campanhas dos candidatos à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), formalizaram ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) as autorizações para as suas respectivas quebras de sigilos.

O aval para a abertura dos dados foi apresentando à Corte Eleitoral após acordo entre as equipes dos presidenciáveis. Os dados ainda não foram disponibilizados publicamente.

As entregas dizem respeito a procurações que estavam pendentes. Os documentos são necessários para autorizar o acesso a dados de terceiros, uma vez que nenhum dos candidatos pode consentir com a quebra de sigilo em nome de outras pessoas.

Na petição apresentada por Flávio, a campanha afirma ter cumprido integralmente o acordo firmado entre as equipes e fornecido todas as autorizações exigidas, incluindo a referente à Alcazar Holding, empresa pertencente ao advogado Willer Tomaz e investigada em um inquérito sobre lavagem de dinheiro. A Polícia Federal suspeita que Flávio era sócio de Tomaz no negócio.

No documento, a equipe do senador também criticou a iniciativa de Lula pela quebra dos sigilos, que classifica como “puramente política”. Ele também cobrou do presidente a divulgação de informações sobre os gastos com o cartão corporativo.

“Em 2022, Lula prometeu acabar com o sigilo de cem anos no primeiro dia de governo. Basta cumprir a promessa e abrir o cartão corporativo e as visitas do gabinete, para que o eleitor saiba, antes de domingo, qual tratamento tem sido dado ao numerário público”, afirma a petição.

Já a campanha de Lula diz ter entregue à Corte, na noite de ontem, todos os dados aos quais consegue ter acesso, incluindo informações sobre o cartão corporativo do presidente e de seu assessor Marcola, além de agendas, planos de voo e dados do GSI (Gabinete de Segurança Institucional). As informações, porém, não foram tornadas públicas.

Segundo a equipe do presidente, ficaram pendentes apenas os dados que dependem de requisições formais a bancos e operadoras de telefonia, como o “sigilo telefônico”. Para viabilizar o acesso, a campanha afirma ter apresentado autorizações para que o ministro André Mendonça determine a essas instituições o fornecimento das informações.

Pelo acordo firmado entre as duas campanhas na manhã de quinta-feira, caberia a Mendonça, relator do pedido de levantamento dos sigilos, requisitar os dados ao Banco Central, instituições financeiras, Receita Federal e operadoras de telefonia.

O ministro, no entanto, proferiu despacho no qual diz que não há necessidade de intervenção judicial para a divulgação das informações. Segundo ele, os próprios candidatos podem tornar públicos os dados que desejarem.

Na petição apresentada na noite de ontem, a campanha de Lula insistiu na atuação do ministro para garantir a confiabilidade e a divulgação simultânea das informações. Segundo a equipe do presidente, apenas a mediação judicial pode garantir que os candidatos divulguem os dados de forma simultânea e sem recortes.

“Não se pede que o Tribunal defina o que cada candidato divulga, pois isso as partes já acordaram. Pede-se que execute o acordo, como terceiro imparcial, para que a documentação chegue ao eleitor com fidelidade, integridade e ao mesmo tempo para ambos, e com absoluta confiança para o principal árbitro do pleito, Sua Excelência, o eleitor brasileiro”, afirma a campanha de Lula.

Duelo dos sigilos

A dois dias do segundo turno, o “desafio dos sigilos” ocupa o centro da campanha presidencial e mobiliza as campanhas. Lula lançou o desafio no debate da Band, no domingo (18). Na terça (20), apresentou ao TSE e ao STF (Supremo Tribunal Federal) uma autorização para abrir os sigilos bancário, fiscal e telefônico dele e de seus familiares dos últimos oito anos, desde que o adversário fizesse o mesmo.

Em petição ao TSE na quarta, dirigida ao ministro André Mendonça, Flávio chamou a oferta de “gaveta vazia” e afirmou que o patrimônio do rival não está em seu nome, mas no de terceiros. Ao impor uma série de condições, o senador autorizou o levantamento de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos 20 anos e dos de empresas das quais é sócio ou administrador. Disse também não se opor à abertura das mensagens que trocou com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Entre as exigências para a apresentação, o candidato do PL pediu a abertura dos sigilos telefônico, telemático, bancário e fiscal do ex-chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, e documentos sobre as relações do governo com Vorcaro e com a lobista Roberta Luchsinger, investigada no caso INSS.

Cobrou ainda os gastos do cartão corporativo da Presidência desde 2023, a agenda de Janja anterior a fevereiro de 2025, quando a primeira-dama passou a divulgá-la, e informações sobre as visitas dos filhos do presidente ao Palácio da Alvorada, o uso de helicóptero e as despesas do palácio.

Lula aceitou todas as condições impostas. Com isso, ambas as campanhas firmaram acordo na manhã de quinta-feira (22) para entregar formalmente todas as procurações e autorizações pendentes para que o TSE fizesse as determinações aos órgãos responsáveis. Não há previsão para que os dados se tornem públicos.

Brazil’s election and the battle for the Amazon – podcast

Our Latin America correspondent, Tom Phillips, heads to Roraima to hear what’s at stake for the rainforest and the communities that live there in the Brazilian presidential runoff on Sunday. Send your comments and questions to tif.questions@theguardian.com

For the Amazon and the communities who live there, the stakes in Sunday’s Brazilian presidential election runoff could scarcely be higher.

Our Latin America correspondent, Tom Phillips heads to Roraima, the country’s most northern state, to hear from voters, preachers and politicians in a region that heavily backed Flávio Bolsonaro in the first round.

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© Photograph: Raphael Alves/The Guardian

© Photograph: Raphael Alves/The Guardian

© Photograph: Raphael Alves/The Guardian

“Duelo dos sigilos”: Lula pede que TSE atue como intermediador “imparcial”

23 October 2026 at 01:47

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu nesta quinta-feira (22) ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que a Corte atue como um “terceiro imparcial” no chamado “duelo dos sigilos” com Flávio Bolsonaro (PL) e requisite diretamente às fontes oficiais os dados bancários, fiscais e telefônicos que os dois candidatos se comprometeram a tornar públicos.

O pedido foi apresentado após o ministro André Mendonça afirmar que o petista e o senador podem divulgar os próprios dados sem necessidade de autorização judicial e que não cabe à Justiça Eleitoral definir o que cada candidato pretende ou não tornar público.

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Na prática, a decisão de Mendonça afastou o TSE da função de mediador do acordo firmado entre as duas campanhas. O ministro afirmou que os candidatos e as pessoas físicas e jurídicas envolvidas poderiam divulgar as informações “por ato próprio, como e quando entenderem pertinentes”.

“Não cabe à Justiça Eleitoral definir o que cada candidato quer ou não divulgar. O que se quiser divulgar é escolha de cada um, e avaliar essa escolha cabe ao eleitor”, escreveu Mendonça.

Na nova manifestação, a defesa de Lula contesta essa interpretação. Os advogados afirmam que os candidatos não procuraram o TSE para obter autorização para abrir os próprios sigilos, mas para que a Corte requisitasse os dados diretamente das fontes oficiais e coordenasse a divulgação integral e simultânea das informações. “Os candidatos não pediram licença para divulgar”, afirma a petição.

Segundo a defesa, permitir que cada lado faça a divulgação por conta própria deixa espaço para a seleção dos documentos que serão apresentados.

“Divulgação por ato próprio é divulgação escolhida: ‘o que se quiser divulgar é escolha de cada um’, diz a decisão. É justamente esse o espaço que o acordo quis fechar”, afirma a campanha.

Para Lula, a requisição feita pelo TSE permitiria garantir que os dados fossem obtidos diretamente das fontes oficiais, sem recortes, e disponibilizados aos eleitores ao mesmo tempo.

A defesa pede, por isso, que o tribunal execute o acordo “como terceiro imparcial”, de modo a assegurar a “fidelidade” e a “integridade” da documentação divulgada.

O petista solicita que o TSE requisite informações ao Banco Central, às instituições financeiras, à Receita Federal e às operadoras de telefonia e publique os dados integralmente em um site de acesso público.

Lula cobra autorizações de Flávio

Lula também pediu que Mendonça intime Flávio a comprovar até as 23h59 desta quinta-feira que apresentou as autorizações previstas no acordo firmado entre as campanhas.

Segundo a defesa do presidente, Flávio deve entregar autorizações referentes a si próprio, a familiares, a empresas das quais seja sócio ou administrador e também à Alcazar Holdings.

A campanha de Lula sustenta que, como a conta da empresa não pertence a Flávio, a abertura dos dados depende ainda da anuência de seu titular, Willer Tomaz, amigo do senador e investigado no STF (Supremo Tribunal Federal).

Caso as autorizações não sejam apresentadas, Lula pede que o TSE registre nos autos que o descumprimento do acordo partiu do candidato do PL.

Decisão de Mendonça

Como mostrou a CNN, Mendonça afirmou nesta quinta que não seria necessária uma decisão judicial para que os candidatos abrissem os próprios sigilos.

Segundo o ministro, os sigilos bancário, fiscal e telefônico existem para proteger os titulares, que podem abrir mão dessa proteção quando quiserem. A decisão cita que extratos e movimentações podem ser obtidos junto aos bancos, declarações de Imposto de Renda estão disponíveis na Receita Federal e registros de chamadas podem ser solicitados às operadoras.

O “duelo dos sigilos” começou depois que Lula desafiou Flávio, durante o debate da Band no domingo (18), a abrir seus dados. As campanhas chegaram nesta quinta a um acordo para a divulgação mútua de informações bancárias, fiscais e telefônicas, inclusive de familiares e pessoas próximas.

Lula pede ao TSE retirada do “Exército do Lula” de registro da campanha

23 October 2026 at 00:21

A defesa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu nesta quinta-feira (22) ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) a retirada do canal de WhatsApp “Exército do Lula” do registro da campanha à reeleição.

Em petição apresentada ao ministro André Mendonça, os advogados solicitam o “cancelamento da anotação” do endereço eletrônico do canal no Sistema de Candidaturas da Justiça Eleitoral. A defesa sustenta que o espaço, criado e administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), não possui vínculo formal com a estrutura da campanha.

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O pedido ocorre após o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, autorizar, em 16 de outubro, que a coligação solicitasse a retirada de canais que considerasse não enquadrados nos critérios de vinculação definidos pela Corte.

O endereço do “Exército do Lula” havia sido incluído no registro da candidatura depois que Nunes Marques condicionou o funcionamento do canal à comunicação formal à Justiça Eleitoral. A campanha afirma que cumpriu a determinação apenas para permitir a retomada do espaço e que, já naquele momento, ressalvou que o registro não significava reconhecer o canal como integrante da estrutura eleitoral de Lula.

Na semana passada, o TSE aprovou novos critérios para definir quando canais mantidos por terceiros devem ser considerados vinculados a campanhas. Entre os elementos previstos estão o uso de recursos da candidatura, o fornecimento de suporte material, humano ou tecnológico, a divulgação do endereço do canal em perfis oficiais, o direcionamento coordenado de seguidores e a orientação da campanha sobre conteúdo, frequência de publicações ou metas.

A defesa de Lula afirma que nenhuma dessas hipóteses ocorre no caso do “Exército do Lula”. Segundo os advogados, o canal não recebe recursos, bens ou serviços da campanha ou dos partidos da coligação, não utiliza suporte técnico ou pessoal da candidatura e não recebe orientações sobre o conteúdo, a frequência das publicações ou as metas estabelecidas por Janones.

Os advogados também argumentam que eventuais participações de Lula em conteúdos produzidos pelo administrador ou menções públicas ao canal, isoladamente, não são suficientes para caracterizar o vínculo de acordo com as novas regras do tribunal.

Disputa com Flávio

A nova petição também responde a uma manifestação apresentada pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL), que pediu ao TSE o reconhecimento formal de que o “Exército do Lula” está vinculado à candidatura do petista.

Flávio pediu que a Justiça Eleitoral rejeite a retirada do canal do registro e declare que tanto a campanha quanto o administrador estão sujeitos aos deveres previstos para canais oficialmente vinculados às candidaturas.

A defesa de Lula, porém, afirma que Janones já declarou ao TSE ser o criador, titular e único administrador do canal e pediu que o espaço seja considerado um canal independente de apoiador, sem vínculo formal com a campanha.

O pedido ocorre no mesmo dia em que Janones anunciou a entrada de Lula no “Exército do Lula”. Segundo o deputado, o presidente teria sido incluído como administrador do canal e poderia enviar mensagens diretamente aos participantes.

Uma mensagem com a palavra “cheguei” foi publicada no canal e atribuída a Lula. Também foi divulgado um vídeo em que o presidente convidava os integrantes para uma transmissão ao vivo com Janones.

“Duelo” de quebra de sigilos domina final da campanha; veja linha do tempo

22 October 2026 at 23:53

A disputa pela quebra de sigilos de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) se desdobrou ao longo de toda a semana em uma série de movimentos políticos e jurídicos.

O episódio dominou a agenda da reta final do segundo turno das eleições presidenciais de 2026, culminando em um acordo firmado nesta quinta-feira (22) no Tribunal Superior Eleitoral.

O ponto de partida foi uma provocação feita por Lula durante o debate presidencial na Band, no último domingo (18), quando ele desafiou Flávio Bolsonaro a abrir seus sigilos bancário e telefônico.

Segundo o analista de Política Pedro Venceslau, durante o Hora H desta quinta-feira, o desafio feito pelo presidente não foi planejado: “De improviso, não foi treinado, não teve nada disso”, afirmou.

Protocolo no TSE e silêncio inicial de Flávio

Na segunda-feira (19), a campanha de Lula anunciou que protocolaria formalmente no TSE a autorização para a abertura de seus dados. Na terça-feira (20), the protocolo foi efetivado.

Até esse momento, Flávio Bolsonaro permanecia em silêncio sobre o assunto. “Ele achou que essa onda ia passar”, observou a âncora Thais Herédia.

Flávio aceita, mas impõe condições

Como o tema não perdeu força, Flávio Bolsonaro decidiu responder na quarta-feira (21), aceitando a proposta, mas acrescentando novas exigências.

Entre os itens incluídos por sua campanha estavam dados relacionados ao ex-chefe de gabinete Marcola, ao cartão corporativo, à agenda da primeira-dama Janja e ao Palácio da Alvorada. Ainda na quarta-feira, Lula aceitou as condições propostas.

Na quinta-feira (22), os advogados das duas campanhas foram ao TSE para formalizar o acordo por meio de procuração, estabelecendo a abertura simultânea dos dados dos presidenciáveis, de seus familiares e de empresas associadas.

Agenda negativa desviada

Para Venceslau, o episódio funcionou como um elemento estratégico que desviou a atenção das chamadas agendas negativas de ambos os candidatos.

“Um trucou, o outro aceitou, os dois estão falando sobre esse assunto. Ajudou a tirar as agendas negativas dos dois lados da frente, só se fala disso agora”, avaliou.

Ele destacou ainda que, do ponto de vista prático, há pouco tempo hábil para abrir os sigilos e analisar esse material antes da eleição. “É muito pouco provável que alguém consiga abrir esse sigilo, tirar alguma coisa dele até domingo. Muita espuma para pouca informação.”

Venceslau apontou também que a agenda estaria mais desfavorável para Flávio Bolsonaro neste momento, citando as investigações relacionadas ao advogado Willer Tomaz.

Nesse contexto, manter o foco na disputa de sigilos seria, segundo o analista, mais conveniente para a campanha de Flávio do que para a de Lula.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.

Mendonça mantém no ar vídeo de Flávio sobre Lula “esquecer” Bolsa Família

22 October 2026 at 22:06

O ministro André Mendonça, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), decidiu manter no ar um vídeo da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) que critica o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por ter dito que “não sabia” que o Bolsa Família estava havia quase quatro anos sem reajuste. Ele determinou, porém, a suspensão do impulsionamento pago da publicação.

Na peça, o candidato reproduz trecho de entrevista em que Lula diz desconhecer a falta de correção do benefício. Em seguida, afirma que o petista “esqueceu por quatro anos de quem recebia o Bolsa Família” e só se lembrou do reajuste a poucos dias da eleição. O vídeo também diz que o petista “engana pessoas para conseguir voto”.

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A declaração explorada pela campanha foi dada durante sabatina à TV Globo, no dia 15. Na ocasião, Lula chamou de “inexplicável” o fato de o programa ter ficado quase quatro anos sem reajuste e afirmou ter mandado corrigir o valor assim que soube da situação.

“Eu não sabia que o Bolsa Família não tinha sido reajustado. Isso é inexplicável, que no governo do Lula, alguém pense em não reajustar a inflação no salário das pessoas. É impensável, mas aconteceu”, declarou.

O governo anunciou a correção do Bolsa Família em 17 de setembro, em cerimônia no Palácio do Planalto, a 17 dias do primeiro turno.

O piso passou de R$ 600 para R$ 691, com previsão de pagamento do valor atualizado a partir de outubro. Já o benefício médio, que considera os adicionais recebidos pelas famílias, passou de R$ 675 para R$ 777. Como mostrou a CNN, o Ministério do Planejamento e Orçamento editou a minuta que embasou o reajuste do programa na véspera do anúncio da medida.

Para Mendonça, embora o vídeo também promova a candidatura de Flávio, sua narrativa é predominantemente voltada a desqualificar Lula. A legislação eleitoral permite que conteúdos negativos contra adversários permaneçam nas redes, mas proíbe que sejam impulsionados mediante pagamento.

O ministro ressaltou que, neste momento, não está considerando falsas, ofensivas ou difamatórias as afirmações do vídeo. Por isso, negou o pedido de remoção e mandou apenas que Flávio e a Meta interrompam o impulsionamento.

Mendonça também proibiu a contratação de novos anúncios para promover a mesma peça. A decisão é liminar e ainda será submetida ao plenário do TSE.

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