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Trump teria barrado compra da Warner pela Netflix, revela magnata

O empresário americano John Malone afirmou que o governo de Donald Trump barrou à Netflix de adquirir a Warner Bros. Discovery nos Estados Unidos. Segundo ele, o aviso levou a plataforma a desistir da disputa, vencida pela Paramount.A declaração foi feita nesta quarta-feira, 21, durante o International Council Summit do Paley Center for Media. O magnata não detalhou a suposta mensagem enviada à empresa.“Eles estavam prestes a prosseguir e foram informados pela administração de que não tinham chance de obter aprovação regulatória nos EUA. Acho que isso foi o que os fez desistir”, afirmou.Em fevereiro, o co-CEO da plataforma, Ted Sarandos, esteve na Casa Branca para se reunir com autoridades americanas. A proposta foi retirada no mesmo dia, embora ainda houvesse quatro dias para responder à última oferta da concorrente. Malone também mencionou divergências internas na Warner sobre a saída da Netflix, mas avaliou que o desfecho foi favorável aos acionistas.Em entrevista à Bloomberg, Sarandos afirmou posteriormente que Trump foi “completamente neutro” na negociação e atribuiu a decisão ao fato de a Warner ter considerado a oferta da Paramount superior, e que o encontro na sede do governo não teve “nada fora do comum”.Democratas questionaram a reunião e pediram esclarecimentos à então procuradora-geral Pam Bondi, alegando possível favorecimento político.Em junho, o Departamento de Justiça anunciou que não contestaria a transação. Em julho, a Califórnia e outros 11 estados contestaram o negócio, mas chegaram a um acordo no mês passado, permitindo a fusão.A Paramount pagou US$ 110 bilhões pela Warner Bros. Discovery, em uma das maiores transações da história do setor de mídia.

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Municípios querem acelerar construção de habitação pública em Portugal

Os municípios estão “disponíveis e motivados” para ajudar o Estado a aumentar a oferta de habitação pública e trabalham com entidades para reprogramar prioridades do Portugal2030 e acelerar a burocracia, disse a ANMP.

Em declarações à Lusa, no final de uma reunião do Conselho Diretivo da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), em Mourão, no distrito de Évora, o presidente da associação, Pedro Pimpão, destacou que “há, efetivamente, do ponto de vista da proposta do Orçamento do Estado [para 2027], um reforço das verbas destinadas à habitação”, uma área que “é uma preocupação” para os municípios.

“Nós assumimos esse compromisso de ajudarmos o Estado português a aumentar a habitação pública no nosso país, nos nossos municípios. E, portanto, esse reforço de verbas que possa existir, seja pela linha do Banco Europeu de Investimento [BEI], seja por outros mecanismos, nomeadamente no Portugal2030, que nos ajude a aumentar a resposta pública no parque habitacional, nós estamos disponíveis e estamos motivados para esse desígnio”, afirmou.

Pedro Pimpão sublinhou que a ANMP defende “o reforço de verbas destinadas exclusivamente à habitação e, nomeadamente, à habitação com preços controlados”.

Defende também “uma maior agilização e simplificação dos processos” para que esses procedimentos, sendo mais rápidos, consigam alcançar o objetivo de “criar condições para aumentar a habitação pública no país”.

Pimpão sublinhou que os municípios estão atualmente a trabalhar com entidades com responsabilidade nesta área, em particular com o IHRU (Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana), mas também com as comissões de desenvolvimento regional, no âmbito da reprogramação das prioridades do Portugal 2030 e também para que os procedimentos “sejam os mais céleres possíveis”.

“Todas as alterações que vierem no sentido de desburocratizar e de simplificar o processo são bem-vindas”, sublinhou.

O autarca sublinhou ainda que os municípios portugueses têm sido responsáveis pelo grosso do investimento público a nível nacional, sendo, “neste momento, responsáveis por 40% do investimento público, a nível nacional, na área da saúde, da educação e também da habitação”.

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